Autor: Jenyberto Pizzotti

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16 de novembro de 2017

CASO CULTURA Rio Claro/SP

7 Meses de uma Denúncia ao Ministério Público

E aí Ministério Público ?

 

Foi protocolado na tarde de hoje (16/11 quinta-feira) junto ao Ministério Público de Rio Claro (7ª Promotoria – Danos ao Patrimônio Público) um pedido de informações sobre o andamento e ações realizadas pela 7ª Promotoria de Justiça referente a uma importante e gravíssima denúncia referente a VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, CONSTRANGIMENTO MORAL, COAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATO ILÍCITO, NEPOTISMO CRUZADO E PRÁTICA DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, NA SECRETARIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE RIO CLARO/SP.

O pedido de informações ao MP foi feito pelo cidadão Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro/SP.

A Rio Claro Online reproduz aqui o teor do pedido feito ao Ministério Público de Rio Claro, assim como, para bem informar nossos leitores, os demais ofícios apresentados ao Ministério Público em abril de 2017, ocasião em que o cidadão apresentou a denúncia ao Ministério Público.

Interessante ressaltar que o referido cidadão também apresentou um alerta através da mídia rioclarense e das redes sociais da Internet, sobre a implantação de um sistema de “rodízio” na 7ª Promotoria de Justiça de Rio Claro, o que com certeza dificulta a apuração de denúncias apresentadas ao Ministério Público, visto o titular da 7ª Promotoria Pública (o Promotor oficial) estar sendo mantido afastado de suas funções na 7ª Promotoria por acumular cargo junto ao Ministério Público em São Paulo e agora em Piracicaba, ou seja, uma forma sútil e maquiavélica de “travar” processos de lesão ao Patrimônio Público em andamento.

 

(cópia de ofício)

REF.

Representação Civil nº 1429/2017-1

 

Rio Claro, 16 de outubro de 2017

 

Exmo. Sr.

7º PROMOTOR DE JUSTIÇA DE RIO CLARO

 

JENYBERTO PIZZOTTI, brasileiro, R.G. 8.450.437 SSP/SP, Título de Eleitor 1072 2597 0124 – 110ª Zona, residente nesta cidade de Rio Claro, Estado de São Paulo, através deste, na condição de cidadão desta cidade e deste país, e fazendo uso do artigo 5º da Constituição Federal em seus itens IV, IX, XIV, XXXIII, XXXIV letra “a”, e LXXIII vem a presença de V.Exma. para expor e solicitar o que segue:

 

  1. EM 04/04/2017 FOI APRESENTADO A PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE RIO CLARO DENÚNCIA REFERENTE A VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, CONSTRANGIMENTO MORAL, COAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATO ILÍCITO, NEPOTISMO CRUZADO E PRÁTICA DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, NA SECRETARIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE RIO CLARO/SP;

 

  1. RECEBIDO PELA 5ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE RIO CLARO EM 04/04/2017 A DENÚNCIA FOI TRANSFERIDA PARA A 7ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA EM 11/04/2017;

 

  1. EM 25/04/2017 E 16/05/2017 FORAM APRESENTADAS A ESSA DIGNA 7ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE O CASO REFERIDO.

 

Em razão da gravidade da denúncia apresentada a essa digna Promotoria de Justiça, na ocasião foi solicitado a máxima urgência para a verificação da denúncia apresentada e as devidas providências e ações por essa digna Promotoria de Justiça.

 

Como até a presente data, não recebi nenhuma comunicação e/ou informação dessa digna Promotoria de Justiça sobre as ações que foram e devem estar sendo                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 realizadas referente a denúncia apresentada, e na condição de cidadão desta cidade e deste país, e fazendo uso do artigo 5º da Constituição Federal em seus itens IV, IX, XIV, XXXIII, XXXIV letra “a”, e LXXIII, assim como do direito pleno a legislação vigente sobre Informações, venho a presença de V.Exma. para solicitar informações detalhadas e precisas, sobre quais as ações que foram realizadas por essa digna Promotoria Pública referente ao caso especificado e as denúncias apresentadas.

 

Rio Claro, 16 de outubro de 2017

JENYBERTO PIZZOTTI

R.G. 8.450.437 SSP/SP

Jenyberto Pizzotti

e-mail: jenyberto@yahoo.com.br

 

 

CÓPIA DE OFÍCIO EM 25 DE ABRIL DE 2017 AO MP

 

Rio Claro, 25 de abril de 2017

 

Exmo. Sr.

7º PROMOTOR DE JUSTIÇA DE RIO CLARO

 

ANEXOS COM INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

REF. VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, CONSTRANGIMENTO MORAL, COAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATO ILÍCITO, NEPOTISMO CRUZADO E PRÁTICA DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, NA SECRETARIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE RIO CLARO/SP

RECEBIDO PELA 5ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE RIO CLARO EM 04/04/2017 e TRANSFERIDO PARA A 7ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA EM 11/04/2017.

 

JENYBERTO PIZZOTTI, brasileiro, R.G. 8.450.437-7 SSP/SP, Título de Eleitor 1072 2597 0124 – 110ª Zona, residente nesta cidade de Rio Claro, Estado de São Paulo, através deste, na condição de cidadão desta cidade e deste país, e fazendo uso do artigo 5º da Constituição Federal em seus itens IV, IX, XIV, XXXIII, XXXIV letra “a”, e LXXIII vem a presença de V.Exma. para expor e solicitar o que segue:

 

SENHOR PROMOTOR,

 

Após as eleições de novembro/2016, um grupo formado por uma coalizão de partidos em volta do DEM, tendo João Teixeira Junior como prefeito eleito, substituiu o grupo político que o antecedeu (PMDB/PT).

Após o grupo eleito e empossado (janeiro/2017), vieram então a distribuição de Secretarias e cargos para aqueles apadrinhados, e para aqueles que mais próximos estiveram do prefeito eleito durante a campanha, sobretudo aos políticos ligados ao DEM, aos parentes e amigos, com óbvias e evidentes ações de Nepotismo Cruzado e Tráfico de Influência.

Em relação a Secretaria de Cultura do Município, a mesma foi entregue como “recompensa” e “presente”, e como uma espécie de Feudo e com “carta branca”, ao vereador reeleito Geraldo Luis de Moraes, Geraldo Voluntário, que foi e é um dos principais apoiadores e “conselheiros” do prefeito eleito.

Por sua vez, o vereador citado indicou e fez ser empossada como Secretária, Daniela Martinez Figueiredo Ferraz, namorada/companheira de um parente direto, passou a administrar de forma indireta a Secretaria de Cultura, assim como indicou, e fez ser empossados em cargos comissionados nessa Secretaria, quem o apoiou em sua campanha como vereador, assim também como integrantes e participantes de sua crença e organização religiosa, que tem como “guia e mentor espiritual”, esse seu parente namorado/companheiro da atual Secretaria de Cultura, o que obviamente, coloca todos os funcionários da Secretaria sob diversos tipos de coação e de dependência de ordem profissional, moral, psicológica e religiosa, e isso é ignóbil e inaceitável.

Em apenas 2 meses de administração, a Secretaria de Cultura não só se transformou num feudo e num cabide de empregos, como também passou a ser fonte de conflitos internos na nova administração, gerou um confronto entre evangélicos e umbandistas, conforme divulgado na mídia, e priorizou e prioriza a distribuição de verbas de acordo com os interesses pessoais e religiosos de sua Secretária, Daniela Martinez Figueiredo Ferraz, e de seu tutor.

A Secretária de Cultura, Daniela Martinez Figueiredo Ferraz passou a administrar, não baseada em gestão administrativa racional e técnicas gerenciais, e de forma independente e na defesa dos reais interesses de Rio Claro, mas sob a influência de “conselhos” e “orientações” de “entidades espirituais”, dos auto denominados “pais de santo”, que tem ingerência externa em funções pertinentes e específicas apenas dos funcionários da Secretaria de Cultura.

A Secretaria Daniela Martinez Figueiredo Ferraz atuou e atua desmerecendo os funcionários da Secretaria, os integrantes do Conselho Municipal de Cultura, desmerecendo e colocando em insegurança dirigentes e integrantes de organizações culturais, produtores de eventos culturais entre outros, e o pior, do pior, do pior… viola direitos humanos, faz assédio moral a funcionários, e administra de forma autoritária, agressiva e truculenta, eliminando qualquer oposição, como é o caso de transferência de funcionários (Ilidia Maria de O. Faneco, por exemplo), e exoneração sumária de funcionários que se recusam a cometer ilegalidades, como é o caso mais injusto, escandaloso e gritante da funcionária Maria Cristina de Castro Farias, Diretora de Políticas Especiais, que foi exonerada, por ter se recusado a assinar e autorizar liberação de verba (10 mil reais) do CONERC – Conselho da Comunidade Negra de Rio Claro (que dispõe de pouca verba) para a realização da “Semana de Ogum”, evento esse ligado diretamente a organização religiosa do vereador citado inicialmente (Geraldo Voluntário).

E mais uma vez, Rogo a V.Exma. que interceda imediata e urgentemente no caso, protegendo o direito líquido e certo da cidadã, a funcionária Maria Cristina de Castro Farias, exonerada injustamente de suas funções , reconduzindo-a ao cargo até melhor apuração dos fatos.

Essas afirmações estão baseadas em informações que foram obtidas inicialmente através do alerta e denúncia que o Presidente do Conselho de Cultura de Rio Claro fez a revista eletrônica Rio Claro Online – www.rioclaroonline.com.br -, e no depoimento prestado (e gravado) pela funcionária Maria Cristina de Castro Farias a reportagem da Rio Claro Online, e aqui já anexadas e apresentadas através de áudio em CD e a transcrição do áudio em texto em Word.

Essas informações também estão baseadas nas inúmeras manifestações que estamos recebendo e em denúncias que vem sendo divulgadas através das redes sociais da Internet e aqui anexadas para apreciação e análise (vide anexos).

Dessa forma, o relatado acima foi informado e recebido pela 5ª Promotoria de Justiça de Rio Claro em 04/04/2017 e transferido para essa digna 7ª Promotoria de Justiça em 11/04/2017 conforme parecer do digníssimo Promotor Público Dr. Gilberto Porto Camargo:
“Trata-se de matéria afeta a área de IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA”

Seguem, portanto, informações complementares referentes ao caso em questão a serem confirmadas devidamente apuradas e confirmadas ou não, e que configuram Nepotismo Cruzado e Tráfico de Influência.

 

Resumo do Relatório (informações parciais)

REF. NOMEAÇÕES VERIFICADAS NA SECRETARIA DE CULTURA DE RIO CLARO

 

NOME:   DANIELA MARTINEZ FIGUEIREDO FERRAZ

INDICADO POR:   vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Secretária de Cultura

OBSERVAÇÕES:

NOME:   MARIA CRISTINA CASTRO FARIAS – EXONERADA

INDICADO POR: vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Assessor – Diretora de Políticas Especiais

OBSERVAÇÕES: Apoio público ao vereador Geraldo Voluntário durante eleições

NOME:   JOSÉ ROBERTO SANT`ANA

INDICADO POR: vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Diretor de Departamento – Salário: 6.006,32

OBSERVAÇÕES: Apoio público ao vereador Geraldo Voluntário durante eleições

NOME:   ALEX DE OLIVEIRA RODRIGUES LOPES

INDICADO POR:  vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Assessor – Salário: 3.882,78

OBSERVAÇÕES: Colaborador financeiro da campanha do vereador Geraldo Voluntário

NOME:   JOSIANE CRISTINA MARTINS DA SILVA

INDICADO POR:  vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Assessora – Assessora de Igualdade Racial – Salário: 3.301,15

OBSERVAÇÕES:

NOME:   FRANCISCO CLARO DE MORAES 

INDICADO POR:   vereador Geraldo Voluntario

CARGO:  Assessor – Assessor municipal de Políticas Públicas para os Idosos – Salário: 3.301,15

OBSERVAÇÕES:

NOME:  FELISBERTO FERNANDES RODRIGUES JUNIOR

INDICADO POR: vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Assessor – Salário: 2.862,54

OBSERVAÇÕES:

NOME:  MARIA CELIA VIANA

INDICADO POR: vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Assessora – Salário: 1.414,77

OBSERVAÇÕES:

NOME:   PAULO ROBERTO MEYER

INDICADO POR:  vereador Geraldo Voluntário

CARGO:   Assessor – Salário: 3.301,15

OBSERVAÇÕES:

NOME:   ERIKA LAYHER

INDICADO POR: Secretária de Cultura Daniela Ferraz (indicada por Geraldo Voluntário)

CARGO:   Assessora – Salário: 3.301,15

OBSERVAÇÕES: Amiga e colega pessoal da Secretária de Cultura, Daniela Ferraz, na UNESP. Aerelista e Proprietária da empresa Cia Passarinhar da qual faz parte a Secretaria de Cultura, Daniela Ferraz

NOME:   TAINA DA ROSA VILELA

INDICADO POR:  Secretária de Cultura Daniela Ferraz (indicada por Geraldo Voluntário)

CARGO:   Diretora de Departamento – Salário: 6.006,32

OBSERVAÇÕES: Amiga e colega pessoal da Secretária de Cultura, Daniela Ferraz, na UNESP. Aerelista na empresa Cia Passarinhar da qual faz parte a Secretaria de Cultura, Daniela Ferraz

NOME:   LUIZ FERNANDO DENARDI STANCATI SILVA

INDICADO POR:  vereadora Carol Gomes

CARGO:   Diretor de Departamento – Salário: 6.006,32

OBSERVAÇÕES: Principal assessor da vereadora Carol Gomes em sua campanha eleitoral para vereadora

NOME:   AMANDA ALBARRAL DE OLIVEIRA

INDICADO POR:  vereadora Carol Gomes

CARGO:   Assessor – Salário: 3.301,15

OBSERVAÇÕES: Assessora pessoal da vereadora Carol Gomes

NOME:   ELIZAMA RAMOS DOS SANTOS COSTA

INDICADO POR: vereador Julinho Lopes

CARGO:   Gerente – Salário: 3.275,14

OBSERVAÇÕES: Apoio público ao vereador Julinho Lopes durante as eleições

NOME:   ELLEN CRISTINA FILIER

INDICADO POR:

CARGO:   Gerente – Salário: 3.275,14

OBSERVAÇÕES:

NOME:   MARCIA MARQUES FERNANDES BARBOSA

INDICADO POR:

CARGO:   Assistente de Gabinete – Salário: 1.246,59

OBSERVAÇÕES:

NOME:   ERICA FORMIGONI BENTO

INDICADO POR:

CARGO:   Assessora – Salário: 2.610,10

OBSERVAÇÕES: Recebe Bolsa Família ?

https://www.bolsa-familia.com/beneficiario/sao-paulo/rio-claro/erica-formigoni-bento/20786119483 / é funcionária da Secretaria ?

Tudo isso aqui relatado, e mais o que está sendo apurado e denunciado, configura uma série de violações e crimes, e tudo isso deixa mais que evidente que a Cultura em Rio Claro está em perigo e em risco, e não só a Cultura, mas toda uma Administração.

Importante ressaltar, e que deve ser apurado para as devidas responsabilizações, é como esse processo de Nepotismo Cruzado e Tráfico de Influência, caso confirmado, se deu, e por quem foi autorizado e porque. A “moeda de troca” já se tornou evidente, cabe esclarecer quem foram os operadores dessa transação e porque ela aconteceu indo na contra mão dos reais interesses do povo de Rio Claro, que votou e escolheu seus candidatos, representantes e administradores acreditando na honestidade e transparência de suas ações.

Esse triste, infeliz e lamentável FATO verificado na Secretaria de Cultura de Rio Claro pode apenas indicar e ser a “ponta do iceberg” de ações muito mais amplas a serem devidamente investigadas, apuradas e denunciadas por essa digna Promotoria Pública, envolvendo outras Secretarias e até mesmo a própria Câmara Municipal de Rio Claro.

Tendo absoluta certeza da gravidade do caso, e de que V.Exma. irá encontrar, dentro da Lei, do bom senso e da racionalidade, o que for melhor para a população desta cidade, para os funcionários envolvidos, e dando a V.Exma. a certeza, de que entenderei e acatarei incondicionalmente as decisões de V.Exma., subscrevo-me respeitosamente.

 

 

JENYBERTO PIZZOTTI

R.G. 8.450.437-7 SSP/SP

 

 

 

Jenyberto Pizzotti

e-mail: jenyberto@yahoo.com.br

 

 

CÓPIA DE OFÍCIO AO MP EM 03 DE ABRIL DE 2017

 

Rio Claro, 03 de abril de 2017

 

Exmo. Sr. Dr.

GILBERTO PORTO CAMARGO

5º PROMOTOR DE JUSTIÇA DE RIO CLARO

 

REF. VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, CONSTRANGIMENTO MORAL, COAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATO ILÍCITO, NEPOTISMO CRUZADO E PRÁTICA DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, NA SECRETARIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE RIO CLARO/SP

 

JENYBERTO PIZZOTTI, brasileiro, R.G. 8.450.437-7 SSP/SP, Título de Eleitor 1072 2597 0124 – 110ª Zona, residente nesta cidade de Rio Claro, Estado de São Paulo, através deste, na condição de cidadão desta cidade e deste país, e fazendo uso do artigo 5º da Constituição Federal em seus itens IV, IX, XIV, XXXIII, XXXIV letra “a”, e LXXIII vem a presença de V.Exma. para expor e solicitar o que segue:

 

Após as eleições de novembro/2016, um grupo formado por uma coalizão de partidos em volta do DEM, tendo João Teixeira Junior como prefeito eleito, substituiu o grupo político que o antecedeu (PMDB/PT).

Após o grupo eleito, vieram então a distribuição de Secretarias e cargos para aqueles apadrinhados, e para aqueles que mais próximos estiveram do prefeito eleito durante a campanha, sobretudo aos políticos ligados ao DEM, aos parentes e amigos.

Em relação a Secretaria de Cultura do Município, a mesma foi entregue como “recompensa” e “presente”, e como uma espécie de Feudo e com “carta branca”, ao vereador reeleito Geraldo Voluntário, que foi e é um dos principais apoiadores e “conselheiros” do prefeito eleito.

Por sua vez, o vereador citado indicou e fez ser empossada como Secretária, a namorada de um seu sobrinho, assim como indicou, e fez ser empossados em cargos comissionados nessa Secretaria, quem o apoiou em sua campanha como vereador, assim também como integrantes e participantes de sua crença e organização religiosa.

Em apenas 2 meses de administração, a Secretaria de Cultura não só se transformou num feudo e num cabide de empregos, como também passou a ser fonte de conflitos internos na nova administração, gerou um confronto entre evangélicos e umbandistas, priorizou e prioriza a distribuição de verbas de acordo com os interesses pessoais e religiosos de sua Secretária, Daniela Martinez Figueiredo Ferraz, e de seu tutor.

A Secretária de Cultura, passou a administrar, não baseada em gestão administrativa racional e técnicas gerenciais, e de forma independente e na defesa dos reais interesses de Rio Claro, mas sob a influência de “conselhos” e “orientações” de “entidades espirituais”, dos auto denominados “pais de santo”. Atuou e atua desmerecendo os funcionários da Secretaria, os integrantes do Conselho Municipal de Cultura, desmerecendo e colocando em insegurança e risco os dirigentes, integrantes e organizações culturais como a Orquestra Sinfônica de Rio Claro, a Orquestra Filarmônica de Rio Claro, o Arquivo Público e Histórico, a Casa de Cultura, a Banda União dos Artistas Ferroviários de Rio Claro, o CONERC – Conselho da Comunidade Negra de Rio Claro, as Bibliotecas Públicas Municipais, produtores de eventos culturais entre outros, e o pior, do pior, do pior… viola direitos humanos, faz assédio moral a funcionários, e administra de forma autoritária, agressiva e truculenta, eliminando qualquer oposição, como é o caso de transferência de funcionários (Ilidia Maria de O. Faneco, por exemplo), e exoneração sumária de funcionários que se recusam a cometer ilegalidades, como é o caso mais injusto, escandaloso e gritante da funcionária Maria Cristina de Castro Farias, Diretora de Políticas Especiais, que foi exonerada, por ter se recusado a assinar e autorizar liberação de verba (10 mil reais) do CONERC – Conselho da Comunidade Negra de Rio Claro (que dispõe de pouca verba) para a realização da “Semana de Ogum”, evento esse ligado diretamente a organização religiosa do vereador citado inicialmente (Geraldo Voluntário).

Essas afirmações estão baseadas em informações que foram obtidas inicialmente através do alerta e denúncia que o Conselho de Cultura de Rio Claro fez a revista eletrônica Rio Claro Online – www.rioclaroonline.com.br  -, e no depoimento prestado (e gravado) pela funcionária Maria Cristina de Castro Farias a reportagem da Rio Claro Online, e aqui anexadas e apresentadas a V.Exa. através de áudio em CD e a transcrição do áudio em texto em Word.

Essas informações também estão baseadas nas inúmeras manifestações e denúncias divulgadas nas últimas semanas através das redes sociais da Internet e aqui anexadas para apreciação e análise de V.Exa. (vide anexos).

Óbvio que não podemos crucificar o vereador Geraldo Voluntário, que sempre foi um excelente vereador, nem mesmo sua apadrinhada, a Secretária de Cultura, que foi colocada no cargo totalmente despreparada para exerce-lo, com absoluta falta de experiência na gestão de organizações ou pessoas, todos somos seres humanos e as vezes falhamos ou nos deixamos levar por ações nas quais nos complicamos depois, mas a culpa maior recai e deve recair, em quem deu ou facilitou esse poder sem controle, recai em quem negociou uma Secretaria inteira, com a liberação de altas somas em dinheiro em cargos e salários, apenas como tráfico de influência ou moeda de troca, ou ainda “recompensa” pessoal, ou em “pagamento” ou “recompensa” por “favores espirituais”, e tudo isso realizado, esse verdadeiro circo e hospício, com dinheiro e patrimônio do povo, que mergulhou de cabeça, acreditou e confiou no “Coragem para Mudar Rio Claro”.

Tudo isso aqui relatado e mais o que está sendo apurado e denunciado configura uma série de violações e crimes, e tudo isso deixa mais que evidente que a Cultura em Rio Claro está em perigo e em risco, e não só a Cultura, mas toda uma Administração que ainda me parece muito séria e com boas intenções.

Como Presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, que tem em seus Estatutos e Finalidades:

“Art. 2º – A SOCIEDADE DO BEM COMUM tem por finalidades:

  1. acompanhar e fiscalizar os atos dos Poderes Executivo e Legislativo do Município;
  2. denunciar ao Ministério Público quaisquer ações que possam estar prejudicando ou que venha a prejudicar o BEM COMUM da população da cidade, o patrimônio público, e as instituições estabelecidas democraticamente”

Não posso me omitir em comunicar o que nos foi informado e o que apuramos até o presente momento:

Violação de Direitos Humanos referente a funcionários, com base em informações pessoais e depoimentos gravados (anexados):

Constituição Federal – Titulo II – Dos Direitos e Garantia Garantias Fundamentais / Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos / Art.5º Item II – “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da Lei”

E indícios e evidências a serem apurados por V.Exa. :

VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, CONSTRANGIMENTO MORAL, COAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATO ILÍCITO, NEPOTISMO CRUZADO E PRÁTICA DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, NA SECRETARIA DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE RIO CLARO/SP

Desde os dias 27 e 28 de março tentei fazer contato com o senhor prefeito na tentativa de alertá-lo para o que está ocorrendo, e sem sucesso. No dia 31 (sexta-feira), finalmente consegui contato com a Assessora do Gabinete, Andréia, que gentilmente e de forma responsável forneceu o e-mail direto do senhor prefeito.

Imediatamente lhe enviei um ofício, passando no e-mail, parte do problema e solicitando um rápido contato pessoal onde então poderia lhe passar mais detalhes com o objetivo de lhe solicitar pessoalmente medidas e ações imediatas para reverter a situação, e corrigir a injustiça que foi feita com a funcionária exonerada e outros casos, assim como tomar medidas enérgicas em relação a Secretaria de Cultura, e principalmente poupando Rio Claro de mais esse escândalo e dessa vergonha.

O senhor prefeito não entrou em contato comigo, e preferiu mandar seu Chefe de Gabinete entrar em contato via telefone as 19:57 horas desse mesmo dia 31, e num diálogo de 17 minutos, tentou minimizar a situação, negar FATOS e justificar o injustificável. No final do diálogo com o Chefe de Gabinete, alertei e implorei para que o senhor prefeito entrasse em contato, pelo simples fato de ainda nele acreditar, acreditar em sua honestidade, honradez, integridade,  e sobretudo pelo carinho e respeito que tenho por toda sua família.

Como não obtive nenhuma resposta ou retorno, nem por educação, respeito ou consideração, então, não tendo mais como ajudar, auxiliar e alertar o senhor prefeito, comunico os FATOS a V.Exa. cumprindo meu dever como cidadão, como Presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, como integrante dos grupos que fazem parte da Comissão de Direitos Humanos da OAB 4ª Subseção Rio Claro/SP, e sobretudo, como um discípulo do mestre em Direitos Humanos, nosso querido e saudoso Dr. Orlando de Pilla Filho, que nos deixou um legado a ser defendido.

Rogo a V.Exma. que interceda imediata e urgentemente no caso, protegendo o direito líquido e certo da cidadã, a funcionária Maria Cristina de Castro Farias, afastada de suas funções , reconduzindo-a ao cargo até melhor apuração dos fatos.

Senhor Promotor, estou fazendo minha parte como cidadão que ama essa cidade e sua história.  Os fatos e acontecimentos se precipitam. O senhor, como representante da Promotoria Pública, em ações históricas também sempre demonstrou seu amor por Rio Claro, e sobretudo, pela Lei e pela Justiça, e agora em suas mãos está o destino de parte do patrimônio Cultural e Histórico de Rio Claro, o destino dos funcionários municipais da Secretaria de Cultura, e sobretudo, seus valores morais e sua Fé na Verdade e na Justiça.

O tempo não para, e a História não espera. Daí a necessidade de IMEDIATAS E URGENTES decisões de V.Exma.

Tendo absoluta certeza da gravidade do caso, e de que V.Exma. irá encontrar dentro da Lei, do bom senso e da racionalidade, o que for melhor para a população desta cidade, para os funcionários envolvidos, e também para apoiar e auxiliar o senhor prefeito, dando-lhe chances e condições de realizar uma boa gestão administrativa, livre de influências nefastas, e dando a V.Exma. a certeza, de que entenderei e acatarei incondicionalmente as decisões de V.Exma., subscrevo-me respeitosamente.

 

 

JENYBERTO PIZZOTTI

R.G. 8.450.437-7 SSP/SP

 

 

Jenyberto Pizzotti

e-mail: jenyberto@yahoo.com.br


mariana
8 de novembro de 2017

DESASTRE DE MARIANA

EM MARIANA, A TRISTEZA SEGUE SEU CURSO

Especial de Heloísa Mendonça

 

Moradores aguardam a nova vila prometida pela Samarco depois de dois anos do desastre. Região encara sequelas da tragédia que matou 19 e deixou rejeitos ao longo de 600 km

 

Já se passaram dois anos daquele fim de tarde de novembro em que Keila Vardeli viu um “mundo de lama” engolir bruscamente sua casa, pertences, a rotina no campo e as conquistas de uma vida inteira. Quando foi informada por um vizinho que a barragem de Fundão, em Mariana, – cerca de três quilômetros dali – tinha se rompido, não titubeou: saiu em disparada em direção a escola dos dois filhos no vilarejo rural de Bento Rodrigues. “Só pensei em correr, mas na minha cabeça não era para salvar eles. No meu pensamento, eu ia correr para morrer com eles”, conta.

 

Mas salvou. Conseguiu em minutos buscar os filhos, levar outras crianças e vizinhos na caçamba de uma caminhonete e resgatar a mãe de 85 anos que já estava ilhada em casa. Subiram todos para o ponto mais alto do distrito e, quando finalmente conseguiram olhar para trás, o tsunami de rejeitos de minério de ferro já tinha acabado com o povoado. O desastre matou um total de 19 pessoas e deixou um rastro de destruição ao longo de mais de 600 quilômetros da Bacia do Rio Doce, até o litoral do Espírito Santo. Hoje é considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.

 

“Parece que foi ontem que tudo aconteceu. Os sentimentos de tristeza, de angústia e de não saber o que vai ser do nosso futuro continuam iguais. A vida na cidade está muito difícil, foi uma mudança muito brusca”, lamenta Keila, produtora de geleia de pimenta biquinho, sentada no sofá de um pequeno apartamento perto da estação ferroviária de Mariana. A família dela e de outras 600 pessoas que ficaram desabrigadas após o rompimento da barragem vivem atualmente em casas ou apartamentos alugados pela mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, proprietária de Fundão.

 

Os atingidos estão hoje em compasso de espera, aguardando sair do papel o projeto da nova cidade que será construída para eles no distrito de Lavoura, a nove quilômetros de Bento Rodrigues. Por enquanto, tentam adaptar-se à nova vida urbana longe do campo, onde, muita vezes, sofrem preconceito e são acusados por uma pequena parcela da população local de estarem interrompendo o funcionamento da mineradora que era o motor financeiro e de empregos da cidade.

 

A Samarco tem até março de 2019 para concluir o reassentamento das famílias no novo distrito, segundo acordo firmado entre a empresa, suas controladoras e a União. O terreno da nova Bento Rodrigues já foi comprado, mas o projeto urbanístico depois de idas e vindas ainda precisa de modificações a pedido de órgãos reguladores. Só após uma nova aprovação será iniciado o processo de Licenciamento Urbanístico e Ambiental. Segundo a Fundação Renova, criada para arcar com as indenizações, compensação e reparação dos danos causados pela tragédia (que deve receber um aporte de 11,1 bilhões de reais da Samarco e suas controladoras até 2030), ainda que o projeto não tenha sido concluído, o cronograma continua o mesmo e as obras terão início em 2018. A Renova reconhece ainda que o processo é “complexo e participativo” o que demanda mais tempo de discussão.

 

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Em Mariana, a tristeza segue seu curso e a ansiedade só faz crescer Preconceito e espera em Mariana, epicentro da dependência da mineração

Em Mariana, a tristeza segue seu curso e a ansiedade só faz crescer “Entrei em casa e só peguei a chave da caminhonete. Sabia que era ela que ia salvar nossas vidas”

“Falar é fácil, eu só acredito quando eu receber a minha casa e dormir a primeira noite nela. Esse processo está lento demais. Em Lavoura não foi feito absolutamente nada”, reclama Keila, que afirma que as negociações sobre as indenizações tampouco começaram. Assim como os outros moradores que perderam suas moradias, ela recebeu apenas um adiantamento de 20.000 reais, depois que o Ministério Público entrou com uma ação coletiva contra a empresa. Metade desse dinheiro será debitado da indenização final quando ela for concluída. Como auxílio emergencial, a ex-moradora de Bento Rodrigues recebe um salário mínimo ( 937 reais), mais 20% por cada filho e uma cesta básica. Tudo isso é pago através de um cartão fornecido pela Samarco. Hoje mais de 8.000 pessoas afetadas pela tragédia recebem o benefício em Minas e no Espírito Santo.

 

Em meio a tantas indefinições e inquietações, Keila escapa da cidade sempre que pode para passear no “Bento”, como carinhosamente os moradores chamam o vilarejo. “Parece estranho, não é? Aquilo ali tudo destruído, mas sempre que chego lá me sinto em paz, como se voltasse para casa. Quero que os destroços fiquem lá para sempre”, diz. Nos últimos dois anos, o mato tomou conta do local e os escombros de lama vão desaparecendo pouco a pouco com o avanço do verde. As árvores e os postes que ficaram de pé, no entanto, não deixam apagar a cicatriz da tragédia e revelam, até hoje, a altura que a onda de rejeitos atingiu.

 

A lama que fez desaparecer Bento Rodrigues chegou poucas horas depois no pequeno distrito de Gesteira, em Barra Longa, a 60 km de Mariana. Lá, avançou sobre a igreja, interditou uma ponte, destruiu a escola e algumas casas, como a do comerciante Joubert Macario de Castro. Ele perdeu ainda sua fonte de renda, uma mercearia que ficava ao lado de onde vivia. “Agora estou parado há dois anos, desempregado, só acumulando dívidas. Está muito ruim. Hoje recebo um cartão de auxílio da Samarco de um salário mínimo, mas é muito pouco. Eu tirava uma faixa de 5.000 a 6.000 reais por mês, pagava escola particular para o meus filhos. Se não fosse a ajuda de alguns familiares, não sei como faria”, conta Joubert que vive em uma casa alugada pela mineradora em Mariana. Assim como Keila, ele reclama da demora da Samarco em promover o reassentamento dos atingidos. Apesar das 20 famílias da comunidade já terem escolhido um terreno para a reconstrução da parte baixa do distrito, o local ainda não foi comprado pela Fundação Renova. As indenizações tampouco foram discutidas.

 

Na avaliação do promotor de Justiça de Mariana Guilherme de Sá Meneghin, a Samarco não tem cumprido parte do que foi acordado após a tragédia. “Eles foram muito negligentes ao atender as vítimas. Existem pessoas que ficaram quase dois anos sem receber o auxílio emergencial até a intervenção do Ministério Público”, explica. Segundo o promotor, toda a demora causa ainda mais danos psicológicos às vítimas, que estão vulneráveis. Depois da tragédia, muitos atingidos apresentaram sinais de depressão.

 

O Destino do Rejeito

 

Na tarde de 5 de novembro de 2015, quando a barragem de Fundão se rompeu, o seu reservatório continha 56,6 milhões de metros cúbicos de rejeitos secos – algo mais ou menos da dimensão do morro do Corcovado, no Rio de Janeiro –, provenientes do processo de mineração do ferro. Ao vazar, a lama, que não é tóxica, se espalhou de forma diferente de acordo com o relevo de cada lugar que passou. Em trechos mais estreitos, o rejeito se acumulou tanto que chegou a formar pilhas de 10 a 30 metros de altura. Nas planícies, ele perdeu força e se espalhou pelos lados. O restante seguiu pela calha do Rio Doce. Parte da lama permaneceu na própria barragem e na propriedade da Samarco. Outra parcela ficou depositada na hidrelétrica Risoleta Neves, conhecida como Candonga. Mas a maioria do rejeito se espalhou pelo caminho até o mar.

 

Segundo a Samarco, a mineradora concluiu, no início deste ano, as obras do sistema de contenção dos rejeitos remanescentes do rompimento e a estruturas estão sendo monitoradas 24 horas por dia. Para o restante da região impactada, foi aprovado um plano de manejo do rejeito que envolve a extensão de mais de 600 quilômetros de curso d’água entre Fundão e a foz do Rio Doce. A área foi divida em 17 trechos, e para cada um será avaliada a melhor solução, que terá que ser aprovada também pelos órgãos ambientais. Em alguns dos casos será considerada a possibilidade, inclusive, de não remover o rejeito, já que a movimentação do material pode gerar novos impactos. Neste ano, apenas um trecho piloto do manejo, começou a ser tratado em uma das áreas do Rio Gualaxo, um dos afluentes do Doce. No município de Barra Longa (MG), foram recolhidos 170 mil metros cúbicos. E já está em curso uma dragagem na Usina de Candonga, onde serão retirados 10 milhões de metros cúbicos. A ideia é concluir o plano manejo, assumido pela Samarco e suas acionistas, até 2023.

 

“A grande questão é que esse rio é minerado há anos, possui agrotóxico e até sedimento de mercúrio de garimpo ilegal. O rejeito puro não é contaminado, é inerte, só que ele veio arrastando tudo que tinha no fundo e, em alguns casos, no solo. Então não sabemos ainda qual o impacto desse material que já existia”, explica Juliana Bedoya, líder de programas socioambientais da Fundação Renova. Ainda segundo ela, serão realizados estudos de análise de risco à saúde humana. Por não ter dados conclusivos, a fundação não recomenda que a água do rio seja utilizada para o consumo humano, animal e nem em plantações. Em uma das regiões às margens do rio, no entanto, a reportagem observou a presença de vários animais bebendo a água do local. Cerca de 247 propriedades rurais foram prejudicadas com a chegada dos rejeitos.

 

No último ano, a Renova vem testando várias técnicas para tentar recuperar as margens do leito dos rios atingidos após o rompimento da barragem de Fundão. Foram plantadas, por exemplo, em caráter emergencial, espécies nativas de rápido crescimento em 800 hectares. Mais de cem afluentes do rios Gualaxo do Norte e Carmo também receberam intervenção de revegetação, sistemas de drenagem e enroscamento, que é a colocação de pedras.

 

Em uma recente vistoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 109 afluentes dos principais rios da região, o órgão classificou como preocupante a situação de vinte deles. A presidenta do Ibama, Suely Araújo, considera que houve uma melhoria relevante em comparação a outras visitas ao local. “As coisas estão caminhando, ainda há muita coisa para fazer, mas houve melhorias relevantes em termos de processos erosivos, da drenagem e da própria presença de animais silvestres”, explica ao EL PAÍS. Ela pondera que em uma tragédia complexa e sem precedentes como a de Mariana, a recuperação ambiental vai demorar mais de uma década e que o desafio ainda será muito grande.

 

Fonte: El País / Renova

 

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27 de outubro de 2017

Projetar aparelhos com defeitos e peças pouco duráveis para que o consumidor tenha de comprar novamente. É a obsolescência programada, uma prática que nos leva a um beco sem saída

 

A frase foi publicada em 1928 na Printer’s Ink, revista do setor publicitário norte-americano: “Um artigo que não estraga é uma tragédia para os negócios.” Para que vender menos se você pode vender mais projetando produtos com um defeito incorporado? Por que não abandonar esse afã romântico de fabricar produtos bem feitos, consistentes, duradouros, e ser logo prático? Não será melhor para o business fazer com que o cliente tenha de abrir a carteira mais vezes?

 

Essa é história de uma ideia que ganhou força como salvação dinamizadora nos anos da Grande Depressão, transformou-se num mantra da sociedade de consumo – comprar, usar, jogar fora, voltar a comprar – e se tornou, já na atualidade, uma séria ameaça ao meio ambiente. É uma história escrita aos poucos, capítulo por capítulo. O último e mais importante deles é o destaque que a questão ganhou nos debates da Europa, sinal de que existe uma crescente conscientização: em 4 de julho, o Parlamento Europeu aprovou (por 622 votos a favor e 32 contra) o Relatório sobre Produtos com Uma Vida Útil Mais Longa: Vantagens para os Consumidores e as Empresas, pedindo que a Comissão Europeia adote medidas.

 

Não só isso. A França, país com a legislação mais dura da Europa contra a obsolescência programada, acaba de registrar a primeira denúncia de um coletivo de consumidores contra os fabricantes de impressoras. O fato ocorreu em 18 de setembro: a associação Halte à l’ Obsolescence Programmée (HOP, Contra a Obsolescência Programada) acusou marcas como Epson, HP, Canon e Brother de práticas destinadas a reduzir deliberadamente a vida útil de impressoras e cartuchos.

 

O truque não é novo. Começou a ser usado no final do século XIX na indústria têxtil (quando os fabricantes começaram a utilizar mais amido e menos algodão) e se consolidou em 1924, quando General Electric, Osram e Phillips se reuniram na Suíça e decidiram limitar a vida útil das lâmpadas a 1.000 horas, tal como aponta o festejado documentário espanhol Comprar, Tirar, Comprar (“comprar, jogar fora, comprar”), de Cosima Dannoritzer. E assim foi assinado o atestado de óbito da durabilidade.

 

Até então, as lâmpadas duravam mais. Como a que brilha ininterruptamente desde 1901 na central dos Bombeiros de Livermore, na Califórnia. De filamento grosso e intensidade menor que a de suas sucessoras (o que impede o alto aquecimento), essa lâmpada foi concebida para perdurar. E continua lá, brilhando, mostrando que a obsolescência programada está longe de ser um mito.

 

Desde a sensação causada nos anos trinta pelas meias de náilon Du Pont, que não rasgavam, até o telefone inteligente que fica burro sem razão aparente – e só um ano e meio depois de ser adquirido –, muita água passou debaixo da ponte. A obsolescência programada (OP) foi aprimorada. E a intenção de fraude por parte do fabricante não é algo fácil de demonstrar.

 

“Hoje, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são para ver como reduzir a durabilidade dos aparelhos, mais do que para melhorá-los ao consumidor”. Quem se expressa de forma tão contundente é Benito Muros, um ex-piloto de 56 anos que há anos denuncia a OP. Presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada (Feniss), ele afirma que a OP está presente em todos os dispositivos eletrônicos que compramos, “até mesmo nos carros”.

 

Muros lidera uma empresa que desenvolve lâmpadas, semáforos e projetos de iluminação pública para Prefeituras da Espanha, conta que hoje é possível observar muitas formas de OP no mercado: dispositivos com carcaças que não permitem a dissipação do calor, e cujo aquecimento gera falhas prematuras; componentes como os condensadores eletrolíticos, cujas dimensões determinarão a vida do produto (perdem líquido com as horas de uso; quanto menor for a capacidade de armazenamento de líquido eletrolítico, menos vai durar); baterias que não podem ser retiradas (como foi o caso do iPhone) e que obrigam o usuário a comprar um novo aparelho; chips que agem como contadores e que estão programados para que o sistema pare de funcionar após certo número de utilizações, como ocorreu com algumas impressoras (o consumidor que ousar tentar consertar uma logo escutará que é mais barato comprar outra).

 

JOSEBA ELOLA

Fonte: EL PAIS

 

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27 de outubro de 2017

PRÊMIO SAKHAROV

Trata-se do mais alto reconhecimento concedido pelas instituições da União Europeia

 

O Parlamento Europeu concedeu nesta quinta-feira o Prêmio Sakharov à liberdade de consciência à oposição democrática da Venezuela. Os outros finalistas eram a ativista indígena guatemalteca Aura Lolita Chávez Ixcaquic, defensora do meio ambiente e dos direitos humanos, e o jornalista sueco-eritreu Dawit Isaak, preso desde 2001 por publicar informações defendendo a abertura democrática na Eritreia.

 

O prêmio, anunciado na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani, em Estrasburgo, é o mais alto reconhecimento concedido pelas instituições da União Europeia (UE) a pessoas que se distinguiram por defender os direitos humanos. A dotação é de 50.000 euros (cerca de 190.000 reais), mas acima de tudo representa um poderoso alto-falante para dar ressonância global a situações de injustiça.

 

O Prêmio Sakharov simboliza o movimento pelas liberdades democráticas em Julio Borges, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, e em todos os presos políticos, incluindo sete líderes representados por ele e que se encontram atualmente em penitenciárias ou sob prisão domiciliar: Leopoldo López, Antonio Ledezma, Daniel Ceballos, Yon Goicoechea, Lorent Saleh, Alfredo Ramos e Andrea González. A cerimônia de premiação será realizada na Eurocâmara em Estrasburgo, em 13 de dezembro.

 

A indicação da oposição venezuelana foi promovida, como em edições anteriores, pelo Partido Popular Europeu (PPE) e pelo grupo liberal ALDE. Com a premiação, a Eurocâmara envia uma nova mensagem ao Governo venezuelano. “Queremos fazer um chamado para uma transição pacífica rumo à democracia e para a abertura de um corredor humanitário para aliviar o sofrimento”, afirmou o presidente Tajani. “Não premiamos apenas os encarcerados injustamente por terem expressado sua opinião, mas também os que lutam para sobreviver em um regime autoritário”, acrescentou.

 

O Parlamento Europeu tem sido a mais contundente entre as instituições da UE quando se trata de expressar seu apoio às reivindicações da oposição venezuelana. Em meados deste ano, a Eurocâmara criticou veementemente o autoritarismo do presidente venezuelano Nicolás Maduro e, desde o início, anunciou que não reconheceria a Assembleia Constituinte, o órgão que suplantou a Assembleia Nacional, controlada pela oposição. A pressão da UE diante do déficit democrático na Venezuela vem aumentando nas últimas semanas, e as sanções de Bruxelas contra oficiais e militares ligados à repressão devem se concretizar nas próximas semanas.

 

Esta foi a segunda vez que a oposição venezuelana ficou entre os finalistas. A primeira ocorreu há dois anos, quando o blogueiro saudita Raif Badawi foi o escolhido. Longe de ser um mero instrumento de homenagem simbólica, a condecoração é um tipo de ativismo feito pelas instituições que tentam promover uma causa. Neste século, três outros candidatos latino-americanos receberam o Prêmio Sakharov, todos cubanos: o dissidente Oswaldo Payá e Guillermo Fariñas receberam a premiação em 2002 e 2010, respectivamente, enquanto que em 2005 o prêmio foi concedido para as Damas de Branco, grupo formado por mães e esposas de líderes cubanos presos pelo regime.

 

ÁLVARO SÁNCHEZ

Fonte: EL PAIS

 

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27 de outubro de 2017

No dia 1º. de outubro de 1963, uma terça-feira, um homem magro liquidou sua fatura no hotel Comercio. Após quatro dias completos na Cidade do México, não tinha obtido nenhum resultado. Com expressão perdida, dirigiu-se ao terminal da viação Transportes del Norte e lá ocupou o assento número 12 do ônibus a linha 332. Eram 8h30 quando o veículo partiu. O bilhete marcava como parada final Nuevo Laredo, na fronteira com os EUA. Um destino que era insuficiente para esse norte-americano mal encarado, que 53 dias depois mataria com um tiro na cabeça o 35º. presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy.

 

A estadia de Lee Harvey Oswald no México guarda uma das grandes incógnitas do crime que abalou os Estados Unidos no século XX. Inicialmente menosprezada durante a investigação, a estranha viagem se tornou ao longo dos anos um dos capítulos mais intrigantes do caso. Os contatos do magnicida com agentes da KGB (serviço secreto soviético) e com diplomatas cubanos na capital mexicana motivaram teorias conspiratórias de todo tipo, ao mesmo tempo em que mostravam as atitudes ambíguas da inteligência norte-americana.

 

Os passos de Oswald foram notados e seguidos pela CIA, mas os relatórios que detalham suas aventuras nunca vieram completamente à tona. Pertencem a esse secreto corpus de 3.100 documentos que o presidente Donald Trump ordenou liberar e que, se nada o impedir, vai sacudir os alicerces da memória coletiva norte-americana. “São telegramas, correspondências, memorandos, relatórios, orçamentos, fotografias e gravações. No caso da CIA, seus documentos mais importantes se referem a operações de agentes contrários a Kennedy, imersos em operações anticastristas”, explica o especialista Jefferson Morley, ex-jornalista do The Washington Post e autor de The Ghost: The Secret Life of CIA Spymaster James Jesus Angleton (“o fantasma – a vida secreta do mestre da espionagem da CIA James J. Angleton”, inédito no Brasil).

 

Guardados nos Arquivos Nacionais, os documentos estão blindados por uma lei de 1992 que expira nesta quinta-feira. Nos bastidores, sabe-se que a CIA está pressionando para que não sejam divulgados. “A agência está especialmente preocupada com os documentos dos anos sessenta que se referem a programas que ainda continuavam ativos nos anos noventa e que poderiam expor redes de espionagem”, detalha o especialista Phil Shenon, autor de Anatomia de um Assassinato: A História Secreta da Morte de JFK (Companhia das Letras, 2013). Junto a esse temor se oculta também um mecanismo de autodefesa contra a possibilidade de que a incompetência das agências de inteligência venha à tona.

 

“A Comissão Warren, encarregada da investigação do magnicídio, concluiu que Oswald só era alvo de revisões rotineiras por parte do FBI e da CIA. Mas se tratava de uma pessoa que o próprio chefe de contrainteligência da CIA, James Angleton, tinha sob atenção constante e próxima. E é muito possível que os documentos lancem uma luz sobre esse interesse nada rotineiro”, indica Morley.

 

“Os relatórios mostrarão que a CIA e o FBI sabiam muito mais de Oswald do que contaram à Comissão Warren. A história oficial o desenha como um lobo solitário cuja trama para matar Kennedy nunca foi notada. Mas as agências dispunham de mais dados do que disseram. Se tivessem agido conforme a sua informação, talvez Oswald fosse freado antes da chegada de Kennedy a Dallas”, explica Shenon.

 

As omissões dos serviços inteligência serão a chave desses papéis. A magnitude desse erro será revelada pelas investigações internas feitas nas agências, até agora ocultas. Isso inclui também o monitoramento de Oswald no México. “É o capítulo mais importante e secreto do assassinato de Kennedy. O índice documental mostra que o escritório da CIA no México o manteve sob vigilância. E um relatório não sigiloso de 1966 revela que Oswald chegou a falar abertamente de matar Kennedy no consulado cubano. A CIA soube disso em tempo real? Informou sobre isso?”, pergunta-se Shenon.

 

As respostas poderão passar mais 25 anos enterradas. Tudo dependerá do alcance final da perda do sigilo sobre os arquivos. Mas os passos de Oswald no México têm, por enquanto, outra fonte. A Direção Federal de Segurança, a polícia secreta mexicana. Sob as ordens de Fernando Gutiérrez Barrios, o mesmo agente que em 1956 deteve Fidel Castro e Che Guevara, os agentes redigiram relatórios detalhados e interrogaram todos os indivíduos que estiveram com o assassino.

 

A leitura dos documentos sigilosos, depositados no Arquivo Geral da Nação, na Cidade do México, e aos quais o EL PAÍS teve acesso, dão conta da personalidade oscilante e ressentida de Oswald, um desertor do Corpo de Marines, casado com uma russa e que depois de um fracassado exílio na União Soviética pretendia abandonar o Texas e voltar a Moscou.

 

Para isso, fazendo-se passar por fotógrafo, cruzou o rio Grande em 26 de setembro de 1963 e dirigiu-se à Cidade do México num ônibus da viação Flecha Roja. Ao longo das 20 horas dessa viagem, em nenhum momento ocultou suas simpatias comunistas. A dois turistas australianos falou sobre seus anos na URSS e lhes recomendou que se alojassem no hotel Cuba. Ele ficaria no hotel Comercio, localizado na rua Sahagún, bairro de Guerrero.

 

Já na capital mexicana, a primeira coisa que fez foi se dirigir à Embaixada cubana. Lá solicitou um visto de trânsito para a URSS. Mostrou seu passaporte, sua antiga carteira de trabalho soviética e sua certidão de casamento, e declarou ser membro do Partido Comunista dos EUA. A funcionária que o atendeu, Silvia Tirado de Durán, iniciou a tramitação e lhe solicitou fotos novas. Oswald saiu para fazê-las e, sempre segundo os documentos confidenciais mexicanos, aproveitou para ir à representação soviética, onde conversou com dois agentes da KGB que atuavam como funcionários consulares. Depois de lhes assegurar que o FBI não o queria vivo, manifestou seu desejo de obter um visto o mais rapidamente possível. Quando lhe explicaram a lentidão do processo, Oswald estourou e, com o rosto avermelhado, provocou um dos russos: “Isto vai terminar em tragédia para mim!”.

 

Depois, voltou à Embaixada de Cuba para entregar as fotos. Então voltou a se enfurecer ao saber que sem a autorização soviética não poderia conseguir a permissão cubana de trânsito. Seus gritos levaram a secretária Tirado a chamar o cônsul para que tentasse acalmá-lo. Foi em vão. Diante da atitude violenta do norte-americano, o diplomata se irritou e anunciou que não lhe concederia o visto.

 

Oswald, com 23 anos, estava em queda livre. Os que o viram o descrevem como um homem mal vestido, colérico e teimoso. Tanto que, no dia seguinte, voltou à embaixada russa. Era sábado, e os funcionários se preparavam para um jogo de vôlei. Em tom dramático, insistiu em que necessitava do visto. Chorou, avisou que estava com medo do FBI e sacou um revólver como prova de que estava ameaçado. Deixou-o sobre uma mesa. Um funcionário, com cuidado, o descarregou. Oswald, diante das negativas, foi embora arrasado.

 

A partir daí, o fio se perde. Sabe-se que no domingo foi a uma tourada e visitou museus, e na segunda, visitou a Cidade Universitária em busca do apoio de estudantes castristas. De nada lhe valeu.

 

Seu último movimento foi registrado na noite da própria segunda-feira, quando foi visto uma festa twist organizada por funcionários cubanos. No evento, ao qual compareceu a escritora Elena Garro, ex-mulher do poeta Octavio Paz, Oswald teria se encontrado com a funcionária Silvia Durán, com quem, concluiu-se depois, chegou a ter uma relação sentimental. Garro se recordaria de tê-lo visto falando com dois homens junto a uma lareira.

 

Na manhã seguinte, às 6h30, deixou o hotel Comercio para voltar aos Estados Unidos. Quase oito semanas depois, em 22 de novembro, mataria o presidente dos Estados Unidos. E dois dias mais tarde seria assassinado pelo mafioso Jack Ruby.

 

Deixou para trás um imenso mistério. A investigação oficial norte-americana o apontou como único culpado. Os interrogatórios mexicanos não encontraram nenhuma contradição. Mas as forças da agência mexicana de inteligência DFS (Dirección Federal de Seguridad, em espanhol) chegavam tarde e só agiram depois do do assassinato. Antes, o escritório local da CIA tinha seguido os passos de Oswald. O que viu, o que informou, ainda é secreto. Agora pode deixar de ser.

 

JAN MARTÍNEZ AHRENS

Fonte: EL PAIS

 

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11 de outubro de 2017

“Blade Runner 2049” é uma continuação e uma homenagem ao clássico de 1982. O filme repete a fotografia e a atmosfera sombria do original, mas faz avançar a reflexão sobre engenharia genética e inteligência artificial (Luís Antônio Giron)

 

Chove sem parar em Los Angeles. A torrente tóxica cobre a megalópole de perigo e mistério. A ambientação de “Blade Runner 2049”, do diretor canadense Denis Villeneuve, é quase a mesma da ficção científica noir do diretor inglês Ridley Scott, “Blade Runner, o caçador de androides”, lançada sem alarde em 1982, mas que se tornou um cult movie. Villeneuve mantém a paleta de cores da fotografia original, bem como a ambientação futurista e suja, garantida pela presença de Scott como produtor executivo. O roteiro mantém coesão com o original baseado no conto “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?” (1968), de Philip K. Dick, mas sem adaptar um livro. Foi escrito pelo roteirista Hampton Fancher, o mesmo do primeiro filme, e por Michael Green, autor de “Alien: Covenant”, de Scott.

 

A diferença entre os dois filmes é que a ação do segundo transcorre 30 anos depois da história do primeiro. Nesse meio tempo, por volta de 2021, um blecaute mundial destruiu todos os dados digitais. A situação provocou a fuga de replicantes e do policial Rick Deckard (Harrison Ford) em companhia da androide Rachael (Sean Young). Na continuação comparecem novas tecnologias, como os anúncios de mulheres em animação holográfica, a maior exclusão social – fora da área urbana, miseráveis povoam lixões vigiados por drones — e o avanço na engenharia genética. Esta acontece a cargo da corporação Wallace, que comprou o espólio da falida Tyrell, fabricante pioneira de replicantes, e produz androides obedientes e seres virtuais. O dono da empresa, Niander Wallace (Jared Leto), domina a cidade e obriga a polícia a achar um elo perdido: um indivíduo concebido durante o blecaute por uma androide e um homem. Tal criatura pode revolucionar a replicação em massa. Cabe ao policial androide K (Ryan Gosling) investigar o caso. Ele termina por encontrar Deckard, solitário e isolado, com um cão por companheiro. K quer saber se o animal é sintético. “Pergunte a ele”, diz Deckard. “Eu sei o que é real.” É tudo o que K não sabe, pois se espanta ao ver uma abelha e confunde mundo virtual e concreto. Sua namorada, Joi (Ana de Armas), não passa de uma imagem inteligente gerada por um aplicativo de realidade aumentada.

 

Os dois filmes tocam os mitos de Prometeu e de Frankenstein, personagens que desafiam a natureza para criar vida. “É o tema do homem que quer ser Deus”, afirma Villeneuve, de 50 anos, diretor de filmes violentos e cerebrais como “Sicário”, de 2015. O amor por “Blade Runner” o levou a escolher o cinema como carreira. “Era uma combinação inédita de filme noir e ficção científica”, diz. “Além disso, projetava o futuro nos anos 80 do ponto de vista tecnológico, sociológico e demográfico.” Ele convenceu Scott a produzir o filme. “Nunca pensei numa sequência”, diz Scott. Mesmo assim, não se satisfez com a versão original e fez dois “director’s cuts”, em 1992 e 2007. Neles, tirou o final feliz e embaralhou pistas. Isso fez o público especular mais. O filme não se esgotava com a revelação final.

 

“Blade Runner 2049” se propõe a resolver enigmas dados como insolúveis. O enredo parece mais simples e menos noir que o primeiro. Sua história se refere mais à busca de identidade do que uma caçada de androides. Mas o objetivo final foi discutir ideias atuais sobre realidade aumentada e os limites do humano com a implantação da inteligência artificial que irá destruir a humanidade, segundo o físico Stephen Hawking. Para além das discussões, a segunda aventura é uma declaração de amor emocionante à primeira, pois mantém um lirismo amargo que se condensa em chuva ácida. A história continua forte e promete não se interromper enquanto o espectador soltar a imaginação.

 

(Luís Antônio Giron)

 

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Fonte: IstoÉ


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11 de outubro de 2017

Em meio aos rumores de que a Coreia do Norte prepara o lançamento de múltiplos mísseis para as próximas semanas, dois bombardeiros supersônicos dos Estados Unidos sobrevoaram a península ao lado de caças da Coreia do Sul para dar uma demonstração de força ao regime de Pyongyang.

 

Os jatos partiram na tarde da última terça-feira (10) de Guam, território ultramarino norte-americano já ameaçado por Kim Jong-un, e entraram na chamada Zona de Identificação de Defesa Aérea Coreana (Kadiz) por volta de 20h50 (horário local).

 

Segundo o Comando do Estado-Maior de Seul, os bombardeiros B-1B dos EUA simularam ataques ar-terra no Mar do Japão com dois aviões militares sul-coreanos modelo F-15K. Em seguida, os jatos fizeram manobras na parte ocidental do Mar Amarelo. Os caças ficaram na região da península até 23h30.

 

Os mesmos bombardeiros já haviam realizado atividades similares com a Aeronáutica do Japão, em manobras definidas pelos EUA como “missões bilaterais nas proximidades da Coreia”. Além disso, em julho passado, os caças sobrevoaram a península após o disparo de um míssil intercontinental por Pyongyang.

 

Segundo a imprensa local, militares norte-americanos e sul-coreanos detectaram o transporte de 30 foguetes Scud para a cidade de Nampo, que abriga o maior porto da Coreia do Norte. A movimentação pode indicar a preparação para um possível lançamento múltiplo de mísseis de curto alcance.

 

Existe a expectativa de que Kim Jong-un ordene novos disparos em 18 de outubro, quando deve começar o 19º congresso do Partido Comunista da China. O lançamento simultâneo de foguetes seria incomum, mas não inédito. Em março de 2014, por exemplo, Pyongyang disparou 71 mísseis em uma única semana.

 

Essa seria uma forma de a Coreia do Norte mostrar que é capaz de diferentes tipos de ameaças, após o país ter passado os últimos meses concentrado em projéteis balísticos de longo alcance e testes nucleares.

 

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Fonte: ANSA


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11 de outubro de 2017

Há cinco anos, o mundo conhecia a história da paquistanesa Malala Yousafzai, que em 2012 foi baleada na cabeça pelo Talibã e sobreviveu para se tornar um símbolo da luta pela defesa das mulheres à educação.

 

Malala começou a ganhar fama e ser perseguida em seu país pelo grupo fundamentalista quando tinha entre 11 e 12 anos, por escrever um blog para a emissora britânica “BBC” sobre seu cotidiano na cidade em que morava.

 

No dia 9 de outubro de 2012, na época com 15 anos, a jovem voltava para casa em um ônibus escolar quando um homem disparou três tiros contra ela, um deles atingindo sua cabeça. Malala chegou a ficar em estado crítico, mas conseguiu se salvar e desde então é uma ativista pelos direitos das mulheres.

 

Em 2014, aos 17 anos, Malala, que hoje vive no Reino Unido, venceu o Prêmio Nobel da Paz por causa de sua “luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação” e se tornou a pessoa mais nova a receber a honraria.

 

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Fonte: ANSA


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11 de outubro de 2017

Brasil, Uruguai, Argentina, Colômbia estão classificadas para a Copa do Mundo 2018, na Rússia. Na última rodada das Eliminatórias sul-americanas, realizada nesta terça-feira, 10 de outubro, a seleção brasileira, comandada pelo técnico Tite, derrotou o Chile, que está fora do Mundial. Já a equipe do Peru vai tentar a classificação na repescagem diante da Nova Zelândia.

 

Veja os resultados dos jogos desta terça-feira e a tabela de classificação das equipes sul-americanas para a Copa do Mundo de futebol do ano que vem:

 

Resultados dos jogos da 18ª rodada (1o de outubro)

Brasil 3 x 0 Chile

Paraguai 0 x 1 Venezuela

Equador 1 x 3 Argentina

Peru 1 x 1 Colômbia

Uruguai 4 x 2 Bolívia

 

CLASSIFICAÇÃO:

Brasil (41 pontos) – classificado

Uruguai (31 pontos) – classificado

Argentina (28 pontos) – classificado

Colômbia (27 pontos) – classificado

Peru (26  pontos) – vai para repescagem contra a seleção da Nova Zelândia

Chile (26 pontos) – fora do Mundial

Paraguai (24 pontos)

Equador (20 pontos)

Bolívia (14 pontos)

Venezuela (12 pontos)

 

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Fonte: El País


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11 de outubro de 2017

Em 8 de outubro de 1967, o exército boliviano, com o apoio de agentes da CIA, capturou Ernesto Guevara de la Serna, o Che, num lugar chamado Quebrada del Churo.

 

Ferido numa perna, o guerrilheiro foi levado a uma escola abandonada do vilarejo de La Higuera, onde passou sua última noite. No dia seguinte, foi executado.

 

A imagem de seu cadáver, exibida aos jornalistas e curiosos, deu a volta ao mundo e lhe garantiu um lugar permanente na História, consolidando seu status de mito revolucionário.

 

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Fonte: El Pais


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11 de outubro de 2017

O Brasil derrotou o Chile por 3 a 0 nesta terça-feira no Allianz Parque, em São Paulo, pela última rodada das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo 2018. Com o resultado, os chilenos estão fora do Mundial na Rússia, já que o Peru empatou com a Colômbia e ficou com a quinta colocação. Na repescagem, os peruanos, graças ao gol salvador de Paolo Guerrero, enfrentarão a Nova Zelândia.

 

No início do segundo tempo, a seleção brasileira abriu o placar com Paulinho. De volta à antiga casa, o ex-palmeirense Gabriel Jesus marcou os outros dois gols. Enquanto isso, em Quito, a seleção argentina, comandada por Lionel Messi, que anotou um hat-trick, fez 3 a 1 no Equador e arrancou uma sofrida classificação.

 

Além de Brasil e Argentina, Colômbia e Uruguai, que bateu a Bolívia por 4 a 2, também conseguiram vaga direta no Mundial. O Paraguai, que precisava de uma vitória para tomar o lugar do Peru na repescagem, perdeu em casa para a Venezuela por 1 a 0.

 

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Fonte: El País


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27 de setembro de 2017

Pênis Feminino e Gatos Líquidos: Conheça as Pesquisas Mais Inúteis Premiadas em Harvard

 

Por mais um ano, o histórico Teatro Sanders de Harvard ficou completamente lotado para a premiação mais louca da ciência, o Ig Nobel, a paródia dos prêmios suecos que “primeiro fazem rir e depois pensar”. E nesta edição há brasileiros nas equipes vencedoras. Rodrigo Ferreira, da Universidade Federal de Lavras, juntamente a uma equipe de cientistas brasileiros e suíços foi ganhador do prêmio de biologia com a descoberta em uma caverna brasileira de uma espécie de inseto em que as fêmeas têm pênis e os machos têm vagina. “Um descobrimento que deixa todos os dicionários defasados” por sua definição de pênis, como disseram os cientistas.

 

Já a pesquisadora brasileira Fernanda Ito, juntamente com o canadense Enrico Bernard e com o espanhol Rodrigo A. Torres, da Universidade Federal de Pernambuco, ganharam na categoria nutrição com a descoberta de morcegos da caatinga nordestina, que, diante da escassez de alimentos, tiveram que mudar seus hábitos e passaram a se alimentar de sangue humano.

 

O evento, do qual participaram como em todos os anos prêmios Nobel de verdade (Eric Maskin e Oliver Hart, de Economia e Roy Glauber, de Física), teve diversos momentos hilariantes enquanto eram entregues uma dezena de prêmios em outras tantas categorias científicas. E como em todos os anos, os premiados receberam uma astronômica premiação em espécie: uma nota de dez trilhões de dólares de Zimbábue, em homenagem ao vencedor do Ig Nobel de Economia de 2009, Gideon Gono, que como presidente da Reserva Federal do país emitiu essas notas para, supostamente, combater a hiperinflação.

 

A cerimônia, dirigida por Marc Abrahams (incentivador da premiação pela revista que reúne todos esses improváveis estudos: Annals of Improbable Research), incluiu a estreia de A Ópera da Incompetência, uma miniópera que consiste em “um encontro musical entre o Princípio de Peter e o efeito Dunning-Kruger”, de acordo com a organização. “Fala de como e por que pessoas incompetentes chegam ao topo… e o que isso significa a todos”.

 

Esses foram os premiados:

 

Ig Nobel de Biologia: Para uma equipe de cientistas brasileiros e japoneses que descobriram em uma caverna brasileira um inseto que arrepiaria os mais conservadores. Nessa espécie, as fêmeas têm pênis e os machos têm vagina. Publicado pela prestigiosa Current Biology, não sabemos se esse estudo fará com que ocorram protestos pelas cavernas do Brasil. Para maior escândalo, a fêmea penetra o macho de 40 a 70 horas até recolher todo o seu esperma.

 

Ig Nobel de Nutrição: Também viaja ao Brasil, para cientistas que encontraram o primeiro vampiro de uma espécie de morcego que efetivamente se alimenta de sangue humano. O estudo se chama: “O que temos para o almoço?”.

 

Ig Nobel de Física: A um pesquisador francês por um ensaio em que reflete sobre a possibilidade de que um gato se encontre ao mesmo tempo em estado sólido e líquido, mostrando numerosas fotos de felinos enchendo com seu corpo recipientes como vasilhas e copos. Escrito com humor, o autor utiliza a física de fluidos para descrever essa capacidade felina e afirma que nenhum animal sofreu maus-tratos durante sua redação. “O gato se adapta ao seu recipiente”, defendeu o autor na cerimônia.

 

Ig Nobel da Paz: Para uma equipe internacional de pesquisadores por demonstrar que o uso do didgeridoo australiano pode ajudar a melhorar a apneia do sono e os roncos. De acordo com o estudo, assinado pelo primeiro homem a experimentar em si próprio essa ideia, são necessários quatro meses de treinamento, cinco vezes por semana, com esse instrumento bem pouco prático para se levar à cama.

 

Ig Nobel de Economia: Esse prêmio vai para a Austrália, onde um casal de estudiosos quis comprovar como o contato prévio com crocodilos afetava os riscos que tomavam em jogos eletrônicos. Concretamente, os sujeitos do estudo seguravam durante um minuto um crocodilo jovem em suas mãos antes de apostarem.

 

Ig Nobel de Anatomia: Dessa vez, como no Prêmio Nobel, um avanço científico conquistado há décadas foi reconhecido. Concretamente, o trabalho publicado em 1993 por um médico britânico que se perguntava “Por que os idosos têm as orelhas grandes?”. Segundo seus dados, isso ocorre pois crescem 0,2 milímetros por ano.

 

Ig Nobel de Dinâmica de Fluidos: Para um cientista sul-coreano que estudou a melhor forma para se caminhar com uma xícara de café sem que o balanço interno provoque um derramamento do líquido. De acordo com seu trabalho, caminhar de costas reduz esse balanço na xícara. “Talvez isso se deva ao fato de que não estamos acostumados a caminhar de costas”, afirma Jiwon Han, que admite em seu estudo que “caminhar de costas pode ser um método menos prático para se evitar o derramamento de café”. Han reconhece que caminhar de costas “aumenta drasticamente as possibilidades de se tropeçar em uma pedra e se chocar em um colega que também pode estar caminhando da mesma forma (isso definitivamente causaria um derramamento)”.

 

Ig Nobel de Medicina: Para um grupo de neurocientistas britânicos e franceses que estudaram no escâner cerebral a resposta da matéria cinzenta das pessoas que têm nojo de queijo.

 

Ig Nobel de Cognição: Para pesquisadores italianos que estudaram detalhadamente se os gêmeos idênticos são capazes de diferenciarem a si mesmos de seus irmãos por fotos. De fato, em imagens nas quais só eram vistos seus traços faciais, os gêmeos idênticos não conseguiam se reconhecer. O autor principal desse trabalho, Matteo Martini, é ligado à Universidade de Barcelona.

 

Ig Nobel de Obstetrícia: É a primeira vez que esse prêmio, após vinte e seis edições, dá uma premiação nessa categoria. A vencedora é uma equipe espanhola, comandada por Marisa López-Teijón, por descobrir que os fetos escutam melhor a música se o aparelho musical for colocado dentro da vagina de sua mãe do que se colocado em sua barriga. Concretamente, graças a esse aparelho, os pesquisadores do Instituto Marquès descobriram que o feto reage a esse estímulo auditivo a partir da 16° semana de gestação, dez semanas antes do descrito pela ciência até hoje, segundo sua explicação.


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27 de setembro de 2017

Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) são as seis pessoas mais ricas do Brasil. Eles concentram, juntos, a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país, ou seja, a metade da população brasileira (207,7 milhões). Estes seis bilionários, se gastassem um milhão de reais por dia, juntos, levariam 36 anos para esgotar o equivalente ao seu patrimônio. Foi o que revelou um estudo sobre desigualdade social realizado pela Oxfam.

 

O levantamento também revelou que os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população. Além disso, mostra que os super ricos (0,1% da população brasileira hoje) ganham em um mês o mesmo que uma pessoa que recebe um salário mínimo (937 reais) – cerca de 23% da população brasileira – ganharia trabalhando por 19 anos seguidos. Os dados também apontaram para a desigualdade de gênero e raça: mantida a tendência dos últimos 20 anos, mulheres ganharão o mesmo salário que homens em 2047, enquanto negros terão equiparação de renda com brancos somente em 2089.

 

Segundo Katia Maia, diretora executiva da Oxfam e coordenadora da pesquisa, o Brasil chegou a avançar rumo à correção da desigualdade nos últimos anos, por meio de programas sociais como o Bolsa Família, mas ainda está muito distante de ser um país que enfrenta a desigualdade como prioridade. Além disso, de acordo com ela, somente aumentar a inclusão dos mais pobres não resolve o problema. “Na base da pirâmide houve inclusão nos últimos anos, mas a questão é o topo”, diz. “Ampliar a base é importante, mas existe um limite. E se você não redistribui o que tem no topo, chega um momento em que não tem como ampliar a base”, explica.

 

Fonte: El Pais


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27 de setembro de 2017

O Lollapalooza 2018 divulgou nesta quarta-feira a programação com todas as atrações do festival de música que acontece em março de 2018 no Brasil, Chile e na Argentina. Na extensa line-up o destaque são as bandas de rock Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam e The Killers, que encabeçam a lista de mais de 100 artistas que participam do evento. Pela primeira vez o Lolla terá três dias de programação, após bater recorde de público nas últimas edições: cerca de 190.000 pessoas assistiram aos dois dias de shows do festival em São Paulo em 2017.

 

Os veteranos do Pearl Jam, uma das bandas mais legendárias e influentes dos últimos 30 anos, voltam ao Lolla Brasil, onde já foram a atração principal em anos anteriores. O grupo comandado por Eddie Vedder divide a atenção com os californianos Red Hot Chilli Peppers, que acabam de se apresentar no Rock In Rio, no Rio de Janeiro, onde apresentaram seu álbum mais recente, The Getaway. O terceiro nome da programação é The Killers, que já foi o prato principal do Lollapalooza na primeira edição celebrada no Chile.

 

Imagine Dragons, objeto de adoração em todo planeta, também está entre as atrações que retornam ao Lollapalooza, mas desta vez já como um fenômeno consagrado. Completam o magnífico arsenal artístico a cantora Lana del Rey, além de LCD Soundsystem e The National, um dos grandes nomes atuais da cena alternativa ao lado de Liam Gallagher (ex-Oasis), Metronomy, e Mac Demarco.

 

O Lollapalooza foi criado em 1991 por Perry Farrell nos Estados Unidos como um festival itinerante. Nos dias 16, 17 e 18 acontece no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires, a versão argentina do festival, e no Parque O’Higgins de Santiago, a versão chilena. Esta última é a mais longeva de todas, com oito edições a suas costas e um público de mais de 900.000 pessoas.

 

Já no Brasil,os shows acontecem em 23, 24 e 25 de março, com ingressos a preços entre 552 a 1.500 reais. Entre os destaques da cena brasileira de música confirmados no Lolla Brasil estão o rapper Rincon Sapiência, Liniker e os Caramelows, Mallu Magalhães, O Terno, entre outros.

 

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Fonte: El Pais


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21 de agosto de 2017

Nessa manhã diretores, professores, funcionários e alunos da Escola Municipal “Benjamim Ferreira” ficaram horrorizados e choraram juntos ao se depararem com os atos de vandalismo e selvageria na depredação de seu local de trabalho, de estudos e de seu segundo lar.

 

Materias escolares e de infra estrutura foram roubados e outros foram destruídos em acessos de selvageria, de muita raiva e ódio por elementos maus, doentios, insanos e perigosos que a Polícia de Rio Claro e todas as autoridades tem a aobrigação de identificar e de punir severeramente, e se menores, responsabilizar seus pais com todos os rigores que a Lei permitir.

 

Fatos como esse se repetem em nossa comunidade a todos prejudicando, e chegou a hora de a isso dar um basta!

 

As autoridades competentes de Rio Claro, devem atuar conjuntamente e de forma responsável, e devem honrar seus salários pagos com o dinheiro da população que merece ser protegida desses marginais a serem punidos exemplarmente para coibir atos dessa natureza.

 

Ser tratado com decência e ter todos os direitos humanos garantidos é para pessoas de bem, pessoas que não fazem o mal para seus semelhantes, bandidos e marginais devem ser identificados, detidos, julgados e condenados com todos os rigores que a Lei e a Justiça permitirem, e para que sirva de exemplo para que outras sementes podres não germinem e nem deem árvores podres. Essa é a realidade doa a quem doer.

 

Os cidadãos e cidadãs de Rio Claro não podem mais ficar a tudo assistindo apenas se lamentando nas redes sociais da internet. Devem usar seus direitos como cidadãos e cidadãs e exigir das autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário providências enérgicas em casos como esse e muitos outros mais.

 

As destruição nas fotos dessa matéria falam por si sobre a demência, a brutalidade, a insanidade, e a selvageria de seus autores, que devem agora serem identificados e punidos.

 

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4 de agosto de 2017

MERCOSUL Pretende Suspender a Venezuela !

A presidência brasileira do Mercosul pretende a suspensão definitiva da Venezuela de seu quadro.

Os chanceleres do bloco debateram no sábado, o programa de aplicação da Convenção Democrática contra o governo de Nicolás Maduro.

Os países de Mercosul vão se reunir com urgência no neste Sábado no Brasil para estudar a suspensão definitiva da Venezuela ante a atitude do governo de Nicolás Maduro. O Mercosul, através da Presidência de turno brasileira, ofereceu  a Maduro, intermediar em um diálogo entre governo e oposição.

O presidente venezuelano recusou  a oferta, com o ministro de Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes, quem está antecipando em declarações ao jornal O Estado de S. Paulo que, em sua opinião, a suspensão do país “é uma consequência inevitável”  dado a recusa de Maduro a  negociação.

Os chanceleres do Mercosul pensavam em  reunir-se em Lima, em 8 de agosto, no marco da reunião, convocada r pelo Peru para tratar o tema da Venezuela. Mais uma vez, a contabilidade do sistema de voto eletrônico usado na escolha da Constituição, acelerou os tempos.

O presidente argentino, Mauricio Macri, a frente da estratégia regional contra o governo da Venezuela, pediu  abertamente uma represália. “A Venezuela tem que ser suspensa definitivamente do Mercosul. É inaceitável o que está sucedendo. A Venezuela deixou de ser uma Democracia e se violam  sistematicamente os direitos humanos “, disse Macri.

Fonte: El País


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4 de agosto de 2017

No Vale do Silício, tudo é decidido com os números nas mãos. As medições são sagradas. Considerando as do Instagram, o sucesso é indiscutível. O Instagram Stories tem hoje 700 milhões de usuários no mundo inteiro, 250 milhões dos quais o utilizam diariamente. O ranking de cidades é liderado por Jakarta, São Paulo e Nova York. E a cantora brasileira Anitta puxa o sucesso como a maior produtora de conteúdo da plataforma.

Se se pensar que o Instagram fez tudo isso sem ter inventado nada, a polêmica está instalada. O aplicativo de maior crescimento do mundo, parte do universo Facebook, comemora o primeiro ano de criação do Stories, uma opção que conseguiu gerar uma relação mais constante com os usuários e, de quebra, diminuir o interesse no concorrente que inventou essa fórmula de comunicação efêmera, o Snapchat.

Mark Zuckerberg quis comprar o Snapchat. Chegou a oferecer 9 bilhões de dólares (28 bilhões de reais). Seu fundador, Evan Spiegel, estudante que deixou Stanford para se dedicar a seu projeto, manteve-se firme e conseguiu levar adiante a ideia. Até conseguiram ser cotados na bolsa em abril, um marco que foi o começo do declínio.

Leia mais em:

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/02/tecnologia/1501658806_683191.html

Fonte: El País


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2 de agosto de 2017

A Empresa responsável pela votos contagem denunciou a manipulação

De acordo com a Smartmatic, empresa responsável pela votos da contagem, os números apresentados pelo Conselho Eleitoral Venezuelano  na eleição da Assembleia Nacional Constituinte são falsas.

A Smartmatic  informou que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) manipulou os números da eleição. Em um comunicado pego pela BBC, a empresa disse que “graças à existência deste sistema de votação automatizado robusto é que podemos saber, sem sombra de dúvida, que as eleições da Assembleia Nacional Constituinte havia manipulação de compartilhamento de dados “.

De acordo com o governo de Nicolás Maduro, no domingo o voto foi assistido por mais de oito milhões de venezuelanos, cerca de 41% da população, relatou. Mas o CEO da Smartmatic Antonio Mugica, disse em entrevista coletiva em Londres que “a diferença entre o valor anunciado e o lançado no  sistema é de pelo menos um milhão de eleitores.”

De acordo com Mugica, “uma auditoria iria saber a quantidade exata de participação”, mas isso não aconteceu porque no domingo não havia presença de auditores da oposição.

A Smartmatic é a empresa responsável por fornecer a plataforma de tecnologia para votar na Venezuela desde 2004.

“Passamos os últimos dois dias certificando-se de que o que estamos dizendo é verdade, é necessário”, disse Mugica BBC.

E notícia de última hora informa que a Comunidade Europeia rejeitou esse jogo e farsa do ditador venezuelano para se manter no poder e estabelecer explicitamente uma ditadura cruel e sanguinária, que na prática, já existe faz tempo.

Fonte: El País


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2 de agosto de 2017

O Jornal Cidade de Rio Claro publicou uma importante matéria dando um alerta sobre a triste e inaceitável situação da Orquestra Sinfônica de Rio Claro, que está prestes a encerrar suas atividades. Essa reportagem do JC precisa ser lida por todos aqueles que amam e lutam por Rio Claro e por sua História e Cultura.

 

Saiba mais…Clique aqui!

Fonte: Jornal Cidade de Rio Claro


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2 de agosto de 2017

Milhares estão sendo presos, sequestrados, torturados e assassinados, e o Mundo se Cala.

Quando a nova Assembleia Constituinte eleita no domingo assumir hoje a elaboração de uma nova constituição, a Venezuela romperá de vez com seu arremedo de democracia. O final de semana, com 15 mortos em protestos, incluindo de um candidato que disputava a constituinte, foi só o início de um caso que se tornaria ainda mais sombrio: o governo comemora a “normalidade” nas eleições, conforme nota divulgada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), além de anunciar que mais de 8 milhões de venezuelanos foram às urnas (41% do total), quando observadores internacionais e a oposição estimam que as abstenções superaram os 90%.

 

Leia mais em: http://exame.abril.com.br/mundo/na-venezuela-a-constituinte-assume-a-violencia-cresce/

Fonte: Exame

 

 


Revista Colaborativa

O seu maior objetivo é diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vidas para um caminho mais rápido ao alcance do conhecimento, divulgar ideias, movimentos, e ações através de uma nova mídia colaborativa na cidade, com informações de causa social, uma revista eletrônica que tem como público alvo internautas com médio e alto potencial ideológico e de consumo para interagir e desenvolver a sua própria subsistência em diversas esferas da comunidade para o bem comum.