Autor: Leila Pizzotti

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Sábado é dia de Joaquina Lounge, um barzinho novo e cheio de badalações na cidade, venham conferir!

 

Rua 14, N° 2486 Jd. São Paulo – Rio Claro / SP :)

 

Venha tomar aquela cerveja bem gelada e ainda ouvir o melhor do Funk, Pop e Trash.

 

Ah … Já experimentou o Joaquina Drink?! Experimente! ;)

 

E vem muitas novidades por aí! #joaquinaloungebar #sabadonojoaquina #rioclarosp

O Joaquina vai abrir suas portas novamente e convida você para fazer parte desta festa!

Estamos preparando algumas surpresas para esta noite!

 

Sábado 12 de Agosto de 2017 a partir das 19:00 hrs

Rua 14, 2486 Jd São Paulo, Rio Claro (São Paulo)

Clique aqui e Saiba mais… ;)

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O Sujinhos bar nesse último sábado (05) em parceria com a K.O – A Estreia, os idealizadores

 

Lucas Caetano – Yuri Apolinario realizaram uma festa maravilhosa para todos os amores e gostos.

 

A festa foi linda de se ver! Rs ;)

 

Confiram um dos posts maravilhosos pouco antes da festeeeenhaw começar \0/ \0/ \0/ ;) Rss

 

É HOJE MENINXXXXXXXXXSSSSS!!!!!!!!!

Vocês prepararam a raba????????

Últimos avisos pra todo mundo curtir gostosinho:
1- Respeitam o/a coleguinha, ok gente? respeito é fundamental! e NÃO é NÃO!
2- Cheguem cedo pra aproveitar todos os momentos da festa! Preparamos todas as músicas com muito amor pra agradar todo mundo 
3- LEVEM GLITTER!

Espero todos e todas bem lindxs!!!!!!!!!!!!   

 

Lucas Caetano – Yuri Apolinario

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A Festa de fato deu o que falar, até agora não é mesmo?! Rss :)

 

Os dois artistas e produtores Lucas Caetano – Yuri Apolinario, apresentaram um show e demonstraram muito talento e sucesso, foi a verdadeira amostra de como é possível fazer acontecer a mudança com o amor e praticar a tolerância em todas as suas formas, um espetáculo, e nós da Rio Claro Online não poderíamos deixar de divulgar esse evento perfect!

 

Rio Claro/SP mais uma vez agradece por eventos assim, e que possam colaborar cada vez mais, voltados para a comunidade e espaços acessíveis LGBTT’s.

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Os eventos LGBTT’s na cidade são importantes e merecem respeito, aqui fica a nossa singela cobertura e agradecimentos á todos os envolvidos. #RIOCLAROSPLGBTT’S

 

Até a próxima #movimentobrasileitolgbt

Clique aqui e veja mais sobre a festa… ;)


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CAROS AMIGOS, A PRODUÇÃO DO EVENTO vem através dessa NOTA OFICIAL comunicar que o XVI ENCONTRO DE ROCK DO EQUINÓCIO MUDOU DE LOCAL devido a um acontecimento ocorrido há 1 mês atrás (Primeiro incêndio ocorrido na Estação Ferroviária, antes ainda do incêndio que atingiu a Associação Novos Tempos Dos Catadores de Reciclagens que estava localizada dentro da área da Estação, o ocorrido não foi divulgado pelas mídias) que desestabilizou a estrutura elétrica da Estação Ferroviária de Rio Claro, e o Palco foi invadido e atearam fogo, destruindo toda a sua infraestrutura.

 

Conforme os últimos acontecimentos na cidade de Rio Claro, a Secretária de Turismo se comprometeu em arrumar a Estação para que no ano de 2018, a produção do Evento Equinócio possa voltar a realizar e a ocupar o espaço público, social e histórico da Estação Ferroviária como de costume em todos os anos anteriores.

 

Devido a essa situação lamentável, e para melhor atender as bandas e todo o pessoal que comparece todos os anos

O EVENTO SERÁ REALIZADO NO ESPAÇO LIVRE DO LAGO AZUL

 

Lembramos a todos, que o Evento Equinócio não é uma Entidade subvencionada pela prefeitura, o Evento surgiu há 16 anos atrás como uma parceria da população com o poder público, e lembramos também que o evento é pioneiro em abrir espaço e incentivar produtores iniciantes, bandas, juventude e a Cultura na cidade de Rio Claro/SP

 

A cada ano que passa está mais difícil realizar Eventos desse porte na cidade de Rio Claro, a resistência e a luta continua. Vamos animar!

 

Agradecemos a colaboração de todos na divulgação e apoio ao evento que já se tornou parte da Agenda Cultural de Rio Claro.

 

Agradecemos a Secretaria de Turismo e ao Sr. Ronald Penteado (secretário de turismo de Rio Claro) que tem contribuído para a realização plena do evento.

 

Vamos arrecadar caixinhas de leite para a comunidade rioclarense, contamos com vocês!

 

Dia 16 de Setembro a partir da 13:00hrs aguardamos você e a sua turma no

Lago Azul – Rio Claro/SP

 

Obrigado.

 

Força galera!

 

Assessoria de Imprensa

WhatsApp (19) 9 9801.7240

contato@rioclaroonline.com.br

 

NOVO EQUINOCIO 2017


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Com brincadeiras, atividades lúdicas e um cardápio típico de festas infantis, estudantes realizam evento para crianças de projetos sociais

 

Os alunos do curso Básico em Organização de Eventos do Senac Rio Claro promoveram uma tarde de recreação para as crianças atendidas pelo Núcleo Artevida e pelo Projeto Samuel. Denominado Arte & Alegria, o evento foi realizado no sábado, 29 de julho, e contou com brinquedos infláveis, atividades lúdicas, teatro, música e todas as comidas gostosas que uma festa infantil tem direito: pipoca, algodão doce, cachorro quente, bolo, sucos e refrigerantes.

 

Cerca de 50 crianças dos dois projetos sociais foram contempladas pela ação, organizada como uma atividade prática do curso oferecido pela instituição. De acordo com Larissa Andreozzi Marinho, docente da área de eventos e lazer do Senac Rio Claro, os alunos passam por todas as etapas da organização e enfrentam os desafios reais encontrados em um evento, como definição do espaço e cardápio, contato com fornecedores, contratação de profissionais, montagem da estrutura, entre outros.

 

“A realização de uma atividade prática faz parte do programa do curso e, como a metodologia empregada pelo Senac estimula o protagonismo do aluno no próprio processo de aprendizagem, foram eles que escolheram o tipo de evento e o público atendido. A iniciativa atendeu nossas expectativas. Vimos a satisfação dos alunos e o sorriso no rosto das crianças, que puderam ter uma tarde especial. Os estudantes cumpriram com a atividade proposta e fizeram um evento bem organizado”, afirma.

 

Toda a estrutura da festa foi conquistada pelos alunos junto a apoiadores. Os organizadores também conseguiram doações de alimentos que foram repassados às entidades. O evento teve, ainda, o envolvimento dos estudantes do curso Técnico em Enfermagem da instituição, que desenvolveram atividades lúdicas sobre higiene pessoal, com a distribuição de kits. O grupo de voluntariado do Senac também participou com doações de brinquedos e roupas.

 

Magda Cristina da Costa, aluna do curso Básico em Organização de Eventos, contou que a busca por apoiadores teve o intuito de envolver a comunidade em prol de uma causa social. “Fomos muito bem recebidos em todos os lugares que buscamos ajuda. Como resultado, tivemos um evento incrível e engrandecedor para o nosso grupo de alunos”, disse. Magda ressaltou a importância da atividade para complementar o aprendizado que recebeu em sala de aula. “Decidi fazer o curso para agregar mais qualificação ao trabalho que minha família já realiza em nosso buffet. Agora, sinto-me mais segura e confiante para aperfeiçoar nossos negócios”, destacou.

 

Samuel Ribeiro, coordenador da Associação Betesda Assistencial, que desenvolve o Projeto Samuel, elogiou a iniciativa dos alunos do Senac. “Tivemos uma tarde de divertimento, confraternização, aprendizado e fortalecimento dos vínculos familiares”, falou. Gislaine Aparecida da Rocha, coordenadora do Núcleo Artevida, também agradeceu a oportunidade de levar o brincar para crianças que, muitas vezes, não têm oportunidade de fazê-lo. “É muito importante quando temos um parceiro como o Senac que nos proporciona esse divertimento aliado ao aprendizado”, salientou.

 

Sobre os projetos

 

O Núcleo Artevida é uma associação de caráter sócio assistencial, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, que atende moradores dos bairros Jardim Bonsucesso, Novo Wenzel e Bom Retiro. O Projeto Samuel, desenvolvido pela Igreja do Nazareno, onde aconteceu o evento, atende crianças em situação de vulnerabilidade.


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O trecho da Avenida 24-A com a Avenida Ulysses Guimarães, no bairro Vila Alemã, terá mão única de direção a partir desta quarta-feira (07). A mudança será implantada até a Rua 12-A, próximo do anel viário.

 

O local que tinha mão dupla, passará a ter mão única de direção no sentido centro-bairro. Quem estiver transitando no anel viário no sentido bairro-centro, terá de entrar na Avenida 26-A para acessar a Avenida Ulysses Guimarães. Na bifurcação da Avenida 24-A com o anel viário, serão colocados blocos de concreto fechando a passagem de veículos.

 

A orientação da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana é para que os motoristas que trafegarem pela região redobrem a atenção e fiquem atentos à mudança.  A alteração visa dar mais segurança a motoristas e pedestres e organizar o trânsito naquele local.

 

O trânsito do município tem recebido atenção especial da nova administração. Nos cinco primeiros meses, a prefeitura tornou mão única de direção a Rua 26, no bairro Jardim Mirassol; a Rua M-13, entre as Avenidas M-21 e M-19, no Cervezão; as Avenidas 50-A e 52-A, do bairro Vila Nova; a Rua 23, no bairro Jardim São Paulo; a Rua 15, entre a Via da Saudade e a Avenida 23, próximo ao velório; instalou semáforo de contagem regressiva na rotatória da Rua 14 com a Avenida Visconde do Rio Claro; tornou a Avenida 15 preferencial com a instalação de semáforos nos cruzamentos das Ruas 6, 8 e 9; e providenciou novos equipamentos na Avenida Tancredo Neves com a Rua 5, no Jardim Inocoop.

 

No cruzamento da Rua 8 com a Avenida 29, na região sul, oito semáforos para pedestres foram instalados para auxiliar a travessia no trecho. Também foram instalados “direita livre” na Avenida 7, no Jardim das Palmeiras, e na Rua 3-A com a avenida 80-A, no Distrito Industrial.

 

Fonte: Gazeta Rio Claro


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Extremista de direita, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem usado suas redes sociais para celebrar resultados de pesquisas de opinião que o colocam bem posicionado nas eleições de 2018. No mais recente levantamento do Datafolha, nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é candidato, Bolsonaro aparece disputando o segundo lugar com a ex-senadora Marina Silva (Rede). Uma outra figura da direita brasileira, em ascensão, ameaça Bolsonaro, entretanto. É o prefeito de São Paulo, João Doria Jr. Cotado como presidenciável pelo PSDB, Doria atinge seus melhores números nos grupos em que Bolsonaro é mais forte.

 

Embora tenha um estilo educado e busque demonstrar gentileza em público, Doria não esconde seu antipetismo, uma característica comum com Bolsonaro. E quando critica o PT e seus aliados, o tucano muda o tom, adotando termos grosseiros, ao estilo do deputado do PSC. “É quando desopilo”, disse Doria, segundo a revista Época, a respeito de ataques ao PT, coisa que “adora” fazer.

 

Nos últimos dias, Doria ganhou projeção nacional ao tentar fazer da Prefeitura de São Paulo um bastião contra a greve geral convocada pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência de Michel Temer. Em entrevistas, Doria chamou os líderes da greve de “vagabundos” e “preguiçosos”, prometeu descontar o dia dos servidores que aderissem e afirmou que “pessoas corretas não apoiam” o movimento.

 

Doria perdeu a compostura também ao ser alvo de um protesto. No domingo 30, uma cicloativista entregou flores ao prefeito em “homenagem aos mortos” nas marginais Tietê e Pinheiros, onde os acidentes aumentaram desde janeiro, quando o aumento da velocidade foi autorizado.

 

Irritado, Doria jogou as flores no chão e, pelo Twitter, adotou uma estratégia tipicamente populista: selecionar quem pertence ou não ao “povo”. “Não aceito intimidações, nem com gritos, nem com flores. Alguns ativistas são iguais a grevistas. Prefiro o povo. Gente simples e generosa” escreveu.

 

Na segunda-feira 1º, Doria voltou a ser alvo de um protesto de cicloativistas e atribuiu a manifestação ao PT. “Não será nenhum ativista, petista ou qualquer outro ‘ista’ que vai me colocar na parede. Nem com flores, nem com gritos”, afirmou. “As flores do mal eu dedico ao Lula, à Dilma e aos 14 milhões de desempregados do Brasil”, disse.

 

Críticas pessoais a Lula também são lugar comum para Doria. Logo no início de seu mandato, o tucano atacou o ex-presidente ao plantar uma árvore em ação urbanística. “Isso aqui é uma muda de Pau-Brasil e eu vou dedicar o plantio ao Lula, Luiz Inácio Lula da Silva, o maior cara-de-pau do Brasil”.

 

Lula vem se recusando a entrar no debate direto com Doria. “Há tempos ele vem provocando, na tentativa de que eu aceite o debate para poder se projetar na disputa nacional”, disse em abril.

 

Pesquisas eleitorais

 

Se for candidato à Presidência da República em 2018, Doria deve disputar o voto antipetista com Bolsonaro.

 

Nos três principais cenários da pesquisa estimulada (no qual o eleitor é apresentado aos nomes dos candidatos), o Datafolha incluiu Lula e Marina Silva, além de outros seis possíveis postulantes: o atual presidente, Michel Temer (PMDB); o ex-ministro Ciro Gomes (PDT); o senador Ronaldo Caiado (DEM) e os ex-deputados Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV). O sexto era sempre um nome do PSDB – o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador Aécio Neves (MG) ou Doria.

 

Quando Alckmin e Aécio estão na lista, Bolsonaro é o preferido entre as pessoas que ganham mais de dez salários mínimos, hoje equivalente a um pagamento mensal de 9.370 reais. Trata-se do topo da pirâmide de renda no Brasil, composto, segundo o Censo de 2010, por apenas 1,4% dos brasileiros.

 

Com Aécio na disputa, Bolsonaro é o preferido deste grupo, com 28% dos votos, seguido por Lula (19%), Marina (9%) e Aécio (8%). Com Alckmin na lista, Bolsonaro fica com 27%, contra 21% de Lula, 11% de Marina e 5% do governador tucano.

 

Se Doria é o candidato tucano, a corrida muda. O número de votos brancos e nulos cai de 20% (no cenário com Aécio) e 17% (com Alckmin) para 12% e o próprio Doria passa a liderar entre as pessoas de salários mais altos, com 27%, contra 20% de Bolsonaro, 20% de Lula e 5% de Marina Silva.

 

Fenômeno semelhante ocorre com os eleitores com nível superior completo. No primeiro cenário, Aécio Neves tem apenas 7% nesse grupo, contra 15% de Marina Silva, 17% de Lula e 21% de Jair Bolsonaro. No cenário com Alckmin, Bolsonaro novamente lidera – tem 22%, contra 18% de Lula, 15% de Marina e 7% do tucano.

 

No cenário com Doria, os brancos e nulos vão de 23% e 21% para 17% e Doria aparece em primeiro lugar, com 19%, mesma porcentagem de Lula. Bolsonaro cai para o terceiro lugar, com 17% e Marina Silva fica com 13%.

 

A trajetória de Doria

 

Em 21 de setembro de 2016, durante a campanha eleitoral, João Doria prometeu cumprir seu mandato na Prefeitura de São Paulo até o fim caso fosse eleito. No início deste mês, o discurso mudou.

 

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Doria admitiu que deixaria a prefeitura para ser candidato ao governo de São Paulo, caso isso fosse um pedido de Alckmin, seu padrinho político, a quem diz dever “lealdade”.

 

O tucano tem se recusado a falar sobre uma possível candidatura ao Planalto, postulada também por Alckmin, mas seu nome vem sendo ventilado pois não sofre acusações na Operação Lava Jato, ao contrário de Alckmin e Aécio.

 

Foto – Bolsonaro e Doria: eles têm bons resultados entre os eleitores com nível superior e entre os que ganham mais de dez salários mínimos

Fonte: Carta Capital


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O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (4) que a campanha contra a reforma da Previdência proposta pelo Planalto vem dos “poderosos”, e não dos mais pobres. “Parece que quem está fazendo campanha contra são os mais vulneráveis. Não é verdade. Quem está fazendo campanha são aqueles que ganham R$ 20 mil, R$ 15 mil, R$ 16 mil, que tinham cinco anos a menos para se aposentar”, afirmou em entrevista à RedeTV!. “Quem faz a campanha dos chamados pobres na verdade está fazendo a campanha dos poderosos, porque são eles que têm capacidade de mobilização e agitação.” Principal ponto da reforma proposta por Temer, o texto pretende acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição. Todos deverão trabalhar no mínimo 25 anos, e a idade mínima para a aposentadoria será de 65 anos para homens e 62 para mulheres. A reforma também altera o sistema dos trabalhadores rurais: hoje eles podem se aposentar comprovando o exercício da atividade por 15 anos, com 55 anos de idade para as mulheres e 60 anos para os homens.

 

O texto do Planalto prevê que os camponeses se aposentem aos 60 e 57 anos (homens e mulheres), com um mínimo de 15 anos de contribuição para o INSS. Para Temer, no entanto, a grande resistência surge porque a reforma equipara as aposentadorias de servidores públicos e da “classe política” às do sistema geral. Ele não quis dizer quantos votos o Planalto já conta no plenário da Câmara para aprovar o texto nem se sentiu confortável para assegurar que ela será aprovada. “Eu farei o possível para passar, e estarei obediente às decisões da Câmara e do Senado.” Ele afirmou ainda que até o fim de maio o governo deve enviar ao Congresso a proposta que altera o regime previdenciário dos militares, que ficaram fora da primeira etapa da reforma. Ele voltou a afirmar que, se a reforma não for feita hoje, “amanhã não vai haver 10% [do Orçamento] para investimento e, se for depois de amanhã, não vai ter como pagar aposentadoria e salário”.

 

Temer também reconheceu que o enfrentamento do líder de seu partido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é um problema para sua administração, mas disse que ele não consegue tirar votos do governo. “Conseguir votos ele não consegue.”

 

CAIXA DOIS

 

Temer defendeu ainda uma distinção entre caixa dois e propina na apuração dos episódios delatados por ex-executivos da Odebrecht em acordo de delação com a Operação Lava Jato. “O que ocorria muito é a história do chamado caixa dois, o que é uma coisa diferente da chamada propina”, afirmou. “Como fazer a distinção, confesso que não sei. Naturalmente, o Ministério Público saberá fazer uma distinção. De vez em quando escuto uma palavra no sentido de que se caminhe para essa especie de diferenciação, distinção.” Ele afirmou que, em toda sua trajetória política, nunca recebeu uma oferta de doação não contabilizada. “Nunca houve isso.”

 

Temer afirmou também que é “facílimo” governar com oito ministros investigados pela Lava Jato. “É facílimo governar nessas condições pela decisão que eu tomei”, afirmou, sobre a “nota de corte” Em outro momento, o presidente afirmou que “não há derrota” da Lava Jato nas decisões do Supremo de soltar presos preventivos, como José Dirceu e João Carlos Genu. “Há revisão. São instâncias diversas, para efeito de recursos.

 

O que não pode haver é briga entre as instâncias.”

 

ERROS Temer, que em março disse não ter cometido erros em seu governo, afirmou nesta quinta que pode ter cometido “um ou outro equívoco, mas acidental, não proposital”. “É possível ter errado aqui e acolá, mas não sinto que tenha errado. Tudo que tenho feito tem tido apoio do Congresso Nacional, bons resultados. Houve erros? Nesse sentido não. posso ter cometido um ou outro equivoco, mas acidental, não proposital.”

 

Fonte: FOLHAPRESS

Foto: Pedro Ladeira


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Presos exibem facões do alto do telhado de um dos pavilhões do presídio Alcaçuz (RN)

 

Pressionado pela comunidade internacional, o governo brasileiro informa que vai assumir um compromisso de reduzir em 10% sua população carcerária até 2019. O anúncio foi feito em uma reunião fechada entre a Secretaria Especial de Direitos Humanos e ONGs brasileiras e internacionais, às vésperas do principal exame das políticas de direitos humanos do país, que ocorre nesta sexta-feira (5) em Genebra, na ONU.

 

Procurada, a missão do Brasil em Genebra não retornou os pedidos da reportagem sobre esclarecimentos, nem sobre como isso seria feito. Mas entidades como Anistia Internacional e outros grupos confirmaram que a promessa foi declarada no encontro pela primeira vez.

 

Com a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 630 mil pessoas, o Brasil é com frequência acusado de violações de direitos humanos em suas prisões. Documentos obtidos pelo Estadão Conteúdo revelam que dezenas de países exigirão, nesta sexta-feira, resposta do governo brasileiro ao problema e denunciarão os abusos por parte da polícia e a situação das prisões.

 

No total, 109 governos se inscreveram para cobrar respostas do Brasil durante a sabatina. Mas o Estadão Conteúdo apurou que países avaliam a possibilidade de usar o exame com fins políticos e levantar o debate sobre a corrupção. Outro tema será o impacto dos cortes de orçamentos nos programas sociais, também denunciado por relatores da ONU.

 

Países membros das Nações Unidas são obrigados a passar por uma Revisão Periódica Universal, um mecanismo criado para examinar todos os aspectos de direitos nos países de forma regular. Para se preparar para o questionamento, a entidade elaborou um raio-x completo sobre a situação brasileira nesse período desde o último exame do país, em 2012. Nele, a entidade revela profundas violações de direitos humanos, regressão em assuntos como terras indígenas e a incapacidade em reduzir a violência policial e as crises nas prisões.

 

Durante a sabatina, ONGs brasileiras vão acusar o governo de não ter cumprido as recomendações que a ONU apresentou em 2012 em setores como violência, direitos indígenas, mulheres, educação e discriminação.

 

Ao responder inicialmente ao questionamento, porém, documentos do governo brasileiro indicaram que Brasília vai sustentar a ideia de que cumpriram 60% das recomendações. Outra estratégia do governo é anunciar medidas em diversos setores e a liberação de recursos, como para a situação de deficientes.

 

Numa campanha “Brasil no banco dos réus”, a entidade Conectas também questiona o cumprimento das obrigações. Em comunicado, a Anistia Internacional acusou nesta quinta-feira (4) as autoridades brasileiras de estarem “se fazendo de cegas para o aprofundamento de uma crise de direitos humanos criada por elas mesmas”.

 

“Desde a última revisão nas Nações Unidas, o Brasil não tomou providências para sanar os chocantes níveis de violações de direitos humanos no país, incluindo os números de homicídios pela polícia, que deixam centenas de mortos todos os anos”, declarou Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil. “Muito pouco foi feito para reduzir o número de homicídios, para controlar o uso da força pela polícia e para garantir os direitos indígenas assegurados pela Constituição de 1988. Isso precisa mudar. O que vemos hoje é uma profunda crise política, ética, financeira sendo usada como desculpa para a perda de direitos humanos”, completa.

 

Cortes

 

Outro tema que entrará na sabatina se refere à situação da desigualdade social e ao potencial que cortes orçamentários podem ter. Na avaliação dos especialistas da ONU, por exemplo, os planos de congelar gastos públicos por 20 anos são “inteiramente incompatíveis com as obrigações de direitos humanos do país”, principalmente diante desse cenário ainda de desigualdade.

 

Há um mês, o governo brasileiro ainda gerou surpresa nos demais países ao votar contra a renovação do mandato de um relator da ONU que se ocupa da relação entre dívida e direitos humanos. Brasília culpou um artigo colocado na resolução por Cuba em que sugeria que tetos de gastos sociais não poderiam ser implementados.

 

No texto, a resolução pedia que governos reconhecessem “que programas de ajustes estruturais limitam os gastos públicos, impõem tetos de gastos e dão atenção inadequada para serviços sociais”. O texto, que foi aprovado em votação, ainda indicava que apenas “poucos países podem crescer” diante dessas condições.

 

O tema agora voltará à pauta da ONU. O Estadão Conteúdo apurou que diversos países devem usar o debate para pressionar o governo Temer nesse mesmo sentido e alertar sobre o impacto que cortes podem ter em determinados setores. Governos como o do Reino Unido ou da Noruega estão entre os que questionarão o financiamento de certos programas sociais.

 

Apesar de diversos avanços sociais, o informe da ONU que foi distribuído a todos os governos insiste que, no Brasil, “milhões de pessoas continuam a viver em ambientes insalubres, sem acesso à água e saneamento”. No caso da saúde, o relatório também aponta como “desigualdades impedem que as populações mais vulneráveis tenham acesso efetivo aos tratamentos de saúde”.

 

Os relatores da ONU admitiram que houve um progresso econômico “significativo” no Brasil nas últimas décadas. “Mas, enquanto programas como Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família ajudaram muitas das comunidades, a desigualdade para afro-brasileiros continuou”.

 

Segundo a Unesco, ainda que o Brasil tenha aumentado de forma “significativa os investimentos em educação na última década, o país ainda enfrenta desafios maiores no financiamento da educação”.

 

Nos bastidores, peritos e funcionários de alto escalão da ONU indicaram ao Estadão Conteúdo que vêm recebendo indicações de que o tema da corrupção pode entrar na agenda desta sexta-feira. Chancelarias estrangeiras de países contrários ao Brasil também indicaram que podem usar o exame na ONU para “constranger” o governo Temer.

 

Resposta

 

Em um documento que o governo brasileiro entregou às Nações Unidas e que servirá de base para sua defesa durante a sabatina de maio, Brasília insiste nos avanços sociais como sinais de que a situação do país é de melhorias.

 

“Entre 2004 e 2014, 36 milhões de brasileiros foram retirados da extrema pobreza”, diz o documento do governo. De acordo com Brasília, o investimento no Bolsa Família foi de R$ 28,5 bilhões em 2016 e, ao final do ano passado, 13,5 milhões de pessoas eram beneficiadas. Dos 36 milhões de pessoas, o governo indica que 22 milhões “atingiram seu novo status social depois da criação do plano Brasil Sem Miséria, em 2011″.

 

Outro destaque da apresentação brasileira será o Minha Casa, Minha Vida. “Mais de 2,5 milhões de casas foram entregues até 2015″, indicou.

 

O governo admite, porém, que “apesar dessas iniciativas, existem ainda desafios relacionados com a pobreza e as desigualdades socioeconômicas, especialmente desigualdades regionais e com relação a grupos vulneráveis”. O documento não cita os cortes orçamentários que foram criticados pelos relatores da ONU. Nenhuma referência é feita tampouco à recessão e ao aumento de desemprego.

 

Fonte: Estadão Conteúdo


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O Conselho Comunitário de Segurança de Rio Claro  – CONSEG se reuniu na noite de ontem (25) para  discutir as principais demandas junto aos órgãos públicos e apresentar o CONSEG Jardim Floridiana onde a sua nova diretoria tomará posse no dia 30 de maio de 2017.

 

O começo da reunião foi marcado por diversas pautas, dentre elas, a situação do bairro Jardim São Paulo, as ruas e buracos, a sinalização do município, iluminação pública, limpeza de terrenos, cuidados com praças públicas, preservação do patrimônio público e perturbação do silêncio em chácaras como pontos comerciais, pois os moradores do bairro pagam a taxa de Zona Residencial e desejam desenvolver leis em relação a chácaras.

 

Participantes da reunião solicitaram um melhor planejamento do trânsito na cidade para o Diretor da Secretária de Mobilidade Urbana e Polícia Militar presentes na reunião a fim de evitar futuros acidentes, transtornos e prejuizos.

 

Informações sobre O Plano Diretor e as Palestras que vão acontecer na audiência pública prevista para os próximos dias 09 e 11 de maio de 2017 também foram mencionadas, no auditório do NAM (Núcleo Administrativo Municipal) de Rio Claro que tem por fim a exposição à população e às autoridades locais, pelo Ministério Público e sua equipe técnica, os riscos irreversíveis à VIDA pela exploração minerária irresponsável. Os vereadores que votarão o Plano Diretor receberão instruções normativas.

 

Importantes esclarecimentos acerca da lei do silêncio e de sua possíveis penalidades também foram colocados em pauta.

 

O ilustre Capitão Rev. do Exército Brasileiro, advogado, doutor Cláudio dos Santos Silva coordenador da FIA – Força Integrada Azul, um Grupo Especial de Estudo e Trabalho, que é integrada e recebe o apoio do Ministério Público (MP), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Militar (PM), da Guarda Civil Municipal (GCM), do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) e da Prefeitura Municipal, se manisfestou a respeito dos trabalhos e ações desenvolvidas pela FIA em nossa comunidade.

 

O Diretor da Secretária de Mobilidade Urbana,  Adilson da Silva Marques, comentou: “A Sociedade Unida não tem para ninguém, realizamos mais de 500 sinalizações até agora e tem muito mais a fazer. Hoje saio feliz da reunião do CONSEG, por ver a evolução e contar com aproximadamente 60 municípies e 3 vereadores presentes, nunca vi nada igual, nunca vi vereador no conselho de segurança, é ótimo que o poder legislativo esteja presente, das primeiras reuniões que fui tinha 7 pessoas, a população tem que participar mais!”

 

Na reunião estiveram presentes os vereadores Yves CarbinattiCarol Gomes e Val Demarchi.

 

Questionado pela Diretora da Rio Claro Online, e participante do CONSEG, Leila Pizzotti,  sobre a ideia inicial da Administração Municipal de realizar a transferência do Batalhão da PM para a Estação Ferroviária, declaração dada no ínicio de janeiro, o Cap. Barreto esclareceu que isso será impossível por tratar-se de Patrimônio Histórico e Cultural tombado, mas que a Polícia Militar pretende implantar uma base da PM na Estação ficando mais próxima da população, no que foi amplamente apoiado pelos presentes e pela Diretora da Rio Claro Online, que ressaltou a fundamental importância dessa decisão do Comando da PM, que não só fará a segurança da área,  mas que ampliará sobretudo seu relacionamento com a juventude rioclarense que tem participado há anos de diversos eventos beneficentes e de cunho social ali realizados e necessita muito desse contato, não só logístico, mas de valores.

 

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O governo conseguiu nova vitória no Congresso com o avanço da reforma trabalhista na Câmara. Após ceder em alguns pontos, o texto-base foi aprovado com o apoio de 27 deputados da comissão especial e apenas dez votos contra. Na última hora, o projeto recebeu mais de 30 emendas. O relator Rogério Marinho (PSDB-RN) comemorou a tramitação e avalia que há clima favorável para aprovar a reforma no plenário hoje.

 

Horas antes de ser avaliado pela Comissão Especial, o texto foi alterado para tentar contornar a pressão de grupos insatisfeitos. Nesse ajuste, o relator acatou três sugestões: manteve a exigência de laudo médico para gestantes ou lactantes que trabalham em ambientes insalubres, proibiu contrato intermitente para profissionais que seguem legislação específica e ajustou a norma sobre trabalho de deficientes.

 

A reação de Marinho aconteceu em meio ao clima de pressão no plenário da comissão, repleto de sindicalistas e trabalhadores. Um dos grupos contava com mais de uma dezena de pilotos que, uniformizados, protestavam contra a possibilidade de aéreas adotarem contratos intermitentes – aqueles em que o empregado fica à disposição da empresa. A pressão deu certo e, pelo texto aprovado, aeronautas não poderão ser admitidos por esse contrato.

 

Outra alteração prevê que o período de férias poderá ser determinado pelo empregador com antecedência mínima de 60 dias. A nova regra mostra endurecimento da atual, prevista pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que cita só que “a época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador”.

 

O projeto aprovado confirma a maior força dos acordos coletivos, que poderão se sobrepor à legislação. A redação diz que “a convenção ou o acordo coletivo de trabalho tem força de lei e prevalecerá sobre as disposições legais”. Entre os temas que poderão ser alvo de acordo, estão a divisão das férias em até três vezes e a mudança na remuneração ao permitir pagamento por produtividade.
O parcelamento do período de descanso anual em até três vezes também poderá ser tema de acordo individual entre patrão e empregado. Mesmo após a vitória, houve manobra dos governistas para evitar a votação dos destaques ao texto. Assim, parlamentares só poderão apresentar mudanças em plenário.

 

Apesar do clima de comemoração, o relator da reforma manteve o tom cauteloso e disse que o principal desafio passa a ser “manter a coesão” da base governista para aprovar o texto no plenário. “Não sei se a reforma trabalhista passará com facilidade, mas há ambiente favorável”, disse Marinho.

 

O ritmo frenético das negociações continuou ontem à noite. O governo tenta negociar mudanças no projeto para facilitar a aprovação hoje no plenário da Câmara. O líder do governo na Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), foi escalado para procurar o relator e costurar novos ajustes com o objetivo de obter a necessária maioria simples dos 513 deputados.

 

O direção do PSB, por exemplo, fechou questão contra as reformas. Mas dos dois parlamentares do partido na comissão, um votou contra e outro foi a favor. Dono da quinta maior bancada da Câmara, o PSD fechou questão a favor da reforma trabalhista. Com a decisão, os 37 deputados do partido são obrigados a votar favoravelmente à proposta, sob risco de punição.

 

Fonte: Isto É

Foto: Blog do Esmael


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Diversas categorias de vários Estados confirmaram adesão à greve geral marcada para sexta-feira, 28, entre as quais rodoviários, metroviários, ferroviários, aeroviários, bancários, professores das redes pública e privada, comerciantes, petroleiros, policiais civis e funcionários públicos de diversas áreas. A organização do protesto contra as reformas trabalhista, da Previdência e a terceirização uniu nove centrais sindicais. CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSP-Conlutas, Intersindical, CGTB e CSB, que representam mais de 10 milhões de trabalhadores, esperam realizar a maior paralisação dos últimos 30 anos.

 

Nesta terça-feira, 25, em ação preparatória ao movimento, metalúrgicos de 11 montadoras atrasaram a entrada ao serviço ou fizeram protestos em várias cidades de São Paulo, Goiás e Santa Catarina.

 

Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, funcionários da Ford, Mercedes-Benz, Scania e Volkswagen atrasaram a entrada em cerca de uma hora. Na General Motors, em São Caetano, ocorreram mobilizações.

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, disse que a entidade vai apresentar proposta de um contrato coletivo nacional às empresas do setor com cláusula que “impeça a terceirização indiscriminada nas montadoras e que pode também regular temas como jornada de trabalho, entre outros”.

 

Nesta quarta-feira, dirigentes sindicais estarão em Brasília para acompanhar a possível votação da reforma trabalhista no plenário da Câmara.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Se você acha injusta a existência de um foro privilegiado para políticos que respondem a crime, saiba que há um outro dispositivo legal –mas menos conhecido– que garante a uma Casa parlamentar, tanto federal quanto estadual, a possibilidade de suspender o trâmite de qualquer processo. O artigo 53 da Constituição possibilita que um deputado ou um senador só responda à ação, seja qual for o crime, após deixar o cargo.

 

Lá diz que, “recebida a denúncia contra o senador ou deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal (STF) dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação”.

 

Para que isso ocorra, ao menos um partido tem de fazer a solicitação e metade dos parlamentares da Casa aprovar a edição de um decreto. A regra vale “apenas” para crimes cometidos após a diplomação.

 

O dispositivo é o mesmo em Constituições estaduais. A de São Paulo, por exemplo, repete o mesmo no artigo 14 –excluindo, claro, o termo senadores e substituindo STF por Tribunal de Justiça (TJ).

 

Casos recentes

 

Apesar de não haver casos recentes no Congresso, pelo menos três Assembleias Legislativas aprovaram decretos suspendendo processos na atual legislatura: Amapá, São Paulo e Sergipe. No mandato passado (encerrado em fevereiro de 2015), foram aprovados decretos assim nas Assembleias de Alagoas e Rondônia.

 

O último caso público ocorreu em setembro de 2016, quando a Assembleia Legislativa de Sergipe sustou a ação contra os deputados Augusto Bezerra de Assis Filho (DEM) e Paulo Hagenbeck Filho (PT do B). O pedido foi feito pelo PEN e pelo PSD.

 

Os deputados são acusados de fazer emendas orçamentárias em favor de associações comunitárias e que, posteriormente, destinavam os valores a terceiros. Eles respondem por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os dois estão afastados dos cargos.

 

O decreto que sustou o processo, porém, foi considerado inconstitucional pelo TJ de Sergipe. A corte alegou se tratar de crimes ocorridos em mandato anterior.

 

A Assembleia de Sergipe informou ao UOL que “a Casa sempre respeita às decisões dos Poderes” e não quis comentar sobre o decreto aprovado. Disse ainda que a assessoria não conseguiu falar com os deputados agraciados pelo decreto para que dessem suas versões. “O que sabemos é que os mesmos estão buscando, através das suas assessorias jurídicas, retornarem aos seus mandatos”, informou.

 

Em São Paulo, um decreto aprovado em maio de 2016, a pedido do PTB, sustou a ação contra o deputado Luiz Carlos Gondim ( SD) . Ele é acusado de adulterar documentos para fins eleitorais na campanha de 2010. Assim como no caso de Sergipe, a Justiça Eleitoral negou a legalidade do decreto, e a ação segue normalmente.

 

Ao UOL , o deputado defendeu –por meio de sua assessoria– o dispositivo e disse que se trata de “uma das imunidades processuais que integram as garantias ao livre exercício do mandato parlamentar”.

 

“Tais garantias visam proteger o livre exercício do mandato pelos deputados e, antes de tudo, respeitar a soberania da vontade popular que lhes concedeu tal direito, por meio do voto, contra perseguições que podem partir de outros Poderes ou órgãos”, diz.

 

Gondim ainda alegou que que a sustação “não altera a investigação”. “Apenas garante um prazo maior para poder reunir documentos, provas e testemunhas, caso responda o processo após o seu mandato”, afirma.

 

Sobre a acusação, Gondim diz ter provas que comprovariam o “mal-entendido que ocorreu nesse processo relativo à prestação de contas na época”.

 

Já em novembro de 2015, o então presidente da Assembleia do Amapá, Kaká Barbosa (PSDC), e a vice-presidente, Roseli Matos (DEM), tiveram os processos sustados. Na mesma data, o atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Michel JK (deputado à época) também foi beneficiado pelo decreto. Os pedidos foram feitos por DEM, PSDC e PSDB –partidos dos réus.

 

Kaká Barbosa é acusado de realizar contrato de locação de veículos usando nome de uma pessoa morta. Roseli Matos teria recebido indevidamente parte dos salários de servidores de seu gabinete entre 2012 e 2014. Já Michel JK teria recebido valorescom entrega de notas falsas.

 

Em dezembro do mesmo ano, a primeira-secretária do Parlamento amapaense, Edna Auzier (Pros), também teve decreto aprovado sustando ação. Ela é acusada de fraude à licitação e formação de quadrilha na locação de um prédio à Assembleia em 2011.

 

Entre todos os decretos, apenas o da vice-presidente foi aceito e a ação está suspensa no Tribunal de Justiça.

 

O Ministério Público do Amapá informou ao UOL que a decisão do desembargador Gilberto Pinheiro é questionada. “Decorrente deste fato, o MP ingressou com Reclamação Constitucional no Tribunal de Justiça –remédio processual utilizado para unificação de decisões conflitantes dentro do tribunal, estando a mesma conclusa para decisão”, informou.

 

Nos outros três casos, o desembargador Carmo Antônio negou a suspensão das ações –decisões que foram ratificadas pelo Pleno do TJ.

 

Procurada pela reportagem do UOL , a Assembleia Legislativa do Amapá foi contatada desde a manhã do dia 19 até o dia 25 de abril para que enviasse respostas sobre as acusações aos deputados e sobre os decretos. A Casa, porém, não respondeu aos questionamentos enviados por e-mail.

 

Da época da ditadura

 

O pós-doutor em direito penal da Universidade de Paiva (Itália) Welton Roberto explica que esse dispositivo é um “resquício da ditadura militar”. “O dispositivo ainda existente era para garantir a imunidade parlamentar, era um dispositivo de proteção que fizeram para evitar a cassação dos direitos via judicial –o que era comum na ditadura”, afirma.

 

Ele ressalta que uma mudança conferiu maior moralidade ao dispositivo aprovado em 1988. “Antes era pior: só podia processar se a Casa autorizasse. Agora eles recebem a denúncia, encaminham à Casa e eles, por meio de um partido, fazem o pedido da suspensão do andamento processual”, explica.

 

Welton Roberto defende restrições ao dispositivo. “Acho que deveria ter uma ligação direta com a atividade parlamentar. Concordo que eles precisam de uma imunidade para evitar que sejam alvo de um outro Poder. Mas para crimes comuns, como roubo, tráfico, assassinato, estupro e violência doméstica, não deveriam nem sequer pensar em existir imunidade”, diz.

 

O jurista e advogado Marlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa, diz que os movimentos de ética na política possibilidade de ver o processo sustado pelos próprios colegas de Parlamento é tão injustificável quanto a existência do foro privilegiado”, afirma.devem defender a extinção desses dispositivos. “Os parlamentares já contam com imunidade no tocante às palavras e votos –o que os distingue de todos os demais cidadãos. Essa disti

 

Fonte: Uol

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Atrações gratuitas encantarão as crianças e os adultos

 

A Páscoa é a principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã. Por isso, o Shopping Rio Claro programou atrações especiais para comemorar esta data tão importante para as famílias. Neste domingo, 9 de abril, acontece a Chegada do Coelhinho da Páscoa, um evento com muitas atividades gratuitas para as crianças.

 

A diversão na Chegada do Coelhinho da Páscoa do Shopping Rio Claro, a partir das 13h, inclui quatro brinquedos infláveis em parceria com a Keky Animações: tobogã gigante, Kid Play, piscina de bolinhas, castelinho pula-pula, pintura facial, personagens infantis da Patrulha Canina e UD do Toy Story. Também haverá um Pocket Show do Palhaço Rogerito no estacionamento do Shopping.

 

O Coelhinho da Páscoa chegará de trenzinho no estacionamento trazendo alegria e inaugurando a Páscoa no Shopping Rio claro. Além da chegada do coelhinho, no domingo ainda acontecerá uma apresentação teatral bem especial, chamada “A Páscoa no Mundo”, às 15h30, na Praça de Alimentação.

 

Outras atrações gratuitas também acontecem nos dias 15 e 16 de abril, quando haverá uma apresentação do Palhaço Jeca, animando as crianças com um pocket show a partir das 15h no sábado, 15 de abril, e da Nhá Chica, com contação de histórias com tema de Páscoa no domingo, 16 de abril, das 13h às 16h.

 

Nos dois domingos, 9 e 16 de abril, também serão realizadas as sessões do Teatro de Fantoches em parceria com a Faculdade Asser com sessões das 16h às 18h. No dia 9, o Teatro de Fantoches acontece na Praça de Eventos, e no dia 16, na Praça de Alimentação.

 

A administração do Shopping Rio Claro agradece o apoio da Guarda Civil Municipal de Rio Claro por acompanhar o percurso realizado pelo trenzinho que levará o Coelho de Páscoa e os filhos dos funcionários do Shopping.

 

Serviço

Chegada do Coelhinho da Páscoa

Dias: 9

Local: estacionamento do Shopping Rio Claro

Horário: a partir das 13h

 

Teatro “A Páscoa no Mundo”

Dia: 9 de abril

Local: Praça de Alimentação

Horário: 15h30

 

Teatro de Fantoches

Dia: 9 de abril

Local: Praça de Eventos

Horário: das 16h às 18h

 

Pocket Show Palhaço Jeca

Dia: 15 de abril

Local: Praça de Alimentação

Horário: 15h

 

Contação de histórias com Nhá Chica

Dia: 16 de abril

Local: Praça de Alimentação

Horário: das 13h às 16h

 

Teatro de Fantoches

Dia: 16 de abril

Local: Praça de Alimentação

Horário: das 16h às 18h

 


unesp

Estarão abertas até sexta-feira (7/4) as inscrições para o pedido de isenção ou redução de 50% da taxa do Vestibular Meio de Ano 2017 da Universidade Estadual Paulista, a Unesp.

 

Para pedir isenção, o candidato deverá imprimir, até sexta (7/4), o requerimento de solicitação, disponível na página da Fundação Vunesp, no endereço www.vunesp.com.br.

 

Podem pedir isenção vestibulandos com renda familiar mensal igual ou inferior a R$ 1.405,50 por pessoa, o equivalente a um salário mínimo e meio. É necessário que cada solicitante preencha seus dados e envie, junto com os documentos comprobatórios pedidos em edital, o requerimento por Sedex ou outra modalidade de correspondência com aviso de recebimento, até o dia 10 de abril.

 

O resultado dos pedidos de isenção será divulgado em 26 de abril, no site da Vunesp e na página vestibular.unesp.br. Os pedidos deferidos significarão a efetivação da inscrição do solicitante.

 

O pedido de redução de 50% do valor da taxa destina-se a candidatos matriculados no ensino médio ou em curso pré-vestibular e que recebam remuneração mensal inferior a dois salários mínimos ou estejam desempregados. O prazo é semelhante ao do pedido de isenção, bem como a necessidade de impressão e preenchimento do documento disponível no site da Vunesp, além de seu envio até 10 de abril, por Sedex ou remessa com aviso de recebimento. O resultado dos pedidos de redução será publicado em 24 de abril, no site da Vunesp.

 

Os cursos oferecidos pela Unesp neste exame são as Engenharias Agronômica (Ilha Solteira e Registro), Ambiental (Sorocaba), Aeronáutica (São João da Boa Vista), Civil (Ilha Solteira), de Controle e Automação (Sorocaba), de Produção (Bauru), Elétrica (Ilha Solteira) e Mecânica (Ilha Solteira).

 

Os documentos com todas as informações sobre isenção e redução da taxa podem ser vistos nas páginas da Vunesp e da Unesp, esta no endereço vestibular.unesp.br.

 

Sobre a Unesp

 

A Unesp, Universidade Estadual Paulista, é uma universidade pública, gratuita, que está entre as maiores e melhores do país. Está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo com 34 faculdades e institutos, onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação. Tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos. Possui cerca de 1.900 laboratórios. Oferece cursos pré-vestibulares gratuitos em suas unidades, bem como diversos programas de extensão de serviços à comunidade. Três escolas de ensino técnico são mantidas pela Universidade: o Colégio Técnico Industrial em Bauru, o Colégio Técnico Industrial em Guaratinguetá e o Colégio Técnico Agrícola em Jaboticabal.

 

Mais informações:

Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

Assista um vídeo sobre a Unesp em www.unesp.br/unespvideos

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 20 horas)

Sites – http://vestibular.unesp.br e www.vunesp.com.br


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Magnífica Estação, uma arquitetura exuberante, tombada pelo CONDEPHAAT em 1985.

Veja o vagão do conhecimento ALL em Rio Claro, oficina de zro! Confira alguns vídeos abaixo:

 

 

Estações em livro de tombo

Tombamento

O tombamento é um ato administrativo que tem o objetivo de preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental. São bens imóveis, centros históricos, bairros, bens móveis (como coleções de arte ou objetos históricos) e áreas naturais.

Tombar, nesse caso, significa registrar um bem que deve ser preservado em livro de tombo de um órgão federal, estadual ou municipal.

O órgão federal responsável pelo tombamento de bens é o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Na esfera estadual, em São Paulo, o órgão é o CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

No estado de São Paulo, muitos municípios têm instâncias participativas para preservação de patrimônio. Veja lista de alguns destes conselhos.

O Sistema Nacional de Cultura estabelece que os municípios devem criar um Conselho Municipal de Política Cultural, responsável pela formulação das diretrizes gerais da política cultural e pelas decisões referentes ao desenvolvimento da cultura local, à proteção do patrimônio e ao incentivo às artes. Conselhos de Patrimônio podem ter seus nomes e atribuições alterados, passando a tratar de política cultural como um todo. Os municípios podem também criar um Conselho Municipal de Política Cultural, com papel central, e manter o Conselho de Patrimônio já existente, estabelecendo as atribuições de cada um e as conexões entre eles.

 

Patrimônio ferroviário tombado – SP – CONDEPHAAT e/ou IPHAN

 

Rio Claro
Estação Ferroviária de Rio Claro
Companhia Paulista de Estradas de Ferro – estação de 1911
Resolução de Tombamento CONDEPHAAT: 64 de 14/11/1985 – site SEC/SP

Em estilo arquitetônico eclético, esta estação tem elementos do tipo neoclássico marcantes, como os frontões triangulares e curvos e as janelas em vergas retas e curvas.
Está em uso pela prefeitura municipal.

 

SEXTA-FEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2015

NOTÍCIAS DO FIM DO MUNDO (1998-99)

 

Estação de Rio Claro-Nova em 2000, um ano depois dos relatos: muitos vagões abandonados. (Foto Ralph M. Giesbrecht)

NOTA: TEXTOS NÃO FORAM ESCRITOS POR MIM. ELE VÊM DE E-MAILS RECEBIDOS DE UM AMIGO NA ÉPOCA E NOS DIAS EM QUE TDO ISSO ACONTECIA.

 

O FIM MELANCÓLICO DA JÁ EX-COMPANHIA PAULISTA, DA FEPASA E O INÍCIO DA FERROBAN

 

(Notícias do dia-a-dia da linha da Fepasa, que um dia foi da Paulista)

 

Dia 6 de maio de 1998. A linha de Jundiaí a Campinas está desbarrancando. A linha velha de Rio Claro está interditada faz um mês e não tem previsão para recuperação. Um aterro rodou. Todos os trens, inclusive de passageiros, passam pela linha nova. Há dois trens de passageiros: um diurno e aquele noturno diferenciado. A coisa lá está preta. Está tudo um relaxo.

 

Dia 22 de maio de 1998. Combinei com meu amigo maquinista pegar o trem que passa à 01:05 da madrugada em Rio Claro-nova (a linha velha está interditada). Depois de combinar, ele me ligou às 23:30 dizendo que o trem estava atrasado apenas duas horas. Bem, saí de carro de Araras às 02:30, chegando a tempo em Rio Claro nova. Fui com a roupa do corpo e o álbum dos 50 anos da Paulista como companhia. Bem, o trem chegou, mas os maquinistas e os guarda-trens não. A Fepasa paga taxi para eles, pois a nova estação é muito longe, num bairro um tanto quanto hostil. Deixei o carro debaixo de um pé de goiaba e que fosse “o que Deus quiser”. Após certo tempo, o pessoal chegou e deu partida no trem. Passamos para a linha velha, em Santa Gertrudes (havia algumas famílias morando na estação), e depois em Cordeirópolis, cuja estação estava tomada por marginais e cia. O trem nem para, para evitar problemas. Passou reto pela estação de Limeira, toda restaurada. O susto veio entre Limeira e Tatu. Estávamos na altura do km 67 quando deparamos com um trem parado na linha. Paramos a poucos metros do mesmo. Se estivéssemos mais rápido… fui com o maquinista na frente do outro trem em meio a muito mato, muito mesmo, num breu e numa névoa impressionantes. Não dava nem para ver o poste da eletrificação à frente. Os maquinistas do trem da frente não estavam nem ligando. Houve um defeito no engate e onze vagões se soltaram, e acho que eles estavam esperando ajuda divina. Ajudamos então a fazer o engate e o trem pôde seguir até Tatu. O maquinista levou um tombo fenomenal, quase caindo no ribeirão Tatu. Eram mais de 4 da madrugada, e somaram-se mais 1 hora e meia àquelas duas de atraso. Ultrapassamos o trem em Tatu, abandonada, e seguimos para Americana. Na subida do Carioba, havia um cemitério de vagões tombados pela arrendatária da Rede Ferroviária Federal, a MRS, há duas semanas. O pessoal da Fepasa se queixa, porque eles fazem o que querem nas linhas da Fepasa, não respeitando velocidades, etc.

 

Depois passamos por Americana, restaurada, Recanto, boa, mas com muito mato, Nova Odessa, caprichosamente restaurada, Sumaré, razoável, Hortolândia, abandonada, Boa Vista, em mau estado, tendo o maquinista falado que lá é um recanto de marginais; se o trem parar lá, assaltam até os maquinistas. Aliás, eles já assaltaram cinco vezes este ano a estação de Boa Vista-nova, que fica na “Mogiana nova”, que leva a Paulínia. Chegamos então a Campinas. De lá, até Jundiaí, existia sinalização automática de trens. A Fepasa desativou-a e instalou o primitivo sistema de staff elétrico, que já foi desativado e substituído pela primitivíssima ordem especial. A Fepasa é a unica “empresa” que utiliza tecnologia regressa!

 

Por lá passou, nessa hora, uma composição enorme de trilhos para a Ferronorte. As máquinas da MRS só vão até Baurú e Araraquara. Os maquinistas da Ferronorte são alugados da Fepasa.

 

Passamos então por Valinhos, restaurada, Vinhedo, razoável e Louveira, em restauração. Chegando em Jundiaí, havia um grande cemitério de locomotivas elétricas, no fundo das oficinas. Muito mato e abandono… chega a ser tétrico. De Jundiaí à Barra Funda, aquela mesmice do subúrbio, só coisa feia (a paisagem). Chegamos quase às 9 horas da manhã.

 

Na volta, enquanto eu esperava o trem das 15:35, que, a partir daquele dia (ontem), passaria para as 16:10, saindo da Barra Funda, aproximou-se de mim um senhor, que começou a puxar conversa. 

 

A viagem foi tranquila, eu fui no carro de primeira, ex-Expresso Azul. A tranquilidade acabou quando o trem, em Santa Gertrudes, entrou na linha velha,  deixando-me na estação velha de Rio Claro. A partir de ontem, o trem voltou a circular pela linha velha, que tinha sido consertada! Comecei a rir à toa de nervoso… e o meu carro? A estação nova ficava perto do cruzamento da rodovia Washington Luís e a estrada que vai para Piracicaba. Peguei um ônibus, que me deixou num lugar todo escuro. Demorei para chegar à estação, levei muitos tropicões e sustos! Só sosseguei quando entrei no carro e liguei o rádio.

 

Alguns dias depois, maio de 1998. Ontem (domingo) fui a Jundiaí na Festa do Mecânico, organizada pelo meu irmão, no recinto de exposições, no Parque da Uva. Aproveitando a viagem, fui nas oficinas da Paulista. Parei o carro em Jundiaí-Paulista e, munido de câmara fotográfica, comecei a sacar fotos. Tirei uma da cabine de alavancas e de sinalizações eletromecânicas, que funcionava no páteo. Fechada. Fotografei Jundiaí-Paulista que está em semi-ruínas e fechada. Fui caminhando pela linha, acompanhado pela paciente namorada, até os fundos das oficinas, onde existe o obelisco, marco da previdência social do Brasil. Coberto de mato, o obelisco está escondido de tudo e de todos, marco de uma era em que a ferrovia era símbolo de avanços. Foi também fotografado. Adiante, uma composição inteira, completamente abandonada. A locomotiva, apelidada de V-8, estava engatada em uns cinco carros de aço-carbono, fabricados pela Pullman Standard Car Company, que integravam o famoso Trem-R da Paulista. Por estarem abandonados, os carros tiveram a pintura “lavada”, deixando à mostra a pintura original da Paulista, azul e creme. Estão em bom estado, mas parece que os vândalos de plantão os acharam. Provavelmente estão ali para apodrecerem e depois serem cortados pelo vil maçarico. Mais adiante, existe uma fila-monstro, com umas 10 ou 12 locomotivas elétricas, incluindo todas as Russas (Little Joe’s) e boa parte das V-8. O que mais me surpreende é que, segundo o relato de maquinistas, as máquinas estão em pleno estado de funcionamento e foram encostadas para serem cortadas!!! Elas foram encostadas em dezembro e já demonstram os sinais de abandono. Fotografei as Russas, em especial a 6455.  Foram fabricadas em sua grande maioria no final dos anos 40 pela General Electric Norte-Americana, atendendo à encomenda da  Companhia Paulista para reforçar a tração nos trechos eletrificados que, à época, estendiam-se até Rincão, no tronco norte, e além de Bauru, no tronco oeste. Tudo ali forma um cenário muito triste. Parece mais um grande cemitério. As máquinas parecem clamar por socorro! É impressionante! Segundo declarações de ferroviários e de moradores próximos aos locais, as máquinas foram encostadas em  dezembro passado, em plenas condições de funcionamento. Por estarem em locais sem a mínima vigilância, já começam a sofrer ações de vandalismo  proporcionadas por desocupados e por viciados que frequentam o local. A locomotiva Jayme Cintra parece clamar por socorro. Que triste fim para uma máquina que completa 50 anos de idade em agosto próximo. A previsão é de que todas sejam transformadas em sucata, cortadas por maçaricos e vendidas a peso. Para tal, todas as “Russas” teriam sido rebocadas para o páteo de Triagem, em Baurú para serem cortadas por maçarico. Nem mesmo um exemplar da máquina será guardado para a posterioridade. Enquanto isso, o Museu Ferroviário de Illinois preserva uma das 15 unidades que ficaram nos Estados Unidos. Foi toda restaurada e desfila em ocasiões especiais. Ainda em Jundiaí, próximo ao obelisco comemorativo ao pioneirismo da previdência social  no Brasil (também abandonado), encontra-se uma composição de passageiros completa, composta por locomotiva e carros de passageiros sendo paulatinamente destruída pelo tempo e pelo vandalismo.

 

Outubro de 1998. Estive ontem na estação da Paulista em Rio Claro, ela sofreu uma pintura para inglês ver. Minha surpresa foi ver que foi criado um novo horário de trens para Marília, com partida de Rio Claro, às 19:45, um horário extremamente esquisito, mas… com isso são quatro as opções de trens para o interior na linha Paulista, um para Panorama, um para Marília, outro para Marília com saída de Rio Claro e outro para Rio Preto. De Rio Claro a Panorama, por exemplo, a passagem de primeira classe custa R$24, Jaú R$6 e Pederneiras R$8; são alguns preços que me lembro. Ah, para Marília custa R$12. A diferença entre as tarifas de primeira classe e segunda são ridículas. Segunda classe para Panorama custa R$22.

 

Dia 17 de novembro de 1998. (nota: a esta altura, a Fepasa já havia sido vendida na privatização, e passava a ser Ferroban): Liguei para Rio Claro e conversei com aquele meu amigo maquinista. Ele me disse que aquele trem que partia de Rio Claro rumo a Marília nunca chegou a partir. Foi cancelado. Então, só existem mesmo dois horários de trens, um que vai e um que volta. Ele disse, também, que as oficinas de Jundiaí passaram para a CPTM e que os trens de passageiros vão acabar. Nenhuma novidade… Não consegui andar de trem no domingo como pretendia. O trem que vai a Panorama passa lá pelas 13:30 em Rio Claro. Até aí, tudo bem, mas o trem de volta chega lá pelas 4 da madrugada em Rio Claro… por mim, tudo bem, mas para quem vai acompanhado fica bem complicado, não é?

 

Novembro de 1998. Estive nas oficinas de Rio Claro, e os funcionários antigos me contaram como era o cotidiano e os costumes na época da Paulista. O controle de frequência era feito por chapinhas. Às 6:30 o armário onde ficavam as chapinhas respectivas a cada funcionário era fechado e quem chegasse atrasado perdia o dia. O armário só era aberto de novo às 17:30 para que os funcionários devolvessem as chapinhas. Eram de cobre e iam de um a trezentos e tanto. No horto, portanto, haviam mais de 350 funcionários. Ele me disse que na Paulista toda existiam mais de 26000! Havia dois caminhões de carroceria aberta para transportar os funcionários. A Paulista tinha jipes para deslocamento do pessoal do horto. Tinha também uma jardineira para transporte de alunos à escola. Também tinha mais de 20 caminhões daqueles Ford, bem antigos. O pagamento era irregular e era feito de Jundiaí pra cima. O pessoal de Jundiaí era o primeiro a receber o salário. O de Rio Claro saía no meio do mês, e o das extremidades como Bauru, quase no fim do mês. O hollerith chegava à todos no começo do mês. O trem pagador ia passando pelas localidades guarnecido por quatro seguranças da Paulista. Era composto pela locomotiva e pelo carro com a grana. 

 

Dia 18 de dezembro de 1998. As oficinas de Rio Claro apresentam um cenário desolador! As máquinas estão paradas e quase ninguém trabalha nelas. Parece um lugar-fantasma! Já estou até vendo que, com o término do trem de passageiros, a privatização da Fepasa e o esvaziamento da oficina, aquele trecho de linha que passa por dentro de Rio Claro vai sumir. A pressão da especulação imobiliária é crescente, também.

 

Dia 26 de janeiro de 1999.  Você soube que a estação de Rio Claro está sendo desativada? A operação dos trens está sendo transferida para a nova, inclusive os trens de passageiros, que estão suspensos até 17/02, ou seja, até nunca mais, pois acho que a Ferroban vai sempre alegar falta de segurança e empurrar esta data até o fim do ano. O trecho que passa por dentro da cidade seria arrancado e daria lugar a uma “bela” avenida (trecho oficinas-Batovi).

 

Dia 23 de fevereiro de 1999. Conversei pela manhã com o Glória, maquinista da ex-Fepasa. Ele me disse que sobraram 60 funcionários em Rio Claro. Mandaram todo mundo embora, inclusive todos os chefes de trem. Mandaram embora até o diretor do sindicato que eu tinha conversado a respeito do trem turístico. Ele me disse que o trem de passageiros volta a circular amanhã, mas tocado por empreiteira. Não sei mais como vai ser sem os chefes de trem… O trem deve continuar passando pela linha do centro de Rio Claro, porque a defesa sanitária interditou a estação nova de Rio Claro. Mesmo assim,  a Ferroban mandou os funcionários que restaram para lá. No horto não há mais ninguém da ex-Fepasa, e creio que nas oficinas haja uma meia dúzia. A tração está sendo única e exclusivamente feita com a tração diesel, sacrificando as pobres das locomotivas. Elas estão puxando cerca de 30% a mais de tonelagem do que o normal. As locos elétricas foram definitivamente encostadas, as subestações foram fechadas, permanecendo um guarda em cada uma delas. A turma de manutenção “trolley” que cuida da manutenção da rede aérea foi desativada.

 

Dia 24 de fevereiro de 1999.  Bem, como havia dito, fui ontem a Rio Claro, nas oficinas da antiga Paulista. De fato, permaneceram uma meia dúzia de funcionários trabalhando por lá. Um clima de desolação… lá dentro, bastante carros de passageiros apodrecendo ao relento. Segui para o horto para conversar com o pessoal de lá. Na segunda-feira, eles receberam um telefonema da Ferroban comunicando que todos eles estavam demitidos, e teriam que entregar os cargos e documentos hoje pela manhã. Todo o pessoal dos museus, inclusive o de Jundiaí, foi demitido. É um fato que eu nunca imaginava que um dia poderia acontecer. O horto com isso permanecerá vazio, sem nenhum funcionário para tomar conta. Há uma fortuna incalculável de nossa memória lá dentro, e os sem-terra e os sem-teto já estão de olho… isso vale também para os museus. Mesas quebradas, objetos surrupiados, e até um piano foi danificado. Depois, fui à estação nova de Rio Claro para conversar com um amigo maquinista. A estação está uma vergonha (a Defesa Civil até interditou o prédio para os passageiros), e fica no meio de um bairrinho sem-vergonha. Por isso, o passageiro vai passar pela linha velha. A Ferroban fez algumas adaptações para acomodar passageiros, como uma escadinha de acesso e um telefone público. A Ferroban fez uma salinha de espera para os maquinistas, já que todos foram transferidos para lá. São cerca de 30 equipes maquinista-ajudante. Creio que não serão mandados embora, senão a Ferroban não teria feito as melhorias. Em Campinas mandaram alguns maquinistas embora e em Araraquara mandaram dois.

 

O trem de passageiros realmente deve voltar a circular hoje, a partir da Barra Funda. Descobri que, durante todo este tempo, o trem de passageiros no trecho Ityrapina-Rio Preto não deixou de funcionar. Eu estava na estação quando chegou o fax da Ferroban com as instruções aos maquinistas que conduzirão os trens de passageiros. No fax havia um esquema do páteo de Jundiaí, com as orientações do novo procedimento de troca de máquinas. Como o chefe da estação não sabia usar o fax, ajudei-o a tirar algumas cópias, para distribuir aos maquinistas. Não existe mais chefe de trem. Foram todos para a rua, inclusive um deles precisou ser hospitalizado quando soube da notícia. A tração elétrica foi extinta, mesmo. Apenas algumas V-8 ainda vão funcionar, para fazer o trecho Barra Funda-Jundiaí. A Ferroban alugou máquinas da MRS. Quatro delas manobravam em Rio Claro.

 

Em Limeira, começaram a fazer embarque de açúcar. A linha ainda está muito ruim. Ainda na estação, conversei com aquele maquinista que há alguns meses atrás colidiu de frente sua composição de passageiros com uma de carga, em Pederneiras, e ele me disse como anda a conservação e segurança na linha… um absurdo! Creio que nem nos primórdios da ferrovia havia uma ferrovia tão despojada de procedimentos de segurança!

 

O trem de passageiros, por enquanto, só vai seguir até Bauru, porque a linha que passa por Marília está interditada por decreto de um juiz. Ele ordenou que a Ferroban conserte as cancelas de cruzamento em nível, que estão quebradas. Mas como a ferrovia é um patrimônio que não tem dono, com o tempo construíram diversas passagens em nível clandestinas, e a ferrovia terá que arcar com custo das cancelas novas… absurdo! Enquanto isso, não corre nada de Marília a Panorama, nem cargas! O clima é de terror entre os ferroviários, e a maioria não tem feito outra coisa, senão rezar.

 

Dia 8 de Março de 1999. O trem de passageiros não voltou a trafegar, e dizem que nunca mais vai voltar. O núcleo de Rio Claro vai ser dissolvido hoje ou amanhã, e em Rio Claro não existirá mais nenhum empregado da ferrovia. Até a escala de maquinistas deve acabar. Todos estão desesperados e tristes em perder o emprego. Alguns maquinistas têm 18 anos de empresa.

 

Dia 23 de abril de 1999. Quanto às “Russas”, provavelmente todas já foram cortadas, com exceção daquela que a gente viu toda arrebentada em Jundiaí. Resta fazer algo com as que sobraram, que são as Vanderléias, as V-8 e mais uma ou outra Baratinha que deve estar jogada por algum páteo.

 

Dia 12 de maio de 1999.  Fui a Rio Claro ontem, e vi o páteo abarrotado de carros de passageiros. Estão todos amontoados, alguns pichados, destruídos… A empresa continua descumprindo o contrato… Será que não tem ninguém que fiscaliza isso???

 

Dia 18 de junho de 1999.  Ontem conversei com um cara aqui em Araras que também é aficcionado em ferrovia. Ele mora em Rio Claro e trabalhou nas oficinas de Rio Claro. Trocamos algumas informações e alguma delas  são: a Ferroban vai concluir aquela variante que está abandonada que passa fora de Santa Gertrudes e Cordeiro. Com isso, a linha velha de Rio Claro vai cair fora. A linha irão arrancar pra fazer avenida e a estação talvez vire um terminal de ônibus. Existem 26 funcionários nas oficinas de Rio Claro. Elas serão transferidas para Araraquara e aquilo vai virar sei lá o quê. 

 

CONTINUA… POSTADO POR RALPH MENNUCCI GIESBRECHT

 

“Em 1884, correndo rumores de que a Companhia Paulista de Estradas de Ferro iria estender seus trilhos até “rincón”, onde proprietários de terras, inteirando-se do local exato por onde passariam os trilhos, fundaram em Paciência, uma vila construindo uma capela e dando ao lugar a denominação de Rincão. A vila, no entanto, pertencia à cidade de Araraquara, que para termos uma ideia da entrada do café na região, temos alguns dados interessantes: por volta de 1837 não havia nenhum pé de café e sua produção se baseava em açúcar, arroz, feijão, milho algodão entre outros. Quando do interesse de construir uma estrada de ferro que ligasse Rio Claro a Cuiabá, passando por Araraquara e São Carlos, no projeto feito pelos deputados Joaquim José de Abreu Sampaio e Dr. J.A. Leite Moraes à Assembleia Provincial em 1878, ou seja, 41 anos depois a produção de café já contava com 13.702.190 (treze milhões, setecentos e dois mil e cento e noventa) pés de café. A Companhia Rio Claro de Estradas de Ferro construiu a estrada de Rio Claro até São Carlos, passando por Araraquara, sendo inaugurada em 18 de janeiro de 1885. Foi noticia no Jornal Diário Popular de 19 de janeiro de 1885, comentando a inauguração com a presença do presidente da província Saldanha Marinho, do Visconde do Pinhal (presidente da Companhia) entre outros. E em 06 de novembro de 1886 o Jornal do Comércio noticia a visita do Imperador D. Pedro II em Araraquara, vindo de São Carlos até Araraquara, pela ferrovia recém construída.  (FRANÇA,1915). Em 01 de abril de 1892 esta ferrovia chega à Vila Rincão, saindo da estação de Araraquara e segue para Guariba em bitola métrica, isto é, trilho de um metro. Segundo, o senhor João Guerreira, 2006, o distrito de Rincão só se desenvolveu por causa da ferrovia, que além da escola, a Companhia Paulista construiu algumas casas nas proximidades da Estação Ferroviária para os seus funcionários que vieram formar residências neste distrito, dentre elas: a casa do médico. A casa do chefe da Estação, a construção de cerca de duzentas casas na Vila Paulista, construídas por volta de 1912 e o Clube Rincão Tênis Clube, que data de 1928. O trecho da linha que chega a então vila Rincão em 06 de junho de 1892, em bitola métrica, e chega a Guariba é o prolongamento da linha de Rio Claro, construída pela Companhia Rio Claro Railway, chegando em Jaboticabal em 1893 e em 1902 em Bebedouro. A Paulista amplia a bitola de métrica para larga de Rio Claro a Rincão entre 1916 e 1922, seguindo pela margem direita do Rio Mogi-Guaçu e não pela linha de Jaboticabal, que continua com bitola métrica e passa em 1928 a ser chamada de Ramal de Jaboticabal, a outra linha alcança Bebedouro em 1929, através da bitola larga. A partir daí começa a luta pela manutenção do Ramal de Jaboticabal que estava com seus dias contados. È justamente em 1928 que chega à Estação de Rincão a eletrificação da linha e onde passou a ser ponto de baldeação de mercadorias, cargas e pessoas que chegavam de São Paulo e outras cidades até a cidade de Jaboticabal. O Ramal de Jaboticabal passava pelas seguintes Estações: Rincão, Timbira, Motuca, Joá, Hammond, Guariba, Córrego Rico, Jaboticabal e Bebedouro.” Memorial dos Municípios

 

Leia sempre mais –  Participe da História:

 

Memória e ferrovia: Diferentes gerações relembrando a experiência da Cia. Paulista de Estrafas de Ferro em Rio Claro

 

PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO

 

URBANIZAÇÃO E FERROVIA: implantação do sistema ferroviário e suas consequências no espaço urbano da cidade de Rio Claro/SP

 

A antiga estação da Companhia Paulista em Campinas:
estrutura simbólica transformadora da cidade. (1872-2002)

 

Boletim ABPF – Outubro de 2014

 

Memória ferroviária

 

O Patrimônio Ferroviário nos Tombamentos do Estado de São Paulo

 

A Companhia Paulista e suas vilas ferroviárias: história de empresa e patrimônio industrial

 

“BROWNFIELDS” E ATORES SOCIAIS NO MUNICÍPIO DE RIO CLARO (SP): MEMÓRIAS E REFUNCIONALIZAÇÕES

 

http://www.corderovirtual.com.br/r.php?l=ver_coluna&codigo=575&coluna=9

 

http://itirapinaagora.blogspot.com.br/2011/07/cia.html

 

http://www.lugardotrem.com.br/2013/01/estacao-47-cessao-pela-spu-da-estacao.html

 

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=6250

 

http://frc-model.blogspot.com.br/2012_04_01_archive.html

 

 

http://restbeirario.com.br/136-anos-do-primeiro-apito-do-trem/

 

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/fepasa.CPEF/cia.Paulista.modelo.padrao.shtml

 

http://ferroviasdobrasil.blogspot.com.br/2010/03/estacao-ferroviaria-de-bocaina-sp.html

 

http://efpaulista.blogspot.com.br/2014/03/os-trens-de-passageiros-da-nova-fepasa.html

 

http://www.portallemenews.com.br/regiao/4043-limeira-pode-ser-contemplada-com-ampliacao-de-linha-de-trem


rioclaroonline

População sai às ruas de Rio Claro nessa quarta-feira (15) para mostrar o seu descontentamento, houve um consenso sobre o perigo de tal proposta para os setores menos privilegiados pelo governo ilegítimo do presidente Temer.

 

Dentre os segmentos representados, destacamos os Movimentos Sociais e Sindical, os movimentos abrem a resistência contra reformas do governo Temer e defesa de conquistas dos trabalhadores.

 

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Por El País

 

A mobilização contra os planos do Planalto, em especial contra o aumento das exigências para se obter uma aposentadoria no sistema público do país, foi o primeiro grande protesto nacional do ano. A jornada alimenta de combustível uma crise política que, nove meses após o impeachment e em meio ao escândalo da Operação Lava Jato, já se tornou crônica

 

Por Rede Brasil Atual – Dia Nacional de Mobilização

 

As atividades contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer, que mobilizam milhares de pessoas em todo o Brasil, foi o eixo principal das mobilizações de 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e é o mote do dia de mobilização e paralisações que acontece em todas as capitais e diversas cidades. O dia também é de protestos contra a reforma trabalhista e a liberação irrestrita da terceirização em todos os níveis das empresas.

 

Diversos sindicatos também realizarão assembleias e atos. A maior mobilização prevista será a dos professores e funcionários da educação que, segundo a CNTE, deve contar com a participação de milhões de trabalhadores em todo o Brasil.


rioclaro-online (1)

As estradas de ferro no Brasil foram construídas a partir de meados do século 19 e não primavam realmente pelo planejamento. Com exceção do plano nacional para as ferrovias, de Mariano Procópio, elaborado depois da abertura dos primeiros trechos da E. F. Dom Pedro II ( mais tarde Central do Brasil ), e cumprindo apenas em pequena parte de sua totalidade, as ferrovias foram sendo construídas de acordo com o interesse de cada cidadão ou empresa que obtivesse uma concessão.

 

Em São Paulo não foi diferente. A primeira ferrovia inaugurada, em 1867, foi a São Paulo Railway ( SPR ), de acionistas ingleses, ligando Santos a Jundiaí e que já era possuidora da concessão para prolongar a linha até Campinas e Rio Claro. Em 1868 ela perdeu o interesse nessa concessão e cedeu os direitos para recém-fundada Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que logo em seguida iniciou a construção do trecho. A linha foi aberta em 1872 até campinas e em 1876 até Rio Claro. A sua continuação dar-se-ia com uma bifurcação em Cordeiro ( hoje Cordeirópolis ), situada pouco antes de rio Claro, seguindo um tramo para o norte, para Ribeirão Preto, cruzando o rio Mogi-Guaçu em Porto Ferreira, e outro para noroeste, partindo de Rio Claro para atingir São Carlos e Araraquara. A primeira linha foi feita e em 1880 atingiu Porto Ferreira.

 

Nesse ano, entretanto, a Paulista teve vários problemas que a impediram de continuar a travessia do Mogi-Guaçu, pois perdeu a concessão a C.E.F.Mogiana, que já estava além do rio, em Casa Branca, foi a Mogiana que segui para Ribeirão Preto. Por outro lado, a continuação para São Carlos, na idéia da Paulista, teria de ser construída em bitola larga ( 1m60) ? como, aliás, já o eram todas as suas linhas e também a da SPR, da qual era, na prática um prolongamento- e passando pelo vale do ribeirão das Araras, na região que hoje fica a oeste da rodovia Washington Luiz, para atingir São Carlos através do Morro Pelado ( hoje Itirapina ). O Governo Provincial, entretanto, negou este plano, forçando a empresa a seguir pela serra do Corumbataí, a qual teria de subir e descer, e em bitola métrica em vez da larga.

 

Realmente a influência dos fazendeiros naquela região era mais forte, daí a exigência; a bitola métrica, por sua vez, não tem uma explicação plausível. O certo é que a Paulista abriu mão da concessão, que foi entregue ao conde do Pinhal, que com seus sócios, formaram a Cia. Estrada de Ferro Rioclarense e construíram a linha de acordo com o desejo do governo. A Paulista, por sua vez, passou a ter sérios problemas com suas linhas paradas em Rio Claro e Porto ferreira, sem poderem continuar.

 

A Cia. Rioclarense, com muitas festas, abriu sua linha de Rio Claro até São Carlos em 1884, chegando depois a Araraquara ( 1885 ), Brotas ( 1886 )e Jaú ( 1887 ). Havia uma bifurcação na estação do Feijão ( logo depois renomeada como Visconde de Rio Claro ), onde a linha seguia de um lado para a Araraquara e de outro lado para Jaú, via Brotas. Mas logo se percebeu que a serra do Corumbataí era um problema mais sério do que se imaginava; o problema principal era o trecho entre Anápolis ( hoje Analândia ) e Feijão, que era por demais escarpas e de transposição difícil para as máquinas da época, o que obrigava também à construção de curvas em profusão, e que não eram suficientes para resolver a situação. Provavelmente por isto e também por problemas financeiros, a ferrovia foi oferecida pelo Conde do Pinhal à Companhia Paulista, na forma de uma fusão das duas empresas, na proporção de uma ação para uma. A Paulista não aceitou, apesar do estudo do seu engenheiro Adolfo Pinto, que recomendava o negócio, afirmando que justamente seria o ramal de Jaú que teria amplas possibilidades de expansão de negócios em um futuro próximo, mais do que o trecho de São Carlos. O relatório acabou caindo nas mãos de investidores ingleses.
 

Em 1889 esse grupo comprou a Rioclarense e alterou seu nome para The Rio Claro Railway. Foram eles que viram que o relatório mostrava uma empresa de capital modesto, mas com um potencial muito grande, e imediatamente puseram em marcha os projetos para a continuação das linhas. Na época da compra, a linha chamada de principal estava em Araraquara, o ramal de Jaú nesta cidade e o que mais tarde seria o ramal de Agudos estava em Capim Fino, partindo da Estação de Dois Córregos, no ramal de Jaú.

 

Os novos projetos incluíram a construção dos ramais de Água Vermelha e de Ribeirão Bonito ? ambos partindo da Estação de São Carlos ? e o prolongamento da estrada de Araraquara até Jaboticabal, passando por Rincão. A empresa iniciou as obras que já estavam bastante adiantadas no início de 1892, quando a ferrovia foi novamente vendida – desta vez, finalmente, para a Companhia Paulista, que viu o erro que fez três anos antes. Curiosamente, ela quase foi vendida para E.F.Mogiana, que apresentou, inclusive, proposta mais alta. Se isto tivesse ocorrido, a Paulista muito dificilmente se recuperaria do baque, pois ficaria definitivamente encurralada. Os ingleses analisaram a situação financeira dos dois pretendentes e acabaram se definindo pela primeira.

 

Em 1895. as linhas da antiga Rioclarense, renomeadas pela Companhia Paulista como Secção Rio Claro, reunindo todas as linhas em bitola métrica da ferrovia, já estava pronta e com tráfego nos ramais de Ribeirão Bonito, de Água Vermelha e no trecho Araraquara-Jaboticabal, e mais prolongamentos já eram estudados; o ramal do Mogi-Guaçu, ligando Rincão a Pontal e fazendo com que a Paulista cruzasse o rio Mogi pela terceira vez ( os outros pontos eram em Porto Ferreira, com o pequeno ramal de Santa Rita, comprado em 1891 e com bitola estreita de 60 centímetros, e em Emas, no ramal de Santa Veridiana, entregue em 1893 com bitola larga ), e também o prolongamento da linha principal, ligando Jaboticabal a Bebedouro. Ambos os trechos já estavam funcionando em 1903. Também foi prolongado o ramal de Agudos, que atingiu a cidade de santa Cruz dos Inocentes, além de São Paulo dos Agudos e renomeada por Adolfo Pinto, como Piratininga, nesse mesmo ano.

 

A década de 1960 marcou o fim das antigas linhas da Rioclarense. Das velhas linhas da Rioclarense, somente sobra hoje um pequeníssimo trecho entre as estações de Passagem e de Pontal, em bitola métrica, abandonado e sem tráfego e que, na realidade, ainda está ligado a Ribeirão Preto por uma linha que originalmente era da Mogiana.Este trecho parte dos projetos na época da venda para o grupo inglês e depois para a Paulista e entregue em 1903. Está completando 125 anos.Mas também podemos considerar que, com pequenas correções, o trecho entre as estações de Visconde do Rio Claro, aquela estação abandonada ali ao lado da rodovia Washington Luiz no quilômetro 215, e a de Rincão, e que funciona até hoje com trens cargueiros, procedentes do Mato Grosso vindos pela antiga E.F. Araraquara, e os trens de passageiros pararam em março de 2001 – é ainda, embora com bitola larga, basicamente original de 1884.
 

Este foi um resumo do que se tornou o sonho que começou há mais de 125 anos atrás, de Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde de Pinhal.
 

Companhia Paulista de Estradas de Ferro

 


 

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro foi uma companhia ferroviária brasileira situada no estado de São Paulo. Ela ficou conhecida pelo seu alto padrão de qualidade no atendimento ao público. A preocupação com a pontualidade era tão grande que as pessoas diziam que acertavam os relógios na chegada dos trens.

 

Fundação
 

A ferrovia foi idealizada, em 1864, por um grupo de fazendeiros, negociantes e capitalistas que necessitavam de um meio de escoar o café cultivado no interior do estado de São Paulo. Estes pretendiam que a São Paulo Railway, a “Inglesa” ou “Santos-Jundiaí”, levasse seus trilhos até a então São João do Rio Claro (atual Rio Claro), já que detinha a concessão para tal. A decisão de fundar a “Companhia Paulista” surgiu após a São Paulo Railway declarar que não seria possível prolongar a ferrovia adiante, nem sequer até a cidade de Campinas, devido às perdas com a Guerra do Paraguai. Os trilhos da São Paulo Railway chegaram só até Jundiaí. Nesta cidade começou-se a construir os trilhos da Companhia Paulista rumo ao interior de São Paulo. O presidente da província de São Paulo na época, Joaquim Saldanha Marinho, teve atuação fundamental na fundação da Companhia Paulista, aglutinando no mesmo ideal os capitalistas e fazendeiros que se digladiavam por interesses políticos naquele momento.[1] A Companhia Paulista foi então fundada no dia 30 de janeiro de 1868, sob a presidência de Clemente Falcão de Sousa Filho, porém as obras de construção da linha iniciaram-se mais de um ano após essa data, após as aprovações dos estatutos da Companhia Paulista pelo Governo Imperial. Finalmente, no dia 11 de agosto de 1872, com uma bitola de 1,60 metros, chamada “bitola larga”, foi inaugurado o primeiro trecho, entre Jundiaí e Campinas.
 

Expansão

 

 

A Estação de São Carlos, uma das mais importantes da Companhia Paulista. 

Seus trilhos foram avançando pelo interior adentro, chegando a Rio Claro em 1875 e a Descalvado em 1876. Porém, seu crescimento foi posto em xeque quando a Companhia Paulista não aceitou dobrar-se a interesses políticos que impunham que o traçado do prolongamento a São Carlos passasse pelo Morro Pelado (atual Analândia) para atender a fazendeiros influentes.

 

Da mesma forma, por critérios políticos, na gestão de Laurindo Abelardo de Brito como presidente da província de São Paulo, a Companhia Paulista ficou impedida de prolongar suas linhas até Ribeirão Preto, diretriz natural da então linha tronco, que acabou findando em Descalvado.

 


 

Tal prolongamento foi concedido à Companhia Mogiana, numa evidente “quebra” de seu traçado original. Foi, então, fundada a Companhia Rio Claro, que levou a concessão do prolongamento a São Carlos e Araraquara, com um ramal para Jaú e Bauru partindo de Itirapina. Alguns anos após, foi proposta, pela Companhia Rio Claro que pertencia a família “Arruda Botelho” do Conde do Pinhal e ao Major Benedito Antonio da Silva[2][1], a fusão desta com a Companhia Paulista, porém as bases propostas para tal transação não foram aceitas pela Companhia Paulista, através de seu então presidente Fidêncio Nepomuceno Prates, apesar de ter havido recomendação de membros do seu corpo técnico que vistoriaram as instalações da Companhia Rio Claro, para que a fusão se concretizasse.
 

Logo após este fato, a Companhia Rio Claro foi vendida para a “The Rio Claro São Paulo Railway Company”, com sede em Londres, que dotou a linha de várias melhorias e construiu novos ramais.
 

 

Devido a rumores de uma possível fusão da “The Rio Claro” com a Companhia Mogiana, a diretoria da Companhia Paulista, através de seu presidente Conselheiro Antônio da Silva Prado autorizou a compra da “The Rio Claro” no ano de 1892, pela quantia de 2.775.000 libras esterlinas, com um empréstimo de 2.750.000 libras obtido em Londres e 25.000 libras no ato da compra.
 

Nesta mesma época, a Companhia Paulista adquiriu três pequenas ferrovias: a Companhia Itatibense de Estradas de Ferro, em 1890, a Estrada de Ferro Santa Rita, e a Companhia Descalvadense, em 1892.
 

A partir daí, a Companhia Paulista pôde estender suas linhas interior afora, ficando tributárias de um riquíssimo setor do estado limitado entre os rios Moji-Guaçu e do Peixe, tendo também como tributárias ferrovias como a Companhia Douradense, Noroeste do Brasil, Estrada de Ferro Araraquara, São Paulo-Goiás, Mogiana, Funilense e Ramal Férreo Campineiro.

 

 

A Companhia Paulista, após a compra da “The Rio Claro”, derrubou a Estação de São Carlos e construiu uma nova e enorme estação, que foi inaugurada em 1912, para poder receber o grande movimento com a construção de dois ramais: o ramal de Ribeirão Bonito de (São Carlos a Novo Horizonte) e o ramal de Água Vermelha de (São Carlos a Santa Eudóxia), faziam “baldeações” na estação de São Carlos com a linha tronco.
 

Durante o século XX, a ferrovia foi prolongada à divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, na região chamada Alta Paulista até Panorama, região colonizada pela própria Companhia Paulista e até o Rio Grande, divisa com Minas Gerais, até Colômbia. Neste ramal, em Barretos, a Companhia Paulista possuia um frigorífico.

 

Por volta do ínicio da década de 1950, a companhia adquiriu o controle das ferrovias Companhia Estrada de Ferro do Dourado,em1949, e Estrada de Ferro Barra Bonita, em 1951.

 

Modernização e eficiência
 

A partir de 1922, graças à iniciativa de Francisco Paes Leme de Monlevade, Inspetor Geral da Companhia Paulista à época, boa parte de suas linhas-tronco foi eletrificada, chegando até as cidades de Bauru e Araraquara.
A Companhia Paulista foi pioneira em uma série de iniciativas no campo ferroviário brasileiro. Foi primeira ferrovia a eletrificar suas linhas, a utilizar carros de aço para o transporte de passageiros (e posteriormente construindo-os em suas oficinas), fomentou a criação de hortos florestais para obtenção de dormentes e lenha (através dela o eucalipto foi introduzido no Brasil), bem como outras iniciativas de gestão até então inéditas no Brasil.

 

Seus trens de passageiros tornaram-se famosos pelo conforto oferecido e pela pontualidade em que operavam. O Trem “R” (Rápido) ou “Trem Azul”, composto de carros de três classes (Pullman, Primeira e Segunda Classes) e restaurante, tornou-se lendário e determinou um padrão de conforto ainda não superado no Brasil, seja no transporte ferroviário (quase extinto) ou no rodoviário, mesmo em nossos dias. Manutenção.

 

A Companhia mantinha quatro bases de manutenções gerais, tanto de vagões como de locomotivas a óleo e elétricas nas cidades de Jundiaí, Campinas, Rio Claro e São Carlos, que eram conhecidos como oficinas e faziam manutenções preventivas e periódicas das linhas e material rodante.
 

Sindicato
 

O primeiro sindicato de ferroviários, foi fundado na cidade de São Carlos em 1929, com o nome de “Sindicato dos Operários Ferroviários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro”, que posteriormente teve sua sede transferida para Campinas.

 

Decadência

 

Durante a presidência de Juscelino Kubitschek, que provocou grandes transformações na economia brasileira, deu-se uma ênfase maior ao transporte rodoviário em detrimento do transporte ferroviário. Muitos consideram esse o principal motivo para a decadência da Companhia Paulista. Em 1961, durante uma crise aguda provocada por uma série de greves, a empresa foi estatizada. Durante esta fase, perceberam-se os primeiros sinais de queda na qualidade de atendimento, já que muitos antigos empregados foram deixando a empresa, bem como passou a haver um afrouxamento dos controles, que se tornaram mais evidentes, devido aos critérios políticos que norteiam as decisões de qualquer empresa estatal.
 

Em 1971, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro foi incorporada pela Ferrovia Paulista SA (FEPASA). 

Ferrovia Paulista SA

 

 

A Ferrovia Paulista SA (FEPASA) foi uma empresa de estradas de ferro brasileira que pertencia ao Estado de São Paulo, embora sua malha se estendesse por Minas Gerais até Araguari, tendo também um ramal que terminava na cidade de Sengés, no Paraná. Foi extinta ao ser incorporada à Rede Ferroviária Federal no dia 29 de maio de 1998.

 

História

 

 

A idéia da FEPASA surgiu a partir dos primeiros ensaios em 1962, com uma medida de oredem do governo do estado de São Paulo encaminhada à Assembléia Legislativa, propondo a unificação das ferrovias paulistas por medida de ordem econômica pois havia cinco ferrovias diferentes e estatais no estado. Foi rejeitada e em 1966 reencaminhada sendo novamente rejeitada pela Assembléia Legislativa.
 

Em 1967, o governador Abreu Sodré deu o primeiro passo ao transferir para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro para a administração da Estrada de Ferro Araraquara S/A, e para a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, a administração da Estrada de Ferro São Paulo e Minas.
 

Em seguida, o governador através de decretos datados de 19 de setembro de 1969, transformou todas as ferrovias de sua propriedade em sociedades anônimas, a exemplo do que já ocorria com a Companhia Paulista e Companhia Mogiana.
 

A consolidação da unificação das ferrovias vai ocorrer no governo de Laudo Natel, quando este através do decreto nº 10.410, de 28.10.1971, sancionou a criação da nova empresa, oficializando, a FEPASA – Ferrovia Paulista S/A.
 


 

Ao invés de ocorrer uma fusão entre todas as companhias, como preceituava a letra da lei, foi decidido em Assembléia Geral Extraordinária convocada para o dia 10 de novembro de 1971, alterar previamente a denominação social da “Companhia Paulista de Estradas de Ferro” para “FEPASA – Ferrovia Paulista S.A.”, seguido de incorporação à FEPASA do acervo total da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da Estrada de Ferro Araraquara S/A., Estrada de Ferro Sorocabana S.A. e Estrada de Ferro São Paulo e Minas. As quatro companhias foram declaradas extintas, e incorporados respectivos os respectivos acervos líquidos a FEPASA e este, em seguida pela RFFSA, em 1998, após a autorização dada pela Assembléia Geral Extraordinária ocorrida em 29 de maio de 1998.
 

Conforme legislação em vigor na época o processo de liquidação, foi iniciado em 9 de dezembro de 1999. A malha então existente da antiga Ferrovia Paulista SA (Malha Paulista) foi leiloada na forma de concessão pelo período de 20 anos renováveis. O vencedor do edital de licitação de uso por tempo definido de concessão foi a Ferroban, que por sua vez, teve seu controle indireto assumido pela América Latina Logística, em vista da operação de incorporação de ações da holding Brasil Ferrovias à ALL. 

Ferrovia Bandeirantes SA

 

 

Ferroban é nome fantasia da Ferrovia Bandeirantes S.A., empresa que arrematou a Malha Paulista da Rede Ferroviária Federal em 1998 em processo de privatização; após a transferência da FEPASA pelo Estado de São Paulo para a Rede Ferroviária Federal.
 

Originalmente da Malha Paulista (ex FEPASA} da Rede Ferroviária Federal, no processo de privatização sofreu duas cisões, o trecho de Vale Fértil a Uberlândia ficou sob o controle da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) e os trechos de Iperó a Apiaí e Rubião Junior a Presidente Epitácio que ficou sob o controle da Ferrovia Sul Atlantica (FSA) que posteriormente passou a ser denominada América Latina Logística (ALL).

 


 

Em 2002 foi fundida com a Ferronorte e a Novoeste, formando o Grupo Brasil Ferrovias.

 

Em 2004 foi cindido do grupo a Novoeste, que passou a ser denominado Nova Novoeste; nesta cisão o trecho de Mairinque a Bauru passou a fazer parte da Nova Novoeste.
 

Em maio de 2006 os controladores da Brasil Ferrovias e da Novoeste Brasil trocaram suas ações com os contraladores da ALL e estas passaram a fazer parte do Grupo América Latina Logística.
 

Brasil Ferrovias SA

 


 

O grupo Brasil Ferrovias S.A. foi uma empresa criada em 2002 com a fusão das as concessionárias de ferrovias Ferrovia Norte Brasil S.A., Ferrovia Novoeste S.A. e Ferrovias Bandeirantes S.A. ou seja, foi feita a união das concessionárias da Ferronorte com as das Malhas Oeste (Novoeste) e Fepasa (Ferroban) da antiga Rede Ferroviária Federal.

 

Em 2005 foi feita uma cisão na empresa:

 

O corredor de bitola larga (1,60 m) da Ferronorte e parte da Ferroban (trechos oriundos da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Araraquarence), continuou sob a denominação Brasil Ferrovias;
 

O corredor de bitola métrica remanescente da Novoeste (antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil) e de partes da Ferroban (trechos oriundos em sua maioria das antigas ferrovias Sorocabana e Mogiana (para ser mais exato o trecho de Mairinque a Bauru), passou a ser denominado Novoeste Brasil.
 

Em maio de 2006, a Brasil Ferrovias foi fundida à América Latina Logística (ALL). A compra foi feita por meio do processo de troca de ações entre seus controladores das empresas e os da ALL. 

América Latina Logística

 

 

A América Latina Logística (ALL) é uma empresa brasileira do setor de logística ferroviária.
 

Seu controle e exercido pela GP Investimentos, empresa de administração de ativos comandada por Jorge Paulo Lehmann, Carlos Sicupira, Marcel Telles em conjunto com a Delara.
 

Em 2006 adquire o controle da Brasil Ferrovias e da Novoeste Brasil.
 

Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, compram em janeiro de 2008, 8,3% do capital da ferrovia americana CSX.
 

Histórico

 

Ferrovia Sul Atlântico foi uma ferrovia brasileira. A empresa iniciou suas atividades em 1 de março de 1997. Um grupo econômico venceu o processo de concessão da malha ferroviária sul dos estados do Paraná, Santa catarina e Rio Grande do Sul em 13 de dezembro de 1996 e lhe deu este nome.
 

Em dezembro de 1998, por meio de um contrato operacional com a FERROBAN, passou a operar também no trecho sul de São Paulo. Em agosto de 1999 adquiriu a concessão do transporte de cargas nas ferrovias argentinas utilizando as empresas Mesopotámico General Urquiza (Ferrocarril General Urquiza) e Buenos Aires al Pacifico San Martin (Ferrocarril General San Martín), dobrando a extensão de sua malha e sendo renomeada como ALL. Em julho de 2001 integrou a totalidade dos ativos e atividades da Delara, dando origem à maior empresa de logística da América Latina.

 

Fatos Importantes

 

Março de 1997 – Criação da Ferrovia Sul Atlântico, ao vencer o processo de concessão da malha ferroviária sul compreendendo os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
 

Dezembro de 1998 – Passou a operar o trecho sul da Ferroban através por meio de um contrato operacional.
Agosto de 1999 – Adquiriu as ferrovias argentinas Mesopotâmico e BAP.
 

Julho de 2001 – Integrou a totalidade dos ativos e atividades da Delara.

 

Outubro de 2007 – Assina contrato com a Votorantim Celulose e Papel (VCP)[6] por um período de 20 anos para transporte de celulose da fabrica de Três Lagoas-MS para o Porto de Santos. O transporte inicia-se em abril de 2009. 

Concessionárias Extensão(Km) Prazo de concessão Area de atendimento
ALL Malha Sul 6.586 fevereiro 2027 Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
ALL Malha Paulista (Ferroban) 4.186 dezembro 2028 São Paulo
ALL Malha Norte (Ferronorte) 511 maio de 2079 Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraguai
ALL Malha Oeste (Novoeste) 1.600 junho de 2026 Mato Grosso do Sul e São Paulo
ALL Central (ALL Argentina) 5.690 agosto de 2023 Argentina
ALL Mesopotámica (ALL Argentina) 2.704 outubro de 2023 Argentina
Total 21.277

 

Cia Rio-Claro – 1884
Rio Claro Railway – 1888
Cia Paulista de Estradas de Ferro – 1892
Fepasa – 1971
Ferroban – 2001
Brasil Ferrovias – 2002
All – 2006
 

Fonte: APFB


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Ministros da Primeira Turma do Supremo decidem, por unanimidade, recusar os argumentos da defesa do deputado e reiteram decisão de abrir duas ações penais contra ele por incitação ao crime de estupro e injúria

 

Pré-candidato à Presidência da República, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) sofreu uma dupla derrota no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7). Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma rejeitaram recursos apresentados pela defesa do parlamentar contra a abertura de dois processos – por incitação ao crime de estupro e por uma queixa-crime por injúria, apresentada pela deputada Maria do Rosário (PT-RS). Os ministros confirmaram, assim, a decisão tomada em junho do ano passado de tornar o deputado réu nos dois processos.

 

Bolsonaro responderá aos processos por ter dito, em discurso no plenário da Câmara, em dezembro de 2014, que Maria do Rosário “não merecia ser estuprada”. O deputado reiterou os ataques à colega em entrevista publicada no dia seguinte pelo jornal gaúcho Zero Hora. “É muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria”, declarou.

 

Nos embargos de declaração, Bolsonaro alegava “obscuridade” na decisão da Turma, sob o argumento de que a campanha da deputada [#eunãomerecoserestuprada] não teria se iniciado em razão da fala dele. Ele também questionava o não reconhecimento da incidência da imunidade parlamentar no caso.

 

Relator dos recursos e dos processos, o ministro Luiz Fux concluiu pela “absoluta ausência dos vícios alegados” pelo deputado. Fux ressaltou que, para a análise da decisão do recebimento da denúncia, é insignificante verificar a data em que teve início a referida campanha. O acórdão cuidou unicamente de distinguir o lema da campanha, do sentido e da conotação que simbolicamente foram empregados pelo deputado, tendo o ato sido caracterizado, de início, como delituoso. “O embargante visa, pela via imprópria, rediscutir os temas que já foram objeto de análise quando da apreciação da matéria defensiva no momento do recebimento da denúncia pela Primeira Turma”, alegou o ministro, no que foi acompanhado pelos demais ministros.

 

O Supremo aceitou a abertura das duas ações penais contra Bolsonaro em 21 de junho de 2016, por quatro votos a um. Em 2014, o deputado subiu à tribuna logo depois de um discurso feito por Maria do Rosário sobre os 50 anos do golpe militar de 1964. Com severas críticas ao regime de exceção, a deputada despertou a indignação do colega de Parlamento (veja no vídeo abaixo), capitão da reserva e ferrenho defensor do militarismo.

 

“Não saia, não, Maria do Rosário, fique aí. Fique aí, Maria do Rosário. Há poucos dias você me chamou de estuprador no Salão Verde e eu falei que eu não a estuprava porque você não merece. Fique aqui para ouvir”, disse Bolsonaro em 9 de dezembro de 2014, logo após discurso da deputada sobre o Dia Internacional dos Direitos Humanos e a divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

 

“A violência sexual é um processo consciente de intimidação pelo qual as mulheres são mantidas em estado de medo”, disse o ministro-relator, Luiz Fux, ao emitir o parecer pelo acolhimento das denúncias. Os ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Luis Roberto Barroso acompanharam o voto do relator. “Imunidade não significa impunidade”, destacou Rosa Weber.

 

Com a decisão, o deputado passa a responder formalmente por uma acusação no STF, passando da condição de alvo de inquérito para investigado em ação penal. Se for condenado, pode pegar de 3 a 6 meses de prisão, além de multa. Na ocasião, Bolsonaro publicou em seu Twitter uma imagem informando sobre a decisão da corte: “Diante de tantos escândalos no país, a ética e a moral serão condenadas?”.

 

A defesa do parlamentar alega que ele não fez qualquer incitação ao estupro e que é autor de projetos que endurecem punição a estupradores. “Ele é conhecido por projetos de lei que tendem a aumentar as penas de crimes e para que condenado por crime sexual deve ser submetido a castração química para obter benefícios. É uma mentira insinuar que o deputado tenha incitado a prática de qualquer crime”, alega a defesa.

 

Veja o vídeo:

 

 

 

Fonte: Congresso em Foco


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A Caixa Econômica Federal vai abrir nesta sexta-feira (10), na segunda (13) e na terça-feira (14) com duas horas de antecedência para atender quem for às agências para sacar o dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para obter informações sobre saldo ou acertar o cadastro.

 

A informação foi divulgada pelo diretor executivo do FGTS da Caixa, Valter Nunes, durante um chat ao vivo no Facebook do banco nesta quarta-feira (8).

 

Segundo ele, trata-se de “uma estratégia de contingência” que pode ser ampliada em caso de necessidade.

 

“Nós definimos agora que vamos abrir para este primeiro calendário [saques em março], sexta-feira, segunda (13) e terça-feira (14), além do sábado (11). Se nós sentirmos que não está dando vazão, que ainda estamos com um número expressivo de pessoas que não vão receber, que está havendo um acúmulo de pagamentos, porque o calendário abre agora, mas ele não se encerra quando abrirem os calendários dos próximos meses, pode ser que a gente use outras datas alternativas de abertura antecipada ou mesmo sábado”, disse.

 

“Se houver escalonamento de pagamento não haverá grandes problemas. Caso seja necessário, temos um plano de contingência já estruturado”, completou.

 

O saque das contas inativas do FGTS começa nesta sexta-feira (10) para os beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro. O cronograma de saques se estende até o dia 31 de julho e varia de acordo com a data de nascimento dos trabalhadores. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 4,8 milhões de beneficiários têm direito ao saque das contas inativas já neste mês, totalizando cerca de R$ 6 bilhões.

 

As agências da Caixa Econômica Federal vão abrir neste sábado (11) e em outros três durante o calendário de saques para atender somente os casos de interessados em sacar o dinheiro ou obter informações sobre as contas inativas. Os demais sábados serão 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Serão 1.891 agências abertas das 9h às 15h. A relação das agências consta no site.

 

Fonte: G1


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A divulgação de um vídeo que mostrava a transexual Dandara, 42, sendo brutalmente espancada e morta em Fortaleza se tornou peça decisiva para que o caso ganhasse os holofotes e saísse da triste lista de mortes de transgênero que passam batidas e sem culpados no Brasil.

 

Dandara foi morta no dia 15 de fevereiro, no bairro do Bom Jardim, periferia da capital cearense. O caso passava despercebido, entre a rotina de mortes de Fortaleza. Isso até o sábado passado (4), quando o vídeo com o espancamento da vítima veio à tona.

 

O caso então ganhou enorme repercussão. A revolta com imagens da brutalidade levou o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), a manifestar-se em redes sociais e cobrar elucidação do caso. O assunto também, rapidamente, se tornou um dos mais comentados virtualmente no Brasil, com o uso da hastag  #PelaVidaDasPessoasTrans.

 

Nesta terça-feira (7), em resposta à repercussão, cinco pessoas –sendo três adolescentes– foram detidas por suspeita de participação no caso. Uma está foragida, mas já foi identificada e é buscada.

 

A barbárie que gerou comoção

 

Nas imagens gravadas por um celular, é possível ver pelo menos três homens –aparentemente jovens– chutando, dando pauladas, pedradas e chineladas na vítima, que já aparece no vídeo ensaguentada e bastante ferida. Ela ainda houve uma série de ataques transfóbicos, diante de pessoas que assistem imóveis às agressões.

 

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Mesmo com pedidos de misericórdia da vítima, os agressores levam Dandara em um carro de mão até um local no bairro e, já longe da câmera, a mataram com tiros de revólver.

 

À medida em que o vídeo foi se espalhando, ativistas, entidades ligadas aos direitos humanos, políticos e artistas se manifestaram e iniciaram a cobrança para que a polícia cearense efetuasse a prisão dos envolvidos.

 

Dandara tinha uma história parecida com tantas outras de transgêneros. Na adolescência se viu mulher e decidiu trocar de sexo. Passou a sofrer com o preconceito, e segundo um amigo, já havia sido vítima de agressão no bairro onde mora por conta do preconceito. “Ela era alegre, ajudava todo mundo, nunca dava um ‘não’ a ninguém”, contou.

 

Mas será que a polícia agiria com tanta eficiência se esse vídeo não fosse levado a público? Para ativistas da área, é certo que não.

 

“Esse crime aconteceu dia 15 de fevereiro e só teve repercussão depois da divulgação do vídeo. Senão, era mais um crime que ia passar batido, não haveria uma resposta tão rápida”, diz Sayonara Nogueira, coordenadora de comunicação da Rede Trans Brasil e integrante da ONG (Organização Não-Governamental) Transgender Europe.

 

Segundo a Rede Trans Brasil –que faz acompanhamento de casos de violência contra transgêneros no país–, 144 travestis ou trans foram mortos em 2016. Este ano, já foram 21 casos. “De domingo (5) para cá foram três mortes, e que não tiveram a repercussão”, afirma Nogueira.

 

Segundo a Rede Trans Brasil, os assassinatos de transgêneros no Brasil têm como regra ficar impunes. “Normalmente, a polícia –e às vezes até a imprensa falha– notifica enquanto gênero masculino, não respeitando nosso nome social.  E a vítima acaba sendo enterrada como indigente”, conta.

 

“A sociedade liga muito o transgênero a algo errado e acaba muitas vezes colocando a culpa na vítima. Quando sai alguma notícia de morte, se indaga logo se estava prostituindo, usando drogas. Isso só vai  mudar na escola”, conta Nogueira, que também é professora.

 

A transsexual e ativista do movimento LGBT cearense Helenna Vieira afirma que a polícia só agiu com transparência no caso após a pressão nas redes sociais. Ela conta que, antes do vídeo, não havia divulgação de como estavam as investigações. “Ao mesmo tempo, o vídeo ajudou a identificar os suspeitos”, diz.

 

Para ela, “qualquer pessoa poderia ter protegido a Dandara”. “Infelizmente, foi motivo de riso do grupo que cometeu o crime porque matar travesti, transsexual é que nem caçar bicho. As pessoas acham que aquilo tudo é normal. Precisamos de apoio político e educacional. Não adianta fazer notas de apoio, não precisa ser sentimental. São necessárias ações institucionais para acabar com a condição que as pessoas trans não estejam na condição de vulnerabilidade”, desabafa.

 

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Secretário minimiza e exalta repercussão

 

Segundo o Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, a polícia já tinha tido acesso às imagens da morte da transexual e investigava o caso antes da repercussão.

 

“Aquelas imagens já eram conhecidas da polícia poucos dias após o crime, que já vinha investigando o caso. O vídeo resultou na identificação dos suspeitos”, disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira. “Como qualquer homicídio, a investigação é iniciada no momento do fato, quando a polícia faz o levantamento com delegado, a perícia vai ao local. Já estava instaurado o inquérito. Homicídio é um crime grave, não só porque se torna público”.

 

Porém, o próprio secretário reconhece que a repercussão do caso levou a um maior empenho das autoridades, inclusive com a sua participação na operação que levou à prisão dos suspeitos.

 

“Houve empenho pessoal meu por ordem do governador Camilo Santana, que durante todo o fim de semana. Acompanhei as investigações e participei da operação”, disse.

 

Prova da importância dada ao caso foi o aparato usado na operação para prender os adolescentes suspeitos do caso, quando até uma aeronave foi usada –algo raro em cumprimento de mandados de busca de menores.

 

“Foi um crime cruel, bárbaro, que merecia essa reposta. A Polícia Civil está de parabéns pela investigação, com uma resposta rápida, correta, com provas robustas”, alegou.

 

Costa disse que o homem que estava filmando as agressões já tinha passagem pela polícia e seria um traficante conhecido na região onde Dandara vivia.

 

Ainda segundo o secretário, como Dandara era querida na região, muitas pessoas procuraram a polícia e ajudaram nas investigações. Mesmo com o vídeo e informações já colhidas, o secretário informou que a motivação do crime ainda está sendo apurada.

 

Fonte: Jornal Floripa

 

Assista Aqui o Vídeo – Precisa assistir o vídeo para ver a brutalidade? Precisa SIM!!!!

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