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Autor: Redação Rio Claro Online

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21 de setembro de 2018

O alarme de emergência das plantas é semelhante ao nosso.

 

Paradas, imóveis, discretas. Como animais prepotentes que somos, tendemos a, naturalmente, menosprezar nossas colegas com folhas. Mas um novo estudo da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA, em parceria com a Agência de Ciência e Tecnologia do Japão, mostrou, de forma inédita, o complexo sistema de defesa dentro das plantas por meio de substâncias fluorescentes.

 

O mecanismo ocorre nos vasos internos da planta quando ela está sob ataque, como a mordida de uma lagarta. O processo demora, no máximo, 120 segundos.

 

O sistema de alarme de emergência das plantas é algo conhecido, mas essa é a primeira vez que o ser humano consegue ver como isso acontece. Até porque conhecer não significa entender. E os cientistas ainda não entendiam muito bem como essa sinalização ocorria tão rápido.

 

Eles tinham uma suspeita: o cálcio. Para o ser humano, o cálcio (mais precisamente os íons cálcio, que é a forma mais estável dos átomo desse mineral) não só forma dentes e ossos, mas também exerce uma importante função na coagulação, contração muscular, regulação de batimentos cardíacos e atuação de enzimas. Por exemplo: quando nossos neurônios disparam mensagens químicas de alerta, os íons cálcio captam esse aviso e causam a contração dos músculos do coração, fazendo com que ele bata mais rápido. Isso é o seu corpo assumindo funções de alerta, para que você possa reagir quando algo lhe ameaça.

 

Mas, lógico, as plantas não podem fugir como nós. E nem tem neurônios. Mas os cientistas já sabiam que os íons cálcio desempenham funções sinalizadoras nelas. Principalmente em respostas a qualquer tipo de alteração das condições normais. Foi então que os pesquisadores decidiram visualizar a ação do cálcio em tempo real. Para isso, usaram bioengenharia e produziram uma proteína que fluoresce quando está em torno do cálcio, iluminando o interior das plantas como uma árvore de Natal ou um vagalume.

 

Usando microscópios e biossensores avançados, os pesquisadores puderam rastrear a presença e o volume do cálcio em resposta a várias lesões, de ações de lagartas a cortes de tesoura. O resultado você pode ver nestes fascinantes vídeos (e gifs!):

 (University of Wisconsin-Madison/Divulgação)

 (University of Wisconsin-Madison/Divulgação)

 

 

Fonte: Super Interessante

Foto:  University of Wisconsin-Madison/Divulgação


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21 de setembro de 2018

A gente aprende na escola que a reprodução é possível a partir da combinação das células reprodutivas de uma fêmea e de um macho. Ao que tudo indica, pelo menos no caso dos seres humanos, essa máxima pode estar com os dias contados.

 

Cientistas britânicos foram capazes de desenvolver espermatozoide em laboratório a partir de células-tronco da medula óssea feminina. Segundo os responsáveis pela descoberta, esse pode ser o fim da necessidade do pai na reprodução (humana, pelo menos).

 

Experimento com células-tronco abre caminho para reprodução sem pai.

 

Cientistas britânicos afirmam ter criado espermatozóides a partir de células-tronco da medula óssea feminina – abrindo caminho para o fim da necessidade do pai na reprodução.

 

A experiência vem sendo desenvolvida por especialistas da Universidade de New Castle que, em abril do ano passado, anunciaram ter conseguido transformar células-tronco da medula óssea de homens adultos em espermatozóides imaturos.

 

Em entrevista à última edição da revista New Scientist, Karim Nayernia, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse que agora os cientistas repetiram a experiência com células-tronco da medula óssea de mulheres, podendo “abrir caminho para a criação do espermatozóide feminino”.

 

No trabalho, ainda não publicado, Nayernia disse à New Scientist estar esperando a “permissão ética” da universidade para dar continuidade ao trabalho, que consistiria em submeter os espermatozóides primitivos à meiose, um processo que permitiria a maturação do espermatozóide, tornando-o apto para a fertilização.

 

“Em princípio, eu acredito que isso seja cientificamente possível”, disse Nayernia.

 

O estudo, afirma a revista, poderia possibilitar que um dia, casais de lésbicas poderão ter filhos sem a necessidade de um homem, já que o espermatozóide de uma mulher poderia fertilizar o óvulo da outra.

 

Brasil

 

A New Scientist ainda relata uma experiência que está sendo realizada por cientistas brasileiros no Instituto Butantan, em São Paulo.

 

Segundo a revista, os especialistas estariam desenvolvendo óvulos e espermatozóides a partir de uma cultura de células-tronco embrionárias de ratos machos.

 

A revista cita o trabalho publicado pelos brasileiros na revista especializada Cloning and Stem Cells (Clonagem e células-tronco, em tradução literal), em que os pesquisadores disseram ainda não ter provado que os óvulos masculinos poderão ser fertilizados e procriar.

 

“Estamos agora começando experimentos com céulas-tronco embrionárias humanas e, se bem-sucedidos, o próximo passo será ver se óvulos masculinos poderão ser feitos a partir de outras células”, disse a coordenadora da pesquisa, Irina Kerkis.

 

Essas outras células, que se comportariam de maneira semelhante às embrionárias, poderiam ser encontradas na pele humana, afirma a revista.

 

Isso abriria a possibilidade para que casais gays masculinos também tenham filhos com 100% de seu material genético.

 

Nesse caso, um dos homens doaria células de sua pele, que seriam transformadas em um óvulo a ser fecundado pelo espermatozóide do parceiro.

 

Uma vez fertilizado, o óvulo seria implantado no útero de uma mulher.

 

“Eu acredito que isso seja possível, mas não sei como as pessoas encarariam isso de forma ética”, disse Kerkis.

 

Com informações do O Globo, BBC e Segredos do Mundo.


CARTAZ DA PRIMEIRA SEMANA LGBT DE RIO CLARO SP - ANO DE 2018
21 de setembro de 2018

O Movimento LGBT nasceu no intuito de difundir e disseminar mais conhecimento sobre os direitos, movimentações, lutas e festas da comunidade LGBT, para que as novas e futuras gerações que ainda estão por vir, independente do que escolherem para as suas vidas, não passem o descaso e preconceito que nós passamos!

 

E a ideia da semana é justamente interligar todas as pessoas interessadas nessa causa e unir a comunidade LGBT, oferecendo atenção, apoio e orientação.

 

#VocêNãoEstáSozinh@
#LGBT #RIOCLAROSP #DIREITOSLGBT #SAÚDELGBT#EDUCAÇÃOLGBT #SEGURANÇALGBT

Participe! 

 

15 de Outubro de 2018
ABERTURA DA SEMANA LGBT

13:30 hrs – Apresentação do Cronograma da Semana 
e Roda de Conversa – Convidada:
Valdirene Santos – Coordenadora do CR LGBT de 
Campinas/SP e Presidente do Fórum Nacional LGBT

19:00 hrs – Over-X – Grupo de Dança

20:00 hrs – Angel – Performance

 

16 de Outubro de 2018
CONSCIÊNCIA E MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA LGBT

14:00 hrs – Roda de Conversa sobre Identidade de Gênero
Convidado: João Paulo Ferraz

16:00 hrs – Roda de Conversa com Psicólogos e Assistentes Sociais Parceiros da Comunidade LGBT – Leticia Wolf – Psicóloga e Paula Agus – Assistente Social

20:00 hrs – Cia Tempero D’Alma de Artes Cênicas apresenta: 
* Teatro “O Delicado” de Nelson Rodrigues e * Dança 
“Diferente Mas Normal” – com Lucas Oliveira e Marcos Jr.
Direção: Cláudio Lopes

 

17 de Outubro de 2018
A EDUCAÇÃO COMO BASE DA FAMÍLIA NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE SEM LGBTFOBIA

14:00 hrs – Roda de Conversa – SENAC – Tema:
A Educação como base da família na construção de uma 
sociedade sem LGBTFOBIA – Andrea Bernardes – Psicóloga

17:30 hrs – Roda de Conversa sobre Identidade de Gênero 
João Paulo Ferraz – Ativista LGBT e Educador

19:30 hrs – Intervenção Artística
Inevitável Sentir com o bailarino e coreógrafo: Rafael de Paula

 

18 de Outubro de 2018
SAÚDE E CULTURA LGBT

10:30 hrs – Roda de Conversa sobre Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis – Cristiane Midori Nakanishi Nakahara – Assistente Social e Rafaela Martinez-Psicóloga – Fundação Municipal de Saúde, Equipe SEPA – Prevenção e Saúde da Comunidade LGBT

14:00 hrs – Roda de Conversa sobre Preconceito Induzido + Intolerância Religiosa + Defesa Contra LGBTFOBIA + Documentários, Curtas e Cine-debate LGBT – Depoimentos e Relatos da Comunidade LGBT 
Leila Pizzotti – Ativista LGBT e Educadora

20:00 hrs – Cia Tempero D’Alma de Artes Cênicas

 

19 de Outubro de 2018
GÊNERO, RAÇA E LGBT EM EVIDÊNCIA

14:00 hrs – Apresentação do fluxo de acolhimento da população LGBT e informações sobre a cirurgia de transgenitalização – Jonas Fornitano Cholfe Psicólogo e Rafaela Martinez- Psicóloga

16:30 hrs – Roda de Conversa sobre Consciência Negra e Militância LGBT – Gabriela Naomi de Souza Transativista e Educadora

18:00 hrs – Relatos de Famílias e Amigos de LGBT

19:00 hrs – Apresentação de Dança – Marjorie Baltieri

20:00 hrs – Intervenção Artística – Rafael de Paula

 

20 de Outubro de 2018
CONCURSO DRAG QUEEN 
DA PRIMEIRA PARADA LGBT+ RIO CLARO/SP

10:00 hrs – Reunião geral somente com as participantes 13:00 hrs – Concurso de DRAG QUEEN – Local: Casa do João

Apresentadores: Brennah Satiez e Bruno Santoro

22:00 hrs – Resultado e Premiação do Concurso no
Joaquina Lounge Bar – Local: Rua 14 Nº 2486 Jd. São Paulo

 

Todas as atividades serão realizadas na Casa do João. Endereço: Rua 2, Avs. 22 e 24 N° 2174 – Centro
As apresentações da Cia. Tempero D’Alma de Artes Cênicas nos dias 16 e 18 a partir das 20:00 hrs
serão realizadas em sua sede.
Local: Avenida Saburo Akamine, entre as Ruas 16 e 17, N° 376 – Jardim São Paulo. 

 

Entrada: 1 kg de alimento não perecível ou 1 caixinha de leite.

 

VEEeeEEeEm VeEEEem que vai estar babadoOoOOOo!!! 
#IMPERDÍVEL #ANODE2018

 

21 de Outubro de 2018
PRIMEIRA PARADA LGBT+ DE RIO CLARO/SP

Domingo – HRS: 13:00
Concentração no Jardim Público

Praça Central de Rio Claro/SP
Avenida 1 com a Rua 3, N°945 – Centro
Rio Claro – SP

CLIQUE AQUI!
CARTAZ DA PRIMEIRA SEMANA LGBT DE RIO CLARO SP - ANO DE 2018

Link da Primeira Semana LGBT+ de Rio Claro/SP:
https://www.facebook.com/events/380795379007949/

 

Link da Primeira Parada LGBT+ de Rio Claro/SP
https://www.facebook.com/events/1987158644887736/

 

Acesse o Website 
www.movimentolgbt.com.br
Quer ser nosso parceiro?! :)
Entre em contato através do email
contato@nautiluspublicidade.com.br
ou WhatsAPP: (19) 9 9801.7240
Participe! #VeeEEeemVeeeeemPRIMEIRINHA 


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20 de setembro de 2018

Conheça a CAMISETA OFICIAL DO MOVIMENTO LGBT
para A NOSSA 1ª PARADA LGBT DE RIO CLARO/SP   

 

A venda das camisetas começou, avise os amig@s e a família, e venha participar dessa causa e luta diária conosco!

 

Comprando a camiseta oficial do evento você ajuda na arrecadação também!

 

Valor da unidade: R$ 50,00

 

#RioClaro #SP #LGBT #FORÇAERESISTÊNCIA

Participe! 

 

Para comprar basta acessar o link:

 

https://pag.ae/bmFjBh8 – e enviar o comprovante para o email: contato@movimentolgbt.com.br – solicitando o tamanho da camiseta.

Você também pode entrar em contato com a Organização da Parada de Rio Claro/SP e pedir a sua camiseta através do Whatsapp (19) 9 9801.7240.
 
Agradecemos a colaboração de tod@s.
Peça já a sua! #Jáestáavenda
#VeeeeEeEeeemVeeeeemPRIMEIRINHA

  
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centro-rioclaro-sp
20 de setembro de 2018

Somente nesta semana, dois espaços públicos de Rio Claro foram alvos de vândalos.

 

O primeiro registro foi no Terminal Rodoviário Intermunicipal, onde uma parede divisória no banheiro foi destruída. “É lamentável, porque, além do prejuízo financeiro, o prazo de entrega acaba prejudicado também”, destacou o Secretário de Segurança Pública de Rio Claro, Marco Antonio Bellagamba.

 

A segunda ocorrência de depredação foi no Lago Azul durante a terça-feira (19), com danos e furto de objetos. Mas, dessa vez, a partir de denúncia, a Guarda Civil Municipal foi acionada e flagrou o acusado com parte dos materiais. O indivíduo havia retirado portas de metal usadas para proteção de hidrômetro e tubulação.

 

“Temos atuado nesses locais por meio da Central Integrada de Segurança com os Guardas Municipais”. No Jardim Público, recentemente, o registro foi de furto de fios de energia, o que comprometeu os serviços até mesmo de uma banca de jornais. Na época, em apenas uma semana, foram pelo menos três furtos. O proprietário teve que arcar com 300 reais entre material e técnico para religar a energia e poder trabalhar.

 

Em contato com o proprietário José Luis Graciolli, da banca de jornais XV de Novembro, que existe no local desde 1992, relatou que teve que tomar providências por conta própria e fazer a instalação por tubulação subterrânea para evitar novos furtos. “Se bem que, o que mais vão levar? Já furtaram tudo que podiam”, diz.

 

“Estamos resgatando uma Lei Municipal de 2011, que pune comércio ilegal de fios, cobres e outros materiais semelhantes. Vamos analisar, fazer levantamento, verificar quem deve fazer a fiscalização, campanhas para combater, atuar em cima e punir”, declarou o secretário de segurança.

 

Ainda no Jardim Público, a pergunta que surge também é sobre a estátua Diana. “Foi colocada outra, depois depredaram a cabeça e, desde o começo do ano, a estátua foi retirada. Gostaria de saber a situação”, questionou Graciolli.

 

Escolas Municipais também já foram alvo de bandidos. Em uma das ações, a Polícia Militar prendeu um indivíduo que invadiu a Escola Municipal Ephraim Ribeiro dos Santos, localizada na Avenida Felício Castelano, Jardim América. Ele havia arrombado três portas e já estava pronto para deixar o local com vários produtos da unidade.

 

Neste ano, a Escola Municipal Monteiro Lobato, no bairro Mãe Preta, foi invadida.

 

Os bandidos quebraram vidros da unidade e conseguiram fugir levando diversos materiais, entre eles torneiras e até produtos de higiene pessoal das crianças.

 

Depois do ocorrido, a prefeitura comunicou que iria reforçar a segurança na Escola Monteiro Lobato com a instalação de concertina sobre o muro em todo o entorno da unidade, ação que segue em andamento. A prefeitura informou que algumas unidades contam com sistema de monitoramento e que os vigias são utilizados onde não há tal recurso.

 

Sobre o Jardim Público, a prefeitura informou, na tarde dessa quarta-feira (19), que está providenciando a compra de materiais para fazer as melhorias necessárias na iluminação do Jardim Público.

 

Quanto à estátua, afirmou que a restauração e recolocação da Deusa Diana no Jardim Público estão na relação de serviços da prefeitura e serão realizadas assim que possível.

 

Sobre as escolas, informou que está instalando e reforçando o sistema de alarmes em todas as escolas da rede municipal de ensino para ampliar a segurança. Além disso, outras medidas de proteção estão sendo implementadas, como instalação de grades, construção de muros, instalação de concertinas, etc. No caso da Escola Municipal Monteiro Lobato, a prefeitura está concluindo o processo de compra de concertinas, que deverão ser instaladas em breve no entorno da unidade de ensino.

 

 

Fonte: Diário do Rio Claro


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19 de setembro de 2018

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que teve acesso, em cartórios, ao registro de casas e apartamentos adquiridos pelo presidenciável e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus três filhos, Flávio, Carlos e Eduardo – todos políticos – e descobriu que a família possui 13 imóveis com preço de mercado de, pelo menos, R$ 15 milhões.

 

Mais que todos os imóveis, os bens registrados pela família incluem carros de até R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, em total de R$ 1,7 milhão.

 

Entre os inúmeros imóveis adquiridos pela família nos últimos dez anos, os dois principais estão em um condomínio na Barra, à beira-mar, na Avenida Lúcio Costa – um dos locais mais valorizados do Rio.

 

De acordo a Folha de S. Paulo, os documentos oficiais mostram que as casas foram adquiridas por R$ 400 mil, em 2009, e outra por R$ 500 mil, em 2012. Contudo, na época, a prefeitura avaliava o preço muito acima – algo em torno de R$ 1,06 milhão e R$ 2,2 milhões, respectivamente.

 

Ainda segundo o presidente do Conselho Regional dos Corretores, à Folha , o valor das casas neste condomínio não variaram tanto nos últimos oito anos. Matematicamente falando, pelo preço adquirido pelos Bolsonaro, os imóveis tiveram valorização de 450%, o que não aconteceu no mercado.

 

Em 1988, Jair Bolsonaro era um pobre. Ele declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes pequenos na cidade de Resende, no interior fluminense, valendo pouco mais de R$ 10 mil, em valores atuais. Desde então, ele se ocupa apenas da política, sendo eleito sete vezes deputado federal.

 

Lavagem de dinheiro

 

Como a família comprou os dois imóveis com uma diminuição injustificada no valor, segundo os critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), existem fortes indícios de operação suspeita de lavagem de dinheiro. Isso porque o comprador não oficializa um aumento patrimonial incompatível com seus vencimentos.

 

Jair Bolsonaro tem salário bruto de R$ 33,7 mil como deputado federal (líquido de R$ 24 mil), além do soldo de R$ R$ 5,6 mil, segundo o Exército. O valor real dos imóveis dele e os três filhos representa o triplo do que a família declara à Justiça, o que seria ilegal. À Folha, apenas Flávio e Carlos responderam os questionamentos. Carlos afirmou “que seu patrimônio é modesto e igual há vários anos”. Flávio disse “que está em viagem ao exterior e que responderá ao Rio, no dia 17”.

 

 

Com informações do IG e Folha de S. Paulo


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18 de setembro de 2018

Artistas que protestaram contra a misoginia representada por Bolsonaro passaram a sofrer ataques dos seguidores do candidato de extrema direita.

 

Diversos artistas que aderiram a um protesto contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) passaram a ser alvo de ataques dos seguidores e simpatizantes do candidato de extrema direita. Artistas como Déborah Secco, Bruna Marquezine, Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Vera Zimmermann, Dado Dolabella, Letícia Colin, Sasha Meneghell (aqui), e o escritor Marcelo Rubens Paiva (aqui) entre outros, usaram a frase “ele não” em referência a Bolsonaro. “Comunistinha de merda”, reagiram os seguidores de Bolsonaro em resposta ao protesto.

 

Nas postagens, além de afirmarem que “ele sim”, os seguidores de Bolsonaro acusaram os atores de “hipocrisia”. “São os hipócritas manipulando o voto do povo pela Rede Globo, usando de forma vergonhosa sua profissão para manipular o povo”, disse um deles numa postagem. “Já não suporto a Globo e agora vocês artistas manipulados pelo lixo de emissora que trabalham”, escreveu um outro.

 

Diante dos ataques, a atriz Debora Secco usou sua conta no Twitter para pedir respeito quanto a sua opinião. “Espero que vocês possam respeitar democraticamente minha opinião. Eu respeito a de todos vocês”, postou. “Problema é que você foi se meter onde ninguém te chamou. Se tivesse permanecido em silêncio nada disso acontecia. Agora aguenta comunista”, respondeu um dos apoiadores do candidato de extrema direita.

 

Nesta segunda-feira (17), Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa, foi alvo de ataques massivos por também se posicionar contra a misoginia representada por Bolsonaro. Diante disso, a atriz Bruna Marquezine, que havia aderido à campanha “ele não”, fechou o espaço para comentários nas suas redes sociais temendo ser alvo de agressões.

 

As agressões contra os artistas são apenas mais um episódio da escalada neofascista promovida contra os que se posicionam contra as ideias racistas e misóginas representadas por Bolsonaro. Neste final de semana, o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que reúne mais de 1 milhão de mulheres contrárias ao voto em Bolsonaro, foi alvo de hackers.

 

Além de mudarem o perfil da página, as administradoras do grupo foram ameaçadas de terem seus dados pessoais, familiares e bancários divulgados, caso a página do grupo não fosse retirada do ar.

 

O ataque foi corroborado pela cúpula da campanha de Bolsonaro. O filho do presidenciável, deputado Eduardo Bolsonaro, e o candidato a vice na chapa de extrema direita, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmaram que o grupo era uma “armação da esquerda” contra a candidatura de Bolsonaro.

 

 

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Fonte: Brasil 247


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18 de setembro de 2018

Ataque de hackers contra grupo de mulheres no Facebook com mais de 2 milhões de integrantes chama a atenção para um dos maiores focos de resistência ao candidato do PSL: o eleitorado feminino.

 

Os ânimos aflorados da corrida eleitoral estão resultando em uma guerra on-line sem precedentes no Brasil. O ataque de hackers ao grupo e às administradoras da página no Facebook intitulada “Mulheres unidas contra Bolsonaro” no sábado (15/09) foi mais um episódio de uma eleição de extremos, que já teve esfaqueamento de um candidato e tiros a uma caravana de outro.

 

O grupo é fechado apenas para inscritos e se descreve como apartidário, contra o “machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores”. A página foi restabelecida no domingo. Até a tarde desta segunda-feira (17/09), contava com mais de 2,5 milhões de integrantes (ele só pode ser visto por membros ou quem for convidado). Por algumas horas passou a se chamar “Mulheres com Bolsonaro #17” e enviou mensagens de apoio ao candidato do PSL.

 

Algumas administradoras da página também tiveram seus perfis invadidos. A criadora do grupo, Ludimilla Teixeira, fez um boletim de ocorrência no domingo em Vitória da Conquista, interior da Bahia. O caso está sendo investigado pelo Grupo Especializado de Repressão a Crimes por Meios Eletrônicos da Polícia Civil do estado.

 

“Nos foi passado pela advogada da administradora que o boletim de ocorrência seria investigado pela polícia civil primeiramente como crime contra a pessoa, mas se a polícia concluir que é crime cibernético, aí a PF tem competência”, informou o grupo em nota.

 

A nota, em resposta a perguntas encaminhadas pela DW, ainda critica o ataque e reforça o posicionamento a favor dos direitos das mulheres.

 

“O que está em jogo é a liberdade de expressão, temos o direito garantido pela Constituição de nos manifestarmos contrárias a um posicionamento político que vai de encontro às necessidades das mulheres. O discurso de ódio disseminado pelo candidato que fazemos frente de resistência está sendo refletido nas atitudes dos apoiadores que insistem em invadir nosso grupo e silenciar nossas mulheres”, comunica o texto do “Mulheres unidas contra Bolsonaro”.

 

#Elenão e #elenunca

 

A equipe da FGV DAPP (Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas) monitora o comportamento das redes nesta eleição. Um levantamento feito nesta segunda-feira mostra que o impacto do ataque acabou favorecendo o discurso contra o candidato do PSL no fim de semana.

 

“A campanha #elenão teve mais de 193,4 mil citações no Twitter entre sexta-feira e domingo, e a #elenunca chegou a 152 mil citações. Além disso, após a página ser hackeada, surgiram várias com o mesmo teor”, explica Amaro Grassi, pesquisador da FGV DAPP.

 

O pesquisador diz ainda que a violência dos discursos e das práticas dentro das redes sociais são um reflexo do que acontece do lado de fora, em uma eleição polarizada.

 

“O que essas páginas mostram é algo que as próprias pesquisas já indicam, que há um eleitorado feminino que é contra o que o candidato defende. Então é importante deixar claro que hackear uma página é uma agressão à liberdade de expressão”, afirma Grassi.

 

Segundo a última pesquisa Datafolha, a candidatura de Bolsonaro tem mais apoio entre homens (35%) do que entre as mulheres (18%). A rejeição do eleitorado feminino ao candidato está em 49%, cinco pontos maior que entre o masculino.

 

Além dos ataques de hackers, o grupo de mulheres, criado há apenas duas semanas, foi alvo de diversas acusações falsas. Uma delas foi de que suas criadores alteraram o nome de outra conta para simular um número alto de participantes. No fim de semana, Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, foi uma das pessoas que espalhou essa informação incorreta.

 

Vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão também propagou notícia falsa contra as administradoras da página.

 

“Essa rede aí que apareceu dizendo que tinha 800 mil mulheres contra o Bolsonaro, a gente sabe que aquilo ali é uma coisa fake. Ela era um site, foi comprado por um grupo de opositores e que se apropriou daquilo ali. Essa é a realidade e nós estamos até aprofundando os nossos dados sobre isso”, disse Mourão em entrevista ao jornal A Crítica, de Manaus (AM), no sábado.

 

O “grupo rival”

 

Poucos dias após a criação da página contra o Bolsonaro, o Facebook ganhou uma página a favor do candidato do PSL: “Mulheres com Bolsonaro #17”. Karla Lima, uma das administradoras do grupo que conta com 1,3 milhão de participantes, afirma que a página é uma resposta aos que criticam candidato e que, apesar dos hackers terem usado um nome idêntico, não há qualquer relação entre eles e o ataque cibernético do fim de semana.

 

O dia-a-dia de um grupo que deveria ser apenas de apoio a um candidato é uma batalha por espaço e alcance. Em entrevista à DW por Whatsapp, Karla diz não concordar com os ataques dos hackers. Chamando a outra página de “grupo rival”, ela diz ainda que já sofreu xingamentos de pessoas do grupo contra Bolsonaro.

 

“Não concordamos com esses ataques, e está nas regras do grupo desde sua criação que qualquer publicação promovendo ataques a páginas, grupos, perfis rivais serão apagados e, se insistido nisso, os membros serão bloqueados. Não permitimos de forma alguma posts sobre o grupo contra e apagamos todos os posts que os membros fazem. Orientamos incansavelmente para que isso não seja feito.”

 

Facebook e Twitter divulgaram diversas ações para evitar manipulação ou uso de robôs nas suas plataformas nesta eleição. Além disso, juntamente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passaram a controlar as propagandas eleitorais nas redes.

 

 

Fonte: DW


lgbt
13 de setembro de 2018

#DoAnode2018Tá ;)
VAIIIII DEIXAR SAUDADES JÁÁÁÁ!!! #RUMOAPRIMEIRINHA

 

Dia 15/09/2018, um Sabadão para curtir com os amigos e conhecer as atividades/ações para A NOSSA GRANDE E PRIMEIRA SEMANA E PARADA LGBT DE RIO CLARO/SP.

 

Venha Conferir a 8ª Festa Oficial Pré Parada do Movimento LGBT de Rio Claro/SP que vai ser no Sujinhos Bar esse final de semana, participe!

 

A partir das 20:00 hrs esperamos você e a sua turma, vem que vem, utilizaremos a cor de nossa bandeira: Azul Turquesa.

 

Escolhemos a cor Azul Turquesa pois ela significa a cor do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e sutileza. Simboliza também o ideal e o sonho.

 

É uma cor que nos anima a começar de novo com forças renovadas e idéias novas. O turquesa nos ajuda a ser mais comunicativos, sensíveis e criativos. Vamos lá?!!

 

Endereço: Avenida 24 A , esquina com a Rua 12B
Bairro: Bela Vista – Rio Claro/SP

 

Durante todo o ano de 2018, nós do Movimento LGBT+ de Rio Claro/SP, junto com nossa comissão organizadora e nossos patrocinadores, iremos realizar uma festa por mês até a data de nossa Primeira Semana e Parada Oficial para arrecadarmos fundos para o Evento.

 

Nossa Semana e Parada Oficial ocorrerá do dia 15/10 ao dia 21/10/2018.

 

O Tema será: Chega de Opressões. É hora de dar close!
Apresentadora: Brennah Satiez
Apresentador: Bruno Santoro

 

* * * As meninas maravilhosas da Over-X iniciam o role trazendo uma coreografia babadeira num mix – esperem pocs – de K-Pop * * *

 

* * * Performance Angel – preparem o core porque ela garante uma abertura misteriosa e um final ARREBATADOR!!! * * *

 

* * * DJ Naomi-X trazendo sets com as rainhas do Pop/ Blackmusic/ Flashback e por fim o famigerado funk né, também merecemos um bailinho * * *

 

IMPERDÍVEL – PARTICIPE!

 

Link Oficial do Evento:

https://www.facebook.com/events/1857960434283781/

 

Entrada: FREE
Arrecadação: Durante o evento a Organização do Movimento LGBT estará realizando arrecadação voluntária para angariar fundos para A NOSSA Primeira Semana e Parada LGBT. A doação será livre, sem valor específico. Colabore conosco como puder.

 

Agradecemos novamente a todos que estão somando forças conosco nessa PRIMEIRINHA PARADA.

 

Vai ter muito Glitter simmmm e muito amor!!!

*** Importante *** – Não é permitido o consumo de álcool por menores de 18 anos

 

 

 

 

 


senac
11 de setembro de 2018

Docente do Senac Rio Claro dá dicas sobre make durante a estação mais quente do ano

 

O verão ainda não chegou, mas as tendências em maquiagem que pretendem marcar a estação já estão sendo anunciadas. As sombras nas cores quentes, como laranja e rosa, combinam com o clima. O gloss e os iluminadores refrescam os lábios e destacam-se livremente nos vários estilos de makes, em 2019. São as novidades que Camila Miamo, docente do Senac Rio Claro na área de estética e influenciadora digital, revela para o período. Ela ainda dá algumas dicas para fazer as melhores combinações.

 

A preparação da pele é o primeiro passo, e o mais importante: limpar bem, hidratar e usar um filtro solar, para o dia. “Esses truques impedem que a maquiagem craquele ou fique com aspecto pesado”, explica a docente. “É fundamental iniciar com um tipo de base que reduz poros, atenua linhas de expressão, uniformiza o tom da pele, inclusive as oleosas, e, ainda, aumenta a duração da make.”

 

Feitos esses procedimentos, é o momento de passar a base para dar a tonalidade correta. O grande truque neste verão é o uso do pó iluminador em pontos estratégicos, como, por exemplo, no nariz e alto das sobrancelhas. Dá um toque especial.

 

“As cores quentes, como laranja e rosa, vão ressaltar os olhos, mas é bom lembrar do delineador, que também destaca o olhar. Serão pontos importantes das tendências da maquiagem em 2019”, garante a docente.

 

Para os lábios, o batom em gloss voltou com tudo. “O queridinho dos anos 90 ressaltará o contorno molhado da boca, aposte nele!.”

 

Mas para quem prefere o batom mate, mais sequinho, continuará na moda: “A tendência para a maquiagem está cada vez mais democrática e acolhe opiniões diversas.”

 

Senac Rio Claro

 

Se você é apaixonado por make ou quer aprender mais sobre esse universo, o Senac Rio Claro está com vagas para o curso Técnicas Básicas de Maquiagem na Produção Pessoal. Os alunos aprenderão alguns dos truques apresentados pela docente Camila, como preparação da pele, além do traço perfeito do delineador estilo gatinho e, também, a harmonização da maquiagem com roupas para diferentes ocasiões sociais.

 

Para obter mais informações e fazer inscrição, acesse o Portal Senac: www.sp.senac.com.br/rioclaro.

 

Serviço:

 

Técnicas Básicas de Maquiagem na Produção Pessoal
Data: 15 de setembro a 6 de outubro de 2018
Horário: aos sábados, das 8 às 12 horas
Endereço: Avenida Dois, 720 – Centro – Rio Claro/SP
Informações e inscrições: www.sp.senac.br/rioclaro


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6 de setembro de 2018

Munições de fuzil, explosivos e R$ 45 mil foram apreendidos pelos agentes do Deic.

 

A Polícia Civil deteve dois homens acusados de envolvimento no ataque a agências bancárias em Bauru (SP). A prisão aconteceu na noite desta quarta-feira (5), na cidade de Rio Claro (SP). Explosivos e dinheiro foram apreendidos na ação.

 

Durante investigações sobre roubo de carga, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) descobriram semelhanças entre veículos usados no crime em Bauru e em assaltos a caminhões.

 

Cruzando dados entre todas as divisões do Deic, conseguiram identificar um imóvel no Jardim Floridiana, em Rio Claro, que era utilizado como base da quadrilha.

 

A prisão foi realizada por equipes da 3ª Delegacia de Investigações sobre Desmanches Ilegais (3ª Divecar) e do Grupo Especial de Reação (GER), que cercaram a base. No local, os agentes encontraram R$ 45 mil, munições de fuzil, explosivos e material para detonação.

 

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Os investigadores prenderam dois homens, J.L.M. de 69 e C.R.P de 44 anos. Inicialmente a dupla negou envolvimento, porém terminaram confessando após verem que os policiais haviam descoberto o dinheiro e munições.

 

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O mais novo, ainda, contou aos agentes que foi o responsável por fazer o levantamento dos bancos que seriam atacados na noite do crime. Os dois foram indiciados por porte de arma de fogo, roubo e organização criminosa. A Polícia Civil prossegue as investigações para deter outros envolvidos.

 

 

Fonte: Secretaria de Segurança Pública

Foto: Equipes do GER e da 3ª Divecar realizaram o cerco ao local e conseguiram deter os criminosos

Crédito: Rodrigo Paneghine


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5 de setembro de 2018

Além do fóssil mais antigo das Américas, local abrigava registros não digitalizados de línguas nativas que já não existem mais.

 

As cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, consumido pelas chamas na noite do último domingo, são mais do que restos de fósseis, cerâmicas e espécimes raros. O museu abrigava entre suas mais de 20 milhões de peças os esqueletos com as respostas para perguntas que ainda não haviam sido respondidas —ou sequer feitas— por pesquisadores brasileiros. E pode ter calado para sempre palavras e cantos indígenas ancestrais, de línguas que não existem mais no mundo.

 

Três dias depois do incêndio que queimou o edifício de 200 anos que abrigava a primeira instituição científica do Brasil, ainda não há um balanço preciso do que se perdeu e do que se salvou. Mas o clima entre os professores e alunos é de pessimismo: eles convivem com a possibilidade de que o objeto de seus estudos tenha virado pó.

 

Uma das maiores preocupações é com o material coletado no sítio arqueológico de Lagoa Santa, no Estado de Minas Gerais, considerado de fundamental importância para entender as origens dos povos americanos pré-históricos. O museu abrigava o maior acervo do mundo coletado no Estado: são cerca de 200 indivíduos fossilizados que integram o que os pesquisadores chamam de “o grupo de Luzia”, em referência ao nome dado ao mais antigo esqueleto já encontrado nas Américas, descoberto em 1974, e com idade aproximada de 11.500 anos.

 

Luzia era a joia da coroa do museu. Sua descoberta abriu as portas para uma série de hipóteses sobre a colonização do continente. Estudos feitos com seu crânio na década de 80 pelo professor Walter Neves apontaram para uma possível origem africana dos primeiros nativos das Américas. Os traços de Luzia em pouco lembravam os de indígenas brasileiros da época do descobrimento. A partir daí formulou-se a hipótese de que houve uma primeira corrente migratória para o Brasil com estas características morfológicas africanas, que teria cruzado da Ásia para a América pelo estreito de Bering há 14.000 anos, seguida por outra leva de migrantes com traços asiáticos, como os dos ameríndios, há cerca de 12.000. Seu delicado crânio estava guardado dentro de uma caixa de aço nos arquivos do museu incendiado. Até o momento, não se sabe o que aconteceu com ele.

 

“Existem pequenas coleções do material escavado em Lagoa Santa na Universidade de São Paulo, na Universidade Federal de Minas Gerais e algo em Copenhague, mas não chega à metade do que havia no Museu Nacional”, lamenta Mercedes Okumura, coordenadora do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP, que trabalhou no acervo do museu por quatro anos. Segundo ela, uma série de exames modernos nos esqueletos, que ainda estavam sendo feitas ou aguardavam financiamento, como análise de isótopos e sequenciamento do genoma, poderiam confirmar (ou refutar) a teoria da migração africana para as Américas.

 

Nos corredores e armários do Museu Nacional também estavam guardados fósseis que trazem a hipótese dos ameríndios serem descendentes diretos de povos polinésios. São cerca de 40 esqueletos de índios botocudos, grupo já extinto, datados do período de contato com os portugueses. “Trata-se de um material que não existe em nenhum outro museu do mundo”, afirma Okumura.

 

O incêndio também pode ter colocado um fim em algumas pesquisas envolvendo uma das populações mais peculiares do Brasil: os sambaquianos. Eram indígenas que habitavam a região costeira do país e moravam no topo de pilhas de conchas e ossos de peixes (chamados de sambaquis). Estas estruturas, que podiam atingir muitos metros de altura, também eram local de sepultamento. Era um povo que habitava o litoral do país, então atualmente a maioria dos sambaquis já não existe mais, deu lugar a prédios e a outras construções. O museu abrigava a maioria do material destes povos do país –entre artefatos, esqueletos e pedaços do próprio sambaqui.

 

As vozes que calam

 

O acervo do local também continha gravações de conversas, cantos e rituais de dezenas de sociedades indígenas, muitas feitas durante a década de 1960 em antigos gravadores de rolo e que ainda não haviam sido digitalizadas. Alguns dos registros abordavam línguas já extintas, sem falantes originais ainda vivos. “A esperança é que outras instituições tenham registros destas línguas”, diz a linguista Marilia Facó Soares. A pesquisadora, que trabalha com os índios Tikuna, o maior grupo da Amazônia brasileira, crê ter perdido parte de seu material. “Terei que fazer novas viagens de campo para recompor meus arquivos. Mas obviamente não dá para recuperar a fala de nativos já falecidos, geralmente os mais idosos”, lamenta.

 

Lá também estavam arquivos considerados clássicos para o estudo da cultura indígena. Como os do professor Roquette Pinto, que durante uma expedição em 1912 realizou com um fonógrafo as primeiras gravações de música indígena que se tem conhecimento. Ou o material do etnólogo alemão Curt Nimuendajú, que na primeira metade do século XX percorreu centenas de aldeias de grande parte dos povos nativos do país, e é tido como o pai da etnologia brasileira —o museu abrigava seus negativos originais, cadernos de campo e outros manuscritos de valor inestimável.

 

No campo da biologia, as perdas do museu são inestimáveis, especialmente na área de invertebrados. “Tínhamos uma coleção centenária com alguns milhões de insetos, dentre eles milhares de espécimes-tipo, que são exemplares que ancoram a descrição de toda a espécie e se tornam um padrão, não podendo ser substituídos”, explica Ronaldo Fernandes, professor associado do departamento de vertebrados do museu. “Tudo isso foi perdido. O setor de aracnologia, que estuda aranhas, escorpiões e carrapatos, foi completamente queimado”, afirma. Segundo Fernandes, a coleção de malacologia (estudo de moluscos) foi salva graças a um professor e um funcionário que conseguiram resgatar, com o prédio já em chamas, 80% dos espécimes-tipo do acervo.

 

Alguns pesquisadores assistiram ao vivo pela TV todo seu trabalho ser consumido pelo fogo. “As bibliotecas dos professores foram todas embora. Meus arquivos, cadernos de campo, registros, fitas gravadas ao longo de 40 anos de pesquisas no Brasil, pesquisas ainda em andamento, tudo isso se perdeu”, conta Luiz Fernando Dias Duarte, antropólogo e diretor adjunto do museu. “Tínhamos a melhor biblioteca de antropologia social do país. Tudo virou cinzas”.

 

Nem tudo, entretanto, está perdido. Alguns departamentos do museu, localizados fora do prédio principal do palácio, continuam intactos, como o de invertebrados, com 500.000 espécies, e o de botânica, que possui um herbário com mais de 450.000 exemplares. Também se salvou o meteorito Bendegó, o maior do Brasil e o 16º maior do mundo. Apesar da dimensão das perdas e do clima de desalento, professores e alunos se mostram dispostos a reconstruir de alguma forma o Museu Nacional o mais rapidamente possível. A linguista Marilia Facó, se mostra esperançosa: “Dezenas de pesquisadores do Museu Nacional são arqueólogos. O que restou do local agora é um grande sítio arqueológico, e este pessoal não vê a hora de poder entrar lá para tentar recuperar, do meio das cinzas, os pedaços que ainda restaram”.

 

 

Fonte: El País

Foto: Crianças observam reconstrução do rosto de Luzia no Museu Nacional. AP


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5 de setembro de 2018

Fogo começou por volta de 19h30, quando o prédio já estava fechado para os visitantes Calcula-se que o acervo tenha 20 milhões de itens

 

O Museu Nacional, a mais antiga instituição científica brasileira e o museu mais antigo do país, foi destruído por um incêndio de grandes proporções na noite deste domingo (02). As chamas começaram por volta de 19h30, quando o prédio histórico, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, já havia sido fechado para o público. Segundo o Corpo de Bombeiros, que conseguiram controlar as chamas por volta das 3h desta segunda-feira, não há notícias de feridos. Havia apenas quatro vigilantes no local no momento em que o fogo começou e eles conseguiram escapar.

 

Nas primeiras horas, pequenos focos de incêndio ainda persistem. Ao todo, 80 bombeiros e 21 viaturas participaram do combate às chamas, que fizeram arder o edifício durante mais de sete horas.

 

No domingo, imagens aéreas mostraram o edifício completamente tomado pelas chamas e a dificuldade dos bombeiros de controlá-las. Poucos minutos depois de deflagrado o incêndio, já havia setores do prédio sem qualquer cobertura de telhado. “Não vai sobrar absolutamente nada do Museu Nacional”, afirmou o vice-diretor da instituição, Luiz Fernando Dias Duarte, em entrevista à GloboNews. “Os 200 anos de história do país foram queimados”, disse. Na porta do local, professores, alunos e pesquisadores choram enquanto presenciam a destruição.

 

Ainda não há pistas do que pode ter iniciado as chamas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho foi dificultado porque os hidrantes do museu estavam descarregados e foi necessário pedir o apoio de carros-pipa. Alguns pavimentos internos do prédio desabaram, mas os bombeiros conseguiram retirar uma parte do acervo antes. Atuam no combate às chamas equipes de 20 quartéis do Rio de Janeiro.

 

O prédio foi criado por D. João VI e completou 200 anos em 2018. O edifício é tombado pelo patrimônio histórico e foi residência da família Real e Imperial brasileira. Sua estrutura é de madeira, o que permite que as chamas se espalhem com mais facilidade. O prédio também sofria com a falta de manutenção, como cupins que corroíam a estrutura e queda de reboco. Em fevereiro deste ano, Alexander Kellner, diretor do museu, reclamou ao jornal O Globo da falta de verba para a manutenção do local. “Felizmente essas pragas [morcegos e gambás] não têm aparecido no acervo, mas ainda podem ser vistas nas áreas comuns. O maior problema são as goteiras. Ficamos preocupados quando cai uma tempestade porque só temos verbas para medidas paliativas de prevenção.”

 

O acervo do museu é composto por cerca de 20 milhões de itens. Entre os destaques estão a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizado de “Luzia”, com cerca de 11.000 anos; um diário da Imperatriz Leopoldina; um trono do Reino de Daomé, dado ao Príncipe Regente D. João VI, em 1811; o maior e mais importante acervo indígena e uma das bibliotecas de antropologia mais ricas do país. Até este momento não é possível saber exatamente qual o dano provocado pelas chamas, mas, segundo um funcionário da instituição que acompanhava o trabalho dos bombeiros disse à GloboNews, toda a área de exposição do museu foi atingida.

 

A instituição, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinha sofrendo com os cortes orçamentários há pelo menos três anos. Alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da universidade, que atuam no museu, chegaram a criar memes em que mostravam fósseis à espera de verba, ironizando os cortes, quando, na época, a previsão era a de que só se receberia 25% do Orçamento previsto para pesquisa no ano. Também em 2015, o museu chegou a ficar fechado por dez dias após uma greve de funcionários da limpeza que reclamavam salários atrasados. Nas redes sociais, pesquisadores, alunos e professores brasileiros também compartilham seus depoimentos, lamentando o ocorrido e creditando a tragédia ao corte de custos vivido nos últimos anos.

 

Ainda em entrevista à GloboNews, o vice-diretor do Museu Nacional qualificou o incêndio como uma “catástrofe insuportável”. “O arquivo de 200 anos virou pó″, disse. “São 200 anos de memória, ciência, cultura e educação, tudo se perdendo em fumo por falta de suporte e consciência da classe política brasileira. Meu sentimento é de imensa raiva por tudo o que lutamos e que foi perdido na vala comum”, ressaltou ele, que afirmou que no aniversário de 200 anos da instituição nenhum ministro de Estado aceitou participar da comemoração. “É uma pequena mostra do descaso”, disse ele, que afirmou que a instituição estava fechando uma negociação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que incluía, justamente, um projeto de prevenção de incêndios. “Veja, conseguimos isso junto a um banco. Nunca conseguimos nada do Governo brasileiro. A universidade federal vive à mingua”, desabafou.

 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou em entrevista à GloboNews que o ocorrido é parte do “processo de negligência de anos anteriores”. “Que isso sirva de alerta para que não aconteça em outros museus. Medidas que poderiam ter sido tomadas anteriormente não foram tomadas”, destacou ele, que disse que foi feito um projeto para a revitalização do prédio e os recursos foram levantados, “mas não deu tempo de evitar a tragédia”.

 

Em nota, o presidente Michel Temer afirmou que a perda do acervo do Museu Nacional é “incalculável para o Brasil”. “Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família Real durante o Império. É um dia triste para todos brasileiros”. O Ministério da Educação, ao qual à UFRJ é ligada, também lamentou por nota e disse que “não medirá esforços para auxiliar a universidade no que for necessário para a recuperação do patrimônio histórico.”

 

 

Fonte: El País

Foto: Incêndio no prédio do Museu Nacional.

FUTURA PRESS/FOLHAPRESS


ministerio
5 de setembro de 2018

Objetivo é garantir a conservação do meio ambiente.

 

O promotor de Justiça do Meio Ambiente de Rio Claro, Gilberto Porto Camargo, instaurou nesta quarta-feira (29/8) um Procedimento Administrativo de Acompanhamento (PAA) para fiscalizar a criação do “Parque Geológico de Assistência” no município. O objetivo é acompanhar políticas públicas e uma parceria privada formada para a implementação do espaço visando à garantia da conservação do meio ambiente e dos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

 

O MPSP vai analisar os documentos que compuseram o processo de licenciamento ambiental que resultará na criação do parque e que demandará ação coordenada entre o município, a Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) e a empresa Patercal Partezan Calcários Ltda, mediante a cessão de uso, por muitos anos, de área da empresa situada no distrito de Assistência com fins de futuras pesquisas acadêmicas e culturais, como medida compensatória prevista no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD 2), aprovado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), pelo passivo ambiental decorrente da operação de extração de calcário.

 

Notícias que chegaram à Promotoria afirmam que esse plano permitiria a continuidade da extração de minérios por alguns anos, moldando-se o pretenso Geoparque à visitação pública. Por esses motivos, o promotor entendeu ser necessário aferir se a medida compensatória “Criação do Geoparque de Assistência” é proporcional aos danos ambientais decorrentes do passivo das atividades empresariais no local, bem como se onerará os cofres públicos e demandará autorização legislativa.

 

Será averiguado ainda no decorrer do PAA se a continuidade das atividades da empresa na área de interesse ao Geoparque provoca danos ambientais ou extrapola os limites autorizativos dos órgãos ambientais competentes. O promotor também quer saber quais medidas foram adotadas no âmbito dos órgãos públicos federais e estaduais, tais como a Agência Nacional de Mineração (antigo DNPM6), Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN), Cetesb, Secretaria da Agricultura e Abastecimento (por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), Secretaria de Saneamento e de Recursos Hídricos, órgãos públicos municipais (prefeitura, Câmara Municipal e operadores públicos ou privados na área de saneamento.

 

 

Fonte: Núcleo de Comunicação Social.
Ministério Público do Estado de São Paulo – Rua Riachuelo, 115 – São Paulo (SP)
comunicacao@mpsp.mp.br

Tel: (11) 3119-9027 / 9028 / 9031 / 9032 / 9039 / 9040 / 9095


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5 de setembro de 2018

Acusado de racismo pela PGR Raquel Dodge, Jair Bolsonaro parece a caminho de livrar-se de uma das mais graves denúncias já feitas a um candidato presidencial num país onde pelo menos 52% da população se reconhece como afrodescendente.

 

Titular do voto de minerva num placar 2 x 2 na Primeira Turma do Supremo, encarregada de julgar a denúncia, Alexandre de Moraes interrompeu o julgamento, na semana passada, com um pedido de vistas.

 

A explicação é que pretendia preparar um longo voto a respeito do tema, e por essa razão preferia retomar os debates na tarde desta terça-feira, desempatando uma decisão de interesse essencial num país que está longe de ter acertado as contas com um passado de 300 anos de escravidão. A decisão no STF não implicava em condenar nem inocentar Bolsonaro em função de comentários ofensivos e vergonhosos que pronunciou no ano passado, durante palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro.

 

A decisão envolve uma etapa inicial do ritual jurídico. Saber se o STF aceitará — ou não — examinar uma denúncia de racismo contra Bolsonaro que, em função da prerrogativa de foro devida a todo parlamentar, não pode ser investigado sem autorização da mais alta corte do país. Ao manter-se em silêncio, Alexandre Moraes deixou de assumir qualquer responsabilidade sobre um caso cuja importância não pode ser minimizada. Poupou Bolsonaro de um enfrentar um debate necessário e esclarecedor nas semanas decisivas do primeiro turno da campanha presidencial.

 

Com um pensamento de raiz anti-democrática, Bolsonaro é um candidato movido a preconceitos contra mulheres, contra gays, contra transexuais e todos os cidadãos que, de uma forma ou de outra, se beneficiaram da democratização sinalizada pela Constituição de 1988, marco na derrota do regime de 64, que o capitão-candidato venera com espírito sagrado.

 

Num país no qual manifestações de cunho racista não costumam produzir maiores consequências jurídicas, mas alimentem reações indignadas em camadas cada vez maiores da população, como demonstram diversos episódios recentes, a acusação envolve crime inafiançável e imprescritível, conforme artigo 5, incisivo XLII da Constituição Federal. A lei 7716, assinada poucos meses após a promulgação de uma Carta, prevê penas de um a cinco anos de prisão para crime de racismo.

 

Do ponto de vista político, o caso ajuda a colocar no devido lugar o conteúdo essencialmente racista de uma candidatura que se apoia em formulações típicas das teorias de supremacistas do século XIX e XX, que serviram como matéria prima para aberrações históricas que deixaram no nazismo de Adolf Hitler sua marca mais importante e repulsiva. Autora de estudos essenciais para a compreensão dos regimes totalitários, Hanna Arendt demonstra que a emergência de uma situação de barbárie política só é possível quando precedida pela eliminação do Outro como sujeito de sua própria História. O racismo, aqui, cumpre a função óbvia de desqualificar e rebaixar reivindicações que não se pretende atender nem ouvir.

 

Conforme sustenta o Ministério Público, em seu discurso na Hebraica Bolsonaro “tratou os quilombolas como seres inferiores, igualando-os à mercadoria (discriminação) e ainda reputou-os inúteis, preguiçosos (preconceito) e também incitou a discriminação em relação aos estrangeiros, estimulando os presentes, um público de cerca de trezentas pessoas, além de outras pessoas que tiveram acesso a vídeos divulgados do evento, a pensarem e agirem de igual forma (induzimento e/ou incitação)” .

 

As ideias de raça enunciadas por Bolsonaro não constituem frases soltas. Envolvem uma concepção de mundo com começo, meio e fim. É um pensamento estruturado, que tenta estabelecer uma hierarquia nas sociedades humanas, na qual os papéis de homens e mulheres, adultos e jovens, pobres e ricos, estão pré-definidos a partir de uma visão desprovida de qualquer base científica, mas apenas no preconceito.

 

Não se limita a falar do presente, mas tenta fazer um esforço para reconstruir o passado que seja coerente — e conveniente — com as necessidades atuais. Numa entrevista ao Roda Viva, quando foi questionado sobre o papel decisivo da chamada civilização ocidental na escravização de negros africanos, Bolsonaro lavou as mãos dos europeus. Disse que “os portugueses não puseram os pés na África”. Esta alegação não só ignora que as primeiras investidas lusitanas naquele continente ocorreram antes mesmo das caravelas da Cabral chegarem ao Brasil. Em retórica clássica, procura responsabilizar os cativos pela própria escravidão.

 

As noções raciais de Bolsonaro são a tradução contemporânea dos programas de branqueamento da população brasileira, que estimularam a importação de imigrantes europeus, apresentados como trabalhadores incansáveis e operosos, em contraposição aos negros africanos e aos indígenas, cuja escravização era justificada com o argumento de que eram povos preguiçosos e indolentes.

 

Sobrevivendo pela eternidade, num Estado que jamais reconheceu a imensa dívida histórica com a população negra, nos dias de hoje essa postura se traduz numa visão deformada das políticas públicas que procuram enfrentar, mesmo parcialmente, carências e distorções estruturais do país.

 

Num comportamento no qual as noções de raça estão sempre presentes, os dramas e dificuldades das camadas subalternas são tratados em tom de desprezo e discriminação.

 

Referindo-se ao colapso social enfrentado pelo país, consequência óbvia da política econômica produzida por Temer-Meirelles, Bolsonaro referiu-se as vítimas da crise como se estivesse tratando de parasitas sociais e aproveitadores. Não faz um debate objetivo mas com base em preconceitos e estereótipos.

 

Disse: “nós não temos 12 milhões de desempregados, nós temos 40 milhões, porque eles consideram quem (recebe) bolsa-família como empregado. Só aí nós temos praticamente 1/4 da população brasileira vivendo às custas de quem trabalha. Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual essa raça que tá aí embaixo ou como uma minoria tá ruminando aqui do lado.” Falando da campanha presidencial, ele ainda disse: “se eu chegar lá, não vai ter dinheiro pra ONG, esses inúteis vão ter que trabalhar”.

 

Não é difícil enxergar conexões entre esse pensamento e outros traços alarmantes do comportamento político de Bolsonaro, como a defesa intransigente da ditadura militar e mesmo da tortura e torturadores. Como ensina mestre Gilberto Freyre em “Casa Grande & Senzala”, o “mórbido deleite” dos meninos brancos dos engenhos no tempo da escravidão consistia em maltratar e torturar escravos.

 

Parte obrigatória do pensamento colonial que ilustrou história humana após as Grandes Navegações, sabemos hoje que a função real do racismo foi justificar o domínio e opressão dos impérios coloniais sobre demais povos da Terra. Um dos mais competentes estudiosos do assunto, o intelectual palestino Edward W. Said (1935-2003) lembra que a aventura dos impérios coloniais se apoiava na conquista militar e domínio de territórios mas argumenta: “muito mais importante do que a força, que era administrada de forma seleta, foi a ideia inculcada na cabeça dos colonizados de que seu destino era ser dominado pelo Ocidente”.

 

Em tempos mais recentes, quando o mundo esteve dividido pela Guerra Fria entre as grandes potências, essa situação produziu um alinhamento de militares brasileiros aos interesses norte-americanos, numa postura subordinada que se alimentava de uma noção de inferioridade cultural.

 

Caso explícito dessa situação, o general Hamilton Mourão, que no ano passado chamou a atenção do país ao prever uma intervenção militar durante o governo Temer, já disse que o Brasil se defronta com ” uma herança cultural, muita gente gosta de privilégio. Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa indolência, vinda da cultura indígena. Eu sou indígena, meu pai é amazonense. E a malandragem é oriunda do africano”.

 

Esta foi a geração de oficias responsável pela formação de Jair Bolsonaro, capitão e candidato. Sua influência é tão grande que, nas articulações da campanha eleitoral, após várias desistências o Hamilton Mourão terminou por se tornar o candidato a vice.

 

Nenhuma supresa, vamos combinar.

 

Fonte: Brasil 247


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5 de setembro de 2018

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) passou ao município de Rio Claro a posse definitiva dos bens que estão em área da ferrovia, nas imediações das antigas oficinas de vagões. O documento de transferência, datado de 4 de setembro, foi assinado por Luciano Sacramento, coordenador geral de Patrimônio Ferroviário do Dnit. A prefeitura vai avaliar os equipamentos para decidir o que será feito com o material. A ideia é verificar eventual aproveitamento dos bens na infraestrutura municipal e colocar à venda em leilão o que não puder ser reaproveitado.

 

Nesta quarta-feira (5), Renan de Oliveira Teixeira e Pedro Henrique Mello Pereira, técnicos do Dnit, e Robson Faria, supervisor da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), estiveram no local acompanhado do prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria. Prefeitura, Dnit e CPOS estão estudando a melhor forma de resolver o problema e diminuir os transtornos para a comunidade.

 

“O ideal é a transferência definitiva das oficinas para o Jardim Guanabara, mas enquanto isso não acontece estamos buscando alternativas para minimizar o problema”, destaca Juninho. “Queremos dar uma destinação final para a área de maneira que seja favorável ao município”, acrescenta.

 

A retirada dos equipamentos em desuso e a limpeza da área são passos importantes que podem facilitar a venda do terreno, de propriedade da CPOS, localizado entre as ruas 3-A e 3-B próximo à Avenida 24-A. A companhia já manifestou interesse em vender o lote, tão logo consiga a documentação do espaço junto ao Dnit, processo que está em andamento.

 

Vale lembrar que a prefeitura discute com a CPOS a diminuição da altura do antigo paredão da Fepasa na Avenida 22-A. Outra ação que vem sendo projetada é a transferência das oficinas de vagões da região central para o Jardim Guanabara. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA), primeira etapa do processo de transferência, já está sendo realizado.


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5 de setembro de 2018

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) leiloa, nas próximas quarta e quinta-feira (5 e 6), 354 veículos removidos por infrações de trânsito em Rio Claro (SP). Desses, 35 têm direito a documentação e podem voltar a circular. O restante será destinado a reciclagem e desmanches credenciados.

 

Os lances já estão abertos no site do leiloeiro responsável (www.sumareleiloes.com.br) e podem ser feitos até as 10h dos dois dias.

 

Pessoas físicas, a partir dos 18 anos, só podem adquirir os veículos com direito a documentação. O pagamento deve ser feito à vista. Após o arremate, os débitos são baixados e é necessário que o comprador efetue a transferência do veículo para o seu nome, emitindo um novo documento para o veículo.

 

Cabe salientar, contudo, que se o valor da venda não for suficiente para cobrir as dívidas, o antigo proprietário continuará responsável por quitá-las.

 

As fotos dos veículos estão disponíveis no site do leiloeiro. O número de lotes a serem leiloados está sujeito a alterações, pois os proprietários podem regularizar a situação de seus veículos e retirá-los do pátio antes da realização do evento.

 

Visita ao pátio – Os interessados no leilão podem fazer inspeção visual dos veículos no pátio nos dias 4, das 8h às 16h30, e 5, das 8h às 10h. O pátio fica na rua Um, 980, Jardim Novo Um, em Rio Claro.

 

Regras – Os leilões são realizados conforme determina a legislação federal. Os veículos removidos por infração às leis de trânsito, como, por exemplo, falta de licenciamento, podem ir a leilão caso não sejam retirados por seus proprietários em até 60 dias, exceto os que têm pendência judicial, de acordo com a lei federal 13.160, de 2015.

 

Antes de ir a leilão, porém, o dono do veículo é notificado e tem prazo para reaver o bem. A notificação é feita por meio de edital publicado no Diário Oficial do Estado e no portal do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br). Passado o prazo legal e não havendo manifestação do responsável, o veículo é relacionado para leilão.

 

O Detran.SP é responsável apenas por veículos removidos pela Polícia Militar, em perímetro urbano, por infrações que competem ao Estado fiscalizar, como racha, manobra perigosa, falta de licenciamento, veículo sem placa ou com a placa ilegível.

 

Veículos removidos por estacionamento irregular, por exemplo, são de responsabilidade das prefeituras. Aqueles removidos em estradas são de responsabilidade dos órgãos que atuam em rodovias, como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Veículos removidos por envolvimento em crimes são de responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aqueles com pendências judiciais competem ao Poder Judiciário.

 

 

Fonte: O Jornal

Lances podem ser feitos no site da leiloadora – Foto: Reprodução


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5 de setembro de 2018

Equipe técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está em Rio Claro para vistoriar a área da ferrovia nas imediações da Avenida 22-A que foi atingida por incêndio no mês passado. A vinda dos técnicos a Rio Claro atende pedido do prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, que tratou do assunto na semana passada com o diretor Charles Magno Beniz, em Brasília.

 

Os técnicos estão verificando qual é a área da ferrovia pertencente à CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços) e identificando quais bens pertencem ao Dnit. O levantamento deve ser concluído nesta quarta-feira (5). “Somente depois disso será possível definir o que será feito”, explica Renan de Oliveira Teixeira, coordenador de Patrimônio Ferroviário do Dnit, que veio a Rio Claro acompanhado do técnico administrativo Pedro Henrique Mello Pereira.

 

O prefeito Juninho da Padaria destaca a importância da vistoria para o município e a comunidade. “Estamos trabalhando para encontrar uma solução definitiva para essa área, um antigo problema da cidade que se agravou com o incêndio”, comenta.

 

Além do Dnit, a prefeitura também trabalha junto à CPOS, proprietária da área, para diminuir o antigo paredão da Fepasa na Avenida 22-A. Outra ação que vem sendo trabalhada é a transferência das oficinas de vagões da região central para o Jardim Guanabara. Em julho deste ano, teve início o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA), primeira etapa do processo de transferência.

 

Também participaram da vistoria nesta terça-feira (4) os secretários municipais Francesco Rotolo (Governo), Gilmar Dietrich (Finanças), Paulo Roberto de Lima (Obras) e Rodrigo Ragghiante (Negócios Jurídicos).


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5 de setembro de 2018

Por Maristela Negri Marrano

Possibilidade de mudar a nossa perspectiva diante da vida

 

Sabe aquele fim de domingo, no silêncio, no banco do jardim, sentindo o perfume do jasmim? Este pode ser um momento para pensar no presente, na vida que pulsa e movimenta, no cantarolar dos pássaros, no germinar das plantas, na natureza que nutre e nos alimenta de todas as formas.

 

O contato com a natureza tem o dom de acalmar e relaxar. Esses sentimentos atuam na liberação da endorfina, trazendo sensação de leveza e tranquilidade, melhorando o humor, o que ameniza o estresse, a ansiedade e a depressão.

 

Imbuídos dessa leveza, sentimo-nos motivados a refletir sobre a nossa verdade e, de repente, o sol reaparece, traz luz à realidade, desperta nossa consciência, para que valorizemos os caminhos da vida, erros e acertos. Um novo recomeço, recheado de infinitas possibilidades e a clareza da gratidão pela vida.

 

Neste momento, veio a aprendizagem como inspiração, o poder da gratidão em nossas vidas, a possibilidade de mudar a nossa perspectiva. E por meio de escolhas conscientes abrirmos um canal para criarmos um universo de bons sentimentos, pensamentos e ações.

 

Quando inundamos nossos pensamentos com sentimentos de gratidão passamos a ativar nosso sistema de recompensa do cérebro, localizada numa área chamada Núcleo Accubens. Esse sistema é responsável pela sensação de bem-estar e prazer do nosso cérebro. Quando nosso cérebro identifica que algo de bom aconteceu em nossas vidas e somos gratos por isso, ocorre a liberação do neurotransmissor dopamina, o qual aumenta a sensação de prazer. As pessoas que têm o hábito de manifestar gratidão vivem em níveis elevados de otimismo e vitalidade.

 

A exuberância da natureza desperta em nós o poder da gratidão, levando-nos ao encantamento diante da beleza e do mistério da vida. Alguém ou algo nos toca, como a natureza me tocou e nos tornamos maravilhados. A alma resplandece, torna-se tomada pela ternura e pelo estado de graça.

 

A gratidão nos ensina a exercitar o amor, a compaixão, o olhar grato independente da situação que se apresenta. Distribuir sorrisos, olhares, abraços de conforto, solidariedade, de gratidão que nos permitem identificar o quão preciosa pode ser a composição do nosso dia a dia, basta nos tornarmos sensíveis e atentos para perceber como a vida oferece dádivas sem nos darmos conta.

 

É gratificante ser inundada por pessoas gratas em vez de vozes que reclamam o tempo todo! Agradecer é celebrar a vida. Para praticar a gratidão faz-se necessário uma decisão consciente, disposição e disciplina. Observe e amplie o olhar para cada detalhe de seu dia, sempre há algo para agradecer!

 

A todos que estão lendo nesse momento, peço que fechem por um instante os olhos e se conectem com algo que os faça se sentir profundamente gratos!

 

Gratidão a todos!

 

Maristela Negri Marrano é pós-graduada em Neurociências aplicadas a Longevidade – UFRJ, mestre em Educação Física pela Unimep e sócia-diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba (Clap).

Contato: maristela@centroclap.com.br


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5 de setembro de 2018

Rio Claro comemora o 7 de Setembro com ato cívico no paço municipal. A solenidade será na sexta-feira (7) às 9 horas. Faixas em verde e amarelo e bandeiras, incluindo a do Brasil, do estado de São Paulo e de Rio Claro, já enfeitam espaço em menção à Semana da Pátria.

 

Autoridade civis e militares participarão do ato, que terá a entrada das bandeiras, realizada por soldados do Tiro de Guerra, e apresentação do coral da Guarda Mirim. Durante a solenidade do Dia da Independência haverá execução dos hinos Nacional, de Rio Claro e da Independência.