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22 de março de 2020

Coletivo afirma que 900 trabalhadores eventuais não vão receber salários no período de quarentena do Covid-19 por decisão da Prefeitura de Rio Claro/SP em meio à Pandemia


A denúncia que a Prefeitura de Rio Claro/SP não pagaria os salários de 900 trabalhadores eventuais na área da Educação veio por meio das redes sociais, em forma de protesto do Coletivo “Professores pela Educação” e de pessoas revoltadas com a situação em meio à Pandemia do Coronavírus.

 

O Coletivo Professores pela Educação publicou o seguinte texto na data de ontem (20):

 

REPÚDIO A DECLARAÇÃO DO PREFEITO JUNINHO E A DISPENSA NÃO REMUNERADA DOS TRABALHADORES EVENTUAIS !

 

O Coletivo Professores pela Educação posiciona-se frontalmente contra o corte de salário dos trabalhadores eventuais durante o período de suspensão das atividades escolares.

 

“AH, MAS ELES NÃO TEM VÍNCULO EMPREGATÍCIO… NÃO TEM COMO JUSTIFICAR O PAGAMENTO…”

E A PANDEMIA? E O DIREITO A SOBREVIVÊNCIA? NÃO SERIA UMA BOA JUSTIFICATIVA, PREFEITO?

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Todos sabemos que as escolas municipais de Rio Claro não estariam funcionando não fosse pelo trabalho de tantos trabalhadores em regime de informalidade e sem quaisquer direitos garantidos. Sabemos também que a ampla maioria desses que trabalham nas escolas seja como professores ou em outros cargos, são mulheres. Mulheres que com esse salário sustentam suas famílias, mulheres que já tem tanta dificuldade em conseguir empregos pelo simples fato de serem mães. Mulheres que não terão com quem deixar seus filhos durante a suspensão das aulas e tampouco poderão trabalhar em qualquer outro “bico” durante esse momento de pandemia.

 

Nós que trabalhamos nas escolas, sabemos que grande parte dessas trabalhadoras e trabalhadores, apesar de serem chamados “eventuais”, de eventual pouco ou nada tem. As escolas permanecem com essas pessoas por meses ou até anos inteiros. Essas pessoas aprendem o trabalho nas escolas e se dedicam tanto quanto qualquer efetivo. Não fosse isso, e a vida e o trabalho das escolas seria inviável, pois exige o mínimo de continuidade para que um trabalho educativo aconteça!

 

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E é por isso que nós do Coletivo Professores pela Educação queremos nos solidarizar, e para além disso reivindicar junto aos nossos colegas, o direito à sobrevivência durante essa pandemia.
E apresentamos à toda a comunidade escolar, famílias, alunos, bairros a situação em que nos encontramos: Serão cerca de 900 pessoas dispensadas sem garantia de qualquer meio para subexistir durante a suspensão das aulas.ISSO É INACEITÁVEL!

 

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EXIGIMOS RESPEITO. PELO DIREITO A SOBREVIVÊNCIA!

NÃO À INTERRUPÇÃO DOS SALÁRIO PARA OS EVENTUAIS DURANTE A SUSPENSÃO DAS AULAS!

 

O Coletivo também cobrou posicionamento do Sindicado SINDMUNI:

“E aí Sindicato? Qual vai ser?”

 

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Todos os envolvidos levantaram a #tag:

#somostodostrabalhadoresdaeducação

 

Trabalhadores eventuais se organizaram e criaram uma

Petição Pública também:  Petição – Clique aqui!

 

 

PSOL Rio Claro – SP também se posicionou:

 

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Senhor Prefeito, estamos em uma PANDEMIA! Momento que precisamos ter um olhar cuidadoso pelos nossos munícipes, principalmente o GESTOR. Teremos tempos difíceis, e abandonar a própria sorte os eventuais que trabalham no serviço público há, 5, 6, 7 anos é no mínimo desumano e covarde. São 900 pessoas, mas temos que ler que são 900 famílias! E uma questão jurídica, que pode ser analisada diante do atual momento, não poderá abandonar essas MULHERES, pois a maioria são mulheres, mães de famílias!


Mas enquanto o senhor, demite funcionários da área da educação, que cumprem um papel fundamental no nosso município, ao mesmo tempo quer manter cerca de 500 funcionários comissionados, que, segundo a justiça, já deveriam ter sido demitidos a tempos. Se o senhor prosseguir com tal decisão, acabará por entrar na história do município de pior maneira possível.


Agora resta ao senhor, tomar consciência de seus atos e tomar providências quanto ao bem estar desse 900 funcionários, garantido maneiras de que eles não fiquem desamparados em um momento tão instável da conjuntura nacional e internacional.

 

O debate se intensificou nas redes sociais nas últimas horas e ganhou mais adeptos favoráveis ao Coletivo “Professores pela Educação”. A gestão do Prefeito João Teixeira Junior, “Juninho da Padaria”, foi citada diversas vezes em comentários negativos.

 

A representante da Prefeitura de Rio Claro/SP, a Secretária de Cultura do município, Daniela Ferraz, se posicionou ontem também (20), através de um grupo no facebook denominado “Rio Claro Grupo”, a secretária foi contra o Coletivo e realizou críticas alegando que a movimentação nas redes sociais se tratava de “Fake News”:

 

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A reação da população a respeito do posicionamento da Secretária de Cultura foi imediata, inúmeros comentários surgiram e a indagaram mais a respeito sobre o assunto, Daniela Ferraz até tentou responder alguns, mas a grande maioria deles ficou sem respostas.

 

A Repórter da Rio Claro Online, Leila Pizzotti cobrou respostas da secretária e comentou a postagem também com os seguintes dizeres:

 

“Que maravilha Daniela, resolveu aparecer no meio do povo em vésperas de eleição? Eu acho PERFEITO! Vamos conversar PUBLICAMENTE sobre a corrupção que está rolando faz anos na SECRETARIA DE CULTURA DE RIO CLARO/SP a qual você está representando desde o início da gestão da Padaria? A conversa é somente entre você e eu, vamos lá Sra? SEM FAKES! Todos nós queremos ler as suas palavrinhas bonitinhas… e aí, vamos conversar a respeito?! #mostreasuacoragem #sejamulherdeverdade #vamosconversar #publicamenteok e obs.: No meio judicial a gente conversa em off e na frente do juiz também, fica tranquilinha.”

 

A secretária não respondeu mais os comentários, e no início dessa manhã (21) apagou a postagem.

 

A dúvida e a aflição de 900 trabalhadores ainda segue sem a devida resposta do poder público:

 

Será que todos vão conseguir sobreviver em meio à pandemia do coronavírus que se aproxima sem receber os seus salários? O Coletivo busca alternativas para essa questão e aguarda que a Prefeitura mude de ideia ainda.