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18 de maio de 2019

Memecracia: a força destrutiva por trás do Ministério da Educação


Ao desafiar a lógica, a ética e a Constituição, o ministro Abraham Weintraub consegue superar seu antecessor em inépcia, e reduz o MEC a um mero produtor de memes governistas.

 

O Ministério da Educação é um dos gigantes do governo. Pelos dados recentes do orçamento, ele só gastou menos, até agora, do que a previdência, a saúde e a assistência social. Dos R$ 117 bilhões orçados, a educação já usou R$ 29,5 bi. Sob o guarda-chuva do ministério está uma complexa rede de programas de apoio a Estados e municípios, o que inclui a compra de livros didáticos e a administração de universidades federais e dos hospitais ligados às instituições de ensino. A grande especialidade do MEC nos últimos meses, porém, foi a produção de memes para os apoiadores mais radicais do presidente Jair Bolsonaro.

 

No reinado de Ricardo Vélez Rodriguez, o breve, tivemos o hino nacional gravado e obrigatório – e depois o recuo para nem gravado, nem obrigatório. Ele também rotulou os brasileiros de canibais e propôs uma revisão dos livros de história para que eles refletissem a visão do presidente sobre o período. Vélez caiu, mas seu sucessor, Abraham Weintraub, se mostrou um sucessor ainda mais competente na tarefa de produzir material de apoio à campanha eleitoral permanente do governo. Poucas pessoas seriam capazes de provocar tanto rebuliço em tão pouco tempo.

 

Em cinco semanas no cargo, Weintraub desafiou o bom senso, a Constituição e a ética. Ele propôs cortar investimentos na área de humanas, filosofia e sociologia para privilegiar áreas que, segundo ele, seriam mais úteis. Faltou combinar com a história – não a disciplina, mas o registro das mudanças do pensamento humano. Também faltou um consultor jurídico, já que a medida é ilegal. A legislação do País garante autonomia para as universidades. Por fim, ainda faltou combinar com a realidade. Afinal, filosofia e sociologia consomem uma quantidade ínfima de recursos públicos no ensino superior.

 

O corte de 30% afeta mais as áreas de biológicas e exatas, que o governo diz priorizar, do que as de humanas.

 

Como o MEC é brasileiro e não desiste nunca, Weintraub dobrou a aposta. Anunciou corte de 30% do orçamento de três universidades que, segundo ele, produziam “balbúrdia”. Uma vez que balbúrdia não é critério técnico, o ministro teve de voltar atrás. Ele corria o risco de sofrer, no mínimo, um processo por improbidade administrativa. Parecia uma grande oportunidade de retorno à normalidade. Não foi.

 

O ministro estendeu o corte para todas as universidades. Segundo ele, a ideia era priorizar a educação básica. E, claro, atrapalhar a vida dos professores universitários. Porém, a realidade, essa grande produtora de balbúrdias, atrapalhou novamente os planos da dupla Bolsonaro-Weintraub.

 

O corte de 30% afeta muito mais as áreas de biológicas e exatas do que as de humanas. O orçamento público, grosso modo, tem duas áreas. Uma é formada por despesas obrigatórias, como salários. A outra tem mais flexibilidade e é chamada de custeio. Entram aí a compra de materiais para laboratório, salário de funcionários terceirizados, comida para o bandejão, energia elétrica, água. Nos cursos de humanas, muitas vezes basta giz e professor. Exatas e biológicas dependem de experimentos em laboratório, substâncias para fazer testes, viagens para conferências. O ministro mirou na antropologia e acertou a medicina. Mirou os estudos de gênero e afetou a veterinária. Mirou o professor de esquerda e acertou a faxineira terceirizada. É um erro tão impressionante que merece umas três teses de doutorado em ciência política.

 

A justificativa de que os cortes se transformariam em investimentos na educação básica também flopou. Os programas de apoio a essa área também sofreram com cortes. Em alguns casos, de 40%. O principal argumento do MEC foi desmentido pelo próprio MEC. Em um governo normal, o ministro sairia dos holofotes, voltaria para as planilhas, reuniria os aliados e criaria um programa. Foi, aliás, o que alguns militares tentaram fazer, sem sucesso, na transição de Vélez para Weintraub. Esses militares, é bom lembrar, foram demitidos.

 

Em vez de seguir o bom senso, Weintraub resolveu desafiar a ética. Numa transmissão ao vivo feita junto com o presidente Bolsonaro, ele disse que o corte não era de 30% nas verbas universitárias, mas de 3,5%. Malandramente, juntou as despesas obrigatórias, como salários, junto com o dinheiro de custeio. Aglutinou o que pode cortar com o que não pode para diminuir o impacto das suas declarações.

 

Tudo isso acontece num ministério-chave. Embora o MEC administre apenas 0,4% das cerca de 185 mil escolas brasileiras, ele é, ou deveria ser, o maestro das políticas públicas na área. É o papel, aliás, que o ministério assumiu durante os últimos 30 anos.

 

Nas gestões do PSDB, do PT e do MDB, com diferenças de visão aqui e ali, o MEC teve um programa claro. Na década de 1990, o foco foi em universalizar o acesso ao ensino fundamental, do primeiro ao nono ano. Também dessa época é a criação de um fundo, com recursos do governo federal, Estados e municípios, para garantir o financiamento da área. Deu certo. O País fez em pouco mais de dez anos o que não tinha feito em 150. Pela primeira vez, estávamos conseguindo colocar (quase) todo mundo nas escolas.

 

Na década de 2000, o foco foi em avaliação da qualidade educacional, na ampliação do acesso e no ensino superior. Aos poucos, o Brasil ia fazendo valer aquilo que está na Constituição de 1988: educação era direito de todas as pessoas e um dever do Estado diante dos seus cidadãos. Os investimentos na área cresceram em números absolutos e em proporção ao PIB, cobrindo os buracos das décadas anteriores. Quando Michel Temer deixou o Palácio do Planalto, havia um caminho a seguir. Embora nem tucanos nem petistas admitam, eles provavelmente concordariam com muitas das políticas do ex-presidente – afinal, boa parte delas foram gestadas por petistas e tucanos.

 

Os grandes desafios da área de educação são claros. É preciso investir na formação de professores, para melhorar substancialmente a qualidade da aprendizagem dos alunos. É urgente colocar mais dinheiro em infraestrutura, já que muitas escolas sobrevivem em condições precárias. É preciso garantir, num cenário de escassez de dinheiro público, mais recursos para a educação – e isso passa por trabalhar junto com Estados e municípios para priorizar a área em vez de, digamos, publicidade.

 

O caminho é óbvio. Do PSOL ao DEM, provavelmente a maior diferença não esteja no programa, mas em como executá-lo. Há um certo consenso entre os partidos normais sobre o papel do MEC. Infelizmente, porém, não estamos vivendo em tempos normais. Estamos em uma memecracia. Animar as bases de apoio parece mais relevante do que o futuro das milhões de crianças que, todos os dias, vão às escolas para, quem sabe, ter um futuro.

 

 

Por Leandro Beguoci

Foto:  Fernando Frazão – Agência Brasil


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11 de maio de 2019

Enem 2019 já tem 3 milhões de inscritos


Enem 2019 já supera os 3 milhões de inscritos. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira divulgou em suas redes sociais que o Exame Nacional do Ensino Médio já alcançou os três milhões de inscritos. O número foi alcançado às 21h56min desta quinta (9). Destes 3 milhões, 65% deles são isentos.

 

Conforme o balanço de dois milhões, o estado com maior índice de inscrições foi em São Paulo, eventualmente com 15,72% dos cadastrados. A autarquia também destaca os municípios de Minas Gerais (9,72%), Bahia (8,55%), Rio de Janeiro (7,05%) e Ceará (6,67%). Já o menor número de registros se encontra no estado de Roraima com 0,27%, além de Acre (0,75%), Amapá (0,84%) e Tocantins (0,84%).

 

O prazo se encerra às 23h59min (horário de Brasília) do dia 17, e os participantes terão mais 7 dias para poder se cadastrar.

 

Passo a Passo de como fazer sua inscrição para o Enem 2019

 

As inscrições do Enem 2019 poderão ser feitas através de computadores, celulares e tablets. Assim sendo, basta acessar o https://enem.inep.gov.br ou pelo aplicativo disponível para IOS e Android. Contudo, indicamos que tente fazer seu cadastro através do computador.

 

Após acessar o portal do Inep clique em “página do participante“. Abrirá um tipo de bate papo onde o estudante precisa informar figura exigida, número do Cadastro de Pessoa Física e data de nascimento. Para quem solicitou isenção é preciso informar apenas CPF e senha. Em seguida, basta seguir o seguinte passo a passo para fazer a sua inscrição para o Enem 2019:

 

  1. Dados Pessoais: Sexo, cor/raça, estado civil, número de identidade (Registro Geral – RG) e nacionalidade. O estudante terá a opção de informar o nome do pai, todavia, não é obrigatório;
  2. Endereço: CEP – Código de Endereço Postal (poderá ser visualizado em conta de luz, água, telefone ou site dos correios), número e complemento (casa ou apartamento);
  3. Atendimentos: Esta etapa é para estudantes que precisam de atendimentos especializados ou específicos, conforme o edital do Enem 2019. Deverá ser enviada uma documentação em formato PDF que comprove deficiência ou atendimento;
  4. Língua Estrangeira: Basta optar entre inglês ou espanhol. Vale lembrar que esta opção será para responder somente 5 questões no dia da prova;
  5. Município de Prova: Informe o município e cidade mais próximo para fazer a prova. Todavia, vale lembrar que as provas só serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. Assim sendo, informe aquele concelho que se encontrará neste período, pois a alteração poderá ser feita somente no prazo das inscrições;
  6. Ensino Médio: Situação de conclusão do ensino médio;
  7. Concluir: Por fim, responderá um questionário socioeconômico, criará uma senha que dará acesso a página do participante. Desse modo, confirme todos os dados e conclua a sua inscrição do Enem 2019.

 

Taxa de Inscrição do Enem 2019

 

Após concluir a inscrição para o Enem 2019 voltará para a página do participante onde terá a mensagem de bem-vindo! Para poder imprimir o Guia de Recolhimento da União – GRU basta clicar em “pagamentos/isenção“. Contudo, muitos estudantes estão reclamando em suas redes sociais que não conseguem gerar a taxa. Desse modo, feche o navegador e abra novamente a página do participante e tente mais uma vez. Caso não consiga tente durante a madrugada ou pela manhã, pois o site poderá esta sofrendo sobrecarga de acesso.

 

Mesmo após seguir este procedimento não tenha obtido sucesso para gerar a taxa de inscrição do Enem 2019, entre em contato com o Inep pelo 0800 616161. O valor atual é de R$85,00 e pode ser paga em qualquer agência bancária, casas lotéricas e agências dos correios. Todavia, o prazo máximo para pagamento é até dia 23, caso contrário não terá a inscrição confirmada. Caso faça a contribuição após o prazo determinado, não terá o valor reembolsado.

 

Indicamos a todos que guardem o comprovante, pois caso ocorra alguma eventualidade o estudante terá em mãos. Após três dias úteis, retorne a página do participante e confira se sua inscrição foi confirmada.

 

Local de Prova do Enem 2019

 

Conforme o edital do Enem 2019, o local de prova será divulgado no mês de outubro juntamente com o cartão de confirmação de inscrição. Para visualizar basta acessar o portal do Inep e informar o número do CPF e senha.

 

Os portões estarão abertos às 12h00min com o fechamento às 13h00min de acordo com o horário de Brasília. Ao identificar sua sala é importante que apresente seu cartão de confirmação de inscrição do Enem 2019 e um documento oficial com foto reconhecível. Conforme o edital serão aceitos somente:

 

  • Identidade – RG: Seja original e expedida por Secretarias de Segurança Pública, forças armadas, polícia militar e polícia federal;
  • Carteira de Registro Nacional de Migratório;
  • Documento Provisório de Registro Nacional Migratório;
  • Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenham validade como documento de identidade;
  • Carteira de trabalho;
  • Certificado de Dispensa de Incorporação;
  • Certificado de Reservista;
  • Passaporte;
  • Carteira Nacional de Habilitação: A mesma deverá respeitar a lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997;
  • Identidade funcional em consonância com o Decreto nº 5.703, de 15 de fevereiro de 2006.

 

Em caso de perda ou roubo, basta acionar a polícia da cidade registrando um Boletim de Ocorrência. Serão aceitos aqueles boletins registrados no prazo máximo de 90 dias até o primeiro dia de prova, ou seja, dia 3 de novembro. Desse modo, o candidato passará por um reconhecimento especial, coleta de dado biométrico e assinará em formulário próprio. Isto também valerá para estudantes com documentos danificado, ilegível, com foto infantil ou com fisionomia diferente, assim não permitindo o reconhecimento.

 

Venha conhecer nossa página do Instagram Guia do Enem (clique e veja). Saia na frente e conheça agora a apostila digital do Enem 2019, na qual te ajudará nas provas, no seu conhecimento e o preparo para o dia do exame. Desde já, desejamos a todos boa sorte!

 

 

Fonte: Foco no Enem


senac
11 de abril de 2019

Sala Senac de Educadores promove palestra gratuita na unidade Rio Claro


Ministrada por Priscila De Nadai Fonseca, apresentação debaterá a educação como o melhor caminho para evitar o esquecimento cultural

 

Termo raramente debatido, o epistemicídio originou-se no período de colonização do Brasil, com a morte cultural e a baixa produção de conhecimento sobre determinados povos, principalmente negros e indígenas. Para resgatar a questão, o Senac Rio Claro promove, dia 26 de abril, às 15 horas, uma palestra gratuita sobre o tema durante a Sala Senac de Educadores 2019.

 

Ministrada por Priscila De Nadai Fonseca, bacharel em direito, especialista em gestão escolar e coordenadora de desenvolvimento profissional do Senac Jaú, a palestra terá reflexões sobre o esquecimento histórico no país e o seu impacto na construção social do homem e da mulher negra na atual sociedade. Além disso, a atividade apresentará informações e exemplos de epistemicídio.

 

No evento, que tem a finalidade de promover a reflexão e contribuir com o processo de formação de educadores, Priscila destacará também a educação como o melhor caminho para evitar o apagamento cultural. “O ensino é uma das portas de entrada do racismo, mas também a saída para um novo olhar. Por isso, é importante que os currículos educacionais em todos os níveis tenham conteúdos sobre a história da África, como já é previsto em lei. Somente assim vamos prevenir e conscientizar a sociedade.”

 

A palestrante adianta ainda outros tópicos da sua palestra. “Vamos falar de transformações sociais, ensino livre e democrático, movimento negro, machismo, LGBTfobia. O Senac valoriza o aprendizado, o respeito e a convivência, e essa iniciativa mostra exatamente isso”, pontua.

 

Para Felipe Soave Viegas Vianna, gerente da unidade Rio Claro, a Sala Senac de Educadores 2019 promove a reflexão sobre temas importantes que fazem parte do universo da educação e contribuem com a formação de educadores. “Debates como o epistemicídio é fundamental para que possamos atuar como agentes na geração do conhecimento e trocarmos experiências vividas dentro e fora da sala de aula.”

 

Para obter mais informações e fazer inscrição, acesse o Portal Senac: www.sp.senac.br/rioclaro.

As vagas são limitadas.

 

Serviço:

Sala Senac de Educadores 2019
Data:
26 de abril de 2019

Palestra: Epistemicídio

Horário: sexta-feira, das 15 às 16 horas

 

Senac Rio Claro

Endereço: Avenida Dois, 720 – Centro – Rio Claro/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/rioclaro


yves_carbinatti
30 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereador Yves Carbinatti


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

O entrevistado da vez é o Vereador Yves Carbinatti.

 

Yves Carbinatti é Atleta Profissional, Técnico Em Desportos e Vereador pelo Partido Popular Socialista, nasceu em 09/02/1987.
Contato: (19) 3526-1329 | (19) 3526-1347 | (19) 3526-1379
E-mail: yves.carbinatti@rioclaro.sp.leg.br
Facebook: https://www.facebook.com/Yves-Carbinatti-Official-621951314630217/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta: Sou contra o projeto de empréstimo de R$ 60 milhões. Acredito que a Prefeitura tenha outras formas de realizar melhorias em nossa cidade sem ter que pegar dinheiro emprestado com juros. Como eu disse na sessão, no próprio documento para justificar o empréstimo que foi enviado aos Vereadores, a Prefeitura informou que tem condições de arcar com mais de R$ 1 milhão de parcelas por mês. Se esse dinheiro fosse investido corretamente não seria necessário o empréstimo.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: Qualquer pedido protocolado nesse sentido é primeiro analisado pelo jurídico da Câmara e pelo Presidente, não tive acesso ao documento protocolado e portanto não posso me manifestar sobre esse documento.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta: Não me oponho, pois acredito que a população rioclarense tem que ter mais conscientização e acesso participativo nos serviços de saúde, cultura, turismo e segurança pública da cidade, sem distinção de qualquer espécie, sou a favor da proteção à vida, sempre.


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21 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereadora Maria do Carmo Guilherme


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

A entrevistada da vez é a Vereadora Maria do Carmo Guilherme.

 

Maria do Carmo Guilherme é Assistente Social e Vereadora pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro, nasceu em 12/01/1962.
Contato: (19) 3526-1308
E-mail: contato@mariadocarmo.net
Facebook: https://www.facebook.com/mcgrioclaro/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta: Eu acho que não está bem esclarecido ainda por 60 milhões, quem vai pagar quem não vai pagar, quais são os bairros que serão asfaltados, o recapeamento, a saúde, eu acho que ele teria que estar fazendo um trabalho junto a Santa Casa, e isso não está bem esclarecido, e quanto ao DAAE também, ele tem outras prioridades, não comprar moto, não comprar trator, ele que alugasse menos carros e fizesse esse trabalho, então eu sou contrária ao empréstimo. A e outra coisa, eu acho que a Fundação e o Conselho Municipal de Saúde tem que se posicionar com relação ao 5 milhões do empréstimo, primeiro, por que Bezerra de Menezes, os 30 leitos, segundo, como que os médicos vão passar visitas lá nesses 30 leitos, quais são esses médicos? Por que se você é do corpo clínico da Santa Casa, você não pode entrar no Bezerra né, então essas atas por exemplo não vem para a câmara, não sei se foi aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, entendeu? Então eu acho que esse valor por exemplo de 5 milhões poderia estar fazendo aumento de leitos de UTI, é o que se precisa hoje, eu acho que tem coisas mais prioritárias para se fazer dentro da saúde a nível de Santa Casa, não sou contrária ao Bezerra, mas eu acho que poderíamos estar discutindo coisas melhores e mais urgentes para o município de Rio Claro e também para a Microrregião.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: O Vereador Paulo Guedes ainda tem os recursos que ele pode usufruir, enquanto a Justiça não deliberar não podemos ter atitude nenhuma quanto a isso, pois suponhamos que você cassa e depois ele consegue reverter essa situação, ele pode entrar com danos morais, então é melhor aguardar a Justiça sempre.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta:  Sobre o Projeto de Lei do Movimento LGBT, eu vou dar entrada no Projeto que inclui no calendário oficial do município de Rio Claro/SP a Semana do Orgulho LGBT de Rio Claro/SP, prevista para ocorrer sempre próxima a segunda semana do mês de outubro de cada ano vigente, e ai os Srs. vereadores, cada um analisa e a decisão será no plenário, por votação.


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12 de março de 2019

Garrafa Vazia: entrevista exclusiva com a nova formação!


O Garrafa Vazia, banda de Rio Claro/SP, comemora em 2019 uma década de existência.

 

Com muita história na bagagem, disco novo saindo do forno (feito na Europa) e convite para tocar na Inglaterra, agora a banda está mais viva do que nunca.

 

Recentemente, o Garrafa Vazia passou por mudanças na formação. Antes trio, agora é um quarteto, ou, como costuma dizer “um quarteirão”.

 

A Rio Claro Online entrevistou o fundador da banda, Mário Mariones e os dois novos guitarristas, Saulo DS e Vancil Cardoso. Confira:

 

Rio Claro Online: Como é estar na ativa por dez anos?

Mário Mariones:  É divertido e pura correria. A gente olha com orgulho pra nossa história, feliz em saber quantas pessoas curtem o nosso som, também a energia que as apresentações emanam. Agora, queremos cada vez mais ensaiar, compor, cair na estrada. Que venha mais dez anos!

 

Rio Claro Online: Quais os planos pra 2019?

Mário Mariones:  Estamos na nossa tour de 10 anos, né – vai rolar muita coisa. A agenda de shows está bem movimentada, vamos ter o show de comemoração de 10 anos de banda e também de lançamento do nosso vinil, com 14 músicas. Ele chama “Cirrose” foi produzido no Lab Sound, em Piracicaba, pelo Max Matta e o Rodrigo Bigga e prensado na Europa. Em breve vai estar disponível. Estamos muito orgulhosos e confiantes que esse ano vai ser especial, ainda mais que fomos selecionados pra tocar na Inglaterra, no Rebellion Festival, o maior festival punk do mundo, com as bandas mais fodas, um festival de quatro dias, que acontece desde os anos 90!

 

Rio Claro Online: E a nova formação? Agora a banda é um quarteto?

Mário Mariones: Vou deixar os caras se apresentarem. Sim, somos um quarteirão agora, bastante criativo, paredão de guitarras e riffs que vão grudar na cabeça! Em breve mais novidades!  Agora, passo a bola pros chefias se apresentarem.

 

INTEGRANTES

 

Vancil Cardoso: Meu nome é Vancil Cardoso, 38, professor e tradutor, toco guitarra e escrevo  músicas. Já toquei em diversas bandas e também componho o projeto Garagem Clandestina. As minhas influências sonoras que refletem no som que eu faço decolam no garage rock dos anos 60, sobrevoando Stooges, Ramones, The Clash e Pixies, e aterrisando  no punk surrealista do Sonic Youth. Fiquei honrado com o convite para entrar na banda, coincidindo com a comemoração de dez anos e também dez que conheci o Mariones, torna – se também uma comemoração pessoal. Com duas guitarras vamos fazer uma parede, será um ano punk rocker que o Garrafa Vazia merece, fico muito feliz em participar de tudo isso.

 

Saulo DS: Sou Saulo, 27 anos, formando em Pedagogia, recém desempregado pelas injustiças da vida. Vocalista, guitarrista e letrista na banda Alerta Mental. Influenciado por punk rock no geral, e rock dos leves aos pesados. Garrafa Vazia conheço há bastante tempo, comecei gostar de punk rock e achava ótimo os eventos organizados pelo Mário onde o Garrafa Vazia tocava, assim como o punk rock do Garrafa que sempre ouvi e compareci aos shows. Animei pela entrada, e a confirmação de que foi uma boa escolha ocorreu no primeiro show sentindo prazer em tocar a musica que já gostava.

 

 

O Garrafa Vazia nas redes sociais:

 

Spotify: https://open.spotify.com/artist/2V00y3YbLqg30TYFUg4I5l

Instagram: https://www.instagram.com/garrafavaziatour10anos/

Facebook: https://www.facebook.com/garrafavaziaoficial/

Youtube: https://www.youtube.com/user/rioclaropunk


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11 de março de 2019

Denúncia: A Cultura jogada no lixo e dinheiro público para privilégio de poucos


A denúncia surgiu devido a indícios de irregularidades e problemas que aconteceram no EDITAL de Cultura Nº 01/2018, e outros possíveis indícios de erros de contemplação nos outros editais realizados no ano passado, essas irregularidades atingem genericamente todos os proponentes dos projetos acolhidos para análise de propriedade intelectual, assim como o investimento cultural que foi destinado pelo governo estadual para os editais no município de Rio Claro/SP para  descentralizar os recursos públicos destinado para o desenvolvimento da cultura na cidade.

 

A denúncia é sobre o EDITAL de Cultura Nº 01/2018 que surge para mostrar o quanto vulnerável estão as nossas secretarias e órgãos públicos no sentido da evasão da ética e da moralidade com o dinheiro público.

 

A denúncia é referente ao EDITAL Nº 01/2018 – “APOIO A PROJETOS DE CIRCULAÇÃO DE ESPETÁCULOS E REALIZAÇÃO DE EVENTOS CULTURAIS NO MUNICÍPIO DE RIO CLARO – SP”;

 

No caso referido, o Projeto Cultural contemplado para a realização de PROJETOS DE CIRCULAÇÃO DE ESPETÁCULOS E REALIZAÇÃO DE EVENTOS CULTURAIS NO MUNICÍPIO DE RIO CLARO – SP é o Projeto denominado “CIRCO VIVO! – O RESGATE AO PICADEIRO” sendo a “proponente” Maia Riemi Onishi, “CIA. PASSARINHAR”, Projeto proposto esse que tem a participação direta da atual Secretária de Cultura Daniela Ferraz, sendo a secretária a responsável pelo projeto contemplado no valor de 25 mil reais, envolvendo no projeto em questão, a servidora municipal Erika Layher (Assessora), amiga da secretária, a denúncia relata ação ilegal no repasse dos recursos financeiros destinados para a população rioclarense/fazedores de cultura independentes e favorecendo irregularmente a contemplação do projeto em questão “CIRCO VIVO! – O RESGATE AO PICADEIRO” – no EDITAL Nº 01/2018;

 

A representação ressalta também que existem outros indícios de irregularidades na aprovação e escolha de outros projetos culturais dos Editais realizados no ano de 2018, com proponentes/integrantes dos projetos contemplados ligados diretamente a Secretaria de Cultura – Ano de 2018, a difusão cultural não ocorreu e o repasse dos recursos financeiros continuam centralizados e ocultos.

 

Em representação anterior ao MP, a Secretária de Cultura Daniela Ferraz negou “não ter um possível vínculo” com a proponente do projeto contemplado no valor de R$ 25.000,00 em nome da Cia Passarinhar, mas as novas informações que foram apresentadas ao MP confirma que a secretária mentiu para o MP, e que as suas respostas não condizem com a realidade dos fatos.

 

A denúncia conclui que houve participação de forma obscura e tendenciosa da secretária de cultura, da proponente do Projeto representando a Cia Passarinhar e da funcionária pública da Secretaria de Cultura de Rio Claro/SP consiste em uma conduta ilegal de favorecimento ilícito para com terceiros, e diz respeito à prática de ato que gera prejuízo ao erário público em proveito do agente. Cuida-se de uma imoralidade administrativa qualificada pelo dano ao erário e correspondente vantagem ao ímprobo, revelando-se pela obtenção de vantagens patrimoniais indevidas às expensas do erário, pelo exercício nocivo das funções e empregos públicos, pelo ‘tráfico de influência’ nas esferas da Administração Pública e pelo favorecimento de poucos em detrimento dos interessados da sociedade, mediante a concessão de obséquios e privilégios ilícitos.

 

Outros fatos apontam que existe ligação entre as três citadas nessa denúncia/representação desde 2015 no mínimo.

 

A denúncia aponta que na internet, a secretaria de cultura Daniela Ferraz e Erika Layher atuam diretamente como representante da Cia Passarinhar, a Cia participou de outro edital em 2015, as fotos são públicas e aparece visivelmente a atual Secretaria de Cultura suspensa no ar, e as outras citadas nas fotos seguintes representando um projeto no Edital ProAC 37/2015. Outras imagens e links seguiram para a análise do MPF.

 

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Conforme o Edital ProAC nº 37/2015 no ano de 2015, a Cia Passarinhar participou do Edital, mais uma vez representada pela atual Assessora da Secretária de Cultura, Erika Layher, segue abaixo:

http://www.proac.sp.gov.br/wp-content/uploads/Lista-de-Inscritos-1-6.pdf

cultura-rioclaro-sp

 

Página do Facebook da Cia Passarinhar

cia-passarinhar

Foto Divulgação / Facebook

 

cultura-rioclaro-sp02

 

O edital 01/2018 contemplou a “Cia Passarinhar ” com o projeto denominado como: “CIRCO VIVO! – O RESGATE AO PICADEIRO”; (entre outros) no valor de 25 mil reais e não promoveu a descentralização dos recursos culturais destinados para o município, a Secretaria de Cultura responsável pelos Editais não seguiu as devidas normas, ética proposta, intuito de moralidade e leis vigentes requeridas em qualquer Edital público municipal/estadual/federal e que envolve o dinheiro público, e também manteve o Edital sob a influência errônea da comissão julgadora conforme a denúncia aponta o direcionamento/favorecimento que foi realizado no edital 01/2018 para contemplar o Projeto da Cia Passarinhar onde as beneficiarias são as próprias agentes do Estado responsáveis pela promoção dos Editais.

 

A denúncia exposta evidência que a população de Rio Claro/SP solicita que o MP cumpra com o seu importante papel de agente fiscalizador do poder público e intervenha configurando essa situação como favorecimento ilícito e improbidade administrativa.

 

A denúncia foi realizada em forma de representação civil pública, sendo registrada ao Ministério Público e repassada com pedido de ciência para todos os gabinetes da câmara municipal de Rio Claro/SP. Até o fechamento dessa matéria, alguns vereadores ainda não tinham tomado ciência dessa denúncia por motivos de atrasos nos repasses de informações públicas por parte da presidência da câmara municipal, documentos protocolados na secretaria da câmara municipal na data de 22 de fevereiro de 2019.

 

“À Presidência da Câmara Municipal de Rio Claro/SP

Exmo. Sr. Vereador André Godoy

Exmo/a. (s.). 18 Vereadores atuantes na Câmara Municipal de Rio Claro/SP.

REPRESENTAÇÃO

 

Segue em anexo a representação na íntegra.

Diante de todo o exposto e do clamor popular por combate a corrupção e a velhas práticas políticas, requeremos que sejam tomadas as providências cabíveis no sentido de proceder á averiguação dos fatos narrados, recebendo a presente representação e submetendo-a a deliberação do Plenário para determinação de sua admissibilidade.

Termos em que, peço deferimento.

 

Rio Claro, 22 de fevereiro de 2019″


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24 de fevereiro de 2019

‘O Vaticano é uma organização gay': o polêmico livro que diz revelar a corrupção e a hipocrisia na Igreja


Após celebrar missas em igrejas do Vaticano e pendurar as batinas, “milhares” de padres saem para curtir a noite gay de Roma.

 

É o que afirma o jornalista francês Frédéric Martel no livro No Armário do Vaticano, que tem lançamento mundial marcado para esta quinta-feira, mesmo dia em que os principais líderes da Igreja Católica se reúnem para discutir uma estratégia contra o abuso sexual de menores.

 

“O texto é resultado de uma investigação que realizei por mais de quatro anos, em que viajei por vários países e entrevistei dezenas e dezenas de cardeais, bispos, padres, seminaristas e pessoas muito próximas ao Vaticano”, afirmou o autor à BBC News Mundo.

 

 

É uma narrativa que denuncia, segundo a sinopse do livro, a “corrupção e a hipocrisia” dentro do catolicismo romano, que condenou a homossexualidade durante séculos.

 

Livro denuncia, segundo a sinopse, a 'corrupção e hipocrisia' dentro do catolicismo romano

©AFP Livro denuncia, segundo a sinopse, a ‘corrupção e hipocrisia’ dentro do catolicismo romano

 

Martel afirma que, por condições históricas e sociais, o sacerdócio foi uma fuga para centenas de jovens vítimas de bullying em seus povoados por causa da orientação sexual e que, portanto, a Igreja é agora, no seu ponto de vista, uma instituição formada “principalmente” por pessoas homossexuais.

 

“À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto, uma estrutura formada em grande parte por pessoas homossexuais que durante o dia reprimem sua sexualidade e a dos outros, mas à noite, em muitos casos, pegam um táxi e vão a um bar gay”, afirma o escritor.

 

Uma de suas fontes chegou a garantir que 80% dos padres no Vaticano são homossexuais – dado que ele não conseguiu confirmar.

 

Porém, o autor diz que um dos fatos que chamou sua atenção foi a “banalidade da vida gay” para “milhares” de sacerdotes, “que não saíram do armário para a organização” e “estão presos no próprio sistema” – mas, ao mesmo tempo, desfrutam do que criticam no altar.

 

O Vaticano não respondeu à solicitação de comentário feita pela BBC News Mundo sobre o livro e as acusações que o autor fez nesta entrevista a respeito da instituição.

 

No entanto, o renomado teólogo jesuíta James Martin questionou os métodos utilizados por Martel para checar os dados e depoimentos.

 

“Martel fez uma pesquisa impressionante para seu novo livro e apresenta algumas ideias importantes sobre hipocrisia e homofobia na igreja”, disse ele à BBC News Mundo.

 

“Mas essas ideias estão enterradas sob uma avalanche de intrigas e insinuações pesadas que arrebatam o leitor e tornam difícil discernir os fatos da ficção”, acrescenta.

 

Sacerdócio e homossexualidade

 

'O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres', diz Martel

© AFP ‘O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres’, diz Martel

 

A partir desta quinta-feira, mais de 190 cardeais, bispos e outras autoridades da Igreja Católica se reúnem no Vaticano para decidir o que fazer diante da onda de denúncias de abuso sexual que surgiram contra padres em quase todo o mundo.

 

Dentro da ala mais à direita da instituição, uma das acusações mais frequentes é associar a ocorrência desses crimes à homossexualidade dos padres.

 

Na última terça-feira, dois cardeais conservadores dos Estados Unidos e da Alemanha enviaram uma carta aberta ao papa Francisco pedindo o fim do que chamam de “praga da agenda homossexual” e que os bispos deixem de ser cúmplices de casos de abuso sexual.

 

'À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto', afirma Martel

© AFP ‘À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto’, afirma Martel

 

Mas, de acordo com Martel, que é assumidamente gay, o problema dentro da Igreja não é a orientação sexual dos padres, que é um assunto privado, mas usar “dois pesos e duas medidas” para tratar a questão da sexualidade.

 

“O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres. Agora, se você olhar dentro da Igreja, a maioria dos abusos são cometidos por padres homossexuais”, diz ele.

 

O que acontece, segundo Martel, é que uma suposta “cultura de sigilo” existente na Igreja leva ao encobrimento dos abusos.

 

“Como muitos bispos são gays, eles têm medo de escândalos, da imprensa e, no fim das contas, deles mesmos. Eles protegem os agressores não para encobrir os abusos, mas para que não descubram que eles mesmos são homossexuais. Não estão apenas protegendo o agressor, estão se protegendo”, diz ele.

 

O livro alega que muitos padres no Vaticano têm uma vida dupla

© AFP O livro alega que muitos padres no Vaticano têm uma vida dupla

 

Na opinião de Martel, isso não só fez com que, durante anos, os abusos fossem encobertos, mas que muitos cardeais, bispos e padres se tornassem críticos fervorosos da homossexualidade.

 

“O que eu descobri é que, em muitos casos, quanto mais críticos em relação à homossexualidade, mais lasciva era a vida oculta deles como gays”, diz ele.

 

E o que acontece na América Latina?

 

Ao longo de mais de 500 páginas, o livro afirma que essa situação não é exclusiva do Vaticano – também acontece em Igrejas de muitos outros países, inclusive da América Latina.

 

“Estive várias vezes na Argentina, em Cuba, no México, no Chile e na Colômbia, e o que descobri foi que a situação não era muito diferente da do Vaticano”, diz ele.

 

Martel afirma que um denominador comum entre alguns desses países era uma relação “insólita” entre a cúpula religiosa e militar, seja décadas atrás nos governos de fato da Argentina e do Chile, nos tempos da guerrilha da Colômbia ou, mais tarde, no regime de Fidel Castro em Cuba.

 

“Na maioria desses casos, havia uma cumplicidade entre a Igreja e esses governos ou forças que fizeram com que a homossexualidade e os abusos dos padres fossem encobertos nesses países”, sinaliza.

 

Para o seu livro, Martel entrevistou 41 cardeais, 52 bispos e núncios apostólicos, além de 200 padres, seminaristas, jornalistas e diplomatas

© Getty Images Para o seu livro, Martel entrevistou 41 cardeais, 52 bispos e núncios apostólicos, além de 200 padres, seminaristas, jornalistas e diplomatas

 

No México, um dos casos mais notórios é o do fundador da Legião de Cristo, Marcial Maciel, mas ele também descobriu outros menos conhecidos, como o do falecido cardeal colombiano Alfonso López Trujillo.

 

De acordo com o livro, o pároco rondava seminaristas e jovens sacerdotes e contratava garotos de programa rotineiramente.

 

Ao mesmo tempo, pregava os ensinamentos da Igreja de que todos os homens gays eram “intrinsecamente desordenados” e questionava o uso de preservativos.

 

E apesar de Martel dizer que chegou a se encontrar com garotos de programa contratados pelo falecido cardeal, muitos críticos do livro questionam que a maioria das acusações carece de evidências sólidas ​​e é baseada apenas em “fofocas” e “disse me disse”.

 

O papa Francisco tenta controlar o abuso sexual na Igreja

© AFP O papa Francisco tenta controlar o abuso sexual na Igreja

 

Outros também afirmam que o texto poderia levar a uma “caça às bruxas” contra padres homossexuais ou promover estereótipos negativos, porque de acordo com Martin “é mais fácil buscar bodes expiatórios do que confrontar a hipocrisia e a cultura do sigilo” dentro da Igreja.

 

Para outros, o livro é a revelação do que muitos consideram um “segredo aberto” e poderia ser um convite para mudar as estruturas estagnadas do Vaticano.

 

“A Santa Sé deve ser um modelo para todas as dioceses do mundo, incluindo a seleção e monitoramento de seus próprios membros. E, neste momento, não é”, afirmou à BBC o monsenhor Stephen J. Rossetti, professor na Universidade Católica dos Estados Unidos.

 

“Eles devem fazer um trabalho melhor para garantir que seus padres sejam fiéis ao voto de celibato. Também devem ser mais agressivos, especialmente quando confrontados com clérigos homossexuais que não são celibatários. Houve vários casos recentemente e vai continuar havendo escândalos até que eles se encarreguem disso”, acrescenta.

 

 

Fonte: BBC News

Foto: © AFP De acordo com Martel,

grande parte dos padres do Vaticano são homossexuais


lgbt-2019-homofobia
16 de janeiro de 2019

Movimentos apostam em criminalização da LGBTfobia em 2019 via STF


“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo”, afirma presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu uma nova data para analisar duas ações que abrem caminho para a criminalização da LGBTfobia no Brasil. Depois de quase 7 anos e 2 adiamentos nos últimos meses, o julgamento está previsto para o dia 13 de fevereiro de 2019.

 

As ações pedem que o STF reconheça a omissão do Congresso Nacional em legislar sobre o assunto e determine um prazo para que deputados e senadores aprovem uma lei que criminalize atos de preconceito e violência baseados na orientação sexual ou identidade de gênero das vítimas.

 

Os pedidos sustentam que as condutas de discriminação de cunho homofóbico e transfóbico podem ser consideradas como um tipo de racismo ou que devem ser entendidas como “atentatórias a direitos e liberdades fundamentais” e, em ambos os casos, devem ter punição legal conforme determina a Constituição Federal.

 

“O STF já decidiu que racismo é qualquer inferiorização de um grupo social relativamente a outro. Entender a homotransfobia como racismo implica interpretar e aplicar a lei já existente, sem legislar”, explica o autor das peças, o advogado Paulo Iotti. Os processos foram apresentados ao STF em 2012 e 2013 pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas de Transgênero (ABGLT) e pelo partido PPS, respectivamente.

 

A lei penal terá o importante papel de mostrar que o Estado brasileiro não tolera a opressão homotransfóbica

– Paulo Iotti, autor e representante da ABGLT e do PPS nas ações.

 

O primeiro deles, o mandado de injunção 4733, relatado pelo ministro Edson Fachin, fundamenta que a cidadania e os direitos à livre orientação sexual e identidade de gênero de pessoas LGBTI são inviabilizados pelo alto grau de violência e discriminação sofridos por essas pessoas e pela ausência de lei que puna criminalmente tais condutas.

 

“A lei penal terá o importante papel de mostrar que o Estado brasileiro não tolera a opressão homotransfóbica”, argumenta Iotti, representante da ABGLT e do PPS nas ações apresentadas ao Supremo.

 

O jurista considera que o Código Penal é insuficiente para proteger a população LGBTI, porque as condutas mais comuns vivenciadas por essas pessoas, de discursos de ódio e de discriminação, não são criminalizadas. Somente no estado Rio de Janeiro, 431 pessoas foram vítimas de agressões LGBTfóbicas ao longo do ano passado, segundo relatório divulgado neste mês pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

 

“A homotransfobia precisa ser criminalizada porque vivemos verdadeira ‘banalidade do mal’ homotransfóbico, no sentido de muitas pessoas se acharem detentoras de um pseudo ‘direito’ de ofender, discriminar e até mesmo agredir e matar pessoas LGBTI por sua mera orientação sexual ou identidade de gênero”, afirma Iotti.

 

Os números da LGBTfobia em 2018

 

Uma pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia e divulgada em janeiro apontou que, em 2017, foi registrado o maior número de casos de morte relacionados à LGBTfobia desde que o monitoramento começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos. No ano passado, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por discriminação LGBTfóbica. Os dados representam uma vítima a cada 19 horas.

 

“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo, e o Congresso Nacional não olhe para esses números e consiga aprovar um projeto para erradicar esse tipo de crime. E é por isso que a gente recorre ao Supremo”, afirma Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

 

É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo e o Congresso Nacional não olhe para esses números

– Keila Simpson, presidente da ANTRA.

 

“Em 1995 tivemos as primeiras discussões no Congresso sobre o assunto e até 2018 não temos nenhuma lei”, reforça Toni Reis, diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+. Um projeto, o PL 5.003/2001, de autoria da ex-deputada federal pelo PT Iara Bernardi, chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados em 2006, mas acabou arquivado no Senado Federal em 2014.

 

A recusa do Congresso Nacional em votar legislação que tipifique o crime é tratada na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, impetrada pelo PPS em 2013. O texto defende que “o legislador não aprova, mas também não rejeita, deixando este e todos os outros temas relativos à população LGBT em um verdadeiro limbo deliberativo”.

 

A discussão no STF em 2019

 

Depois de 6 anos em tramitação, o mandado de injunção havia sido incluído na pauta de julgamento em novembro, mas foi retirado a pedido da própria ABGLT, para que fosse julgado em conjunto com a ADO 26. Havia o temor de que o STF entendesse que o mandado não seria o instrumento adequado fazer essa alteração na lei, afirma Iotti.

 

Os dois pedidos foram pautados para o dia 12 de dezembro, mas na semana do julgamento foram adiados novamente. Dessa vez, a iniciativa partiu do relator da ADO, ministro Celso de Mello.

 

Em 1995 tivemos as primeiras discussões no Congresso sobre o assunto e até 2018 não temos nenhuma lei

– Toni Reis, diretor-presidente da ABGLT.

 

As duas ações já foram incluídas pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, na pauta de julgamentos do dia 13 de fevereiro, mas ainda que os votos dos relatores sejam lidos na sessão, qualquer outro ministro pode interromper a análise se fizer um pedido de vista.

 

A expectativa de Iotti e de outros ativistas do movimento LGBT, no entanto, é de que a análise do tema seja concluída ainda no ano que vem e de forma favorável à criminalização.

 

Os 2 pedidos já tiveram parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, lembra o advogado. A procuradoria apenas não concorda com o pedido de indenização das vítimas de homotransfobia pelo Estado defendido nas ações.

 

Para Keila Simpson, da Antra, a estratégia de adiar o julgamento para fevereiro, apesar de um pouco frustrante, é razoável. “Agora é importante continuar mobilizando nossos pares e atuando muito fortemente junto ao Supremo para que eles possam apreciar a matéria e votar favoravelmente”, reforça a ativista.

 

Toni Reis, da Aliança Nacional LGBTI+, conta que esteve com Toffoli em novembro e reforça a expectativa otimista para o julgamento. “O STF já deu provas que está do lado da Constituição e isso nos dá uma grande segurança”, avalia.

 

 

HUFFPOSTBRASIL


oficial_cartaz_carnatal_2018
4 de dezembro de 2018

Venha curtir o CARNATAL na Escola de Samba A Casamba do Movimento LGBT – Rio Claro


E ai todo mundo preparado para curtir uma folia às vésperas do Natal e no estilo carnavalesco?

 

Com o melhor do pop/funk/trash/indie/black/axé que a gente ama, só chegar NACASAMBA!

 

Dia 15 de Dezembro de 2018 a partir das 18:00 horas esperamos você e a sua turma para curtir um CARNATAL com a galeraaa.

 

LINE UP:

Naomi-X
Pink

 

Apresentação Grupo de Dança Over-X
Apresentação da Bateria Oficial
Escola de Samba A Casamba

 

A Casamba se apresenta com o melhor do Carnaval de Rio Claro/SP e região, seguida por diversos foliões apaixonados por sua magia, a Escola promete agitar a noite do sábado de dezembro, relembrando a magia que é o Carnaval e encanto que a Escola proporciona!

 

A noite vai rolar solta :P

 

Local: Escola de Samba A Casamba
Endereço: Rua 3A N° 1105 – Vila Martins – RIO CLARO/SP
ENTRADA R$10,00
Aceitamos crédito e débito.

 

Compartilhando esse Post ou pedindo sua música no mural do evento, você automaticamente concorre a 1 Entrada Free!

 

Link Oficial do Evento #CARNATAL #NACASAMBA:
https://www.facebook.com/events/2393385104022443/

UiIiIiiiiiI UiIiIiiiiiI rsss
CoOooOrreeee SORTEIO FREE

 

*** Precinho Joia no Bar ***
*** Aninha Pastéis – Fritos na Hora ***
*** Bolos & Bolotas ***

 

Durante o evento campanhas socioeducativas estarão sendo realizadas, e arrecadação voluntária de donativos, tais como: alimentos perecíveis, shampoo’s – condicionadores, sabonetes líquidos – meias – leites – lenços umedecidos – fraldas geriátricas – Pomadas para assadura – hidratantes – livros – brinquedos.

 

A iniciativa das arrecadações são da Organização Solidária do Consolação e Tia Dai Pet Shop.
Venha somar forças, dançar muito, rir conosco e curtir o Carnatal do Movimento LGBT

 

Participe!

 

oficial_cartaz_carnatal_2018

  
Se for dirigir não beba!
Proibido a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos.