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19 de fevereiro de 2019

Câmara aprova projeto que derruba decreto de Mourão sobre Lei de Acesso à Informação


General publicou o decreto na condição de presidente da República, durante a viagem de Jair Bolsonaro (PSL) à Suíça.

 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) um projeto que derruba o decreto do governo federal que modifica a Lei de Acesso à Informação e dificultava o acesso a dados públicos. A aprovação é considerada uma vitória dos parlamentares de oposição ao governo Bolsonaro (PSL), que criticaram a medida desde a publicação em Diário Oficial, no dia 24 de janeiro.

 

“O partido do presidente da República [PSL] liberou o voto, tão vergonhoso era esse decreto do Executivo”, disse a deputada Margarida Salomão (PT), em vídeo publicado em sua conta oficial no Twitter após a vitória na Câmara em votação simbólica. “Estamos muito felizes. É uma vitória”, acrescentou.

 

O texto ainda tem que ser aprovado pelo Senado. Se entrar em vigor, ele tornará sem efeitos o decreto assinado pelo vice-presidente.

 

Relembre o caso

 

O decreto assinado por Hamilton Mourão permite que servidores comissionados e dirigentes de fundações, autarquias e empresas públicas classifiquem dados públicos como “sigiloso” e “ultrassecreto”, impedindo o livre acesso pela população. Se uma informação é considerada “ultrassecreta”, ela só pode se tornar pública depois de 25 anos. Antes, essa “barreira” no acesso aos dos documentos só podia ser feita pelo presidente e vice-presidente da República, ministros de Estado e autoridades equivalentes, além dos comandantes das Forças Armadas e chefes de missões diplomáticas no exterior.

 

Mourão publicou o decreto na condição de presidente da República, durante a viagem de Jair Bolsonaro (PSL) a Davos, na Suíça.

 

O documento modifica a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor em 2012 durante o governo Dilma Rousseff (PT), criando mecanismos para que qualquer pessoa física ou jurídica tivesse acesso às informações públicas dos órgãos e entidades, sem necessidade de apresentar justificativa para a consulta.

 

 

Edição: Daniel Giovanaz
Fonte: Brasil de Fato
Foto: Aprovação é considerada uma vitória dos parlamentares de
oposição ao governo Bolsonaro (PSL) / Divulgação / Câmara dos Deputados


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16 de fevereiro de 2019

Saudades da Manuzinha e da nossa família completa Rio Claro/SP


Em dezembro de 2017, Manuelly Caroline Borges Fávaro, de um ano e cinco meses, morreu depois de ter passado várias vezes pelas Unidades de Pronto Atendimento da 29 e do Cervezão e feito uma consulta particular. O atestado de óbito constatou problemas cardíacos, insuficiência respiratória, pneumonia extensa.

 

A Família levou menina de 1 ano e 5 meses quatro vezes em UPAs e uma vez a consulta particular.

 

A família contou que enfrentou uma peregrinação em busca de atendimento. Durante mais de uma semana, pai e mãe levaram a pequena Manuelly Caroline Borges Fávaro várias vezes ao médico. “Estamos despedaçados, isso dói demais”, disse o pai, Bem Hur Fávaro Borges.

 

No começo do mês, Manuelly apresentou tosse, respiração ofegante, vômitos e palidez. O plano de saúde particular não atendeu porque mãe tinha sido demitida dias antes.

 

Os pais então foram à UPA da Avenida 29. Segundo eles, o pediatra diagnosticou problemas de garganta e receitou expectorantes, antiinflamatórios, inalação por quatro dias e liberou a menina, que não melhorou.

 

Preocupados, os pais ainda marcaram uma consulta com um médico particular. Ele confirmou o diagnóstico do clínico geral e manteve a medicação. Sem melhora no quadro, a família levou a menina novamente à UPA do Cervezão.

 

Uma pediatra receitou sete injeções que deveriam ser tomadas todos os dias durante uma semana.

 

A medica pediu raio x e constatou a pneumonia.

 

Manuelly Caroline Borges Fávaro não resistiu e morreu no domingo 10/12/2017.

 


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Os pais contam para a Rio Claro Online, que Manuzinha gostava de correr, nadar de escorregador, balança e muito pula pula. O pai Ben Hur comenta: “Viu como ela era bem cuidada e amada, onde nos iamos, ela estava junto, fora nossos banhos diários e dormir juntinhos, na hora de comer era uma farra meu Deus, nos divertíamos muito mesmo, ela sempre foi muito meiguinha e sorridente, uma benção de menina, saudades da Manuzinha e da nossa família completa Rio Claro/SP. Nossa CIDADE está banhada em Sangue pela morte da minha filha MANÚ e das outras crianças… “.

 

Segundo fontes, a Prefeitura de Rio Claro/SP abriu sindicância interna e um ex assessor disse que foi constatada a negligência médica, e que ainda está em apuração o caso.

 

A mãe, Mariana Favaro está buscando e precisando de atendimento psicológico no momento.

 

A dor e perda dos pais são enormes, essas imensuráveis e irreparáveis, a família ainda cobra por Justiça incansavelmente, tanto pessoalmente como nas redes sociais da cidade, e grita em meio a um silêncio ensurdecedor da Prefeitura nas denúncias de negligência.

 


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7 de fevereiro de 2019

População reclama de falta de água e prefeitura aguarda por empréstimo


O cenário é o mesmo em várias regiões da cidade.

 

“Todo dia fraca. Para tomar banho é um sufoco. De uns tempos para cá, o problema piorou. Aqui onde moro é sempre a mesma situação com a baixa pressão de água”, relatou uma moradora do bairro Cervezão.

 

No bairro Benjamim de Castro, outro relato. “Ficamos sem água nessa manhã de terça-feira. Nunca faltou aqui. Não sei o que está acontecendo”, disse uma comerciante.

 

No bairro Benjamim de Castro, a situação pode, sim, ter sido ocasional, porém, outro ponto em que já se tornou corriqueira a falta de água é na região do Jardim Novo. “Sempre falta ou vem suja. E aí cada um fala uma coisa. Culpa do calor, muito consumo, por causa da chuva. Cada hora uma coisa”, declarou o faturista Marcelo Martins.

 

O problema da doméstica Eva Aparecida da Silva vai um pouco além e ela busca entender. Além de faltar água com frequência, o valor da conta assustou. “Veio R$ 291, sendo que moro em um apartamento apenas com meu filho, não tem quintal e ficamos o dia todo fora trabalhando e este valor absurdo?”, questionou.

 

Ela diz que a conta da maioria dos moradores veio com alto valor. A qualidade da água também é questionada por ela. “Aqui a água vem com muito cloro, parece leite”, disse a doméstica, que salienta ainda que até então não teve respaldo. “Falam que a falta de água aqui é devido ao serviço da construtora. Outros já falam que é problema do Daae e ninguém resolve”, declarou Eva.

 

PREFEITURA

 

A prefeitura explicou sobre os problemas pontuais que afetaram diversas regiões após a chuva de domingo (3). “Nos dias de chuvas fortes, as duas estações de tratamento de água de Rio Claro ficam sujeitas à interrupção temporária de operações, devido à alta turbidez (sujeira) da água, o que inviabiliza a captação. A expectativa é de que até esta quarta-feira (6) a captação, tratamento e distribuição de água na ETA 2 estejam normalizadas.

 

O Daae reforça a orientação para que os moradores tenham reservatório de água em seus imóveis. A autarquia ressalta ainda que, na retomada da captação total, pode haver situações pontuais de turbidez na água em alguns bairros. Mais informações podem ser obtidas pela Central de Atendimento do Daae, no telefone 0800-505-5200.

 

Daae explica motivos da falta de água

 

Rio Claro tem uma rede de distribuição de água de aproximadamente 925 quilômetros. Desse total, 650 quilômetros, ou 71%, são de tubulação muito antiga, com mais de 80 anos. Há trechos em que essa infraestrutura ultrapassa os 100 anos. Desgastadas pelo tempo, as tubulações antigas rompem com mais facilidade e podem ocasionar interrupção temporária no fornecimento em alguns bairros.

 

OBRAS

 

Questionada pelo Diário sobre novos projetos para resolver problemas de falta de água em várias regiões, a nota da assessoria da prefeitura diz o seguinte.

 

“A prefeitura de Rio Claro e o Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) estão buscando autorização da Câmara de Vereadores para financiamento de R$ 5 milhões para investimentos no Daae, que vão ajudar a melhorar a distribuição de água no município. Se aprovado o financiamento, metade desse valor será usado para quitar contrapartida devida pela gestão anterior com o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) para investimentos em combate às perdas de água.

 

Os outros R$ 2,5 milhões que o Daae espera financiar serão investidos em melhorias na infraestrutura, com renovação da frota e aquisição de novos equipamentos, o que permitirá que diversos processos realizados manualmente por operadores sejam executados de forma automática, resultando na redução de custos e aumento da confiabilidade operacional das estações de tratamento de água.

 

O financiamento que a prefeitura está trabalhando para viabilizar soma no total R$ 60 milhões, e inclui, além dos R$ 5 milhões para o Daae, mais R$ 5 milhões para investimentos na saúde, R$ 30 milhões para pavimentar bairros e trechos sem asfalto e R$ 20 milhões para recapeamento.

 
 

Diário do Rio Claro


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7 de fevereiro de 2019

Prefeitura autoriza aumento de tarifa de ônibus, que vai para R$ 3,90


A tarifa de ônibus do transporte coletivo urbano de Rio Claro vai subir para R$ 3,90, e o novo valor será aplicado a partir de domingo (3).

 

O decreto da prefeitura autorizando o reajuste foi publicada no Diário Oficial dessa sexta-feira (1º).

 

De acordo com a assessoria do poder Executivo, a mudança pretende cobrir o aumento de preço dos insumos que incidem no cálculo tarifário, como como óleo diesel, lubrificante, pneus, chassis e carroceria dos veículos, entre outros.

 

O aumento acontece depois de 17 meses com o preço de R$ 3,80.

 

COMISSÃO

 

O novo valor foi aprovado pela Comissão Municipal de Trânsito (Comutran) após análise da planilha de custos do serviço. O último reajuste da passagem ocorreu em agosto de 2017, quando a tarifa passou a custar os atuais R$ 3,80. Os estudantes, que têm direito a desconto de 50%, passarão a pagar R$ 1,95 pelo bilhete.

 

OPERAÇÃO

 

O sistema municipal de transporte coletivo é operado pela empresa Rápido São Paulo. O serviço beneficia com gratuidade usuários de 60 a 64 anos com renda de até três salários mínimos, de acordo com lei municipal, e todas as pessoas acima de 65 anos, de acordo com lei federal. As crianças menores de cinco também têm direito à gratuidade.

 

INTEGRAÇÃO

 
Em Rio Claro existe a integração, válida em todos os dias da semana para usuários que usam o cartão do transporte coletivo. No sistema integração, quando o passageiro utiliza duas linhas diferentes no prazo de 1h20, a segunda tarifa não é cobrada.

  

Diário do Rio Claro


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31 de janeiro de 2019

Alvos de denúncia do MPF, empresários de Rio Claro (SP) são condenados por megaesquema de fraudes


Proprietários da Luizzi e da Ludival, empresas do ramo moveleiro, envolveram-se em manobras para a sonegação de R$ 127 milhões em impostos entre 2005 e 2009.

 

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), cinco pessoas foram condenadas por participação em um amplo esquema para a sonegação de impostos na região de Rio Claro (SP). Três dos réus fazem parte da família Scussolino, proprietária das empresas Luizzi e Ludival, que fabricam e distribuem móveis a grandes redes varejistas do país. Os irmãos Daniel e Danilo Lunardi Scussolino e a tia deles, Stefânia Santina Scussolino, foram sentenciados a 13 anos e 6 meses de prisão, cada um, pelas irregularidades cometidas entre 2005 e 2009. A pena foi aplicada também a dois funcionários do grupo empresarial envolvidos nas fraudes.

 

O valor total sonegado alcança R$ 127,7 milhões, em cifras da época. Trata-se de uma das maiores quantias de impostos suprimidos já registradas pela Receita Federal na região. O articulador do esquema era o empresário Luiz Antônio Scussolino, morto em 2016. Pai de Daniel e Danilo, ele era irmão e sócio de Stefânia na Ludival, companhia responsável por quase todo o faturamento do grupo no período em que as fraudes foram praticadas. Com manobras patrimoniais e a falsificação de documentos, a família não só burlou o fisco como também procurou preservar os bens da empresa contra possíveis execuções fiscais e cobranças de credores.

 

Os investigadores identificaram a emissão de mais de 1,3 mil notas fiscais falsas, que totalizam R$ 154,1 milhões, para a simulação de dívidas da Ludival. Os documentos, expedidos em nome de supostos fornecedores de espuma, tecido e madeira, eram a base para a realização de pagamentos fictícios com cheques. Os envolvidos endossavam as folhas, indicando no verso que deveriam ser descontadas não em nome dos fabricantes dos insumos, mas em favor de outras firmas integrantes do próprio grupo empresarial. Assim, além de reduzirem a base de cálculo de impostos por meio da elevação forjada dos custos, os empresários descentralizavam o patrimônio da Ludival, impedindo eventuais bloqueios e penhoras.

 

Sem bens em seu nome, a companhia acabou imune, por exemplo, a tentativas de bloqueios relativas a sanções já impostas pela Receita, no valor de R$ 340,2 milhões, após a constatação do total sonegado. “Todos estes trâmites realizados pelas empresas evidenciam que se tratava de um grupo econômico que dissimulava a ocultação do patrimônio que seria objeto de cobrança e de futuras execuções cíveis e fiscais, já que remetia a outras pessoas jurídicas patrimônio que era da Ludival”, destacou a sentença da 1ª Vara Federal de Piracicaba, onde está em curso a ação penal proposta pelo MPF.

 

Notas fiscais frias e endosso de cheques não eram as únicas práticas irregulares de que os réus lançavam mão. As investigações apontaram o uso de carimbos falsos da Secretaria da Fazenda do Paraná em documentos fiscais, a assinatura de um contrato simulado de locação de imóvel e a constituição de empresas de fachada. Uma delas, a ADA, criada para a simulação de pagamentos, estava em nome de Maria José Gouveia Gasparini e Francisco Mauro Scabora, também condenados. Os dois funcionários do grupo eram as únicas pessoas físicas que não pertenciam à família Scussolino a figurarem em quadros societários de empresas que orbitavam a Ludival.

 

As penas de 13 anos e 6 meses correspondem aos atos de falsidade ideológica, associação criminosa e falsificação de documentos particulares e sinais públicos. O período de prisão estabelecido poderia ser ainda maior não fosse a prescrição do crime de fraude à execução fiscal. A sentença não considera também a própria prática da sonegação de impostos, uma vez que é necessário aguardar a conclusão do procedimento administrativo da Receita de constituição da dívida tributária para que os envolvidos possam ser denunciados pelos ilícitos.

 

O número da ação penal é 0003729-98.2012.403.6109. A tramitação pode ser consultada aqui.

Leia a íntegra da sentença

 

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
(11) 3269-5701
prsp-ascom@mpf.mp.br
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facebook.com/MPFSP


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29 de janeiro de 2019

Quando carro ou geladeira valem mais que as vidas sacrificadas em Brumadinho


Enquanto a vida de um só ser humano valer menos que um eletrodoméstico, continuaremos sem esperança de redenção no túnel sem saída da barbárie.

 

Aos que acompanhamos a tragédia da represa da mineradora Vale que desmoronou em Minas Gerais, e o número de vítimas mortais que aumenta a cada momento, só resta a indignação, a dor e a solidariedade com as famílias enlutadas. Indignação porque a catástrofe poderia ser evitada, como indicam todos os especialistas, e dor e solidariedade com as famílias em pranto.

 

Ficou evidente, apenas três anos depois do crime de Mariana, cujas feridas continuam abertas, que mais uma vez o lucro e a corrupção prevaleceram sobre a preocupação quanto a possíveis vítimas. E isso gera indignação e desespero para aqueles que se viram afetados e se sentem imponentes frente a esses gigantes complexos mineradores protegidos pela impunidade.

 

Em meio ao luto vivido pelo Brasil e ao sentimento de impotência que sacode as pessoas normais, a grande solidariedade das pessoas com as famílias atingidas serviu como único sopro de esperança de que a consciência solidária dos brasileiros não morreu e continua palpitando frente à dor causada pela avareza do capitalismo selvagem.

 

Em meus muitos anos de jornalismo, estou acostumado a relatar e analisar muitas outras catástrofes mundo afora, mas mesmo assim houve uma declaração de um político mineiro que me causou um mal-estar difícil de expressar. Eu a li no blog do jornalista, escritor e agudo polemista Reinaldo Azevedo. É um tuíte de Evandro Negrão Jr., vice-presidente do partido Novo no Estado de Minas, cenário da tragédia. Precisei ler várias vezes o texto, que Azevedo qualificou como “latrina”, para me convencer de que não estava alucinando.

 

Nele, o político, correligionário do atual governador de Minas, Romeu Zema, escreve que de fato os mortos de Brumadinho dão pena, mas que o importante é essa maravilhosa empresa que arranca minérios do coração da terra. Ou será que os brasileiros preferem ficar sem carros e sem geladeiras em vez de perder um punhado de vidas? E conclui que o importante é que a empresa retome sua atividade o quanto antes, para continuar produzindo materiais sem os quais ficaríamos privados de eletrodomésticos.

 

E as vítimas? Que a Vale pague uma multa. O político foi até generoso com os mortos: pede que seja uma “grande multa”. E a prisão para os possíveis responsáveis? Isso seria um castigo exagerado para uma empresa tão fantástica que, conforme escreve, torna o mundo “muito melhor”.

 

Não, não é uma fake news. Eis o texto literal:

 

“Lamentável, muito dolorido e MUITO sofrido o desastre de Brumadinho, mas n/ podemos demonizar a Vale. É uma baita empresa, sem minério n/ tem carro, avião, nem geladeira e o mundo é muito melhor c/ empresas como ela do q sem. Ela errou, deve pagar 1 grande multa e voltar a funcionar asap.”

 

Enquanto a vida de um só ser humano valer menos que um eletrodoméstico, continuaremos todos apanhados e sem esperança de redenção no túnel sem saída da barbárie. O texto do político do Novo é a melhor elegia do capitalismo em estilo puro, para quem o lucro é seu único bezerro de ouro digno de culto. O resto, o pranto das pessoas que tiverem que ser sacrificadas em seu altar, são um apêndice, um parêntese, uma insignificância. Menos que uma geladeira.

 

Afinal, o que são algumas dezenas de vítimas a mais ou a menos, em um país com mais de 200 milhões, frente à felicidade de poder ter nossas casas repletas de eletrodomésticos? Não se trata de condenar o sistema capitalista, sempre melhor que o da Coreia do Norte, mas sim de fazermos isso convencidos de que uma só vida humana sempre continuará valendo mais que todo o ferro e o ouro do mundo.

  

Fonte: El País
Foto: Mulher chora ao observar os estragos causados
pelo rompimento da barragem em Brumadinho.
PEDRO VILELA GETTY IMAGES


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28 de janeiro de 2019

Prefeito defende economia, mas não corta comissionados, conforme determina MP


Em meio aos discursos de economia aos cofres públicos, prefeitura de Rio Claro segue sem acatar a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que determinou a exoneração de quase 300 cargos em comissão (cargos de confiança).

 

Levantamento feito no Portal da Transparência aponta que exatos 274 comissionados devem ser atingidos pela decisão por ocuparem os referidos cargos. Do total, 89, além de ocuparem as funções de confiança, também são funcionários de carreira.

 

DECISÃO

 

A decisão do TJ-SP se baseia no argumento do Ministério Público de São Paulo que alega que a disposição de cargos no âmbito da administração pública afronta as regras constitucionais.

 

De acordo com o MP, os cargos em questão não podem ser considerados de direção, chefia e assessoramento, visto que consistem em funções técnicas e burocráticas que devem ser exercidas por funcionários efetivos.

 

PRIORIDADES

 

Sem cortar os cargos em comissão, que representaria significativa economia aos cofres públicos, a prefeitura deixa de priorizar áreas de primeira necessidade, como a saúde, que padece de investimentos por falta de recursos.

 

As reclamações são cada vez mais constantes e as redes sociais se transformaram no instrumento da população para criticar o prefeito e seu secretariado.

 

PREFEITURA

 

Em entrevista ao Diário do Rio Claro, o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria (Democratas), declarou que pretende atender a determinação judicial, tão logo for julgado o recurso apresentado pelo poder público. “Dependendo a decisão, vamos passar por uma readequação”, disse.

 

O secretário de Negócios Jurídicos, Rodrigo Ragguiante, disse que a lei que criou os cargos e é questionada pela justiça é de 2014. “Já ação foi ajuizada em 2018. Cabe à prefeitura elevar essa discussão e recorrer. O que a justiça determinar será feito. Decisão judicial não se discute, se cumpre”, finaliza.

 

Fonte: Diário do Rio Claro


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28 de janeiro de 2019

Idoso é preso por atentado violento ao pudor na rodoviária de Rio Claro


No início da tarde deste sábado (26), por volta das 12 horas, os GCM’s Sepúlveda e Ernesto, escalados pelo Terminal Rodoviário, foram solicitados por uma jovem de 18 anos, que tinha acabado de desembarcar de um ônibus que veio da cidade de Leme (SP). A mesma informou que durante a viagem, sentou-se do seu lado um senhor, e que o mesmo olhava muito para ela. Poucos instantes depois, ele tocou a perna dela, e ao olhar para ele, a mesma percebeu que ele tocava sua genitália, enquanto tentava acariciá-la. Ela saiu de perto do homem, e logo que desembarcou na Rodoviária de Rio Claro (SP), avistou os Guardas e pediu por ajuda.

 

Com apoio da Viatura 484, os GCM’s Barros e Nazaré, abordaram o idoso J.E., de 63 anos, próximo ao banheiro do Terminal Rodoviário. Indagado pelos fatos dos quais estava sendo acusado, o mesmo negou. Após busca pessoal, foi localizado com o mesmo, um cigarro de maconha, e em sua bagagem, vários objetos suspeitos, entre eles, uma algema erótica, um chicote, doces, balas, chocolates, bexigas e um boneco.

 

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Objetos comumente usados por quem deseja atrair crianças, ou que provavelmente teria intenções sexuais com alguém. Consultado seus antecedentes, foi verificado que possuía várias passagens nos meios policiais, inclusive já esteve preso por roubo e tráfico de drogas.

 

Diante dos fatos, partes e objetos foram conduzidos ao Plantão de Polícia, onde a Autoridade de Plantão deu voz de prisão ao indivíduo, por Flagrante de Atentado Violento ao Pudor, o mesmo permaneceu a disposição da justiça.

  
Fonte: Guarda Civil Municipal – GCM


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25 de janeiro de 2019

Bandidos roubam arma e colete de vigilante do Cemitério Municipal


A ocorrência foi registrada na tarde de terça-feira (22), por volta das 14 horas.

 

O vigilante que faz a segurança do local foi rendido por dois bandidos enquanto fazia ronda pelo local. Eles roubaram a arma e o colete do profissional. Em seguida, fugiram do local em um veículo que estava à espera do lado de fora.

 

A região não conta com câmeras de segurança do município. O cemitério possui vigilância armada desde junho de 2018, quando os serviços de segurança passaram a ser administrados por uma empresa contratada pela prefeitura.

 

PREFEITURA

 

A prefeitura, em nota, disse que o fato foi informado à empresa responsável pela segurança para que sejam tomadas as providências cabíveis. Segundo a prefeitura, desde quando a vigilância começou o número de furtos e reclamações diminuiu consideravelmente devido ao monitoramento diário e um controle maior de quem entra e sai do cemitério. O serviço de vigilância funciona 24 horas.

 

EMPRESA

 
A equipe do Diário do Rio Claro conversou com um dos responsáveis da empresa que foi até o cemitério para uma reunião, porém, disse que a empresa, até o momento, não iria se manifestar. “Estamos ainda apurando o ocorrido”, disse.

  

Fonte: Diário do Rio Claro


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23 de janeiro de 2019

Espaço Livre do Lago Azul está sem iluminação, fios de energia elétrica são furtados novamente


O Lago Azul em Rio Claro/SP mais uma vez está sem iluminação devido a um furto de fios de energia elétrica na madrugada desta terça-feira (22).

 

Ladrões furtaram toda a fiação das quadras poliesportiva e do barracão utilizado para a realização de eventos.

 

O local está completamente abandonado e às escuras. Foram furtados aproximadamente 1.300 metros de fios.

 

“Infelizmente mais uma vez o parque sofre vandalismo. Esse tipo de crime prejudica os usuários e gera gastos ao poder público porque os cabos têm que ser repostos para que a iluminação seja restabelecida”, explica Emílio Cerri, secretário municipal de Agricultura, Abastecimento, Silvicultura e Manutenção.

 

A prefeitura irá providenciar os reparos dos danos, mas isso levará algum tempo, “A prioridade inicial é para o setor que abriga a sede da Vigilância Patrimonial e campo de bocha”, afirma o secretário Emílio.