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29 de janeiro de 2018

“Ser trans no Brasil é transgredir”. A frase, dita por Marina Reidel, coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), resume a vida de quem tem que lutar por trabalho, políticas de saúde, contra a violência e, inclusive, pelo reconhecimento da própria existência. Para evidenciar as particularidades dessa população, o dia 29 de janeiro foi consagrado como Dia da Visibilidade Trans – população que engloba travestis, bem como homens e mulheres trans. A data marca uma das primeiras iniciativas públicas contra a transfobia, a campanha Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos, lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde.

 

De lá para cá, conquistas foram obtidas por essa população. Uma das mais importantes foi o decreto presidencial, publicado em abril de 2016, que autorizou o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal. Como resultado disso, segundo Marina Reidel, órgãos públicos têm discutido o tema e publicado regras sobre uso do nome social, sendo a mais recente a resolução do Ministério da Educação que autoriza o uso do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares da educação básica, decisão que reforça uma anterior, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais.

 

O caminho para a superação do preconceito, contudo, é longo, e muitas portas fechadas são encontradas pelas pessoas que assumem uma identidade de gênero diferente do sexo biológico. Para Marina Reidel, a sociedade brasileira é “transfóbica” e condiciona as pessoas a viverem a hetenormatividade [a heterossexualidade como padrão impositivo]. Por isso, “ser travesti no Brasil é prova de resistência e embate na luta por políticas públicas de igualdade de direitos. Somos cidadãs e cidadãos; temos o direito de viver nossas vidas como nos compreendemos”, defende.

 

 

 

 

Uma grave evidência dessa situação foi explicitada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017. O estudo comprova que, apenas em 2017, ocorreram 179 assassinatos de travestis ou transexuais, o maior índice de homicídios relacionados à transfobia em 10 anos . Isso significa que, a cada 48 horas, uma pessoa trans é morta no país. Organizações que atuam em defesa dos direitos dessa população apontam que políticas são necessárias para romper com esse cenário de violência. Hoje, isso faz com que a expectativa de vida dela seja de, aproximadamente, 35 anos, conforme a pesquisa que resultou no livro Travestis Envelhecem, do doutor em psicologia social Pedro Sammarco.

 

Marginalização

 

Cientista político, Marcelo Caetano afirma que a realidade das pessoas trans no Brasil atual é a da marginalização. “Números apontam que mais de 90% das mulheres trans trabalham com prostituição: quando todo um segmento populacional é relegado a uma única profissão, especialmente uma tão marginalizada, não se pode falar em vontade e autonomia, mas sim na total falta de opção e completa exclusão das possibilidades da vida social”, alerta.

 

Hoje com 30 anos, Caetano assumiu sua real identidade de gênero aos 18, e enfatiza que não há sequer dados sobre a existência de homens trans como ele, “o que por si só já diz muito sobre o estado das coisas”. Diante do quadro, diz ser “urgente compreender que as diferenças nos fazem melhores como sociedade, como indivíduos, por isso não devem nunca ser fator de exclusão. É preciso entender que vidas trans importam, e nos garantir emprego, educação, saúde e outros direitos fundamentais é apenas nos tratar como o mínimo: seres humanos”.

 

As duas dimensões – do desafio e das possibilidades – também são evidenciadas pela presidenta da Antra, Keila Simpson. Embora ser trans seja, para ela, “enjaular um leão a todo dia”, é também ser perseverante e sonhadora. “É sonhar que a luta de hoje é lutada para que quem venha depois de nós possa experimentar alguns avanços que a gente conseguiu plantar. Por mais adversidades que a gente tenha, e a gente tem todos os dias, existe ainda esperança de continuar na luta, de reagir, de saber que um dia a gente vai viver num país mais igual para todas nós”.

 

 

Helena Martins – Repórter da Agência Brasil

www.agenciabrasil.ebc.com.br

 

 

Denuncie sempre! – www.movimentolgbt.com.br/denuncie

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12 de dezembro de 2017

Você já imaginou ser agredido apenas por existir? E por abraçar, beijar ou andar de mãos dadas com alguém que você ama?

 

A população LGBT já. Na verdade, não apenas imagina, como sente na pele todos os dias a violência física e verbal e a discriminação.

 

Some a isso o despreparo policial e a falta de uma lei que trate desses tipos de agressão, e você terá um mar de casos não resolvidos, subnotificados e uma sociedade que, em boa parte, acredita que homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia não existem e, consequentemente, não precisam ser combatidas.

 

O HuffPost Brasil e o Curso Abril de Jornalismo se uniram para investigar o labirinto das denúncias de LGBTfobia no País, entender a disparidade das estatísticas existentes e, sobretudo, ouvir a voz das vítimas do ódio pelo diferente.

 

O resultado é a nossa série especial Como a LGBTfobia se esconde no Brasil?

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Somos a nação que mais mata pessoas trans no mundo. De acordo com a ONG alemã Transgender Europe e seu mapa de monitoramento, foram 546 casos entre 2011 e 2015. Para se ter uma ideia, o segundo lugar, o México, teve 190 no mesmo período.

 

Quando contamos os assassinatos de lésbicas, gays e bissexuais nestes últimos quatro anos, o número, contabilizado pelo Grupo Gay da Bahia, salta para 1.560. Já as denúncias de violência reportadas ao poder público federal por meio do Disque 100 totalizam 8.099.

 

Os dados vêm de diferentes frentes, e a fragmentação das informações é um dos principais problemas enfrentados por uma sociedade que precisa urgentemente de políticas públicas que eduquem os cidadãos sobre a diversidade.

 

A violência não está apenas nas ruas e não vem exclusivamente de desconhecidos. Ela está presente em todos os âmbitos da sociedade e pode surgir de quem menos se espera. Pais, mães e irmãos são citados em grande parte dos relatos como os primeiros agressores. Foi assim a primeira experiência de LGBTfobia, sofrida pela professora Bárbara Souza, hoje com 23 anos.

 

Eu tinha 12 anos. Minha mãe e meu padrasto bateram com o chinelo na minha cara, falando que eu só podia ser lésbica se não estivesse debaixo do teto deles.

 

Vinícius de Vita, jornalista de 22 anos, relembra o sentimento de culpa ao se identificar como homossexual.

 

“Quando me descobri gay, achava que era uma doença e que meus pais deveriam ter percebido antes para dar tempo de me curar. Quando tinha 17 anos, cheguei a falar para eles: ‘agora é tarde demais, não dá para voltar atrás, eu já estou velho’. Eu não queria contar para eles porque não queria ser uma decepção.”

 

Vinicius e Bárbara foram localizados por nossa reportagem em nosso mapeamento próprio da LGBTfobia no Brasil (ler mais abaixo).

 

Como os dados não são unificados e, na maioria das vezes, nem computados pelas secretarias de Segurança Pública dos estados, não há relatórios que comprovem a real dimensão do problema.

 

O despreparo das delegacias

 

O ator Gabriel da Silva Cruz, de 24 anos, decidiu não ficar quieto ao ser intimidado em um restaurante por dois funcionários enquanto aguardava seu namorado voltar do banheiro.

 

Eles tinham acabado de trocar um selinho e ouviram que não deveriam ter feito aquilo pois estavam em um ambiente familiar. Para contestar a abordagem, o casal resolveu dar outro beijo.

 

A resposta foi imediata: o garçom e o segurança do local acabaram quebrando o nariz e abrindo o supercílio de Jonathan de Favari, namorado de Gabriel. O casal relembra o que ouviu do segurança:

 

Você tá achando que a gente é preconceituoso, seu babaca? Já tirei sangue do seu namorado, para tirar sangue da sua cara não custa nada. Chama a polícia, vamos ver quem tem razão” disse o segurança ao casal. O caso aconteceu em 2014, em São Paulo, e foi divulgado na mídia e nas redes sociais, mas pouco foi dito sobre uma das principais partes desta história: o despreparo da polícia para lidar com esse tipo de situação.

 

Depois de chamarem uma viatura, Jonathan e Gabriel foram desencorajados a prestar queixa pelos próprios policiais. Os dois insistiram e acabaram indo a delegacia ao lado do garçom que os agrediu. “A todo momento, coisas esquisitíssimas aconteciam. O garçom não sabia seu RG, telefone, endereço, mas ficou com uma cópia do nosso boletim de ocorrência com todos os nossos dados”, conta Gabriel. “No documento, ficou registrado como agressão corporal leve. A versão do garçom foi ele quem escreveu, ele quem redigiu, ele quem assinou. A nossa versão foi o policial quem escreveu e a gente só assinou.” Ainda pior: eles contam que o policial se referiu ao casal como “viadinhos” ao contar o caso para o delegado.

 

Em São Paulo, uma lei estadual penaliza estabelecimentos por homofobia. Se uma loja ou restaurante paulista discriminar por orientação sexual, terá que pagar multa e pode até ter a licença de funcionamento cassada.

 

Mas muita gente não tem conhecimento da legislação. Nem os empresários, tampouco os representantes do Estado na segurança pública.

 

“Estávamos em uma situação de fragilidade extrema, sem ter conhecimento dos procedimentos legais que envolvem essa burocracia toda, e a única entidade que esperávamos que nos acolhesse era a polícia”, lamenta Gabriel. “Os policiais foram absolutamente machistas e homofóbicos, assim como o garçom. Então é como se estivéssemos sendo agredidos mais e mais, a noite inteira.”

 

Boa parte da população LGBT tem medo da própria polícia ou não acredita que ela possa atuar diante de uma manifestação de ódio. Vinícius, o jornalista gay, já levou pedradas em uma praça, ao lado de um comboio policial — que simplesmente ignorou o que estava acontecendo.

 

Eu não teria coragem de ir a uma delegacia e conversar com a polícia porque eles não dão nenhum tipo de respaldo para nós. Quem vai à delegacia registrar uma agressão é tratado de forma negligente, porque o crime que vai ser classificado é o de agressão. Nunca vai ser homofobia, que é um crime de ódio.

 

A produtora cultural Daniela Biancardi, 40 anos, endossa o coro:

 

“Na maioria dos casos, os delegados falam: ‘Que isso, cara? Você me vem com esse problema? Você tá louco? Se você é maricas, se cuida, para de ficar se mostrando desse jeito pros outros’. É difícil acreditar na polícia como um órgão que nos defenda. Eu não vejo horizontalidade nesse lugar da defesa pública de segurança. Eu não confio nos caras.”

 

Mas é possível que a polícia seja uma aliada nessa luta. Um exemplo é a Delegacia de Repressão a Crimes Homofóbicos de João Pessoa, a única do País que trata exclusivamente das demandas LGBT e é reconhecida pela comunidade e por entidades como um espaço de acolhimento.

 

Como a informação se perde

 

Não há dados concretos que comprovem como a LGBTfobia é grave no Brasil, já que apenas algumas delegacias registram a real motivação dos crimes contra homossexuais nos boletins de ocorrência.

 

Sem essas informações, é muito mais difícil formular políticas públicas que respondam ao problema. Falta educação nas escolas, com conversas que abordem orientação sexual e identidade de gênero, além de treinamento específico aos funcionários das delegacias para identificarem, orientarem e darem apoio às vítimas.

 

“Para além desse jogo de empurra que ouvimos como desculpa, o que falta mesmo é vontade política em todos os âmbitos: federal, estadual e municipal. Isso acontece quando a presidente da República proíbe a distribuição do kit anti-homofobia, reconhecido pela Unesco como importante material pedagógico a ser trabalhado nas escolas, e vai a público dizer que seu governo ‘não fará propaganda de opção sexual’”, examina o delegado Mário Leony, de Aracaju (SE), também membro do Grupo de Trabalho LGBT da Secretaria Nacional de Segurança Pública. “Acontece quando a campanha de prevenção a aids para jovens gays é impedida de ser veiculada. Acontece quando as polícias estaduais tratam com descaso ou truculência as ocorrências envolvendo LGBTs. Acontece quando estados e municípios retiram dos planos de educação as discussões de gênero e diversidade sexual.”

 

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Não há dados fidedignos porque não existe uma lei nacional, argumenta a coordenadora-geral da promoção dos direitos LGBT, Symmy Larrat, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

 

“Atualmente, a homofobia não é agravante. O termo é usado e conhecido no movimento [gay], mas não tem justificativa criminal. Nos boletins de ocorrência não há espaço para motivação. Alguns estados contam com o campo, mas a falta de uma lei nacional faz que o sistema não seja unificado. Ou seja, se fôssemos contar, ia parecer que alguns estados são mais violentos, já que eles registram, o que pode não ser verdade.”

 

A aprovação de um marco legal que criminalize a homofobia e transfobia é uma demanda de boa parte da população LGBT e das delegacias especializadas, bem como da própria Secretaria de Direitos Humanos, que tem dificuldade para coletar os dados e divulgá-los no seu Relatório de Violência Homofóbica, única referência governamental em mapeamento da LGBTfobia no Brasil.

 

“Lamentavelmente, inexiste legislação específica para o enfrentamento, prevenção e contenção desse tipo de violência, a exemplo da Lei Maria da Penha, que protege as mulheres. O PLC 122, que buscava criminalizar a homofobia, equiparando-a ao racismo, foi sepultado no Congresso Nacional, onde a cidadania LGBT enfrenta boicote ferrenho pela bancada conservadora e fundamentalista”, critica o delegado sergipano.

 

É possível às autoridades colher informações sobre feminicídios porque há a opção de filtrar estatísticas pelo sexo biológico (feminino ou masculino) nos bancos de dados — do Sistema de Informação sobre Mortalidade e DataSUS (Ministério da Saúde), do Instituto de Medicina Legal (IML) e do IBGE — e, a partir daí, cruzá-las com outras informações.

 

Mais uma vez, o fato de a maior parte das delegacias não anotar orientação sexual, identidade de gênero, nome social ou mesmo a motivação do crime contra homossexuais acaba impossibilitando a contagem da LGBTfobia. A ficha do IML, inclusive, não possui campo para esses dados.

 

O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) foi criado com o intuito de padronizar a forma como todos os crimes são anotados. Lá já é possível preencher campos de orientação sexual, identidade de gênero e nome social, por exemplo, e resta às delegacias e secretarias de Segurança Pública estaduais realizarem o cadastro dos dados de forma completa.

 

Para que isso passe a ocorrer, seria necessária toda uma mudança nos boletins de ocorrência estaduais, como houve em São Paulo, no fim do ano passado. A fim de motivar o correto preenchimento da ferramenta, os estados que não o fizerem são prejudicados no recebimento de recursos do governo federal, conforme explicado no site oficial do sistema.

 

Atualmente, no relatório do governo, não estão incluídas as ocorrências policias, mas apenas as denúncias do Disque 100 (também conhecido como Disque Direitos Humanos), da Ouvidoria do SUS e da Ouvidoria da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

 

Para suprir essa subnotificação de agressões e mortes por LGBTfobia, o Grupo Gay da Bahia elabora uma contagem hemerográfica (por meio de notícias divulgadas na mídia). A associação é a principal fonte de coleta e análise de dados de mortes por ódio a LGBT, e seu levantamento anual é usado por ONGs do mundo todo.

 

Até a ONU, quando precisa de um panorama sobre o assunto, compara dados do governo com os de organizações da sociedade civil para “tornar as informações mais próximas da realidade”, diz o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil.

 

Uma alternativa para a falta de dados

 

A maior quantidade de denúncias vem por meio do Disque 100, mas ele ainda é pouco conhecido e utilizado pela população LGBT, conforme o HuffPost Brasil apurou em dezenas de entrevistas com homossexuais agredidos.

 

Em 2015, foram contabilizadas 1.201 notificações, mas poderia ser muito mais, se houvesse campanhas e mais colaboração dos estados na divulgação do telefone.

 

Em 2012, as polícias estaduais investiram mais recursos para divulgar o Disque 100 e, por isso, mais denúncias foram feitas:

 

 

 

 

“Eu não voltaria a falar com o Disque 100. A vez que precisei, tive que ligar três vezes até me atenderem e eles foram extremamente grossos e sem nenhuma empatia, mesmo eu estando em uma situação de fragilidade”, relembra Marina Garcia, 22 anos, profissional de Rádio e TV.

 

Atualmente, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) encabeça um projeto de lei para criminalizar diversas manifestação de intolerância, incluindo aquelas contra a população LGBT. Violência por orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero seria agravante, podendo aumentar a pena de outros crimes.

 

Além disso, o PL 7582/2014 busca estimular estudos e pesquisas que possibilitem mapear esses delitos, melhorar o atendimento policial especializado e punir aqueles que impedem a entrada da comunidade LGBT em transportes públicos e o acesso a empregos, estabelecimentos de ensino e todo tipo de espaço público ou privado.

 

Criminalizar a homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia pode não mudar a mentalidade da população que pratica essas violências, mas sem dúvida ajudaria a padronizar o modo como os órgãos públicos registram as ocorrências e descortinaria a realidade das violências contra LGBT.

 

Em uma tentativa de tirar os dados sobre LGBTfobia do armário, o HuffPost Brasil produziu um mapa colaborativo, que está no ar desde o início de março. Em apenas três semanas, a iniciativa já reuniu cerca de 500 relatos de agressões sofridas por LGBT –  Postado HuffPost Brasil  –  24/03/2016 

 

Caso você tenha sofrido ou presenciado algum caso de violência, pode ajudar nosso mapeamento aqui.

Como a LGBTfobia se esconde no Brasil

Texto: Nathalia Levy e Germana Zanettini

Reportagem: Nathalia Levy, Germana Zanettini, Daniela Flor, Lucas Baptista, Dayane Saleh, Mauricio Fidalgo, Lynn Court e Tainá Ceccato

Identidade visual, ilustrações e infografia: Tainá Ceccato

Edição: Diego Iraheta

 

 

Fonte: HUFFPOSTBRASIL


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30 de novembro de 2017

Estamos caminhando para a reta final da 4ª Conferência Municipal de Cultura 2017  que Promove Eleição dos Novos Conselheiros do CONCULT – 27 a 30 de Novembro

 

O Conselho de Cultura é extremamente importante para a comunidade, e a participação de toda a Sociedade Civil se faz necessária nesse momento.

 

É momento de Decisão,  onde escolheremos os nossos Representantes para o Conselho de Cultura do nosso Município para os próximos anos.

 

Gostaríamos de contar com a sua presença no dia de HOJE para as Eleições dos Delegados e Conselheiros de Cultura.

Obs.: Não precisa mais se credenciar para votar.

 

Para as representatividades municipais LGBT indicamos 3 candidatos e gostaríamos de pedir o seu apoio para eles!

Delegada: Leila Pizzotti
Conselheiro de Cultura: Caique Peixoto
Suplente: Bruno Santoro

 

É muito importante a sua presença nesse momento, onde podemos começar um novo momento em nossa Cultura Municipal.

 

Para participar da Eleição,  basta estar presente na Philarmonica (Rua 5, esq. Av 5, Centro), as 19h30, hoje, 30/11/2017 e participar da Plenária para as Eleições.

 

Contamos com o seu voto e com a sua confiança.

Movimento LGBT+ de Rio Claro/SP

Att, Caique Peixoto

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21 de novembro de 2017

Episódios de homofobia estimulam ações que se amontoam nos tribunais do país

 

SÃO PAULO — O debate no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a doação de sangue por homens homossexuais, que foi suspenso no mês passado, é apenas uma entre as diversas ações na Justiça propostas pelo público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) para garantir seus direitos. Episódios de homofobia estimulam ações que se amontoam nos tribunais do país e chegam até a última instância com pedidos como o direito de usar o banheiro conforme identificação pessoal, maior proteção no ambiente escolar e a substituição do nome e do sexo na carteira de identidade sem precisar da cirurgia de redesignação de gênero. Esta última questão está pautada para ser votada amanhã (quarta-feira) no STF.

 

A estudante de Psicologia e atriz Dodi Leal, de 33 anos, busca há meses na Justiça de São Paulo o direito de trocar o nome de batismo, ainda no masculino, em seu registro civil.

 

— Não acredito que, em pleno 2017, a gente esteja discutindo o direito de colocar um nome na carteira de identidade — desabafa.

 

Há dez anos utilizando o nome social, Dodi exibe, orgulhosa, os cartões dos bancos, do plano de saúde e até o CPF com a retificação. Mesmo assim, ela ainda briga com serviços de telefonia, TV por assinatura e companhias aéreas para ser atendida pelo nome que escolheu: “Significa ‘amada’ em hebraico”, frisa ela, que nunca pensou em modificar o corpo.

 

— Ser trans não é necessariamente fazer transformação corporal. Essa condição de modificação nos oprime. Vivi muito tempo achando que o feminino que habita em mim não tinha legitimidade por não ter feito mudanças. Sou a mulher que sou sem precisar mexer em nada.

 

Em 2009, a Procuradoria Geral da República (PGR) ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para que pessoas na mesma condição de Dodi não compartilhem mais essa experiência. A relatoria está nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, do STF.

 

Já a ação que visa ao fim das normas que impedem homens homossexuais de doarem sangue pelo período de um ano após a última relação sexual, proposta pelo PSB, foi suspensa por tempo indeterminado depois de o ministro Gilmar Mendes pedir vista. Cinco dos 11 ministros já votaram. No placar, quatro votaram a favor e um parcialmente a favor da inconstitucionalidade das regras atuais estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). O argumento principal é o de que, estatísticamente, homens gays constituem o maior grupo de risco de contaminação do sangue por doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.

 

Enquanto o julgamento segue suspenso, casos como o do publicitário de Recife Gabriel Dias, de 29 anos, vêm se multiplicando. Em setembro deste ano, a tia dele descobriu um tumor e precisou ser operada às pressas. O hospital onde ela se encontrava pediu doações para o estoque de sangue. Quando chegou sua vez, foi barrado ao afirmar ter mantido relações com outros homens.

 

— Saí extremamente constrangido, pois meus parentes não entenderam o porquê de não ter doado e nem tive coragem de falar. Agora estou otimista que os demais ministros entendam o quão inconstitucional e discriminatória é essa portaria. Não faz sentindo impedir um determinado grupo, considerando a orientação sexual e não a conduta dele — opina o jovem.

 

A presidente do Conselho LGBT de Niterói, Bruna Benevides, passou pela mesma situação. Ela, que é transexual, e o companheiro, com quem está casada desde 2011, já foram impedidos em algumas ocasiões de doar de sangue:

 

— Somos vistos como vetores de doenças como Aids. É preciso que se adote outra política para a doação sem criminalizar e estigmatizar ninguém, sem que impeça a igualdade.

 

O STF analisa ainda pedido ajuizado pelo PSOL, em março deste ano, para que as escolas públicas e particulares atuem na prevenção e coibição do bullying homofóbico. O advogado do partido Paulo Iotti, do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (Gadvs), avalia que é dever do Ministério da Educação estabelecer parâmetros para que esses espaços promovam a tolerância.

 

— Somos acusados de querer transformar a criança em gay e defendem que a homossexualidade é opção, mas estudos apontam que não é. Esse discurso é usado de má-fé. A escola não pode proibir a discussão sobre o tema — analisa Iotti.

 

Para a estudante de Direito Daniella Veyga, de 23 anos, a discriminação dentro das salas de aula já virou rotina, acarretando no que chama de exclusão escolar. Natural de Cuiabá (MT), ela foi diretora LGBT da União Nacional dos Estudantes (UNE) e conta que testemunhou inúmeros casos de preconceito:

 

— Já vi muitas meninas desistirem do Ensino Básico por conta da opressão. A escola se omite e joga o “problema” para os pais, que por sua vez deixam seus dogmas falarem mais alto. No Ensino Médio, quando comecei minha transformação, em 2013, fui proibida de usar o banheiro feminino e sofri represálias, mas dei a cara a tapa e a direção recuou.

 

GARANTIAS CONSTITUCIONAIS

 

O uso do banheiro é objeto de um Recurso Extraordinário (RE) registrado há dois anos, depois que uma pessoa transexual teria sido constrangida por um funcionário de um shopping em Florianópolis (SC) ao tentar entrar num sanitário feminino. O texto da ação, cujo julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux, informa que a decisão atingirá, ao menos, 778 processos sobre o assunto.

 

Diferente de uma ADI, quando uma entidade entra com ação para declarar uma lei inconstitucional, o RE julga um caso específico, mas que pode servir de parâmetro para outros semelhantes, conforme explica o advogado Marcelo Gallego, presidente da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Jabaquara, em São Paulo.

 

— Cada juiz interpreta um caso conforme suas convicções, mas se o Supremo bate o martelo, a decisão servirá como referência e dificilmente o magistrado impedirá.

 

O defensor federal Erik Boson, coordenador do Grupo de Trabalho Identidade de Gênero e Cidadania LGBTI da Defensoria Pública da União (DPU), observa que frequentemente identifica “questões de fobia” durante os debates em cima dessas ações. Ele conta, por exemplo, que numa discussão sobre o uso do banheiro por pessoas trans levantou-se a possibilidade de “homens vestidos de mulher serem potenciais estupradores”.

 

— Não se reconhece a mulher trans. Acham que são homens que vão se vestir de mulher para atacar — aponta Boson. — A defesa das garantias constitucionais necessita de um órgão como o Supremo para tomar algumas decisões, às vezes não populares. Mas estamos tentando atuar em todas as instâncias para isso acontecer.

 

Veja também

 

Fonte: O Globo


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17 de novembro de 2017

A Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Rio Claro, realizará de 29 de novembro a 02 de dezembro de 2017, o IV Congresso Internacional Sexualidade e Educação Sexual: Olhares, Saberes e Fazeres em Sexualidade e Educação Sexual. Este é o quarto Congresso de uma sequência que se realiza, alternada e bianualmente, em Portugal e no Brasil, nas instituições que alojam um grupo de investigadores/as que trabalham colaborativamente em investigação sobre Sexualidade e Educação Sexual e que constituem a rede responsável por esta iniciativa: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Brasil; Universidade de Lisboa (UL), Universidade de Aveiro (UA), Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), Universidade do Minho (UM), Portugal.

A finalidade que unifica a realização destes Congressos é o estudo da Sexualidade como tema interdisciplinar que se desdobra em várias áreas de investigação e intervenção, entre elas a Educação Sexual e Gênero. Neste quadro, o IV Congresso centra-se no tema de particular atualidade, atendendo às implicações curriculares que envolve, Olhares, Saberes e Fazeres em Sexualidade e Educação Sexual. O programa do Congresso inclui conferências, mesas redondas, apresentação de trabalhos de investigação orais e de pôsteres.

Destinatários:


Profissionais de Educação (Educação Infantil, Básica e Médio), Pedagogos/as, Pesquisadores/as, Graduados/as, Graduandos/as, Pós graduandos/as, Profissionais de Saúde, Psicólogos/as, Advogados/as, Sociólogos/as, entre outros/as profissionais.

Temas do congresso:

A. Sexualidade, gênero e direitos humanos
B. Sexualidade, gênero e políticas públicas
C. Bioética, sexualidade e saúde
D. Sexualidade, saúde e educação
E. Violência, gênero e abusos sexuais
F. Sexualidade, gênero e deficiências
G. Sexualidade, gênero e envelhecimento
H. Sexualidade, gênero, educação e mídia
I. Sexualidade, corpo e erotismo
J. Heteronormatividade e homofobia

LEMBRANDO QUE AS PALESTRAS SERÃO ABERTAS. LEMBRANDO QUE A UNESP É ABERTA A TODOS E TODAS!

Vamos somar!

Informações, inscrições e submissõs de trabalhos:http://www.ib.rc.unesp.br/eventos ouwww.goo.gl/iSQGv5

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lgbt
17 de novembro de 2017

Contra a Lgbtfobia, o fundamentalismo religioso e em defesa do Rio de Janeiro.

 

Data: 19 de Novembro

Horário: Domingo às 9:00 – 20:00

Local: Praia De Copacabana – Posto 6

 

A Parada do Orgulho LGBTI do Rio, organizada pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI, não é a única afetada por essa mistura de religião e governança. A principal Parada do Rio de Janeiro – existente desde 1995 – não vai deixar de acontecer por falta de apoio dessa gestão. Vamos resistir colocando a Parada em Copacabana através da ajuda de pessoas e empresas privadas.Vários setores da cultura, cidadania e liberdade religiosa estão sofrendo com o atual governo fundamentalista religioso na Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Além desse cenário obscurantista, serviços públicos essenciais comosaúde, educação e segurança pública estão sendo cada vez mais precarizados pela Prefeitura da Cidade e pelo Governo do Estado do Rio. Funcionários públicos estaduais, aposentados e pensionistas vêm sofrendo com o atraso em seus pagamentos, faltando-lhe até recursos para alimentos e remédios.

 

Ainda nesse contexto, temos vivenciado o aumento da violência contra LGBTI, mulheres, moradores de comunidades e favelas, pessoas negras – principalmente sua juventude, que vem sofrendo um assustador genocídio e encarceramento.

 

Os quatro anos desses desgovernos vão passar, nossa luta não.

 

Num momento em que vivemos essa grave crise, que ataca direitos e a cidadania do povo carioca e fluminense, vamos unir o Rio e o Brasil na Parada da Resistência, contra a discriminação e em defesa do Rio! Agora é o momento da gente dar as mãos.

 

A Parada LGBTI continuará empunhando a sua bandeira pela diversidade sexual, identidade de gênero e pelos direitos, e neste ano abraça também a luta em defesa do nosso Rio.

 

Participe da nossa campanha de financiamento coletivo para realizar a Parada LGBT do Rio 2017, acesse https://benfeitoria.com/paradadaresistencia e contribua! Compartilhe e peça ajuda a amigxs e familiares.

 

Somos milhões de LGBTI e pessoas aliadas contra o preconceito e não vamos recuar pelas duras conquistas de mais de 20 anos de luta! Contra a discriminação e em defesa do Rio as nossas armas são a atitude, a liberdade, o amor e muita alegria por que o Estado é laico!

 

Saiba mais, acesse o link do evento clicando aqui! Participe!


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16 de novembro de 2017

Promovendo a Discórdia, Censura e a Ditadura Cultural, sem consulta popular vigente, a Secretária de Cultura Daniela Ferraz desenvolveu e articulou “O projeto de lei 215/2017″, que trata sobre a reorganização do Conselho Municipal de Política Cultural, o Concult, a secretária alegando que as propostas são devido a falta de quórum nas reuniões, (mas é claro que são por falta de quórum, depois do escândalo público no começo desse ano de 2017 que a tão secretária de Cultura Daniela Ferraz e a atual administração pública se envolveram com o Ministério Público, muitas pessoas e conselheiros do Concult – o Presidente e o vice renunciaram – não quiseram se envolver mais ainda nessa situação), está querendo jogar uns contra os outros e retirar a voz de determinados segmentos da população e querendo que os gestores se omitam, retirando também as cadeiras deles inclusive (para não se comprometerem em ouvir a população)!

 

O projeto de lei 215/2017 que a Secretaria de Cultura está defendendo sem pensar tecnicamente e sem ouvir a população permitiu uma “brecha terrível” para o desenvolvimento de uma Emenda: “Emenda Supressiva: exclui a alínea (h) – 01 (um) representante da Diversidade Sexual, do Inciso I do artigo 3º, no Projeto de Lei nº215/2017”. Entre outras exclusões…

 

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Da emenda constam as assinaturas dos vereadores Anderson (PMDB), Pereira (PTB), La Torre (PP), Irander (PRB), Rogério Guedes (PSB), Paulo Guedes (PSDB), Thiago (PSB), Julinho Lopes (PP) e Seron (DEM).

 

“Sou contra a lei que subiu para alteração do Conselho e caso esta lei venha ser alterada sou a favor da emenda” Vereador Anderson

 

A Sessão foi lotada e agitada nessa segunda-feira (13) em votação do projeto de lei 215/2017, diversos militantes do Movimento LGBT da cidade de Rio Claro/SP e do país e representantes de diversas religiões se fizeram presentes, e realizaram a sua manifestação pacificamente. Contudo, houve tumulto.

 

A Emenda que extinguia cadeira LGBT foi rejeitada em sessão camarária

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A Empresária de 31 anos que aparece de costas na capa do Jornal Cidade do dia 14 de Novembro de 2017 com a bandeira LGBT, representante do Movimento Brasileiro LGBT em nível nacional, Leila Duckur Pizzotti, se pronunciou em defesa do Movimento LGBT frente aos evangélicos na Câmara Municipal de Rio Claro/SP:

 

“O meu recado vai ser bem claro: AMIGOS EVANGÉLICOS, CATÓLICOS E UMBANDISTAS, NOS NÃO SOMOS SEUS INIMIGOS! O INIMIGO É OUTRO…EXISTE ESPAÇO PARA TODOS…TEMOS QUE TODOS NOS RESPEITAR!” (…)

 

Depois da CÂMARA LOTADA como jamais foi vista e repercussão, onde toda a cidade de Rio Claro/SP (e o interior paulista) ainda está comentando o vídeo do Vereador Homofóbico, a militante do movimento LGBT, comentou:

 

“Eles não passarão! Foi bem tensa a situação que armaram para a cidade de Rio Claro/SP, cada um enxerga ao nível que alcança, confundiram a população com diversas informações equivocadas desde o começo desse ano de 2017, estão manipulando as pessoas para disseminarem o ódio e a maldade na cidade, por puro divertimento próprio, ás custas de pessoas inocentes, mas por outro lado, valeu demais, Rio Claro está se movimentando agora mais do que nunca, outra vez…e está se movimentando para cobrar todos os seus direitos. Vamos continuar cobrando mais educação, saúde, lazer, segurança e CULTURA… graças a cada um que se fez presente nesse dia para LUTAR JUNTOS contra o preconceito, matança e homofobia, diversos movimentos somaram força novamente!

 

Eu sou apenas a porta voz do recado de muitos amigos e famílias! Nos aguardem cidade de Rio Claro/SP risos, a educação contra a homofobia será distribuída de graça e divulgada em massa, obrigada pessoal pela força de cada um de vocês, cada um de vocês é um universo, ando muito emocionada por ver a luta de muita gente boa que é humilhada sem motivo algum!

 

Contem comigo Rio Claro/SP e vamos espalhar muito amor durante todo o ano de 2018! Vai ser divertidíssimo, vamos animar! rss o/\o <3

#VAMOSCRIMINALIZARAHOMOFOBIA #RIOCLAROSP”

 

CONFIRA ALGUMAS FOTOS:

 

CONFIRA OS VÍDEOS ABAIXO:

 

 

Veja a verdade de como TODA ESSA LAMA QUE ASSOLA A CIDADE, O CONCULT E A CULTURA DE RIO CLARO começou:

 

 

Saiba mais nos link’s:

http://rioclaroonline.com.br/rio-clarosp-a-cultura-no-lixo/

http://rioclaroonline.com.br/presidente-da-sbc-rebate-criticas-do-presidente-do-concult-e-indica-indicios-de-ingerencia-religiosa-e-politica-dentro-da-secretaria-de-cultura/

 

E a pergunta que ainda não quer calar é: CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO?!


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9 de novembro de 2017

A maior e mais colorida manifestação publica de NIterói já tem data marcada, 26/11 às 15h na Praia de Icaraí acontecerá a nossa 13ª Parada do Orgulho LGBT.

 

Venha participar e mostrar na rua que existimos e estamos aqui pra ficar!

 

Seu ódio não desbota as minhas cores: AMAR É TERAPÊUTICO!

 

Vem gente…vem que vem porque falta menos de um mês para colorirmos a praia de Icaraí!

 

Estamos na agenda cultural da Cidade!

 

CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS! LINK OFICIAL DO EVENTO

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31 de outubro de 2017

A Cidade de Piracicaba vai tremer dia 05 de Novembro, presença confirmada Karol Conka!

 

Prepara que tá chegando o maior evento que você respeita!

 

Vem ai a 11ª edição da Parada da Diversidade e do Orgulho LGBT de Piracicaba.

 

Este ano nosso tema será A PARADA É FEMININA: DIREITO E IGUALDADE PRAS MINAS!!

 

Com um tema lacrador desses, nosso show de encerramento não poderia ser com ninguém menos que Karol Conká, tombando a sociedade piracicabana.

 

Vem com a gente participar de nossa 11ª Parada, celebrar a diversidade nas ruas de Piracicaba e manifestar seu protesto contra a discriminação e o preconceito.

 

Chama as minas, as monas, as trans. Chama as amigas todas!!! Vem lacrar Piracicaba mais uma vez.

 

Aproveita para convidar @s amig@s (e quem sabe @ crush) para essa Parada que promete ser babadeira!

 

A concentração começa às 15h, na Praça São Vicente de Paulo, no cruzamento das avenidas Independência e 31 de Março.

 


Realização: ONG CASVI
Apoio: Prefeitura Municipal de Piracicaba

 


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11 de agosto de 2017

Sábado é dia de Joaquina Lounge, um barzinho novo e cheio de badalações na cidade, venham conferir!

 

Rua 14, N° 2486 Jd. São Paulo – Rio Claro / SP :)

 

Venha tomar aquela cerveja bem gelada e ainda ouvir o melhor do Funk, Pop e Trash.

 

Ah … Já experimentou o Joaquina Drink?! Experimente! ;)

 

E vem muitas novidades por aí! #joaquinaloungebar #sabadonojoaquina #rioclarosp

O Joaquina vai abrir suas portas novamente e convida você para fazer parte desta festa!

Estamos preparando algumas surpresas para esta noite!

 

Sábado 12 de Agosto de 2017 a partir das 19:00 hrs

Rua 14, 2486 Jd São Paulo, Rio Claro (São Paulo)

Clique aqui e Saiba mais… ;)

joaquina


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10 de agosto de 2017

O Sujinhos bar nesse último sábado (05) em parceria com a K.O – A Estreia, os idealizadores

 

Lucas Caetano – Yuri Apolinario realizaram uma festa maravilhosa para todos os amores e gostos.

 

A festa foi linda de se ver! Rs ;)

 

Confiram um dos posts maravilhosos pouco antes da festeeeenhaw começar \0/ \0/ \0/ ;) Rss

 

É HOJE MENINXXXXXXXXXSSSSS!!!!!!!!!

Vocês prepararam a raba????????

Últimos avisos pra todo mundo curtir gostosinho:
1- Respeitam o/a coleguinha, ok gente? respeito é fundamental! e NÃO é NÃO!
2- Cheguem cedo pra aproveitar todos os momentos da festa! Preparamos todas as músicas com muito amor pra agradar todo mundo 
3- LEVEM GLITTER!

Espero todos e todas bem lindxs!!!!!!!!!!!!   

 

Lucas Caetano – Yuri Apolinario

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A Festa de fato deu o que falar, até agora não é mesmo?! Rss :)

 

Os dois artistas e produtores Lucas Caetano – Yuri Apolinario, apresentaram um show e demonstraram muito talento e sucesso, foi a verdadeira amostra de como é possível fazer acontecer a mudança com o amor e praticar a tolerância em todas as suas formas, um espetáculo, e nós da Rio Claro Online não poderíamos deixar de divulgar esse evento perfect!

 

Rio Claro/SP mais uma vez agradece por eventos assim, e que possam colaborar cada vez mais, voltados para a comunidade e espaços acessíveis LGBTT’s.

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Os eventos LGBTT’s na cidade são importantes e merecem respeito, aqui fica a nossa singela cobertura e agradecimentos á todos os envolvidos. #RIOCLAROSPLGBTT’S

 

Até a próxima #movimentobrasileitolgbt

Clique aqui e veja mais sobre a festa… ;)


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28 de junho de 2017

Retrospectiva LGBT Brasil 2016 – 6 Avanços do Movimento LGBT Brasileiro que Marcaram 2016

 

Ano passado, a chegada de Michel Temer ao poder foi vista pela Bancada Evangélica do Congresso Nacional como oportunidade de avançar com pautas reacionárias, contra os direitos das minorias, como mulheres e LGBT.

 

Se mesmo antes de o governo Temer começar, a pauta dos direitos de minorias já estava paralisada no fim da gestão petista, com o fim do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, estamos “na contramão do mundo”, como disse em abril em entrevista ao HuffPost Brasil Carlos Magno, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

 

A criminalização da LGBTfobia, embora permaneça como uma das pautas principais do movimento, parece ter concretização ainda distante. Enquanto isso, a discriminação e a violência continuam sendo a realidade de LGBT brasileiros.

 

Até julho do ano passado, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), 173 assassinatos considerados crimes de ódio foram registrados contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

 

Apesar do péssimo cenário, 2016 contou com alguns acontecimentos positivos para o movimento. Para levantar alguns deles, o HuffPost Brasil conversou novamente com Magno e, também, com Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

 

A pauta trans teve destaque – a transfobia foi discutida com mais amplitude e chegou a ser, pela primeira vez, tema da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, uma das maiores do mundo.

 

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Veja abaixo os 6 avanços que listamos:

 

1. A primeira formatura do programa Transcidadania em São Paulo

 

Em janeiro, a primeira turma de mulheres e homens transgênero do programa Transcidadania, da prefeitura de São Paulo, conseguiu diplomas de formação nos ensinos fundamental e médio.

 

O Transcidadania oferece bolsas para que pessoas trans estudem. Neste ano, das cem que aderiram ao programa em 2015, 33 concluíram o ensino fundamental, e cinco, o médio.

 

O programa inspirou um semelhante em Minas Gerais.

 

2. Mais instituições passaram a aceitar o uso do nome social

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) agora reconhecem o nome social de médicos e advogados trans, respectivamente.

 

Em abril, a então presidente Dilma Rousseff assinou decreto que permite o público trans do funcionalismo público federal usar o nome social nos crachás de trabalho. Travestis e transexuais dos quadros civil e militar que preferem ser chamados por um pronome diferente daquele que consta em seu registro civil também são atingidos pela medida.

 

O Colégio Pedro II foi a primeira instituição pública do Rio de Janeiro a comunicar cumprimento do decreto assinado por Rousseff. Em 2014, essa mesma escola tradicional pediu a uma aluna trans que trocasse a saia que usava por uma calça.

 

Já na região Centro-Oeste do País, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFDG) publicou uma resolução que permite o uso de nome social em todos os documentos; trata-se também de um cumprimento do decreto.

 

No mesmo ano, o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) teve 406 candidatos usando o nome social. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), desde que o nome social foi liberado no Enem, em 2014, o número de autorizações aumentou em 46%.

 

3. Campanha governamental pela saúde de pessoas trans

 

Em janeiro, o Ministério da Saúde, no governo de Rousseff, inaugurou a campanha Cuidar bem da saúde de cada um. Faz bem para todos. Faz bem para o Brasil, cujo objetivo é proporcionar atendimento humanizado para travestis, mulheres transexuais e homens trans no SUS (Sistema Único de Saúde), conscientizando toda a sociedade, incluindo profissionais da saúde e funcionários sobre necessidades de saúde e direitos das pessoas trans.

 

“A ampliação do acesso [dessa população] aos serviços de saúde passa pelo respeito ao nome social e pelo enfrentamento à discriminação por identidade de gênero, construída a partir de como a pessoa se reconhece ou se apresenta”, disse na ocasião do lançamento Lenir Santos, então secretária de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.

 

Segundo o Portal da Saúde, do governo federal, foram distribuídas 200 mil cartilhas e 100 mil cartazes “para unidades de saúde, secretarias estaduais, conselhos de saúde, Comitês de Saúde LGBT e para os serviços de assistência social e direitos humanos que atendem a essa população nos estados”.

 

4. A expansão da visibilidade trans

 

Na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em maio, pela primeira vez esse recorte do movimento serviu de pauta da manifestação, com o tema Lei de Identidade de Gênero Já! – Todas as Pessoas Juntas contra a Transfobia!, pedindo a criminalização da transfobia e a aprovação da Lei João Nery, o projeto de lei de identidade de gênero.

 

A parada do Rio não foi diferente. Com o tema Eu Sou Minha Identidade de Gênero, ela fez as mesmas reivindicações da de São Paulo.

 

Em outubro, o estilista Ronaldo Fraga fez da São Paulo Fashion Week (SPFW) um espaço de protesto contra a transfobia, colocando 28 modelos trans para desfilar.

 

Marina Reidel, mestre em educação e ativista trans, tornou-se em dezembro a coordenadora-geral de promoção dos direitos LGBT da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania do governo Temer. É a segunda vez consecutiva que uma trans ocupa o posto. Antes, o cargo foi de Symmy Larrat.

 

Até atriz trans teve espaço na Globo, com a série Supermax. Maria Clara Spinelli fez o maior sucesso no papel de Janette.

 

5. Mais candidatos LGBT ou aliados nas eleições 2016

 

A ABGLT registrou em 2016 o maior número de candidatos do movimento e aliados na disputa por cargos de vereador e prefeito no Brasil: 377.

 

Foram eleitos 25 vereadores e um prefeito, Wirley Rodrigues Reis (PHS), também conhecido como “Têko”, em Itapecerica (MG) eleito com de 57% dos votos válidos.

 

Além disso, mais de 80 candidatos foram travestis ou transexuais.

 

6. A primeira cena de sexo gay da televisão brasileira

 

Depois de muita expectativa, a Globo, mesma emissora de TV na qual o beijo gay foi tabu por muitos anos, exibiu a primeira cena de relação sexual de duas pessoas do mesmo sexo da teledramaturgia brasileira, na novela das 23h, Liberdade, Liberdade, exibida entre abril e agosto.

 

Tolentino e André, personagens de Ricardo Pereira e Caio Blat, respectivamente, após reprimir por muito tempo o desejo mútuo, enfim o liberaram, expressando o amor que unia ambos.

 

Um longo caminho a ser percorrido

 

Segundo o presidente da ABGLT, do ponto de vista da política concreta, o movimento trans de fato teve mais avanços, mesmo que a situação ainda esteja “longe do ideal”.

 

“No Legislativo, a gente está paralisado. No Executivo, só recentemente ganhamos uma coordenadora. Então a gente aposta muito no Supremo Tribunal Federal”, conta Carlos Magno.

 

Atualmente, o STF tem quatro ações que, se aprovadas, trarão avanços importantes. Uma equipara a homofobia ao racismo; outra declara omissão do Congresso por não votar o projeto de lei que criminaliza a homofobia; e duas são de gênero, uma para o uso de nome social inclusive para quem não fez a cirurgia e outra é de uma travesti que foi discriminada por uso de banheiro. Esta pode abrir jurisprudência para qualquer pessoa utilizar o banheiro que quiser.

 

As ações são: o Mandado de Injunção (MI) 4.733, a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, a Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI) 4275 e o Recurso Extraordinário (RE) 845.779, respectivamente.

 

O presidente da ABGLT diz que vê com grande preocupação o “cenário que se anuncia tenebroso”, de “grande inconstância política”.

 

“Há o desmonte de algumas políticas, em especial as de direitos humanos”, diz. “A PEC 55, as reformas trabalhista e da Previdência atacam diretamente a população. A gente vive um desmonte da política no País e o governo não sinaliza perspectiva para 2017.”

 

“Para não ser tão pessimista, há um crescimento do movimento LGBT em várias esferas. Há grupos no Ministério Público, na OAB, em sindicatos, de mães, nas universidades, na imprensa. Você vê uma turma forte na sociedade que não aceita o discurso conservador e homofóbico. Essa é nossa esperança para resistir ao próximo período.”

 

Para Keila Simpson, presidente da Antra, vivemos um paradoxo: apesar dos avanços, a discussão de várias pautas está pendente; ainda há muitos assassinatos de transgêneros.

 

Segundo a ativista, as conquistas mais primárias para a população são tratadas com aversão na sociedade.

 

Ela diz concordar com a esperança de Magno no Supremo, mas faz uma ponderação.

 

“O STF faz coisas que o legislador não faz. O Congresso se abstém de sua competência e aí deixa a falha. Então, a Suprema Corte vai lá e toma atitudes, como no caso do casamento igualitário. Mas imagine um País no qual o Supremo tenha que decidir sobre como a pessoa deve usar banheiro! Essas coisas geram tanta polêmica que o STF tem que fazer algo. Se o Legislativo fizer, vai levantar divisões, o projeto vai tramitar, tramitar e tramitar… O Legislativo não legisla para a população trans, o Executivo não executa, e o Judiciário vem e faz algo, mas a instância tem que ser o Legislativo.”
Simpson acredita também que muitas conquistas da população trans são “gambiarras legais” e defende que é essencial denunciar a violência contra a pessoa trans, que está enraizada na sociedade, “que é tão comum”.

 

A saúde, para a presidente, tem sido a área na qual avanços significativos têm acontecido. Mas o governo Temer não sinaliza apoio à causa.

 

“As perguntas que não querem calar são: até que ponto a gente dialoga? E dialogar para conseguir o quê? Se todos os avanços que nós conseguimos foi em outro governo [o petista], qual é a proposta do governo atual para nós? Tem que fazer esse debate interno no movimento, para que a gente possa ponderar um pouco mais. Se a gente não retroceder, já está de bom tamanho, porque avançar mais que isso, tenho convicção de que a gente não avança.”
A Antra tem na agenda para o ano que vem ações com municípios e estados, mas as causas são as mesmas.

 

“O nome social é uma coisa imperiosa”, conta. Além disso, o acesso à educação e trabalho e o diálogo com a sociedade são prioridades.

 

Homossexualidade – Por Dr. Drauzio Varella

 

 

VAMOS CRIMINALIZAR A HOMOFOBIA

ACESSE: www.movimentolgbt.com.br

PARTICIPE! VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO

 

Fonte: Caio Delcolli – Repórter de diversão do HuffPost Brasil e usuário de All Star verde

Foto: GPS Família


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29 de maio de 2017

No ano passado, 408 pessoas foram atendidas pelos nomes sociais durante as provas.

 

Traravestis, transexuais e qualquer outro candidato que fará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 e deseja ser atendido pelo nome social deve fazer a solicitação pelo site http://enem.inep.gov.br/participante, a partir das 10h desta segunda-feira (29). O prazo vai até as 23h59 do dia 4 de junho.

 

Segundo o edital, o participante deve encaminhar documentos que comprovem a condição que motiva a solicitação de atendimento pelo nome social como fotografia atual e cópia de documento de identificação.

 

Os candidatos que tiverem o pedido negado serão avisados por e-mail e terão três dias para o envio de um novo documento comprobatório. Caso o documento enviado não seja aceito, o participante fará o exame conforme nome civil.

 

Aumento de 46% em 2016

 

 

No ano passado, 408 pessoas foram atendidas por seus nomes sociais durante o Enem. O número representa um aumento de 46% em relação ao ano anterior, quando havia 278 candidatos nestas condições.

 

Em 2016, ao todo, o Ministério da Educação recebeu 842 solicitações. Destas, 434 foram reprovadas porque os interessados não encaminharam a documentação, conforme exigia o edital do exame.

 

A possibilidade de uso do nome social ocorreu pela primeira vez em 2014, quando foram feitos 102 pedidos.

 

Fonte: G1


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3 de abril de 2017

Vice-líder da segunda divisão paulista levanta bandeira contra o hábito de torcedores.

Prática em jogos da seleção já resultou em multas à CBF

 

Virou cena comum em jogos dos grandes clubes de São Paulo. A cada tiro de meta cobrado pelo goleiro adversário, a torcida da equipe mandante faz ecoar alto o grito homofóbico que se espalhou por diversos estádios. Mas um time pequeno do interior paulista resolveu levantar a bandeira e marcar posição contrária ao cântico. O Rio Claro quer abolir de vez o “bicha” de suas arquibancadas.

 

Que isso não se confunda com rejeição ao público gay. Pelo contrário. Em fevereiro, o clube lançou uma campanha nas redes sociais convocando torcedores de todas as orientações sexuais para prestigiar os jogos no estádio Schimitão. Além disso, se opôs publicamente ao cântico ofensivo em suas dependências. “A comunidade LGBT é bem-vinda no estádio do Rio Claro FC. Aqui você não vai ouvir ‘bicha’ quando o goleiro cobrar tiro de meta em tom de ofensa. Aqui, somos todos iguais, todos irmãos”, bradava a campanha.

 

A repercussão na internet fez com que as ações se estendessem ao campo. Nas partidas do Rio Claro, são exibidas faixas contra a homofobia e distribuídos panfletos educativos aos torcedores, alertando sobre os diversos tipos de discriminação de gênero. “Nossa intenção com a campanha é mostrar às pessoas e ao nosso torcedor os enormes prejuízos que algumas atitudes podem causar a quem sofre na pele com o preconceito”, conta Rafael Porto, administrador de rede social do Rio Claro. “Não imaginávamos um impacto tão expressivo. Mesmo não sendo um clube grande, conseguimos propor uma reflexão à sociedade por meio do futebol.”

 

O Movimento LGBT de Rio Claro aprovou a medida. “Recebemos o gesto do clube com alegria”, afirma Leonardo Alves, de 29 anos, um dos integrantes do grupo. “A cidade é muito conservadora, mas, pelo menos entre a comunidade LGBT, houve bastante adesão à campanha. Conheço gente que começou a torcer pelo time por causa disso.” Para Alves, embora a atitude do Rio Claro tenha sido uma surpresa, mais clubes deveriam aderir à luta. “Não importa a quem seja direcionado. Ao usar o termo ‘bicha’ de forma pejorativa, com intuito de ofender, o torcedor acaba sendo preconceituoso. O futebol ainda é muito machista. Tomara que o Rio Claro sirva de exemplo às outras equipes.”

 

Entretanto, alguns torcedores do Galo Azul não assimilaram bem a campanha. “No começo, tivemos uma aceitação muito boa. Mas, com o tempo, uma minoria, composta por membros de organizadas, passou a ser alvo de piadas de rivais por causa do posicionamento do clube”, diz Porto. Quando os insatisfeitos tentam puxar o grito de “bicha” nos tiros de meta, porém, boa parte da torcida responde em coro: “Sem preconceito, sem preconceito!”. Apesar das manifestações divergentes, a diretoria do clube segue bancando a campanha e pretende manter uma ação permanente de conscientização até que os termos homofóbicos desapareçam do Schmitão.

 

“Rio Claro é uma equipe de tradição, que sempre pregou o respeito. Antes de funcionário do clube, eu sou torcedor. Frequento arquibancada há muito tempo e também já gritei coisas homofóbicas no estádio. Só que hoje tenho consciência de que isso não é legal. Todas as torcidas precisam se mobilizar por essa causa”, afirma Porto. Fundado em 1909, o Rio Claro é um dos clubes mais antigos de São Paulo e atualmente disputa a segunda divisão do Campeonato Paulista. No mesmo ano em que empreende sua cruzada contra a homofobia, a equipe também faz bonito nos gramados em busca do retorno à elite estadual. O Galo Azul ocupa a segunda posição na tabela, com o mesmo número de pontos do líder São Caetano. É o time que menos perdeu no campeonato: apenas uma derrota em 14 jogos.

 

Torcida Rio Claro
Torcida do Rio Claro em jogo da Série A2 do Paulistão. DIVULGAÇÃO

 

Punição e omissão

 

Desde o ano passado, a Fifa passou a enquadrar o grito de “bicha” como ato homofóbico e tem multado seleções pelo comportamento inadequado de suas torcidas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já teve de pagar 150.000 reais por duas punições relativas aos jogos contra Colômbia e Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Na última terça-feira, contra o Paraguai, torcedores presentes na Arena Corinthians também entoaram insistentemente o cântico nos tiros de meta cobrados pelo goleiro Anthony Silva.

 

Na América do Sul, as federações de Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai também foram punidas pelo mesmo motivo. Os chilenos, por exemplo, acumulam oito sanções. Na última delas, além da multa, a seleção comandada por Juan Antonio Pizzi foi impedida de atuar por duas partidas no Estádio Nacional, em Santiago. O México, onde o grito homofóbico surgiu no início dos anos 2000, é outro país na lista de sancionados pela Fifa. Em espanhol, o termo dirigido em tom pejorativo aos adversários é “puto”.

 

Em 2014, o Corinthians lançou um manifesto pedindo à sua torcida que deixasse de proferir o grito de “bicha” para evitar punições ao clube. No entanto, no mesmo ano, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo entendeu que o cântico dos torcedores não era ofensivo. Desde então, o alvinegro paulista não desenvolveu mais nenhuma ação sobre homofobia. Já no ano passado, um grupo de torcedores palmeirenses criaram o movimento “#eugritoporco”, sugerindo a substituição do termo “bicha” por “porco” nos tiros de meta adversários, mas o Palmeiras não se engajou de forma oficial na campanha.

 

“Falta coragem aos clubes e à CBF”, diz Rafael Porto. “Por ser um tabu no futebol, os dirigentes ignoram a homofobia nos estádios para não correr o risco de contrariar os torcedores. Mas, se o Rio Claro tomou uma atitude e alcançou muitas pessoas, imagine o peso que teria uma ação de clubes grandes ou da seleção brasileira nesse processo de enfrentamento ao preconceito.”

 

Fonte: El País

Acesse: www.movimentolgbt.com.br


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20 de março de 2017

A cantora Katy Perry, na cerimônia do Human Rights Campaign’s 2017, que aconteceu em Los Angeles, nos EUAImagem: Getty Images

 

Neste sábado (18), Katy Perry foi homenageada pelo Human Rights Campaign –grupo de defesa dos direitos civis dos LGBT nos Estados Unidos—por sua atuação em prol dessa comunidade. A cerimônia aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

Em seu discurso ao receber a homenagem, ela falou sobre como foi superar os conflitos entre a criação religiosa que recebeu e a percepção de que a sexualidade “não era preta e branca”. Veja trechos da fala a seguir.

 

“Sou só uma cantora e compositora. Falo as minhas verdades e mostro minhas fantasias nessas músicas pop. Por exemplo: ‘I kissed a Girl and I Liked it’. Verdade seja dita, a) fiz mais do que isso [beijar uma garota]. E b) como ia conciliar isso com a cantora gospel criada em grupos de jovens pró-conversão gay? O que sabia era que estava curiosa, e, mesmo assim, sabia que a sexualidade não era preta e branca como esse vestido [em referência ao modelo que usou na premiação]. E honestamente, nem sempre acertei. Mas, em 2008, quando a música foi lançada, sabia que havia começado uma conversa, que boa parte do mundo parecia curiosa o suficiente para entrar nela.”

 

“Minhas primeiras palavras foram ‘mamãe’ e ‘papai’, ‘Deus’ e ‘Satanás’. (…) Quando estava crescendo, a homossexualidade era sinônimo de abominação e de inferno.(…) Então, por boa parte da minha adolescência, ignorei a homossexualidade. Mas, então, no meio de tudo isso, em uma reviravolta, encontrei meu dom, e ele me fez conhecer pessoas fora da minha bolha. Minha bolha começou a explodir. Eu não precisava temer essas pessoas, como havia sido ensinada. Elas eram as pessoas mais livres, fortes, amáveis e compreensivas que já conheci. Elas estimularam minha mente, encheram meu coração de alegria e dançaram enquanto isso acontecia. Essas pessoas são mágicas de verdade e são assim pois estão vivendo a verdade delas. Que revelação –e não é o último capítulo da Bíblia.”

 

“Tem sido uma longa jornada para mim e para vocês também. Sei que não é sempre seguro ser quem você é, mas eu não teria escolhido outra maneira. (…) Muitas das pessoas que eu admiro, confio e trabalho pertencem à comunidade LGBTQ [o Q se refere a quem questiona a própria identidade sexual] e, sem elas, seria metade da pessoa que sou hoje. Minha vida é rica por causa delas. São aliados que oferecem um espaço seguro para falhar, para não saber tudo e para cometer erros. Espero que esteja aqui como prova de que independentemente de onde você vem, o importante é para onde você está indo. Uma verdadeira evolução e mudança de percepção pode acontecer se abrimos nossas mentes e acalmarmos nossos corações. As pessoas podem mudar, acreditem em mim.”

 

Fonte: Uol


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8 de março de 2017

A divulgação de um vídeo que mostrava a transexual Dandara, 42, sendo brutalmente espancada e morta em Fortaleza se tornou peça decisiva para que o caso ganhasse os holofotes e saísse da triste lista de mortes de transgênero que passam batidas e sem culpados no Brasil.

 

Dandara foi morta no dia 15 de fevereiro, no bairro do Bom Jardim, periferia da capital cearense. O caso passava despercebido, entre a rotina de mortes de Fortaleza. Isso até o sábado passado (4), quando o vídeo com o espancamento da vítima veio à tona.

 

O caso então ganhou enorme repercussão. A revolta com imagens da brutalidade levou o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), a manifestar-se em redes sociais e cobrar elucidação do caso. O assunto também, rapidamente, se tornou um dos mais comentados virtualmente no Brasil, com o uso da hastag  #PelaVidaDasPessoasTrans.

 

Nesta terça-feira (7), em resposta à repercussão, cinco pessoas –sendo três adolescentes– foram detidas por suspeita de participação no caso. Uma está foragida, mas já foi identificada e é buscada.

 

A barbárie que gerou comoção

 

Nas imagens gravadas por um celular, é possível ver pelo menos três homens –aparentemente jovens– chutando, dando pauladas, pedradas e chineladas na vítima, que já aparece no vídeo ensaguentada e bastante ferida. Ela ainda houve uma série de ataques transfóbicos, diante de pessoas que assistem imóveis às agressões.

 

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Mesmo com pedidos de misericórdia da vítima, os agressores levam Dandara em um carro de mão até um local no bairro e, já longe da câmera, a mataram com tiros de revólver.

 

À medida em que o vídeo foi se espalhando, ativistas, entidades ligadas aos direitos humanos, políticos e artistas se manifestaram e iniciaram a cobrança para que a polícia cearense efetuasse a prisão dos envolvidos.

 

Dandara tinha uma história parecida com tantas outras de transgêneros. Na adolescência se viu mulher e decidiu trocar de sexo. Passou a sofrer com o preconceito, e segundo um amigo, já havia sido vítima de agressão no bairro onde mora por conta do preconceito. “Ela era alegre, ajudava todo mundo, nunca dava um ‘não’ a ninguém”, contou.

 

Mas será que a polícia agiria com tanta eficiência se esse vídeo não fosse levado a público? Para ativistas da área, é certo que não.

 

“Esse crime aconteceu dia 15 de fevereiro e só teve repercussão depois da divulgação do vídeo. Senão, era mais um crime que ia passar batido, não haveria uma resposta tão rápida”, diz Sayonara Nogueira, coordenadora de comunicação da Rede Trans Brasil e integrante da ONG (Organização Não-Governamental) Transgender Europe.

 

Segundo a Rede Trans Brasil –que faz acompanhamento de casos de violência contra transgêneros no país–, 144 travestis ou trans foram mortos em 2016. Este ano, já foram 21 casos. “De domingo (5) para cá foram três mortes, e que não tiveram a repercussão”, afirma Nogueira.

 

Segundo a Rede Trans Brasil, os assassinatos de transgêneros no Brasil têm como regra ficar impunes. “Normalmente, a polícia –e às vezes até a imprensa falha– notifica enquanto gênero masculino, não respeitando nosso nome social.  E a vítima acaba sendo enterrada como indigente”, conta.

 

“A sociedade liga muito o transgênero a algo errado e acaba muitas vezes colocando a culpa na vítima. Quando sai alguma notícia de morte, se indaga logo se estava prostituindo, usando drogas. Isso só vai  mudar na escola”, conta Nogueira, que também é professora.

 

A transsexual e ativista do movimento LGBT cearense Helenna Vieira afirma que a polícia só agiu com transparência no caso após a pressão nas redes sociais. Ela conta que, antes do vídeo, não havia divulgação de como estavam as investigações. “Ao mesmo tempo, o vídeo ajudou a identificar os suspeitos”, diz.

 

Para ela, “qualquer pessoa poderia ter protegido a Dandara”. “Infelizmente, foi motivo de riso do grupo que cometeu o crime porque matar travesti, transsexual é que nem caçar bicho. As pessoas acham que aquilo tudo é normal. Precisamos de apoio político e educacional. Não adianta fazer notas de apoio, não precisa ser sentimental. São necessárias ações institucionais para acabar com a condição que as pessoas trans não estejam na condição de vulnerabilidade”, desabafa.

 

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Secretário minimiza e exalta repercussão

 

Segundo o Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, a polícia já tinha tido acesso às imagens da morte da transexual e investigava o caso antes da repercussão.

 

“Aquelas imagens já eram conhecidas da polícia poucos dias após o crime, que já vinha investigando o caso. O vídeo resultou na identificação dos suspeitos”, disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira. “Como qualquer homicídio, a investigação é iniciada no momento do fato, quando a polícia faz o levantamento com delegado, a perícia vai ao local. Já estava instaurado o inquérito. Homicídio é um crime grave, não só porque se torna público”.

 

Porém, o próprio secretário reconhece que a repercussão do caso levou a um maior empenho das autoridades, inclusive com a sua participação na operação que levou à prisão dos suspeitos.

 

“Houve empenho pessoal meu por ordem do governador Camilo Santana, que durante todo o fim de semana. Acompanhei as investigações e participei da operação”, disse.

 

Prova da importância dada ao caso foi o aparato usado na operação para prender os adolescentes suspeitos do caso, quando até uma aeronave foi usada –algo raro em cumprimento de mandados de busca de menores.

 

“Foi um crime cruel, bárbaro, que merecia essa reposta. A Polícia Civil está de parabéns pela investigação, com uma resposta rápida, correta, com provas robustas”, alegou.

 

Costa disse que o homem que estava filmando as agressões já tinha passagem pela polícia e seria um traficante conhecido na região onde Dandara vivia.

 

Ainda segundo o secretário, como Dandara era querida na região, muitas pessoas procuraram a polícia e ajudaram nas investigações. Mesmo com o vídeo e informações já colhidas, o secretário informou que a motivação do crime ainda está sendo apurada.

 

Fonte: Jornal Floripa

 

Assista Aqui o Vídeo – Precisa assistir o vídeo para ver a brutalidade? Precisa SIM!!!!

Lute Conosco pela Criminalização da Homofobia!

Denuncie sempre, canal online de denúncias: www.movimentolgbt.com.br/denuncie/

Juntos Somos mais Fortes!

 


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8 de março de 2017

Sim, amadxs, Zona da Mata apresenta o último episódio do remember – temporada de verão 2017, com open bar e muita purpurina :

TODA FORMA DE AMOR OPEN BAR !

A festa do amor livre está de volta ! Sem preconceitos e com muita vodka, convidamos a comunidade LGBTTT´s para uma noite inesquecível! Convidem as minas, os manos e as monas ! Chega todo mundo!

ATRAÇÕES:
-Dj Lorenz (trans não-binárie – São Carlos)
-Dj Dior Sallutt (dragqueen – São Paulo)
-Dj Senta (UNESP)
-Dj Vésper (UNESP)

OPEN BAR:
-Cerveja
-Vodka
-Energético
-Água
-Refri
-SURPRESAS (bebidas diversas, no bota-fora Zona da Mata)

+

CORREIO ELEGANTE para dar MATCH naquelx CRUSH ! Com o coletivo Channel Haus !

+

PALCO ABERTO para falas de 1 minuto na troca de DJ´s ! Coletivize seu amor e sua causa !

=

CONVITES:

– 1° Lote R$ 30 – RESERVAS na portaria da Tequilada Open Bar para os 100 primeiros que entrarem e solicitarem a inclusão. Os convites que sobrarem, abrimos uma lista no domingo dia 12/03 à noite, na página do evento. Divulgaremos a quantidade que/se sobrou.

– 2° Lote – R$40 – Promoters (dinheiro), Zona da Mata (cartão/dinheiro), Academia Grêmio Bela Vista (dinheiro), Breja Flor (cartão/dinheiro), Terra Sol (cartão/dinheiro), República Atoas (dinheiro), Lojinha da Atlética-UNESP (cartão/dinheiro), Channel Haus (dinheiro)

– 3° Lote – R$50 – Promoters (dinheiro), Zona da Mata (cartão/dinheiro), Academia Grêmio Bela Vista (dinheiro), Breja Flor (cartão/dinheiro), Terra Sol (cartão/dinheiro), República Atoas (dinheiro), Lojinha da Atlética-UNESP (cartão/dinheiro), Channel Haus (dinheiro)

zonA .:. sÓ amOR !

 

Data: Sábado, 18 de março às 23:00

Horário: 23:00 a 19 de março às 4:00

Local:  Avenida Oito A, N° 1225  – Zona da Mata


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23 de fevereiro de 2017

A advogada Márcia Rocha tornou-se oficialmente a primeira advogada transgênero a ter seu nome social no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A entrega de sua nova carteirinha aconteceu na última segunda-feira (20). Em entrevista ao UOL, ela explica a importância de seu feito.

 

“Essa é uma conquista de grande impacto, e ótimas consequências, especialmente quando falamos de um órgão sério e conservador como a OAB. Até então, Márcia Rocha era um nome que, apesar de condizer com a minha imagem, eu não tinha como exigir que me chamassem assim, por não ter nenhum documento que comprovasse que aquela pessoa era eu. Isso mudou.

 

Em São Paulo, existe uma lei que garante o uso do nome social e uma séria de outras coisas que protegem os travestis e transexuais. Com isso, a maioria dos funcionários públicos já são meio preparados para a situação, inclusive perguntando como você quer ser chamado. Isso não existe em outros locais, mas a minha nova carteira da OAB, apesar de ser da secção de São Paulo, é válida em todo o território nacional.

 

Reprodução/Facebook

 

Acredito que a importância maior é abrir precedentes para que outras sociedades de classe também autorizem o uso de nome social para pessoas transgêneros. Tanto que, na própria OAB, outras 15 pessoas entraram com o pedido depois de mim, mostrando que não sou a única. Por isso, vejo que este foi um passo extra, um direito a mais conquistado.

 

Mas não pense que foi algo que vencemos do dia para a noite. A entrada no pedido de uso do nome social aconteceu há três anos. Foi um processo longo, com comissões que avaliaram os aspectos legais disso dentro da OAB. Depois, o caso foi encaminhado para estudo do Conselho Federal, o que demorou bastante, pois foram várias instâncias.

 

Em março de 2016, o meu pedido foi aprovado por unanimidade no Conselho Federal da OAB, em Brasília. Este, inclusive, foi o momento mais importante de todo o processo. Depois, a Ordem informou que precisava de um tempo para resolver como seria essa nova carteira, além de um outro período para adequar o site. E aí me deram janeiro de 2017 de prazo.

 

Aguardei e realmente me ligaram no começo do mês passado, avisando que estava tudo certo e que poderia ir até a OAB fazer o requerimento. Teve até um evento naquele dia, celebrando essa conquista tão importante. Depois de tanta luta, fico muito feliz de agora ter um documento mostrando que Márcia Rocha sou eu mesma”.

 

Extrema relevância

 

Agora, após a vitória de Márcia, quem deseja que seu nome social seja incluído na OAB precisa apenas protocolar o seu pedido junto a seccional ou subseção onde o advogado ou estagiário é inscrito. De acordo com Adriana Galvão Moura Abilio, presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB SP, essa é uma antiga reivindicação da população trans.

 

“A exemplo do Conselho Federal de Psicologia e do Crass- Conselho de Serviço Social, entendemos que seria de extrema relevância que a OAB também possibilitasse o uso de nome social de seus profissionais, justamente para facilitar a atuação dos colegas junto aos fóruns e audiências, além de contribuir para reduzir situações de preconceito o e discriminação”, ressalta.

 

Por Vivian Ortiz

Do UOL, em São Paulo


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14 de fevereiro de 2017

Gritos homofóbicos contra jogadores e árbitros que estiverem em campo não serão aceitos no estádio Dr. Augusto Schmidt Filho, na cidade de Rio Claro, a 179 km de São Paulo.

 

Em uma publicação feita na terça-feira (7) no Facebook, o clube Rio Claro FC, que disputa a série A2 do Campeonato Paulista, divulgou uma foto do campo do time nas cores do arco-íris com os dizeres: “A comunidade LGBT é bem-vinda no estádio do Rio Claro FC!”.

 

O post, que faz parte de uma campanha do clube contra a homofobia, é um convite ao público LGBT e aos que se identificam com a causa a ir ao estádio nos jogos da equipe. O texto diz ainda que os gritos de “bicha” estão abolidos do estádio.

 

Campanha contra homofobia foi elogiada nas redes

 

“Aqui você não vai ouvir ‘bixa’ (sic) quando o goleiro cobrar tiro de meta em tom de ‘ofensa’, aqui, somos todos iguais, todos irmãos”, diz o post. O clube explica que irá combater todo tipo de discriminação e preconceito praticado no estádio, embora não especifique como.

 

Com quase 3 mil curtidas e 500 compartilhamentos na rede social, a publicação bombou por um motivo claro: é preciso trazer à luz o preconceito e a violência contra homossexuais no futebol brasileiro – ainda encarados com uma espantosa naturalidade.

 

O ano nem bem começou e já surgiram notícias referentes à homofobia no esporte, como a declaração do presidente do Vasco, Eurico Miranda, que disse em entrevista ser contra árbitros gays no futebol.

 

“Eu não sou contra gay, eu só me manifestei [no passado] contra árbitro gay. Sou contra árbitro gay e isso é lá atrás. Por que eu sou contra o árbitro gay? Porque eu acho que o gay, eu não tenho nada contra o gay. Agora contra o chamado, todo mundo quer chamar de gay, mas não é gay, é a bicha, a bicha extrovertida e toda cheia de coisa (…) pode tender para o [jogador] namorado dela”, afirmou.

 

Em outubro do ano passado, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) chegou a multar a Confederação Brasileira de Futebol em mais de R$ 70 mil após torcedores brasileiros chamarem o goleiro da Colômbia de “bicha” durante um jogo da seleção nas eliminatórias para a Copa do Mundo em setembro de 2016.

 

Torcedores lutam contra a homofobia

 

A luta do Rio Claro contra a homofobia é iniciativa de um grupo de torcedores que administra voluntariamente as redes sociais do clube. A ideia foi levada à diretoria, que aprovou prontamente a campanha.

 

“Começamos a fazer brincadeiras nas redes sociais envolvendo clubes de São Paulo e ganhamos muita visibilidade. Daí pensamos em aproveitar o momento para falar também de coisa séria”, comenta o torcedor Rafael Porto em entrevista ao Catraca Livre.

 

Para ele, é essencial se posicionar contra a homofobia, uma das questões mais latentes do futebol. Tanto é que, além dos muitos elogios, a publicação chegou a receber comentários preconceituosos momentos depois que foi ao ar.

 

“Agora eu vi que 7×1 foi pouco, apaga isso, Rio Claro”, escreveu um internauta. Os posts homofóbicos foram excluídos por decisão da equipe que cuida da página.

 

Com a repercussão, Rafael espera transmitir a mensagem e atingir outros clubes do estado. “Nossa intenção é fazer barulho para que os clubes e os torcedores de futebol se sensibilizem, sejam acolhedores e tenham a cabeça mais aberta”, diz.

 

Na próxima quinta-feira (16), o Rio Claro jogará contra o Velo Clube, time fundado na mesma cidade. Será a primeira vez que o clube irá jogar em casa após o lançamento da campanha contra homofobia.

 

 

Clubes que já disseram “não” à homofobia

 

Em 2014, o Corinthians lançou um manifesto pedindo aos seus torcedores para abolir o grito de “bicha” durante a cobrança de tiro de meta do time adversário. O grito homofóbico tinha virado uma rotina dos torcedores em quase todas as disputas no estádio do time em Itaquera, na zona leste da capital paulista.

 

No manifesto, o Corinthians cita a história do clube, a fama de time do povo e relembra a luta e o “pioneirismo” pela inclusão racial e social. “Pelo fim do grito de ‘bicha’ no tiro de meta do goleiro adversário. Porque homofobia, além de ir contra o princípio de igualdade, que está no DNA corintiano, ainda pode prejudicar o Timão”, diz um trecho do texto. Leia o comunicado completo:

 

Corinthians lança manifesto contra homofobia

 

Outro time que tem se mobilizado pelo fim da homofobia é o Palmeiras, que no ano passado criou uma campanha on-line pedindo o fim dos gritos homofóbicos nos jogos.

 

O grupo M20-9 (Movimento 20 de setembro, data em que o Palestra Itália virou Palmeiras) fez um vídeo propondo que os torcedores gritem “porco” em vez de “bicha” em seu estádio, o Allianz Parque.

 

  • Em alguns casos, a discriminação pode ser discreta e sutil, mas muitas vezes o preconceito se torna evidente com agressões verbais, físicas e morais. Qualquer que seja a forma de discriminação é importante que a vítima denuncie o ocorrido. Veja também: Saiba o que fazer em caso de homofobia

 

Fonte: Catraca Livre


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12 de dezembro de 2016

Depois de um extenso trabalho de seleção, garimpamos no labirinto de vídeos do Youtube 12 canais de videologers brasileiros que são bem produzidos, inteligentes, refletem bem os diferentes estilos e pontos de vistas dentro da comunidade. Alguns são modernos, outros caretas, uns do interior, outros de grandes metrópoles.

O mais legal é celebrar a diversidade assistindo e prestigiando, quebrar os estereótipos e conhecer pessoas que dedicam um pouco de suas vidas a contar parte de suas histórias ou a promover as nossas causas, de diferentes formas, e acima de tudo mostram aos outros gays que eles jamais estarão sozinhos. São canais pessoais ou de grupos de amigos, com produções com temas gerais.

Canal das Bee
Jessica Tauane e Victor Larguesa apresentam o Canal das Bee, um dos mais populares entre os gays, que aborda temas cotidianos com tiradas feitas por uma lésbica e um gay para lá de divertidos.

Chá dos 5
O mais novo canal de humor gay, fundado por cinco amigos gays, também quer mostrar diversos pontos de vistas sobre temas atuais, no melhor estilo “mesa redonda” com direito a convidados.

Coletivo Lumika
Com mega produção em forma de curtas, webséries, depoimentos e discussões, o canal expõe temas importantes com muito humor e uma edição deliciosa de assistir. O projeto é apoiado pela Secretaria da Cultura do estado de São Paulo.

Eduardo Bressanim
O fotógrafo fofo do interior de São Paulo tem uma sinceridade que salta em seus vídeos que são diretos, pessoais e mostram uma pessoa muito fofa, para casar. Aliás, ele acaba de ficar solteiro… fica mais essa dica!

Enrique Coimbra
O loiro carioca, autor e gay assumido fala bastante, é hiperativo, se expõe de forma bem sincera. Fofíssimo e apaixonante com seu sotaque e olhos azuis, ele aborda questões do coração, polêmicas e usa palavras certeiras e até poéticas.

Fmastrandea
O publicitário paulistano Felipe Mastrandea, 27, é formado em Letras e também tem um blog. Ele se define: “intenso, doidinho e brincalhão”. Os temas de seus vídeos, que sempre abusam do corpo e da polêmica são invariavelmente quentes e conta sempre com a participação de seus amigos filés. Mas a discussão é interessante e levada a sério, se você se concentrar.

Gayrotos
De conversa franca, o canal Gayroto era um dos mais populares e interessantes. Eles respondiam dúvidas, abordavam temas comuns aos gays de forma bem humorada e com linguagem coloquial e de forma bem didática. O canal chegou ao fim há dois anos, mas os vídeos continuam lá…

Luan Poffo
Com apenas 18 anos, o catarinense ficou famoso ao compartilhar presença no canal do seu ex Federico Devito. De volta a Santa Catarina, ele estreou seu próprio canal e encanta com seu humor rápido e inteligente, opiniões ponderadas e estilo totalmente cool de ser. Com amigos ele fez brincadeiras e conta um pouco de sua vida de jovem gay estudante de jornalismo. Um dos nossos favoritos!

LubaTV
Lucas Feuerschuette cresceu se expondo em seu canal no Youtube até que saiu do armário e desde então seu canal bombou. De Tubarão, Santa Catarina, ele é super divertido e fofo, até os pais participam do canal dele.

Maicon Santini
O humorista e ator paranaense arrasa em seu canal. Com muito humor e sinceridade ele faz piadas com ele mesmo. A edição é divertida e os looks impecáveis. Amigo de longa data nosso, não poderia faltar em nossa lista!

Põe na Roda
O canal gay brasileiro de humor mais conhecido é um tipo de “Porta dos Fundos” gay. Abordam diversos temas e trazem piadas hilárias. Há sempre a garantia de boas risadas com o trio de amigos Nelson Sheep, Pedro HMC e Felipe Abe.

Rick Sincero
De opiniões polêmicas, Rick tem 32 anos é de São Paulo e foi criado pela mãe. Ele é bem simples em suas opiniões, o que faz com que algumas pessoas não o entendam e ele tenha tanto uma legião de haters quanto de fãs. Mas ele representa boa parte dos gays com suas opiniões conservadoras.

 

Fonte: Revista Lado A