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Vice-líder da segunda divisão paulista levanta bandeira contra o hábito de torcedores.

Prática em jogos da seleção já resultou em multas à CBF

 

Virou cena comum em jogos dos grandes clubes de São Paulo. A cada tiro de meta cobrado pelo goleiro adversário, a torcida da equipe mandante faz ecoar alto o grito homofóbico que se espalhou por diversos estádios. Mas um time pequeno do interior paulista resolveu levantar a bandeira e marcar posição contrária ao cântico. O Rio Claro quer abolir de vez o “bicha” de suas arquibancadas.

 

Que isso não se confunda com rejeição ao público gay. Pelo contrário. Em fevereiro, o clube lançou uma campanha nas redes sociais convocando torcedores de todas as orientações sexuais para prestigiar os jogos no estádio Schimitão. Além disso, se opôs publicamente ao cântico ofensivo em suas dependências. “A comunidade LGBT é bem-vinda no estádio do Rio Claro FC. Aqui você não vai ouvir ‘bicha’ quando o goleiro cobrar tiro de meta em tom de ofensa. Aqui, somos todos iguais, todos irmãos”, bradava a campanha.

 

A repercussão na internet fez com que as ações se estendessem ao campo. Nas partidas do Rio Claro, são exibidas faixas contra a homofobia e distribuídos panfletos educativos aos torcedores, alertando sobre os diversos tipos de discriminação de gênero. “Nossa intenção com a campanha é mostrar às pessoas e ao nosso torcedor os enormes prejuízos que algumas atitudes podem causar a quem sofre na pele com o preconceito”, conta Rafael Porto, administrador de rede social do Rio Claro. “Não imaginávamos um impacto tão expressivo. Mesmo não sendo um clube grande, conseguimos propor uma reflexão à sociedade por meio do futebol.”

 

O Movimento LGBT de Rio Claro aprovou a medida. “Recebemos o gesto do clube com alegria”, afirma Leonardo Alves, de 29 anos, um dos integrantes do grupo. “A cidade é muito conservadora, mas, pelo menos entre a comunidade LGBT, houve bastante adesão à campanha. Conheço gente que começou a torcer pelo time por causa disso.” Para Alves, embora a atitude do Rio Claro tenha sido uma surpresa, mais clubes deveriam aderir à luta. “Não importa a quem seja direcionado. Ao usar o termo ‘bicha’ de forma pejorativa, com intuito de ofender, o torcedor acaba sendo preconceituoso. O futebol ainda é muito machista. Tomara que o Rio Claro sirva de exemplo às outras equipes.”

 

Entretanto, alguns torcedores do Galo Azul não assimilaram bem a campanha. “No começo, tivemos uma aceitação muito boa. Mas, com o tempo, uma minoria, composta por membros de organizadas, passou a ser alvo de piadas de rivais por causa do posicionamento do clube”, diz Porto. Quando os insatisfeitos tentam puxar o grito de “bicha” nos tiros de meta, porém, boa parte da torcida responde em coro: “Sem preconceito, sem preconceito!”. Apesar das manifestações divergentes, a diretoria do clube segue bancando a campanha e pretende manter uma ação permanente de conscientização até que os termos homofóbicos desapareçam do Schmitão.

 

“Rio Claro é uma equipe de tradição, que sempre pregou o respeito. Antes de funcionário do clube, eu sou torcedor. Frequento arquibancada há muito tempo e também já gritei coisas homofóbicas no estádio. Só que hoje tenho consciência de que isso não é legal. Todas as torcidas precisam se mobilizar por essa causa”, afirma Porto. Fundado em 1909, o Rio Claro é um dos clubes mais antigos de São Paulo e atualmente disputa a segunda divisão do Campeonato Paulista. No mesmo ano em que empreende sua cruzada contra a homofobia, a equipe também faz bonito nos gramados em busca do retorno à elite estadual. O Galo Azul ocupa a segunda posição na tabela, com o mesmo número de pontos do líder São Caetano. É o time que menos perdeu no campeonato: apenas uma derrota em 14 jogos.

 

Torcida Rio Claro
Torcida do Rio Claro em jogo da Série A2 do Paulistão. DIVULGAÇÃO

 

Punição e omissão

 

Desde o ano passado, a Fifa passou a enquadrar o grito de “bicha” como ato homofóbico e tem multado seleções pelo comportamento inadequado de suas torcidas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já teve de pagar 150.000 reais por duas punições relativas aos jogos contra Colômbia e Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Na última terça-feira, contra o Paraguai, torcedores presentes na Arena Corinthians também entoaram insistentemente o cântico nos tiros de meta cobrados pelo goleiro Anthony Silva.

 

Na América do Sul, as federações de Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai também foram punidas pelo mesmo motivo. Os chilenos, por exemplo, acumulam oito sanções. Na última delas, além da multa, a seleção comandada por Juan Antonio Pizzi foi impedida de atuar por duas partidas no Estádio Nacional, em Santiago. O México, onde o grito homofóbico surgiu no início dos anos 2000, é outro país na lista de sancionados pela Fifa. Em espanhol, o termo dirigido em tom pejorativo aos adversários é “puto”.

 

Em 2014, o Corinthians lançou um manifesto pedindo à sua torcida que deixasse de proferir o grito de “bicha” para evitar punições ao clube. No entanto, no mesmo ano, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo entendeu que o cântico dos torcedores não era ofensivo. Desde então, o alvinegro paulista não desenvolveu mais nenhuma ação sobre homofobia. Já no ano passado, um grupo de torcedores palmeirenses criaram o movimento “#eugritoporco”, sugerindo a substituição do termo “bicha” por “porco” nos tiros de meta adversários, mas o Palmeiras não se engajou de forma oficial na campanha.

 

“Falta coragem aos clubes e à CBF”, diz Rafael Porto. “Por ser um tabu no futebol, os dirigentes ignoram a homofobia nos estádios para não correr o risco de contrariar os torcedores. Mas, se o Rio Claro tomou uma atitude e alcançou muitas pessoas, imagine o peso que teria uma ação de clubes grandes ou da seleção brasileira nesse processo de enfrentamento ao preconceito.”

 

Fonte: El País

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A cantora Katy Perry, na cerimônia do Human Rights Campaign’s 2017, que aconteceu em Los Angeles, nos EUAImagem: Getty Images

 

Neste sábado (18), Katy Perry foi homenageada pelo Human Rights Campaign –grupo de defesa dos direitos civis dos LGBT nos Estados Unidos—por sua atuação em prol dessa comunidade. A cerimônia aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

Em seu discurso ao receber a homenagem, ela falou sobre como foi superar os conflitos entre a criação religiosa que recebeu e a percepção de que a sexualidade “não era preta e branca”. Veja trechos da fala a seguir.

 

“Sou só uma cantora e compositora. Falo as minhas verdades e mostro minhas fantasias nessas músicas pop. Por exemplo: ‘I kissed a Girl and I Liked it’. Verdade seja dita, a) fiz mais do que isso [beijar uma garota]. E b) como ia conciliar isso com a cantora gospel criada em grupos de jovens pró-conversão gay? O que sabia era que estava curiosa, e, mesmo assim, sabia que a sexualidade não era preta e branca como esse vestido [em referência ao modelo que usou na premiação]. E honestamente, nem sempre acertei. Mas, em 2008, quando a música foi lançada, sabia que havia começado uma conversa, que boa parte do mundo parecia curiosa o suficiente para entrar nela.”

 

“Minhas primeiras palavras foram ‘mamãe’ e ‘papai’, ‘Deus’ e ‘Satanás’. (…) Quando estava crescendo, a homossexualidade era sinônimo de abominação e de inferno.(…) Então, por boa parte da minha adolescência, ignorei a homossexualidade. Mas, então, no meio de tudo isso, em uma reviravolta, encontrei meu dom, e ele me fez conhecer pessoas fora da minha bolha. Minha bolha começou a explodir. Eu não precisava temer essas pessoas, como havia sido ensinada. Elas eram as pessoas mais livres, fortes, amáveis e compreensivas que já conheci. Elas estimularam minha mente, encheram meu coração de alegria e dançaram enquanto isso acontecia. Essas pessoas são mágicas de verdade e são assim pois estão vivendo a verdade delas. Que revelação –e não é o último capítulo da Bíblia.”

 

“Tem sido uma longa jornada para mim e para vocês também. Sei que não é sempre seguro ser quem você é, mas eu não teria escolhido outra maneira. (…) Muitas das pessoas que eu admiro, confio e trabalho pertencem à comunidade LGBTQ [o Q se refere a quem questiona a própria identidade sexual] e, sem elas, seria metade da pessoa que sou hoje. Minha vida é rica por causa delas. São aliados que oferecem um espaço seguro para falhar, para não saber tudo e para cometer erros. Espero que esteja aqui como prova de que independentemente de onde você vem, o importante é para onde você está indo. Uma verdadeira evolução e mudança de percepção pode acontecer se abrimos nossas mentes e acalmarmos nossos corações. As pessoas podem mudar, acreditem em mim.”

 

Fonte: Uol


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A divulgação de um vídeo que mostrava a transexual Dandara, 42, sendo brutalmente espancada e morta em Fortaleza se tornou peça decisiva para que o caso ganhasse os holofotes e saísse da triste lista de mortes de transgênero que passam batidas e sem culpados no Brasil.

 

Dandara foi morta no dia 15 de fevereiro, no bairro do Bom Jardim, periferia da capital cearense. O caso passava despercebido, entre a rotina de mortes de Fortaleza. Isso até o sábado passado (4), quando o vídeo com o espancamento da vítima veio à tona.

 

O caso então ganhou enorme repercussão. A revolta com imagens da brutalidade levou o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), a manifestar-se em redes sociais e cobrar elucidação do caso. O assunto também, rapidamente, se tornou um dos mais comentados virtualmente no Brasil, com o uso da hastag  #PelaVidaDasPessoasTrans.

 

Nesta terça-feira (7), em resposta à repercussão, cinco pessoas –sendo três adolescentes– foram detidas por suspeita de participação no caso. Uma está foragida, mas já foi identificada e é buscada.

 

A barbárie que gerou comoção

 

Nas imagens gravadas por um celular, é possível ver pelo menos três homens –aparentemente jovens– chutando, dando pauladas, pedradas e chineladas na vítima, que já aparece no vídeo ensaguentada e bastante ferida. Ela ainda houve uma série de ataques transfóbicos, diante de pessoas que assistem imóveis às agressões.

 

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Mesmo com pedidos de misericórdia da vítima, os agressores levam Dandara em um carro de mão até um local no bairro e, já longe da câmera, a mataram com tiros de revólver.

 

À medida em que o vídeo foi se espalhando, ativistas, entidades ligadas aos direitos humanos, políticos e artistas se manifestaram e iniciaram a cobrança para que a polícia cearense efetuasse a prisão dos envolvidos.

 

Dandara tinha uma história parecida com tantas outras de transgêneros. Na adolescência se viu mulher e decidiu trocar de sexo. Passou a sofrer com o preconceito, e segundo um amigo, já havia sido vítima de agressão no bairro onde mora por conta do preconceito. “Ela era alegre, ajudava todo mundo, nunca dava um ‘não’ a ninguém”, contou.

 

Mas será que a polícia agiria com tanta eficiência se esse vídeo não fosse levado a público? Para ativistas da área, é certo que não.

 

“Esse crime aconteceu dia 15 de fevereiro e só teve repercussão depois da divulgação do vídeo. Senão, era mais um crime que ia passar batido, não haveria uma resposta tão rápida”, diz Sayonara Nogueira, coordenadora de comunicação da Rede Trans Brasil e integrante da ONG (Organização Não-Governamental) Transgender Europe.

 

Segundo a Rede Trans Brasil –que faz acompanhamento de casos de violência contra transgêneros no país–, 144 travestis ou trans foram mortos em 2016. Este ano, já foram 21 casos. “De domingo (5) para cá foram três mortes, e que não tiveram a repercussão”, afirma Nogueira.

 

Segundo a Rede Trans Brasil, os assassinatos de transgêneros no Brasil têm como regra ficar impunes. “Normalmente, a polícia –e às vezes até a imprensa falha– notifica enquanto gênero masculino, não respeitando nosso nome social.  E a vítima acaba sendo enterrada como indigente”, conta.

 

“A sociedade liga muito o transgênero a algo errado e acaba muitas vezes colocando a culpa na vítima. Quando sai alguma notícia de morte, se indaga logo se estava prostituindo, usando drogas. Isso só vai  mudar na escola”, conta Nogueira, que também é professora.

 

A transsexual e ativista do movimento LGBT cearense Helenna Vieira afirma que a polícia só agiu com transparência no caso após a pressão nas redes sociais. Ela conta que, antes do vídeo, não havia divulgação de como estavam as investigações. “Ao mesmo tempo, o vídeo ajudou a identificar os suspeitos”, diz.

 

Para ela, “qualquer pessoa poderia ter protegido a Dandara”. “Infelizmente, foi motivo de riso do grupo que cometeu o crime porque matar travesti, transsexual é que nem caçar bicho. As pessoas acham que aquilo tudo é normal. Precisamos de apoio político e educacional. Não adianta fazer notas de apoio, não precisa ser sentimental. São necessárias ações institucionais para acabar com a condição que as pessoas trans não estejam na condição de vulnerabilidade”, desabafa.

 

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Secretário minimiza e exalta repercussão

 

Segundo o Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, a polícia já tinha tido acesso às imagens da morte da transexual e investigava o caso antes da repercussão.

 

“Aquelas imagens já eram conhecidas da polícia poucos dias após o crime, que já vinha investigando o caso. O vídeo resultou na identificação dos suspeitos”, disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira. “Como qualquer homicídio, a investigação é iniciada no momento do fato, quando a polícia faz o levantamento com delegado, a perícia vai ao local. Já estava instaurado o inquérito. Homicídio é um crime grave, não só porque se torna público”.

 

Porém, o próprio secretário reconhece que a repercussão do caso levou a um maior empenho das autoridades, inclusive com a sua participação na operação que levou à prisão dos suspeitos.

 

“Houve empenho pessoal meu por ordem do governador Camilo Santana, que durante todo o fim de semana. Acompanhei as investigações e participei da operação”, disse.

 

Prova da importância dada ao caso foi o aparato usado na operação para prender os adolescentes suspeitos do caso, quando até uma aeronave foi usada –algo raro em cumprimento de mandados de busca de menores.

 

“Foi um crime cruel, bárbaro, que merecia essa reposta. A Polícia Civil está de parabéns pela investigação, com uma resposta rápida, correta, com provas robustas”, alegou.

 

Costa disse que o homem que estava filmando as agressões já tinha passagem pela polícia e seria um traficante conhecido na região onde Dandara vivia.

 

Ainda segundo o secretário, como Dandara era querida na região, muitas pessoas procuraram a polícia e ajudaram nas investigações. Mesmo com o vídeo e informações já colhidas, o secretário informou que a motivação do crime ainda está sendo apurada.

 

Fonte: Jornal Floripa

 

Assista Aqui o Vídeo – Precisa assistir o vídeo para ver a brutalidade? Precisa SIM!!!!

Lute Conosco pela Criminalização da Homofobia!

Denuncie sempre, canal online de denúncias: www.movimentolgbt.com.br/denuncie/

Juntos Somos mais Fortes!

 


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Sim, amadxs, Zona da Mata apresenta o último episódio do remember – temporada de verão 2017, com open bar e muita purpurina :

TODA FORMA DE AMOR OPEN BAR !

A festa do amor livre está de volta ! Sem preconceitos e com muita vodka, convidamos a comunidade LGBTTT´s para uma noite inesquecível! Convidem as minas, os manos e as monas ! Chega todo mundo!

ATRAÇÕES:
-Dj Lorenz (trans não-binárie – São Carlos)
-Dj Dior Sallutt (dragqueen – São Paulo)
-Dj Senta (UNESP)
-Dj Vésper (UNESP)

OPEN BAR:
-Cerveja
-Vodka
-Energético
-Água
-Refri
-SURPRESAS (bebidas diversas, no bota-fora Zona da Mata)

+

CORREIO ELEGANTE para dar MATCH naquelx CRUSH ! Com o coletivo Channel Haus !

+

PALCO ABERTO para falas de 1 minuto na troca de DJ´s ! Coletivize seu amor e sua causa !

=

CONVITES:

– 1° Lote R$ 30 – RESERVAS na portaria da Tequilada Open Bar para os 100 primeiros que entrarem e solicitarem a inclusão. Os convites que sobrarem, abrimos uma lista no domingo dia 12/03 à noite, na página do evento. Divulgaremos a quantidade que/se sobrou.

– 2° Lote – R$40 – Promoters (dinheiro), Zona da Mata (cartão/dinheiro), Academia Grêmio Bela Vista (dinheiro), Breja Flor (cartão/dinheiro), Terra Sol (cartão/dinheiro), República Atoas (dinheiro), Lojinha da Atlética-UNESP (cartão/dinheiro), Channel Haus (dinheiro)

– 3° Lote – R$50 – Promoters (dinheiro), Zona da Mata (cartão/dinheiro), Academia Grêmio Bela Vista (dinheiro), Breja Flor (cartão/dinheiro), Terra Sol (cartão/dinheiro), República Atoas (dinheiro), Lojinha da Atlética-UNESP (cartão/dinheiro), Channel Haus (dinheiro)

zonA .:. sÓ amOR !

 

Data: Sábado, 18 de março às 23:00

Horário: 23:00 a 19 de março às 4:00

Local:  Avenida Oito A, N° 1225  – Zona da Mata


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A advogada Márcia Rocha tornou-se oficialmente a primeira advogada transgênero a ter seu nome social no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A entrega de sua nova carteirinha aconteceu na última segunda-feira (20). Em entrevista ao UOL, ela explica a importância de seu feito.

 

“Essa é uma conquista de grande impacto, e ótimas consequências, especialmente quando falamos de um órgão sério e conservador como a OAB. Até então, Márcia Rocha era um nome que, apesar de condizer com a minha imagem, eu não tinha como exigir que me chamassem assim, por não ter nenhum documento que comprovasse que aquela pessoa era eu. Isso mudou.

 

Em São Paulo, existe uma lei que garante o uso do nome social e uma séria de outras coisas que protegem os travestis e transexuais. Com isso, a maioria dos funcionários públicos já são meio preparados para a situação, inclusive perguntando como você quer ser chamado. Isso não existe em outros locais, mas a minha nova carteira da OAB, apesar de ser da secção de São Paulo, é válida em todo o território nacional.

 

Reprodução/Facebook

 

Acredito que a importância maior é abrir precedentes para que outras sociedades de classe também autorizem o uso de nome social para pessoas transgêneros. Tanto que, na própria OAB, outras 15 pessoas entraram com o pedido depois de mim, mostrando que não sou a única. Por isso, vejo que este foi um passo extra, um direito a mais conquistado.

 

Mas não pense que foi algo que vencemos do dia para a noite. A entrada no pedido de uso do nome social aconteceu há três anos. Foi um processo longo, com comissões que avaliaram os aspectos legais disso dentro da OAB. Depois, o caso foi encaminhado para estudo do Conselho Federal, o que demorou bastante, pois foram várias instâncias.

 

Em março de 2016, o meu pedido foi aprovado por unanimidade no Conselho Federal da OAB, em Brasília. Este, inclusive, foi o momento mais importante de todo o processo. Depois, a Ordem informou que precisava de um tempo para resolver como seria essa nova carteira, além de um outro período para adequar o site. E aí me deram janeiro de 2017 de prazo.

 

Aguardei e realmente me ligaram no começo do mês passado, avisando que estava tudo certo e que poderia ir até a OAB fazer o requerimento. Teve até um evento naquele dia, celebrando essa conquista tão importante. Depois de tanta luta, fico muito feliz de agora ter um documento mostrando que Márcia Rocha sou eu mesma”.

 

Extrema relevância

 

Agora, após a vitória de Márcia, quem deseja que seu nome social seja incluído na OAB precisa apenas protocolar o seu pedido junto a seccional ou subseção onde o advogado ou estagiário é inscrito. De acordo com Adriana Galvão Moura Abilio, presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB SP, essa é uma antiga reivindicação da população trans.

 

“A exemplo do Conselho Federal de Psicologia e do Crass- Conselho de Serviço Social, entendemos que seria de extrema relevância que a OAB também possibilitasse o uso de nome social de seus profissionais, justamente para facilitar a atuação dos colegas junto aos fóruns e audiências, além de contribuir para reduzir situações de preconceito o e discriminação”, ressalta.

 

Por Vivian Ortiz

Do UOL, em São Paulo


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Gritos homofóbicos contra jogadores e árbitros que estiverem em campo não serão aceitos no estádio Dr. Augusto Schmidt Filho, na cidade de Rio Claro, a 179 km de São Paulo.

 

Em uma publicação feita na terça-feira (7) no Facebook, o clube Rio Claro FC, que disputa a série A2 do Campeonato Paulista, divulgou uma foto do campo do time nas cores do arco-íris com os dizeres: “A comunidade LGBT é bem-vinda no estádio do Rio Claro FC!”.

 

O post, que faz parte de uma campanha do clube contra a homofobia, é um convite ao público LGBT e aos que se identificam com a causa a ir ao estádio nos jogos da equipe. O texto diz ainda que os gritos de “bicha” estão abolidos do estádio.

 

Campanha contra homofobia foi elogiada nas redes

 

“Aqui você não vai ouvir ‘bixa’ (sic) quando o goleiro cobrar tiro de meta em tom de ‘ofensa’, aqui, somos todos iguais, todos irmãos”, diz o post. O clube explica que irá combater todo tipo de discriminação e preconceito praticado no estádio, embora não especifique como.

 

Com quase 3 mil curtidas e 500 compartilhamentos na rede social, a publicação bombou por um motivo claro: é preciso trazer à luz o preconceito e a violência contra homossexuais no futebol brasileiro – ainda encarados com uma espantosa naturalidade.

 

O ano nem bem começou e já surgiram notícias referentes à homofobia no esporte, como a declaração do presidente do Vasco, Eurico Miranda, que disse em entrevista ser contra árbitros gays no futebol.

 

“Eu não sou contra gay, eu só me manifestei [no passado] contra árbitro gay. Sou contra árbitro gay e isso é lá atrás. Por que eu sou contra o árbitro gay? Porque eu acho que o gay, eu não tenho nada contra o gay. Agora contra o chamado, todo mundo quer chamar de gay, mas não é gay, é a bicha, a bicha extrovertida e toda cheia de coisa (…) pode tender para o [jogador] namorado dela”, afirmou.

 

Em outubro do ano passado, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) chegou a multar a Confederação Brasileira de Futebol em mais de R$ 70 mil após torcedores brasileiros chamarem o goleiro da Colômbia de “bicha” durante um jogo da seleção nas eliminatórias para a Copa do Mundo em setembro de 2016.

 

Torcedores lutam contra a homofobia

 

A luta do Rio Claro contra a homofobia é iniciativa de um grupo de torcedores que administra voluntariamente as redes sociais do clube. A ideia foi levada à diretoria, que aprovou prontamente a campanha.

 

“Começamos a fazer brincadeiras nas redes sociais envolvendo clubes de São Paulo e ganhamos muita visibilidade. Daí pensamos em aproveitar o momento para falar também de coisa séria”, comenta o torcedor Rafael Porto em entrevista ao Catraca Livre.

 

Para ele, é essencial se posicionar contra a homofobia, uma das questões mais latentes do futebol. Tanto é que, além dos muitos elogios, a publicação chegou a receber comentários preconceituosos momentos depois que foi ao ar.

 

“Agora eu vi que 7×1 foi pouco, apaga isso, Rio Claro”, escreveu um internauta. Os posts homofóbicos foram excluídos por decisão da equipe que cuida da página.

 

Com a repercussão, Rafael espera transmitir a mensagem e atingir outros clubes do estado. “Nossa intenção é fazer barulho para que os clubes e os torcedores de futebol se sensibilizem, sejam acolhedores e tenham a cabeça mais aberta”, diz.

 

Na próxima quinta-feira (16), o Rio Claro jogará contra o Velo Clube, time fundado na mesma cidade. Será a primeira vez que o clube irá jogar em casa após o lançamento da campanha contra homofobia.

 

 

Clubes que já disseram “não” à homofobia

 

Em 2014, o Corinthians lançou um manifesto pedindo aos seus torcedores para abolir o grito de “bicha” durante a cobrança de tiro de meta do time adversário. O grito homofóbico tinha virado uma rotina dos torcedores em quase todas as disputas no estádio do time em Itaquera, na zona leste da capital paulista.

 

No manifesto, o Corinthians cita a história do clube, a fama de time do povo e relembra a luta e o “pioneirismo” pela inclusão racial e social. “Pelo fim do grito de ‘bicha’ no tiro de meta do goleiro adversário. Porque homofobia, além de ir contra o princípio de igualdade, que está no DNA corintiano, ainda pode prejudicar o Timão”, diz um trecho do texto. Leia o comunicado completo:

 

Corinthians lança manifesto contra homofobia

 

Outro time que tem se mobilizado pelo fim da homofobia é o Palmeiras, que no ano passado criou uma campanha on-line pedindo o fim dos gritos homofóbicos nos jogos.

 

O grupo M20-9 (Movimento 20 de setembro, data em que o Palestra Itália virou Palmeiras) fez um vídeo propondo que os torcedores gritem “porco” em vez de “bicha” em seu estádio, o Allianz Parque.

 

  • Em alguns casos, a discriminação pode ser discreta e sutil, mas muitas vezes o preconceito se torna evidente com agressões verbais, físicas e morais. Qualquer que seja a forma de discriminação é importante que a vítima denuncie o ocorrido. Veja também: Saiba o que fazer em caso de homofobia

 

Fonte: Catraca Livre


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Jamil Dakwar, diretor de direitos humanos da ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis, na sigla em inglês), diz que a entidade que conseguiu vencer o presidente dos EUA, Donald Trump, nos tribunais está preparada para uma grande maratona nos próximos quatro anos de governo na luta pelos direitos civis.

 

Em entrevista ao UOL, Dakwar afirmou que o magnata republicano “declarou uma guerra aos direitos civis” e está somente cumprindo suas promessas de campanha –e se ele seguir neste ritmo, a atual situação nos EUA “pode ficar ainda mais preocupante”.

 

A ACLU, uma ONG norte-americana com quase cem anos, foi fundada após o fim da Primeira Guerra e é a autora da primeira ação vitoriosa movida contra a ordem executiva de Trump que barrou refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana. A medida aprovada pela Justiça impediu a deportação de cidadãos de Irã, Iraque, Iêmen, Somália, Líbia, Síria, Sudão, mas outras diversas ações de outros grupos, até mesmo de promotores, continuam em debate na Justiça americana.

 

Veja trechos da entrevista concedida por Dawkar em São Paulo, onde o advogado esteve para participar de um fórum de direitos humanos promovido pela ONG Conectas:

 

Gostaria de saber como o sr. avalia as primeiras semanas de Donald Trump como presidente e suas ordens executivas, incluindo a que bane refugiados e imigrantes.

 

Acredito que as duas primeiras semanas de Trump como presidente foram caóticas. Você tem um presidente que assinou ordens executivas que são claramente inconstitucionais, violam a tradição americana de receber imigrantes e refugiados. E ele fez isso tudo de uma forma tão ofensiva para pessoas que são tão vulneráveis, como os refugiados. Estamos falando de pessoas que vêm aos EUA com o status de refúgio e passam por um processo de seleção muito sério, que são investigadas, passam pela aprovação de agências de Segurança Nacional do país.

 

 

Jonathan Ernest/Reuters

29.jan.2017 – Donald Trump em uma de suas conversas por telefone com chefes de Estado

 

Os fatos são claros: não existiu até agora nenhum crime sério ou ato de terrorismo em solo americano. A acusação de que há uma ameaça à segurança vinda dos refugiados é como brincar com os medos dos americanos, assim como ele fez durante a campanha política: espalhar medo, xenofobia, discriminação racial, neste caso particularmente contra muçulmanos.

 

Estamos vendo que a presidência está seguindo por um caminho muito perigoso, e perto até de criar uma crise constitucional, com o presidente atacando e questionando a legitimidade de juízes, que deveriam ser os responsáveis por fiscalizar o poder do presidente.

 

A ACLU conseguiu arrecadar um grande valor em doações depois do processo contra a ordem executiva. Como a ONG planeja lutar contra as medidas abusivas de Trump?

 

O presidente que foi eleito agora está cumprindo suas promessas políticas e está fazendo isso negligenciando a Constituição americana e as preocupações de muitos cidadãos.

 

Não será somente uma batalha legal, não somente para a organização. Ela está incluindo até mesmo alguns procuradores-gerais dos Estados, como Washington e Minnesota, que processaram a administração Trump, alegando que este governo, o presidente e suas ações estão prejudicando cidadãos de seus Estados, seus imigrantes, seus negócios, a educação e suas instituições.

 

Basicamente o que Trump está fazendo é tentar isolar os EUA do resto do mundo, conter a ideia de que os EUA são um país que conseguiu sucesso porque se abriu para o mundo. Então dizer agora que está protegendo os interesses americanos ao afirmar que “A América Vem Primeiro” é essencialmente colocar os EUA em uma posição mais perigosa, por causa do nacionalismo branco, da xenofobia e de ideias racistas que ele apoiou durante sua campanha política. Na verdade, até mesmo por causa de algumas pessoas que fazem parte da sua administração, na Casa Branca, seus conselheiros mais próximos.

 

Ele essencialmente declarou guerra contra os direitos humanos e liberdades civis e vamos responsabilizá-lo.

 

O que podemos esperar de Trump levando em consideração os direitos da comunidade LGBT, dos negros e das mulheres?

 

Ele declarou guerra contra direitos fundamentais, direitos constitucionais, muitas comunidades e minorias. Mulheres, da comunidade LGBTQ e de pessoas com deficiência. Se você reparar nas pessoas que ele nomeou como integrantes de seu gabinete, você verá que são completamente contra a missão de alguns dos departamentos que eles devem liderar.

 

Uma coisa que acreditamos que pode acontecer neste governo é o uso da liberdade religiosa e de crenças religiosas para discriminar pessoas, especialmente mulheres e a comunidade LGBTQ.

 

Nos EUA, a primeira emenda protege a liberdade religiosa como um direito fundamental constitucional. Nós concordamos e defendemos esta liberdade religiosa. Entretanto, não consideramos que ela possa ser usada para discriminar outras comunidades, particularmente quando falamos de aborto, e este presidente deixou claro que apoiaria limitar orçamentos de clínicas que apoiam e oferecem assistência médica reprodutiva e serviços para mulheres.

 

Claramente, a mensagem que Trump está mandando é a de que ele quer estar acima da lei internacional.

 

TRUMP PASSA A MENSAGEM DE QUE QUER ESTAR ACIMA DA LEI, DIZ DIRETOR DA ACLU

 

Como a comunidade internacional pode lutar contra esta mensagem de Trump?

 

Os EUA já têm sido muito criticado desde o 11 de Setembro por introduzir políticas, leis e ações que violam direitos humanos internacionais, como a criação de prisões decretas pela CIA, o uso de tortura, a prisão por tempo indeterminado em Guantánamo, o uso de drones para assassinatos e até mesmo na área da imigração. Os EUA, durante o governo Obama, deportaram milhões de pessoas, e a comunidade internacional e a ONU condenaram esta prática.

 

O que Trump está fazendo agora é basicamente iniciar uma guerra em larga escala contra os direitos humanos. O governo Obama usou algumas políticas que consideramos inconstitucionais, como os drones e a área de vigilância, por exemplo. O governo anterior deixou a infraestrutura pronta para o novo presidente abusar e expandir suas violações aos direitos humanos. E isso nos preocupa.

 

O governo anterior deixou a infraestrutura pronta para o novo presidente abusar e expandir suas violações aos direitos humanos

 

A VIDA DUPLA DE TRUMP NO TWITTER

 

Trump está fazendo cada vez mais inimigos, está alienando líderes estrangeiros, alguns que mesmo sem concordar com Trump já tinham aceitado negociar com ele. No Reino Unido, cidadãos assinaram uma petição contra o presidente americano, e o Parlamento disse que pode não o convidar para discursar. E os britânicos são os aliados mais próximos dos EUA.

 

Tudo isso tem um significado muito forte. Trump está conduzindo os EUA até uma posição em que o país não esteve em décadas.

 

Que tipo de mensagem Trump passa para o mundo quando defende a tortura?

 

É uma mensagem muito perigosa. De que a tortura, uma prática bárbara e condenada universalmente, é legítima. Ele está normalizando uma prática imoral, um tratamento que é cruel e banido há muito tempo pela comunidade internacional sem qualquer exceção.

 

Trump diz que é a favor da tortura, mas que a decisão sobre isso ficará para o general Mattis [secretário de Defesa], que é contra o método, diz que é contraproducente e não funciona.

 

Qual é a sua opinião sobre o uso da força policial contra manifestantes, com o uso de armas não-letais, e de outras ações repressivas promovidas por policiais?

 

Pela minha experiência como advogado especializado em direitos humanos, armamento não-letal resulta em ferimentos graves e mortes. O fato de um policial não usar arma de fogo não significa que é mais seguro usar armas menos letais.

 

Na verdade, com base em estudos, descobrimos que armas não-letais como balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo ou até mesmo os canhões de água, têm efeitos muito mais perigosos para a saúde das pessoas. Elas causam mortes, ferimentos e até mesmo sujeitas a deficiências físicas a longo prazo.

 

As forças policiais não podem ver a multidão como inimiga. Este é um dos princípios fundamentais. Mesmo que algumas poucas pessoas na multidão, em um protesto, estejam descumprindo a lei –vamos supor que eles estejam jogando objetos na polícia. Isto não deveria transformar o protesto inteiro em algo ilegal ou justificar o uso de armas menos letais. Não é algo que cria confiança entre as forças de segurança e as comunidades.

 

Particularmente, sei que em favelas e em outros lugares [do Brasil], a polícia têm usado armas militarizadas. Mostrar a presença militar é contraproducente. Manda a mensagem de que a população é inimiga. De que minorias, particularmente negros, não são merecedoras da proteção da polícia e de serem tratadas de forma igualitária como outros manifestantes.

 

 

PRESENÇA MILITAR MOSTRA QUE POPULAÇÃO É INIMIGA, DIZ DIRETOR DA ACLU

 

Se você não dá treinamento adequado à polícia, você acabará enfrentando uma situação de completa catástrofe e desastre em que as pessoas perderão suas vidas e em que forças de segurança estarão em grande perigo, e não mais seguras.

 

Como organizações não-governamentais podem trabalhar para lutar contra medidas abusivas?

 

É fato que agora as organizações e sociedades civis estão mais conectadas do que nunca. Temos a oportunidade de compartilhar experiências, até mesmo de convidar monitores, observadores. E isso tem sido feito em muitos países.

 

Apesar dos enormes desafios, em que nossos recursos são limitados e nossos países são gigantescos, como acontece no Brasil, nos EUA e em outras partes do mundo, ainda temos pessoas indo às ruas, protestando pacificamente, expressando seus pontos de vista, usando as redes sociais efetivamente, usando o sistema judiciário, engajadas em ações que mandam uma mensagem aos que têm o poder, dizendo que eles estão fazendo algo errado com a adoção de suas políticas.

 

É importante ver a colaboração, esforços que cruzam fronteiras. Violações aos direitos humanos não são um problema de um país ou uma comunidade. É como Martin Luther King disse: “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Você não pode fechar os olhos para um lugar em que há graves violações aos direitos humanos. Se você fizer isto, em algum ponto, estas violações te atingirão.

 

Fonte: Uol


Donald Trump Is Sworn In As 45th President Of The United States

Mal o novo presidente americano, Donald Trump, tomou posse, e a Casa Branca já atualizou o seu site com algumas novidades polêmicas. A seção dedicada às mudanças climáticas, bandeira defendida pelo ex-presidente Barack Obama, por exemplo, foi apagada da página oficial, assim como qualquer menção ao aquecimento global. Também não há mais seções no site sobre direitos civis e público LGBT. As informações são da Agência Ansa.

 

A nova política deve-se ao fato que o novo ocupante da Casa Branca e boa parte do Partido Republicano minimizam os efeitos causados pelas alterações no clima e a necessidade de se investir na chamada “economia verde”. Por outro lado, a página oficial traz algumas das medidas que o magnata promete adotar como novo presidente dos Estados Unidos.

 

Entre as iniciativas anunciadas, está a construção de um “escudo espacial” para proteger o país de possíveis “mísseis” lançados por nações como Irã e Coreia do Norte. O Irã inclusive assinou um acordo nuclear com as principais potências do planeta, incluindo os EUA, no qual limita suas atividades atômicas. Acordo esse que Trump prometeu rever.

 

Além disso, a Casa Branca listou mudanças importantes na política econômica, como a saída dos EUA do Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), formado por 12 nações que reúnem 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

 

Trump também pretende renegociar o Nafta, tratado de livre comércio com Canadá e México. “Se os parceiros se negarem, o presidente insistirá em sua intenção de deixar o pacto”, diz a Casa Branca. O objetivo do republicano é criar 25 milhões de postos de trabalho na próxima década e alcançar um crescimento econômico de 4% ao ano.

 

Outra promessa apresentada pelo site oficial do governo é a de “derrotar o terrorismo islâmico”, classificada como uma “prioridade” da nova administração. “Trabalharemos com os parceiros internacionais para cortar fundos de grupos terroristas e nos empenharemos em uma guerra cibernética para desestabilizar a propaganda”, ressalta a Casa Branca.

 

O site já conta com o nome e a foto de Trump, além do slogan de sua histórica campanha: “Vamos fazer a América grande de novo”.

 

Fonte: Brasil Post


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Luiz Carlos Ruas, ambulante que foi espancado até a morte após ajudar travestis

 

O pedreiro Ricardo do Nascimento, 21, que aparece em imagens de vídeo agredindo um ambulante até a morte dentro de uma estação do metrô de São Paulo, disse nesta quarta-feira (28) que está “arrependido” e que não é “uma má pessoa” ao deixar a sede de DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

 

Ele foi preso ontem à noite em Itupeva (interior paulista) por participar da agressão a Luiz Carlos Ruas, 54, na noite de domingo (25) na estação Pedro 2º do metrô, na região central da capital paulista.

 

Nascimento foi levado do DHPP para a Delpom (Delegacia de Polícia do Metrô), na Barra Funda, para reconhecimento pessoal por testemunhas. Ao menos 14 travestis e moradores de rua, segundo o DHPP, participarão da ação.

 

Indagado pelo UOL sobre o que diria à viúva de Ruas, o pedreiro respondeu: “Estou arrependido. Também não sou uma má pessoa. E o senhor [Ruas] que estava lá trabalhando também não era, era um cidadão de bem”, disse a jornalistas.

 

Nascimento e o primo que também aparece nas imagens agredindo o ambulante, Alípio Rogerio dos Santos, 26, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça ontem. Santos é considerado foragido e, segundo seu advogado disse ontem, não vai se entregar.

Conforme a investigação, eles agrediram Ruas –vendedor de doces havia 20 anos– porque ele teria tentando defender uma travesti, moradora de rua da região, das agressões dos dois jovens.

 

À polícia e aos jornalistas, hoje, Nascimento alegou ter ajudado o primo a se defender de uma garrafada que teria sido desferida por Ruas. “Ele [o ambulante] deu uma garrafada na cabeça do meu primo”, disse o pedreiro na saída do DHPP.

 

De acordo com delegado Osvaldo Nico, a versão da garrafada “não convence”. Ele informou que Nascimento foi preso em um barraco de um amigo em uma favela em Itupeva (Grande São Paulo). O local foi cercado, e o pedreiro tentou se esconder atrás de um móvel, segundo o delegado.

 

“Ontem, um familiar do Ricardo chegou a debochar ao dizer que ele estava ‘blindado, no ar condicionado’, ‘tomando leite fresco’ e que não chegaríamos até ele”, comentou o delegado.

 

Sobre a suposta agressão de Ruas, Nico disse não haver como prová-la –mesmo porque, a polícia não tem imagens de câmeras de segurança do lado de fora da estação.

 

As imagens internas mostram Ruas apanhando dos dois rapazes com chutes e socos sem que ninguém intervenha. Em nota, ontem, o Metrô informou que não havia seguranças na estação no momento do crime, mas defendeu que a quantidade desses agentes nas estações atende à demanda.

 

Nascimento será levado ainda hoje ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros (zona oeste de SP).

 

Fonte: Uol


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Argentina venceu por 3 a 0 contra a Colômbia

 

A Fifa mais uma vez repreendeu federações de futebol que tiveram cantos homofóbicos em suas partidas de futebol pelas Eliminatórias da Copa. Agora, a punição na América do Sul foi para a Argentina, Colômbia e Chile.

 

Segundo a entidade, a Argentina foi multada em 30 mil francos suíços (cerca de R$ 98 mil) por gritos homofóbicos no jogo contra a Colômbia, vencido pelos argentinos. Além disso, a Associação de Futebol Argentino (AFA) recebeu um alerta.

 

A punição para o Chile foi ainda maior. A seleção está proibida de jogar duas partidas no Estádio Nacional de Santiago também por homofobia e gritos ofensivos no jogo contra Uruguai. Além disso, a federação foi multada em 30 mil francos suíços (cerca de R$ 98 mil).

 

A Colômbia recebeu uma multa no valor de 25 mil francos suíços (aproximadamente R$ 82 mil) também por homofobia, contra o Chile.

A punição por homofobia também atingiu as Eliminatórias da Europa. A Grécia foi multada em 80 mil francos suíços (R$ 264 mil). Além das ofensas, a multa foi por objetos arremessados no gramado contra a Bielorrússia.

 

Estados Unidos, Panamá e Honduras também foram multados por homofobia.

 

Essa não é a primeira vez que a Fifa divulga uma série de punições por homofobia. A seleção brasileira, por exemplo, foi multada em duas rodadas pelo comportamento ofensivo de seus torcedores.

 

Fonte: Uol


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Depois de um extenso trabalho de seleção, garimpamos no labirinto de vídeos do Youtube 12 canais de videologers brasileiros que são bem produzidos, inteligentes, refletem bem os diferentes estilos e pontos de vistas dentro da comunidade. Alguns são modernos, outros caretas, uns do interior, outros de grandes metrópoles.

O mais legal é celebrar a diversidade assistindo e prestigiando, quebrar os estereótipos e conhecer pessoas que dedicam um pouco de suas vidas a contar parte de suas histórias ou a promover as nossas causas, de diferentes formas, e acima de tudo mostram aos outros gays que eles jamais estarão sozinhos. São canais pessoais ou de grupos de amigos, com produções com temas gerais.

Canal das Bee
Jessica Tauane e Victor Larguesa apresentam o Canal das Bee, um dos mais populares entre os gays, que aborda temas cotidianos com tiradas feitas por uma lésbica e um gay para lá de divertidos.

Chá dos 5
O mais novo canal de humor gay, fundado por cinco amigos gays, também quer mostrar diversos pontos de vistas sobre temas atuais, no melhor estilo “mesa redonda” com direito a convidados.

Coletivo Lumika
Com mega produção em forma de curtas, webséries, depoimentos e discussões, o canal expõe temas importantes com muito humor e uma edição deliciosa de assistir. O projeto é apoiado pela Secretaria da Cultura do estado de São Paulo.

Eduardo Bressanim
O fotógrafo fofo do interior de São Paulo tem uma sinceridade que salta em seus vídeos que são diretos, pessoais e mostram uma pessoa muito fofa, para casar. Aliás, ele acaba de ficar solteiro… fica mais essa dica!

Enrique Coimbra
O loiro carioca, autor e gay assumido fala bastante, é hiperativo, se expõe de forma bem sincera. Fofíssimo e apaixonante com seu sotaque e olhos azuis, ele aborda questões do coração, polêmicas e usa palavras certeiras e até poéticas.

Fmastrandea
O publicitário paulistano Felipe Mastrandea, 27, é formado em Letras e também tem um blog. Ele se define: “intenso, doidinho e brincalhão”. Os temas de seus vídeos, que sempre abusam do corpo e da polêmica são invariavelmente quentes e conta sempre com a participação de seus amigos filés. Mas a discussão é interessante e levada a sério, se você se concentrar.

Gayrotos
De conversa franca, o canal Gayroto era um dos mais populares e interessantes. Eles respondiam dúvidas, abordavam temas comuns aos gays de forma bem humorada e com linguagem coloquial e de forma bem didática. O canal chegou ao fim há dois anos, mas os vídeos continuam lá…

Luan Poffo
Com apenas 18 anos, o catarinense ficou famoso ao compartilhar presença no canal do seu ex Federico Devito. De volta a Santa Catarina, ele estreou seu próprio canal e encanta com seu humor rápido e inteligente, opiniões ponderadas e estilo totalmente cool de ser. Com amigos ele fez brincadeiras e conta um pouco de sua vida de jovem gay estudante de jornalismo. Um dos nossos favoritos!

LubaTV
Lucas Feuerschuette cresceu se expondo em seu canal no Youtube até que saiu do armário e desde então seu canal bombou. De Tubarão, Santa Catarina, ele é super divertido e fofo, até os pais participam do canal dele.

Maicon Santini
O humorista e ator paranaense arrasa em seu canal. Com muito humor e sinceridade ele faz piadas com ele mesmo. A edição é divertida e os looks impecáveis. Amigo de longa data nosso, não poderia faltar em nossa lista!

Põe na Roda
O canal gay brasileiro de humor mais conhecido é um tipo de “Porta dos Fundos” gay. Abordam diversos temas e trazem piadas hilárias. Há sempre a garantia de boas risadas com o trio de amigos Nelson Sheep, Pedro HMC e Felipe Abe.

Rick Sincero
De opiniões polêmicas, Rick tem 32 anos é de São Paulo e foi criado pela mãe. Ele é bem simples em suas opiniões, o que faz com que algumas pessoas não o entendam e ele tenha tanto uma legião de haters quanto de fãs. Mas ele representa boa parte dos gays com suas opiniões conservadoras.

 

Fonte: Revista Lado A


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O convite para uma palestra publicado no Facebook de uma igreja evangélica de Belo Horizonte está gerando revolta nas redes sociais. O cartaz divulgava como tema da conversa “Como prevenir e reverter a homossexualidade”. A palestra seria ministrada pela pastora Isildinha Muradas. Após a repercussão negativa nas redes sociais, a unidade Portugal da Igreja Batista Getsêmani, que fica na região da Pampulha, apagou a publicação e fez uma nova, com um tema diferente: “Orientando pais sobre a sexualidade de seus filhos”.

 

As publicações geraram polêmica nas redes sociais
As publicações geraram polêmica nas redes sociais Foto: Reprodução/Facebook

 

No novo convite, publicado nesta terça-feira, foi modificado ainda o título da palestrante. Isildinha Muradas, que antes era identificada como psicopedagoga, está apenas como Pastora na nova versão. A mudança também aconteceu após internautas afirmarem que ela não era psicopedagoga. Em nota publicada em sua página oficial, a Associação Brasileira de Psicopedagogia informou que a pastora não se encontra na lista de associados.

 

“A Associação Brasileira de Psicopedagogia seção Minas Gerais comunica que a Srª Isildinha Muradas, que se intitula psicopedagoga, não se encontra na relação de associados da ABPp-MG. Comunicamos que a ABPp-MG é contrária a qualquer tipo de discriminação, inclusive de gênero, e não apoia a utilização da área da Psicopedagogia para promoção de qualquer evento dessa natureza”.

Na nova publicação, porém, os comentários permanecem sendo negativos. Um dos usuários questiona a Igreja. “Por que a palestra não é de como respeitar o próximo, ter amor ao próximo, coisa que está faltando muito hoje em dia?”.

A pastora Isildinha Muradas afirmou que não foi a responsável pela publicação e que o nome da palestra foi publicado de forma equivocada pela Igreja.

 

– Foi totalmente errado e publicado sem minha ciência. Eu venho anunciando na minha página essa palestra desde o dia 6 de novembro com o nome correto ‘Orientando pais sobre a sexualidade de seus filhos’. A Igreja resolveu fazer uma publicação própria e alterou o título e a minha profissão. Sou odontopediatra e pedagoga, mas não exerço regularmente a profissão. Faço apenas um trabalho de educação religiosa na igreja. Não tenho objetivo de falar sobre reversão e cura gay. Não é essa minha proposta. Eu não fomento a homofobia. Quero falar sobre como os pais podem lidar com as dificuldades que os filhos têm na escola e como pais cristãos podem agir – se defendeu.

 

Ainda de acordo com a pastora, ela soube da repercussão do cartaz na manhã desta terça-feira.

 

– Soube pelas minhas redes sociais quando acordei e vi a enxurrada de mensagens e ofensas que recebi. Foi aí que entendi o que tinha acontecido. Fechei minhas redes para esperar isso passar um pouco. Eu acredito que, quando a gente tem uma causa e luta por ela, tem formas de lutar. O movimento LGBT exige respeito e eu acredito no sofrimento deles e no preconceito que sofrem. Mas acredito que eles também precisam conversar. Se eu tivesse recebido mensagens perguntando ‘pastora, é isso mesmo?’ antes de me ofenderem, haveria um diálogo – disse.

 

Procurada pelo EXTRA, a Igreja Batista Getsêmani ainda não retornou às ligações. Apesar da reformulação do evento e da repercussão nas redes sociais, a palestra de Isildinha Muradas, está mantida para a próxima quinta-feira. Segundo a pastora, o evento permanecerá aberto ao público e ela estará disponível para esclarecer dúvidas sobre a questão.

 

– Pode haver protestos, é claro. Eu só espero que as pessoas que se dirigirem para lá sejam educadas. Eu faço questão que a palestra seja aberta até para desmitificar o ocorrido – declarou.
Fonte: Extra Globo

 

Em nota:

 

psico


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A química tem um propósito. Não é aleatória; não é um acaso. Há informações essenciais na atração que ocorre entre duas pessoas.

 

É importante para nós sabermos a utilidade da química para que possamos usá-la a sentimos mais amor em nossas vidas. Sem compreendermos que há uma ordem secreta para o amor, nos sentimos fora de controle. E ninguém gosta disso.

 

Não se preocupe, você não está fora de controle. Está apenas no amor. E há uma razão para você sentir uma forte atração química por certas pessoas.

 

Eu ouvi muitas vezes as pessoas falando sobre química como se fosse uma coisa ruim. Como devemos ser cautelosos com as pessoas pelas quais somos atraídas. E eu entendo por que isso é um aviso comum: Porque essas pessoas tendem a trazer os nossos problemas para a superfície.

 

É verdade que a forte atração faz um passeio selvagem no amor. Mas a pergunta é: Isso é realmente uma coisa ruim?

 

Algumas pessoas vão dizer que sim. Claro, se você quer que a vida seja fácil, então o caminho da forte atração não é para você (Nota: Existe um caminho fácil? Eu ainda estou tentando descobrir isso). Claro, todos nós queremos que o amor seja simples. Mas nós somos complicados! Então, por que nossos relacionamentos seriam diferentes?

 

De uma perspectiva espiritual, o amor deve ser um passeio selvagem. Isso não significa que devemos ficar em relacionamentos abusivos ou horríveis. Mas isso significa que reconhecemos que o amor vai fazer-nos crescer em versões mais completas de nós mesmos. E isso não é fácil!

 

Sentimentos como insegurança, dúvida, medo, inveja, julgamento e desprezo (todos sentimentos de ego) vão aparecer com as pessoas que mais desejamos. Devido a isso, muitos de nós categorizamos essas relações altamente atraentes como “ruins” ou “insalubres”. Espiritualmente falando, no entanto, essas relações estão fazendo o que devem fazer – trazendo seu ego para a superfície para que você possa transformá-lo.

 

Quando nos lembramos de que as relações são destinadas a nos ensinarem o crescimento, nos aproximamos do “mau” de maneira muito diferente. Sabemos que há uma lição em cada desafio – a lição é recuperar uma conexão com o amor.

 

Lições de amor assumem muitas formas diferentes. Às vezes, se reconectar com amor significa deixar a relação. Às vezes; se reconectar com o amor significa olhar ao redor e trabalhar através dos desafios. Às vezes, a lição é aprender a perdoar o seu parceiro. Às vezes, a lição é aprender a perdoar a si mesmo.

 

Sim, todos nós queremos a paz nos relacionamentos; que supostamente devem nos fazer felizes e amorosos. E quando isso não está acontecendo, sabemos que nos desviamos do caminho do amor e temos de voltar à pista. É assim que crescemos.

 

Não ignore ou subestime a química que você sente; lembre-se que ela existe por um motivo. As pessoas que mais te atraem são seus maiores mestres no amor. Mostre-se aberto para as lições que elas têm para você.

 

Por favor, deixe um comentário abaixo sobre o que você aprendeu com seus relacionamentos com mais química.

 

Traduzido pela equipe de O Segredo

Fonte: Mind Body Green


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Este ano com o tema UM SALTO PELA CULTURA: GÊNERO, EXPRESSÃO E DIVERSIDADE!!

 

Data: 6 de Novembro – Domingo

Horário: A concentração iniciará as 15h 

Local: Praça São Vicente de Paulo, no cruzamento das avenidas Independência e 31 de Março.

Venha participar da décima edição de nossa Parada, celebrar a diversidade nas ruas de Piracicaba e manifestar seu protesto contra a discriminação e o preconceito por diferentes orientações sexuais e identidades de gênero!!

Para comemorar as 10 edições da Parada de Piracicaba, teremos um grande show de encerramento, com atrações pra lá de especiais que serão divulgadas no decorrer deste semana…

Anote agora na sua agenda!!! Bota a cara no sol!! Chama as amigas todas!!! Venha lacrar Piracicaba no seu maior evento por Direitos Humanos e respeito às diferenças!!!

Realização: ONG Casvi
Apoio: Prefeitura Municipal de Piracicaba/SP

 

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Um tema delicado e cuja exposição exagerada poderia gerar mágoas. Esse foi um dos motivos pelos quais Carol Gattaz, ex-central da seleção brasileira feminina de vôlei, sempre evitou falar sobre o namoro com a também jogadora Ariele. Agora, o receio deu lugar a uma segurança maior após recepção positiva das pessoas, e Gattaz resolveu se abrir sobre o que vivenciou nos últimos dois anos e como tem ajudado outras pessoas.

A relação com a companheira de profissão que joga no time de Zé Roberto Guimarães (ainda não sem nome e patrocinador) se tornou uma união estável há um ano. Apesar de evitarem entrevistas sobre a união, as postagens em redes sociais sempre foram constantes. Gattaz admite que teve medo de que uma repercussão exagerada atrapalhasse também a vida pessoal e profissional da dupla. Mas não foi assim, e terem sido procuradas por outras pessoas em situação semelhante, de certa forma, até ajudou a decidir falar sobre o tema para deixa-lo mais natural entre as pessoas.

“Queríamos preservar nossas famílias e não falar muito sobre o tema. Não queria dar entrevistas e nem que isso atrapalhasse outras áreas da nossa carreira. Por mais que todo mundo já soubesse faz tempo, não queríamos falar sobre. Lógico, a gente não sabe o que falam por trás, existem as pessoas maldosas, invejosas e preconceituosas. Mas até hoje a gente só viu coisa positiva. Foi isso, mais por não querer prejudicar outras áreas da nossa carreira”, falou em entrevista ao UOL Esporte.

“A gente assumindo, levando naturalmente o relacionamento, pode fazer com que mais pessoas assumam (relacionamentos homossexuais). Tanto que recebemos muitas mensagens sobre como inspiramos outras pessoas. Elas agradecem o incentivo porque não tinham coragem de se assumir. Depois que viram como a gente lidou com situação, ficou mais fácil de se assumirem. É muito bacana esse retorno que a gente tem”, afirmou.

 

Acervo Pessoal

As duas moravam juntas em Minas antes de Ariele ir jogar em Barueri

 

A intenção de Gattaz é que o tema seja visto com a maior naturalidade possível. E adianta que não tem como objetivo ser bandeira de nenhum movimento ou causa.

“Levo isso na maior naturalidade como deve ser, tem de ser natural. Faço qualquer coisa que todo mundo faz, como qualquer casal. Ninguém precisa ficar levantando bandeira, a gente não quer levantar bandeira. Quer que seja natural. As pessoas querem que a gente fale porque existe muito preconceito. É uma coisa que a gente não precisa sair falando: ‘sou homossexual, hétero’. A gente se gosta, as pessoas têm de respeitar e tem de saber que o que importa é estar com quem a gente gosta. Eu faço isso mais pela minha vida. Queria apenas se tornasse natural” declarou.

Ao contrário do que aconteceu com Michael, vítima de gritos homofóbicos em um jogo da Superliga de 2011, Carol fala que nunca teve de encarar situações de tipo. A central até elogia o carinho que ela e Ariele recebem do público. “Preconceito nunca temi, sabemos que pode haver preconceito, ainda bem que até hoje, todas as formas que as pessoas se relacionaram conosco foram as melhores.”

Antes de ir para Barueri, Ariele era jogadora das categorias de base do Minas, mesmo clube de Carol, mas não teve seu contrato renovado. As duas jogadoras moravam juntas até o início do ano quando a atleta veio para o estado de São Paulo.

 

Carol Gattaz conquistou cinco títulos de Grand Prix pela seleção brasileira e bateu na trave de uma Olimpíada, ao quase participar em 2008, sendo cortada antes da lista final. Hoje, aos 35 anos, ela é responsável por transmitir experiência ao time do Minas e foi comentarista do Sportv nos Jogos do Rio.

 

Carol (à dir.) e Ariele estão casadas há um ano

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Fonte: Uol


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Já faz um tempo que eu queria dizer isto, mas sempre deixo para depois. A verdade é que nem sempre dizemos aquilo que sentimos, mas achamos que não tem problema se, silenciosamente, temos certeza de que aquilo está dentro de nós.

Hoje eu acordei feliz e nostálgico, fiquei imaginando como seria se um dia você simplesmente partisse da minha vida sem que eu tivesse a oportunidade de dizer. Por isto, hoje eu me preencho de gratidão e digo com todas as letras: obrigado por ficar.

Obrigado por ser a luz que ilumina o meu caminho, por ser a esperança de noites tranquilas nos meus dias de caos apocalíptico. Talvez nem sempre passe a certeza de quanto é importante te ter na minha vida, mas acredite, sem você, a vida seria bem mais complicada.

É bom saber que, por algum motivo maluco, existe uma pessoa que gosta de estar por perto, que sempre faz questão de ficar. É que vivemos rodeados de tantas indecisões em nosso caminho e com tantas dúvidas sobre nós mesmos, que dá um alivio saber que somos a certeza de alguém.

Obrigado por todas as vezes que você ficou sem que eu precisasse pedir. Por me permitir deixar sempre a porta aberta, sabendo aliviado que você não sairia por ela. É raro quando encontramos alguém que vem e estaciona a sua vida junto à nossa, ainda mais quando estamos tão acostumados a ser meros passageiros na vida dos outros.

Sou grato por aceitar-me do jeito que eu sou, com todas as minhas bagunças emocionais, minhas manias e o meu mau humor. Por não tentar mudar as minhas essências e por compreender as minhas debilidades. Aliás, desculpa por ser este poço de imperfeições e erros, mas a verdade é que ao seu lado eu me torno uma pessoa melhor, porque sei que você merece sempre o melhor de mim.

Obrigado por insistir e por acreditar no amor, inclusive nas vezes em que eu desacreditei. Por estar sempre por perto e mostrar-me o melhor caminho. Obrigado por ficar, mesmo quando não há motivos suficientes para isto, mesmo quando ir embora pareça ser a solução mais fácil. Obrigado por nunca desistir de mim.

A verdade é que só você é meu porto seguro quando as ondas da vida querem me afogar. Obrigado por ser essa leveza neste mundo tão pesado, e por colocar esse sorriso sincero quando está ao meu lado. Obrigado por tornar-me especial e por ser sempre esta paisagem tão bonita para os meus olhos.

Te agradeço por todas as palavras, os momentos e os sonhos. Por me fazer sonhar e sorrir plenamente. Por mostrar-me que a vida pode ser uma música alegre em meio ao silêncio ensurdecedor das madrugadas e por ensinar-me que, no fim das contas, o amor só se paga com mais amor.

Obrigado por tudo, obrigado por sempre. Obrigado por ainda estar aqui.

 

Fonte: A Soma de Todos os Afetos


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Chegou a oportunidade perfeita de você fazer algo para ajudar na mudança do seu país! Acontece que o Senado Federal abriu uma consulta pública sobre um projeto que visa criminalizar a LGBTfobia no Brasil, equiparando ao crime de racismo!

 

Para votar é bem simples e fácil! Você só precisar acessar o site oficial e votar “A Favor”. Com poucas horas no ar, mais de 24 mil pessoas já votaram a favor da criminalização da homofobia. Enquanto isso, um pouco mais de mil pessoas votaram contra a decisão.

 

Vamos divulgar e enaltecer esse link maravilhoso para os amigos?! Compartilhe, vote e ajude a criminalizar a LGBTfobia no Brasil!

 

Fonte: Pheeno


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À medida que um relacionamento vai passando por meses de convivência mútua e cumplicidade, fica um pouco difícil de identificar se o que você está vivendo é amor ou paixão.

Existem sinais de que o seu amor é correspondido e você não percebeu, você sabe quais são eles? Aqui no site da Fatos Desconhecidos, nós já exibimos para você quais são eles.

O carinho demonstrado, o modo como a pessoa te olha, te trata, conversa com você, divide as coisas mais íntimas na vida, confira a listinha que nossa redação separou para você com alguns sinais de que é amor e não paixão no seu relacionamento.

 

1 – A pessoa se entrega

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Amor é entrega por completo sem medo, sem receio e com a total certeza de que tudo vai ficar bem. É amor quando a pessoa se sente leve quando está com você e certa de que a vida dela está em boas mãos.

2 – A pessoa confia em você

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Ela te conta os segredos mais profundos de sua vida sem temer que você vá fazer algo de mal com ela porque sabe que juntos vocês vão longe. É mostrar o quanto a pessoa que está com você é essencial para a sua vida e que não tem vergonha de demonstrar qualquer tipo de afeto que sente.

3 – A pessoa te dá segurança

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Uma prova de que é amor é quando o relacionamento não vive na sombra da insegurança e sim no terreno da confiabilidade. É quando você sente que está seguro, tranquilo, que pode contar com quem está com você a qualquer momento.

4 – A pessoa quer o seu crescimento

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Você percebe que é amor quando a pessoa não quer só o seu bem e sim que você cresça pessoalmente e tenha muito sucesso juntos. Uma pessoa que te ama vai incentivar bastante a caminhar ao invés de querer controlar os seus passos.

5 – A pessoa quer cuidar sempre de você

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O amor cuida, promove, incentiva, aplaude, te elogia e te quer bem sempre. É mais cuidado e atenção do que qualquer sentimento contrário. Um sinal de amor ao invés de paixão no seu relacionamento é quando o seu parceiro está sempre cuidando de você ao invés de maltratar e fazer desfeita.

6 – Ter paciência e compreensão

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A paixão costuma gerar comportamentos agitados e até agressivos. Já quando a pessoa te ama, os sentimentos são de calma, proteção e amor. Você aprende a trabalhar a paciência, ao invés de demonstrar raiva.

7 – A pessoa quer partilhar momentos e somar na sua vida

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Um sinal de que é amor é quando a pessoa que está com você quer dividir a vida dela, oferecer toda a bagagem de experiência que possui, te apoiar e nunca subtrair e sim somar sempre na sua vida.

 

via Fatos Desconhecidos

Você já percebeu no seu relacionamento, quais são os sinais de que é amor ou paixão? Mande seu comentário para gente!


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Outro dia li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Não trate como prioridade quem só te trata como opção”, e fiquei pensando nos amores rasos que de vez em quando vejo por aí.

Tenho visto muita relação desigual, e por mais que um dos lados viva de esperanças, na expectativa infantil de que tudo pode mudar num piscar de olhos, é preciso enxergar os fatos como eles são.

Já ouvi muito a história: “A gente não escolhe quem vai amar”, mas será que é isso mesmo? Será que não podemos escolher o que fazer de nós mesmos quando estamos amando?

Nem sempre o coração está certo, e podemos entrar numa “canoa furada” pela simples dificuldade de sermos amorosos com nós mesmos.

Amor nenhum deveria doer. Amor nenhum deveria impor angústia e sofrimento. Amor nenhum deveria fazer você duvidar se o outro sente amor e alegria na sua companhia.

Acredito sim que a gente escolhe quem amar. E muitas vezes repetimos erros porque não aprendemos a ser gentis e generosos com aqueles que deveríamos colocar em primeiro lugar: nós mesmos.

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia e escolha estar com você sob o sol forte ou embaixo de uma chuva fria. Alguém que sinta a sua falta e demonstre que precisa do seu abraço a qualquer hora do dia.

Apaixone-se por alguém que goste do seu cheiro, que aprecia suas ideias e admira suas atitudes. Alguém que não titubeie ao andar ao seu lado nem tenha a intenção de guarda-la só para si.

Apaixone-se por alguém que assuma que lhe ama, alguém que tenha orgulho de ter sido cativado por você.

Apaixone-se por alguém que valorize seus gestos e escute sua opinião. Alguém que lhe queira sempre por perto, e que sinta saudades se você demora.

Apaixone-se por alguém que lhe dê segurança, alguém cujas atitudes dizem mais que mil“eu te amo” recitados da boca pra fora; alguém que faça valer a pena, pois sabe que não é todo dia que é possível encontrar alguém como você.

Apaixone-se por alguém que ame a sua risada e queira ter consigo todas as suas manias; alguém que lhe enxergue como uma pessoa especial e não vacile na hora de ter você como companhia.

Apaixone-se por alguém que releve suas variações de humor e se divirta com sua euforia; alguém que segure forte a sua mão numa turbulência e comemore as vitórias com alegria.

Apaixone-se por alguém que não tenha medo de se comprometer e amar; alguém que não tenha dívidas nem dúvidas, e que esteja disposto a fazer do encontro de vocês uma história especial.

Apaixone-se por alguém que não desista de você quando faltar grana, quando a receita daquela torta der errado, quando você passar mal, quando uma briga boba afastar vocês dois.

Apaixone-se por alguém com quem você não precise insistir para ficar; alguém que deseje estar ao seu lado por vontade e prazer; alguém que tenha a definitiva certeza de que fez a escolha certa ao querer você…

 

via A Soma de Todos os Afetos


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Fomos criados achando que amor é o único destino da nossa vida, que, a partir do instante em que o encontramos, não podemos desistir nunca. Amor é ficar, amor é permanecer, amor é se agarrar na mureta enquanto a tempestade alaga a sua volta e a correnteza tenta te carregar. Se a pessoa vai embora é porque nunca, nunquinha mesmo, foi amor.

Será mesmo?

Eu vou na contracorrente. Eu acredito mesmo que o amor é nosso destino, mas não só o único. Também acredito que quando a gente encontra, temos sim que fazer o que pudermos – mas desde que isso não esteja acabando com a gente. Sabe? Amor é libertação. É ter alguém do nosso lado que vai nos somar, nos tornar melhores, nos levar para cada vez mais longe. Alguém que nos entenda e que perdoe nossos surtos, vezenquando, nossas fraquezas, as neuroses de cada dia. Amar é mais do que apenas ficar, como um fantasma que não se desapega do lugar que um dia morou – é estar lá, ao seu lado, pra tudo e contra todos.

Amor tem é que nos fazer bem, cê me entende? E quando isso deixa de acontecer, quando a rotina fica insuportável, quando as lágrimas são mais poderosas que os sorrisos, quando as mentiras ficam gigantes, a indiferença perde o tamanho, e a gente perde de vista aquele projeto de ficar juntos e felizes para sempre até o fim dos dias, não importa que seja amor, não importa que seja o único, não importa tudo de bom que já ocorreu entre vocês. Não tem nada a ver com ingratidão em pegar suas coisas e se mandar, sem fazer muito barulho. Amor também é silêncio. Amor também é sair pela porta.

Quintana, o Mário, meu poeta preferido, resumiu bem o que é amor: quando vira nó é porque já deixou de ser laço. Se vira nó, se machuca, se faz sangrar, se abre cicatrizes que nenhum dos dois tem como curar, se já saiu do controle e você já fez de tudo, por que é que você tem que se sacrificar mais um pouco só porque outras pessoas dizem que amor é ficar?

Desapega dessa ideia. Desapega da insatisfação. Desapega de achar que o amor é só isso. O amor é para transbordar, sabe? Pra alagar tudo a nossa vida e colorir toda parte do nosso dia. Não para nos afogar nas águas turvas da mágoa ou da dor. Desapega de acreditar que temos que ficar para sempre com o grande amor das nossas vidas. Quando vira obrigação é porque já deixou de ser amor. Desapega de achar que você tem que salvar um relacionamento em nome de um sentimento que não tem mais reciprocidade. As vezes, a única forma de salvar o amor é nos salvando no final.

Às vezes é melhor juntar nossas coisas, antes que viramos cacos, e dar tchau, do que ficar em nome de uma história bonita, mas que já acabou. Então, fica aqui com meu conselho: se ficar tá te machucando muito mais do que você pode aguentar, saia pela porta. Porque amor, amor de verdade mesmo, para além dos finais felizes, também é saber a hora de ir embora.

 

via A Soma de Todos os Afetos


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