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No ano passado, 408 pessoas foram atendidas pelos nomes sociais durante as provas.

 

Traravestis, transexuais e qualquer outro candidato que fará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 e deseja ser atendido pelo nome social deve fazer a solicitação pelo site http://enem.inep.gov.br/participante, a partir das 10h desta segunda-feira (29). O prazo vai até as 23h59 do dia 4 de junho.

 

Segundo o edital, o participante deve encaminhar documentos que comprovem a condição que motiva a solicitação de atendimento pelo nome social como fotografia atual e cópia de documento de identificação.

 

Os candidatos que tiverem o pedido negado serão avisados por e-mail e terão três dias para o envio de um novo documento comprobatório. Caso o documento enviado não seja aceito, o participante fará o exame conforme nome civil.

 

Aumento de 46% em 2016

 

 

No ano passado, 408 pessoas foram atendidas por seus nomes sociais durante o Enem. O número representa um aumento de 46% em relação ao ano anterior, quando havia 278 candidatos nestas condições.

 

Em 2016, ao todo, o Ministério da Educação recebeu 842 solicitações. Destas, 434 foram reprovadas porque os interessados não encaminharam a documentação, conforme exigia o edital do exame.

 

A possibilidade de uso do nome social ocorreu pela primeira vez em 2014, quando foram feitos 102 pedidos.

 

Fonte: G1


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Estão abertas as inscrições para o concurso com 590 vagas de escrevente técnico do Tribunal de Justiça de São Paulo, com cargos disponíveis em 18 circunscrições judiciárias na Grande São Paulo e no interior.

 

Os interessados poderão se cadastrar até 17 de maio, pelo site da Fundação Vunesp, responsável pela seleção. O endereço é o www.vunesp.com.br. A taxa é de R$ 68,00.

 

As oportunidades na Grande São Paulo são para a região administrativa da capital, com 400 vagas para São Paulo e 60 para as circunscrições judiciárias com sedes em Guarulhos, Itapecerica da Serra, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo.

 

No interior, as 130 opções de vagas são para circunscrições com sedes em Campinas, Americana, Amparo, Bragança Paulista, Jundiaí, Limeira, Mogi Mirim, Piracicaba, Pirassununga, Rio Claro e São João da Boa Vista.

 

O salário oferecido para escrevente é de 4.473,16, mais auxílios para alimentação, saúde e transporte. A escolaridade exigida para participação é o ensino médio completo.

 

A aplicação das provas está prevista para 2 de julho, um domingo.

 

Mais informações:

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 20 horas)

Site – www.vunesp.com.br


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Cadastro para o exame deve ser feito exclusivamente pela internet até 19 de maio

 

Começam nesta segunda-feira (8), a partir das 10h, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Enem. O prazo de inscrição termina às 23h59 do dia 19 de maio. A taxa do exame este ano é R$ 82. As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro.
 

Na hora da inscrição, os candidatos devem informar telefones fixo ou celular, além de e-mails, para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) possa entrar em contato com o participante. Os dados devem estar atualizados.

 
O estudante também terá que criar uma senha de, no mínimo, seis e, no máximo, dez caracteres. Essa senha deve ser guardada, pois o candidato precisará dela até o ano que vem seja para conferir o resultado do exame ou para participar de processos seletivos que utilizam as notas das provas, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

 

Informações

 

A inscrição começa com o fornecimento do CPF e da data de nascimento. O Inep cruzará as informações com o banco de dados da Receita Federal. O nome do participante, o nome da mãe e a data de nascimento serão preenchidos automaticamente e não podem ser alterados.

 

Segundo o Inep, caso as informações estejam incorretas no processo de inscrição, embora corretas na base da Receita Federal, o participante deve sinalizar o fato em um campo próprio e prosseguir com a inscrição. Se o participante souber que seus dados estão errados, inclusive na Receita Federal, deve procurar a Receita, solicitar a correção e também sinalizar o fato no campo próprio.

 

É também na inscrição que os candidatos escolhem a opção de língua estrangeira, inglês ou espanhol. Eles devem indicar a cidade onde querem fazer o exame, que não precisa ser o local onde o participante reside.

 
Os candidatos poderão ainda solicitar atendimento especializado ou específico. Atualmente, o Inep disponibiliza guia-intérprete, tradutor-intérprete de Libras, leitura labial, prova ampliada, prova em braile, prova super ampliada, auxílio para leitura, auxílio para transcrição, entre outros mecanismos para promover a acessibilidade.
 
Nesta edição, um novo recurso vai auxiliar participantes com surdez e deficiência auditiva: a prova em vídeo Libras, oferecida em caráter experimental. Participantes com surdez e deficiência auditiva poderão selecionar apenas um tipo de recurso.

 

Os participantes transexuais e travestis devem fazer a inscrição com o nome civil. Só depois, entre 29 de maio e 4 de junho, poderão solicitar, pela Página do Participante, o uso do nome social.

 

Quando for finalizado o processo de preenchimento dos dados, será gerado um número de inscrição em uma página, com o resumo das informações fornecidas. Nessa seção também é indicada a situação da inscrição. Os candidatos devem conferir os dados. Até o término das inscrições, é possível atualizar dados de contato, mudar o município escolhido para a realização das provas e a opção de língua estrangeira, além de solicitar atendimento especializado e/ou específico. Terminado o prazo de inscrição não é possível fazer qualquer alteração.

 

Isenções

 

Três grupos terão direito à isenção do pagamento da taxa de R$ 82. Para os concluintes do ensino médio no ano letivo de 2017, matriculados na rede pública de ensino, a isenção é automática. Os membros de família de baixa renda que declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, de acordo com o Decreto 6.135/2007, e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), têm direito à isenção. Outro grupo beneficiado é o de membros de família com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio (R$ 1.405,50) e que cursaram todo o ensino médio na rede pública de ensino ou como bolsista integral em escola da rede privada, seguindo a Lei 12.799/2013.

 

A isenção deve ser solicitada na inscrição, por meio de Declaração de Carência Socioeconômica. Nesse momento, o próprio sistema vai cruzar os dados inseridos pelo participante, de renda e de escolaridade, entre outros. Se a solicitação não for aceita, o sistema vai gerar, automaticamente, a Guia de Recolhimento da União (GRU). “Os participantes que tentarem burlar os critérios de isenção, que oferecerem informações falsas, poderão ser eliminados a qualquer momento do Enem, inclusive quando estiverem participando de processos seletivos para o ensino superior”, diz Eunice.

 
O prazo para o pagamento da taxa de inscrição vai até 24 de maio, respeitando os horários de compensação bancária. O participante isento da taxa no Enem 2016 e que não compareceu à prova só terá direito à isenção no Enem 2017 se justificar o motivo da ausência no sistema de inscrição.

 

Enem

 

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

 

No primeiro domingo, dia 5 de novembro, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, no dia 12, as provas serão de matemática e ciências da natureza.

 

Caso haja algum problema na hora de inscrição, os candidatos podem acionar o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.

 

Fonte: A Tribuna

Foto: Agência Brasil


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Todos devem se lembrar dos protestos ocorridos em 2013. Capitaneados pela direita e pela mídia, especialmente a TV globo, as imensas manifestações populares se constituíram no início do processo golpista. Na ocasião se forjou toda uma narrativa para justificar a trama com vistas a deslegitimar o governo e o Partido dos Trabalhadores e para se iniciar o enredo que culminou num golpe sem canhões. Uma ruptura democrática que levou ao poder um governo sem votos e cujo programa é exatamente o oposto daquele que venceu nas eleições de 2014.

 

Nas democracias, mesmo as de baixíssima intensidade como a brasileira, as massas populares nas ruas têm um poder descomunal. Quando menciono as massas, não estou tratando de manifestações organizadas por setores de direita e de esquerda. Essas foram abundantes (e importantes) nos dois últimos anos, mas se limitam às disputas entre esses dois segmentos. Quero me referir aos eventos públicos que envolvem vários segmentos sociais, políticos e econômicos que se congregam na luta por pautas comuns, ou contra um determinado regime ou governo.

 

É por isso que a greve anunciada para o próximo dia 28 de abril é tão importante. Ao que tudo indica e até que enfim, parece que há uma união de diversos segmentos da sociedade (sindicatos, partidos, movimentos sociais e eclesiais) a se levantarem contra o bando que tomou o poder e produz o maior assalto às riquezas e aos direitos dos brasileiros.

 

A greve do dia 28 tem potencial para iniciar uma reversão do golpe. Se, realmente, os trabalhadores dos setores estratégicos da economia cruzarem os braços e a população tomar as ruas poderemos, pela primeira vez, vislumbrar uma reação popular ao golpe. O que não ocorreu até agora.

 

É preciso que as lideranças sociais, políticas e sindicais de vanguarda deixem por algum tempo as picuinhas que as dividem e somem esforços no sentido de fazer do dia 28 de abril o primeiro de uma série de imensas paralisações sequenciais no país. E que não haja uma desmobilização quando algumas migalhas forem oferecidas (pelo bando no poder) em troca do avanço das medidas legislativas que rasgam a Constituição Federal de 1988.

 

Como todos percebem, a coalizão perversa que rouba os nossos direitos e soberania tem presa para executar o trabalho sujo encomendado pelos rentistas. Querem liquidar a fatura do golpe o mais rápido possível, alterando a Constituição, eliminando a justiça do trabalho, eliminando direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, reduzindo drasticamente a capacidade interventiva do Estado em benefício do rentismo local e internacional, além de entregar o país numa condição colonial aos usurpadores do Norte.

 

Como nenhuma instituição da república, lamentavelmente, tem as mãos limpas para liderar processos de enfrentamento da coalizão golpista, somente as grandes massas populares nas ruas poderão sinalizar ao bando no poder que o povo não aceitará a agenda neoliberal que está em curso.

 

É preciso aproveitar desse evento para o início de uma grande concertação nacional, respaldada pela população, para a superação do golpe. Essa concertação deve ter como fulcro não necessariamente um candidato ou partido, mas uma agenda que priorize eleições diretas e a convocação de uma nova constituinte para reformar os sistemas político, de justiça, de mídia e de tributação, entre outros.

 

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Fonte: Brasil 247


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Evento conta com feira de troca de livros, palestra, musical, teatro de cordel, contação de história e sessão de cinema; todas as atividades são gratuitas

 

O Senac Rio Claro realiza, entre 24 e 29 de abril, de segunda a sábado, a Semana Senac de Leitura, com o tema Literatura fantástica e HQs, que tem como objetivo estimular a reflexão sobre a importância da produção escrita e da leitura como elementos formadores de indivíduos críticos. A ação, que é gratuita e aberta ao público de todas as idades, acontece em várias unidades do Senac São Paulo.

 

Em Rio Claro, o evento tem início com a palestra da escritora Mara Sampaio, autora do livro Descubra com Alice seu País das Maravilhas, da Editora Senac São Paulo. Por meio das aventuras da personagem criada por Lewis Carroll, a autora aborda formas de desenvolver uma atitude empreendedora, o que é essencial para o crescimento profissional, seja como funcionário de uma empresa, seja à frente do próprio negócio. O encontro literário acontece na segunda-feira, 24 de abril.

 

No dia 25, será realizado o teatro de cordel Amores Breves de Metrô. Utilizando a poesia nordestina, a atividade faz uma reflexão sobre as jornadas da vida, o amor e a literatura, simbolizados pelas viagens e estações urbanas (ônibus, trens, metrôs). No dia 26, o público poderá conferir uma apresentação musical com os alunos do Programa Educação para o Trabalho.

 

Já no dia 27, é a vez do espetáculo de contação de história Malas Portam Histórias, da Cia Malas Portam. Motivados pelo contador, o publico é convidado a viajar por uma história cheia de surpresas, com contos, trava-línguas, parlendas e cantigas populares. Na sexta-feira, dia 28, haverá a sessão de cinema com o filme Alice Através do Espelho, que fala do retorno de Alice ao país das maravilhas.

 

Durante toda a semana, inclusive no sábado, será realizada a tradicional Feira de Troca de Livros. Promovida pelo Senac há mais de dez anos, a ação permite a troca de exemplares com o intuito de aproximar o público da biblioteca e estimular o acesso aos livros. A troca pode ser feita entre livros ou gibis e são aceitas obras da literatura estrangeira, nacional, infantil e infanto-juvenil.

 

É importante frisar que não são recebidos exemplares muito antigos, bem como materiais didáticos, livros de cunho político/partidário e religioso, dicionários, lista de endereços e telefones, teses e dissertações, enciclopédias, pornográficos e sobre sexologia, código civil e legislação, e livros de informática.

 

“Nosso objetivo é incentivar a leitura por meio de uma programação variada e inteiramente gratuita. Ações práticas como o encontro literário, que traz um bate-papo com a escritora Mara Sampaio, é uma forma de despertar o desejo de ler e escrever”, afirma Alexandre Martinez, gerente do Senac Rio Claro.

 

Para conferir a programação completa, acesse o Portal Senac: www.sp.senac.br/rioclaro.

 

Serviço:

Semana Senac de Leitura

Programação gratuita

 

Feira de Troca de Livros

Data: 24 a 29 de abril de 2017

Horário: de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, e no sábado, das 8 às 16 horas

 

Palestra Descubra com Alice seu País das Maravilhas

Data: 24 de abril de 2017

Horário: das 15 às 16 horas

 

Teatro de cordel Amores Breves de Metrô

Data: 25 de abril de 2017

Horário: das 15 às 16 horas

 

Apresentação Musical: Programa Educação Para o Trabalho

Data: 26 de abril de 2017

Horário: das 15 horas às 15h30

 

Contação de história Malas Portam Histórias

Data: 27 de abril de 2017

Horário: das 15h30 às 16h30

 

Sessão de Cinema Alice Através do Espelho

Data: 28 de abril de 2017

Horário: 15h30

 

Local: Senac Rio Claro

Endereço: Avenida Dois, 720 – Centro

Informações: (19) 2112-3400 / www.sp.senac.br/rioclaro

 

Abril/2017


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Falta de recursos e de capacidade administrativa coloca em risco o avanço de experiências educacionais bem sucedidas

 

Depois do sucesso da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – criada em 2005 pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e que no ano passado contou com 17 milhões de competidores e um número recorde de escolas inscritas –, outras competições semelhantes estão sendo criadas por fundações, centros de pesquisa e universidades públicas com o objetivo de mostrar o lado prático do que é ensinado em sala de aula, incentivar a curiosidade das novas gerações pelo conteúdo das ciências exatas e biomédica, identificar talentos e atrair os melhores alunos para as carreiras de cientista e pesquisador.

 

O formato desses eventos encoraja a competição saudável, que motiva os estudantes, melhorando seu desempenho. Também motiva os professores a ensinar suas disciplinas de modo mais criativo. A Olimpíada de Matemática de 2016 concedeu 500 medalhas de ouro, 1,5 mil medalhas de prata, 4,5 mil medalhas de bronze e 46,2 mil menções honrosas, além de premiar os professores e as escolas que mais se destacaram pelo desempenho de seus alunos.

 

Atualmente, os alunos do ensino médio já podem participar de olimpíadas de conhecimento nas áreas de informática, biologia, neurociências, astronomia, saúde, meio ambiente e agropecuária. Em algumas delas, o conteúdo das provas vai muito além do que está contemplado no currículo básico das escolas. Existem, também, competições para alunos das séries iniciais do ensino fundamental, na faixa etária de 11 a 12 anos, o que os estimula a participar de programas de iniciação científica à medida que vão mudando de série.

 

Nos eventos organizados para alunos do ensino médio, os primeiros colocados costumam receber ajuda financeira e logística para participar de olimpíadas internacionais. Na maioria das vezes, os vencedores das competições realizadas no Brasil também conseguem obter com facilidade, quando concluem o ensino superior, vagas nos programas de mestrado das universidades federais e em cursos de doutorado em prestigiadas universidades americanas e europeias.

 

Diante da multiplicação dessas competições, dirigentes escolares e professores universitários propuseram ao governo federal sua conversão num projeto educacional de grande alcance em áreas técnicas nas quais o Brasil é carente de pesquisadores e cientistas. Contudo, faltam recursos e capacidade administrativa para que essa proposta seja posta em prática. Por causa dos bilhões de reais desperdiçados com programas mal formulados – um bom exemplo disso é o Ciência sem Fronteiras – e da queda da arrecadação provocada pela grave crise econômica em que o País está mergulhado, nem o Ministério da Educação nem os órgãos de fomento à pesquisa e qualificação – como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – dispõem de recursos suficientes para custear as olimpíadas de conhecimento.

 

Há quatro anos, os estudantes selecionados para participar da Olimpíada Ibero-Americana de Biologia, realizada em Portugal, não receberam, nas condições previstas, o dinheiro prometido para passagem e estadia. Entre 2015 e 2016, as verbas do CNPq para patrocínio dessas competições caíram de R$ 4 milhões para R$ 2,5 milhões. A situação continua difícil porque, para este ano, a estimativa é de que não ultrapassem R$ 1,25 milhão. No caso específico da Olimpíada de Matemática, até recentemente os estudantes de ensino médio que obtiveram os primeiros lugares na competição de 2016 não tinham recebido o prêmio que ganharam – um dia de aula por mês com docentes de universidades federais – por falta de verba pública para transporte.

 

Problemas como esses estão pondo em risco experiências educacionais que deram certo e frustram estudantes de escolas públicas que se esforçaram para aprender mais.

 

Fonte: Estadão Opinião

Foto: Senai


enem

Inscrições começam em 8 de maio às 10h. Exame será aplicado em dois domingos: 5 e 12 de novembro; taxa de inscrição subiu de R$ 68 para R$ 82.

 

O Exame Nacional do Ensino Médio  vai ficar mais caro para quem não conseguir isenção. Em 2017, a taxa para se inscrever nas provas subiu de R$ 68 para R$ 82. O novo valor, que representa um aumento de 20,5%, consta no edital publicado nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU). Além disso, o texto confirma as mudanças no Enem já divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 

Destaques do Enem 2017

 

  • Prazo de inscrição começa em 8 de maio e vai até 23h59 de 19 de maio.
  • Taxa de inscrição subiu de R$ 68 para R$ 82
  • Boleto precisa ser pago até 24 de maio
  • Provas serão em dois domingos: 5 de novembro (linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova) e 12 de novembro (matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de prova)
  • Cadernos de prova serão personalizados, com nome do participante na capa e cartão de respostas
  • Participante ainda terá que preencher a “frase da capa” do caderno de questões
  • Isenção: Estudante da rede pública (no terceiro ano do ensino médio), pessoas cadastradas no CadÚnico e candidato que se encaixa na Lei 12.799/2013 (clique aqui para saber mais).
  • Isentos que não comparecem perdem direito ao benefício no ano seguinte se a ausência não for justificada por meio de atestado médico, documento oficial judicial ou, ainda, por meio de boletim de ocorrência
  • Enem não valerá como certificado do ensino médio
  • Solicitação de tempo adicional para atendimento especial deve ser solicitada na inscrição

 

O Inep afirma que o aumento da tarifa da inscrição se deu para atualizar os valores conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) praticado em 2016 e para arcar com os custos operacionais e as melhorias implementadas no certame.

 

Segundo o Inep, entre 2000 e 2014, a taxa manteve-se em R$ 35. De acordo com a instituição, os preços cobrados em 2015 (R$ 63) e 2016 (R$ 68) foram inferiores aos apurados pelo IPCA no período. O valor representa uma alta de 20%.

 

“Esse valor ainda não é o suficiente para cobrir todas as despesas do Enem”, disse a presidente do Inep, Maria Inês Fini. Durante reunião técnica na sexta-feira (7) para apresentar o edital à imprensa, Maria Inês informou que o custo por participante é de R$ 91,49. Por causa desse valor e das isenções, o governo precisa arcar com cerca de um terço do valor do exame.

 

Como o Enem não poderá ser mais usado como certificado do ensino médio, o Inep calcula que o número de inscritos cairá para cerca de 7,5 milhões. Em 2016, a prova teve 8,6 milhões de inscrições.

 

As inscrições para o Enem 2017 ficarão abertas a partir de 8 maio às 10h. Os interessados poderão se cadastrar até 19 de maio de 2017, às 23h59 (horário de Brasília).

 

Confira as principais informações sobre o Enem 2017, que começa a receber inscrições no dia 8 de maio (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

Confira as principais informações sobre o Enem 2017, que começa a receber inscrições no dia 8 de maio (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

Isenção

 

Estudantes de escolas públicas concluintes do ensino médio em 2017 continuarão a ter o direito da isenção da taxa de inscrição, assim como os candidatos com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e aqueles que cursaram o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral de escola privada.

 

A novidade do Enem 2017 é que passam a ser isentos também as pessoas que tiverem cadastro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal), que reúne famílias em situação de pobreza e pobreza extrema. Para comprovar o dado, o candidato deverá informar, no ato da inscrição, o NIS (número de identificação social) – o sistema permitirá a busca automática.

 

O Inep afirma que poderá consultar o órgão gestor do CadÚnico para verificar as informações prestadas pelos concorrentes. Se for constatado algum dado falso, o participante será eliminado do exame e deverá ressarcir ao governo os custos com a taxa de inscrição. Além disso, o estudante que tiver a solicitação de carência indeferida terá que pagar o valor do boleto para ter a inscrição confirmada.

 

Provas aos domingos

 

Após consulta pública sobre o exame, que ocorreu entre 18 de janeiro e 17 de fevereiro, dos mais de 600 mil participantes, 63,70% votaram que o Enem deveria ocorrer em dois dias.

 

Aqueles que participaram da pesquisa também tiveram de responder à seguinte questão: “Caso o exame continue sendo aplicado em dois dias, qual formato deverá ser realizado?”.

 

A maior parte (42,30%) optou que ele ocorresse em dois domingos seguidos.

A consulta pública e a demanda dos candidatos sabatistas – religiosos que só podem estudar ou trabalhar aos sábados após o sol se pôr – motivaram o MEC a implementar a mudança. O exame será realizado em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro.

 

Todos os anos, os sabatistas entravam no local de prova às 13h (horário de Brasília) e ficavam isolados em uma sala até as 19h, quando começavam a fazer o exame. “Era uma coisa desumana”, apontou Maria Inês.

 

Horários das provas

 

Nos dois domingos do exame, em 5 e 12 de novembro, os portões nos locais de provas serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário oficial de Brasília). As provas terão início às 13h30, em todas as unidades da federação.

 

A ida ao banheiro, a partir das 13h, será permitida desde que o participante seja acompanhado pelo fiscal, sob pena de eliminação do exame.

 

Atendimento especializado

 

Os candidatos que precisarem de atendimento especializado na prova, como no caso daqueles que têm alguma deficiência, deverão fazer a solicitação de tempo adicional no ato da inscrição, apresentando um documento que comprove a necessidade do benefício.

 

No Enem 2016, o requerimento era feito nos dias de aplicação do exame – foram 68.907 solicitações na última edição da prova.

 

Os concorrentes surdos poderão participar, neste ano, de uma aplicação experimental de dispositivo em vídeo contendo questões traduzidas em libras. Além desse recurso, continuam sendo oferecidos a esse público prova em braille, prova com letra ampliada e tradutor-intérprete de libras.

 

“Essa era uma demanda antiga. Por anos, ela foi negociada, mas decidimos enfrentar o desafio neste ano”, disse a presidente do Inep, Maria Inês Fini.

 

Redação: 1º dia de prova

 

O MEC não alterou o número de questões ou qualquer item de conteúdo, mas mudou o dia da prova de redação. Antes, ela era cobrada no segundo dia, junto com as 45 questões de matemática e as 45 de linguagens. Na configuração anterior, nesse dia os alunos tinham cinco horas e meia de prazo.

 

Agora, redação, linguagens e ciências humanas serão os temas do primeiro domingo (5/11). Com a alteração, o primeiro dia de provas passa a ter duração de cinco horas e meia de prova. Uma semana depois (12/11) será feita a prova de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia para realização.

 

Segurança da prova

 

Os participantes do Enem 2017 vão receber cadernos de prova personalizados, com o nome escrito na capa, juntamente com os cartões de resposta encartados, que também levam os dados do candidato. Os quatro cadernos diferentes, identificados por cores, vão ser mantidos.

 

Ausência

 

O candidato que obtiver a isenção da taxa de inscrição e não comparecer à prova perderá o benefício no Enem 2018, caso precise solicitá-lo novamente. No entanto, a exceção ocorrerá apenas se o estudante justificar sua ausência por meio de atestado médico ou documento oficial que comprove a impossibilidade de seu comparecimento. Antes, bastava fazer uma autodeclaração com a justificativa da ausência.

 

Gabaritos

 

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no site do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o terceiro dia útil após a realização da segunda prova.

 

Fim do ‘ranking’ do Enem por escola

 

O MEC decidiu que não haverá mais o resultado do Enem por escola – dado que costuma ser disponibilizado anualmente. A lista é popularmente conhecida como “ranking” do Enem por escolas.

Por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), as instituições públicas e privadas poderão saber suas classificações em relação a outras escolas do país. Conforme explicou a presidente do INEP, Maria Inês Fini, caso um colégio não queira participar dessa avaliação não terá o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

 

Certificação do ensino médio

 

O Inep confirmou que o Enem não poderá mais ser usado como certificação do ensino médio. A partir de 2017, os jovens poderão obter o documento pelo Encceja (Exame Nacional de Certificação De Competências de Jovens e Adultos) – tanto para ensino fundamental quanto para ensino médio.

 

“O Enem não foi feito para certificação. Temos um exame muito mais preparado para isso: o Encceja”, explicou a presidente do Inep.

 

Fonte: G1


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Versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi entregue pelo ministro da Educação nesta quinta (6)

 

O ministro da Educação, Mendonça Filho, entregou, nesta quinta-feira (6), a proposta de Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Na versão final da proposta, o processo de alfabetização, que atualmente é feito até o 3º ano do ensino fundamental, deverá ser antecipado para o 2º ano do ensino fundamental, quando as crianças geralmente têm 7 anos.

 

A definição antecipa o que está previsto em lei. O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que todas as crianças sejam alfabetizadas até o 3º ano do ensino fundamental, até 2024. Um total de 77,8% das crianças, até 2014, tinha aprendizado adequado em leitura dentro desse prazo; 65,5%, em escrita; e, 42,9%, em matemática.

 

“[A antecipação] gera mais equidade, principalmente para famílias mais pobres. Famílias de classe média conseguem ter a criança alfabetizada em idade inferior à média das escolas públicas. A medida fixada na BNCC está assegurando o mesmo direito para as crianças que estudam em escolas públicas“, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho.

 

Mais mudanças

 

Exercitar a empatia, o diálogo, a cooperação e o respeito deverá fazer parte do cotidiano das escolas. Além disso, os estudantes deverão acolher e valorizar a diversidade. Essas são algumas competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

 

O texto define, ainda, dez competências gerais, que deverão ser desenvolvidas em todas as disciplinas ao longo da vida escolar do estudante. Entre essas competências, está a necessidade das escolas serem capazes de fazer os estudantes se conhecerem, apreciar-se e cuidar da sua saúde física e mental, reconhecendo suas emoções e as dos outros. O objetivo é atingir a chamada formação humana integral.

 

Ainda na nova proposta, o ensino religioso não fará mais parte do currículo. O MEC alega respeitar a lei que determina que a disciplina seja optativa e sua regulamentação ser de competência de estados e municípios.

 

O conteúdo de história passa a ser organizado segundo a cronologia dos fatos, e o inglês passa a ser o idioma obrigatório. Numa versão anterior do BNCC, as redes de ensino escolhiam a língua estrangeira que seria ministrada.

 

As escolas não trabalharão o conceito de gênero. De acordo com o Ministério da Educação, o texto defende a pluralidade inclusive do ponto de vista do gênero, de raça, de sexo.

 

Prazo para implementação

 

As escolas terão dois anos para a implementação dos currículos. Estados, municípios e o Distrito Federal manterão sua autonomia, o que significa que poderão acrescentar conteúdos e competências.

 

A previsão é de que o Conselho Nacional conclua a avaliação do documento até o segundo semestre deste ano. Uma vez aprovada, a BNCC será homologada pelo Ministério da Educação e terá suas diretrizes gerais seguidas por todas as escolas.

 

O ministro garantiu apoio a estados e professores para a implementação das novas diretrizes. “O MEC assegurará todo o apoio técnico, do ponto de vista de suporte, para que os estados e municípios possam avançar na definição dos currículos, que obedecerão justamente às normas e diretrizes gerais consagradas na BNCC”, disse. “O apoio à formação de professores também está garantido.”

 

Base Nacional Curricular

 

A Base Nacional Comum Curricular estabelece conteúdos e competências que todo estudante deve saber e ser capaz de fazer na educação básica e será referência obrigatória na elaboração dos currículos de escolas públicas e particulares de todo o Brasil.

 

O documento apresentado trata exclusivamente da educação infantil (creche e pré-escola) e do ensino fundamental (1º ao 9º ano). Segundo o ministro, a Base referente ao ensino médio será entregue até o final de 2017, já adaptada às diretrizes do Novo Ensino Médio.

 

Além de dar visibilidade a conteúdos essenciais, a Base determina o que os alunos devem saber a cada ano de escolarização. Desse modo, ajudará professores e escolas a organizarem a progressão das aprendizagens em todo o território nacional.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação e da Agência Brasil


unesp

Estarão abertas até sexta-feira (7/4) as inscrições para o pedido de isenção ou redução de 50% da taxa do Vestibular Meio de Ano 2017 da Universidade Estadual Paulista, a Unesp.

 

Para pedir isenção, o candidato deverá imprimir, até sexta (7/4), o requerimento de solicitação, disponível na página da Fundação Vunesp, no endereço www.vunesp.com.br.

 

Podem pedir isenção vestibulandos com renda familiar mensal igual ou inferior a R$ 1.405,50 por pessoa, o equivalente a um salário mínimo e meio. É necessário que cada solicitante preencha seus dados e envie, junto com os documentos comprobatórios pedidos em edital, o requerimento por Sedex ou outra modalidade de correspondência com aviso de recebimento, até o dia 10 de abril.

 

O resultado dos pedidos de isenção será divulgado em 26 de abril, no site da Vunesp e na página vestibular.unesp.br. Os pedidos deferidos significarão a efetivação da inscrição do solicitante.

 

O pedido de redução de 50% do valor da taxa destina-se a candidatos matriculados no ensino médio ou em curso pré-vestibular e que recebam remuneração mensal inferior a dois salários mínimos ou estejam desempregados. O prazo é semelhante ao do pedido de isenção, bem como a necessidade de impressão e preenchimento do documento disponível no site da Vunesp, além de seu envio até 10 de abril, por Sedex ou remessa com aviso de recebimento. O resultado dos pedidos de redução será publicado em 24 de abril, no site da Vunesp.

 

Os cursos oferecidos pela Unesp neste exame são as Engenharias Agronômica (Ilha Solteira e Registro), Ambiental (Sorocaba), Aeronáutica (São João da Boa Vista), Civil (Ilha Solteira), de Controle e Automação (Sorocaba), de Produção (Bauru), Elétrica (Ilha Solteira) e Mecânica (Ilha Solteira).

 

Os documentos com todas as informações sobre isenção e redução da taxa podem ser vistos nas páginas da Vunesp e da Unesp, esta no endereço vestibular.unesp.br.

 

Sobre a Unesp

 

A Unesp, Universidade Estadual Paulista, é uma universidade pública, gratuita, que está entre as maiores e melhores do país. Está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo com 34 faculdades e institutos, onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação. Tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos. Possui cerca de 1.900 laboratórios. Oferece cursos pré-vestibulares gratuitos em suas unidades, bem como diversos programas de extensão de serviços à comunidade. Três escolas de ensino técnico são mantidas pela Universidade: o Colégio Técnico Industrial em Bauru, o Colégio Técnico Industrial em Guaratinguetá e o Colégio Técnico Agrícola em Jaboticabal.

 

Mais informações:

Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

Assista um vídeo sobre a Unesp em www.unesp.br/unespvideos

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 20 horas)

Sites – http://vestibular.unesp.br e www.vunesp.com.br


rioclaroonline

População sai às ruas de Rio Claro nessa quarta-feira (15) para mostrar o seu descontentamento, houve um consenso sobre o perigo de tal proposta para os setores menos privilegiados pelo governo ilegítimo do presidente Temer.

 

Dentre os segmentos representados, destacamos os Movimentos Sociais e Sindical, os movimentos abrem a resistência contra reformas do governo Temer e defesa de conquistas dos trabalhadores.

 

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Por El País

 

A mobilização contra os planos do Planalto, em especial contra o aumento das exigências para se obter uma aposentadoria no sistema público do país, foi o primeiro grande protesto nacional do ano. A jornada alimenta de combustível uma crise política que, nove meses após o impeachment e em meio ao escândalo da Operação Lava Jato, já se tornou crônica

 

Por Rede Brasil Atual – Dia Nacional de Mobilização

 

As atividades contra a reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer, que mobilizam milhares de pessoas em todo o Brasil, foi o eixo principal das mobilizações de 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e é o mote do dia de mobilização e paralisações que acontece em todas as capitais e diversas cidades. O dia também é de protestos contra a reforma trabalhista e a liberação irrestrita da terceirização em todos os níveis das empresas.

 

Diversos sindicatos também realizarão assembleias e atos. A maior mobilização prevista será a dos professores e funcionários da educação que, segundo a CNTE, deve contar com a participação de milhões de trabalhadores em todo o Brasil.


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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação(CNTE) aprovou greve dos educadores a partir desta quarta-feira (15) nos estados e municípios de todo o país. A mobilização da Confederação e das entidades filiadas conta como principais reivindicações a não aprovação da reforma previdenciária e trabalhista.

 

“É um dia de luta contra a reforma da previdência, que, no caso dos professores, atinge brutalmente, porque perdemos direitos que foram conquistados depois de muita luta. Com a reforma, para um professor se aposentar integralmente, ele tem que começar a trabalhar aos 16 anos de idade”, afirma a coordenadora geral do Sepe-RJ, Marta Moraes.

 

A medida pretende acabar com a aposentadoria especial do magistério tanto para os novos concursados como para quem tem menos de 45 anos, no caso de professoras, e menos de 50 anos, no caso de professores.

 

A CNTE alega que a reforma traz ainda outros prejuízos como o aumento da idade mínima para aposentadoria, que será de 65 anos para homens e mulheres, além da exigência de 49 anos de contribuição para ambos.

 

A adesão extrapola a área da educação, e já tem adeptos da justiça, da polícia civil e de servidores da saúde do estado do Rio de Janeiro. O Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) também aderiu a paralisação, incluindo escolas particulares.

 

“Quando outras categorias aderem é o indício de uma greve geral. Todos estão vendo a gravidade desse momento. Não existe déficit na previdência, a gente vem afirmando isso há muito tempo”, disse Marta.

 

Para esta quarta-feira (15) está marcado um ato em frente a Igreja Candelária, no Centro do Rio, às 16h. Redes como São Gonçalo, Valença, e outras do interior, também já aderiram à greve e participarão do ato público na Candelária.

 

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Fonte: Jornal do Brasil


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Exame deixará de ser aplicado aos sábados. MEC ampliou possibilidade de isenção de taxa, vai personalizar cadernos e eliminar ‘ranking’ de escolas.

 

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 será realizado em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. No ano passado, a prova foi aplicada em um fim de semana (sábado e domingo, 5 e 6 de novembro). A modificação integra uma lista de novidades divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) na manhã desta quinta-feira (9).

 

As demais mudanças foram:

 

Primeiro domingo terá linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova; no segundo, matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de prova.
Cadernos de prova serão personalizados, com nome e número de inscrição na capa e cartão de respostas
Passam a ser isentos da taxa de inscrição também aqueles que tiverem cadastro no CadÚnico (que reúne famílias de baixa renda).
Não serão divulgados dados do Enem por escola.
Isentos do pagamento da inscrição que não comparecem perdem direito ao benefício no ano seguinte se a ausência não for justificada.
Enem não valerá como certificado do ensino médio.
Solicitação de tempo adicional para atendimento especial deve ser solicitada na inscrição.
MEC diz que estudantes recusaram, em consulta pública, possibilidade de fazer a prova no computador.
Ministério da Educação apresenta mudanças no Enem para 2017.

 

A decisão de alterar o esquema de datas do Enem foi tomada após a realização da consulta pública sobre o exame, entre os dias 18 de janeiro e 17 de fevereiro. Dos mais de 600 mil participantes, 63,70% votaram que o Enem deveria ocorrer em dois dias e 36,30% opinaram que deveria ser aplicado em um dia só.
Em seguida, aqueles que participaram da consulta pública tiveram de responder à seguinte questão: “Caso o exame continue sendo aplicado em dois dias, qual formato deverá ser realizado?”.

 

A maior parte (42,30%) optou que ele ocorresse em dois domingos seguidos – por isso, o MEC implementou a mudança.

 

Em segundo lugar, ficou a opção de um domingo e uma segunda-feira (que se tornaria feriado escolar), votada por 34,10% dos participantes. Por último, restou a alternativa de manter-se o esquema até então vigente, de sábado e domingo, com 23,60% dos votos.

 

 

novo-enem

Sabatistas

 

Uma das consequências da realização do exame somente aos domingos é atender uma antiga reclamação dos candidatos sabatistas – por causa da religião, eles só podem estudar ou trabalhar aos sábados após o sol se pôr.

 

Consequentemente, todos os anos, eles entram no local de prova às 13h (horário de Brasília) e ficam isolados em uma sala até as 19h, quando começam o exame. No Acre, por exemplo, por causa do fuso horário, o tempo de espera é de 9 horas.

 

De acordo com o Inep, isso faz com que cada candidato sabatista custe para o governo R$ 16,39 a mais do que os demais participantes, devido às despesas extras trazidas pela aplicação do exame à noite no sábado. No Enem 2016, os 76 mil sabatistas que fizeram a prova acarretaram um gasto de aproximadamente R$ 646 mil.

 

Ordem das provas em cada dia

 

Redação, linguagens e ciências humanas serão os temas do primeiro dia, com duração de cinco horas e meia de prova. Uma semana depois será feita a prova de matemáticas e ciências da natureza, com quatro horas e meia para realização.

 

A diagramação das provas também será alterada, buscando uma apresentação “mais amigável”, segundo o Inep.

 

Inscrições

 

As inscrições para o Enem 2017 ficarão abertas entre os dias 8 e 19 de maio de 2017. O edital com mais informações sobre o exame será publicado até o dia 10 de abril, segundo o MEC.

 

Isenção da taxa de inscrição

 

De acordo com a pasta, continuarão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio de escolas públicas, os candidatos com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e aqueles que cursaram o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral de escola privada.

 

A novidade do Enem 2017 é que passam a ser isentos também aqueles que tiverem cadastro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal), que reúne famílias em situação de pobreza e pobreza extrema. Para comprovar o dado, o candidato deverá informar, no ato da inscrição, o NIS (número de identificação social) – o sistema permitirá a busca automática.

 

Data do resultado

 

Os resultados do Enem 2017 serão divulgados em 19 de janeiro de 2018. Os candidatos continuarão podendo acessar o resultado por área de conhecimento e o desempenho individual.

 

Fim do ‘ranking’ do Enem por escola

 

O MEC também decidiu que não haverá mais o resultado do Enem por escola – dado que costuma ser disponibilizado anualmente. A lista é popularmente conhecida como “ranking” do Enem por escolas.

 

Sobre a exclusão desse dado, a presidente do INEP Maria Inês Fini afirmou que a mudança é uma reivindicação antiga dos especialistas em educação. “O Enem não avalia escola, avalia o estudante e isso é só um dos muitos indicadores para poder avaliar uma escola”.

 

Ainda sobre o cancelamento do resultado por escola o ministro da Educação, Mendonça Filho afirmou que “o ranking das escolas que é utilizado como propaganda, e não é missão do Estado brasileiro estabelecer esse ranking. Produzia um desserviço e uma desinformação. ”

 

Ausência

 

O candidato que obtiver a isenção da taxa de inscrição e não comparecer à prova perderá o benefício no Enem 2018, caso queira solicitá-lo novamente. A exceção ocorrerá nos casos em que o indivíduo justificar sua ausência por meio de atestado médico ou documento oficial que comprove a impossibilidade de seu comparecimento. Antes, bastava fazer uma autodeclaração com a justificativa da ausência.

 

Estrutura da prova e segurança

 

Os participantes do Enem 2017 receberão cadernos de prova personalizados, com o nome e o número de inscrição escritos na capa, juntamente com os cartões de resposta encartados, que também levam os dados do candidato.

 

Continuam havendo quatro cadernos diferentes, identificados por cores, para manter a segurança do exame.

 

Certificação do ensino médio

 

O MEC já havia informado que o Enem não poderia mais ser usado como certificação do ensino médio. A partir de 2017, os jovens poderão obter o documento pelo Encceja (Exame Nacional de Certificação De Competências de Jovens e Adultos) – tanto para ensino fundamental quanto para ensino médio.

 

Atendimento especializado

 

Aqueles candidatos que precisarem de atendimento especializado na prova, como no caso daqueles que têm alguma deficiência, deverão fazer a solicitação de tempo adicional no ato da inscrição, apresentando um documento que comprove a necessidade do benefício.

 

No Enem 2016, o requerimento era feito nos dias de aplicação do exame – foram 68.907 solicitações na última edição da prova.

 

Reforma do ensino médio

 

É importante esclarecer que as mudanças no Enem 2017 não têm relação com a reforma do ensino médio. O MEC lembra que ainda é preciso concluir a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), documento que lista os conteúdos obrigatórios a serem ensinados nas escolas, para que as instituições de ensino tenham tempo de ensinar essas matérias em sala de aula. Só depois é que ocorrerão mudanças no conteúdo do exame.

 

Prova virtual

 

Outra questão levantada pela consulta pública diz respeito à realização da prova por computador. O MEC já havia avisado que, caso a mudança fosse aprovada, não seria implementada antes de 2018. Mas os participantes votaram contra a prova virtual: 70,10% disseram não a ela.

 

Sobre o resultado, o ministro se disse surpreso e afirmou ainda acreditar que a medida será inevitável. “De fato foi uma surpresa, eu imaginava que a maioria indicaria o computador como mecanismo para aplicação da prova e aí contradiz um pouco ou bastante a própria tendência do jovem. De um lado acho que há sempre um receio com relação à segurança, de que o computador poderia facilitar fraudes e, de outra parte, o medo com relação ao novo. O ser humano gosta do novo, mas ele não gosta de ousar. Eu acho que é uma coisa inevitável, não sei em quanto tempo a gente vai conseguir promover essa mudança, mas ela virá”, disse o Mendonça Filho.

 

Consulta pública

 

O MEC realizou uma consulta pública sobre o Enem do dia 18 de janeiro até 17 de fevereiro. Os participantes, após preencherem um formulário com nome completo, e-mail e CPF, responderam três questões:

 

– A primeira questionava se o exame deveria continuar ocorrendo no formato atual, em dois dias, ou se aconteceria em um dia só, com um número reduzido de questões. A intenção, conforme declarado pelo ministro Mendonça Filho, era estudar a possibilidade de haver economia nos custos de segurança e de volume de papel.

 

Segundo o Inep, especialistas contratados pelo governo garantiram que não haveria redução na qualidade do exame caso ele ficasse concentrado em uma jornada. Em janeiro, o MEC reforçou que não haveria a possibilidade de eliminar a redação do Enem.

 

– A segunda questão era sobre a possibilidade de aplicação da prova por computador. A pasta afirmou que, caso a mudança fosse aprovada, não seria implementada antes de 2018, por exigir uma nova demanda de infraestrutura e de modificação no sistema de segurança do Enem.

 

– A última pergunta da consulta pública permitia que o participante escrevesse contribuições para o aprimoramento do exame.

 
Caderno de prova do Enem 2016 (Foto: G1)

Fonte G1

Enem 2017 será realizado em dois domingos: 5 e 12 de Novembro


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Amigos e amigas, estamos montando um cursinho pré-vestibular gratuito e precisamos de ajuda para compra de materiais em geral. 

Qualquer valor doado será muito importante. 

O “Cursinho Popular Oriente-se” é uma iniciativa de amigos professores que têm como sonho devolver à sociedade aquilo que a universidade lhes proporcionou, e, diante disso, nasceu a proposta de criar um cursinho pré-vestibular que abrangesse região periférica de Rio Claro. 

O projeto em questão trata-se de um cursinho voluntário, gratuito, sem fins lucrativos e que tem como público alvo a população carente de Rio Claro. Tem sede na Escola Estadual Profª Oscália Goes Corrêa Santos, localizada na rua 21, 3955, no bairro Jardim Wenzel, na cidade de Rio Claro/SP, e funcionará como parte do Programa Escola da Família que acontece aos finais de semana das 9h às 17h. 

O Cursinho já conta com diversos professores e estrutura física para sua realização, no entanto, necessita de verba inicial para produção de material didático, xerox, impressão e produtos de papelaria em geral. 

E através do Vakinha, o “Cursinho Popular Oriente-se” convida você a a contribuir com a nossa iniciativa.

 

Acesse o link e participe:

 

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cursinho-popular


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A Geografia, como disciplina autônoma, integra o currículo do ensino brasileiro desde o século XIX. Sua presença, considerada fundamental para a formação da cidadania, foi gravemente ameaçada no período da Ditadura Militar, quando a Geografia e a História foram unificadas em uma única disciplina, denominada de Estudos Sociais.

 

A Medida Provisória nº 746/16, aprovada pelo Congresso Nacional e convertida na Lei nº 13.415, de 2017, que instaura a Reforma do Ensino Médio, comete o grave equívoco ao omitir do texto legal qualquer referência à disciplina, e, principalmente, ao excluí-la da relação de componentes curriculares obrigatórios, instalando fortes incertezas sobre a presença da Geografia nesse nível de ensino.

 

Não menos preocupante é o rebaixamento das exigências para o exercício da profissão docente, ao permitir a admissão de “profissionais com notório saber”. Além disso, na prática, a Reforma do Ensino Médio está sendo subordinada a um documento (BNCC – Base Nacional Comum Curricular ) que ainda não está concluído, cujo conteúdo final é desconhecido, e que está indicado como referência para a formação de professores.

 

Diante do exposto, nós, professores de Geografia, contestamos a aprovação da Reforma do Ensino Médio sem consultar a sociedade. E reivindicamos, com muita ênfase, a clara definição da Geografia como componente curricular obrigatório no Ensino Médio.

 

*1. Carta adaptada da ANPUH.

 

 

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Por Humberto Mariotti *

Comecemos falando sobre a nossa tendência a reduzir.
Trata-se de um processo natural, e como tal necessário
para que possamos perceber e tentar entender o
mundo. Reduzimos sempre o que percebemos à nossa
capacidade de entendimento, ou seja, à forma como é
estruturada a nossa mente.

O reducionismo é como o ego: indispensável, mas
questionável. Diante de um determinado fenômeno,
nós o percebemos e reduzimos o que foi percebido á
nossa estrutura de compreensão — ao nosso
conhecimento, portanto. Mas, como é óbvio, reduzir
algo ao nosso conhecimento é o mesmo que reduzi-lo á
nossa ignorância. Daí a necessidade de um segundo
passo — a reampliação —, que consiste em conferir o
que foi percebido. Fazemos isso comparando-o com
compreensões pessoais prévias e, a seguir, cotejandoo
com a compreensão dos outros, por meio do diálogo
e outras formas de interação e convivência. Dessa
maneira, procuramos reampliar o que havia sido
reduzido.

O problema é que nem sempre é fácil voltar a ampliar
depois da redução inicial. Isso se dá porque tendemos
a reduzir nossas compreensões às dimensões do nosso
ego, que é frágil, medroso e teme a reampliação.

Teme-a porque ela o põe à prova, leva-o a confrontar
as suas percepções e entendimentos com os dos
outros. Como está preparado para competir, o ego
sempre vê os outros como adversários, e portanto
sente-se sempre ameaçado por eles. Por isso, pensar
segundo modelos predeterminados e buscar apoio em
referenciais que julgamos inquestionáveis
(pressupostos) tornou-se uma forma de remediarmos a
nossa fraqueza. É um modo de pôr em prática o ponto
de vista empiricista, que diz que existe uma realidade
externa que é a mesma para todos.

Se essa tese fosse correta a cognição seria um
fenômeno passivo. E assim, todos entenderiam o
mundo da mesma maneira. Nessa ordem de idéias,
quem não percebesse a “verdade” universal estaria
com problemas e, portanto, precisaria de ajuda para
alcançar o nível de percepção dos outros. Isto é: para
perceber as coisas como “todo mundo” — o que
equivaleria a entender a vida e pautar a conduta
segundo as normas do senso comum. Entretanto,
sabemos que percepções padronizadas levam a
comportamentos padronizados. Esse é o principal
problema da redução não seguida de reampliação.
Nossa tendência a eliminar é mais forte que a
necessidade de integrar. Não sabemos ouvir. Quando
alguém nos diz alguma coisa, em vez de escutar até o
fim logo começamos a comparar o que está sendo dito
com idéias e referenciais que já temos. Esse processo
mental — que chamo de automatismo concordodiscordo
— quando levado a extremos é muito
limitante.

Ouvir até o fim, sem concordar nem discordar, tornouse
muito difícil para todos nós. Não sabemos ficar —
mesmo de modo temporário — entre o conhecido e o
desconhecido. Confundimos o desconhecido com o
nada e por isso o tememos. A frase do escritor
americano William Faulkner, “entre a dor e o nada eu
prefiro a dor”, traduz nosso apego a esse tipo de
repetição.

Faça você mesmo a prova: tente escutar até o fim,
sem concordar nem discordar, o que o seu interlocutor
está dizendo. Procure evitar que logo às primeiras
frases dele você já esteja pensando no que irá
responder. Veja como isso é difícil — e então
constatará que o automatismo concordo-discordo é
uma das manifestações mais poderosas do
condicionamento de nossa mente pelo pensamento
linear, isto é, pelo modelo mental “ou/ou”, — a lógica
binária do sim/não.

 

O mundo desencantado
Em sua obra Ser e tempo — por muitos considerada
um dos trabalhos filosóficos mais importantes do
século 20 —, Martin Heidegger afirma que a história da
metafísica ocidental é a história do esquecimento do
Ser, porque esse pensamento configurou um modelo
lógico, objetivo e tecnicista.

Em outras palavras, Heidegger sustenta que a razão
instrumental ignorou o Ser. Para ele, ao longo da
história da metafísica ocidental deu-se privilégio ao
pensar — e ao pensar segundo a lógica binária de
Aristóteles. Se tomarmos a frase cartesiana cogito ergo
sum (penso, logo existo), é fácil observar que a
filosofia ocidental se ateve aos padrões lógicos do
cogito e esqueceu-se do sum, isto é, ligou-se ao
pensar e esqueceu-se do existir.

Ao analisar o sujeito a partir de sua dimensão de
existente (o sum), o propósito de Heidegger foi
proceder ao que chamou de analítica existencial. Em
obras posteriores a Ser e tempo, ele se preocuparia
mais especificamente com a questão da técnica.
Questionaria a transformação desta e da ciência
positivista em objetos de adoração e culto por nossa
cultura, tudo isso em função da prevalência do
racionalismo e do pensamento quantificador.

Assim, o projeto da modernidade fez com que o
homem se julgasse senhor do mundo natural. Por meio
da técnica (que corresponde à colocação em prática do
pensamento linear), ele vem tentando investigar,
desvelar esse mundo. Contudo, os fatos mostram com
uma freqüência cada vez maior que esse projeto não
vem dando os resultados anunciados e esperados. De
fato, a observação revela que em muitos casos a
técnica tem criado mais problemas do que soluções. A
devastação e a poluição da natureza pelos dejetos
industriais é apenas um exemplo.

De acordo com Heidegger, o desvelamento do mundo
por meio da técnica reprime esse mesmo
desvelamento por meios não-técnicos. Em outras
palavras, a consciência lógica (linear) reprime a
consciência poética (não-linear). Eis o resultado do
condicionamento de nossa cultura por esse modelo
mental. Para o filósofo, ao reprimir outros modos de
desvelamento da realidade (ou seja, ao
unidimensionalizar essas tentativas de descobrimento),
o racionalismo excluiu também muitas das
possibilidades de compreendermos a nós próprios —
passo indispensável para a investigação do mundo
real. Além disso, esse modo de pensar não se deixa
questionar com facilidade, o que por sua vez o torna
limitado.

Leitor dos grandes poetas — em especial Hölderlin —,
Heidegger costumava citá-lo: “Lá onde há perigo, ali
também cresce o que salva”. Dessa maneira, chegou a
acreditar na salvação pela poesia (no sentido amplo do
termo). Depois, entretanto, tornou-se cada vez mais
cético a esse respeito: em vez de uma salvação pela
consciência poética, ele previu o desencantamento
cada vez maior do mundo pelo racionalismo.
Como se sabe, o desencantamento do mundo — ou
racionalização — é a manifestação básica do
condicionamento da civilização ocidental pelo
pensamento linear. Antes de Heidegger, Max Weber já
havia abordado esse tema. Weber caracteriza a história
do Ocidente como um período no qual a visão de
mundo mágica, extra-racional, foi substituída pelo
método, pelo cálculo e pela quantificação. O processo
se estendeu a todas áreas da atividade humana,
inclusive ao âmbito dos Estados modernos. Essa
circunstância produziu o fenômeno da dominação
baseada em determinantes abstratas, traduzidas em
normas e leis concebidas e aplicadas por uma casta de
técnicos e especialistas — o universo da burocracia.

A mente desencantada

Como Weber, Heidegger também denuncia a
dominância de nossa cultura pelo pensamento linear e
analisa alguns de seus resultados. Este ensaio
pretende mostrar que o automatismo concordodiscordo
é um dos instrumentos mais eficazes desse
modelo mental.

Tanto faz discordar ou concordar: o que é limitante é a
reação instantânea, automática, linear, do tipo
sim/não. É ela que fecha a nossa razão, que faz com
que não possamos suspender, nem mesmo
momentaneamente, nossos pressupostos e
julgamentos. Desse modo, impede-nos de fazer
escolhas além das programadas.

Concordar logo que percebemos que o interlocutor
trata de algo sobre o qual já temos opinião formada
também é uma forma de não querer ouvi-lo até o fim:
“Já sei do que você está falando: por isso, não vou me
dar ao trabalho de escutar mais”. Dessa forma,
utilizamos algumas das variantes do “já conheço”, do
“isso é antigo”. Como se o outro não tivesse o direito
de pensar e expor o que pensa à sua maneira, sendo
ou não original o seu ponto de vista.

O mais comum, porém, é que logo que alguém começa
a expor uma determinada idéia comecemos a buscar
formas de contradizê-lo. Em qualquer das hipóteses,
no fundo o que pretendemos é desqualificar o
interlocutor. Discordando, concordando, ou mesmo
fingindo concordar, nosso imediatismo acaba negandoo
existencialmente.

Outro artifício é o chamado argumento ad hominem.
Trata-se de dar destaque a quem argumenta e não ao
argumento. E uma manobra muito usada para rejeitar
uma idéia ou concepção só porque vem de alguém de
quem não gostamos ou com quem não concordamos —
ou o contrário.

Um exemplo disso pode ser observado na bibliografia
de certas publicações. Pondo em prática o preceito
“quem não está comigo está contra mim”, muitos
escritos são julgados sem leitura. De acordo com os
autores citados (ou não) em uma determinada
bibliografia, o texto é de saída julgado e rejeitado no
ato ou aceito sem análise, conforme o caso. Parte-se
do princípio de que ao incluir uma determinada
referência o autor concorda com ela ou vice-versa.
Logo, para que dar-se ao trabalho de ler?

O automatismo concordo-discordo é típico da lógica da
nossa cultura patriarcal, que faz da desconfiança uma
reação automática. Com efeito, numa cultura
competitiva e reativa como a que vivemos, gostar dos
outros e confiar neles não é nada fácil. O argumento ad
hominem está na gênese dos preconceitos, e
continuará existindo e predominando enquanto durar a
hegemonia desse sistema de pensamento.

O primeiro passo para a formação do preconceito é a
separação entre o fato e o juízo que fazemos dele, isto
é, pôr o julgado no lugar do dado. Sempre que isso
acontece, ficamos com uma idéia-padrão, à qual
recorreremos quando estivermos em situações
semelhantes. O preconceito precisa da repetição, de
referenciais passados, e abomina a diferença, as
situações mutantes e a criatividade. Dessa maneira, o
que antes podia (ou não) ser concebido agora é
preconcebido. Trata-se de uma espécie de mecanismo
de defesa contra a realidade, por meio do qual nos
dispensamos do incômodo de viver certas experiências.
Desse modo, pomos de lado a vida e a substituímos
por pressupostos. O que antes era experiência se
estilhaçou e agora só restam fragmentos de percepção,
dos quais escolhemos os que nos parecerem mais
convenientes. Essa é a essência do julgado. Nossa
cultura é orientada desse modo. Somos propensos a
colocar o que deve ser no lugar do que é. Eis o
universo da regra e do julgamento que, mesmo
necessário em muitos casos, é devastador em
inúmeros outros.

A arte de esperar

No dizer do matemático Claude Shannon, os fatos que
acontecem de forma desordenada e sem significado
são ruídos de comunicação. Contudo, o que para nós é
ruído para outros pode ser informação e vice-versa.
Além disso, o que num primeiro instante percebemos
como ruído pode, algum tempo depois, ser percebido
como informação.

Esse intervalo é o que se chama de tempo de
defasagem ou tempo de espera dos sistemas. A
incapacidade de respeitá-lo é um dos fatores que mais
contribui para o estreitamento e o obscurecimento do
nosso horizonte mental. É por isso que a diversidade
de opiniões precisa ser respeitada: ela é a melhor
forma de evitar a redundância e gerar informação. A
redundância uniformiza. A informação forma por
dentro, isto é transforma. A redundância gera
condicionamentos. A informação produz aprendizagem,
educa.

Os processos do mundo natural não são imediatos,
como quer a ansiedade da nossa cultura. Exigem um
tempo de evolução — o tempo de defasagem sistêmico
—, que pode durar uma fração de segundo ou ser
muito longo. Para nós é muito difícil lidar com essa
imprevisibilidade, e por isso estamos sempre querendo
atropelá-la, o que significa que tendemos a não
respeitar as dinâmicas da natureza.

É claro que diminuir a prevalência do automatismo
concordo-discordo não implica ter de concordar com
tudo nem discordar de tudo. O que é importante é não
concordar ou discordar logo de saída, porque essa
atitude trava o nosso entendimento e fecha a nossa
razão. Precisamos aprender a transformar o
reducionismo em aliado, tirando-o de condição de
armadilha que tende a nos aprisionar nos limites de
nossa visão imediatista de mundo.

Aprender a ouvir até o fim, sem concordar nem
discordar de imediato, é antes de mais nada uma
postura de respeito ao outro. Talvez ele demore a
entender isso e daí nem sempre nos retribua com o
mesmo respeito. Mas não podemos depender dessa
condição para exercer a nosso própria postura ética.
No entanto, concordar nem sempre significa que
devamos nos colocar à mercê das opiniões e
preconceitos do outro, e discordar nem sempre
significa que devamos colocar-nos à mercê de nossas
próprias opiniões e preconceitos.

Em meu livro As paixões do ego, proponho um método
a que dou o nome de “reflexão inclusiva”. Ele busca ser
um dos meios de tentar diminuir a dominância do
automatismo concordo-discordo. Um de seus pontos
básicos consiste em prestar especial atenção àquilo
com que menos concordamos e aproximarmo-nos do
que mais nos desafia. Isso não quer dizer, porém, que
tenhamos de ficar sempre ouvindo ou observando sem
tomar uma posição. Repito que o automatismo
concordo-discordo é a reação reducionista imediata,
automática, limitante, não seguida de reampliação.
Já sabemos que é muito difícil reampliar o que
reduzimos. É bem mais fácil declarar que o horizonte
mental de nosso interlocutor é estreito e que o nosso é
amplo. A esse respeito, convém relembrar aqui uma
curiosa espécie de reducionismo — a que pretende
reduzir tudo a uma totalidade ideal: tudo é o “cosmos”,
tudo é a “totalidade” e assim por diante.

Trata-se, é claro, de uma forma de idealizar a
compreensão, reduzir os seres humanos a
espectadores de suas próprias vidas, evitar o convívio
com as diferenças e incertezas e tentar eliminá-las por
absorção. Como todo reducionismo radical, esse
também constitui uma forma de autoritarismo. Traduz
a falta de respeito à diversidade de opiniões e,
portanto, à legitimidade humana do outro.

Existe outra variante do automatismo concordodiscordo,
que consiste em a todo momento tentar
estancar o discurso do interlocutor por meio de
advertências, ressalvas e constantes recomendações
de cautela, aconselhá-lo a “pensar bem”, adverti-lo de
que deve estar ciente dessa ou daquela exceção etc.
São observações que, quando colocadas nos momentos
oportunos, são em geral sensatas e pertinentes. Mas
sua repetição compulsiva funciona como trava e produz
um efeito censório e repressivo.

Para que o diálogo dê bons resultados, é preciso que
respeitemos a legitimidade humana do outro. O que
isso quer dizer? Para o biólogo Humberto Maturana,
significa que o outro é legítimo por si mesmo: seu
valor é intrínseco e por isso ele não precisa justificar-se
por sua existência. É por essa razão que não devemos
negá-lo por meio de artifícios como o automatismo
concordo-discordo.

Mas, como já vimos, não podemos superar esse
automatismo sem pôr o nosso ego à prova. As
dificuldades implicadas nesse processo são imensas.
Um exemplo do cotidiano ilustra esses obstáculos.
Sabemos que os homens “práticos” costumam não
levar a sério a “espiritualidade”. De outra parte, os
homens “espiritualizados” desprezam a prática, como
alguns dos antigos faziam com os trabalhos manuais.
Dessa maneira mantém-se a divisão, que nada mais é
do que uma manifestação do automatismo ao qual nos
referimos. Ela pode ser expressa assim: “Presto
sempre o máximo de atenção à pessoa com quem falo,
mas não para verificar o efeito que o conteúdo do que
ela diz produz em mim. Em vez disso o que faço é ficar
vigilante, com a finalidade de surpreendê-la numa
falha. Estou sempre alerta, para no momento ‘certo’
concordar ou discordar de modo automático. Para
julgar essa pessoa a partir do que ela me diz agora.
Para isso, uso a minha primeira impressão”. Em nossa
cultura esse mecanismo atinge a todos nós, sejamos
‘práticos’ ou “espirituais’”.

É evidente que a capacidade de ouvir sem discordar
nem concordar de imediato (isto é, ouvir de modo
fenomenológico), pode ser aprendida, embora não seja
um processo fácil. Vimos, com Shannon, que fatos que
se reproduzem com regularidade são redundâncias. Já
os eventos portadores de novidade, de surpresa, são
informações. Ao acionar o automatismo concordodiscordo,
buscamos reduzir a informação a um
referencial conhecido. Tiramos-lhe o efeito surpresa, a
aleatoriedade. Essa redução tem a “vantagem”
adicional de fazer com que não pensemos.

É por isso que as pessoas nos cobram sempre opiniões
fechadas. A dúvida e o talvez são circunstâncias
assustadoras para nós. Em geral, assumimos uma
posição preconceituosa diante dos indivíduos que nos
dizem que ainda não têm opinião formada sobre um
determinado assunto. Costumamos chamá-los de
indecisos, porque estamos convencidos de que todos
devem ter sempre posições imediatas e definitivas
sobre tudo.

Preocupação e cuidado

Não tomar posição imediata, respeitar o tempo de
espera dos sistemas, ouvir até o fim sem concordar
nem discordar (isto é, sem fazer juízos imediatos de
valor) — tudo isso nos ameaça. A sociedade nos cobra
o uso sistemático do automatismo concordo-discordo.
A atitude de espera, de observação inicial nãojulgadora,
é vista como estranha, como algo a ser
combatido, um perigo. Se olharmos com cuidado,
veremos que o ato de ouvir sem concordar nem
discordar de imediato significa renunciar a traçar uma
fronteira e ficar de fora dela.

Penso que agora é possível resumir alguns dos pontos
que podem ajudar na prática da reflexão inclusiva:

1. A mente faz parte do cérebro; o cérebro faz parte do
corpo; o corpo faz parte do mundo. Logo, a mente não
é separada do mundo.

2. A realidade de um indivíduo é a visão de mundo que
sua estrutura lhe permite perceber num dado
momento.

3. Essa estrutura muda sempre, de modo que essa
compreensão, que num dado instante nos parece fora
de dúvida e definitiva, pode não sê-lo mais tarde.
4. Enquanto permanecer apenas individual, qualquer
compreensão de mundo será precária. Por isso, é
preciso ampliá-la por meio do diálogo.

5.Com quanto mais pessoas conversarmos sobre
nossas percepções e compreensões, melhor.

6. Quando maior a diversidade de pontos de vista
dessas pessoas, melhor ainda.

7. Se uma conversa produzir em nós uma tendência a
achar que não ouvimos nada de novo, é bem provável
que estejamos na defensiva.

8. É muito importante dar especial atenção aos pontos
de vista com os quais mais discordamos e aos
comportamentos que mais nos irritam e desafiam.

9. Mas isso não quer dizer que estejamos obrigados a
aceitar tudo ou a concordar com tudo. Significa apenas
que o contato com a diversidade é fundamental para a
aprendizagem e para a abertura de nossa mente.

10. Do mesmo modo, é fundamental dar a mesma
atenção (no sentido de reavaliar sempre) aos pontos
de vista com os quais mais concordamos, isto é, às
crenças e pressupostos que nos deixam mais
confortáveis, mais acomodados.

Pode-se também dizer que a reflexão inclusiva busca
mais a sabedoria do que o conhecimento, pois o
conhecimento procura definir e — em casos extremos
— rotular os fenômenos, como se isso pudesse explicá-
los em sua profundeza ou substituir sua naturalidade e
originalidade. Chamar uma percepção que não
conseguimos explicar de “ilusão de ótica” é um
exemplo. Rotular (que é um exagero do diagnosticar) é
bem mais rápido e exige menos esforço do que
experienciar e compreender. Neste último caso, como
já foi dito, é preciso aprender a lidar com o tempo de
espera dos sistemas, coisa que nossa ansiedade torna
muito difícil.

Daí a tendência a superdiagnosticar, que vem sendo
denunciada, por exemplo, na medicina atual: grande
ênfase no diagnóstico (que implica muita tecnologia,
muito trabalho mecânico) e comparativamente poucos
resultados no tratamento. Este exige a
complementação do trabalho mecânico do diagnóstico
pela compreensão da pessoa como uma totalidade: a
preocupação, a solidariedade, o cuidado — enfim, tudo
aquilo que o modelo de alteridade hoje predominante
em nossa cultura dificulta ao extremo.

Mas sabemos que, infelizmente, a ênfase excessiva no
diagnóstico nem sempre ajuda a quem de direito, isto
é, ao doente. Basta lembrar as inúmeras doenças (e
são muitas) diante das quais a medicina continua a
confundir tratamento com explicações “científicas”.
Fala-se muito em “controle” e pouco em qualidade de
vida, e assim a solidariedade que o paciente precisa
receber do médico se perde no labirinto da
tecnoburocracia e no hermetismo de seus jargões.

Por fim, é preciso ter sempre presente que as
sugestões de reflexão acima enumeradas não
constituem receitas nem muito menos diretivas. É
melhor considerá-las componentes de uma lista
necessariamente incompleta, a ser questionada,
acrescida e melhorada. Não poderia ser de outra
maneira, aliás. Daí se segue que a reflexão inclusiva
está também muito longe pretender resolver, mesmo
em parte, o problema do conhecimento. Seu objetivo é
apenas ajudar a suavizar a rigidez do modelo mental
dominante em nossa cultura.

Referências

HEIDEGGER, Martin. Being and time. Nova York:
Harper & Row, 1962.
BOHM, David. Thought as a system. Londres:
Routledge, 1994.
BOHM, David. On dialogue. Londres: Routledge, 1998.
MATURANA, Humberto, VARELA, Francisco J.
Autopoiesis and cognition; the organization of the
living. Boston: Reidel, 1980.
VARELA, Francisco J. Sobre a competência ética.
Lisboa: edições 70, s.d.
VARELA, Francisco J., THOMPSON, Evan, ROSCH,
Eleanor. The embodied mind; cognitive science and
human experience. Cambridge, Massachusetts: The
MIT Press, 1997.
© Humberto Mariotti, 2000.
* HUMBERTO MARIOTTI. Professor e Coordenador
do Centro de Desenvolvimento de Lideranças da
Business School São Paulo. Consultor em
desenvolvimento pessoal e organizacional.
Conferencista nacional e internacional. Coordenador do
Núcleo de Estudos de Gestão da Complexidade da
Business School São Paulo.

E-mail: homariot@uol.com.br


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São Paulo – O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nesta quinta-feira, 16, o resultado da avaliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Os auditores apontaram dez práticas irregulares recorrentes em 1797 escolas fiscalizadas em 371 municípios – em um universo de R$ 161 milhões investidos na merenda foi identificado prejuízo potencial de R$ 4,3 milhões.

 

As informações foram divulgadas no site do Ministério da Transparência pela Assessoria de Comunicação Social da Pasta.

 

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transfere, por ano, cerca de R$ 3,5 bilhões à conta do Pnae em Estados, Municípios e no DF.

 

Os auditores constataram licitações irregulares, fragilidades na gestão administrativa, descumprimento contratual pelos fornecedores, descontroles nas despesas, superfaturamento, armazenagem inadequada, alunos sem merenda, falta de cardápio e higiene.

 

O objetivo da auditoria foi analisar a regularidade no processo de aquisição dos alimentos pelas secretarias de educação nos Estados e no Distrito Federal e pelas prefeituras municipais.

 

Também foram pesquisados o armazenamento e a distribuição dos gêneros alimentícios nas escolas públicas e a atuação dos profissionais de nutrição, dos representantes das instâncias de controle social e do gestor federal para garantir refeições de qualidade aos estudantes.

 

Recomendações

 

O Ministério da Transparência fez recomendações para que o gestor federal adotasse as medidas necessárias ao saneamento das falhas verificadas, além de recomendações para a devolução dos recursos referentes aos prejuízos potenciais identificados. “No entanto, até a presente data o FNDE não adotou todas as providências recomendadas”, alerta o Ministério.

 

Além de publicado na internet, o resultado do trabalho foi encaminhado ao Ministério da Educação e ao FNDE, para a adoção das medidas corretivas. “O Ministério da Transparência permanece na busca conjunta por soluções e realiza sistemático acompanhamento da adoção das providências por parte dos gestores responsáveis.”

 

O tema foi selecionado por critérios de relevância social – para muitos alunos, a alimentação escolar constitui-se na única fonte de refeição diária –e de criticidade, ante o elevado número de denúncias recebidas pela CGU.

 

Os técnicos examinaram também o volume de recursos públicos envolvidos. O trabalho consolida ações realizadas no período 2011 a 2015, durante as últimas 7 edições do Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos, que envolveu 371 municípios, seus Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) e 1.797 escolas, nas 26 Unidades da Federação.

 

Os auditores analisaram um montante de R$ 161 milhões e, desse universo amostral, identificaram prejuízo potencial de R$ 4,3 milhões.

 

Constatações

 

“As falhas encontradas pelo Ministério da Transparência comprometem a finalidade do Pnae, que é contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos”, destaca o relatório.

 

Entre as principais irregularidades, os auditores apontam:

 
# Licitações irregulares: Fragilidades na gestão administrativa das entidades executoras provocaram gastos de R$ 2,4 milhões sem a devida comprovação documental. Também foi constatada restrição à competitividade em 45 municípios e direcionamento/simulação de processo licitatório em 32 entes.
 
# Descumprimento contratual pelos fornecedores: Fragilidades na relação entre o objeto contratado e o entregue em 24 municípios. Já sobre a aquisição de produtos alimentícios oriundos da agricultura familiar, verificou-se que 176 municípios fiscalizados não adquiriram nenhum produto ou adquiriram em porcentual inferior ao mínimo exigido em lei (30%).
 
# Despesas irregulares: No que se refere aos gastos com aquisições de gêneros alimentícios, foi identificada em 42 municípios a execução de recursos no valor de R$ 347.523,67 com itens que não possuíam relação com o objeto do Pnae (material de limpeza e produtos alimentícios proibidos ou restritos, como refrigerantes, doces e embutidos).
 
# Superfaturamento: Fragilidades na pesquisa, orçamento e escolha dos fornecedores, tendo em vista que, em 25 municípios, as aquisições foram realizadas com valores acima da média de mercado, o que após a efetivação do pagamento gerou superfaturamento de R$ 543 mil.
 Armazenagem irregular: Em 575 escolas visitadas, as instalações não estavam adequadas para garantir o bom acondicionamento dos produtos alimentícios (ausência de forro sob o telhado, de telas nas janelas, de ventilação adequada, paredes e teto com mofo e infiltrações, fiação exposta). Já em 493 escolas, foram os equipamentos que se mostraram inadequados (ausência de estantes ou armários; uso de baldes e caixas de papelão para estocar alimentos; ausência de refrigeradores e geladeiras ou, quando existentes, deteriorados).
 
# Alunos sem merenda: Em 73 escolas, a quantidade servida aos alunos é insuficiente. Já em 156 unidades visitadas, os professores, merendeiras, diretores, pais de alunos, alunos, entre outros membros da comunidade escolar, relataram que houve períodos em que a alimentação não foi fornecida – o que além de prejudicar os estudantes, ocasionou dano ao erário de R$124.342,44. Os principais motivos foram a falta de alimentos, de condições de preparo e de merendeira.
 
# Falta de cardápio e de higiene: Em 451 escolas as refeições foram preparadas sem base em um cardápio elaborado por nutricionista. Em 302, a alimentação é elaborada de forma inadequada (utilização de água de poço ou trazida em baldes de plástico pela vizinhança; preparo em tanques da área de serviço ou em pias quebradas e mal higienizadas; problemas no sistema de esgoto da cozinha; presença de lixeiras sem tampa e próximas à área de manipulação dos alimentos; sujidades nas paredes e bancadas).
 
# Falta de nutricionistas: O quantitativo mínimo legal de um profissional de nutrição não estava sendo cumprido em 195, o que impacta negativamente na oferta de uma merenda escolar balanceada e de qualidade aos alunos. Além disso, 57 nutricionistas possuíam mais de dois vínculos simultâneos, o que leva a necessidade de a prefeitura verificar a compatibilidade de horários das jornadas de trabalho.
 
# Dificuldade ao exercício do controle social: Em 223 Conselhos fiscalizados não foi elaborado planejamento das atividades para o exercício. No tocante à disponibilização pelo Município de infraestrutura adequada para o CAE exercer suas atribuições, verificou-se que em 138 não havia condições suficientes para seu funcionamento. Esses motivos geram atuação deficiente dos CAE, uma vez que não acompanham o processo de aquisição dos gêneros alimentícios, a verificação da qualidade dos alimentos, as condições de armazenagem, dentre outros aspectos.
 
# Controle frágil: Verifica-se, portanto, que o FNDE ainda não estruturou completamente um mecanismo de controle interno administrativo que permita a detecção tempestiva de inconsistências da gestão do Pnae, o que fragiliza o controle e o monitoramento da política, além da detecção de irregularidades nas prestações de contas dos recursos já liberados.
    

Recomendações

 

O Ministério da Transparência fez recomendações para que o gestor federal adotasse as medidas necessárias ao saneamento das falhas verificadas, além de recomendações para a devolução dos recursos referentes aos prejuízos potenciais identificados. “No entanto, até a presente data o FNDE não adotou todas as providências recomendadas”, alerta o Ministério.

 

Além de publicado na internet, o resultado do trabalho foi encaminhado ao Ministério da Educação e ao FNDE, para a adoção das medidas corretivas. “O Ministério da Transparência permanece na busca conjunta por soluções e realiza sistemático acompanhamento da adoção das providências por parte dos gestores responsáveis.”

 

Fonte: Estadão Conteúdo


unesp

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicou hoje (16/2) a segunda chamada de convocados para matrícula do Vestibular 2017, com 1.393 candidatos. A lista está disponível para consulta nos sites www.vunesp.com.br e vestibular.unesp.br. A oferta do exame é de 7.365 vagas em 173 cursos de 23 cidades em todas as regiões paulistas.

 

Acesse a lista de convocação – Clique aqui!

 

As matrículas são feitas primeiramente de forma virtual, conforme as orientações publicadas no Manual do Candidato, disponível para consulta no site da Vunesp. As matrículas virtuais em segunda chamada serão realizadas nos dias 16 e 17 (quinta e sexta) deste mês. A terceira e a quarta chamada serão divulgadas nos dias 21 de fevereiro e 2 de março, respectivamente. Todas as chamadas para matrícula só incluirão nomes de candidatos que tenham confirmado no site da Vunesp o interesse por vaga.

 

As cidades para as quais há oferta de carreiras neste vestibular são Araçatuba (170 vagas), Araraquara (855), Assis (405), Bauru (1.045), Botucatu (600), Dracena (80), Franca (410), Guaratinguetá (310), Ilha Solteira (310), Itapeva (80), Jaboticabal (280), Marília (475), Ourinhos (90), Presidente Prudente (640), Registro (40), Rio Claro (490), Rosana (80), São João da Boa Vista (40), São José do Rio Preto (460), São José dos Campos (120), São Paulo (185), São Vicente (80) e Tupã (120).

 

No Vestibular 2017, o Sistema de Reserva de Vagas para a Educação Básica Pública (SRVEBP) garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Isso deve ampliar a proporção destes alunos nos cursos da Unesp. No Vestibular 2016, a proporção de matriculados egressos de escolas públicas foi de 46,6%.

 

O exame da Unesp registrou 102.230 inscritos, e as provas foram aplicadas em duas fases, em 31 cidades paulistas, além de Brasília/DF, Campo Grande/MS e Uberlândia/MG

 

Sobre a Unesp

 

A Unesp, Universidade Estadual Paulista, é uma universidade pública, gratuita, que está entre as maiores e melhores do país. Está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo com 34 faculdades e institutos, onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação. Tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos. Possui cerca de 1.900 laboratórios. Oferece cursos pré-vestibulares gratuitos em suas unidades, bem como diversos programas de extensão de serviços à comunidade. Três escolas de ensino técnico são mantidas pela Universidade: o Colégio Técnico Industrial em Bauru, o Colégio Técnico Industrial em Guaratinguetá e o Colégio Técnico Agrícola em Jaboticabal.

 

Mais informações:

Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

Assista um vídeo sobre a Unesp em www.unesp.br/unespvideos

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 20 horas)

Sites – http://vestibular.unesp.br e www.vunesp.com.br

 


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O Conselho Municipal de Cultura (Concult) foi criado em 29 de outubro de 2012, quando a lei nº4409 foi publicada.

 

Na manhã desse sábado (11), as nove horas, 70 pessoas estiveram reunidas para a Sessão Ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural. Pela primeira vez desde a posse, a equipe de governo esteve presente, juntamente com os conselheiros recém-nomeados no Diário Oficial do Município de ontem (10/02).

 

As atividades iniciaram com uma explanação sobre o Sistema Nacional de Cultura e a importância da elaboração do Plano Municipal de Cultura para que Rio Claro possua uma política cultural alicerçada em princípios democráticos. Após uma rodada de apresentações, a Secretária Municipal de Cultura expôs a situação encontrada pela atual gestão e os procedimentos aplicados para a estruturação de sua pasta.

 

A fala foi aberta aos presentes, onde ficou clara a necessidade do estabelecimento de um diálogo mais amplo e o fortalecimento do Conselho enquanto instância de pactuação e articulação.

 

O cenário que se descortina é a necessidade de realização de uma Conferência Municipal de Cultura, instância máxima de representatividade popular, aberta a todos os cidadãos, onde uma temática pré-definida busca oferecer subsídios para a elaboração das políticas públicas.

 

A próxima reunião do Conselho acontecerá no dia 22/02 (quarta-feira), as 19 horas, no Centro Cultural Roberto Palmari.

 

A participação é aberta a todos os interessados, lembrando que o Estado republicano se constrói com participação social.

 

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unesp

Os 41.108 candidatos da lista geral de classificação estão aptos a registrar interesse

           

Nos dias 9 e 10 de fevereiro (das 10h de quinta às 16h de sexta), todos os 41.108 candidatos classificados no Vestibular Unesp 2017, inclusive o primeiro colocado de cada curso, deverão confirmar interesse por vaga, procedimento a ser realizado no site da Vunesp (www.vunesp.com.br) por quem pretende se matricular.

 

A primeira lista de convocados para matrícula, para preenchimentos das 7.365 vagas em 173 cursos, será divulgada no dia 13 de fevereiro (segunda), somente com os nomes de candidatos que tenham declarado interesse por vaga.

 

As matrículas são feitas primeiramente de forma virtual, conforme as orientações publicadas no Manual do Candidato, disponível para consulta no site da Vunesp. As matrículas virtuais em primeira chamada serão realizadas nos dias 13 e 14 (segunda e terça) deste mês. A segunda e a terceira chamada serão divulgadas nos dias 16 e 21 (quinta e terça), respectivamente. Todas as chamadas para matrícula só incluirão nomes de candidatos que tenham confirmado no site interesse por vaga.

 

As cidades para as quais há oferta de carreiras neste vestibular são Araçatuba (170 vagas), Araraquara (855), Assis (405), Bauru (1.045), Botucatu (600), Dracena (80), Franca (410), Guaratinguetá (310), Ilha Solteira (310), Itapeva (80), Jaboticabal (280), Marília (475), Ourinhos (90), Presidente Prudente (640), Registro (40), Rio Claro (490), Rosana (80), São João da Boa Vista (40), São José do Rio Preto (460), São José dos Campos (120), São Paulo (185), São Vicente (80) e Tupã (120).

 

No Vestibular 2017, o Sistema de Reserva de Vagas para a Educação Básica Pública (SRVEBP) garante um mínimo de 45% das vagas de cada curso para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Isso deve ampliar a proporção destes alunos nos cursos da Unesp. No Vestibular 2016, a proporção de matriculados egressos de escolas públicas foi de 46,6%.

 

O exame da Unesp registrou 102.230 inscritos, e as provas foram aplicadas em duas fases, em 31 cidades paulistas, além de Brasília/DF, Campo Grande/MS e Uberlândia/MG

 

Sobre a Unesp

 

A Unesp, Universidade Estadual Paulista, é uma universidade pública, gratuita, que está entre as maiores e melhores do país. Está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo com 34 faculdades e institutos, onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 182 cursos de graduação e 146 programas de pós-graduação. Tem 51.311 alunos (37.770 na graduação, 13.541 na pós stricto sensu), 3.826 professores e 6.782 servidores técnico-administrativos. Possui cerca de 1.900 laboratórios. Oferece cursos pré-vestibulares gratuitos em suas unidades, bem como diversos programas de extensão de serviços à comunidade. Três escolas de ensino técnico são mantidas pela Universidade: o Colégio Técnico Industrial em Bauru, o Colégio Técnico Industrial em Guaratinguetá e o Colégio Técnico Agrícola em Jaboticabal.

 

Mais informações:

Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

Assista um vídeo sobre a Unesp em www.unesp.br/unespvideos

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 20 horas)

Sites – http://vestibular.unesp.br e www.vunesp.com.br


prouni

Foi publicada nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, a primeira chamada do Programa Universidade para Todos

 

O resultado pode ser conferido na Página do ProUni, na Central de Atendimento, pelo telefone 0800-616161, e nas instituições de ensino participantes do programa.

 

Acesse a 1ª chamada

 

Tire suas dúvidas sobre o ProUni

 

Os classificados deverão comparecer à respectiva instituição até a próxima segunda-feira, 13, para comprovar as informações prestadas na ficha de inscrição. Os horários e locais devem ser consultados na própria instituição.

 

Eles deverão estar munidos dos documentos de identificação, inclusive dos membros do grupo familiar, além de comprovantes de residência; rendimentos; separação, divórcio ou óbito dos pais; pagamento de pensão alimentícia, ensino médio; professor de educação básica e/ou deficiência (veja aqui).

 

Um protocolo de recebimento da documentação é emitida pela instituição e entregue ao candidato, na ocasião. Algumas instituições poderão submeter os pré-selecionados, ainda, a um processo seletivo próprio. Neste caso, elas têm 24 horas para explicar formalmente a natureza e os critérios de aprovação.

 

Oportunidades

 

Uma segunda chamada será publicada em 20 de fevereiro com prazo até o dia 24 para comprovação de informações. Além disso, os interessados em participar da lista de espera podem manifestar interesse nos dias 7 e 8 de março. A lista será liberada para as instituições no dia 10 do mesmo mês e, neste caso, a comprovação acontece nos dias 13 e 14 de março.

 

A oferta é de 214.110 bolsas de estudos em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica. A expectativa do Ministério da Educação (MEC) é atender estudantes em 798 mantenedoras e mais de mil instituições de ensino superior.

 

Das bolsas oferecidas, 103.719 são integrais e voltadas para estudantes com renda familiar mensal de até um salário mínimo e meio (R$ 1.405,50) por pessoa. Já as parciais somam 110.391 bolsas e contemplam participantes com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 2.811).

 

ProUni

 

Puderam se inscrever no ProUni 2017/1 os brasileiros não portadores de diploma de curso superior, que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 e cursado o ensino médio completo em escola de rede pública ou em colégio particular na condição de bolsista integral.

 

Os estudantes que cursaram o ensino médio parcialmente em escola pública e parcialmente em instituição privada como bolsista integral, pessoas com deficiência e professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, também foram aceitos.

 

Até as 14h do penúltimo dia de inscrições, 1.380.026 estudantes já haviam confirmado participação no programa, o equivalente a 2.666.825 inscrições. Mais informações podem ser obtidas no Edital ou pelo telefone 0800-616161.


Revista Colaborativa

O seu maior objetivo é diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vidas para um caminho mais rápido ao alcance do conhecimento, divulgar ideias, movimentos, e ações através de uma nova mídia colaborativa na cidade, com informações de causa social, uma revista eletrônica que tem como público alvo internautas com médio e alto potencial ideológico e de consumo para interagir e desenvolver a sua própria subsistência em diversas esferas da comunidade para o bem comum.