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unesp
17 de abril de 2019

Unesp define seu calendário para o Vestibular 2020


A Universidade Estadual Paulista (Unesp) definiu as datas do seu Vestibular 2020 em acordo com as seguintes instituições de ensino superior: USP, Unicamp, Unifesp, ITA, PUC-SP, Mackenzie e PUC-Campinas. O objetivo do calendário conjunto é evitar a coincidência de datas e permitir que os vestibulandos possam participar de mais de um processo seletivo.

 

O período de inscrições para a Unesp será de 9 de setembro a 7 de outubro. Antes deste período, a instituição divulgará as datas para pedidos de isenção e redução da taxa. A Unesp e a Vunesp, responsável pela realização do vestibular, oferecem redução de 75% do valor da taxa para alunos de último ano do ensino médio da rede pública estadual paulista, atualmente um total de 400 mil alunos da Secretaria da Educação/SP e do Centro Paula Souza.

 

O exame da primeira fase acontecerá no dia 15 de novembro. Os candidatos habilitados e convocados para a segunda fase farão novas provas nos dias 15 e 16 de dezembro, um domingo e uma segunda. No ano passado, as provas foram aplicadas para 98.435 candidatos em 35 cidades, sendo 31 destas no Estado de São Paulo.

 

O resultado final da Unesp será divulgado em 3 de fevereiro de 2020. A Resolução deverá ser divulgada até julho, com todas as informações sobre cursos e vagas disponíveis para ingresso em 2020. Em 2019, a Unesp ofereceu 7.365 vagas em 23 cidades.

 

O Sistema de Reserva de Vagas para a Escola Básica Pública (SRVEBP) garante um mínimo de 50% das vagas de cada curso da Unesp para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública. Isso ampliou a proporção destes alunos na Universidade, que foi de 40,7% das vagas oferecidas em 2014, primeiro ano do sistema de reserva, e passou para 55,8% em 2019 (dados ainda parciais).

 

Sobre a Unesp

 

A Unesp, Universidade Estadual Paulista, é uma universidade pública, gratuita, que está entre as maiores e melhores do País. Está presente em 24 cidades do Estado de São Paulo com 34 faculdades e institutos, onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Fundada em 1976, a instituição oferece 136 cursos de graduação, com 183 opções de entradas pelo vestibular, e 149 programas de pós-graduação, que oferecem 256 opções de cursos. Tem 57.073 alunos (37.965 na graduação, 16.023 na pós-graduação, 1.343 no ensino técnico e 854 no ensino médio), 3.755 professores e 6.449 servidores técnico-administrativos. Possui cerca de 1.900 laboratórios e 30 bibliotecas, com mais de 3,2 milhões de títulos. Oferece cursos pré-vestibulares gratuitos em suas unidades, bem como diversos programas de extensão de serviços à comunidade. Três escolas de ensino técnico são mantidas pela Universidade: o Colégio Técnico Industrial em Bauru, o Colégio Técnico Industrial em Guaratinguetá e o Colégio Técnico Agrícola em Jaboticabal.

 

Mais informações:

Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 18 horas)

Sites – www.unesp.br/vestibular e www.vunesp.com.br


libras
16 de abril de 2019

Vereadores aprovam projeto que obriga profissional de libras em estabelecimentos


Em sessão sem grandes arroubos, os vereadores votaram nessa segunda-feira (15) três projetos.

 

O primeiro, de autoria de José Pereira, o Pereirinha (PTB) e Hernani Leonhardt (MDB), institui o Dia Municipal do Médico Veterinário, que deverá ser comemorado no dia 9 de setembro.

 

Já o PL 17/2019, de autoria dos vereadores Hernani Leonhardt, Pereirinha e Maria do Carmo Guilherme (MDB), estabelece a obrigatoriedade de agências bancárias, shoppings e supermercados do município disponibilizarem um profissional capacitado em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

O projeto prevê que o não cumprimento da futura legislação resultará em multa de R$ 1 mil na primeira ocorrência, R$ 2 mil na reincidência, R$ 3 mil e suspensão de 60 dias do alvará de funcionamento na terceira vez e, por fim, cassação definitiva do alvará na quarta ocorrência. O PL segue para segunda discussão na próxima sessão.

 

REVOGADO

 

Por fim, em discussão única, foi aprovado o Projeto de Resolução 3/2019, de autoria de André Godoy (Democratas) e que trata sobre bolsas de estudos para funcionários.

 

A matéria revoga o benefício concedido em março e que estendia as bolsas para cursos de mestrado, pós-graduação e MBA. Com isso, somente terão bolsas os funcionários que optarem pela graduação. O benefício poderá ser utilizado por qualquer funcionário, independente do valor de seu salário.

 

Fonte: Diário do Rio Claro


senac
11 de abril de 2019

Sala Senac de Educadores promove palestra gratuita na unidade Rio Claro


Ministrada por Priscila De Nadai Fonseca, apresentação debaterá a educação como o melhor caminho para evitar o esquecimento cultural

 

Termo raramente debatido, o epistemicídio originou-se no período de colonização do Brasil, com a morte cultural e a baixa produção de conhecimento sobre determinados povos, principalmente negros e indígenas. Para resgatar a questão, o Senac Rio Claro promove, dia 26 de abril, às 15 horas, uma palestra gratuita sobre o tema durante a Sala Senac de Educadores 2019.

 

Ministrada por Priscila De Nadai Fonseca, bacharel em direito, especialista em gestão escolar e coordenadora de desenvolvimento profissional do Senac Jaú, a palestra terá reflexões sobre o esquecimento histórico no país e o seu impacto na construção social do homem e da mulher negra na atual sociedade. Além disso, a atividade apresentará informações e exemplos de epistemicídio.

 

No evento, que tem a finalidade de promover a reflexão e contribuir com o processo de formação de educadores, Priscila destacará também a educação como o melhor caminho para evitar o apagamento cultural. “O ensino é uma das portas de entrada do racismo, mas também a saída para um novo olhar. Por isso, é importante que os currículos educacionais em todos os níveis tenham conteúdos sobre a história da África, como já é previsto em lei. Somente assim vamos prevenir e conscientizar a sociedade.”

 

A palestrante adianta ainda outros tópicos da sua palestra. “Vamos falar de transformações sociais, ensino livre e democrático, movimento negro, machismo, LGBTfobia. O Senac valoriza o aprendizado, o respeito e a convivência, e essa iniciativa mostra exatamente isso”, pontua.

 

Para Felipe Soave Viegas Vianna, gerente da unidade Rio Claro, a Sala Senac de Educadores 2019 promove a reflexão sobre temas importantes que fazem parte do universo da educação e contribuem com a formação de educadores. “Debates como o epistemicídio é fundamental para que possamos atuar como agentes na geração do conhecimento e trocarmos experiências vividas dentro e fora da sala de aula.”

 

Para obter mais informações e fazer inscrição, acesse o Portal Senac: www.sp.senac.br/rioclaro.

As vagas são limitadas.

 

Serviço:

Sala Senac de Educadores 2019
Data:
26 de abril de 2019

 

Palestra: Epistemicídio

Data: 26 de abril de 2019

Horário: sexta-feira, das 15 às 16 horas

 

Senac Rio Claro

Endereço: Avenida Dois, 720 – Centro – Rio Claro/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/rioclaro


vereadora-maria-docarmo-rioclaro-sp
21 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereadora Maria do Carmo Guilherme


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

A entrevistada da vez é a Vereadora Maria do Carmo Guilherme.

 

Maria do Carmo Guilherme é Assistente Social e Vereadora pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro, nasceu em 12/01/1962.
Contato: (19) 3526-1308
E-mail: contato@mariadocarmo.net
Facebook: https://www.facebook.com/mcgrioclaro/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta: Eu acho que não está bem esclarecido ainda por 60 milhões, quem vai pagar quem não vai pagar, quais são os bairros que serão asfaltados, o recapeamento, a saúde, eu acho que ele teria que estar fazendo um trabalho junto a Santa Casa, e isso não está bem esclarecido, e quanto ao DAAE também, ele tem outras prioridades, não comprar moto, não comprar trator, ele que alugasse menos carros e fizesse esse trabalho, então eu sou contrária ao empréstimo. A e outra coisa, eu acho que a Fundação e o Conselho Municipal de Saúde tem que se posicionar com relação ao 5 milhões do empréstimo, primeiro, por que Bezerra de Menezes, os 30 leitos, segundo, como que os médicos vão passar visitas lá nesses 30 leitos, quais são esses médicos? Por que se você é do corpo clínico da Santa Casa, você não pode entrar no Bezerra né, então essas atas por exemplo não vem para a câmara, não sei se foi aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, entendeu? Então eu acho que esse valor por exemplo de 5 milhões poderia estar fazendo aumento de leitos de UTI, é o que se precisa hoje, eu acho que tem coisas mais prioritárias para se fazer dentro da saúde a nível de Santa Casa, não sou contrária ao Bezerra, mas eu acho que poderíamos estar discutindo coisas melhores e mais urgentes para o município de Rio Claro e também para a Microrregião.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: O Vereador Paulo Guedes ainda tem os recursos que ele pode usufruir, enquanto a Justiça não deliberar não podemos ter atitude nenhuma quanto a isso, pois suponhamos que você cassa e depois ele consegue reverter essa situação, ele pode entrar com danos morais, então é melhor aguardar a Justiça sempre.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta:  Sobre o Projeto de Lei do Movimento LGBT, eu vou dar entrada no Projeto que inclui no calendário oficial do município de Rio Claro/SP a Semana do Orgulho LGBT de Rio Claro/SP, prevista para ocorrer sempre próxima a segunda semana do mês de outubro de cada ano vigente, e ai os Srs. vereadores, cada um analisa e a decisão será no plenário, por votação.


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20 de março de 2019

Senac Rio Claro promove atividades em homenagem ao Mês da Mulher


Para celebrar o Mês da Mulher, o Senac Rio Claro promoveu, na última quarta-feira, dia 14, a palestra Endometriose, que contou com a explanação de André Coroa, médico ginecologista e mastologista. Realizada em parceria com a prefeitura municipal, o evento reuniu cerca de 40 pessoas e abordou detalhes sobre a doença e formas de tratamento.

 

Em março, a unidade promoverá outras atividades para o público, como a palestra A importância da Comunicação em Libras no Mercado de Trabalho, no dia 21, e a Oficina de Auto Maquiagem, no dia 22. Para mais informações acesse o Facebook do evento: www.facebook.com.br/semanadamulher.rioclaro.

 

Serviço:

Importância da Comunicação em Libras no Mercado de Trabalho

Data: 21 de março de 2019

Horário: 19h30

Participação gratuita

 

Oficina de Auto Maquiagem

Data: 22 de março de 2019

Horário: 15 horas

Participação gratuita

 

Senac Rio Claro

Endereço: Avenida Dois, 720 – Centro – Rio Claro/SP

Informações e inscrições: www.sp.senac.br/rioclaro


hiv-brasil
7 de março de 2019

Segundo paciente sem rastro de HIV depois de um transplante de células-tronco


Este caso, similar ao do chamado ‘paciente de Berlim’, está há 18 meses livre do vírus, sem tomar antirretrovirais.

 

O vírus HIV é um ás da camuflagem. Infecta células saudáveis e se integra em seu material genético para passar despercebido e não dar as caras. Ele se esconde nas próprias células infectadas e impede o sistema imunológico de encontrá-lo e eliminá-lo. Essa é sua melhor tática de sobrevivência, e não se sai mal. Os antirretrovirais para combatê-lo estão se tornando mais eficazes, têm menos efeitos colaterais e reduzem o vírus à expressão mínima. Mas o HIV nunca desaparece de todo e permanece em uma espécie de caverna onde se abriga (reservatório viral), células infectadas latentes no organismo. É por isso que a cura hoje não existe. Exceto em um caso – o chamado paciente de Berlim, Timothy Brown, que está há 11 anos sem HIV depois de um transplante de células-tronco – e um segundo em fase de avaliação: em um consórcio internacional do qual o centro de pesquisa IrsiCaixa Barcelona participa foi identificado outro paciente que, após um transplante de células-tronco, parou de tomar antirretrovirais e há 18 meses o vírus não é detectado. Os médicos, prudentes, ainda falam de remissão, não de cura.

 

“É algo incrível. O paciente de Berlim não era um caso circunstancial. Temos um segundo caso. Não queremos falar de cura, pois em outros casos em que o tratamento foi interrompido, o vírus rebrotou”, observa Javier Martínez-Picado, pesquisador do IrsiCaixa e colíder do consórcio internacional IciStem, que publicou a descoberta na revista Nature. Com suas diferenças, este segundo paciente replica o que foi alcançado com o paciente de Berlim, Timothy Brown, o homem soropositivo que, depois de se submeter a um transplante de medula óssea – onde se encontram as células-tronco – para se curar da leucemia, foi retirado do tratamento antirretroviral e o HIV, longe de reviver, desapareceu.

 

No transplante estava então parte da explicação do caso de Brown. O tratamento para leucemias como a sua ou outras doenças hematológicas semelhantes começa com uma quimioterapia potente que destrói a medula óssea, onde se aloja o tumor maligno e é, por sua vez, um dos reservatórios de HIV. A químio fulmina, ao mesmo tempo, as células tumorais e as células infectadas latentes. Em seguida, com um transplante de células-tronco de um doador saudável, a medula é reconstruída com um exército de células saudáveis, a doença hematológica é curada e o HIV, eliminado.

 

Mas, além do fator decisivo que foi o transplante, Brown tinha a particularidade de portar uma mutação em um dos dois alelos do gene CCR5 Delta 32, um erro genético que impede o vírus de penetrar na célula. Quando a mutação, que afeta 1% da população europeia, está nos dois alelos de cada gene, o HIV não consegue abrir as comportas para entrar na célula. O paciente de Berlim recebeu no transplante células-tronco de um doador que tinha essa mutação e já está sem o vírus há 11 anos.

 

O novo caso é um homem na Grã-Bretanha diagnosticado com HIV em 2003. Em 2012 iniciou a terapia antirretroviral e, logo depois, foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin. Em 2016, foi submetido a um transplante de células-tronco. Ao contrário de Brown, este paciente não tinha nenhuma cópia defeituosa do gene CCR5 Delta 32, mas recebeu as células de um doador com a mutação. Passados 16 meses da cirurgia, os médicos do hospital de Londres onde foi tratado retiraram o tratamento antirretroviral e, desde então, está há um ano e meio livre do vírus.

 

A presença do HIV não foi observada no paciente de Londres nem com as ferramentas de detecção mais precisas disponíveis. Essa era precisamente a contribuição do IrsiCaixa: medir a carga viral do paciente com os dispositivos mais sensíveis. “Analisamos como sua sorologia e seus anticorpos estão desaparecendo, de modo semelhante ao que foi observado no paciente de Berlim. Em uma pessoa com HIV, se o tratamento é interrompido, o vírus rebrota depois de duas semanas. Mas, neste caso, 18 meses depois, nessa pessoa permanece indetectável”, diz a dra. Maria Salgado, coautora do estudo. O Irsicaixa, patrocinado pela La Caixa e pelo Governo da Catalunha, é a única instituição espanhola que participou do estudo.

 

Apesar da euforia desta descoberta, os médicos ainda ponderam os resultados “não são passíveis de escala” para a população em geral com HIV e muito menos é viável realizar um transplante de medula para curar o HIV. “Este tipo de transplante é um procedimento de alto risco, só recomendado para doenças hematológicas graves. Não faz sentido sujeitar ao risco de morte um paciente com uma expectativa de vida normal com HIV, só para dizer que se curou do vírus”, conclui Bonaventura Clotet, diretor do IrsiCaixa. Na verdade, a escolha do doador em um paciente com HIV, como em qualquer outro caso, prima pela compatibilidade e a probabilidade de sucesso na cura da doença hematológica, e não na coincidência de que o dador tenha a mutação do gene CCR5 Delta 32. “O objetivo não é fazer transplantes de células-tronco para pacientes com HIV, mas buscar mecanismos de remissão do vírus”, acrescenta Martinez-Picado.

 

Os especialistas também salientam que, à parte a influência do transplante e a presença da mutação, há outros fatores que podem favorecer o desaparecimento completo do vírus. Por exemplo, a doença do enxerto contra o hospedeiro, que sofreram os respectivos pacientes de forma transitória. Esta doença ocorre após o transplante, quando as células do doador atacam as do receptor. Os pesquisadores suspeitam que as células saudáveis do doador poderiam fulminar, também, os linfócitos infectados adormecidos que formam reservatórios e ajudar, involuntariamente, a fazer o vírus desaparecer.

 

CASOS FRACASSADOS E OUTRAS PESQUISAS EM ANDAMENTO

 

O paciente de Barcelona. Em 2014, um paciente com HIV tem um linfoma e se submete a um transplante de células-tronco do cordão umbilical que tinha a mutação em ambos os alelos do gene CCR5 Delta 32. No seu caso, todos os exames indicavam que, três meses após a cirurgia, o vírus tinha desaparecido, mas o linfoma ressurgiu e ele morreu pouco depois por causa da doença hematológica.

 

Os dois casos de Boston. Em 2013, foram notificados em Boston dois casos semelhantes ao do paciente de Berlim. Os dois homens com HIV foram submetidos a um transplante de células-tronco e, em meados de 2013, estavam respectivamente havia 7 e 14 semanas sem o vírus, sem tomar antirretrovirais. No entanto, em 2014 foi confirmado que o HIV, que geralmente aparece em menos de um mês depois da interrupção da medicação, ressurgiu. Os médicos consideraram que o transplante retarda o reaparecimento do vírus.

 

O paciente de Essen. Este caso alemão também foi submetido a um transplante de células-tronco de um doador que tinha a mutação no gene CCR5 Delta 32, que funciona como um elemento crucial para que o vírus não penetre nas células saudáveis e as infecte. No entanto, pouco depois de ele interromper o tratamento antirretroviral, o vírus ressurgiu rapidamente.

 

Três transplantes sem mutação. Três outros casos de transplante de células-tronco que não tiveram a mutação no gene CCR5 Delta 32 também foram relatados. O vírus ressurgiu depois de 12, 32 e 41 semanas, respectivamente.

 

Os seis pacientes do IrsiCaixa. Em outubro de 2018, o IrsiCaixa participou de um estudo, publicado no Annals of Internal Medicine, em que se constatou que cinco pacientes na coorte do consórcio IciStem submetidos a um transplante de células-tronco sem a mutação CCR5 Delta 32 tinham o vírus indetectável. Enquanto os cinco casos tinham um reservatório indetectável no sangue, em um sexto paciente incluído nesta pesquisa foi detectado que os anticorpos virais haviam desaparecido completamente sete anos após o transplante. No entanto, estes casos não são comparáveis ao do paciente de Berlim ou ao de Londres porque nenhum destes cinco interrompeu o tratamento antirretroviral.

 

Pesquisas em andamento. No âmbito do consórcio internacional IciStem, há 38 pacientes com HIV transplantados com células-tronco. Destes, 16 estão há mais de um ano em acompanhamento, 4 foram submetidos a um transplante de células-tronco com a mutação CCR5 Delta 32 (entre eles está o paciente de Londres, o único que teve o tratamento interrompido) e outros 18 receberam células de um doador sem a mutação CCR5 Delta 32, e todos mantêm o tratamento antiviral (a este grupo pertencem os cinco casos relatados pelo IrsiCaixa na Annals of Internal Medicine de outubro passado).

 

 

Fonte: El País
Com informações da AFP


senac-rioclaro
7 de fevereiro de 2019

Felipe Soave Viegas Vianna é o novo gerente do Senac Rio Claro


Com quatro livros lançados, prêmios e uma carreira de sucesso, o profissional assumiu o posto no final de 2018.

 

O Senac Rio Claro está sob nova gerência. Felipe Soave Viegas Vianna assumiu oficialmente a unidade no fim de 2018, em substituição a Alexandre Martinez, que agora responde pelo Senac Salto. Com quatro livros lançados, uma premiação internacional e várias nacionais, além de uma carreira consolidada, Felipe pretende integrar ainda mais a instituição com a cidade por meio de projetos educacionais.

 

Graduado em Tecnologia em Gastronomia pelo Centro Universitário Senac – Águas de São Pedro, o novo gerente é especialista em alimentação escolar e gestão de operação em cozinhas. No Senac São Paulo, coordenou a área de desenvolvimento de gastronomia por cinco anos, estabelecendo estratégias para o segmento e contribuindo para o portfólio dos cursos.

 

Atuou também no Projeto Práticas Inovadoras na Alimentação, que estabeleceu uma conexão entre as áreas de alimentação do Senac e propôs um novo formato para os ambientes de aprendizagem, os chamados laboratórios de alimentação, desenvolvendo situações de aprendizagem inovadoras que possibilitam a participação ativa dos alunos na construção do conhecimento.

 

Agora em Rio Claro, Felipe espera desenvolver projetos que envolvam alunos, corpo docente e a comunidade. “Mudar a sociedade por meio da educação sempre será um de meus objetivos profissionais. E isso não será diferente nesta nova etapa. De início, planejamos o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem com o objetivo de unir e tratar de assuntos comuns para a comunidade escolar”, afirma.

 

Série Senac Gastronomia

 

Além da carreira educacional, Felipe Soave Viegas Vianna em conjunto com profissionais da área de alimentação lançou quatro livros pela Editora Senac São Paulo, três deles da Série Senac Gastronomia: Manual Prático de Cozinha; Manual Prático de Confeitaria; e Manual Prático de Panificação. A outra obra é Sanduíches Especiais – Receitas Clássicas e Contemporâneas, publicada em 2015.

 

Em 2018, os livros da série ganharam o Prêmio Gourmand Brasil em suas categorias e agora, em 2019, estão concorrendo em nível mundial. O Gourmand World Cookbook Awards é a maior premiação internacional de editoração de gastronomia e vinhos.

 

Senac Rio Claro

 

Com 20 anos de atuação no mercado, o Senac Rio Claro oferta cursos livres, técnicos e qualificações profissional em diversas áreas do conhecimento, como eventos e lazer, meio-ambiente, segurança e saúde no trabalho, gestão e negócios, saúde e bem-estar e tecnologia da informação. Oferece ainda o Programa Senac de Aprendizagem, em parceria com empresas da cidade, e é polo de educação a distância para cursos de graduação e pós-graduação. Para mais informações, acesse o Portal Senac: www.sp.senac.br/rioclaro.


unesp
31 de janeiro de 2019

Unesp divulga sexta (1/2) o resultado final do Vestibular 2019


A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgará a partir das 10 horas de sexta, 1º. de fevereiro, nos endereços vestibular.unesp.br e www.vunesp.com.br, o resultado final do Vestibular 2019, com 98.435 inscritos e oferta de 7.365 vagas em 23 cidades de todas as regiões.

 

As matrículas serão feitas primeiramente de forma virtual, etapa obrigatória, no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). Os convocados em primeira chamada se matricularão das 10 horas de sexta (1/2) às 18 horas de segunda (4/2).

 

A segunda chamada será divulgada a partir das 10 horas de 6 de fevereiro (quarta), quando se iniciam as matrículas para os convocados desta chamada, com prazo até as 18 horas de 7 de fevereiro (quinta).

 

Após a divulgação da terceira chamada, prevista para 11 de fevereiro, será aberto o período para confirmação de interesse por vaga, destinado a todos os classificados que ainda não tiverem sido convocados até a terceira chamada. Estes candidatos deverão manifestar o interesse pelo site da Vunesp, até 14 de fevereiro, para serem eventualmente incluídos nas chamadas seguintes. O calendário completo prevê 10 chamadas. Todas as convocações para matrícula, após a terceira chamada, só incluirão nomes de candidatos que tenham confirmado no site interesse por vaga.

 

As provas da Unesp foram aplicadas em duas fases, em 31 cidades paulistas (além das 23 onde há cursos oferecidos neste vestibular, os exames acontecerão em Americana, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santo André e Sorocaba) e ainda em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG).

 

As cidades para as quais há oferta de carreiras neste vestibular são Araçatuba (170 vagas), Araraquara (855), Assis (405), Bauru (1.045), Botucatu (600), Dracena (80), Franca (410), Guaratinguetá (310), Ilha Solteira (310), Itapeva (80), Jaboticabal (280), Marília (475), Ourinhos (90), Presidente Prudente (640), Registro (40), Rio Claro (490), Rosana (80), São João da Boa Vista (40), São José do Rio Preto (460), São José dos Campos (120), São Paulo (185), São Vicente (80) e Tupã (120).

 

A Unesp destina 3.698 vagas, 50% do total, ao Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública. A porcentagem de ingressantes oriundos de escolas públicas no Vestibular Unesp 2018 foi de 55,8%. Quando o programa foi iniciado, em 2014, era de 40,7%, ou seja, incentivou o aumento de 37,1% no intervalo de quatro anos.

 

Mais informações:
Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

 

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (de segunda a sábado, das 8 às 18 horas)
Sites – unesp.br – vestibular e www.vunesp.com.br


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18 de janeiro de 2019

Étienne de La Boétie: Como nos escravizamos


Desde o nascimento da civilização, os governantes tirânicos atormentaram a humanidade. Impulsionados por um apetite insaciável pelo poder, esses indivíduos têm feito o melhor que podem para controlar tanto a mente quanto o corpo de seus súditos. Visto sob esta luz, a história da civilização é uma história de vários graus de escravização humana.

 

Especialmente no caso de regimes mais autoritários, tem sido comum supor que as massas são meramente vítimas de sua escravização, incapazes de montar qualquer forma de resistência devido à ameaça da força exercida pelos que estão no poder.

 

No século 16, o filósofo francês Etienne de La Boétie desafiou essa visão em seu ensaio The Discourse on Voluntary Servitude (O Discurso da Servidão Voluntária). Todos os governos, ele argumentou, incluindo os mais tirânicos, só podem governar por longos períodos se tiverem o apoio geral da população. Não só os que estão no poder são em grande desvantagem em número daqueles sobre os quais eles governam, mas os governos confiam nas populações subjugadas para fornecer-lhes um suprimento contínuo de recursos e mão de obra.

 

Se um dia um número suficiente de pessoas se recusasse a obedecer e deixasse de entregar sua riqueza e propriedade, seus opressores, nas palavras de La Boétie, “Tornar-se nu e desfeito e nada, assim como, quando a raiz não recebe alimento, o ramo murcha e morre.” (Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária) Portanto, a submissão em massa até mesmo aos regimes políticos mais opressivos é sempre uma servidão voluntária, baseada no consentimento popular. Como de La Boétie explica:

 

“Obviamente, não há necessidade de lutar para superar este tirano único, pois ele é automaticamente derrotado se o país recusar o consentimento para sua própria escravização: não é necessário privá-lo de nada, mas simplesmente não lhe dar nada; não há necessidade de que o país faça um esforço para fazer tudo por si mesmo, desde que não faça nada contra si mesmo. São, portanto, os próprios habitantes que permitem, ou melhor, provocam sua própria sujeição, pois, deixando de se submeter, acabariam com sua servidão. Um povo se escraviza, corta sua própria garganta, quando, tendo uma escolha entre ser vassalos e ser homens livres, deserta suas liberdades e assume o jugo, dá seu próprio sofrimento, ou melhor, aparentemente o recebe. ”( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária )

 

Neste artigo, vamos explorar os insights de La Boétie sobre por que as pessoas ao longo da história e nos dias modernos agiram contra seus melhores interesses e consentiram em sua escravização.

 

A maioria dos animais exibe um instinto natural de ser livre. Quando é feita uma tentativa de capturar um animal, ele foge aterrorizado ou reage com agressiva agressão. Quando tomado de seu habitat natural e colocado em cativeiro, seu vigor inato atrofia e é substituído por letargia e desânimo. A domesticação bem sucedida de uma espécie, portanto, geralmente requer inúmeras gerações de reprodução seletiva, a fim de erradicar o instinto do animal de vagar e viver livre. La Boétie afirma que nos seres humanos esse instinto de liberdade é especialmente pronunciado. Vários fatores sociais, no entanto, atrofiaram esse instinto natural ao longo do tempo, a ponto de agora “o próprio amor à liberdade não mais parecer natural” ( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária ).

 

Um desses fatores, segundo La Boétie, é “a poderosa influência do costume”, ou seja, nossa tendência a nos acostumarmos às condições sociais e políticas em que nascemos. Assim como um animal nascido em cativeiro nada sabe da liberdade que lhe falta e, portanto, não resiste a suas cadeias, os nascidos na escravidão do Estado também não têm o conhecimento do que significa ser livre, e assim tendem a aceitar sua servidão como se fosse natural. Quando alguém passa seus anos de formação observando aqueles que os rodeiam não resistindo a seus opressores, mas aceitando-os, e até adorando-os, os efeitos do costume tendem a superar o instinto natural de liberdade, e a submissão torna-se habitual.

 

“É verdade que no princípio os homens se submetem sob restrição e pela força; mas aqueles que vêm depois deles obedecem sem se arrepender e executam de bom grado o que seus antecessores fizeram porque tiveram que fazê-lo. É por isso que os homens nascidos sob o jugo e depois nutridos e criados na escravidão estão contentes, sem mais esforço, em viver em sua condição nativa, desconhecendo qualquer outro estado ou direito, e considerando como natural a condição em que nasceram. ”( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária )

 

Mas o costume por si só não explica a prontidão com que as pessoas consentem em sua servidão, já que as classes dominantes sabem há muito tempo que, para manter o poder, elas devem desempenhar um papel ativo no consentimento da engenharia. “Jogos, farsas, espetáculos, gladiadores, animais estranhos, medalhas, imagens, e outros tais opiáceos, estes eram para os povos antigos a isca para a escravidão, o preço de sua liberdade, os instrumentos da tirania.” (Étienne de La Boétie, Discurso sobre a Servidão Voluntária) Nos dias modernos, esses instrumentos de tirania mudaram de forma, mas sua essência permanece a mesma. O suprimento infinito de diversões irracionais fornecidas pela mídia de massa e indústria do entretenimento, os efeitos entorpecedores das drogas farmacêuticas.

 

Outra tática para o consentimento de engenharia usada pelos tiranos antigos era análoga ao que hoje chamamos de estado de bem-estar social. La Boétie observa que em determinados dias do ano as classes dominantes costumavam distribuir pão, vinho e um pouco de dinheiro para seus súditos, e logo depois aqueles que estavam contentes e satisfeitos gritavam “Viva o Rei!”:

 

“Os tolos não perceberam”, escreve La Boétie, “que eles estavam meramente recuperando uma parte de sua propriedade, e que seu governante não poderia ter dado a eles o que estavam recebendo sem primeiro tê-los tirado.” ( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária )

 

Mas o pão e os circos proverbiais não são os únicos instrumentos de tirania, pois as classes dominantes há muito tentam evocar não apenas o consentimento, mas a adoração e reverência de seus sujeitos, cooptando técnicas usadas pelas religiões para fazer com que sua autoridade pareça sagrada. Mitos, rituais, o uso de simbolismo religioso e de culto, e a construção de edifícios simbolizando poder e autoridade e assemelhando-se a locais de culto, têm sido usados ??por classes dominantes para tomar emprestado, nas palavras de La Boétie, “um pouco perdido da divindade”. para reforçar os seus maus caminhos. ”( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária )

 

Apesar do fato de que a servidão voluntária a uma classe dominante política tem sido a norma ao longo da história, La Boétie não considera inevitável que esta situação continue indefinidamente. Pois assim como sempre existiram aqueles que buscam governar e explorar os outros, também em todas as épocas existem indivíduos que se rebelam instintivamente contra qualquer forma de servidão e, assim, são torturados pelas correntes que outros parecem não notar. “Mesmo que a liberdade tenha perecido inteiramente da terra”, observa La Boétie, “esses homens teriam que inventá-la. Para eles, a escravidão não tem satisfação, por mais bem disfarçada que seja. ”( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária)

 

Aqueles que compõem essa elite de vanguarda da elite dedicam grande parte de seu tempo à educação e ao desenvolvimento de suas capacidades críticas, a fim de despertar os outros para a natureza nefasta e enganosa do governo político. Este trabalho é feito na percepção de que se uma massa crítica se torna consciente de sua escravização e do verdadeiro valor da liberdade, a servidão voluntária, em larga escala, terminará abruptamente, pois, como La Boétie explica:

 

“De todas essas indignidades, como as próprias feras do campo não resistiriam, vocês podem se livrar se tentarem, não agindo, mas apenas desejando ser livres. Resolva não servir mais e você é liberado imediatamente. Eu não peço que você coloque as mãos sobre o tirano para derrubá-lo, mas simplesmente que você não o apoie mais; então você o contemplará, como um grande Colosso cujo pedestal foi arrancado, caiu de seu próprio peso e se despedaçou. ”( Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária )

 

Esse artigo é uma transcrição traduzida do vídeo How We Enslave Ourselves do canal Academy of Ideas

 


lgbt-2019-homofobia
16 de janeiro de 2019

Movimentos apostam em criminalização da LGBTfobia em 2019 via STF


“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo”, afirma presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu uma nova data para analisar duas ações que abrem caminho para a criminalização da LGBTfobia no Brasil. Depois de quase 7 anos e 2 adiamentos nos últimos meses, o julgamento está previsto para o dia 13 de fevereiro de 2019.

 

As ações pedem que o STF reconheça a omissão do Congresso Nacional em legislar sobre o assunto e determine um prazo para que deputados e senadores aprovem uma lei que criminalize atos de preconceito e violência baseados na orientação sexual ou identidade de gênero das vítimas.

 

Os pedidos sustentam que as condutas de discriminação de cunho homofóbico e transfóbico podem ser consideradas como um tipo de racismo ou que devem ser entendidas como “atentatórias a direitos e liberdades fundamentais” e, em ambos os casos, devem ter punição legal conforme determina a Constituição Federal.

 

“O STF já decidiu que racismo é qualquer inferiorização de um grupo social relativamente a outro. Entender a homotransfobia como racismo implica interpretar e aplicar a lei já existente, sem legislar”, explica o autor das peças, o advogado Paulo Iotti. Os processos foram apresentados ao STF em 2012 e 2013 pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas de Transgênero (ABGLT) e pelo partido PPS, respectivamente.

 

A lei penal terá o importante papel de mostrar que o Estado brasileiro não tolera a opressão homotransfóbica

– Paulo Iotti, autor e representante da ABGLT e do PPS nas ações.

 

O primeiro deles, o mandado de injunção 4733, relatado pelo ministro Edson Fachin, fundamenta que a cidadania e os direitos à livre orientação sexual e identidade de gênero de pessoas LGBTI são inviabilizados pelo alto grau de violência e discriminação sofridos por essas pessoas e pela ausência de lei que puna criminalmente tais condutas.

 

“A lei penal terá o importante papel de mostrar que o Estado brasileiro não tolera a opressão homotransfóbica”, argumenta Iotti, representante da ABGLT e do PPS nas ações apresentadas ao Supremo.

 

O jurista considera que o Código Penal é insuficiente para proteger a população LGBTI, porque as condutas mais comuns vivenciadas por essas pessoas, de discursos de ódio e de discriminação, não são criminalizadas. Somente no estado Rio de Janeiro, 431 pessoas foram vítimas de agressões LGBTfóbicas ao longo do ano passado, segundo relatório divulgado neste mês pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

 

“A homotransfobia precisa ser criminalizada porque vivemos verdadeira ‘banalidade do mal’ homotransfóbico, no sentido de muitas pessoas se acharem detentoras de um pseudo ‘direito’ de ofender, discriminar e até mesmo agredir e matar pessoas LGBTI por sua mera orientação sexual ou identidade de gênero”, afirma Iotti.

 

Os números da LGBTfobia em 2018

 

Uma pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia e divulgada em janeiro apontou que, em 2017, foi registrado o maior número de casos de morte relacionados à LGBTfobia desde que o monitoramento começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos. No ano passado, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por discriminação LGBTfóbica. Os dados representam uma vítima a cada 19 horas.

 

“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo, e o Congresso Nacional não olhe para esses números e consiga aprovar um projeto para erradicar esse tipo de crime. E é por isso que a gente recorre ao Supremo”, afirma Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

 

É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo e o Congresso Nacional não olhe para esses números

– Keila Simpson, presidente da ANTRA.

 

“Em 1995 tivemos as primeiras discussões no Congresso sobre o assunto e até 2018 não temos nenhuma lei”, reforça Toni Reis, diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+. Um projeto, o PL 5.003/2001, de autoria da ex-deputada federal pelo PT Iara Bernardi, chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados em 2006, mas acabou arquivado no Senado Federal em 2014.

 

A recusa do Congresso Nacional em votar legislação que tipifique o crime é tratada na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, impetrada pelo PPS em 2013. O texto defende que “o legislador não aprova, mas também não rejeita, deixando este e todos os outros temas relativos à população LGBT em um verdadeiro limbo deliberativo”.

 

A discussão no STF em 2019

 

Depois de 6 anos em tramitação, o mandado de injunção havia sido incluído na pauta de julgamento em novembro, mas foi retirado a pedido da própria ABGLT, para que fosse julgado em conjunto com a ADO 26. Havia o temor de que o STF entendesse que o mandado não seria o instrumento adequado fazer essa alteração na lei, afirma Iotti.

 

Os dois pedidos foram pautados para o dia 12 de dezembro, mas na semana do julgamento foram adiados novamente. Dessa vez, a iniciativa partiu do relator da ADO, ministro Celso de Mello.

 

Em 1995 tivemos as primeiras discussões no Congresso sobre o assunto e até 2018 não temos nenhuma lei

– Toni Reis, diretor-presidente da ABGLT.

 

As duas ações já foram incluídas pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, na pauta de julgamentos do dia 13 de fevereiro, mas ainda que os votos dos relatores sejam lidos na sessão, qualquer outro ministro pode interromper a análise se fizer um pedido de vista.

 

A expectativa de Iotti e de outros ativistas do movimento LGBT, no entanto, é de que a análise do tema seja concluída ainda no ano que vem e de forma favorável à criminalização.

 

Os 2 pedidos já tiveram parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, lembra o advogado. A procuradoria apenas não concorda com o pedido de indenização das vítimas de homotransfobia pelo Estado defendido nas ações.

 

Para Keila Simpson, da Antra, a estratégia de adiar o julgamento para fevereiro, apesar de um pouco frustrante, é razoável. “Agora é importante continuar mobilizando nossos pares e atuando muito fortemente junto ao Supremo para que eles possam apreciar a matéria e votar favoravelmente”, reforça a ativista.

 

Toni Reis, da Aliança Nacional LGBTI+, conta que esteve com Toffoli em novembro e reforça a expectativa otimista para o julgamento. “O STF já deu provas que está do lado da Constituição e isso nos dá uma grande segurança”, avalia.

 

 

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