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Presidente da Câmara leva comitiva para encontro de presidentes de Parlamentos

BRASÍLIA – Depois de não conseguir votar a reforma política, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), viajou nesta quinta-feira para o Peru, para uma viagem oficial de dois dias, acompanhado de seis deputados. A viagem oficial será para um encontro de presidentes de Parlamentos.

 

Segundo a programação divulgada, Maia participará na sexta-feira de evento no Congresso peruano, onde será recebido pelo presidente da Casa, Luís Galarreta Velarde.

Maia viajou acompanhado de um grupo fiel de interlocutores dentro da Câmara: Benito Gama (PTB-BA), Celso Russomano (PRB-SP), Heráclito Fortes (PSB-PI), Marcus Pestana (PSDB-MG), Rubens Bueno (PPS-PR) e Rogério Rosso (PSD-DF).

 

O retorno ao Brasil esta previsto para dia 18 à noite.

 

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) 

ANDRE COELHO / Agência O Globo 16/08/2017


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Tribunal condenou o deputado em uma ação cível, e não em um processo criminal ou por improbidade administrativa, categorias incluídas na Lei da Ficha Limpa

 

A confirmação, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), da condenação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao pagamento de uma indenização de 10.000 reais à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) em uma ação danos morais, divulgada ontem, criou uma oportunidade perfeita àqueles que criam notícias falsas a partir de notícias verdadeiras.

 

Depois que a decisão do STJ veio a público, o site Folha Brasil não demorou a inventar que Bolsonaro, autodeclarado candidato à presidência da República em 2018, não poderia concorrer ao Planalto porque a condenação o tornara inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. A informação é falsa.

 

“Acabou! Maria do Rosário tirou Bolsonaro das eleições de 2018”, publicou o blog, que, já depois de o texto ser compartilhado nas redes sociais e replicado por outros sites, mudou o título para a condicional: “Maria do Rosário pode tirar Bolsonaro da disputa eleitoral”. No link da “reportagem”, contudo, o título original permaneceu igual (veja abaixo).

 

Fake news - Bolsonaro 2018

 

 

Veja abaixo a versão original do boato:

 

A nova condenação do deputado federal Jair Messias Bolsonaro no processo movido pela também deputada Maria do Rosário tirou Bolsonaro das eleições 2018 em função das restrições da Lei da Ficha Limpa.

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nesta terça-feira (15), recurso do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) contra condenação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por ofensa à deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em 2014, o parlamentar disse que a colega não merecia ser estuprada por ser “feia e não fazer seu gênero”.  “Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia. Não faz meu gênero. Jamais a estupraria”, disse Bolsonaro. A decisão foi por unanimidade entre os ministros da 3ª Turma da Corte.

 

Com a condenação em segunda instância, Bolsonaro é considerado formalmente inelegível, nos termos da Lei da Ficha Limpa. Presidenciável que ocupa o segundo lugar do eleitorado, atrás apenas do ex-presidente Lula, nas principais pesquisas de intenção de voto (Ibope, Datafolha etc), o deputado só pode reverter a condição de inelegibilidade caso o o Supremo Tribunal Federal (STF) acolha o recurso que ele deve ajuizar contra o resultado do julgamento.

[…]

 

Quem comemorou a decisão foi o ex-presidente Lula. Com o afastamento de Bolsonaro das eleições ele estatisticamente estaria eleito como o próximo presidente do Brasil. Nos bastidores do Instituto Lula ele teria dito: Agora não tem pra ninguém, o Brasil é nosso novamente.

 

Ao contrário do que diz a lorota, a condenação de Bolsonaro pelo STJ não o torna inelegível pela Lei da Ficha Limpa porque se deu em uma ação cível por danos morais, e não em um processo criminal ou por improbidade administrativa.

 

A lei, criada em 2010 para barrar candidatos com enroscos judiciais, prevê que não possam disputar eleições aqueles “que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado” em dez tipos de crime, incluindo corrupção e lavagem de dinheiro. Neste caso, portanto, a ação cível por danos morais vencida por Maria do Rosário não “tirou” e nem “pode tirar” Bolsonaro da disputa pela presidência.

 

Além desta ação em que foi condenado a pagar 10.000 reais à petista, a declaração de Jair Bolsonaro de que a colega não merecia ser estuprada porque “ela é muito feia” levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a aceitar denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele pelo crime de incitação ao crime de estupro, cuja pena varia de três a seis meses de prisão, além do pagamento de multa.

 

Mesmo que seja condenado pelo STF, um órgão colegiado, neste processo criminal, contudo, Bolsonaro não ficará inelegível. Segundo o advogado criminalista Gustavo Badaró, o delito do qual o parlamentar é acusado pela PGR é enquadrado no Código Penal como “crime contra a paz pública”, categoria também não prevista de punição pela Lei da Ficha Limpa.

 

Fonte: Veja


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Saiba o que querem os diferentes segmentos da direita radical americana

WASHINGTON – A cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia nos Estados Unidos, foi o epicentro de um protesto da extrema direita americana organizado por grupos de ideologia supremacista branca no fim de semana. Homens carregando bandeiras dos Estados Confederados da América, que representa os estados sulistas nos EUA na época da Guerra Civil, caminharam lado a lado com simpatizantes neonazistas e da Ku Klux Klan contra a retirada de uma estátua do general Robert E. Lee, herói de movimentos escravocratas, de um parque da cidade.

 

O evento foi nomeado pelos participantes de “Unir a direita”, como uma tentativa de reunir conservadores radicais contra o avanço de ideais progressistas. As manifestações foram tomadas por violência, e o governador do estado, Terry McAuliffe, declarou estado de emergência. Mas quem são os nacionalistas brancos e o que querem?

 

O QUE É NACIONALISMO BRANCO?

 

O termo surgiu como um eufemismo para supremacia branca: a crença de que pessoas brancas são superior a outras etnias e, portanto, deveriam dominar a sociedade, segundo Oren Segal, diretor da Centro sobre Extremismo da Liga Antidifamação. Os apoiadores da ideia também atuam sob outros nomes, como “alt-right” (direita alternativa), identitarianos e realistas raciais — as nominações são apenas “um novo nome para esse velho ódio”, afirma.

 

Richard Spencer, presidente do Instituto de Política Nacional, é conhecido por conceber o termo “alt-right”.

 

— Não uso o termo nacionalista branco para me descrever — esclarece. — Gosto do termo “alt-right”. Há uma abertura a isso, e é imediatamente compreensível. Viemos de uma nova perspectiva.

 

Outros grupos supremacistas brancos incluem a Ku Klux Klan e neonazistas. Mas a maioria dos supremacistas não são afiliados a grupos organizados, indica Segal. Alguns evitam se distanciar de associações reconhecidas como grupos de ódio, como a KKK. Segundo o especialista, isso dificulta o rastreamento desses indivíduos e indica uma tendência a flexibilidade desses grupos extremistas.

 

Apesar das diferenças, o objetivo é o mesmo: construir um Estado branco onde haja separação étnica, já que, para eles, a diversidade é uma ameaça. Especialistas destacam a vitimização como elemento-chave dos movimentos supremacistas:

 

— Há uma sensação de que os brancos estão sob cerco e sendo deliberadamente despojados por elites hostis que esperam guiar uma nova ordem multicultural — indica George Hawley, cientista político da Universidade de Alabama.

 

QUE IDEAIS DEFENDEM?

 

Segundo Heidi Beirich, diretora do Projeto de Inteligência do Southern Poverty Law Center, que monitora grupos de ódio e extremistas, supremacistas brancos defendem genocídio e limpeza étnica sob um sistema de governo tirânico. Para ela, a visão de futuro desses indivíduos para os Estados Unidos se parece com o que o país era por volta de 1600, ou até antes.

 

— Todos os direitos civis para não-brancos seriam removidos — indica a especialista em entrevista à CNN. — Todo poder político estaria nas mãos de pessoas brancas, em particular homens brancos porque esse movimento é extremamente masculino e, muitos diriam que é um movimento toxicamente masculino. Eles têm visões bem retrógradas sobre o que as mulheres devem fazer.

 

Segundo especialistas, a possibilidade de uma sociedade assim realmente se desenvolver é extremamente remota:

 

— Uma liderança política real está tão longe da realidade que não se encontra muito na maneira como documentos de políticas da “alt-right” detalham instruções sobre diferentes agências governamentais — avalia Hawley.

 

QUE TIPO DE AMEAÇA REPRESENTAM?

 

Como muitos não se afiliam a grupos organizados, é difícil mensurar a dimensão da ameaça que os supremacistas representam. A direita alternativa, por exemplo, não tem organização formal, e muitos atuam de maneira anônima e virtual, segundo Hawley. Já Segal indica que o movimento parece crescer, com mais adesões ao engajamento na internet que resultam na promoção de eventos como a marcha em Charlottesville. De acordo com Beirich, há mais de 900 grupos de ódio nos Estados Unidos, ante 600 em 2000.

 

— Eles querem ganhar vantagem no atual clima político, que sentem que é sem precedentes para dar boas vindas a suas visões de mundo — indica Segal. — O resultado da marcha de Charlottesville e outros eventos este ano vão dar uma ideia clara do quão bem recebidas essas visões são, e vão, sem dúvida, ajudar a moldar os planos para os próximos meses.

 

E AINDA: Democratas e republicanos criticam Trump sobre protesto na Virgínia

 

Filha de Trump denuncia ‘supremacia branca e neonazistas’

 

Charlottesville: campanha levanta US$ 100 mil para família de vítima

 

Ele afirma que extremistas de todos os tipos são sempre uma ameça, “mas quando qualquer grupo extremista se sente encorajado, isso é um sério motivo para preocupação. Muitos dos participantes do “Unir a direita” se sentem representados pelos comentários controversos do presidente americano Donald Trump sobre imigrantes, muçulmanos e mexicanos. Os supremacistas se sentem validados e de que podem fazer parte do sistema político.

 

— A história das últimas décadas de supremacia branca no país é de que eles viam tanto republicanos como democratas como uma perda de tempo. Em outras palavras, a política era um fim morto para eles. Mas tudo mudou com Trump — afirma Beirich.

 

O presidente fez comentários sobre a violência em Virgínia que foram alvos de críticas, pois ele não condenou especificamente os ataques supremacistas:

 

“Nós condenamos nos termos mais fortes possíveis essa escandalosa demonstração de ódio, intolerância e violência de muitos lados, muitos lados” disse o presidente no sábado.

 

Fonte: O Globo

Foto: Mykal McEldowney


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Mensagem encontrada em celular de deputado cassado trata de pagamento indevido de empreiteira, diz PF

 

BRASÍLIA – Um relatório da Polícia Federal produzido a partir de mensagens capturadas do telefone do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no âmbito da Lava-Jato, mostra que os tentáculos do político alcançavam as mais diversas áreas.

 

O ex-deputado influenciava nomeações para cargos públicos, distribuição de propina para o PMDB e até vagas de internação de hospitais do Rio. Quando o assunto era o pagamento de vantagens indevidas, ele se garantia. “Chegou! Valeu. Agradeça lá”, escreveu o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), também preso, em mensagem de 2012. “Claro, não tinha dúvidas. Aqui se atrasa, mas não falha”, responde Cunha.

 

O diálogo foi um dos muitos em que Cunha e Alves acertam suposto pagamento de propina, muitas vezes oriunda de empreiteiras. No dia 15 de agosto de 2012, Alves havia cobrado o pagamento de propina que viria da Carioca Engenharia, segundo a interpretação dos investigadores. Aparentemente, a cobrança deu certo, porque o agradecimento foi repassado a Cunha no dia seguinte.

 

As trocas de mensagens foram feitas ao longo de 2012 e estavam no celular de Cunha, que foi apreendido pela PF em buscas feitas em dezembro de 2015. O relatório foi concluído em dezembro de 2016 e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Somente agora foi retirado o sigilo do documento. O material será encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que poderá juntá-lo a inquéritos que já estão em curso na Corte.

 

Em outros diálogos, Cunha aparece dando orientação para que outros parlamentares atuem por ele em medidas provisórias.

 

Em 2012, Cunha mandou mensagem para o deputado Hugo Motta (PMDB-PB) para atuar em nome dele. “Acredita-se que o ex-parlamentar (Cunha) utilizaria, supostamente, do deputado Hugo Motta, também do PMDB, para interceder na MP 561”, diz o relatório da PF. Na mensagem, Cunha digitou: “Vou pôr uma emenda para vc assinar que é do veto da 561”. Motta respondeu: “Ok, aguardo. Abs!!!”.

 

Em outra ocasião, uma assessora de Cunha chamada Claudia Medeiros enviou ao chefe um e-mail com uma minuta de requerimento e o questiona sobre a possibilidade de envio ao deputado Hugo Motta para assinatura. A mensagem foi em agosto de 2012. “Posso mandar para o Hugo Motta assinar?????”, diz a mensagem da assessora.

 

O requerimento era para o Ministério de Minas e Energia enviar informações sobre a parceria da Petrobras Bio Combustível com a Açúcar Guarani SA e o Grupo Tereos. Para a PF, o requerimento foi apenas enviado para Hugo Motta assinar. Motta informou que não se lembrava especificamente do assunto, mas que era comum conversar com os colegas sobre atividade parlamentar.

 

EMPENHO PARA NOMEAR ALIADOS

 

O relatório da PF também conta como Eduardo Cunha influenciava a nomeação de aliados em cargos públicos. “Informações levantadas ao longo de análises desenvolvem a hipótese de Eduardo Cunha fazer uso da função parlamentar para viabilizar esquemas ilícitos que o favoreciam. Para manter esquemas utilizando a função política, o ex-deputado se empenhava em controlar cargos estratégicos através de indicação política. Para tal finalidade, exercia pressões no governo em conjunto com sua base de aliados”, dizem os investigadores

 

Em troca de mensagens com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), Cunha reclama de nomeações recentes e diz que não saiu a da Caixa Econômica Federal. “Saiu no DO já a nomeação do BNDES e não nosso nome. Saiu Conab também e nada de CEF”, reclamou Cunha. “Vamos falar com Palocci. Saiu o q na Conab?”, indagou Jucá. “PTB. Não é nosso. Nosso não sai nada, é incrível”, disse Cunha. E Jucá: “Vamos agir”.

 

Em outra conversa, Cunha pergunta se Jucá esteve com Edison Lobão, que, na época, era ministro de Minas e Energia. Jucá confirma que estava com ele naquele momento, e Cunha lembrou: “Não esquece internacional e biodiesel”. Jucá respondeu: “Conversamos. Ficou de cobrar as indicações com Palocci”. A PF afirma que, “quando se referiu a ‘internacional e biodiesel’, acredita-se que Eduardo Cunha fazia menção à Diretoria Internacional da Petrobras e à empresa subsidiária Petrobras Combustível. Essa conclusão advém do contexto de que a Petrobras e suas subsidiárias são vinculadas ao Ministério de Minas e Energia, no qual Edison Lobão ocupava cargo máximo”.

 

Segundo o relatório da PF, a Diretoria Internacional da Petrobras era cargo indicado da cota do PMDB, e Jorge Zelada o exerceu de 2008 a 2012.

  

Fonte: O Globo

Foto: O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao telefone, durante sessão da Câmara, em 2015 – Givaldo Barbosa / Agência O Globo


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Empresas e empregados poderão firmar, por acordo, data para compensar folga

 

RIO – Quem já está planejando o que fazer nos feriados de 2018 (são pelo menos oito nacionais, em dias úteis), deve se preparar. Quando entrar em vigor, em novembro, a reforma trabalhista permitirá que empregadores e empregados negociem quando tirar as folgas correspondentes a esses dias. Dessa forma, um feriado que cai na segunda-feira, por exemplo, pode ser deslocado para outro dia da semana, ou até mesmo para outro mês, mediante acordo. Para especialistas, há chance de judicialização, caso os acordos não sejam claros o bastante.

 

A previsão está em um dos principais artigos da nova lei, aquele que prevê 15 itens nos quais o acordado entre as partes vale mais que a legislação. O advogado Luiz Marcelo Góis, sócio da área trabalhista do BMA – Barbosa, Müssnich, Aragão, avalia que há margem para que esse tipo de acordo seja contestado: como hoje a CLT não prevê normas para esse tipo de troca. Um dos possíveis conflitos, prevê o especialista, é caso um empregado trabalhe no feriado e seja demitido antes da data estipulada para a compensação. Pode não ficar claro se ele deve receber essa compensação em dinheiro ou se, como o acordo estipulou a troca do feriado, não haveria motivo para contestação.

 

— Pode ser questionado na Justiça. Ele teria trabalhado num dia que não mais é feriado (pelo acordo). Em tese não teria direito a compensação e horas extras, mas não vai ser nenhum absurdo se algum juiz decidir o contrário — afirma Góis.

 

Fonte: O Globo

Foto: Feriados – reforma permitirá troca do dia – Dafne Cholet/Flickr/Creative Commons


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MERCOSUL Pretende Suspender a Venezuela !

A presidência brasileira do Mercosul pretende a suspensão definitiva da Venezuela de seu quadro.

Os chanceleres do bloco debateram no sábado, o programa de aplicação da Convenção Democrática contra o governo de Nicolás Maduro.

Os países de Mercosul vão se reunir com urgência no neste Sábado no Brasil para estudar a suspensão definitiva da Venezuela ante a atitude do governo de Nicolás Maduro. O Mercosul, através da Presidência de turno brasileira, ofereceu  a Maduro, intermediar em um diálogo entre governo e oposição.

O presidente venezuelano recusou  a oferta, com o ministro de Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes, quem está antecipando em declarações ao jornal O Estado de S. Paulo que, em sua opinião, a suspensão do país “é uma consequência inevitável”  dado a recusa de Maduro a  negociação.

Os chanceleres do Mercosul pensavam em  reunir-se em Lima, em 8 de agosto, no marco da reunião, convocada r pelo Peru para tratar o tema da Venezuela. Mais uma vez, a contabilidade do sistema de voto eletrônico usado na escolha da Constituição, acelerou os tempos.

O presidente argentino, Mauricio Macri, a frente da estratégia regional contra o governo da Venezuela, pediu  abertamente uma represália. “A Venezuela tem que ser suspensa definitivamente do Mercosul. É inaceitável o que está sucedendo. A Venezuela deixou de ser uma Democracia e se violam  sistematicamente os direitos humanos “, disse Macri.

Fonte: El País


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A Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira, 2 de agosto, se aceita a denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de corrupção passiva. Temer é o primeiro presidente brasileiro no exercício do mandato a ser denunciado por um crime comum. O presidente é acusado de ter supostamente negociado benesses em troca de favorecer o empresário Joesley Batista, magnata da JBS e delator da Operação Lava Jato. Para que o caso siga para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode culminar no afastamento do presidente, são necessários 342 votos dos 513 parlamentares. A sessão está marcada para as 9h, mas só irá começar quando ao menos 51 parlamentares estiverem presentes. Já para a votação só começa com a presença de dois terços da Câmara.

FONTE: El País


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“A denúncia contra mim não passa de uma fraude.” Dita em abril no ano passado por Dilma Rousseff, a frase ecoa hoje no Palácio do Planalto, onde Michel Temer tem reeditado o discurso de sua antecessora com a ameaça de ser afastado do cargo.

 

Como ela, diz considerar a situação uma injustiça e afirma que não renunciará. Sob pressão, também tem escorregado em gafes, como ter chamado os russos de “soviéticos”.

 

Veja algumas dessas repetições e gafes, levantadas pela Folha de S. Paulo.

 

DIGA AO POVO QUE FICO

 

MICHEL TEMER
“Não renunciarei, repito, não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos.”
18.mai.17, em declaração à imprensa

 

DILMA ROUSSEFF
“Jamais passou a renúncia pela minha cabeça. A renúncia passa pela cabeça deles, não pela minha”
10.mai.16, na cerimônia de abertura da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

 

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS

 

MICHEL TEMER
“É claro que há um problema sério no país, vocês sabem disso. Há questões as mais variadas, que muitas vezes visam a desprestigiar a classe política. E todos precisamos resistir. Eu tenho resistido o quanto posso”
18.abr.17, em café da Manhã no Palácio do Alvorada

 

DILMA ROUSSEFF
“O que nós iremos fazer é resistir, resistir e resistir”.
5.mai.16, em entrevista para a “BBC”

 

JUSTIÇA SEJA FEITA

 

MICHEL TEMER
“Mas eu quero agradecer a eles [deputados governistas], porque eles, nas orações que fizeram, revelaram a indignação com a injustiça. Não só injustiça com o fato em si, mas injustiça com que se faz com o Brasil”
11.jul.17, em discurso durante lançamento do Programa Nacional de Regularização Fundiária

 

DILMA ROUSSEFF
“Eu sou a prova da injustiça. Eles estão condenando, nesse impeachment, uma pessoa inocente”
6.mai.2016, em discurso em visita a Estação de Bombeamento em Cabrobó

 

COMIGO, NÃO

 

MICHEL TEMER
“Os senhores sabem que eu fui denunciado por corrupção passiva. Notem, vou repetir a expressão, corrupção passiva a essa altura da vida, sem jamais ter recebido valores. Nunca vi o dinheiro e não participei de acertos para cometer ilícitos”
27.jun.17, em declaração à imprensa

 

DILMA ROUSSEFF
“Não cometi crime de responsabilidade. Não há razão para um processo de impeachment. Não tenho contas no exterior. Nunca recebi propinas, jamais compactuei com a corrupção”
12.mai.16, em pronunciamento à imprensa

 

FICÇÃO E REALIDADE

 

MICHEL TEMER
“Eu digo, meus amigos, minhas amigas, sem medo de errar, que a denúncia é uma ficção”
27.jun.17, em declaração à imprensa

 

DILMA ROUSSEFF
“A denúncia contra mim em análise no Congresso Nacional não passa de uma fraude, a maior jurídica e política da história de nosso país”
16.abr.16, em discurso nas redes sociais

 

VITAMINADO

 

MICHEL TEMER
“A minha disposição não diminuirá com ataques irresponsáveis à instituição Presidência da República, não quero ataques a ela, e muito menos ao homem Michel Temer”
27.jun.17, em declaração à Imprensa

 

DILMA ROUSSEFF
“Eu tenho a disposição de resistir. Resistirei até o último dia”
10.mai.16, na cerimônia de abertura da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

 

FORÇAS OCULTAS

 

MICHEL TEMER
“Querem parar o país, parar o Congresso Nacional num ato político com denúncias frágeis e precárias”.
27.jun.17, em declaração à imprensa

 

DILMA ROUSSEFF
“Querem revogar direitos e cortar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Ameaçam até a educação pública”
16.abr.16, em discurso nas redes sociais

 

GAFES

 

MICHEL TEMER

UMA VEZ COMUNISTA, SEMPRE COMUNISTA
“O deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) esteve lá e verificou o interesse de empresários soviéticos [a União Soviética acabou em 1991] e noruegueses pelo que está acontecendo no país”
26.jun.17 em discurso na Sanção da Lei que Regulamenta a Diferenciação de Preço

 

TROCANDO AS BOLAS
“Hoje, uma reunião com vossa excelência e mais adiante com o parlamento brasileiro e um pouco mais adiante com sua majestade, o rei da Suécia”
23.jun.17, em discurso em visita oficial à Noruega

 

DILMA ROUSSEFF

 

IVONE OU IVETE
“Nós estamos aqui construindo as condições para que o Rio de Janeiro seja essa cidade fantástica para se viver, porque tem uma alegria que está na representação da dona Ivete Lara… Ivone Lara, desculpa dona Ivone
1º.mar.15, em discurso na Entrega das Medalhas 1º de Março

 

RORA… O QUÊ?
“De fato, Roraima é a capital mais distante de Brasília, mas eu garanto para vocês que essa distância, para nós, só existe no mapa. E aí eu me considero hoje uma roraimada, no que prova que eu estou bem perto de vocês”
7.ago.2015, em discurso na entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida em Boa Vista

 

Fonte: Fabio Campana

Foto: Blog do Márcio Rangel


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No final da manhã desse último domingo (23), um espaço, voltado ao armazenamento de materiais recicláveis dentro da Área da Estação Ferroviária, denominado Associação Novos Tempos Dos Catadores de Reciclagens foi alvo de um incêndio.

 

O Corpo de Bombeiros e Defesa Civil se fizeram presentes no local e trabalharam no combate às chamas.

 

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A Rio Claro Online entrou em contato com a Defesa Civil e foi informado que o fogo teve início nas proximidades da Estação Ferroviária e que infelizmente acabou se alastrando muito rápido até o depósito com materiais recicláveis.

 

A causa do incêndio ainda está sendo apurada. Não houve feridos.

 

A Estação Ferroviária compreende uma área grande, cerca de aproximadamente 7 ha

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A Rio Claro Online colheu comentários e perguntas pertinentes de algumas pessoas a respeito do Incêndio:

 

“Hoje fui na Futura Associação Novos Tempos dos catadorees de Reciclagem que agora precisam do povo de Rio Claro com material reciclavel ao lado do ECO PONTO DO INOCOOP..
Receberam a cesta verde através da Secretaria Assistência Social as 24 famílias… agora precisam de uma solução rápida e definitiva e atuante das Secretarias para poderem trabalhar e aumentar a renda …

Colaborem junto com a Presidente Jozilma e Luci Bonatti

“Hoje fui verificar a situação do local em que a Associação Novos Tempos de Catadores de Reciclagem estão ao lado do ECO PONTO DO BAIRRO INOCOOP, precisam de toda ajuda de Rio Claro apos este incendio que ocorreu na Av 8 A … precisam de agua… telhas… blocos.

Cimento… areia… Agua …

Precisam agora de material para poderem vender e conquistarem o salario das 24 familias que pagam aluguel… agua e outras despesas… Tenho que agradecer o apoio do Secretario de Segurança Bellagamba ..

Secretaria de Assistencia Social … Sepladema Penteado … mas o que realmente agora neste momento é decisão de ajudar e fazer o Barracao para estas mulheres e homens poderem conquistarem mais espaços …mas sem mais demora do poder publico..

Agora é decisão para a conclusão… Porque todos tem o sonho de crescer…. e Estarei com todos.. Presidente Jozilma e Luci Bonatti ..

Compartilhem todos precisam conhecer

Maria Do Carmo Guilherme

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“Esse incêndio está na cara que foi algo criminoso (…)”

Sandra Regina

 

“A Base da PM está instalada já faz um mês praticamente na Av.1 Rua 1, e o que aconteceu? Ninguém viu nada antes do fogo se alastrar? Onde estão as câmeras de segurança nessa região? Só deram conta do fogo a hora que a fumaça já estava negra no céu de Rio Claro, se via  há distância!”

José Abilio

 

“O desespero foi total, estava tomando o ônibus com a minha mulher e menina de 3 anos e a fumaça preta vindo forte em  direção a toda a Estação, não sabíamos o que seria, só´pensei em sair dali o mais rápido possível.”

Paulo César

 

INDIGNADA!!!!! INCÊNDIO CRIMINOSO NA ASSOCIAÇÃO DOS CATADORES DE RECICLÁVEIS DE RIO CLARO, NOVO TEMPO!!!!!

TANTAS FAMÍLIAS SAÍRAM DOS ATERROS POR ESSA ASSOCIAÇÃO E ASSIM QUE RIO CLARO AGRADECE…. SINTO NOJO E VERGONHA!

Luci Bonatti CONTA COMIGO VAMOS ARRECADAR ALIMENTOS E ROUPAS, PQ NÃO TEMOS A OPÇÃO DE DESISTIR…. VOCÊ E A PRESIDENTE JOSILMA SÃO REFERÊNCIA DE FORÇA E DEDICAÇÃO. SINTO MUITO!

Thais Lopes

 

“Meu e muito estranho de uma hora pra outra tudo tá pegando fogo pra mim tem coisa aí em”

Reinaldo Roots

 

“É permitido esse tipo de depósito no centro da cidade? O sepladema permite esse tipo de depósito em área central???????”

Virlaine Cyrino Pedagoga

 

“Mas o que se transformou ali,tem muito lixo.”

Bia Fabio Pereira

 

“Parabéns a todos os bombeiros”

Sergio Ricardo

 

 “Nossa nem sabia que tinha associação de recicláveis alí…que perigo, trens param com tanques de combustível aí perto…”

Leide Helena

 

“Vai vira estacionamento também”

Rodrigo Gomes


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Analistas ouvidos na semana passada pelo Banco Central elevaram estimativa para inflação de 3,29% para 3,33%. Mercado manteve previsões para alta do PIB e para os juros.

 

Após o governo anunciar o aumento da alíquota de PIS e Cofins sobre os combustíveis, economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação neste ano, informou nesta segunda-feira (24) o Banco Central no relatório conhecido como Focus.

 

De acordo com os analistas, ouvidos pelo BC na semana passada, a inflação agora deve ficar em 3,33%, na média. No relatório anterior, feito com base nas previsões coletadas pelo Banco Central na semana retrasada, os economistas estimavam que a inflação ficaria em 3,29%, na média.

 

A nova estimativa interrompe uma sequência de sete quedas seguidas no indicador. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas pelo BC.

 

Apesar da alta, a nova previsão mantém a inflação abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%.

 

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

 

A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.

 

Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN.

 

Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%.

 

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 4,20% na última semana. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

 

PIB e Juros

 

 

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro manteve sua estimativa de crescimento em 0,34%. Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de expansão da economia em 2%.

 

O mercado financeiro também manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 8% ao ano para o fechamento de 2017.

 

Ou seja, os analistas continuaram a estimar uma redução dos juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.

 

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic permaneceu 8% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

 

Câmbio, balança e investimentos

 

 

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio do dólar no fim de 2017 ficou estável em R$ 3,30. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana recuou de R$ 3,45 para R$ 3,43.

 

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 permaneceu em US$ 60 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit caiu de US$ 47,8 bilhões para US$ 45,5 bilhões.

 

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 75 bilhões

 
 
Fonte: G1


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Procurador-geral da República participou de palestra em Washington. Mandato de Janot à frente da PGR termina em setembro.

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta segunda (17) em Washington que o Ministério Público não tem pressa para apresentar uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer. O mandato de Janot à frente da PGR termina em setembro.

 

No fim de junho, Janot apresentou uma denúncia contra Temer por corrupção passiva, com base nas delações premiadas de executivos da J&F. Mas há a expectativa no meio político de que o procurador esteja preparando novas acusações.

 

Durante a palestra, Janot foi questionado por um jornalista sobre querer apresentar uma nova denúncia antes do final do mandato. Ele respondeu que não busca celeridade nas investigações. O procurador afirmou que as apurações devem levar o tempo necessário para levantar provas sobre a existência ou não de crime.

 

“O MP não tem pressa e nem retarda denúncia. Existem investigações em curso e essas investigações, uma está mais adiantada que outra, e se até o dia 15 de setembro, último dia útil do meu mandato, eu obtiver esse quadro definido, eu não posso deixar de fazer isso [apresentar a denúncia], sob pena de prevaricar, de não praticar meu ato de ofício”, afirmou o procurador-geral.

 

Além disso, Janot ressaltou que o Ministério Público não trabalha com a necessidade de “oferecer denúncia”, e sim a de “apurar” os fatos.

 

“Nós não temos a necessidade de oferecer uma denúncia, eu tenho a necessidade de apurar. Eu tenho necessidade de apurar e, convencido de que o fato é típico, e convencido da materialidade do crime e definida a autoria, aí sim partiremos para a fase do processo penal”, completou Janot.

 

Indagado sobre como vai se sentir caso a Câmara dos Deputados rejeite a denúncia já apresentada, Janot afirmou que vai aceitar com a “maior naturalidade possível”, pois cada poder tem sua função.

 

“Cada um faz o seu trabalho. Eu não vou insistir nessa denúncia porque tecnicamente não tem como insistir. Não autorizou, ela vai ficar suspensa.”

 

Segundo o procurador, se isso acontecer, o que resta é esperar acabar o mandato de Temer para dar continuidade ao processo.

 

“Se a Câmara autoriza, o processo penal segue o seu curso normal. Se a Câmara não autoriza, essa denúncia fica suspensa aguardando o fim do exercício da presidência da República para dar sequência”, completou.

 

Imunidade

 

 

Janot disse também que para os padrões norte-americanos o conteúdo da delação dos irmãos Batista, donos da JBS, seria o suficiente para conceder imunidade aos delatores. No processo, Joesley entregou à procuradoria a gravação de uma conversa com Temer.

 

Após o acordo de delação, Joesley e Wesley Batista obtiveram o direito de não responder criminalmente pelo esquema de propinas que revelaram a procuradores e terão dez anos para pagar uma multa de R$ 225 milhões.

 

Os termos foram considerados no Brasil como muito benéficos em comparação aos que foram acordados com outros delatores da Operação Lava Jato.

 

“A pessoa que entrega no curso do cometimento do crime um presidente da República, eu duvido que para o padrão norte-americano isso não seria suficiente para entender pela imunidade”, argumentou Janot no evento em Washington.

 

O procurador-geral disse, ainda, que não poderia “engolir seco” e deixar que as pessoas continuassem praticando crime porque não queria conceder imunidade. Ele ressaltou que “ninguém se sente feliz concedendo imunidade a criminoso”.

 

Janot defendeu o processo usado na procuradoria para determinar os termos dos acordos de delação.

 

“Jamais um colega vai sozinho ouvir um delator. Não há nenhuma decisão tomada na hora. Nós deliberamos em conjunto o que pode ser feito e não pode ser feito”, explicou.

 

Fonte: G1

Rodrigo Janot participa de palestra organizada pelo Wilson Center, em Washington (Foto: Reprodução / Wilson Center)


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BRASÍLIA – Mesmo com o Congresso parado por 15 dias para o recesso, o governo não está disposto a dar trégua ao corpo a corpo que tem feito na base aliada para engavetar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer.

 

O esforço rendeu uma vitória significativa na semana passada, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na primeira batalha para rejeitar a denúncia contra Temer por corrupção passiva. Um time será montado para monitorar os votos com que o presidente já conta para enterrar o caso no plenário e partir para cima dos indecisos. Nesse período, benefícios concedidos a “traidores” — os que receberam emendas ou outro afago e votaram contra o governo — serão revistos.

 

Pelo mapa do Palácio do Planalto, há 80 deputados da base que ainda não sabem se votarão contra ou a favor de autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar a acusação de que Temer cometeu o crime de corrupção passiva. Esses deputados serão procurados pelo governo e deverão ser recebidos pessoalmente por Temer, que mostrará a disposição do governo em atender a seus pleitos. Essa foi a mesma estratégia usada para conquistar os votos necessários na CCJ: liberação de emendas e cargos.

 

— Às vezes nem é cargo que o deputado quer, às vezes falta só um carinho. É uma ligação não atendida por Michel, uma coisa simples de resolver — diz o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo.

 

Mexida na Esplanada

 

Para apetites maiores, o governo tem no cardápio pelo menos duas pastas a serem negociadas: o Ministério da Cultura, abandonado por Roberto Freire (PPS) quando estourou o escândalo da JBS, e o Ministério da Transparência, que era comandado por Torquato Jardim, realocado no Ministério da Justiça para reforçar a defesa do governo.

 

O PTB, que votou em peso contra a denúncia na CCJ, já teria manifestado interesse em uma dessas pastas. O nome da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) estaria circulando para assumir a Cultura. O chamado centrão, que reúne partidos médios, ainda pressiona para desalojar o PSDB dos quatro ministérios que ocupa, já que, pelas contas da bancada tucana, cerca de dois terços dos deputados do partido votarão pela aceitação da denúncia.

 

Das 13 trocas de titulares feitas na CCJ, a pedido do Palácio do Planalto, a maioria aconteceu nos partidos do centrão —PR, PP, PRB e PTB.

 

Embora setores do governo digam que a votação da denúncia pode se arrastar por meses, devido à falta de quórum, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que, no dia 2 de agosto, quando está marcada a votação, o plenário estará cheio. Ele diz que o governo não tem interesse de deixar o assunto suspenso. E a oposição, que poderia obstruir, também não vai querer ficar com a pecha de que está enrolando, segundo Maia.

 

Fonte: O Globo

 

Michel Temer está apostando no corpo a corpo para convencer deputados – Eraldo Peres / AP


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Convênio entre Caixa Econômica Federal e governo do Rio abriu as portas para esquema

 

RIO – A partir de 2007, após a assinatura de um convênio da Caixa Econômica Federal com o governo do Rio, o esquema se sofisticou — e o patrimônio da previdência complementar da Cedae, a Prece, passou a ser dilapidado de forma acelerada, com operações de compra e venda de papéis podres, superfaturamento na aquisição de materiais e investimentos incompatíveis com a realidade do fundo.

 

Segundo as investigações, a “parceria” permitiu que Cunha ampliasse o loteamento de cargos na diretoria e no Conselho Deliberativo da Cedae e da Prece, nomeando operadores responsáveis por investimentos do fundo de pensão no mercado financeiro.

 

Logo após o convênio entrar em vigor, a Caixa cedeu à Prece o funcionário Milton Luis de Araújo Leobons, próximo ao ex-deputado, para ocupar o cargo de diretor de investimento do fundo de pensão. Quatro anos depois, Cunha conseguiu emplacar Fabio Cleto, um ex-parceiro de Funaro nas mesas de operações de São Paulo, na vice-presidência da Caixa. Daí em diante, as operações cresceram em ritmo acelerado.

 

Com objetivo de captar melhores opções de aplicações no mercado financeiro que servissem ao esquema, Leobons contratou e patrocinou cursos de especialização formando o que nos corredores da Prece foi chamada de “escola do crime”, um time de jovens investidores que atuariam sob sua coordenação.

 

O GLOBO identificou ao menos cinco desses operadores que foram escolhidos para atuar no mercado financeiro e receberam treinamento e cursos de mestrado em institutos como IBMEC e FGV. O “investimento” custou aos cofres da Prece cerca de R$ 370 mil.

 

A saga de operações controversas capitaneadas por Leobons começou a fazer água em 2010, com uma transação de R$ 15 milhões na compra de papéis junto ao Banco Cruzeiro do Sul, uma aplicação que deu errado e não tinha praticamente nenhuma garantia. Denunciado à Previc, que fiscaliza os fundos de pensão, ele foi punido com multa em 2014 e se tornou alvo de um processo de inabilitação para operar aplicações do fundo. Leobons, porém, seguiu à frente da Prece até março deste ano. Hoje, ele está inabilitado por tempo indeterminado de atuar em qualquer tipo de operação financeira.

 

Houve outros gastos contestados em sua gestão. Como o convênio firmado entre a Caixa e o governo do Rio previa um ressarcimento pela cessão do funcionário, a Prece pagou R$ 8,76 milhões em salários e outros benefícios durante os dez anos em que ele ficou à frente da diretoria. Quem assumiu o cargo com a saída de Leobons foi Antonio Carneiro Alves, ex-gerente de investimentos contratado pelo próprio Leobons.

 

O GLOBO tentou ouvir Leobons por meio da assessoria da Prece, mas não obteve autorização. A defesa de Cleto não foi localizada pela reportagem.

 

Fonte: O Globo

 

BRASIL – BRASÍLIA -BSB – 03/09/2015 – Câmara dos Deputados. O deputado EDuardo Cunha, presidente da Câmara , durante as votações desta quinta feira no plenário da Câmara. FOTO ANDRE COELHO / Agencia O Globo – André Coelho


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Você já pode ter ouvido a expressão em algum noticiário, se referindo a pessoas como lobistas, mas afinal o que é isso?

 

Lobby se caracteriza como uma atividade de exercer pressão sobre algum poder da esfera política para influenciar na tomada de decisões do poder público em prol de alguma causa ou apoio. Ele pode ser exercido tanto por grupos civis, que ocupam os corredores da Câmara dos Deputados e Senado Federal, a fim de convencer políticos a votarem a favor ou contra tal projeto, quanto por grupos profissionais que representam e intermediam os interesses de grandes corporações, partidos políticos e grupos empresariais. Pela atividade de lobby, os grupos de interesse demonstram suas opiniões aos tomadores de decisões, grupo ao qual cabe decidir o que democraticamente corresponde ao benefício da sociedade.

 

A palavra lobby tem sua origem inglesa, que significa salão, hall ou corredor. Segundo alguns estudiosos devido ao fato das articulações e “pressões” ocorrerem em lobbies de hotéis e congressos surgiu então o termo.

 

Também é apontado o surgimento da expressão à época do presidente dos Estados Unidos Ulysses S. Grant, que costumava se dirigir ao lobby do Hotel Willard para fumar seus charutos e simplesmente relaxar. Lá, ele era abordado por diversas pessoas e grupos que queriam expor suas reivindicações e de certa forma influenciar as decisões públicas, ele costumava os chamar de lobistas do Hotel Willard.

 

Outra possível origem do termo seria o lugar em que se hospedavam os presidentes americanos eleitos antes da posse e ida à Casa Branca, ali ficavam grupos esperando para apresentar suas reivindicações à nova administração do governo.

 

Nos Estados Unidos, o lobby é uma atividade regulamentada pelo “Federal Regulation of Lobbying Act of 1946” (revogada pela Lei de Lobbying Disclosure de 1995).

 

A lei americana de lobbies requer que as entidades, indivíduos ou empresas declarem trimestralmente informações como os valores gastos, a área na qual se fez o lobby e o departamento em que foi exercido. Membros do congresso são proibidos de aceitar presentes ou viagens pagas por lobistas, exceto em condições pontuais. Há também um período de dois anos para que congressistas e funcionários públicos possam prestar serviços de lobby após deixarem seus postos públicos.

 

LOBBY VS CORRUPÇÃO

 

No Brasil, devido à não regulamentação e falta de transparência, o termo lobby é comumente atrelado à corrupção, o que não caracteriza a sua concepção original. Trata-se de uma atividade lícita que pode ser exercida por qualquer cidadão, desde que dentro da legalidade.

 

O problema seria que alguns lobistas, a fim de conseguir apoio a algum interesse específico em nome de terceiros, vão além da persuasão e se utilizam de propina ou suborno a fim de almejarem os resultados que desejam, agindo secretamente sem o conhecimento público.

 

Diversos escândalos de corrupção no Brasil envolvem lobistas, daí encontra-se a origem da associação com a corrupção.

 

Um caso atual seria o envolvimento do lobista Fernando Baiano na Operação Lava Jato. Ele é apontado pelas investigações como um dos operadores de propina para políticos do PMDB, no esquema de desvios da Petrobras.

 

“O lobista e operador de propinas foi preso em dezembro de 2014. O juiz federal Sérgio Moro, que mandou prendê-lo, o condenou a 16 anos, um mês e dez dias de reclusão, por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a sentença, o operador teria intermediado propina de US$ 15 milhões sobre contratos de navios-sonda. Os valores teriam sido repassados à diretoria da Área Internacional da Petrobras, ocupada na época por Nestor Cerveró – também preso e condenado na Lava Jato.

 

Em sua delação, Fernando Baiano afirmou à Polícia Federal que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu ‘repasses’ por meio do também lobista Jorge Luz.”  (Fonte: Uol 17/11/2015)

 

Muito se fala a respeito da regularização da atividade no Brasil como é feito em outros países, onde possivelmente haveria uma maior fiscalização da conduta dos lobistas e também maior controle de como se daria a interação entre representantes do setor privado e o poder público.

 

LOBBY BRASILEIRO NO CONGRESSO AMERICANO

 

O Brasil também representa seus interesses através do lobby, como apontado na matéria da BBC Brasil, o escritório King & Spalding LLp tem declarado gastos de U$S 80 mil trimestralmente para representar os interesses da Embraer no Congresso Americano, o departamento de Defesa e também órgãos do setor de transporte.

 

A associação do setor sucroalcooleiro, Única, faz lobby para manter cotas destinadas ao etanol avançado no mercado americano (categoria que se encontra o biocombustível brasileiro) por um custo de R$ 30 mil trimestrais.

 

Como você pode ver, o lobby é uma atividade controversa, mas que pode sim ser considerada legítima, desde que ocorra dentro de parâmetros legais. No próximo texto, nós vamos mostrar exatamente quando o lobby pode ser considerado legítimo, quando é criminoso e também nas situações em que é desempenhado de forma duvidosa. Fique ligado!

 

Para terminar, assista a esse vídeo muito legal que fizemos sobre lobby, em parceria com nossos amigos do canal Poços Transparente!

 

 

Fontes: Politize


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Deputado Sergio Zveiter apresenta a partir das 14h30 seu relatório sobre processo

 

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer começa a semana da apresentação do relatório sobre a denúncia por corrupção passiva na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na expectativa de uma primeira derrota. A falta de ascendência do governo sobre o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator do caso na comissão, é tamanha que caciques do partido do presidente, aliados e políticos fluminenses dão como certo, pelo perfil dele, um parecer pela aceitação da denúncia. E admitem que, se o relatório for técnico, sem juízo da acusação, será difícil votar contra ele na comissão. Zveiter não antecipa o teor, limitando-se a dizer que seu voto será “sucinto e objetivo”. Na noite de ontem, Temer convocou líderes aliados para discutir sua estratégia. Mais cedo, também recebeu os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

 

A expectativa no Palácio do Planalto é que o relator tenha elaborado um parecer técnico, que não leve em conta o mérito, apenas a constitucionalidade do pedido. Esse é o mesmo argumento usado por aqueles que dizem ser certa a apresentação de um parecer contrário a Temer. Segundo pessoas próximas a Zveiter, como ele tem postura técnica e focará no aspecto jurídico da denúncia, dificilmente favorecerá Temer. A apresentação está prevista para as 14h30 desta segunda-feira.

 

— Não tenho nenhuma dúvida de que ele vota pela admissibilidade, pela questão jurídica. Isso complica a situação do Temer. Não que ele vá perder no plenário por isso, mas que dificulta, dificulta — reconheceu um cacique da cúpula do PMDB.

 

VOTO SERVIRÁ DE ORIENTAÇÃO

 

Segundo avaliação de dirigentes de partidos da base, caso Zveiter apresente mesmo um parecer contra Temer, isso vai dar argumento aos deputados que querem “pular fora”. E afirmam que “o ideal era um relator que não fosse do PMDB”.

 

— Um voto a favor da denúncia de um deputado jurista, que foi conselheiro nacional da OAB e tem perfil totalmente independente, alivia muita gente que quer pular fora e não tinha argumento. No PMDB e nos outros partidos — disse um peemedebista da cúpula do partido.

 

Zveiter é considerado um parlamentar que não pertence a grupos na política, nem nacionalmente, nem no Rio. Por isso, não haveria qualquer político com capacidade de pressioná-lo verdadeiramente. O deputado faz questão de reafirmar seu perfil de independência.

 

— Meu compromisso é com a Câmara e com meus colegas. Ser independente significa dizer que eu sou uma pessoa consciente, que pertenço ao poder Legislativo, e eu quero dar uma contribuição para que deputados e deputadas possam autorizar ou não o Supremo a dar continuidade ao procedimento. Sou independente no sentido de que não pertenço ao Executivo, nem ao Ministério Público, nem ao Judiciário. É nesse sentido que eu trabalho — disse Zveiter ontem ao GLOBO.

 

Ele não quis adiantar o teor do voto. Disse ter contado com a ajuda de dois professores universitários de Direito Penal e Direito Constitucional, mas não revelou os nomes. Afirmou que gastará menos de uma hora para ler o voto e, caso lhe seja exigida também a leitura do relatório, isso não consumirá duas horas.

 

— É um voto sucinto e objetivo. Não demora nem uma hora. Se tiver que ler o relatório também, vai dar uma hora e pouco — estimou o relator.

 

Deputados da base aliada admitem que a forma que será usada para defender, ou não, a abertura do processo contra o presidente vai interferir nos votos, principalmente entre os indecisos.

 

— A decisão vai ser politica. Quem estiver mais forte e com as expectativas mais consolidadas vai ser vencedor. Se ele (relator) vier pedindo para aceitar a denúncia em um tom político, é bom para o presidente. Agora, se o tom for jurídico, já fica ruim para o governo — disse o líder do PP, deputado Arthur Lira (AL)

 

Partido do presidente da Câmara, o DEM deve ter a maioria dos votos pró-Temer na CCJ, disse o líder do partido, Efraim Filho (BA). Ele admite, no entanto, que o voto do relator hoje vai pesar decisão dos deputados.

 

— Até agora, a maioria dos votos do DEM na CCJ são pró-governo. Mas nós vamos esperar o parecer do relator, que vai ser o fio condutor desse debate na semana. Dependendo do que o relator disser, as coisas vão andar para um lado ou para outro — disse Efraim.

 

Temer teve uma agenda intensa ontem. Pela manhã, esteve com Maia e Eunício. À noite, convocou líderes aliados e alguns ministros para uma reunião no Palácio da Alvorada para traçar estratégias. Também participaram da reunião os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria Geral.

 

Apesar da maré desfavorável, o governo continua vendendo um clima de otimismo em relação ao placar, tanto na CCJ, quanto no plenário da Câmara. Padilha é o responsável pelo mapa de votos na comissão e no plenário. O ministro tem dito que ainda é cedo para falar em número de votos, mas que há uma “tendência favorável” para Temer.

 

Desde que a denúncia contra o presidente chegou à Câmara, a rotina de Temer no Palácio do Planalto passou a incluir agenda lotada de deputados, com compromissos, em alguns dias, das 8h às 23h. O governo fez questão, por exemplo, de fazer cerimônia para comemorar o aniversário da Lei das Estatais, que Temer chegou a descumprir. Ele também fez evento para sancionar a lei de diferenciação de preços para pagamento com dinheiro e cartão, o que havia sido anunciado em dezembro.

 

A despeito da tentativa de passar normalidade, um integrante do governo próximo aos ministros da cúpula diz que o Executivo está tendo dificuldade de trabalhar e fazer agendas positivas. Não só Temer, mas seus principais ministros, também estão “com a corda no pescoço”.

 

— Há um cheiro de guilhotina no ar. Você chega no Palácio e não dá para trabalhar, está todo mundo com a corda no pescoço — disse esse interlocutor.

 

EXPOSIÇÃO NEGATIVA

 

Um perigo na CCJ, pontua um assessor do governo, é a exposição negativa que os deputados defensores de Temer podem ter, ainda mais se a tramitação for demorada, como quer a oposição.

 

— A CCJ tem menos de 15% dos deputados da Casa. O desgaste pode ser grande. No plenário, tudo é dissolvido em 513 deputados. E a eleição está no radar — diz esse assessor.

 

Ao longo das últimas semanas, os discursos de Temer têm focado em atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que o denunciou ao STF por corrupção passiva. No contexto de crise política que atinge diretamente o presidente, projetos e compromissos do governo ainda não concluídos transformaram-se em moeda de negociação com deputados, que decidirão o futuro do processo criminal contra Temer.

 

Fonte: O Globo


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Todos os motivos que levaram o PSDB a apoiar em 2016 o governo Temer permanecem intactos, em especial a necessidade imperiosa de aprovar as reformas previdenciária e trabalhista

 

A atual situação econômica e política exige responsabilidade, especialmente de quem pode exercer influência direta sobre os rumos do País. São, portanto, descabidas as recentes declarações do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), flertando com um possível desembarque de seu partido do governo federal, como se os tucanos não estivessem umbilicalmente vinculados ao atual ocupante do Palácio do Planalto.

 

Segundo Tasso, o Brasil “caminha para a ingovernabilidade” e “não dá para viver cada semana uma nova crise”, estando “na hora de buscar alguma estabilidade” para o Brasil. Ora, não cabe a Tasso reclamar de uma suposta falta de governabilidade, já que, se o seu partido se aprumar e deixar de questionar a cada dia a adesão ao governo de Michel Temer, parte substancial da governabilidade requerida se restabelecerá imediatamente. No momento, os únicos que não podem se queixar da instabilidade do governo são justamente os tucanos, pois são eles também responsáveis por tal situação.

 

O flerte de algumas alas do PSDB com o desembarque do governo, por mais que se queira apresentá-lo com cores de indignação com a corrupção, manifesta a fragilidade do compromisso desses grupos com o interesse nacional. Todos os motivos que levaram o PSDB a apoiar em 2016 o governo de Michel Temer permanecem intactos, em especial a necessidade imperiosa de aprovar as reformas previdenciária e trabalhista. O que tem mudado é a disposição de parte do tucanato.

 

Se o acirramento do clima político causado pela denúncia de Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer faz com que o PSDB pense em abandonar o governo, a legenda comete sério equívoco. Em primeiro lugar, haveria uma gritante disparidade de tratamento dado pelos tucanos a Michel Temer e ao presidente licenciado de seu partido, senador Aécio Neves (MG), também alvo das denúncias do procurador-geral da República. Tal atitude indicaria que, se os membros do partido merecem uma completa indulgência, os estrangeiros dele não podem esperar senão uma apressada condenação. Ou seja, demonstrariam ao mundo que não têm palavra, não são confiáveis.

 

“Nem Lula nem Dilma tiveram esse tratamento de nossa parte quando éramos oposição”, lembrou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), ministro das Relações Exteriores, em vídeo em defesa do presidente Michel Temer. Ao estourar a crise do mensalão em 2005, o PSDB foi bem cordato com o então presidente Lula. Agora, quando se trata de um governo do qual faz parte desde o primeiro dia, a legenda deseja encarnar uma acintosa belicosidade?

 

É de reconhecer que o novo padrão de comportamento do partido denotaria, mais do que um compromisso com a moralidade pública, um apego a certos ventos da opinião pública. Não poucos poderiam apontar que, mais do que por supostas provas irrefutáveis contra o presidente Michel Temer – que até o momento não foram apresentadas pelo procurador-geral da República -, o PSDB estaria a abandonar o barco do governo em razão dos baixos índices de aprovação do Palácio do Planalto. O mesmo raciocínio serviria também para explicar a inexplicável compreensão com que a legenda tratou Lula na crise do mensalão. Na época, o petista gozava de massivo apoio popular. Ou seja, eventual desembarque do PSDB reforçaria a maldosa tese de que a legenda evita atuações corajosas, manuseando seus princípios em troca de aplausos momentâneos.

 

Diante das turbulências atuais, não é fácil posicionar-se com acerto a respeito dos inúmeros desafios nacionais. Justamente por isso, o que se espera do PSDB é um firme compromisso com as reais prioridades do País. Mais do que acenos populistas ou de oportunidade, que desfiguram sua identidade, a maior contribuição que o PSDB pode dar ao País é manter-se no governo, na atitude firme e equilibrada de não transigir com qualquer tipo de corrupção e, ao mesmo tempo, não abandonar o caminho capaz de tirar o Brasil da crise. Afinal, é o que se espera de todo grande partido – ter olhos para o País e para o futuro.

 

Fonte: Estadão


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O presidente entra em campo, convoca deputados e renova promessas de liberação de emendas para conter debandadas no Congresso. Mas delações como a de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro e uma possível deserção do PSDB voltam a embaçar o cenário. Rodrigo Maia já se insinua ao cargo

 

No julho álgido de Brasília, são tantas as intempéries enfrentadas pelo governo, que auxiliares do presidente Michel Temer reconhecem ser impossível visualizar cenários para além da virada da data na folhinha do calendário. “Cada dia sua agonia”, repetem os que o cercam quase como um mantra. O cair da noite no Planalto pode até lhe parecer favorável, mas nunca se sabe como e com que aspecto o sol nascerá. Nos últimos dias, o clima na Câmara dos Deputados se deteriorou de um jeito que até integrantes da base de apoio de Temer enredaram-se em previsões pessimistas. Hoje, o chefe do Executivo depende do voto de 171 parlamentares para conseguir evitar a abertura de um processo por corrupção passiva apresentado contra ele pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Articuladores do presidente dizem que ele ainda dispõe de uma bancada fiel de 200 deputados, mas temem que um parecer contundente do relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), possa ser capaz de virar votos considerados “pule de dez” a favor do governo. Apesar de ser do mesmo partido do presidente, Zveiter não se comporta como um aliado do Planalto. Ele, inclusive, já entoou seu “grito de independência” ao tratar do tema. A CCJ espera que o relator entregue seu parecer já na segunda-feira 10. Questionado se estaria sofrendo pressão, o parlamentar ironizou: “A única pressão com que me preocupo é a pressão alta”. Nos bastidores é líquido e certo que seu relatório será pela aceitação da denúncia contra Temer.

 

Para tentar reverter o quadro, o presidente resolveu entrar na arena em que sempre transitou com impressionante desembaraço: a política. Na última semana, convocou um a um dos parlamentares da base para uma conversa ao pé do ouvido. Aos indecisos, entabulou promessas que soaram como música aos seus ouvidos. Consiste na liberação de verbas das emendas parlamentares. Em véspera de ano eleitoral, é tudo o que o político mais deseja no afã de atender aos anseios de suas bases. Mas o jogo, admitem assessores palacianos, ainda é bruto e as estratégias são alteradas ao sabor dos acontecimentos.
Apreensão.

 

Neste momento,Temer trabalha para se livrar de uma das três acusações encaminhadas pelo Ministério Público Federal ao Congresso Nacional. Na tarde de quarta-feira 5, o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira entregou os argumentos de defesa. A peça reunida em 98 páginas está em sintonia com o que o presidente e seus auxiliares vêm repetindo à exaustão: “Mostrou-se com clareza meridiana que a acusação, em face da carência de elementos probatórios, recorreu aos recursos intelectuais da suposição, da hipótese e das ilações que permitem afirmações de qualquer natureza no afã de emprestar falsa aparência de uma realidade que, na verdade, é uma mera ficção”, argumentou Mariz. O relator Sérgio Zveiter promete esgotar a análise do material durante o fim de semana. Concluído o parecer, a CCJ vai analisar se houve ou não crime de corrupção passiva. Temer também pode ser acusado de obstrução à Justiça e organização criminosa, em novas peças a serem apresentadas em breve pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Embora ainda demonstre força na Casa, o oferecimento das denúncias, em doses homeopáticas, era o que o governo mais temia. Mas essa seria só mais uma das agruras pelas quais passaria o Palácio do Planalto na semana passada.

 

No sábado 1, o governo chegou a comemorar a saída de Rodrigo Rocha Loures, o “homem da mala”, da cadeia. O alívio, no entanto, foi momentâneo. Dois dias depois, foi a vez do ex-ministro Geddel Vieira Lima ser mandado para a prisão em Brasília, devolvendo ao Planalto o clima de apreensão. Ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel foi detido sob acusação de atrapalhar as investigações que apuram irregularidades na Caixa. Ele integrava a linha de frente do governo e estaria, segundo a acusação, em plena operação para tentar silenciar o ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro, presos preventivamente. Talvez não seja mais possível – no que constitui a pior e mais devastadora notícia recebida pelo governo desde a divulgação da delação de Joesley Batista. Cunha, sabe-se, já rascunhou 100 anexos de sua delação premiada e Temer é um de seus alvos. Funaro também deve envolver o presidente em sua delação, o que agravaria de vez a situação.

 

Do campo policial para o político, também na semana passada, o PSDB emitiu sinais de que pode deixar o governo. A legenda é um dos mais importantes pilares de Temer no Congresso. A declaração mais contundente partiu do presidente do PSDB, Tasso Jereissati. Como quem jogasse a toalha, Tasso disse que o País está chegando na “ingovernabilidade” e que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), “tem condições” de conduzir o País até às eleições de 2018. Tasso foi além: “Se o relator, que é do PMDB, der um voto para afastar o Temer, cai uma pilastra. Aí não tem jeito. Quer coisa mais significativa do que isso?”, questionou o tucano. Percebendo uma possível convergência em torno de si, Maia se insinua ao cargo como nunca. Nos bastidores, monta ministério e já fala em manter Henrique Meirelles na Fazenda. Será a solução?

 

Um presidente sob pressão

 

• O advogado Antonio Mariz entregou quarta-feira 5 à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara, a defesa de Temer no caso da denúncia de corrupção passiva feita pelo procurador Rodrigo Janot

• Janot acusa Temer de ser o beneficiário dos R$ 500 mil recebidos pelo ex-deputado Rocha Loures junto a executivos da JBS

• A defesa de Temer, com 98 páginas, diz que houve “açodamento dos investigadores que abriram inquérito contra o presidente sem sequer haver verificação da gravação da conversa (entre Joesley e Temer)”

• Mariz também afirma que houve “açodamento” do ministro Edson Fachin, do STF, que,“sem maiores verificações, e monocraticamente, autorizou a investigação”

• A defesa reitera a “inexistência de provas de corrupção passiva”. Diz que a prova está baseada em gravação ilícita

• O relator da CCJ, deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), tem cinco sessões para apresentar o parecer sobre a denúncia• O Plenário da Câmara decidirá se Temer deve ser ou não processado. Temer precisa de 171 votos para escapar da Justiça

 

Fonte: ISTOÉ

ALTA TENSÃO Com futuro em risco, Michel Temer vive um dia de cada vez (Crédito: André Coelho)


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Desde a denúncia, trabalhos tiveram ritmo reduzido. No Senado, Roberto Rocha, relator da indicação de Raquel Dodge ao cargo de procuradora-geral da República, poderá apresentar parecer.

 

O foco na Câmara dos Deputados nesta semana será para discutir a tramitação e definir a relatoria da denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, por corrupção. Também há a possibilidade de que os advogados do presidente enviem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a manifestação da defesa.

 

A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou acusação formal contra Temer na semana passada com base na delação da JBS. O presidente se diz inocente e afirma que a denúncia é baseada em “ilações”.

 

No Senado, o senador Roberto Rocha (PSB-MA), relator da indicação de Raquel Dodge ao cargo de procuradora-geral da República, para substituir Rodrigo Janot em setembro, poderá apresentar o seu parecer. Para ter o nome confirmado, ela precisará do aval dos senadores.

 

No plenário, os senadores devem analisar um requerimento para acelerar a tramitação da reforma trabalhista no plenário, mas a votação do texto deve ficar só para a semana que vem.

 

Também deverá ser definido o substituto do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na liderança do PMDB no Senado. O favorito da bancada para o posto é Raimundo Lira (PMDB-PB).

 

Denúncia

 

Michel Temer foi notificado oficialmente pela Câmara sobre a denúncia na quinta-feira (29). A partir daí, foi aberto o prazo de dez sessões do plenário para que ele envie sua defesa. Após a apresentação, a CCJ terá cinco sessões para discutir e votar o relatório.

 

O parecer da comissão, que poderá ser pelo arquivamento ou pelo prosseguimento da denúncia, segue para o plenário. Para ser aprovado, precisará de ao menos 342 votos dos 513 deputados. Se a Câmara autorizar a denúncia, caberá ao Supremo analisar a acusação contra Temer para decidir se ele vira ou não réu.

 

ESPECIAL G1: TEMER NA MIRA DA JUSTIÇA

 

O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), informou na semana passada que escolheria até esta terça (4) o nome de quem irá relatar a denúncia.

 

Pacheco tem evitado falar sobre quem pode ser o possível escolhido e se limita apenas a responder que será um nome técnico, com “relativa independência” e, preferencialmente, alguém que também seja advogado.

 

Também nesta terça, segundo o Blog da Andreia Sadi, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deverá se reunir com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, para tratar do rito da denúncia. O objetivo é evitar questionamentos do STF durante o processo.

 

Plenário

 

No plenário da Câmara, entre os itens que podem ser apreciados, está um projeto de lei que disciplina a atividade de “lobby” e a atuação de grupos que representam interesses de pessoas e empresas diante de órgãos do poder público.

 

O texto especifica que a atividade será orientações pelos princípios da “legalidade, ética, transparência e da garantia de acesso às dependÊncias dos órgãos e às autoridades públicas”.

 

Na justificativa do projeto, o autor da matéria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), explica que, “para muitos, o ‘lobby’ é da essência da democracia, possibilitando que, com transparência, os grupos de pressão e de interesse possam atuar organizadamente, e que, com menores custos, todos os setores da sociedade possam fazer uso de estruturas profissionais destinadas a levar suas opiniões e posicionamentos aos Congressistas”.

 

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Deputados reunidos no plenário da Câmara, durante sessão na última semana (Foto: Luis Macedo/Câmara dos DeputadosDeputados reunidos no plenário da Câmara, durante sessão na última semana (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

 

Senado

 

O projeto que altera a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) continuará a dominar os debates no Senado nesta semana. Nesta terça, um pedido de urgência para a proposta será votado no plenário da Casa.

 

Se o requerimento for aprovado, o projeto poderá ser votado na quinta-feira (6). No entanto, tradicionalmente, às quintas-feiras, a presença de senadores é baixa no plenário, o que poderá adiar a votação para a próxima semana.
Aprovada em abril na Câmara dos Deputados, a reforma trabalhista já passou por três comissões do Senado, sendo que, em uma delas, foi rejeitada.

 

Para conseguir apoio de senadores, o Palácio do Planalto se comprometeu a ceder em vários pontos da reforma. As mudanças deverão ser feitas por meio de medida provisória a ser editada pelo presidente Michel Temer.

 

O compromisso passa pela estratégia governista de aprovar a reforma no Senado sem fazer mudanças ao texto da Câmara, evitando a volta da proposta para reexame dos deputados.

 

Aliados de Temer querem que as novas regras entrem em vigor rapidamente para sinalizar ao mercado que o governo tem condições de superar as crises política e econômica.

 

Por outro lado, senadores da oposição, contrários à reforma, apostam no agravamento da situação de Michel Temer no Palácio do Planalto para derrubar o projeto e prometem obstruir a votação no Senado. Eles também criticam o fato de o Senado não fazer mudanças ao texto.

 

Liderança do PMDB

 

Outro tema que deve movimentar esta semana é a escolha do sucessor de Renan Calheiros (PMDB-AL) na liderança do partido no Senado.

 

Renan deixou a função na semana passada após fazer duras críticas ao presidente Michel Temer e às reformas trabalhista e previdenciária.

 

Raimundo Lira (PMDB-PB), que presidiu a comissão especial que analisou o impeachment de Dilma Rousseff no Senado, está entre os cotados para assumir a função.

 

PGR

 

 

Nesta semana, o relator da indicação de Raquel Dodge à PGR, Roberto Rocha, deve apresentar parecer em que dirá se a escolhida por Temer cumpre os requisitos para substituir Janot.

 

O documento deverá ser lido na CCJ nesta quarta (5). A sabatina da candidata pelo colegiado e a votação no plenário ficarão para a próxima semana.

 

O Palácio do Planalto e parlamentares governistas querem que a indicação seja aprovada pela Casa antes do recesso, cujo início está previsto para o dia 18 de julho.

 

Aécio

 

Depois de ter seu afastamento derrubado pelo ministro Marco Aurélio Mello, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve voltar às atividades parlamentares nesta semana.

 

Ele estava afastado desde o dia 18 de maio, após a divulgação das delações dos donos e executivos da JBS.

 

O Ministério Público Federal acusa Aécio de ter solicitado e recebido do empresário Joesley Batista R$ 2 milhões para pagar advogados. Em troca, o tucano atuaria em favor da empresa no Congresso Nacional.

 

Já nesta semana, a bancada do PSDB deve se reunir para debater se Aécio reassume a presidência do partido, função da qual se licenciou após a decisão de Fachin. Tasso Jereissati (PSDB-CE) está como presidente interino da legenda desde então.

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve retornar aos trabalhos nesta semana (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

Fonte: G1


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Posto abaixo para conhecimento e reflexão, manifestação na Tribuna Livre da Câmara realizada em sessão camarária realizada em junho de 2016 alertando os vereadores, conselheiros, entidades e artistas sobre os graves problemas verificados no funcionamento do ConCult e seus reflexos no processo de concessão de subsídios a (algumas poucas) entidades culturais de Rio Claro.

 

Nesta manifestação pública, mais uma vez fiz um apelo para que todos se empenhassem na resolução destes problemas, alertando que caso não fossem resolvidos, surgiriam novamente em 2017. Infelizmente, como comprovam os últimos acontecimentos, meus alertas e apelos não receberam a devida atenção. E sou – somos – obrigado a enfrentar uma situação ainda mais grave do que a que ocorreu em 2016.

 

Porém, tenho absoluta certeza que os desdobramentos e consequências das decisões que ontem foram “aprovadas” na reunião do ConCult serão muito diferentes das ocorridas em 2016. E neste sentido, enquanto membro titular do ConCult, quero registrar e tornar público meu posicionamento contrário as decisões “aprovadas” na reunião realizada ontem.

 

Registro que meu posicionamento foi fundamentado no meu entendimento que as decisões “aprovadas” pelo ConCult por diversos motivos carecem legitimidade e legalidade jurídica. Entre os motivos merece destaque a falta de quórum mínimo previsto para que o Conselho aprove deliberações.

 

Manifesto também que – decorridos seis meses da “nova” administração – mais do que surpreso, me senti ontem indignado ao constatar a desatenção, incompetência e falta de critérios igualitários que estão sendo praticados. Tudo patrocinado e comandado por agentes políticos nomeados por um Prefeito que enquanto vereador me disse trocentas vezes ser totalmente contrário aos mesmos encaminhamentos que recebem hoje o aval de sua administração.

 

É brincadeira? Não apenas mais uma do Teixeirinha.

 

Sim do Teixeirinha. Já que o fato ocorrido ontem é apenas mais um que me deixa claro que quem governa Rio Claro hoje não é o Juninho da Padaria, mas sim o Prefeito Teixeirinha, cujas ações comprovam minha convicção de que tudo que o Juninho disse antes na verdade não passava de “mentirinha”.

 

Neste contexto, é que faço questão de reafirmar não concordo com a solução (aparentemente fácil) que se pretende dar para uma situação que ano após ano tem se repetido.

 

Assim é que finalizando e inspirado no Ministro digo:

 

“Por responsabilidade e respeito a cidadania, me vejo obrigado a participar deste velório. Não me obrigarão porém, a carregar este caixão. Até porque, resta-me ainda esperanças de que este “defunto” que querem rapidamente enterrar, na verdade ainda esteja vivo. Desconfio mesmo que este corpo que – por obrigação -velo agora, esteja apenas adormecido ou dopado por aqueles que tem interesse em enterrá-lo e que assim procedem pois temem as verdades que o defunto revelará caso subitamente levante deste caixão, provando a todos que ainda está vivo”.

 

 

Como membro titular do ConCult, em entrevista que concedi ao Grupo Rio Claro – Sp, fiz questão de mandar o seguinte recado à Secretária Municipal de Cultura, Daniela Ferraz e também, o Prefeito João Teixeira Junior.

“Não se coloca ordem na bagunça, bagunçando ainda mais o coreto.”
João Baptista Pimentel Neto*

Sobre os últimos acontecimentos relacionados ao Conselho, como diria a Vó Serafina,
“TÔ PASMÔ!”

Assistam, critiquem, curtam (ou não) e compartilhem:
Marvada Carne

 

 

Viva a Cultura. Viva minha querida São João Batista do Ribeirão Claro.
Cultura é a Mãe!

João Baptista Pimentel Neto
Jornalista, Gestor e Produtor Cultural


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Presidente repetiu erro de sua agenda oficial, que anunciou viagem à União Soviética

 

RIO — O presidente Michel Temer cometeu nova gafe na manhã desta segunda-feira, no Palácio do Planalto, ao chamar os empresários russos de “soviéticos”. Ao discursar em cerimônia de sanção da lei sobre a diferenciação de preços conforme o prazo e a forma de pagamento, o peemedebista quis lembrar sua última viagem internacional. Com a menção aos “soviéticos”, em detrimento da nacionalidade “russos”, o mandatário repetiu o erro que constava em sua agenda oficial.

 

No último dia 19, a lista de compromissos oficiais do presidente, divulgada pelo Planalto, registrava que Temer visitaria a “República Socialista Federativa Soviética da Rússia” — nome que deixou de ser adotado pela Federação Russa em 1991, quando a União Soviética ruiu. Desta vez, o presidente mencionou os soviéticos duas vezes enquanto ressaltava o interesse de empresários estrangeiros no mercado brasileiro (veja no vídeo abaixo, a partir de 28min12s).

 

 

“Estive agora recentemente em Moscou, na Rússia, e depois na Noruega, e verifiquei o interesse extraordinário dos empreendimentos soviéticos. O deputado Perondi lá esteve em nossa comitiva (…) e nós pudemos verificar o interesse extraordinário de empresários soviéticos e noruegueses (…) no nosso país, pelo que está acontecendo no país”, afirmou Temer.

 

Em outros momentos do discurso, o presidente fez menção aos “russos”.

 

Nesta segunda-feira, o presidente voltou a afirmar que não há “plano B” para a recuperação do Brasil. Ele frisou que o país tem a agenda mais ambiciosa dos últimos tempos e que a melhora econômica parecia miragem há um ano. Em sua análise, hoje o Brasil está nos trilhos.

 

“Nada nos destruirá. Nem a mim nem aos nossos ministros”, encerrou a fala e, em seguida, foi aplaudido.

  

Fonte: O Globo

Presidente Michel Temer discursa no Planalto – ANDRE COELHO / Agência O Globo


Revista Colaborativa

O seu maior objetivo é diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vidas para um caminho mais rápido ao alcance do conhecimento, divulgar ideias, movimentos, e ações através de uma nova mídia colaborativa na cidade, com informações de causa social, uma revista eletrônica que tem como público alvo internautas com médio e alto potencial ideológico e de consumo para interagir e desenvolver a sua própria subsistência em diversas esferas da comunidade para o bem comum.