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28 de janeiro de 2019

Prefeito defende economia, mas não corta comissionados, conforme determina MP


Em meio aos discursos de economia aos cofres públicos, prefeitura de Rio Claro segue sem acatar a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que determinou a exoneração de quase 300 cargos em comissão (cargos de confiança).

 

Levantamento feito no Portal da Transparência aponta que exatos 274 comissionados devem ser atingidos pela decisão por ocuparem os referidos cargos. Do total, 89, além de ocuparem as funções de confiança, também são funcionários de carreira.

 

DECISÃO

 

A decisão do TJ-SP se baseia no argumento do Ministério Público de São Paulo que alega que a disposição de cargos no âmbito da administração pública afronta as regras constitucionais.

 

De acordo com o MP, os cargos em questão não podem ser considerados de direção, chefia e assessoramento, visto que consistem em funções técnicas e burocráticas que devem ser exercidas por funcionários efetivos.

 

PRIORIDADES

 

Sem cortar os cargos em comissão, que representaria significativa economia aos cofres públicos, a prefeitura deixa de priorizar áreas de primeira necessidade, como a saúde, que padece de investimentos por falta de recursos.

 

As reclamações são cada vez mais constantes e as redes sociais se transformaram no instrumento da população para criticar o prefeito e seu secretariado.

 

PREFEITURA

 

Em entrevista ao Diário do Rio Claro, o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria (Democratas), declarou que pretende atender a determinação judicial, tão logo for julgado o recurso apresentado pelo poder público. “Dependendo a decisão, vamos passar por uma readequação”, disse.

 

O secretário de Negócios Jurídicos, Rodrigo Ragguiante, disse que a lei que criou os cargos e é questionada pela justiça é de 2014. “Já ação foi ajuizada em 2018. Cabe à prefeitura elevar essa discussão e recorrer. O que a justiça determinar será feito. Decisão judicial não se discute, se cumpre”, finaliza.

 

Fonte: Diário do Rio Claro


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22 de janeiro de 2019

Decisão em primeira instância condena Paulo Guedes, que vai recorrer


Decisão em primeira instância condena o vereador Paulo Guedes (PSDB) a seis anos, sete meses e dez dias de reclusão, além da multa.

 

A sentença foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico na sexta-feira (18) e diz que o vereador teria obtido vantagem indevida, conforme previsto no artigo 316 do código penal.

 

A sentença, dada pelo juiz da 3º Vara Criminal, Sergio Lazzarreschi de Mesquita, esclarece que o vereador poderá recorrer em liberdade. A perda de mandato também só acontece depois do trânsito em julgado, quando será feita a execução da pena. Vale ressaltar que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) não mudar o entendimento, o apenamento é aplicado no término do julgamento em segunda instância.

 

AÇÃO

 

A ação penal foi proposta pelo Ministério Público, que iniciou a investigação em 2014. Segundo a procuradoria, duas ex-funcionárias do gabinete do parlamentar confirmaram que eram obrigadas a entregar parte do salário, que ultrapassava 50% dos rendimentos, para Guedes.

 

ESQUEMA

 

Conforme explicado pelo promotor André Vitor de Freitas, em 2015, tanto uma quanto a outra funcionária podiam ficar apenas com R$ 2 mil, sendo que uma tinha vencimentos de R$ 11.318,53 e a outra de R$ 4.448,83.

 

Na época, o promotor observou que no dia do pagamento ou no seguinte, o salário era sacado integralmente das respectivas contas. O dinheiro era supostamente para ser entregue ao vereador e, conforme declarações do promotor, havia pelo menos um registro de transferência bancária de uma das funcionárias para a conta de Guedes.

 

PRÁTICA

 

A prática, denominada rachid (expressão da palavra rachar), supostamente seria utilizada também por outros vereadores, ainda de acordo com declarações de Freitas em 2015. No entanto, mesmo com informações de que outros vereadores se beneficiaram do mesmo esquema, não foram reunidas provas pela promotoria pública.

 

OUTRO LADO

 

Em nota ao Centenário, o vereador Paulo Guedes enfatizou que recebeu com surpresa a notícia de que a ação penal foi julgada procedente.

 

“Estou seguro da lisura dos meus atos e, conforme assegura a Constituição Federal, estarei interpondo recurso de apelação. Acredito na justiça e, por ser assim, continuarei a trabalhar como sempre fiz, certo de que os tribunais, ao final, reverterão a sentença que contra mim foi prolatada.

 

Ademais, a Constituição Federal assegura que ninguém será considerado culpado até que haja sentença final, transitada em julgado. Prosseguirei firme no meu compromisso com a cidade e com o povo de Rio Claro, certo de que a verdade e a justiça prevalecerão”, se defende.

 

Aldo Demarchi diz que não desviou salários

 

Na Assembleia Legistativa do Estado de São Paulo (Alesp), pelo menos cinco deputados foram alvo do Ministério Público por suspeita de apropriação de salários de funcionários [o rachid]. Entre os nomes estão o de Campos Machado (PTB), Aldo Demarchi (Democratas), Clélia Gomes (Avante), Feliciano Filho (PRP) e Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT).

 

Questionado, o deputado Aldo Demarchi enfatizou: “é uma história requentada que surgiu na época em que fui segundo secretário da Mesa Diretora da Assembleia e que não me envolveu diretamente, mas alguns servidores. Não se tratou, portanto, de nada vinculado a mim ou aos funcionários do meu gabinete. Prova disso é que a investigação foi encerrada”.

 

 

Fonte: Diário do Rio Claro


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22 de janeiro de 2019

Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete


Senador eleito fez duas homenagens ao capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega.

 

Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete a mãe do chefe do Escritório do Crime, o Capitão Adriano. Ele empregou também sua mulher.

 

Diz O Globo:

 

“Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz – amigo também do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 – o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano.

 

A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas tinham o cargo CCDAL-5, com salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas a pedido no dia 13 de novembro de 2018.”

 

 

Fonte: O Globo

O senador eleito Flávio Bolsonaro

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo


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16 de janeiro de 2019

Decreto de Bolsonaro permite a posse de até quatro armas por cidadão


Medida assinada pelo presidente facilita aquisição a moradores de estados com altos índices de violência.

 

BRASÍLIA – O decreto assinado nesta terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro facilitará que cada cidadão tenha a posse de até quatro armas de fogo. O número pode ser maior se comprovada a real necessidade para o requerente. Os interessados não vão precisar mais do aval da Polícia Federal sobre a posse indispensável do objeto em casa. A partir de agora, bastará uma autodeclaração para que o direito à posse seja concedido — ainda é necessário apresentar atestados de aptidão física e condições psicológicas.

 

O texto já coloca como pressuposto da efetiva necessidade da arma o fato de o interessado morar em um estado com uma taxa de homicídios superior a 10 mil por 100 mil habitantes (com dados de 2016), conforme informações oficiais, e em área rural. Estes critérios permitem o acesso a habitantes de qualquer unidade da federação. Titulares ou responsáveis legais por estabelecimentos comerciais ou industriais também terão a posse de armas garantida.

 

A medida também libera a posse de armas para uma lista ampla de servidores públicos, inclusive os inativos, tais como os agentes da área de segurança pública, da administração penitenciária, do sistema socioeducativo e envolvidos em outras atividades com poder de polícia administrativa. Também terão direito militares ativos e inativos.

 

Outros casos poderão ser analisados para justificar o pedido de posse de arma. As novas regras estabelecem que a validade do registro é de 10 anos. Até então era preciso renovar a cada cinco anos. Estão mantidas as exigências de ter no mínimo 25 anos de idade, não responder a processo criminal nem ser investigado, não ter antecedentes criminais, apresentar laudo psicológico e atestado de capacidade técnica.

 

Brecha para até seis armas

 

Embora o texto coloque quatro armamentos como limite dentro das novas regras, o decreto abre a possibilidade para que o cidadão tenha até seis armas de fogo. Conforme o texto, caso haja “fatos e circunstâncias” que justifiquem, essse limite de armas pode ser superado “conforme legislação vigente”. A norma atual, expedida por portaria de 1999 do Exército, estabelece a quantidade máxima de seis armas, especificando os modelos e calibres. São duas curtas e quatro longas (sendo duas de alma lisa e duas de alma raiada).

 

Mas essa quantidade poderá mudar caso o Congresso Nacional crie uma lei estabelecendo outro parâmetro, que então se tornará a “legislação vigente” mencionada no decreto assinado por Bolsonaro.

 

O próprio presidente Bolsonaro assinalou, durante cerimônia de assinatura do decreto, que será possível extrapolar o limite de quatro armas estabelecido no decreto.

 

— Na legislação atual pode-se comprar até quatro. E preenchendo esses requisitos, cidadão de bem com toda certeza, poderá fazer o uso dessas armas. Com a possibilidade ainda, se tiver que comprar mais armas, tendo em vista o número de propriedades rurais, por exemplo, os cidadãos podem, comprovando, obter uma maior quantidade de armas.

 

Bolsonaro não explicou se haveria critérios diferenciados para comprovar a necessidade de mais armas, além do limite de quatro itens. A bancada da bala na Câmara já prepara a votação de um projeto, pronto para ser pautado no plenário, que derruba o atual Estatuto do Desarmamento e cria regras mais flexíveis.

 

‘Direito legítimo’

 

Durante a cerimônia que marcou a assinatura do decreto nesta terça-feira, Bolsonaro destacou que os novos critérios para a posse de arma obedecem a decisão das urnas no referendo realizado em 2005 para consultar a população sobre o tema.

 

— Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu como presidente vou usar essa arma — disse o presidente, ao mostrar uma caneta.

 

No discurso, o Bolsonaro também mencionou que a legislação anterior era subjetiva quando se tratava da necessidade de comprovação de necessidade para a obtenção do aval da Polícia Federal.

 

 

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro ao assinar o decreto de

flexibilização da posse de armas.

Fonte: O Globo


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15 de janeiro de 2019

Liberação das armas implicará mais mortes, dizem entidades em manifesto


Diversas organizações da sociedade civil, entidades de classe e profissionais e ativistas que atuam com direitos humanos lançaram manifesto contra a ampliação da posse e do porte de armas de fogo no Brasil proposto pelo governo de Jair Bolsonaro. A Casa Civil anunciou que o presidente deve assinar o decreto que flexibiliza o porte de armas nesta terça (15).

 

De acordo com a entidades, “o relaxamento da atual legislação sobre o controle do acesso às armas de fogo implicará mais mortes e ainda mais insegurança no Brasil”.

 

Entre as entidades que assinam o documento, estão o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Instituto de Defesa do Direito de Defesa, a Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, além de profissionais e ativistas de áreas como pedagogia, psicologia, economia e história.

 

O documento ainda reforça que a proposta do governo vai na contramão das medidas adotadas no mundo atualmente. “O objetivo dos acordos e tratados internacionais tem sido justamente ampliar o controle do comércio de armas de fogo no mundo, e não facilitar o seu acesso”, adverte as entidades em outro trecho do manifesto, reforçando que a proporção de homicídios nas Américas é maior do que em continentes em guerra, como Ásia e África.

 

“O Atlas da Violência de 2018 mostrou que as taxas de homicídios de jovens e adultos voltaram a crescer constantemente entre 2006 e 2016 em 20 estados brasileiros, em especial no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, mas também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul”, destaca.

 

E conclui: “Quem não tem formação técnica específica, não tem as habilidades e o autocontrole necessários para manusear armas de fogo e, ao fazê-lo, coloca em risco a si e aos outros. Ampliar a posse e o porte de armas não é a solução para os graves problemas de violência no Brasil”.

 

 

Fonte: Brasil247


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7 de janeiro de 2019

Flávio Bolsonaro não responde a convite do MP para prestar depoimento


Senador eleito será ouvido sobre movimentação financeira atípica do ex-assessor Fabrício Queiroz, mas não confirmou comparecimento na quinta-feira.

 

RIO — Apesar de ter afirmado que está “à disposição das autoridades” para contribuir com a investigação sobre o ex-assessorFabrício Queiroz, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ainda não respondeu ao convite do Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) para prestar depoimento na quinta-feira.

 

Por ser parlamentar, Flávio Bolsonaro pode indicar a data em que deseja ser ouvido, o que também não fez.

 

A solicitação foi encaminhada em 21 de dezembro, quando Queiroz faltou pela segunda vez à oitiva marcada pelo MP-RJ, alegando razões de saúde. Dias depois, o ex-assessor disse em entrevista ao SBT ser um “homem de negócios”, o que explicaria a movimentação em sua conta, classificada pelo Coaf de “atípica”.

 

A assessoria do senador eleito disse que não conseguiu localizá-lo para responder se ele compareceria ao MP-RJ.

 

De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foi registrada movimentação financeira de R$ 1,2 milhão, considerada atípica, nas contas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Queiroz recebeu sistematicamente em suas contas bancárias transferências e depósitos feitos por oito funcionários que foram ou estão lotados no gabinete parlamentar de Flávio na Alerj. A suspeita é que o caso constitua desvio dos salários dos assessores, mas até agora não há provas que envolvam Flávio Bolsonaro em irregularidade.

 

Entre as movimentações atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie. O presidente eleito afirma que o cheque é parte do pagamento de uma dívida de R$ 40 mil.

 

O ex-assessor faltou duas vezes a depoimento marcado no Ministério Público Federal, alegando problema de saúde. Em entrevista ao SBT, Queiroz disse que o valor em dinheiro que movimentou em suas contas é fruto da compra e venda de veículos usados e que um câncer o impossibilitou de prestar depoimento.

 

Ele não explicou por que recebeu tantos depósitos de assessores de Flávio em sua conta e nem a origem do dinheiro. Limitou-se a dizer que vai esclarecer o assunto para o Ministério Público.Na entrevista, o ex-assessor também procurou eximir de responsabilidade Jair Bolsonaro.

  

Foto: O senador eleito Flavio Bolsonaro  – 23/10/2018

SERGIO MORAES / REUTERS

Fonte: O Globo


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7 de janeiro de 2019

Alvo de 3 investigações, Paulo Guedes foi fiador de “empresa de prateleira” que lesou fundos de pensão em R$ 22 milhões


Guedes foi intimado a depor na Procuradoria duas vezes, mas as oitivas foram desmarcadas pelos investigadores na primeira ocasião e pelo ministro na segunda. Ele alegou problemas de saúde.

 

Alçado a comandar o super ministério da Economia por Jair Bolsonaro, o chicago boy Paulo Guedes foi fiador de uma “empresa de prateleira” – que não tem atividade alguma – que recebeu mais de R$ 62 milhões captados em fundos de pensão de empresas estatais, que tiveram um prejuízo e R$ 22 milhões com a negociata. A informação é do repórter Fábio Fabrini, na edição deste domingo (6) da Folha de S.Paulo.

 

Alvo de três investigações, na Polícia Federal e na Procuradoria da República no Distrito Federal, para apurar indícios de gestão fraudulenta ou temerária, o super ministro de Bolsonaro criou dois fundos de investimentos em participações – BR Educacional e Brasil de Governança Corporativa – que receberam, a partir de 2009, R$ 1 bilhão de sete fundos de pensão.

 

Para administrar os recursos, Guedes criou a BR Educacional Gestora de Ativos. Segundo as investigações, apesar da alta cifra captada, a empresa não tinha experiência, tendo, em 2009, obtido recentemente autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para operar.

 

Pelos relatórios da Funcef, fundação previdenciária dos empregados da Caixa, o ministro seria o fiador das transações. A primeira empresa a receber investimentos, a BR Educação Executiva S.A., era, segundo investigadores, “de prateleira”.

 

Pelas investigações em curso, a empresa recebeu R$ 62,5 milhões do FIP BR Educacional. Não tinha patrimônio líquido, histórico de faturamento ou qualquer outra garantia.

 

O roteiro do investimento de R$ 62,5 milhões, iniciado em 2009, terminou em 2015 com prejuízo de R$ 22 milhões aos fundos de pensão (valores atualizados pela Selic, a taxa básica de juros da economia), de acordo com a força-tarefa.

 

Guedes foi intimado a depor na Procuradoria duas vezes, mas as oitivas foram desmarcadas pelos investigadores na primeira ocasião e pelo ministro na segunda. Ele alegou problemas de saúde.

  

Fonte: Revista Forum


haddad
7 de janeiro de 2019

Haddad rebate Damares sobre Sisu: “Aprisionar a juventude não fará bem ao Brasil”


Ministra criticou o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação, que permite ao estudante aproveitar a nota do Enem para estudar em universidades de todo o país.

 

Fernando Haddad usou sua conta no Twitter para rebater as declarações da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela criticou o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação (Sisu), que permite que estudantes aproveitem a nota do Enem para estudar em universidades de todo o país.

 

“SiSU foi criado para dar liberdade aos jovens. Mesma regra do Prouni, duas enormes conquistas da nossa gestão. Educação é liberdade. Aprisionar a juventude não fará bem ao Brasil”, escreveu Haddad.

 

Fernando Haddad
@Haddad_Fernando
SiSU foi criado para dar liberdade aos jovens. Mesma regra do Prouni, duas enormes conquistas da nossa gestão. Educação é liberdade. Aprisionar a juventude não fará bem ao Brasil.https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/01/04/damares-alves-provoca-nova-polemica-ao-criticar-regra-do-sisu.ghtml …
14,8 mil
11:01 – 7 de jan de 2019

 

Damares havia dito o seguinte sobre o Sisu: “O menino lá do Rio Grande do Sul faz o Enem, ele passa no vestibular para medicina lá no Amapá, que é o grande sonho dele e da família. Esse menino é tirado do contexto. Às vezes tem apenas 16 anos. Será que nós não poderíamos estar começando a pensar em políticas públicas, que este menino ficasse um pouco mais próximo da família? ‘Ah, mas em outros países acontece’. Mas nos outros países o papai tem dinheiro para ir lá na universidade visitar de vez em quando o filho”.

 
 
Foto: Ricardo Stuckert

Fonte: Revista Forum


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7 de janeiro de 2019

Após acusações de Bolsonaro e Ricardo Salles, presidenta do Ibama pede exoneração


No domingo (6), Suely Araújo havia afirmado que a acusação, “sem fundamento”, “evidencia completo desconhecimento da magnitude” do órgão e de suas funções.

 

Um dia depois de Jair Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acusarem o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) de “montanhas de irregularidades” a partir de uma licitação no valor de cerca de R$ 30 milhões para aluguel de carros, a presidenta do órgão, Suely Araújo, pediu exoneração do cargo. As informações são da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

 

No domingo (6), ela já havia negado veementemente os ataques. Suely afirmou, em nota que a acusação, “sem fundamento”, “evidencia completo desconhecimento da magnitude” do órgão e de suas funções.

 

“As viaturas do Ibama são objeto de um contrato de locação de âmbito nacional. O novo contrato abrange 393 caminhonetes adaptadas para atividades de fiscalização, combate a incêndios florestais, emergências ambientais, ações de inteligência, vistorias técnicas etc., nos 27 estados brasileiros, e inclui combustível, manutenção e seguro, com substituição a cada 2 anos. A acusação sem fundamento evidencia completo desconhecimento da magnitude do Ibama e das suas funções”, diz trecho da nota emitida por Suely Araújo, ainda no domingo.

 

Acompanhem a íntegra do pedido de exoneração:

 

Excelentíssimo Senhor Ministro

 

1-Cumprimentando-o cordialmente, sirvo-me do presente para formalizar minha solicitação de exoneração do cargo de Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

2-Considerando que a indicação do futuro Presidente do Ibama, Sr. Eduardo Bim, já foi amplamente divulgada na imprensa e internamente na Instituição ainda em 2018, antes mesmo do início do novo Governo, entendo pertinente o meu afastamento do cargo permitindo assim que a nova gestão assuma a condução dos processos internos desta Autarquia.

 

3-Assim, comunico que a partir de amanhã, 08 de janeiro, não exercerei mais as funções de Presidente do Ibama. Nesse sendo, solicito que quando da publicação do ato, nele conste que trata-se de exoneração a pedido com efeitos a partir de 08/01/2019.

 

Fonte: Revista Forum


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7 de janeiro de 2019

Ciro Gomes diz que Bolsonaro “supõe que o povo é burro, incapaz de saber o que é socialismo”


Em entrevista a Florestan Fernandes Júnior, no El País, o pedetista disse ainda que “nosso inimigo não é o PT” e aceitaria uma aliança com a sigla, caso seja colocado como nova liderança da oposição.

 

Em entrevista ao jornalista Florestan Fernandes Junior, divulgada na noite deste domingo (6) no site do jornal El País, Ciro Gomes (PDT) disse que o discurso de posse de Jair Bolsonaro (PSL) foi um “arroubo de palanque que parte da premissa da ignorância do povo”.

 

“O inquietante é que ele falou isso no discurso de posse, que costuma ser projetado para a história. Não era para ser um arroubo de palanque, mas o que ele repete é um arroubo de palanque que parte da premissa da ignorância do povo. Ele supõe que o povo é burro, incapaz de saber o que é socialismo”, disse Ciro, ressaltando que o discurso mostra o conservadorismo do capitão da reserva.

 

“Ao afirmar isso, esconjura na palavra socialismo todo o ranço conservador, que tem dois planos: conservadorismo de costumes e conservadorismo econômico. É uma tragédia, porque significa que o camarada, ao iniciar o Governo, anuncia que vai permanecer no palanque. Fica dizendo bobagens superficiais e se afirma num antipetismo também superficial”.

 

Na entrevista, Ciro afirmou que a oposição precisa colocar em pauta temas que sejam relevantes para o País, como a questão do emprego – que não foi sequer citada por Bolsonaro no discurso de posse.

 

“Seria um grave erro a gente aceitar a provocação do Bolsonaro de discutir identitarismos. A esmagadora maioria do povo brasileiro, que é pobre, está desempregada, assustada com a violência, maltratada na rede de saúde… Essa gente tende a entender nossas razões se estas razões forem discutidas. Mas se a gente for discutir “kit gay”… não que o assunto não mereça discussão. Estou só dizendo que o Bolsonaro não pode escolher o campo de batalha”, disse.
O pedetista disse ainda que aceitaria uma aliança com o PT, caso seja colocado como nova liderança da oposição. “Acho que sim. Nosso inimigo não é o PT. Agora, nós precisamos não nos comprometer. Estou falando sob o ponto de vista histórico”.

 

Moro e corrupção

 

Ciro ainda teceu críticas ao discurso “anti-corrupção” de Bolsonaro – que “já malversou verba do seu gabinete” – e chamou o ministro da Segurança Pública, Sérgio Moro, de “exibicionista”.

 

“É imperativo, especialmente para quem assentou na sua identidade o moralismo e que tem a presença simbólica do (Sérgio) Moro, um juiz exibicionista, chibata moral da nação. E tem coisas práticas: Bolsonaro, como deputado, já malversou verba do seu gabinete”.

 

Para Ciro, Moro está obrigado a esclarecer o esquema laranja, que envolve o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz, “uma notícia crime em potencial”.

 

“O caso do Queiroz, agora, trata-se de uma notícia crime em potencial. É uma questão de moral e de decência esclarecer isso. Até porque esta foi a pedra angular da campanha que deu ao Bolsonaro o mandato como presidente. Se Bolsonaro emprestou dinheiro ao tal Queiroz, cadê o cheque? Que dia foi? Essa foi uma nova operação Uruguai como a do Collor? Foi antes ou depois do escândalo, para tentar cobrir o episódio? Se foi um empréstimo, de onde saiu o dinheiro do Bolsonaro para emprestar? São coisas concretas relativas ao presidente. Sérgio Moro está obrigado a esclarecer isso à nação brasileira”.

  

Fonte: Revista Forum