1

Jamil Dakwar, diretor de direitos humanos da ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis, na sigla em inglês), diz que a entidade que conseguiu vencer o presidente dos EUA, Donald Trump, nos tribunais está preparada para uma grande maratona nos próximos quatro anos de governo na luta pelos direitos civis.

 

Em entrevista ao UOL, Dakwar afirmou que o magnata republicano “declarou uma guerra aos direitos civis” e está somente cumprindo suas promessas de campanha –e se ele seguir neste ritmo, a atual situação nos EUA “pode ficar ainda mais preocupante”.

 

A ACLU, uma ONG norte-americana com quase cem anos, foi fundada após o fim da Primeira Guerra e é a autora da primeira ação vitoriosa movida contra a ordem executiva de Trump que barrou refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana. A medida aprovada pela Justiça impediu a deportação de cidadãos de Irã, Iraque, Iêmen, Somália, Líbia, Síria, Sudão, mas outras diversas ações de outros grupos, até mesmo de promotores, continuam em debate na Justiça americana.

 

Veja trechos da entrevista concedida por Dawkar em São Paulo, onde o advogado esteve para participar de um fórum de direitos humanos promovido pela ONG Conectas:

 

Gostaria de saber como o sr. avalia as primeiras semanas de Donald Trump como presidente e suas ordens executivas, incluindo a que bane refugiados e imigrantes.

 

Acredito que as duas primeiras semanas de Trump como presidente foram caóticas. Você tem um presidente que assinou ordens executivas que são claramente inconstitucionais, violam a tradição americana de receber imigrantes e refugiados. E ele fez isso tudo de uma forma tão ofensiva para pessoas que são tão vulneráveis, como os refugiados. Estamos falando de pessoas que vêm aos EUA com o status de refúgio e passam por um processo de seleção muito sério, que são investigadas, passam pela aprovação de agências de Segurança Nacional do país.

 

 

Jonathan Ernest/Reuters

29.jan.2017 – Donald Trump em uma de suas conversas por telefone com chefes de Estado

 

Os fatos são claros: não existiu até agora nenhum crime sério ou ato de terrorismo em solo americano. A acusação de que há uma ameaça à segurança vinda dos refugiados é como brincar com os medos dos americanos, assim como ele fez durante a campanha política: espalhar medo, xenofobia, discriminação racial, neste caso particularmente contra muçulmanos.

 

Estamos vendo que a presidência está seguindo por um caminho muito perigoso, e perto até de criar uma crise constitucional, com o presidente atacando e questionando a legitimidade de juízes, que deveriam ser os responsáveis por fiscalizar o poder do presidente.

 

A ACLU conseguiu arrecadar um grande valor em doações depois do processo contra a ordem executiva. Como a ONG planeja lutar contra as medidas abusivas de Trump?

 

O presidente que foi eleito agora está cumprindo suas promessas políticas e está fazendo isso negligenciando a Constituição americana e as preocupações de muitos cidadãos.

 

Não será somente uma batalha legal, não somente para a organização. Ela está incluindo até mesmo alguns procuradores-gerais dos Estados, como Washington e Minnesota, que processaram a administração Trump, alegando que este governo, o presidente e suas ações estão prejudicando cidadãos de seus Estados, seus imigrantes, seus negócios, a educação e suas instituições.

 

Basicamente o que Trump está fazendo é tentar isolar os EUA do resto do mundo, conter a ideia de que os EUA são um país que conseguiu sucesso porque se abriu para o mundo. Então dizer agora que está protegendo os interesses americanos ao afirmar que “A América Vem Primeiro” é essencialmente colocar os EUA em uma posição mais perigosa, por causa do nacionalismo branco, da xenofobia e de ideias racistas que ele apoiou durante sua campanha política. Na verdade, até mesmo por causa de algumas pessoas que fazem parte da sua administração, na Casa Branca, seus conselheiros mais próximos.

 

Ele essencialmente declarou guerra contra os direitos humanos e liberdades civis e vamos responsabilizá-lo.

 

O que podemos esperar de Trump levando em consideração os direitos da comunidade LGBT, dos negros e das mulheres?

 

Ele declarou guerra contra direitos fundamentais, direitos constitucionais, muitas comunidades e minorias. Mulheres, da comunidade LGBTQ e de pessoas com deficiência. Se você reparar nas pessoas que ele nomeou como integrantes de seu gabinete, você verá que são completamente contra a missão de alguns dos departamentos que eles devem liderar.

 

Uma coisa que acreditamos que pode acontecer neste governo é o uso da liberdade religiosa e de crenças religiosas para discriminar pessoas, especialmente mulheres e a comunidade LGBTQ.

 

Nos EUA, a primeira emenda protege a liberdade religiosa como um direito fundamental constitucional. Nós concordamos e defendemos esta liberdade religiosa. Entretanto, não consideramos que ela possa ser usada para discriminar outras comunidades, particularmente quando falamos de aborto, e este presidente deixou claro que apoiaria limitar orçamentos de clínicas que apoiam e oferecem assistência médica reprodutiva e serviços para mulheres.

 

Claramente, a mensagem que Trump está mandando é a de que ele quer estar acima da lei internacional.

 

TRUMP PASSA A MENSAGEM DE QUE QUER ESTAR ACIMA DA LEI, DIZ DIRETOR DA ACLU

 

Como a comunidade internacional pode lutar contra esta mensagem de Trump?

 

Os EUA já têm sido muito criticado desde o 11 de Setembro por introduzir políticas, leis e ações que violam direitos humanos internacionais, como a criação de prisões decretas pela CIA, o uso de tortura, a prisão por tempo indeterminado em Guantánamo, o uso de drones para assassinatos e até mesmo na área da imigração. Os EUA, durante o governo Obama, deportaram milhões de pessoas, e a comunidade internacional e a ONU condenaram esta prática.

 

O que Trump está fazendo agora é basicamente iniciar uma guerra em larga escala contra os direitos humanos. O governo Obama usou algumas políticas que consideramos inconstitucionais, como os drones e a área de vigilância, por exemplo. O governo anterior deixou a infraestrutura pronta para o novo presidente abusar e expandir suas violações aos direitos humanos. E isso nos preocupa.

 

O governo anterior deixou a infraestrutura pronta para o novo presidente abusar e expandir suas violações aos direitos humanos

 

A VIDA DUPLA DE TRUMP NO TWITTER

 

Trump está fazendo cada vez mais inimigos, está alienando líderes estrangeiros, alguns que mesmo sem concordar com Trump já tinham aceitado negociar com ele. No Reino Unido, cidadãos assinaram uma petição contra o presidente americano, e o Parlamento disse que pode não o convidar para discursar. E os britânicos são os aliados mais próximos dos EUA.

 

Tudo isso tem um significado muito forte. Trump está conduzindo os EUA até uma posição em que o país não esteve em décadas.

 

Que tipo de mensagem Trump passa para o mundo quando defende a tortura?

 

É uma mensagem muito perigosa. De que a tortura, uma prática bárbara e condenada universalmente, é legítima. Ele está normalizando uma prática imoral, um tratamento que é cruel e banido há muito tempo pela comunidade internacional sem qualquer exceção.

 

Trump diz que é a favor da tortura, mas que a decisão sobre isso ficará para o general Mattis [secretário de Defesa], que é contra o método, diz que é contraproducente e não funciona.

 

Qual é a sua opinião sobre o uso da força policial contra manifestantes, com o uso de armas não-letais, e de outras ações repressivas promovidas por policiais?

 

Pela minha experiência como advogado especializado em direitos humanos, armamento não-letal resulta em ferimentos graves e mortes. O fato de um policial não usar arma de fogo não significa que é mais seguro usar armas menos letais.

 

Na verdade, com base em estudos, descobrimos que armas não-letais como balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo ou até mesmo os canhões de água, têm efeitos muito mais perigosos para a saúde das pessoas. Elas causam mortes, ferimentos e até mesmo sujeitas a deficiências físicas a longo prazo.

 

As forças policiais não podem ver a multidão como inimiga. Este é um dos princípios fundamentais. Mesmo que algumas poucas pessoas na multidão, em um protesto, estejam descumprindo a lei –vamos supor que eles estejam jogando objetos na polícia. Isto não deveria transformar o protesto inteiro em algo ilegal ou justificar o uso de armas menos letais. Não é algo que cria confiança entre as forças de segurança e as comunidades.

 

Particularmente, sei que em favelas e em outros lugares [do Brasil], a polícia têm usado armas militarizadas. Mostrar a presença militar é contraproducente. Manda a mensagem de que a população é inimiga. De que minorias, particularmente negros, não são merecedoras da proteção da polícia e de serem tratadas de forma igualitária como outros manifestantes.

 

 

PRESENÇA MILITAR MOSTRA QUE POPULAÇÃO É INIMIGA, DIZ DIRETOR DA ACLU

 

Se você não dá treinamento adequado à polícia, você acabará enfrentando uma situação de completa catástrofe e desastre em que as pessoas perderão suas vidas e em que forças de segurança estarão em grande perigo, e não mais seguras.

 

Como organizações não-governamentais podem trabalhar para lutar contra medidas abusivas?

 

É fato que agora as organizações e sociedades civis estão mais conectadas do que nunca. Temos a oportunidade de compartilhar experiências, até mesmo de convidar monitores, observadores. E isso tem sido feito em muitos países.

 

Apesar dos enormes desafios, em que nossos recursos são limitados e nossos países são gigantescos, como acontece no Brasil, nos EUA e em outras partes do mundo, ainda temos pessoas indo às ruas, protestando pacificamente, expressando seus pontos de vista, usando as redes sociais efetivamente, usando o sistema judiciário, engajadas em ações que mandam uma mensagem aos que têm o poder, dizendo que eles estão fazendo algo errado com a adoção de suas políticas.

 

É importante ver a colaboração, esforços que cruzam fronteiras. Violações aos direitos humanos não são um problema de um país ou uma comunidade. É como Martin Luther King disse: “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Você não pode fechar os olhos para um lugar em que há graves violações aos direitos humanos. Se você fizer isto, em algum ponto, estas violações te atingirão.

 

Fonte: Uol


1

No último ano, repasse feito pelo Governo Federal para políticas de mulheres, negros e direitos humanos é 35% menor

 

Em 2016, o repasse orçamentário destinado a políticas federais para pautas de mulheres, população negra e direitos humanos foi reduzido em 35% pelo governo federal. Enquanto em 2015 esse valor correspondia a R$ 95.263.006,89 do orçamento público, no último ano, o montante passou a R$ 61.842.623,05.


O levantamento em questão foi realizado pelo site Poder 360 e levou em consideração dados do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), que realiza o controle do orçamento nacional. Os dados puderam ser consultados através da ferramenta SIGA Brasil, do Senado Federal.


Para fins da análise, foram consideradas as 15 principais ações dessa área que, em 2015, foram destinatárias da maior parte do orçamento. Entre elas estão, por exemplo, as Casas da Mulher Brasileira, centros relevantes por promoverem o acesso aos serviços de enfrentamento à violência contra a mulher, o empoderamento feminino e a autonomia econômica das mulheres. Em 2015, elas receberam R$ 27,6 milhões, já em 2016 esse valor foi reduzido para R$ 15,6 milhões.


No mesmo caminho da redução, as ações voltadas ao reconhecimento e indenização de populações quilombolas receberam R$4,16 milhões a menos do governo federal — de R$ 15,06 milhões em 2015, para R$ 10,9 milhões em 2016. Ações de enfrentamento ao racismo também: enquanto em 2015 foram destinatárias de R$ 4,1 milhões, no último ano o repasse foi de R$ 2,3 milhões.


Os valores calculados não levam em conta os gastos com salários de servidores nem outros custos administrativos, como o aluguel de imóveis e o cálculo não considera a inflação do período.


O único ponto fora da curva se trata do programa Disque Direitos Humanos, que funciona como um canal para denúncias de violação de direitos humanos. A verba para o programa passou de R$ 19,3 milhões em 2015 para R$ 24,2 milhões em 2016. Parte substancial desse valor — R$18,2 milhões —  foi reservado antes do início da gestão de Michel Temer (PMDB), ainda em fevereiro.



Gestão Temer

Os dados que comprovam a queda do repasse remetem à forma como a pauta dos direitos humanos é trabalhada pelo atual governo. Entre as principais críticas feitas à gestão Temer, está o fato de, logo que assumiu a Presidência — maio deste ano —, o político ter extinto, entre outros, o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Criado em outubro de 2015 pela então Presidenta Dilma Rousseff (PT), o ministério unia, em uma mesma pasta, três secretarias: a de Direitos Humanos (SDH), Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e de polÍticas para Mulheres (SPM).

Com as mudanças promovidas por Temer e seus aliados, essas Secretarias são, hoje, parte da estrutura e responsabilidade do Ministério da Justiça, comandado pelo ministro Alexandre de Moraes.


Fonte: Brasil de Fato


1

A educação para brancos e negros é desigual no Brasil, segundo dados educacionais organizados pelo movimento Todos pela Educação. Os brancos concentram os melhores indicadores, é a população que mais vai à escola e conclui o estudo. São também os que se saem melhor nas avaliações nacionais. Para o movimento, a falta de oferta de uma educação de qualidade é o que aumenta essa desigualdade. O estudo é divulgado hoje (18), dois dias antes do Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.

 

Os negros, soma daqueles que se declaram pretos e pardos, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são maioria da população brasileira, 52,9%. Essa população, no entanto, ganha menos da média do país, que é R$ 1.012,25, segundo dados do IBGE de 2014. Entre os negros, a média de renda familiar per capita é 753,69 entre os pretos e R$ 729,50, entre os pardos. Os brancos têm renda média de R$ 1.334,30.

 

Os dados seguem apontando a desigualdade, o desemprego é maior entre os pretos (7,5%) e pardos (6,8%) que entre os brancos (5,1%). O trabalho infantil, maior entre pardos (7,6%) e pretos (6,5%), que entre brancos (5,4%).

 

As desigualdades sociais são reforçadas na educação.  A taxa de analfabetismo é 11,2% entre os pretos; 11,1% entre os pardos; e, 5% entre os brancos. Até os 14 anos, as taxas de frequência escolar têm pequenas variações entre as populações, o acesso é semelhante à escola. No entanto, a partir dos 15 anos, as diferenças ficam maiores. Enquanto, entre os brancos, 70,7% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão no ensino médio, etapa adequada à idade, entre os pretos esse índice cai para 55,5% e entre os pardos, 55,3%.

No terceiro ano do ensino médio, no final da educação básica, a diferença aumenta: 38% dos brancos; 21% dos pardos; e, 20,3% dos pretos têm o aprendizado adequado em português. Em matemática, 15,1% dos brancos; 5,8% dos pardos e 4,3% dos pretos têm o aprendizado adequado.

 

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que os indicadores são resultado de uma educação de baixa qualidade que não é capaz de fazer com que os estudantes superem as diferenças sociais. Segundo ela, os estudantes mais vulneráveis têm também acesso a escolas com as piores infraestruturas e ensino.

 

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

 

Agência Brasil - O que esses dados nos mostram?
Priscila Cruz - Não adianta só a gente ter o diagnóstico de que o país é desigual e que a oferta da educação é desigual, a gente precisa começar a pensar em estratégias para que isso seja resolvido pela política pública porque o que esse estudo mostra é que existe uma baixíssima mobilidade educacional. A chance de um filho de pais analfabetos continuar analfabeto é muito grande e isso é mais forte na população negra. Então, se a gente tem uma dívida histórica com a população negra, não basta só ter direitos iguais, não adianta a gente só dar direitos iguais a negros e pardos, a gente tem que ter políticas específicas na educação básica.

 

Agência Brasil - Quais seriam essas políticas?
Priscila Cruz - A gente tem que dar as melhores escolas para a população negra e parda, porque ela só vai conseguir romper o ciclo de exclusão e pobreza que estão presas há gerações com política pública específica. Não adianta ter diploma, é a qualidade que vai importar. Para conseguir qualidade, o estado tem que dar muito mais para a população historicamente excluída. Ainda tem um imaginário no Brasil muito forte de exclusão em relação aos negros. A gente naturaliza que o negro vai estudar em uma escola pior do que o aluno branco de uma renda maior. A gente precisa desnaturalizar isso. Para os negros, a gente tem que ter escolas com os melhores professores, melhor formados, investimento maior, apoio técnico das secretarias e governos. Essa é a lógica que a gente tem que instaurar no Brasil se a gente quiser reduzir desigualdade.

 

Agência Brasil - Seria investir mais naqueles que têm piores resultados. O inverso de uma política por mérito?
Priscila Cruz - Mérito é quando você está comparando dois pontos de partida iguais. A gente está dizendo o seguinte, que têm alunos que, em uma corrida de 100 metros, partem dos 50 metros; têm alunos que partem do zero. O dado de que um chega mais rapidamente no ponto de chegada que os outros não é porque tiveram as mesmas condições, é porque tiveram condições diferentes. A gente só começa a levar em consideração o mérito na hora de premiar, de dar melhores condições, quando se chega no mesmo patamar.

 

Por Mariana Tokarnia

Da Agência Brasil


1

O jornalista e professor universitário Juarez Tadeu de Paula Xavier, que sofreu racismo na Unesp de Bauru

 

Um mundo no qual um negro não tenha o peso de ser o primeiro e não precise ser o único. Assim o jornalista e professor universitário Juarez Tadeu de Paula Xavier, 57, descreve a sociedade na qual gostaria de viver.

 

Alvo de mensagens racistas escritas por alunos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Bauru, no interior paulista, em julho de 2015, Xavier tenta não levar o racismo como algo pessoal. “Acho que não foi uma crítica a mim, mas sim ao coordenador do Nupe [Núcleo Negro da Unesp para Pesquisa e Extensão].”

 

Xavier foi o único negro em sua sala durante a graduação, feita na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, no início da década de 1980.

 

Nos anos 1990, foi o único negro no mestrado e o único no doutorado, ambos feitos na USP (Universidade de São Paulo). Hoje, é o único professor negro no Departamento de Comunicação Social da Unesp em Bauru, onde trabalha.

“Costumo dizer que sou a manutenção da cota em vários lugares pelos quais passei. Em muitos momentos, fui o único negro em muitas situações. Fui o primeiro negro a entrar na faculdade na minha família, fui o primeiro a se doutorar. Hoje não, temos mais doutores, mas eu era o único”, lembra. “Tenho orgulho de ter sido o primeiro, mas não quero ser o único. E desejo que nenhum negro precise carregar o peso de nenhuma dessas situações”, relata.

 

É difícil achar um negro que não tenha vivido constrangimento racial. Não é a primeira vez que sofro uma situação semelhante na universidade. Hoje sou um homem velho, tenho aprendido a reagir

 

Juarez Xavier, professor da Unesp

 

Malavolta Jr./Unesp

O jornalista fala em evento sobre as ofensas recebidas na Unesp

 

Ele conta, porém, que vê uma “mudança extraordinária” da década de 1980 para os dias atuais. “Estudei durante a ditadura, e o estudante hoje tem uma chance de debater que nem sempre existia. Na questão racional, o panorama era ainda mais restrito. Como exemplo, fizemos um evento, em 1983, na PUC, para debater a experiência negra na academia, mas não havia negros debatendo. Os debatedores eram os professores Octávio Ianni e Florestan Fernandes, ambos brancos.”

 

Um dicionário que tirou do rumo do crime

 

Quando fala sobre sua trajetória, o professor é econômico com as palavras. Nascido na Vila Mazzei, zona norte da capital, é filho de um caminhoneiro e uma empregada doméstica.

 

O pai foi preso nos anos 1960 e acabou morto em 1970. Com isso, teve de abandonar a escola aos dez anos e só voltou a estudar depois dos 17. “Nesse meio tempo, comigo ainda criança, minha mãe teve a sabedoria de praticamente me internar em um centro de candomblé, e lá refiz minha vida”, conta.

 

O professor também lembra com carinho de seu Anísio, comerciante do bairro que deu a ele a primeira oportunidade profissional. “Ele tinha uma quitanda e me empregou, contra todas as expectativas e estatísticas. Ele também era dono de uma banca de jornal e me colocou para trabalhar lá e me obrigava a ler os jornais e revistas. Também me deu o primeiro livro, um dicionário de língua portuguesa. Hoje tenho muitos livros, quase milhares, mas tenho um lugar especial para esse”, conta.

 

Arquivo pessoal

Dedicatória do 1º livro do professor:
“Que este dicionário ‘silva’ para iluminar sua mente’,
assinada por seu amigo Anísio

 

 

“Seu Anísio me ajudou a não trilhar o caminho do crime. Infelizmente, ele morreu nos anos 1970 sem eu poder mostrar que tinha entrado na universidade. Gostaria de ter agradecido a ele.”

 

Adolescente, deixou a Vila Mazzei e foi trabalhar em uma metalúrgica. Lá, conheceu Milton Garcia, que o incentivou a voltar a estudar. “Fiz supletivo do primeiro e do segundo grau. Depois, fiz um concurso para o INSS, passei e comecei a trabalhar”, diz.

 

“O Milton foi fundamental. Me instigava, perguntava se eu ia querer ser peão a vida inteira. Não fosse ele, certamente eu não teria voltado a estudar.”

 

Sob a influência dele, fez o cursinho oferecido pela Escola Politécnica, na USP, e prestou história, na própria USP, e jornalismo, na PUC. Optou pela PUC. “O jornalismo falou mais alto. Durante a graduação, tive contato com o movimento negro e militei no movimento estudantil. Mas saí devendo parcelas”, conta.

 

Arquivo pessoal

Dicionário de língua portuguesa presenteado pelo seu primeiro
empregador tirou oprofessor Juarez do rumo do crime

 

‘Macaco’

 

De fala serena e articulada, o professor, casado há mais de 20 anos e pai de uma filha de 18 anos, prefere não levar para o campo pessoal as ofensas que sofreu. Em julho de 2015, pouco depois da implantação do sistema de cotas na Unesp, ele foi chamado de “macaco” em uma série de pichações racistas nos banheiros da universidade.

 

Pelo sistema, 15% das vagas da universidade são reservadas para pessoas de escola pública e, dentre esses, 35% são de negros. A ideia é que, em 2018, esse total chegue a 50%.

 

O professor relata que, em sua concepção, a sociedade brasileira, incluindo a universidade, privilegia uma classe média, branca, patrimonialista, urbana e escolarizada e que as ofensas, por paradoxal, são um indicativo que mudanças estão ocorrendo.

 

“Nas universidades, esse é o perfil majoritário, mesmo não sendo esse o perfil social brasileiro. É o que chamo de cota ao inverso. Quando isso começou a ser mudado, as reações vieram. Passamos a ter alunos de escola pública e alunos negros, que não existiam em alguns cursos. Isso criou uma situação nova na universidade”, disse.

 

Além de Bauru, ele afirma que houve situações similares nos campi de Franca, Ourinhos, Presidente Prudente, Marília, Assis e São Paulo. “Isso mostra que é uma questão sistemática, não local. Paradoxalmente, em razão do sucesso dessa política, temos reações. Temos que dar um tratamento legal, já que se trata de um crime, e também pedagógico, para a universidade debater essa situação.”

 

Ele ressalta ainda que a política de cotas, ainda que tenha causado reações, mostrou-se “muito positiva”. “As meninas e meninos que ingressaram nos cursos tiveram bom desempenho e ampliou-se a diversidade epistêmica nas pesquisas da universidade, o que é muito favorável ao Brasil.”

 

Ele afirma, entretanto, que o racismo no Brasil é expresso de forma mais indireta. “A pessoa não se sente confortável para expressar seu racismo. É um racismo velado. A pessoa não enuncia o desconforto em estar em frente a um negro, mas o olhar, o comportamento, o gesto, denunciam. É o segurar a bolsa, não sentar ao lado, mudar de calçada. São mecanismos e mostram que o negro é sujeito dessas ações.”

 

Mas, para o professor, a mudança de atitude do próprio negro, que passou a não aceitar o preconceito, é a força motriz que ajuda a combater o racismo.

 

“Graças à Constituição de 1988, que criminaliza o racismo, houve uma mudança no próprio negro, que passou a se colocar de forma diferente. Mais recentemente, houve a emergência de uma juventude negra mais ativa, com uma base mais militante, o que fez com que um grupo de pessoas tivesse mais coragem, instrumentos e possibilidades legais para fazer as denúncias”, disse. “Antes, o negro sofria calado as violências físicas simbólicas, mas hoje não.”

 

“Ser negro não é uma condição biológica, subjetiva. Ser negro é uma construção histórica e social. É se identificar com a história política, com a ancestralidade e se solidarizar com as condições políticas e de vida da população negra”, completa.

 

Fonte: Uol


1

Aos 19 anos, a senegalesa Khoudia Diop vive uma história de superação. Por causa do tom de sua pele, ela foi vítima de brincadeiras na escola e sofreu bullying, mas deu a volta por cima da melhor maneira; fazendo se sua “diferença” o seu ponto forte.

 

“Me provocavam muito por causa do meu tom de pele”, disse Khoudia, ao Daily Mail. “Até hoje as pessoas fazem comentários. conforme fui crescendo, fui confrontando essas provocações. Aprendi a me amar a cada dia, sem prestar atenção nas pessoas negativas, e isso me ajudou muito”, disse ela, que hoje é modelo e se autointitula Deusa da Melanina.

 

“A mensagem que tenho para minhas irmãs é que não importa sua aparência se você se sente bonita por dentro”, disse à publicação.”

 

Um dos ensaios mais recentes de Khoudia foi o The Colored Girl: RebirthO Renascimento da Mulher Negra, em tradução literal. Criado por Tori Elizabeth eVictory Jones, o projeto mostra que a beleza não está ligada à cor. Clique na imagem ao lado para ver mais fotos.

 

Em seu Instagram, Khoudia é seguida por 235 mil pessoas. O recado na rede social é contundente: “Se você é sortudo o bastante para ser diferente, nunca tente mudar.”

 

Veja fotos de alguns trabalhos de Khoudia:

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

Khoudia Diop se autointitula Deusa da Melanina - Foto: Reprodução/ Instagram

 

Fonte: Cena Pop


14079628_524090887784643_4250782446734983819_n

No Tamoyo existem várias atividades culturais que acontecem durante o mês.

Na tarde cultural terá capoeira, batuque, roda de conversa, feira de plantas, oficina de dança, exibição de vídeos, sorteio de kits, muito som e amigos.

No local irá vender tapioca, pastel e bebida.

14h – III Feira de troca de plantas e mudas, com grupo GIRA-SOL;

Traga uma planta e leve outra. Se não tem planta, sem problemas! O grupo Gira-SOL traz bastante mudas e sementes.

14h – Oficina: “Capoeira e o jogo de angola”, com Rafa Dreads, Grupo Salva Vidas e convidados;

o projeto CUltura na Tribo, realizado por Rafa Dreads, já está no seu 4° encontro. Cada vez é um tema diferente, sempre conversando e vivendo um pouco da cultura popular brasileira. Dessa vez o tema escolhido foi capoeira e o grupo Salva Vidas, que já treina no Tamoyo toda segunda e quarta, estará também presente. Atividade para todo público, inclusive para não-capoeiristas.

15h – Fala: “O uso das plantas na religião de culto a natureza”, com Mãe Daiana de Iemanjá;

A cada Feira de plantas convida alguém para fazer uma roda de conversa. No ultimo encontro d. Diva falou sobre o uso das plantas por mulheres negras. Dessa vez, Mãe Daiana de Iemanjá falará sobre chas, banhos e o poder das plantas utilizadas na religião de culto a natureza. Atividade aberta a todos, de diversas religiões e conhecimentos.

15h – Oficina: “Cabelos”, com Fios de Mola;

O coletivo Fios de Mola fará uma oficina/vivencia na temática cabelos. Molas, crespos, dreads, tranças, cachos, lisos, naturais e tratamento químico, é só chegar e aproveitar da experiência dessa mulheres do Fios de Mola. Muita dica boa e cuidado. No evento sorteará vários kits de cremes de cabelo doados pela AMEND, só chegar no Tamoyo e já concorre aos kits.

16h – Oficina: “Dança Afro”, com Marcio Folha;

Venha fazer um aulão de dança afro com o professor Marcio Folha. Ele já da aula no Tamoyo toda quinta-feira e também em Araras. Dessa vez, trará seus alunos de lá para dançar/ensaiar aqui. É pra todo mundo, quem já dança e também quem tem vontade de experimentar.

17h – Batuque de Umbigada, com batuqueiros de Rio Claro e convidados;

O Tambu e a umbigada também estarão presentes nessa nossa tarde cultural. Venha vivenciar um pouco dessa nossa cultura tradicional e relembrar nossos mais velhos. Não sabe o que é o Batuque de umbigada? vem conhecer.

19h – Exibição de vídeos: Mostra do Filme Livre, org. por Isadora Torres.

O Tamoyo ganhou 2 filmes do festiva de mostra do Filme Livre. Só aqui você verá esses filmes, porque não são comerciais. Chama os amigos e vem pegar um cine com a gente na noite de sábado. Atenção: as atividades começarão na hora marcada!

 

Vamos fortalecer estes eventos culturais.

Endereço. Rua 13 nº 11 – Bairro do Estádio/Consolação – Rio Claro / SP

14079628_524090887784643_4250782446734983819_n


No último sábado (18 de junho) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.
Edi Conceição Cristofoletti de Pilla, Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Piracicaba), e Kaly Castellucci.

Edi Conceição Cristofoletti de Pilla, Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Piracicaba), e Kaly Castellucci.

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame (Secretária Adjunta da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro, e advogada da UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro).

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame (Secretária Adjunta da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro, e advogada da UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro).

Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil -  Subseção Piracicaba)

Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Piracicaba)

Leila M. Duckur Pizzotti (representando o Movimento LGBT de Rio Claro, Nautilus Publicidade e a Rio Claro Online), e Claudio Roberto Pereira (Presidente da Associação Chácara dos Pretos).

Leila M. Duckur Pizzotti (representando o Movimento LGBT de Rio Claro, Nautilus Publicidade e a Rio Claro Online), e Claudio Roberto Pereira (Presidente da Associação Chácara dos Pretos).

A sempre presente e dinâmica Irmã Judithe Maria Rodrigues, que na Coordenação da Casa de N.Senhora muito apoiou e incentivou os organizadores do evento.

A sempre presente e dinâmica Irmã Judithe Maria Rodrigues, que na Coordenação da Casa de N.Senhora muito apoiou e incentivou os organizadores do evento.

A cobertura jornalística desse histórico evento foi realizada por João Baptista Pimentel Junior, editor da Rede Cidade Livre Comunicação Comunitária, Editor na empresa Diálogos do Sul e Produtor Executivo na empresa CREC - CINEVÍDEO Roberto Palmari, Eber Novo também da Rede Cidade Livre, e pelos profissionais Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia, Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e o fotógrafo Lauriel Luiz Claro. Crédito das Fotos: Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia

A cobertura jornalística desse histórico evento foi realizada por João Baptista Pimentel Junior, editor da Rede Cidade Livre Comunicação Comunitária, Editor na empresa Diálogos do Sul e Produtor Executivo na empresa CREC – CINEVÍDEO Roberto Palmari, Eber Novo também da Rede Cidade Livre, e pelos profissionais Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia, Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e o fotógrafo Lauriel Luiz Claro.
Crédito das Fotos:
Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e uma das principais organizadoras do evento. Leila e sua equipe vem dando apoio voluntário e logístico nas áreas de Marketing, Comunicação e Divulgação e disponibilizando consultoria voluntária e gratuita as entidades beneficentes.

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e uma das principais organizadoras do evento. Leila e sua equipe vem dando apoio voluntário e logístico nas áreas de Marketing, Comunicação e Divulgação e disponibilizando consultoria voluntária e gratuita as entidades beneficentes.

Adriana Codo Ricardo e irmã Judithe Maria Rodrigues (Casa de Nossa Senhora).

Adriana Codo Ricardo e irmã Judithe Maria Rodrigues (Casa de Nossa Senhora).

Maria Cristina Schmidt e Michele Crespo (UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro)

Maria Cristina Schmidt e Michele Crespo (UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro)

Thamires Meira Rodrigues (GACC - Grupo de Apoio às Crianças com Câncer).

Thamires Meira Rodrigues (GACC – Grupo de Apoio às Crianças com Câncer).

Airton Moreira Junior

Airton Moreira Junior

Mirieli Gracini Oliveira (Hospedaria de Emaús)

Mirieli Gracini Oliveira (Hospedaria de Emaús)

Victoria Alejandra Hiriart, sempre presente e uma das principais organizadoras do evento, no contato com as entidades civis e junto aos apoiadores com os amigos Aline Rossi da “Valentina Salgados” e Carlos e Sarita Trost da “Quero Bolo”.

Victoria Alejandra Hiriart, sempre presente e uma das principais organizadoras do evento, no contato com as entidades civis e junto aos apoiadores com os amigos Aline Rossi da “Valentina Salgados” e Carlos e Sarita Trost da “Quero Bolo”.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e integrante do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e integrante do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP.

Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e representando o Movimento LGBT de Rio Claro.

Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e representando o Movimento LGBT de Rio Claro.

forum_107

Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Piracicaba)

forum_103

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame (Secretária Adjunta da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro, e advogada da UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro).

forum_112

A sempre presente e dinâmica Irmã Judithe Maria Rodrigues, que na Coordenação da Casa de N.Senhora muito apoiou e incentivou os organizadores do evento.

forum_104 forum_108 forum_117

Escritora Elisandra Pauleli, autora do projeto “Faça Amizades, Bullying Não”, Rosa Rosangela Perinetti Cruz (Projeto Ambiental Amor Verde), vereador José Júlio Lopes de Abreu e o psicopedagogo Jucá Júlio Sanchez Trindade.

Escritora Elisandra Pauleli, autora do projeto “Faça Amizades, Bullying Não”, Rosa Rosangela Perinetti Cruz (Projeto Ambiental Amor Verde), vereador José Júlio Lopes de Abreu e o psicopedagogo Jucá Júlio Sanchez Trindade.

I FÓRUM DAS ENTIDADES CIVIS DE RIO CLARO

 

No último sábado (18 de junho) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.

No último sábado (18 de junho) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e contou com a organização e apoio da Agência Interativa Nautilus Publicidade, da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e recebeu total apoio do NAPEC – Núcleo de Apoio e Proteção às Entidades Civis, órgão da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP, comissão essa presidida pelo Dr. Orlando de Pilla Filho, uma das maiores autoridades no país na área dos Direitos Humanos.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e contou com a organização e apoio da Agência Interativa Nautilus Publicidade, da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e recebeu total apoio do NAPEC – Núcleo de Apoio e Proteção às Entidades Civis, órgão da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP, comissão essa presidida pelo Dr. Orlando de Pilla Filho, uma das maiores autoridades no país na área dos Direitos Humanos.

Com a realização do I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro, foi também disponibilizado as entidades civis, o apoio irrestrito do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH/OAB, na área dos Direitos Humanos, e o apoio voluntário e logístico nas áreas de Comunicação, através da Agência Interativa Nautilus Publicidade com sua diretora Leila Duckur Pizzotti e sua equipe de Marketing.

Com a realização do I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro, foi também disponibilizado as entidades civis, o apoio irrestrito do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH/OAB, na área dos Direitos Humanos, e o apoio voluntário e logístico nas áreas de Comunicação, através da Agência Interativa Nautilus Publicidade com sua diretora Leila Duckur Pizzotti e sua equipe de Marketing.

As apresentações e levantamento de informações e necessidades das entidades obtidas no Fórum, serão apresentadas com maior detalhamento na realização do CONGENUS (Convenção Geral dos Núcleos), evento realizado anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, que será realizado em agosto próximo. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

As apresentações e levantamento de informações e necessidades das entidades obtidas no Fórum, serão apresentadas com maior detalhamento na realização do CONGENUS (Convenção Geral dos Núcleos), evento realizado anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, que será realizado em agosto próximo. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

Os objetivos que se esperou alcançar com a realização desse I Fórum foi identificar, aproximar e conectar as entidades civis de Rio Claro para que, através de um processo de sinergia, pudessem expor suas atividades, realizações, dificuldades e necessidades, e nessa troca de informações e experiências, buscar juntas a potencialização de seus mecanismos de comunicação e busca de maiores e melhores recursos junto à população e aos poderes públicos. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

Os objetivos que se esperou alcançar com a realização desse I Fórum foi identificar, aproximar e conectar as entidades civis de Rio Claro para que, através de um processo de sinergia, pudessem expor suas atividades, realizações, dificuldades e necessidades, e nessa troca de informações e experiências, buscar juntas a potencialização de seus mecanismos de comunicação e busca de maiores e melhores recursos junto à população e aos poderes públicos. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Moçada da AJA – Associação da Juventude Ativa – sempre presentes (Kauan Alves Talarico, Juliana Negruzzi, Aline Magalhães, Ronaldo Henrique do Monte, Leonardo Augusto Bernardo).

Moçada da AJA – Associação da Juventude Ativa – sempre presentes (Kauan Alves Talarico, Juliana Negruzzi, Aline Magalhães, Ronaldo Henrique do Monte, Leonardo Augusto Bernardo).

Claudio Roberto Pereira (Associação Chácara dos Pretos), e Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro)

Claudio Roberto Pereira (Associação Chácara dos Pretos), e Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro)

Juarez, Pilla, Edi Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro) e Dr. Orlando de Pilla Filho (Presidente da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP) e sua esposa Edi Conceição Cristofoletti de Pilla

Juarez, Pilla, Edi Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro) e Dr. Orlando de Pilla Filho (Presidente da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP) e sua esposa Edi Conceição Cristofoletti de Pilla

Heitor Roberto Tommasini, Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e Jessica Moraes Silva.

Heitor Roberto Tommasini, Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e Jessica Moraes Silva.

Victoria Alejandra Hiriart criadora e coordenadora do Grupo “Informando e Salvando Vidas – Epidemias” e do Grupo “Ongs e Entidades Civis de Rio Claro”.

Victoria Alejandra Hiriart criadora e coordenadora do Grupo “Informando e Salvando Vidas – Epidemias” e do Grupo “Ongs e Entidades Civis de Rio Claro”.

Dr. Sérgio Santoro (DEFCON – Instituto de Defesa do Consumidor) e Airton Moreira Junior.

Dr. Sérgio Santoro (DEFCON – Instituto de Defesa do Consumidor) e Airton Moreira Junior.

 


IMG_3252

Ontem (12) Leci Brandão apresentou no evento Black June organizado pela Família Bronx que além dela, contou com vários outros artistas.

A cantora é compositora e umas das mais importantes intérpretes de samba e deputada . O show contou com um público animado e caloroso e a Leci Brandão abordando assuntos sociais e cantando sambas que refletem a realidade e também transmitindo ternura nas tuas canções.

O evento contou com praça de alimentação que ofereceu comida típica do período junino, pratos populares e da cozinha afro-brasileira.
A localização do evento Black June foi feito na praça da Avenida Ulysses Guimarães, entre as Avenidas 24-A e 20-A, na Vila Indaiá, sendo que a entrada foi totalmente gratuita.

 

 

 

IMG_3238 IMG_3246 IMG_3250 IMG_3251 IMG_3252 IMG_3253


2

Os ataques racistas à Taís Araújo e ao Michel Bastos reeditam um comportamento padrão nessa modalidade de ódio, preconceito e crime: a covardia.

 

Tirando um outro da turma insana, essa gente que aparenta falar grosso esconde a identidade.

 

Feito certo pessoal da Klu Klux Klan que, protegido por máscaras, em tese vestidas com propósitos simbólicos, jamais foi identificado.

 

Vomitam impropérios na internet adotando nomes falsos, de pessoas famosas ou não, e apelidos escancarados.

 

Não omitem o nome verdadeiro, o que seria legítimo, para escapar de tiranias e totalitarismos.

 

Eles são a tirania, o mal.

 

Agem nas trevas do anonimato para ofender a civilização.

 

Falta-lhes coragem para atacar à luz.

 

Necessitam da escuridão como os morcegos.

 

Nada de espantar que, num dos derradeiros países a abolir a escravidão, sobrevivam desgraçados com alma de senhores de escravos.

 

À covardia une-se a inveja.

 

Do talento e da beleza da atriz.

 

Da carreira bem sucedida do jogador.

 

Cidadã e cidadão de sucesso.

 

A inveja, como a covardia, é uma merda.

 

A Taís e o Michel demonstram uma qualidade maior, a dignidade, ao reagir ao inominável.

 

Muitos e muitos brasileiros, sem o reconhecimento deles, são alvo de racismo cotidiano.

 

Num país em que raça e cor influem nas condições de vida desde a gestação.

 

Brasil, nação de racismo e racistas.

 

Mas também de gente que sabe ir à luta contra a barbárie.

 

( O blog está no Facebook e no Twitter )

 

2

Taís Araújo: talentosa, bonita e, sobretudo, digna – Reprodução Facebook

 

Fonte: Uol


igualdade

Valorizar a identidade negra e combater ações de discriminação e preconceito são o primeiro passo para se alcançar uma sociedade racialmente justa

 

No Brasil, a cor ou raça é autodeclarada: ao responder ao Censo Demográfico ou outras pesquisas, cada um diz se é preto, pardo, branco, amarelo ou indígena. Essa identidade normalmente se relaciona à cor da pele e a outras características físicas, não à ancestralidade. É comum, por exemplo, que um filho de pai ou mãe negra, mas que tem a pele mais clara, se declare branco. Em outros contextos, que não o da pesquisa, assumir a negritude é um ato político: trata-se de tomar para si a história e cultura do grupo, suas raízes, suas lutas.

A escola precisa colocar os alunos em contato com os elementos que formam cada grupo étnico brasileiro, para que eles sejam capazes de compreender a complexidade dessas identidades e, assim, se afirmar não apenas pela cor da pele ou do cabelo, mas também por outros elementos. Apesar de os conteúdos das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana contemplarem esse esforço, ações específicas sobre a afirmação de cada identidade devem ser empreendidas nas escolas.

O primeiro passo é valorizar os agentes de todas as etnias, apresentando bons modelos de representações afirmativas. “Não se trata de vitimizar o negro ou tratá-lo como mocinho enquanto o branco seria o vilão. O papel da escola é mostrar essa identidade racial de maneira afirmativa, desligando-a das imagens que predominam nos meios de comunicação”, defende Paola Prandini, fundadora da Afroeducação. Essas imagens são comuns em livros didáticos, que mostram africanos escravizados em situações de constrangimento e humilhação, e as representações de filmes e novelas, em que negros ainda não assumem papéis de destaque.

O professor precisa valorizar personagens negros em diferentes funções sociais, incorporando artistas, escritores e cientistas africanos e afrodescendentes no planejamento das aulas. Por meio desse contato, os alunos de diferentes raças passam a considerar natural a presença de afro-brasileiros em cargos de chefia ou como importantes pensadores. “Os próprios alunos podem se identificar com essas pessoas e reconhecer que é possível alcançar o sucesso”, defende Martha Abreu, docente da Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

Racismo em discussão

 

Durante o século 20, a ideia de que o Brasil era uma nação miscigenada e de que aqui não existia racismo foi amplamente divulgada. É o famoso mito da democracia racial, como explica a socióloga Lilia Schwarcz no livro O Espetáculo das Raças. Ainda que muito presente na sociedade, diversas pesquisas e estatísticas já comprovaram as diferenças sociais profundas entre negros e brancos no país. Uma das pesquisas mais célebres sobre o assunto, conduzida por Lilia em 1988, mostrou que, apesar de 97% dos entrevistados dizerem não ser racistas, 98% afirmaram conhecer alguém que fosse. O resultado representa como a sociedade se comporta em relação ao racismo hoje: apesar de reconhecer sua existência, não o considera seu problema.

Na escola, a inclusão no currículo de conteúdos que tratam da história e cultura africana e afro-brasileira é um dos passos para o combate ao racismo, mas essa não pode ser a única ação. Os alunos e o restante da comunidade escolar precisam ser sensibilizados para o tema, de maneira que possam reconhecer o racismo em suas próprias atitudes e mudá-las.

“Devemos ser cuidadosos para não naturalizar ações que podem ser racistas e tratá-las apenas como brincadeira ou desentendimentos naturais”, alerta Martha. Trocas de ofensas, brigas e bullying devem ser tratados com cuidado especial quando envolvem grupos historicamente discriminados, e isso deve estar claro no regimento escolar.

Mais do que lidar com casos isolados ou abordar o tema apenas em datas comemorativas, a rotina da escola deve ter momentos de reflexão sobre o tema. Algumas atividades para esse fim são sugeridas no Guia Metodológico para a Educação das Relações Raciais, organizado pela ONG Ação Educativa. Outra possibilidade é o uso de filmes para organizar as conversas com a comunidade escolar.(Conheça algumas sugestões na galeria abaixo.)

Reflexões sobre o racismo em documentário e ficção

 

Filmes são um bom ponto de partida para discussões sobre racismo. Conheça sugestões de títulos feitas por Paola Prandini, da Afroeducação

 

Cores e Botas

Direção: Juliana Vicente | 2010 | Ficção | 16 minutos | Brasil
Uma garota negra quer ser paquita. Pode não parecer um dilema muito grande, se nem todas as paquitas fossem brancas. Por isso, a menina – apesar de se vestir e se portar como uma – não consegue se reconhecer como parte desse universo. Mais um retrato interessante da situação de exclusão dos negros dos espaços de discussão na cultura. Veja na íntegra.

 

 

 

Menina Mulher da Pele Preta – Jennifer

Direção: Renato Candido de Lima | 2012 | Ficção | 29 minutos | Brasil
O filme – segundo episódio de uma série com cinco – conta a história de Jennifer, uma adolescente negra moradora da periferia paulistana. Com o auxílio de programas de computador, ela altera suas fotos para clarear sua pele e alisar seu cabelo. Por meio dessa história, o filme discute a valorização do branco e do negro na sociedade brasileira. Veja na íntegra.

 

 

Olhos Azuis

Direção: Bertram Verhaag | 1996 | Documentário | 90 minutos | EUA
A educadora americana Jane Elliot ministra um workshop sobre racismo. Ela determina que, no contexto do workshop, quem tiver olhos castanhos ou verdes será considerado superior aos participantes de olhos azuis. Assim, ela consegue fazer com que se reproduzam as brigas e desigualdades no tratamento racial. Veja na íntegra.

 

 

 

Vista Minha Pele

Direção: Joel Zito Araújo | 2003 | Ficção | 24 minutos | Brasil
O filme coloca a realidade dos negros em evidência ao propor uma inversão: narra a história de brancos e negros, em papéis trocados. A empregada da família negra rica é branca, os padrões de beleza são pautados na beleza negra etc. Nesse contexto, ele retrata a trajetória de uma aluna branca que tenta se adaptar nesse universo. Veja na íntegra.

 

 

 

A Negação do Brasil

Direção: Joel Zito Araújo | 2000 | Documentário | 92 minutos | Brasil
Por meio de análises e depoimentos de artistas negros, o filme discute a presença dos afro-brasileiros em uma das maiores paixões nacionais: as telenovelas. Apesar de o documentário ser de 2001 e o panorama apresentado por ele – do predomínio de brancos na televisão – dar indícios de mudança, a realidade mostrada ainda se aplica ao nosso cotidiano. Veja na íntegra.

 

 

 

Fonte: revistaescola.abril.com.br

 


Ad-Igualdade-Racial-297x26

Entidades da sociedade civil, interessadas em compor o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR, de acordo com os editais que são divulgados no Diário Oficial da União, seleciona 19 organizações que serão incorporadas ao órgão colegiado, que tem caráter consultivo e na estrutura básica da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR.

 

Ad-Igualdade-Racial-297x26

As organizações interessadas devem encaminhar documentação completa para o endereço para se associarem para maiores acessos nesses novos e futuros editais:

“Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial / Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS – BLOCO A – SALA 522, 5º ANDAR, CEP: 70.054-906, BRASÍLIA-DF”.

O processo seletivo tem mais duas etapas: habilitação e seleção. Nesta última fase, todas as redes e entidades consideradas aptas tem direito a voto em todas as categorias.

CNPIR

Coordenado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o CNPIR é um órgão colegiado, de caráter consultivo, que tem por finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da igualdade racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira.

O Conselho ainda tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas. O CNPIR é composto por 22 órgãos do Poder Público Federal, 19 entidades da sociedade civil selecionadas através de edital público, e por três notáveis indicados pela SEPPIR.

Quem poderá se candidatar à próxima eleição do CNPIR?

As redes e organizações que comprovarem:

Atuação no enfrentamento ao racismo, na promoção da igualdade racial e na defesa, garantia e ampliação dos direitos da população negra e de outros segmentos étnico-raciais;

Que Tenham pelo menos três anos de funcionamento, com atuação nacional ou regional comprovada, de acordo com o que segue: Nacional – (a) redes ou organizações que tenham filiadas ou seções em no mínimo em 13 (treze) Estados de 03 (três) regiões do País; Regional – redes e organizações com filiadas ou seções em pelo menos 70% dos estados da região respectiva;

Redes ou organizações que, embora sediadas em uma única localidade, tenham reconhecida atuação nacional, observados os seguintes critérios: a) execução de ações e/ou atividades comprovadas de âmbito nacional; ou b) manutenção de canal de comunicação (site, blog, portal, jornal impresso ou eletrônico) através do qual a rede ou organização estabeleça o diálogo com a sociedade civil de todo país.

Quais categorias da sociedade civil podem fazer parte da nova composição do CNPIR?

População Negra: Organizações gerais do Movimento Negro;

Representativas de segmentos: Comunidades de Terreiro; Juventude; Mulheres; Quilombolas; Trabalhadores(as);

Temáticas: Comunicação, educação, pesquisa, meio ambiente ou saúde; Povos indígenas; Comunidades Ciganas; Comunidade Judaica e Comunidade árabe.

Fonte: Coordenação de Comunicação da SEPPIR


Foto: Divulgação prefeitura

O livro “Implantação da lei 10.639/2003: Roteiros” será lançado na próxima terça-feira (24) pelo o Arquivo Público e Histórico de Rio Claro. O evento de lançamento do livro será realizando juntamente com o 81° Bate Papo cultural, que será realizado nas dependências do Arquivo Público está localizado na Rua 6, nº 3265, Alto do Santana, no NAM – Núcleo Administrativo Municipal.

O encontro receberá a antropóloga Bernadete Aparecida Caprioglio de Castro que falará sobre os desafios e as possibilidades para a implementação da norma que tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas brasileiras.

Conforme a lei federal 10.639, de 9 de janeiro de 2003, deverá ser incluído no currículo escolar nacional o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira, o negro na formação da sociedade nacional e a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil.

“Este livro é resultado do projeto ‘A comunidade negra vai à escola’, desenvolvido em Rio Claro a partir de 2013”, diz Maria Teresa de Arruda Campos, superintendente do Arquivo Público. “O programa incluiu capacitação de professores, confecção de gibis, visita guiada em local simbólico, conversa griô, evento cívico e exposição de trabalhos”, explica Teresa.

Contemplado por meio de edital do Proac – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, o projeto foi proposto pelo Centro de Voluntariado de Rio Claro/Ponto de Cultura Rio Claro Cidade Viva, que, em parceria com o Arquivo Público e a secretaria municipal de Educação, conseguiu reunir oito instituições locais para a execução e elaboração dos trabalhos.

Professora da Unesp de Rio Claro, Bernadete de Castro desenvolve estudos sobre patrimônio cultural, cultura e resistência negra no Brasil. Em sua palestra, a pesquisadora fará a apresentação do livro e também sobre a lei 11.645/2008 que dá a mesma diretriz quanto à temática indígena, como instrumentos de orientação para a educação das relações étnico-raciais.

Para a professora de história Hélia Gimenez Machado, não é tarefa fácil tratar da questão dos negros que um dia aportaram em nosso país, traficados de suas terras. “Iniciativas como esta ajudam a diminuir o racismo e assim, construir uma sociedade mais justa”, comenta a presidente do Conselho Superior do Arquivo.

Segundo Teresa Arruda, com o financiamento do Proac foi possível realizar a capacitação de 139 educadores da rede pública de ensino e a confecção de materiais didáticos. Foram realizadas 41 Conversas Griô em 26 escolas municipais, visita dos alunos a diversos locais como Fazenda Mata Negra, do Barão de Grão Mogol, Escola do Quilombo, Chacrinha dos Petros, Tamoio, Sociedade José do Patrocínio e Praça de São Benedito, entre outros territórios simbólicos da comunidade negra.

“Esperamos que as escolas, a partir dessa experiência, possam dar continuidade às propostas do livro”, diz Teresa.

Mais informações sobre o lançamento do livro podem ser obtidas pelo telefone 3522.1935.

Fonte: Divulgação Prefeitura de Rio Claro.


Revista Colaborativa

O seu maior objetivo é diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vidas para um caminho mais rápido ao alcance do conhecimento, divulgar ideias, movimentos, e ações através de uma nova mídia colaborativa na cidade, com informações de causa social, uma revista eletrônica que tem como público alvo internautas com médio e alto potencial ideológico e de consumo para interagir e desenvolver a sua própria subsistência em diversas esferas da comunidade para o bem comum.