Lula se entrega à PF 26 horas depois do fim do prazo dado por Moro

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10 de abril de 2018

Militantes chegaram a barrar a saída de Lula do Sindicato dos Metalúrgicos; Gleisi Hoffmann teve que negociar saída.

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregou à Polícia Federal quase 26 horas depois do fim do prazo concedido pela Justiça para que se apresentasse voluntariamente.

 

Depois de discursar por quase uma hora, Lula foi carregado até dentro do sindicato por militantes.  No caminho, recebeu flores, cumprimentos e, antes de entrar no prédio, acenou para a multidão. Lá dentro o ex-presidente almoçou.

 

Logo depois do discurso do ex-presidente no começo da tarde, militantes foram ao aeroporto de Congonhas para esperá-lo.

 

No início da tarde, a Polícia Militar e a companhia de tráfego começaram a organizar o esquema para a chegada do ex-presidente Lula. Eles fecharam uma parte da rua em frente ao aeroporto, onde estavam os militantes. O número dos correligionários foi aumentando ao longo da tarde. E os ânimos ficaram mais exaltados.

 

Os militantes se concentraram em frente ao portão por onde entram autoridades. Houve bate-boca com pessoas que defendiam a prisão de Lula.

 

Equipes de imprensa também sofreram ameaças de agressão. A do JN foi expulsa da frente do portão.

 

No meio da tarde, a equipe do JN acompanhou um comboio da PF com cinco carros sem identificação, que seguiu para o Sindicato dos Metalúrgicos. Estacionaram a poucos metros de um dos portões do sindicato. Lá, os agentes esperaram.

 

Pouco antes das 17h, a equipe do JN registrou quando o ex-presidente entrou num carro cinza, que estava no estacionamento do sindicato.

 

Houve tumulto. Parte do portão foi arrancada pelos militantes. Sem condições para a saída, Lula voltou para dentro do prédio.

 

Às 18h, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, fez um apelo à militância.

 

“A Polícia Federal deu a nós meia hora para resolvermos. Se não resolvermos essa situação, é Lula responsabilizado”.

 

Às 18h40, o ex-presidente saiu a pé da sede do sindicato. Cercado pela multidão, foi até um outro portão, que dava acesso à garagem, e se entregou aos agentes da Polícia Federal.

 

Lá, embarcou em um dos carros do comboio da Polícia Federal, que o aguardava.

 

O trajeto de 36 quilômetros entre o sindicato e a Superintendência da Polícia Federal, durou aproximadamente uma hora.

 

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Fonte: G1