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LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998.

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

 

Art. 40. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que trata o art. 27 do Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de sua localização:

Pena – reclusão, de um a cinco anos.

 

Ofício nº 338/2017/5ªPJRC/ama

Assunto: Supressão indevida de vegetação nativa em UC

 

Rio Claro, 21 de junho de 2017.

 

Ilustríssimo Senhor,

 

Por intermédio do presente, comunico a Vossa Senhoria que, após denúncia de populares noticiando a supressão ilegal de vegetação nativa em estágio médio de regeneração pela empresa PREMA, com o aval do atual gestor da FEENA Sr. José Renato dos Santos, em área fora de zona de manejo sustentável, não autorizada em Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, em seu item 3.5 (cf. doc. anexo), considerada de visitação pública e zona histórica cultural, compareci ao local munido de aparelho GPS e constatei a seguinte coordenada georeferenciada Lat: -22º24’47.3” e Long: -47º32’6.2”, referente ao dano ambiental acima mencionado.

 

Também fui informado que houve vistorias da Polícia Militar Ambiental naquela coordenada geográfica nos dias 15 a 17 de maio de 2017.

 

Sendo assim, requisito cópias dos correspondentes Termos de Vistoria Ambiental.

 

Na hipótese da não elaboração do respectivo Auto de Infração Ambiental, requisito a competente autuação, encaminhando cópia ao Ministério Público.

 

Prazo: 10 (dez) dias.

 

Aproveito o ensejo para externar a Vossa Senhoria meus protestos de respeito e consideração.

 

Gilberto Porto Camargo

Promotor de Justiça

Ilustríssimo Senhor,

 

CAP. PM MARCOS JOSÉ PEREIRA

  1. Comandante da 7ª Cia. da Polícia Militar Ambiental de Rio Claro/SP

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O Ministério Público Estadual vem acompanhando a poluição atmosférica gerada pela atividade minerária no Município de Santa Gertrudes/SP e região, em vários inquéritos civis. Esta atividade potencialmente poluidora, se desrespeitar critérios ambientais rígidos, acarreta prejuízos inestimáveis ao meio ambiente e à saúde pública. A qualidade do ar de Santa Gertrudes já foi equiparada a de Cubatão em sua maior crise ambiental. As ruas e casas estão sujas com poeria, gerando desconforto e problemas respiratórios à população. Ademais, a exploração minerária em áreas de mananciais, se efetuada de foram desregulada, compromete os recursos hídricos, contribuindo não só com a destruição do bioma como também ao colapso no fornecimento de água potável a toda população. O Ministério Público vem constatando que o desrespeito às normas ambientais é constante. A CETESB encaminha ao MP diversos autos de infração no setor, para posterior investigação e responsabilização dos agentes poluidores. O Promotor de Justiça Dr. Gilberto Porto Camargo constatou recentemente, transitando não só na área urbana de Santa Gertrudes como na Rodovia Washington Luiz, a presença de caminhões de argila sem lonas ou com lonas soltas, propagando poeira no ar e prejudicando a visibilidade na estrada. A situação se tornou insuportável.

 

Rio Claro, por sua vez, possui uma riqueza minerária enorme, atraindo a atenção dos mineradores. Ademais, abriga nascentes, mananciais e outros preciosos recursos hídricos, responsáveis pelo abastecimento público regional em várias cidades.

 

Não podemos correr o risco de destruir este frágil ecossistema, em nome de lucro.

 

O meio ambiente não poderá jamais perecer, pois o homem perecerá junto.

 

A audiência pública prevista para os próximos dias 09 e 11 de maio de 2017, no auditório do NAM (Núcleo Administrativo Municipal) de Rio Claro tem por fim a exposição à população e às autoridades locais, pelo Ministério Público e sua equipe técnica, os riscos irreversíveis à VIDA pela exploração minerária irresponsável. Os vereadores que votarão o Plano Diretor receberão instruções normativas.

 

Os Promotores de Justiça Ambientais que presidirão a audiência pública possuem um material técnico-científico elaborado por especialistas do setor e colherão outras informações relevantes.

 

O Ministério Público não é contra a mineração, A atividade gera riquezas e contribui para o progresso social. Contudo, o setor deverá sofrer pesadas fiscalizações e se adequar a todas as exigências normativas, com responsabilidade socioambiental.

 

A finalidade da audiência pública é contribuir com os Poderes Executivo e Legislativo locais, bem como com o setor minerário e a sociedade civil, para que exerçam as suas atividades em estrito respeito à legislação ambiental.  Se houver violação às normas, inquéritos civis e policiais serão imediatamente instaurados, bem como ajuizadas ações civis públicas e ações penais, sem prejuízo da responsabilidade político-administrativa por atos de improbidade.

 

No entanto, prevenir é melhor que remediar.

 

A responsabilidade é de todos nós.

 

Lutem por sua cidade, por sua família e pela obra do Criador.

 

Participem!

 

“A luta do MP continua, em defesa do meio ambiente e da saúde da população”.

Dr. Gilberto Porto Camargo

Promotor de Justiça do Meio Ambiente de Rio Claro

 

Segue abaixo o anexo/texto do edital. Divulguem!

 

DOE 20/04/2017

 

Avisos de 19/04/2017

nº 173/2017 – PGJ

 

O Procurador-Geral de Justiça, no uso de suas atribuições, tendo em vista o disposto no art. 19, XII, “p” da LC nº 734, de 26 de novembro de 1993, nos artigos 3º, 61 e 62, todos do Ato nº 484/06-CPJ, de 05 de outubro de 2006 e no art. 3º, da Resolução CNMP nº 82/2012, com redação dada pela Resolução nº 159, de 14 de fevereiro de 2017, a pedido do CAO Cível e de Tutela Coletiva – Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, COMUNICA aos Senhores Membros do Ministério Público e demais interessados que o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente – GAEMA – Núcleo PCJ Piracicaba, realizará AUDIÊNCIA PÚBLICA sobre extração minerária no Município de Rio Claro, nos dias 09 e 11 de maio de 2017, das 19h00 às 22h00, no auditório do NAM (Núcleo Administrativo Municipal) de Rio Claro, situado na Rua 06 n° 3265, Bairro Alto do Santana, conforme edital a seguir:

 

EDITAL DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

Assunto: A Revisão do Plano Diretor de Rio Claro (Projeto de Lei Complementar 150/15), no tocante à disciplina da Extração de Argila no Município, com a finalidade de servir de matéria-prima para o Polo Cerâmico de Santa Gertrudes (fabricação de pisos e revestimentos) e seus impactos negativos aos recursos hídricos, solo, flora, fauna e à Área de Proteção Ambiental (APA) Corumbataí-Botucatu-Tejupá, à APA Piracicaba – Juqueri-Mirim (Área 1) e Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA)

 

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio dos Promotores de Justiça integrantes do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente – GAEMA, Núcleo PCJ Piracicaba, Ivan Carneiro Castanheiro e Alexandra Facciolli Martins, em atuação conjunta com o Promotor do Meio Ambiente de Rio Claro, Gilberto Porto Camargo, com fundamento no art. 129, II, c/c art. 37, caput, da Constituição Federal de 1988, artigo 27, parágrafo único, inciso IV, da Lei nº 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público), e na Resolução nº 82, de 29 de fevereiro de 2012, alterada Resolução n.º 159, de 14 de fevereiro de 2017, ambas do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), resolve, no âmbito do Inquérito Civil nº 14.0409.0002265/2012-9, em trâmite perante o Núcleo PCJ-Piracicaba do GAEMA, realizar AUDIÊNCIA PÚBLICA sobre os impactos da extração de argila no Município de Rio Claro, destinada a servir de matéria-prima para fabricação de pisos e revestimentos nas indústrias do denominado Polo Cerâmico de Santa Gertrudes (Municípios de Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Ipeúna, Iracemápolis e Rio Claro) e seus impactos negativos aos recursos hídricos, ao solo, à flora, à fauna, à Área de Proteção Ambiental (APA) Corumbataí-Botucatu-Tejupá e APA Piracicaba – Juqueri-Mirim (Área 1), no âmbito da Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento do Município de Rio Claro (Projeto de Lei Complementar 150/16).

 

TÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

 

ARTIGO 1º. A Audiência Pública, dividida em dois dias de evento, realizar-se-á com as seguintes finalidades:

  1. I) Ser instrumento pelo qual o cidadão e a sociedade organizada de Rio Claro e região poderão colaborar com o Ministério Público do Estado de São Paulo no exercício de suas finalidades institucionais ligadas à defesa dos direitos e interesses difusos e coletivos, em especial do meio ambiente e de habitação e urbanismo, ofertando críticas à atuação e sugestões de medidas a serem adotadas no âmbito das investigações do Inquérito Civil nº 14.0409.0002265/2012-9, o qual apura, dentre outros aspectos, os impactos negativos das atividades de mineração no Município de Rio Claro, onde a extração de argila serve de matéria-prima para as indústrias do Polo Cerâmico de Santa Gertrudes, gerando diversas formas de poluição;
  2. II) Coletar, junto às instituições da sociedade civil organizada, instituições técnicas, membros da comunidade científica, Poderes Públicos Estadual e Municipal, representantes do setor minerário e população em geral dados, subsídios técnicos, informações, eventuais críticas e sugestões para instruir o inquérito civil acima mencionado, ou outros que venham a ser instaurados relativos ao tema; os quais possam embasar a forma de atuação do Ministério Público;

III) Obter dados e considerações sobre a (in)suficiência do Plano Diretor Minerário (PDM), quanto aos aspectos ambientais, em especial para a proteção de Zonas de Vida Silvestre (ZVS) na APA Corumbataí-Botucatu-Tejupá e na APA Piracicaba – Juqueri-Mirim (Área 1); proteção da Zona de Amortecimento da FEENA (Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade), bem como a disciplina do uso e ocupação do solo na Zona Preferencial para Mineração, na Zona Controlada para Mineração, na Macrozona de Preservação Ambiental e Uso Sustentável e na Macrozona de Desenvolvimento Rural e Manejo Florestal, todos no Município de Rio Claro.

 

  1. IV) Requisitos para um planejamento adequado do uso e ocupação do solo no Município de Rio Claro, com estudos dos impactos cumulativos e sinérgicos das cavas de mineração, extração e transporte de argila, bem como demais impactos da atividade minerária para a água, solo, ar, flora, fauna, biodiversidade, quer no âmbito do OTGM (Ordenamento Territorial Geomineiro) ou de estudos especialmente realizados para embasar a Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento do Município de Rio Claro, quer no âmbito de eventual revisão do Plano Diretor Minerário (PDM) do Polo Cerâmico de Santa Gertrudes (PCST);
  2. V) Prestar contas à sociedade Rio Clarense das atividades desenvolvidas pelo Ministério Público, no tocante à mitigação e reparação das atividades poluidoras decorrentes da extração e transporte de argila no Município de Rio Claro, bem como a forma de equacionar essa questão.

 

ARTIGO 2º. Caberá aos Membros do Ministério Público do Estado de São Paulo, integrantes do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Núcleo PCJ – Piracicaba, bem como ao 5º Promotor de Justiça de Rio Claro, a presidência dos trabalhos, nos termos definidos neste edital.

 

PARÁGRAFO ÚNICO. São prerrogativas dos Presidentes da Sessão:

 

I – designar um ou mais secretários que o assistam;

 

II – efetuar a apresentação dos objetivos e regras de funcionamento da audiência, ordenando o curso dos debates;

 

III – decidir sobre a pertinência das intervenções orais, inclusive sobre excepcional e motivada alteração da ordem dos inscritos para manifestação oral;

 

IV – decidir sobre a pertinência das questões formuladas;

 

V – dispor sobre a interrupção, suspensão, prorrogação ou postergação da sessão, bem como sua reabertura ou continuação, quando o repute conveniente, de ofício ou a pedido de algum participante;

 

VI – recorrer ao emprego da força pública quando as circunstâncias eventualmente o requeiram;

 

VII – alongar o tempo das elocuções, quando considere necessário ou útil, como por exemplo para representantes de órgãos públicos (CETESB, Gestor de APA ou da FEENA, CBRN, DNMP, SEEM, representante do Conselho de Desenvolvimento da AUP – Aglomeração Urbana de Piracicaba, representante da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB);

 

VIII – decidir sobre a transmissão radiofônica ou televisiva da audiência.

 

 

TÍTULO II

DA REALIZAÇÃO DA AUDIÊNCIA

 

CAPÍTULO I

DA INSCRIÇÃO PARA MANIFESTAÇÃO ORAL

 

ARTIGO 3º. Poderão participar, intervindo oralmente, pelo tempo a ser definido pela Presidência, em razão do número de inscrições e da limitação do tempo, quaisquer pessoas físicas e quaisquer entidades ou pessoas jurídicas, públicas ou privadas, que possuam interesse geral nos temas objeto da audiência, respeitadas a ordem de inscrição, a categoria ou a natureza da intervenção, conforme disciplinado no presente Edital ou definido pela Presidência dos Trabalhos.

 

ARTIGO 4º. A inscrição poderá ser realizada no dia da Audiência Pública, mediante preenchimento de ficha de inscrição, sendo que a ordem das intervenções orais se dará pelo critério cronológico das inscrições, ressalvadas as prerrogativas do Presidente da Sessão (artigo 2º, parágrafo único, inciso III) e a disponibilidade de tempo para todas as manifestações, diante do horário previsto para o término das sessões.

 

  • 1º. Salvo se houver tempo disponível, observados os horários de início e término dos trabalhos, os interessados poderão se manifestar por apenas uma vez na audiência.
  • 2º. Poderá haver limitação em caso de número excessivo de inscrições.

 

 

CAPÍTULO II

Do LOCAL e DATA da AUDIÊNCIA e do PROCEDIMENTO.

 

ARTIGO 5º. A Audiência Pública será realizada nos dias 9 e 11 de maio de 2017, no auditório do NAM (Núcleo Administrativo Municipal), situado na Rua 06 n° 3.265, Bairro Alto do Santana, em Rio Claro/SP, com início às 19h00m e término às 22h00m.

 

  1. I) . No dia 09 de maio serão abordados os seguintes temas: a) Mineração e Recursos Hídricos; b) Saúde da População;
  2. II) No dia 11 de maio serão abordados os seguintes temas: c) Planejamento Territorial e Mineração; 4) Impacto da Mineração na Biodiversidade (Impactos da Mineração);

III) Para cada tema, haverá duas exposições, de 20 minutos cada, sendo a primeira apresentação por representante do setor minerário, e a segunda apresentação de convidado do Ministério Público, representando a comunidade científica ou outro seguimento. O representante do setor minerário será indicado preferencialmente pela Secretaria de Estado de Energia e Mineração (SEEM), ou pela ASPACER (Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento);

  1. IV) Após as apresentações técnicas, iniciar-se-ão as manifestações orais daquelas pessoas previamente inscritas, na forma art. 4º;
  2. V) Durante ambos os dias em que se desenvolver a audiência pública serão recebidas eventuais documentos técnicos e/ou manifestações escritas que forem protocolizadas perante a mesa diretora dos trabalhos;
  3. VI) Até o terceiro dia útil após o encerramento da audiência pública serão recebidas contribuições sobre os temas debatidos na audiência pública, pelo e-mail gaemapiracicaba@mpsp.mp.br; mediante protocolo na Secretaria do Núcleo PCJ-Piracicaba do GAEMA, situada na Rua Almirante Barroso, 491, Bairro São Judas Tadeu, Piracicaba/SP; ou no Gabinete do 5º Promotor de Justiça de Rio Claro, situado na Avenida Cinco, 535 – Centro, em Rio Claro/SP.

 

 

ARTIGO 6º. À sessão terá livre acesso a qualquer pessoa, bem como meios de comunicação, respeitados os limites impostos pelas instalações físicas do local de realização.

 

ARTIGO 7º. A Audiência Pública será realizada na forma de (a) exposição de especialistas convidados, (b) exposição de entidades convidadas pela organização do evento e (c) manifestações orais de interessados inscritos, observado o que estabelece o presente edital, sendo facultada a apresentação de documentos escritos, vídeos e gravações.

 

PARÁGRAFO ÚNICO. É facultado aos Representantes do Ministério Público que presidirão a audiência pública convidarem especialistas, pesquisadores, técnicos, associações com notória atuação no âmbito do objeto da audiência, representações profissionais ou sindicais, assim como empresas, associações ou entidades civis, observada a pertinência temática, para comparecerem à audiência na qualidade de expositores ou de participantes.

 

ARTIGO 8º. Serão permitidas filmagens, gravações ou outras formas de registro do evento, sendo certo que os presentes no local autorizam o Ministério Público a divulgar, utilizar e dispor, na íntegra ou em partes, para fins institucionais, educativos, informativos, técnicos e culturais, do nome, da imagem e do som de voz, sem que isso implique quaisquer ônus.

 

ARTIGO 9º. A audiência será presidida pelos representantes do Ministério Público do Estado de São Paulo, que, após a leitura objetiva do sumário dos procedimentos e dos objetivos da sessão e da exposição dos Especialistas convidados, abrirão as discussões com os interessados presentes.

 

ARTIGO 10. Após a audiência será lavrada ata circunstanciada, no prazo de 30 dias a contar da sua realização, sem prejuízo de eventual gravação audiovisual, passando a integrar os autos dos inquéritos civis ou procedimentos que dela se originarem.

 

PARÁGRAFO ÚNICO. Serão anexados à ata os documentos que forem entregues aos presidentes dos trabalhos durante a Audiência e no prazo de até três dias após sua realização.

 

ARTIGO 11. Concluídas as exposições e as intervenções, os Presidentes darão por concluída a Audiência Pública, podendo fazer a leitura resumida dos pontos principais da sessão.

 

PARÁGRAFO ÚNICO. A ata será subscrita pelos Presidentes da Sessão.

 

CAPÍTULO III

DA PUBLICIDADE

 

ARTIGO 12. A este edital será conferida publicidade, com a publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em sítio eletrônico do Ministério Público, afixação na sede da unidade do Ministério Público em Piracicaba e em Rio Claro, sem prejuízo de eventuais outros locais em que for possível sua afixação, como dependências da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal de Rio Claro;

 

CAPÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

 

ARTIGO 13. As deliberações, opiniões, sugestões, críticas e/ou informações emitidas no evento, ou em decorrência deste, terão caráter consultivo e não vinculante, destinando-se a subsidiar a atuação do Ministério Público do Estado de São Paulo.

 

Piracicaba, 19 de abril de 2017.

 

IVAN CARNEIRO CASTANHEIRO

Promotor de Justiça do GAEMA – Núcleo PCJ Piracicaba

 

ALEXANDRA FACCIOLLI MARTINS

Promotora de Justiça do GAEMA – Núcleo PCJ/Piracicaba

 

GILBERTO PORTO CAMARGO

5º Promotor de Justiça de Rio Claro

 

O Ministério Público do Estado de São Paulo convida toda a população a participar de AUDIÊNCIA PÚBLICA sobre extração minerária no Município de Rio Claro

 

Datas:

09/05/2017 – das 19h às 22h

Temas:

1) Mineração e Recursos Hídricos

2) Saúde da População (Prof. Saldiva)

 11/05/2017 – das 19h às 22h

Temas:

3) Planejamento Territorial e Mineração

4) Impacto da Mineração na Biodiversidade

 

LOCAL: Auditório do Núcleo Administrativo Municipal de Rio Claro

Rua 06 n° 3265, Bairro Alto do Santana

 

Objetivo: Discutir os impactos da extração de argila no Município de Rio Claro, destinada a servir de matéria-prima para fabricação de pisos e revestimentos nas indústrias do denominado Polo Cerâmico de Santa Gertrudes (Municípios de Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Ipeúna, Iracemápolis e Rio Claro) e seus impactos negativos aos recursos hídricos, ao solo, à flora, à fauna, à Área de Proteção Ambiental (APA) Corumbataí-Botucatu-Tejupá e APA Piracicaba – Juqueri-Mirim (Área 1), no âmbito da Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento do Município de Rio Claro (Projeto de Lei Complementar 150/16).

 

Contamos com a sua participação!


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REUNIÃO PELO BEM COMUM E A FORÇA INTEGRADA AZUL

Jenyberto Pizzotti

 

Foi com muita satisfação que hoje estive reunido com o Dr. Gilberto Porto Camargo, digníssimo Promotor Público da 5ª Promotoria de Justiça, responsável pela Pasta do Meio Ambiente, e que vem atuando representando o Ministério Público em diversos casos na proteção dos reais interesses de Rio Claro e da Justiça, como por exemplo, casos de irregularidades contra o Plano Diretor, e como autor em diversas ações civis públicas que investigam a degradação da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade e a poluição que ocorre no local.

 

E foi também com muita honra poder receber diretamente desse querido amigo, um verdadeiro gentleman, e pessoa tão ilustre em nossa cidade, o convite para que eu integre a FIA – Força Integrada Azul, um Grupo Especial de Estudo e Trabalho, que é integrada e recebe o apoio do Ministério Público (MP), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Militar (PM), da Guarda Civil Municipal (GCM), do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) e da Prefeitura Municipal.

 

A FIA – Força Integrada Azul é coordenada pelo ilustre cidadão rioclarense, nosso particular amigo, e pessoa muito querida em nossa comunidade, o Dr. Claudio dos Santos Silva, Capitão Rev. do Exército Brasileiro, e advogado.

 

Como Presidente da SBC – Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e sobretudo, como cidadão de Rio Claro, foi uma honra e um privilégio aceitar humildemente esse convite do Dr. Gilberto, e poder fazer parte dessa equipe de pessoas que amam e defendem nossa cidade e sua população.

 

Estaremos divulgando as atividades da Força Integrada Azul para que mais pessoas possam conhecer e apoiar tudo que é feito pelo Bem Comum por esse Grupo Especial.

 

O Coordenador da FIA – Força Integrada Azul, Dr. Claudio dos Santos Silva, Capitão Rev. do Exército Brasileiro, e advogado.

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Dr. Gilberto Porto Camargo, digníssimo Promotor Público da 5ª Promotoria de Justiça, responsável pela Pasta do Meio Ambiente, e que vem atuando brilhantemente representando o Ministério Público em diversos casos na proteção dos reais interesses de Rio Claro e da Justiça

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Jenyberto Pizzotti, Presidente da SBC – Sociedade do Bem Comum e Dr. Gilberto Porto Camargo, digníssimo Promotor Público da 5ª Promotoria de Justiça, responsável pela Pasta do Meio Ambiente

 

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contato@rioclaroonline.com.br

 


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A caça profissional e esportiva é proibida há mais de 50 anos no país. Ambientalistas já lutam para impedir aprovação

 

Proibida no Brasil há 53 anos, completados no último dia 3, a caça profissional e esportiva de animais silvestres pode ser liberada pelo Congresso Nacional. É o que propõe projeto de lei do deputado ruralista Valdir Collato (PMDB-SC), que começou a tramitar na Câmara no fim do ano passado, mas, por enquanto, não foi analisado nem discutido em nenhuma comissão ou audiência pública. O texto altera o Código de Caça, editado em 1967, que proíbe essa prática em todo o território nacional, salvo em caso de autorização expressa do governo federal por meio de seus órgãos ambientais.

 

O projeto também altera a Lei de Crimes Ambientais, para reduzir o agravamento da pena de detenção de seis meses a um ano e multa, para quem matar ou capturar animais sem licença se isso for feito durante o abate profissional. Hoje essa punição é triplicada se ocorrer durante uma caçada.

 

Propõe ainda a criação de reserva particular própria para caçadas e de criatórios de animais para serem mortos. E prevê também que animais que atacarem propriedades e rebanhos podem ser abatidos se houver um laudo técnico de algum órgão ambiental – o texto não específica qual – autorizando a caça.

 

Na justificativa do projeto, o deputado alega que a proximidade com os animais silvestres no meio rural traz risco para as pessoas e também para as propriedades e rebanhos, o que torna a caçada uma prática regular que, futuramente, pode vir a ser até mesmo uma fonte de renda. “Nesses casos sem finalidade de entretenimento e de esporte, mas como prática de relação com o ambiente, a qual, com o passar do tempo, pode se organizar como uma atividade de cunho cultural, como uma prática social e mesmo como atividade geradora de ganho social e econômica para as populações do meio rural”, afirma o parlamentar.

 

Retrocesso

O projeto de lei, no entanto, já é alvo de protestos de diversas entidades ligadas à proteção dos animais e do meio ambiente expressamente contrárias à caça esportiva. “Autorizar que o ser humano se divirta com uma mira eletrônica matando por esporte um animal é um retrocesso tremendo, além de um risco enorme para a nossa fauna”, defende a presidente da Associação Mineira de Defesa do Meio ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas. Saiba mais: Comissão considera animais não humanos como sujeitos de direitos.

 

Segundo ela, o país já quase não tem mais animais silvestres, nem mesmo nas áreas de conservação, pois não há controle sobre o desmatamento dessas áreas nem sobre o tráfico e matança de espécies. “Para além da crueldade, o Estado não tem condição de liberar a caça esportiva, pois não tem como fiscalizar essa prática.”

 

Além disso, aponta Dalce, o projeto do deputado não traz nenhum dado ou informação técnica que embase essa decisão e não foi feita nenhuma discussão com a sociedade sobre o assunto. Ela cita como exemplo dessa falta de controle a caça de javali europeu, liberada pelo Ibama em 2013. A espécie foi trazida para o Sul do Brasil para o comércio da carne e acabou se transformando em um problema ao ser introduzida na mata nativa. Como não há predadores, os javalis se multiplicaram matando espécies nativas e rebanhos. Seu abate, então, foi liberado, mas segundo Dalce, são muitos relatos de crueldade e de morte de outras espécies durante as caçadas.

 

Armadilhas e falta de discussão técnica

O coordenador-geral da Rede Nacional de Controle do Tráfico de Animais (Renctas), Dener Giovanini, também cobra uma discussão ampla e técnica sobre a regulamentação da caça. “Esse é um assunto que deve partir de uma permissão absolutamente técnica”, afirma Denner. Segundo ele, os técnicos da Renctas já estão debruçados sobre o projeto. “Mas somos absolutamente contra a caça esportiva”, defende.

 

Segundo ele, o manejo de javalis, por exemplo, precisa ser rediscutido e melhor regulamentado, para evitar que outros animais sejam abatidos junto com essa espécie. Para ele, o Brasil não tem a menor condição de liberar a caça esportiva por absoluta falta de meios para fiscalizar a atividade. Ele também teme que haja a criação artificial de pragas animais para justificar sua caça.

 

Para ele, algo semelhante pode ter acontecido com os javalis citados por Dalce, que chegaram inicialmente no Sul do país e hoje já são problema até em Roraima. “Não credito que um javali andou 6 mil quilômetros, do Sul ao Norte. Acho que ele foi artificialmente introduzido para ser caçado.”

 

O ambientalista Paulo Pizzi, que integra o Conselho Nacional do Meio Ambiente e uma rede de organizações ambientais que se contrapõem a esse projeto, batizada de “Aliança Pró-Diversidade”, também classifica o projeto como um retrocesso. Segundo ele, o texto é cheio de armadilhas e tenta dar uma aparência de cunho ambiental à proposta, mas seu único objetivo é liberar a caça.

 

Uma das armadilhas, segundo ele, é a permissão dada por qualquer órgão ambiental para matar animais silvestres. “O projeto não pede nem ao menos um estudo técnico, apenas um laudo de qualquer órgão ligado ao meio ambiente. É um risco muito grande.” Para ele, o projeto não tem nem como ser melhorado. “Não deve tramitar”, defende. O autor do projeto não foi localizado pela reportagem para comentar as críticas.

 

 

O que diz a lei

Lei 5.197, de 3 de janeiro 1967

 

Art. 1º. Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha.

 

§ 1º Se peculiaridades regionais comportarem o exercício da caça, a permissão será estabelecida em ato regulamentador do Poder Público Federal.

 

§ 2º A utilização, perseguição, caça ou apanha de espécies da fauna silvestre em terras de domínio privado, mesmo quando permitidas na forma do parágrafo anterior, poderão ser igualmente proibidas pelos respectivos proprietários, assumindo estes a responsabilidade de fiscalização de seus domínios.

 

Art. 2º É proibido o exercício da caça profissional.

 

Art. 3º. É proibido o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem a sua caça, perseguição, destruição ou apanha.

 

Fonte: Em


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Algumas espécies de lagarto rabo-de-chicote só têm fêmeas

 

Rituais de acasalamento são comuns em diversas espécies do reino animal. Incomum é ocorrer entre duas fêmeas. No entanto, entre uma espécie híbrida de lagartos rabo-de-chicote, em que só há fêmeas, o sexo lésbico existe e mais: as fêmeas se reproduzem sem contato com um macho.

 

Estes animais, que habitam a região compreendida entre o México e o sudoeste dos Estados Unidos, se procriam por partenogênese, uma forma de reprodução assexuada que é caracterizado pelo desenvolvimento e crescimento de um embrião sem a fertilização.

 

O que chama atenção no caso das lagartos rabo-de-chicote é que elas prescindem do sexo com fins reprodutivos, mas não dispensam o ritual de acasalamento, feito entre elas, em um “romance lésbico” animal.

 

Neste ritual, uma das lagartos fêmeas, tomada por uma “onda” de progesterona, simula o papel do macho, “montando” na parceira, que a morde. Este ato sexual, aparentemente sem nenhuma relação com a questão reprodutiva dos animais, no entanto, tem implicações sensíveis na procriação destas espécies.

 

Estudos científicos apontam que fêmeas que realizam esta simulação são mais férteis do que aquelas que não a fazem.

 

Como isso funciona

 

As espécies de lagartos em que existem apenas fêmeas se originam por hibridização: duas espécies diferentes de lagartos rabo-de-chicote, macho e fêmea, se cruzam e dão origem a uma terceira. Este animal híbrido, no entanto, não é estéril e se reproduz por partenogênese.

 

Normalmente, animais que nascem por este tipo de reprodução possuem organismos geneticamente idênticos aos progenitores, sendo, por isso, mais vulneráveis. Mas isso não ocorre com as lagartos rabo-de-chicote.

 

Na formação dos óvulos, elas podem recombinar cromossomos irmãos ao invés de cromossomos homólogos: este mecanismo incomum garante a manutenção da diversidade genética.

 

Às vezes, ocorre na natureza, também, o cruzamento entre esta espécie híbrida fêmea com um macho de outra espécie. Deste acasalamento pode surgir outra espécie híbrida partenogenética. Deste “híbrido do híbrido” combinações cromossômicas estranhas podem surgir: a soma cromossômica do espermatozoide com o óvulo, um mais dois, origina uma espécie com três conjuntos de cromossomos.

 

“Essa espécie híbrida já é considerada uma outra espécie, que pode vir a cruzar com uma terceira, ou ainda cruzar com uma daquelas que deram origem a ela. E aí você tem diferenças no número de cromossomos. Você pode ter envolvido na partenogênese bichos que são diploides e bichos que tem um conjunto de cromossomos a mais, que são triploides”, diz a professora de Genética e Evolução da Unifesp Katia Pellegrino.

 

Diversidade genética

 

Em geral, as células sexuais –ou gametas– têm a metade de cromossomos que o restante das células, mas essas fêmeas híbridas de lagartos rabo-de-chicote fogem à regra e possuem a mesma quantidade –daí estas combinações possíveis.

 

Graças à duplicação cromossômica, estas espécies podem recombinar cromossomos irmãos e ter como mínimo o mesmo jogo de cromossomos que seus progenitores. Com um rico repertório genético, podem, então, dar origem a uma nova linhagem.

 

E assim vão se sucedendo as gerações de lagartos de rabo-de-chicote. Sem machos, com “romances lésbicos”.

 

Por André Carvalho

Do UOL, em São Paulo


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O físico Stephen Hawking tem previsões pouco otimistas para o futuro da humanidade, que justificam a necessidade de começarmos a colonizar Marte e outros planetas. Segundo ele, a extinção da raça humana não deve demorar mais do que 1 mil anos para acontecer.

 

A declaração foi dada durante um discurso na universidade de Oxford, no Reino Unido, no qual ele afirmou que a humanidade não deve sobreviver mais um milênio se não encontrar uma forma de “escapar do nosso frágil planeta”. “Precisamos continuar a ir para o espaço pelo futuro da humanidade”, ele afirma, lembrando aos estudantes para que “continuem olhando para as estrelas, e não para seus pés”.

 

Aos 74 anos, Hawking é um pessimista em relação ao futuro da raça humana, e já deu várias declarações reafirmando seu ponto de vista. Entre as ameaças que ele já citou estão o desenvolvimento de armas biológicas como vírus geneticamente modificados ou guerras nucleares. Até mesmo a evolução da inteligência artificial já foi apontada um risco em potencial.

 

Se Hawking estiver certo, no entanto, é bom a humanidade começar a agir rápido, porque até o momento a única opção viável de planeta colonizável é Marte, pela proximidade e similaridades com a Terra. Mesmo assim, o planeta vermelho ainda é extremamente hostil e tem diversas formas diferentes de matar os seres humanos que lá pisarem.

 

A NASA tem trabalhado para descobrir outros possíveis planetas fora do nosso Sistema Solar, que seriam mais parecidos com o nosso mundo. Não é uma missão fácil, já que mesmo as estrelas mais próximas da Terra estão a anos-luz de distância, fazendo com que a viagem até elas possa demorar décadas com a tecnologia atual.

 

Soma-se a isso o fato de que os planetas que orbitam estas estrelas precisam estar a uma distância muito específica, chamada de “Zona Cachinhos Dourados” (nós não inventamos isso). O conceito se refere ao ponto em que o planeta não está longe o bastante do astro para que sua água congele, nem perto o bastante para evaporar, mantendo uma temperatura amena ideal para a existência de água líquida.

 

Isso não quer dizer que planetas ideais não existam. Recentemente, o programa Kepler da NASA descobriu o Proxima B, um exoplaneta de tamanho similar ao da Terra orbitando na Zona Cachinhos Dourados de Proxima Centauri, a 4,2 anos-luz de nós, o que é pouco em escala espacial, mas ainda é distante demais para uma viagem. Ainda assim, é a melhor esperança até o momento.

 

Olhar Digital

Via Business Insider


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No Haiti, uma família depois da passagem do furacão Mathew REUTERS/CARLOS GARCIA RAWLINS

 

Todos os anos os desastres naturais provocam perdas de 477 mil milhões de euros.

 

Os desastres naturais atiram para a pobreza 26 milhões de pessoas todos os anos e provocam perdas anuais de 520 mil milhões de dólares (477 milhões de euros) no consumo, revela um relatório publicado pelo Banco Mundial nesta segunda-feira e divulgado na Conferência do Clima em Marraquexe.

 

Intitulado “Inquebrável: Construir a Resiliência dos Pobres Perante Desastres Naturais”, o relatório do Banco Mundial e da Instituição Global para a Redução de Desastres e Recuperação (GFDRR) avisa que o impacto humano e económico dos fenómenos climáticos extremos é muito mais devastador do que se pensava.

 

“Os choques climáticos severos ameaçam fazer reverter décadas de progressos contra a pobreza”, disse o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado num comunicado da instituição.

 

“As tempestades, as inundações e as secas têm graves consequências humanas e económicas, com os pobres a pagarem muitas vezes o preço mais elevado. Construir resiliência aos desastres não só faz sentido em termos económicos, como é um imperativo moral”, acrescentou.

 

Divulgado durante a conferência do Clima da ONU (COP22), o relatório analisa os efeitos dos fenómenos climáticos extremos em duas medidas: as perdas patrimoniais e as perdas no bem-estar, o que permite avaliar melhor os danos para os pobres, já que “perdas de um dólar não significam o mesmo para uma pessoa rica do que para uma pessoa pobre”.

 

Em todos os 117 países estudados, escrevem os autores, o efeito dos extremos climáticos no bem-estar, medido em perdas no consumo, é maior do que nas perdas patrimoniais.

 

Uma vez que os efeitos dos desastres naturais afectam desproporcionadamente os pobres, que têm uma capacidade limitada para lidar com eles, o relatório estima que o impacto no bem-estar nesses países seja equivalente a perdas no consumo de 520 mil milhões de dólares por ano. Esta estimativa ultrapassa todas as previsões anteriores em até 60%.

 

Os investigadores exemplificam que, se fosse possível evitar todos os desastres naturais em oito países estudados, o número de pessoas na pobreza extrema, que vivem com menos de um dólar por dia, cairia em 26 milhões.

 

O relatório sublinha a urgência da adopção de políticas inteligentes em termos climáticos, para melhor proteger os mais vulneráveis. Os pobres estão tipicamente mais expostos aos desastres naturais, perdendo mais na proporção da sua riqueza, e muitas vezes não têm apoios, seja da família, dos sistemas financeiros ou dos governos.

 

O relatório do BM usa um novo método para medir os danos dos desastres, contabilizando o peso desigual dos desastres naturais nos pobres.

 

Os autores exemplificam que o ciclone Nargis, que afectou a Birmânia (Myanmar) em 2008, forçou até metade dos agricultores do país a vender propriedades, incluindo terra, para aliviar o peso da dívida que contraíram devido ao desastre.

 

As repercussões económicas e sociais do Nargis sentir-se-ão por gerações, alertam.

 

O relatório avalia, pela primeira vez, os benefícios de intervenções que permitam aumentar a resiliência nos países estudados, incluindo sistemas de alerta, acesso melhorado à banca pessoal, políticas de seguros, e sistemas de protecção social que permitam ajudar as pessoas a responder e a recuperar melhor dos choques.

 

Combinadas, estas medidas ajudariam os países e as comunidades a pouparem 100 mil milhões de dólares (92 milhões de euros) por ano e a reduzirem o impacto dos desastres no bem-estar em 20%.

 

“Os países enfrentam um número crescente de choques inesperados como resultado das alterações climáticas”, disse Stephane Hallegatte, economista da GFDRR, acrescentando que “os pobres precisam de protecção social e financeira contra os desastres que não podem ser evitados”.

 

“Com as políticas que sabemos serem eficazes, temos a oportunidade de evitar que milhões de pessoas caiam na pobreza”, concluiu.

 

Fonte: Público

 


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O Ministério Público Federal denunciou 22 pessoas e 4 empresas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, que deixou 19 mortos. Dentre as denúncias, 21 foram acusados de homicídio qualificado com dolo eventual, que é quando se assume o risco de matar. Eles são acusados pelos crimes de inundação, desabamento e lesões corporais graves e crimes ambientais. Entre os indiciados está o diretor-presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi. Um engenheiro da consultoria VogBr e a empresa também foram denunciados por apresentar laudo falso. Além deles, a Vale, BHP Billiton e Samarco também foram condenadas por crime ambiental. Os procuradores da República apresentaram a conclusão das investigações nesta quinta-feira (20), em Belo Horizonte. A tragédia de Fundão completa um ano, no próximo dia 5 de novembro, quando 19 pessoas morreram e 1 desapareceu no maior desastre ambiental do país.

 

19 pessoas morreram na tragédia | Antonio Cruz/ Agência Brasil

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Fonte: Metro Jornal


No último sábado (18 de junho) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.
Edi Conceição Cristofoletti de Pilla, Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Piracicaba), e Kaly Castellucci.

Edi Conceição Cristofoletti de Pilla, Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Piracicaba), e Kaly Castellucci.

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame (Secretária Adjunta da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro, e advogada da UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro).

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame (Secretária Adjunta da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro, e advogada da UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro).

Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil -  Subseção Piracicaba)

Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Piracicaba)

Leila M. Duckur Pizzotti (representando o Movimento LGBT de Rio Claro, Nautilus Publicidade e a Rio Claro Online), e Claudio Roberto Pereira (Presidente da Associação Chácara dos Pretos).

Leila M. Duckur Pizzotti (representando o Movimento LGBT de Rio Claro, Nautilus Publicidade e a Rio Claro Online), e Claudio Roberto Pereira (Presidente da Associação Chácara dos Pretos).

A sempre presente e dinâmica Irmã Judithe Maria Rodrigues, que na Coordenação da Casa de N.Senhora muito apoiou e incentivou os organizadores do evento.

A sempre presente e dinâmica Irmã Judithe Maria Rodrigues, que na Coordenação da Casa de N.Senhora muito apoiou e incentivou os organizadores do evento.

A cobertura jornalística desse histórico evento foi realizada por João Baptista Pimentel Junior, editor da Rede Cidade Livre Comunicação Comunitária, Editor na empresa Diálogos do Sul e Produtor Executivo na empresa CREC - CINEVÍDEO Roberto Palmari, Eber Novo também da Rede Cidade Livre, e pelos profissionais Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia, Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e o fotógrafo Lauriel Luiz Claro. Crédito das Fotos: Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia

A cobertura jornalística desse histórico evento foi realizada por João Baptista Pimentel Junior, editor da Rede Cidade Livre Comunicação Comunitária, Editor na empresa Diálogos do Sul e Produtor Executivo na empresa CREC – CINEVÍDEO Roberto Palmari, Eber Novo também da Rede Cidade Livre, e pelos profissionais Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia, Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e o fotógrafo Lauriel Luiz Claro.
Crédito das Fotos:
Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e uma das principais organizadoras do evento. Leila e sua equipe vem dando apoio voluntário e logístico nas áreas de Marketing, Comunicação e Divulgação e disponibilizando consultoria voluntária e gratuita as entidades beneficentes.

Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e uma das principais organizadoras do evento. Leila e sua equipe vem dando apoio voluntário e logístico nas áreas de Marketing, Comunicação e Divulgação e disponibilizando consultoria voluntária e gratuita as entidades beneficentes.

Adriana Codo Ricardo e irmã Judithe Maria Rodrigues (Casa de Nossa Senhora).

Adriana Codo Ricardo e irmã Judithe Maria Rodrigues (Casa de Nossa Senhora).

Maria Cristina Schmidt e Michele Crespo (UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro)

Maria Cristina Schmidt e Michele Crespo (UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro)

Thamires Meira Rodrigues (GACC - Grupo de Apoio às Crianças com Câncer).

Thamires Meira Rodrigues (GACC – Grupo de Apoio às Crianças com Câncer).

Airton Moreira Junior

Airton Moreira Junior

Mirieli Gracini Oliveira (Hospedaria de Emaús)

Mirieli Gracini Oliveira (Hospedaria de Emaús)

Victoria Alejandra Hiriart, sempre presente e uma das principais organizadoras do evento, no contato com as entidades civis e junto aos apoiadores com os amigos Aline Rossi da “Valentina Salgados” e Carlos e Sarita Trost da “Quero Bolo”.

Victoria Alejandra Hiriart, sempre presente e uma das principais organizadoras do evento, no contato com as entidades civis e junto aos apoiadores com os amigos Aline Rossi da “Valentina Salgados” e Carlos e Sarita Trost da “Quero Bolo”.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e integrante do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e integrante do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP.

Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e representando o Movimento LGBT de Rio Claro.

Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e representando o Movimento LGBT de Rio Claro.

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Dra. Chrystiane Castellucci Fermino (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Piracicaba)

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Leila M. Duckur Pizzotti, Diretora da Agência Interativa Nautilus Publicidade e da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame (Secretária Adjunta da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro, e advogada da UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro).

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A sempre presente e dinâmica Irmã Judithe Maria Rodrigues, que na Coordenação da Casa de N.Senhora muito apoiou e incentivou os organizadores do evento.

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Escritora Elisandra Pauleli, autora do projeto “Faça Amizades, Bullying Não”, Rosa Rosangela Perinetti Cruz (Projeto Ambiental Amor Verde), vereador José Júlio Lopes de Abreu e o psicopedagogo Jucá Júlio Sanchez Trindade.

Escritora Elisandra Pauleli, autora do projeto “Faça Amizades, Bullying Não”, Rosa Rosangela Perinetti Cruz (Projeto Ambiental Amor Verde), vereador José Júlio Lopes de Abreu e o psicopedagogo Jucá Júlio Sanchez Trindade.

I FÓRUM DAS ENTIDADES CIVIS DE RIO CLARO

 

No último sábado (18 de junho) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.

No último sábado (18 de junho) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e contou com a organização e apoio da Agência Interativa Nautilus Publicidade, da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e recebeu total apoio do NAPEC – Núcleo de Apoio e Proteção às Entidades Civis, órgão da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP, comissão essa presidida pelo Dr. Orlando de Pilla Filho, uma das maiores autoridades no país na área dos Direitos Humanos.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e contou com a organização e apoio da Agência Interativa Nautilus Publicidade, da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e recebeu total apoio do NAPEC – Núcleo de Apoio e Proteção às Entidades Civis, órgão da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP, comissão essa presidida pelo Dr. Orlando de Pilla Filho, uma das maiores autoridades no país na área dos Direitos Humanos.

Com a realização do I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro, foi também disponibilizado as entidades civis, o apoio irrestrito do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH/OAB, na área dos Direitos Humanos, e o apoio voluntário e logístico nas áreas de Comunicação, através da Agência Interativa Nautilus Publicidade com sua diretora Leila Duckur Pizzotti e sua equipe de Marketing.

Com a realização do I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro, foi também disponibilizado as entidades civis, o apoio irrestrito do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH/OAB, na área dos Direitos Humanos, e o apoio voluntário e logístico nas áreas de Comunicação, através da Agência Interativa Nautilus Publicidade com sua diretora Leila Duckur Pizzotti e sua equipe de Marketing.

As apresentações e levantamento de informações e necessidades das entidades obtidas no Fórum, serão apresentadas com maior detalhamento na realização do CONGENUS (Convenção Geral dos Núcleos), evento realizado anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, que será realizado em agosto próximo. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

As apresentações e levantamento de informações e necessidades das entidades obtidas no Fórum, serão apresentadas com maior detalhamento na realização do CONGENUS (Convenção Geral dos Núcleos), evento realizado anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, que será realizado em agosto próximo. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

Os objetivos que se esperou alcançar com a realização desse I Fórum foi identificar, aproximar e conectar as entidades civis de Rio Claro para que, através de um processo de sinergia, pudessem expor suas atividades, realizações, dificuldades e necessidades, e nessa troca de informações e experiências, buscar juntas a potencialização de seus mecanismos de comunicação e busca de maiores e melhores recursos junto à população e aos poderes públicos. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

Os objetivos que se esperou alcançar com a realização desse I Fórum foi identificar, aproximar e conectar as entidades civis de Rio Claro para que, através de um processo de sinergia, pudessem expor suas atividades, realizações, dificuldades e necessidades, e nessa troca de informações e experiências, buscar juntas a potencialização de seus mecanismos de comunicação e busca de maiores e melhores recursos junto à população e aos poderes públicos. Na foto, o Dr. Orlando de Pilla Filho.

Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Moçada da AJA – Associação da Juventude Ativa – sempre presentes (Kauan Alves Talarico, Juliana Negruzzi, Aline Magalhães, Ronaldo Henrique do Monte, Leonardo Augusto Bernardo).

Moçada da AJA – Associação da Juventude Ativa – sempre presentes (Kauan Alves Talarico, Juliana Negruzzi, Aline Magalhães, Ronaldo Henrique do Monte, Leonardo Augusto Bernardo).

Claudio Roberto Pereira (Associação Chácara dos Pretos), e Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro)

Claudio Roberto Pereira (Associação Chácara dos Pretos), e Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro)

Juarez, Pilla, Edi Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB - Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro) e Dr. Orlando de Pilla Filho (Presidente da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP) e sua esposa Edi Conceição Cristofoletti de Pilla

Juarez, Pilla, Edi Dr. Juarez Vicente de Carvalho (OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro) e Dr. Orlando de Pilla Filho (Presidente da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP) e sua esposa Edi Conceição Cristofoletti de Pilla

Heitor Roberto Tommasini, Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e Jessica Moraes Silva.

Heitor Roberto Tommasini, Regina Claret Kapp dos Santos (Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida), Sonia Maria Bastos Buchdid e Renata Claro de Oliveira (APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e Jessica Moraes Silva.

Victoria Alejandra Hiriart criadora e coordenadora do Grupo “Informando e Salvando Vidas – Epidemias” e do Grupo “Ongs e Entidades Civis de Rio Claro”.

Victoria Alejandra Hiriart criadora e coordenadora do Grupo “Informando e Salvando Vidas – Epidemias” e do Grupo “Ongs e Entidades Civis de Rio Claro”.

Dr. Sérgio Santoro (DEFCON – Instituto de Defesa do Consumidor) e Airton Moreira Junior.

Dr. Sérgio Santoro (DEFCON – Instituto de Defesa do Consumidor) e Airton Moreira Junior.

 


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A II Feira da Sustentabilidade, que ocorrerá na próxima semana (de 14 a 16/4), está com uma programação completa para receber o público na Casa do Marquês do bairro Monte Alegre, em Piracicaba (SP). O evento com entrada gratuita será a oportunidade dos visitantes conhecerem alternativas para economia de água e energia, madeira plástica, tecidos sustentáveis, tecnologias ambientais para construção civil entre outros produtos e serviços. Palestras, gastronomia, minicursos, exposições e soluções sustentáveis compõem cerca de 50 atividades.

 

A abertura oficial, na quinta-feira (14), às 9h, contará com Miguel Cooper, da Superintendência de Gestão Ambiental da USP, Paulo Roberto Checoli, presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), Edinalva Inês Correa Souza, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os patrocinadores OJI Papéis Especiais e Klabin, o apoio cultural do Sesc Piracicaba e logístico de inúmeras parcerias.

 

Na sequência, às 10 horas, ocorrerá a Conversa Inaugural, com Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Fabíola Zerbini, do Instituto Kairós – Ética e Atuação Responsável e com Maria Zulmira Souza, da Planetária Soluções Sustentáveis. A II Feira da Sustentabilidade – Compartilhando novas leituras e inspirações é organizada pela Casa do Marquês, Casa da Floresta Assessoria Ambiental e Instituto Casa da Floresta.

 

A programação inclui 14 visitações de escolas e grupos que serão recebidos por monitoria, 14 minicursos, quatro mesas-redondas, 32 estandes com produtos sustentáveis e um espaço demonstrativo. A área de alimentação terá seis food trucks, uma cantina e uma cafeteria com opções saudáveis, todas comercializadas.  O funcionamento será: dias 14 e 15, das 9h às 19h e 16, das 9h às 17h.

 

Os participantes também poderão conhecer o espaço modelo construído por 66 voluntários que se dividiram nas oficinas realizadas antes do evento. Neste local, a equipe da II Feira da Sustentabilidade mostrará composteira, banheiro seco e uma estrutura construída com bambu e fardos de feno, tratamento de água de pia e mobiliário sustentável.

 

Haverá, ainda, a Exposição Científica e Comunitária com 12 trabalhos representando cinco municípios do Estado de São Paulo e um de Minas Gerais, envolvendo cinco grandes universidades. Os trabalhos poderão ser conhecidos no dia 15 de abril. No encerramento da Feira será entregue menção honrosa.

 

REDE SUSTENTÁVEL

 

A II Feira da Sustentabilidade é fruto da união de um grande grupo de pessoas em torno de uma causa que já congrega a expertise de quase 17 municípios. São mais de 70 apoiadores fazendo o evento acontecer e abrindo a Casa do Marquês para mostrarem a riqueza e a diversidade socioambiental da região. “Trata-se da construção de uma rede de pessoas físicas, empresas, iniciativa pública e do terceiro setor mobilizando a economia colaborativa”, diz Mônica Cabello de Brito, coordenadora geral da II Feira da Sustentabilidade.

 

Para a produtora executiva Valéria Freixêdas, este é um evento com potencial para despertar vários sentidos no público, mas, sobretudo, “compartilhar ideias e práticas sustentáveis que estão à disposição em nossa região e, cada vez mais, unindo pessoas para a construção de um mundo melhor”, enfatiza.

 

CADASTRO

 

Quem deseja saber as novidades da II Feira da Sustentabilidade pode fazer o cadastro pelo site www.feiradasustentabilidade.com.br. Por e-mail serão enviadas todas as informações da programação e a certificação digital das atividades escolhidas. Para conhecer os temas dos minicursos e mesas-redondas basta acessar o menu “Programação”.

 

ATIVIDADES E INSCRIÇÕES

 

Com vagas limitadas, para participar das atividades paralelas, como palestras e minicursos, por exemplo, será necessário chegar com 20 a 30 minutos de antecedência na Casa do Marquês e indicar o interesse. A entrada será por ordem de chegada.

 

A Exposição Científica e Comunitária ocorrerá no dia 15 de abril, em dois horários: das 9h às 12h e das 14h às 17h.  A visitação do espaço modelo, dos estandes e da área de gastronomia estará aberta sem necessidade de agendamentos, todos os dias do evento: 14 e 15, das 9h às 18h30 e dia 16, das 9h às 16h30.

 

Na sexta e no sábado, às 18h30, a música envolverá os visitantes com apresentações do Projeto Guri. Já no domingo, às 16h30, será a vez do Grupo Baque Caipira, sempre no jardim da Casa do Marquês.

 

SOBRE A CASA DO MARQUÊS

 

A Casa do Marquês visa ser uma referência para o município de Piracicaba e região como um espaço de encontros sociais e corporativos e de vivência da arte e da cultura, valorizando eventos que aconteçam num patrimônio histórico diferenciado e único. Também tem como objetivo propiciar a troca de saberes num espaço acolhedor, de aprendizado e livre expressão, oferecendo a vivência da arte em suas diferentes manifestações.

 

http://www.casadomarques.com.br/

 

 Sobre a Casa da Floresta:

 

A Casa da Floresta Assessoria Ambiental desenvolve projetos em empresas e instituições baseados em princípio de qualidade profissional e ética, em uma gestão ambiental voltada à complexidade entre ambiente e sociedade, pautada nas exigências do mercado internacional. Por meio de pesquisas, trabalha com contínuo aperfeiçoamento de metodologias voltadas para a conservação ambiental e desenvolvimento de projetos socioambientais.

http://www.casadafloresta.com.br/

 

Sobre o Instituto Casa da Floresta:

 

O Instituto Casa da Floresta nasceu do anseio de um grupo de pessoas, engajadas e atuantes, em contribuir com a construção de novos paradigmas para as questões socioambientais contemporâneas. Tem como missão incentivar a reflexão, a prática e a busca de soluções para as questões socioambientais, na cidade, no campo ou na floresta, a fim de que este movimento permita a geração de novas reflexões e ações.

 

Serviço:

II Feira da Sustentabilidade Compartilhando novas leituras e inspirações

Data/horário: ABRIL  – 14 e 15, das 9h às 19h; 16, das 9h às 17h

Abertura: Dia 14, às 9 horas

Local: Casa do Marquês, bairro Monte Alegre, Piracicaba (SP)

 

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Os acordos globais para reduzir as emissões de carbono e frear as mudanças climáticas devem impulsionar a construção de usinas nucleares mundo afora e inclusive no Brasil, diz o embaixador brasileiro na Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Laércio Antônio Vinhas.

 

Apesar do risco de acidentes – como o ocorrido na usina japonesa de Fukushima em 2011 -, a energia nuclear não emite gases causadores do efeito estufa (resíduos tóxicos da atividade costumam ser armazenados indefinidamente).

 

No ano passado, o governo brasileiro se comprometeu a reduzir em 43% as emissões desses gases até 2030 em comparação com níveis de 2005. Segundo o embaixador, além de investir nas fontes solar e eólica, o Brasil precisará recorrer a reatores nucleares para substituir usinas térmicas a carvão. Hoje a fonte nuclear responde por 2,4% da geração de energia do país.

 

Vinhas foi um dos principais negociadores brasileiros da Cúpula de Segurança Nuclear, que se encerra nesta sexta-feira em Washington e reuniu líderes de 53 países. A presidente Dilma Rousseff representaria a delegação brasileira, mas cancelou a presença após o agravamento da crise política no país.
Físico nuclear, Vinhas trabalhou na Comissão Nacional de Energia Nuclear por 47 anos e se tornou figura frequente em reuniões internacionais sobre o tema. A experiência no setor lhe rendeu em 2011 um convite do governo para assumir a missão brasileira na Aiea, em Viena, mesmo não sendo um diplomata de carreira.

 

Em setembro, foi eleito presidente da junta de governadores da agência por um ano. Confira abaixo sua entrevista à BBC Brasil.

 

BBC Brasil – Os acordos para a redução de emissões de carbono tendem a estimular energia nuclear?

 

Laércio Antônio Vinhas - Não só a nuclear como qualquer uma das chamadas energias limpas. Todos os países, para ter uma matriz energética mais limpa, terão de reduzir usinas a óleo ou carvão, e as principais alternativas são as fontes eólica, solar e nuclear. Principalmente a China tem investido muito nessas três para cumprir os compromissos assumidos na Conferência de Paris em 2015.

 

BBC Brasil – O Brasil também investirá mais em energia nuclear?

 

Vinhas - Grande quantidade de nossa energia é gerada por hidrelétricas. É uma energia limpa em termos de geração de carbono, mas hoje ambientalistas não são tão favoráveis a ela, porque alaga áreas férteis e pode causar mudanças no microclima.

 

O Brasil, além de explorar bagaço de cana e as energias eólica e solar, precisará da nuclear para substituir eventuais usinas térmicas. Não pode só depender das hidrelétricas, porque quando há problemas de clima (como secas) ficamos numa situação difícil. Para ter segurança energética, precisamos de um leque de várias fontes de energia.

 

BBC Brasil – O acidente de Fukushima, no Japão, não freou a construção de usinas nucleares?

 

Vinhas - Ele impactou mais do que os países (defensores da) energia nuclear gostariam, mas muito menos do que quem é contra a energia nuclear gostaria. Houve certa redução na expectativa do número de reatores a serem construídos no futuro, mas lentamente isso já está sendo recuperado.

 

BBC Brasil – A ausência da presidente Dilma na cúpula gerou algum comentário ou constrangimento para a delegação brasileira?

 

Vinhas - Não. Vários países estão representados por seus ministros de Estado ou vice-presidentes. Isso é normal. Em todas as cúpulas alguns vão e outros não. Depende muito da situação do país naquele momento.

 

BBC Brasil – O Brasil articulou na cúpula a elaboração de um comunicado paralelo em prol do desarmamento nuclear. Qual a viabilidade da proposta?

 

Vinhas - Não somos naïfs (ingênuos) para achar que seria aprovada, mas é para manter vivo o tema. Muitos países acham que a segurança nuclear não tem a ver com desarmamento. Nossa opinião é o contrário.

 

Se fosse possível roubar material nuclear ou roubar uma bomba pronta, o que o terrorista roubaria? O material nuclear em todas as instalações com fins civis representa 17%, enquanto 87% do material nuclear está sendo empregado para fins militares.

 

Essa parte do material nuclear é tratada com muito sigilo. Em nome da transparência, uma série de informações poderiam ser fornecidas sem revelar os pontos fracos para os bandidos. O que queremos no horizonte é um mundo livre de armas nucleares. Deve ser um objetivo de caráter permanente.

 

BBC Brasil – Como as potências reagiram às propostas brasileiras?

 

Vinhas - Elas preferem isolar a parte militar da segurança nuclear como um todo. Por isso não se chegou a consenso para incluir elementos sobre o desarmamento no comunicado final. Frente a essa impossibilidade, fizemos um comunicado conjunto e países com opiniões parecidas se associaram a nós.

 

BBC Brasil – O mundo está mais seguro hoje do que quando foi realizada a primeira cúpula nuclear, em 2010?

 

Vinhas – Quanto ao material nuclear, houve uma melhoria muito grande. O principal objetivo atingido pela cúpula foi levar esse assunto até os altos níveis dos países. Gerou uma conscientização das autoridades quanto à “nuclear security” (segurança das instalações nucleares). Todos os países adotaram medidas para fortalecer e difundir a cultura de “nuclear security”.

 

BBC Brasil – Qual o risco de grupos extremistas se apossarem de material nuclear hoje?

 

Vinhas - Não é muito fácil de adquirir nem de roubar material nuclear, e daí até chegar a uma bomba vai um caminho muito grande. Quem advoga o risco argumenta que não se faria uma bomba como aquelas para soltar de avião ou foguete, mas uma bomba rudimentar que pode causar comoção social muito grande.

 

Outro risco é a bomba suja, em que você pega uma granada, coloca material radioativo em volta e joga em algum lugar. Provavelmente não vai morrer quase ninguém, mas vai haver uma contaminação razoável e gerar uma ruptura social, com consequências econômicas e psicológicas muito grandes.

 

Quanto mais se melhorar o controle sobre fontes e materiais radioativos, sobre o uso médico-hospitalar, na indústria, mais você reduz a probabilidade de acidente. Quando começaram a pôr grades na frente dos prédios, quem não pôs ficou enfraquecido, porque o ladrão vai escolher aquele que não tem a grade.

 

Fonte: BBC


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II Feira da Sustentabilidade é realizada pela Casa do Marquês, Casa da Floresta Assessoria Ambiental e Instituto Casa da Floresta

 

 A construção histórica da Casa do Marquês, no bairro Monte Alegre, em Piracicaba (SP), se tornará um centro irradiador de práticas sustentáveis durante a II Feira da Sustentabilidade Compartilhando novas leituras e inspirações, que ocorrerá de 14 a 16 de abril de 2016. O evento, apresentado à imprensa e aos parceiros na tarde desta quarta-feira (2), mediará as boas práticas em sustentabilidade, com realização da Casa do Marquês, Casa da Floresta Assessoria Ambiental e Instituto Casa da Floresta.

 

A equipe da II Feira da Sustentabilidade entende as urgências do mundo e mantém o foco no objetivo do evento: fomentar a troca de experiências regionais sobre ações, estratégias e práticas sustentáveis por meio de oficinas pré-evento, estandes de exposição, mesas redondas, minicursos e exposição científica e comunitária. Essas iniciativas foram estruturadas dentro de quatro eixos temáticos: Gestão para Municípios Sustentáveis, Tecnologias Sociais, Sustentabilidade Empresarial e Construções Sustentáveis. 

 

O município de Piracicaba se destaca por um cenário que possibilita o desenvolvimento sustentável já que apresenta um alto índice de IDH (0,785 – variação de 0 a 1), sendo o 50º no Estado de São Paulo e 92º no País, e também o 52º município de maior PIB no País. O município está incluído na região classificada como 11º exportadora do Estado (ver abaixo).

 

É neste contexto regional que a II Feira de Sustentabilidade irá unir empresas, organizações da sociedade civil, instituições governamentais, entidades públicas e privadas de Educação e estudantes, privilegiando os 24 municípios pertencentes ao Aglomerado Urbano e aqueles localizados em um raio de 120 quilômetros de Piracicaba, abrangendo as principais cidades da região, como Rio Claro, Limeira, Santa Bárbara, Americana, Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Botucatu, São Carlos e Araras. 

 

“Em cada eixo temático da Feira busca-se refletir e trazer inovações sobre os seguintes processos: Uso responsável da água, Uso responsável da energia, Gestão de resíduos, Pegada Ecológica, Responsabilidade Socioambiental, Qualidade de Vida, Alimentação, Moradia, Mobilidade, Produção e Consumo Responsável. Desta forma, o evento irá mapear e apresentar algumas das melhores práticas regionais”, afirma Mônica Brito, coordenadora geral do evento.

 

Dentro de um contexto em que os mais atuais acordos mundiais trazem tendências que devem ser transformadas em conhecimento e práticas, o conceito de sustentabilidade confere alto valor e impulsiona novos negócios, serviços e produtos cada vez mais inovadores a fim de conservar os recursos naturais e a vida no planeta e assim concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (ver abaixo).

 

Sobre a Casa da Floresta:

 

A Casa da Floresta Assessoria Ambiental desenvolve projetos em empresas e instituições baseados em princípio de qualidade profissional e ética, em uma gestão ambiental voltada à complexidade entre ambiente e sociedade, pautada nas exigências do mercado internacional. Por meio de pesquisas, trabalha com contínuo aperfeiçoamento de metodologias voltadas para a conservação ambiental e desenvolvimento de projetos socioambientais. http://www.casadafloresta.com.br/ 

 

Sobre a Casa do Marquês:

 

A Casa do Marquês visa ser uma referência para o município de Piracicaba e região como um espaço de encontros sociais e corporativos e de vivência da arte e da cultura, valorizando eventos que aconteçam num patrimônio histórico diferenciado e único, propiciando a troca de saberes num espaço acolhedor, de aprendizado e livre expressão e oferecendo a vivência da arte em suas diferentes manifestações. http://www.casadomarques.com.br/ 

 

Sobre o Instituto Casa da Floresta:

 

O Instituto Casa da Floresta nasceu do anseio de um grupo de pessoas, engajadas e atuantes, em contribuir com a construção de novos paradigmas para as questões socioambientais contemporâneas. Tem como missão incentivar a reflexão, a prática e a busca de soluções para as questões socioambientais, na cidade, no campo ou na floresta, a fim de que este movimento permita a geração de novas reflexões e ações. 

 

Serviço:

 

II Feira da Sustentabilidade, 14 a 16 de abril de 2016, Casa do Marquês, Monte Alegre, Piracicaba/SP

 

As empresas e instituições da região podem participar do evento como patrocinadoras, expositoras de negócios e estruturas, como parceiras ou mesmo como participantes do simpósio, onde haverá mesas redondas, minicursos e uma exposição científica e comunitária relacionados aos quatro eixos do evento.

 

Fontes:

Dados município Piracicaba:

  • IDH alto : 0,785 (variação de 0 a 1), 50º no Estado e 92º no País (IBGE 2010).
  • 11º região exportadora do Estado de SP ( período de janeiro a setembro de 2015/Ciesp-Fiesp Depecon). A região agrega os municípios de Piracicaba, Santa Maria da Serra, Charqueada, Saltinho, São Pedro, Águas de São Pedro, Iracemápolis, Rio das Pedras e Laranjal Paulista.
  • 52º município de maior PIB no País (2012/IBGE)

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=134&catid=100&Itemid=433&lang=-pt-BR

 

Guia de Referência Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 

Concluídas em agosto de 2015 as negociações da Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável culminaram na adoção, em setembro, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):

 

Fonte: Ministério das Relações Exteriores/Brasil http://www.itamaraty.gov.br/images/ed_desenvsust/ODSportugues12fev2016.pdf

 

Objetivo 1 – Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

 

Objetivo 2 – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.

 

Objetivo 3 - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

 

Objetivo 4 – Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

 

Objetivo 5 – Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.


Objetivo 6
– Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e o saneamento para todos.

 

Objetivo 7 – Assegurar a todos o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia.

 

Objetivo 8 – Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

 

Objetivo 9 – Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

 

Objetivo 10 - Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

 

Objetivo 11 – Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

 

Objetivo 12 –  Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

 

Objetivo 13 – Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e os seus impactos (reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima).

 

Objetivo 14 – Conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

 

Objetivo 15 – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

 

Objetivo 16 – Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

 

Objetivo 17 – Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

 

Mônica Brito – coordenadora geral da II Feira da Sustentabilidade

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Informações sobre o evento:
Mônica Salles – Assessora de Imprensa – MTb 62825/SP
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A Polícia Civil de Minas Gerais cumpre mandados de busca e apreensão de documentos na sede da mineradora Samarco no bairro Savassi, área nobre de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (5).

 

A operação é comandada pelo delegado Rodrigo Bustamante, um dos responsáveis pelas investigações do rompimento da barragem de Fundão, que aconteceu há exatos três meses e deixou 17 mortos e dois desaparecidos em Mariana (MG).

 

Pelo menos quatro carros da polícia estão no local. Ainda não há informações sobre o teor das buscas.

 

O UOL não localizou ninguém na sede da empresa para comentar o assunto. A reportagem também não conseguiu contato telefônico com a assessoria de imprensa.

 

Além do limite

Na terça-feira (3), reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” informou que aSamarco ampliou acima do limite anual a barragem do Fundão.

 

É o que apontou o despacho de indiciamento sob a acusação de crime ambiental da mineradora e de executivos da empresa feito pela Polícia Federal (PF) em 13 de janeiro.

 

O documento mostra ainda que a leitura de equipamentos que medem o nível de água da represa estava com atraso de dez dias.

 

Prejuízo de R$ 1,2 bilhão

Ontem, foi divulgado um levantamento feito pela força-tarefa do governo de Minas Gerais para avaliar “os efeitos e os desdobramentos tragédia”.

 

O documento diz que a tragédia causou um prejuízo inicial de R$ 1,2 bilhão, atingindo 35 municípios do Estado e uma população estimada em 320 mil pessoas.

 

Policias civis cumprem mandados de busca e apreensão na seda da Samarco, em BH

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RELATÓRIOS TÉCNICOS APONTAM RISCO DE DESABAMENTO IMINENTE

Fonte: Uol

 


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Segundo órgão, propostas são genéricas e superficiais.
Samarco diz que vai incorporar sugestões ao plano.

 

O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade ao parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre do plano da mineradora Samarcopra recuperar áreas atingidas pelo desastre ambiental de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A equipe técnica do órgão encontrou uma série de falhas e rejeitou o documento.

 

O levantamento dos impactos do rompimento da barragem de fundão e as ações propostas foram consideradas genéricas e superficiais. Ainda segundo o Ibama, o plano apresenta pouca fundamentação metodológica e científica. A empresa protocolou o plano de recuperação ambiental na superintendência do Ibama, em Belo Horizonte, no dia 18 de janeiro.

 

Os técnicos do instituto ressaltaram que a Samarco, cujos donos são a Vale e a BHP Billiton, não estipulou metas com prazos definidos para as ações propostas, impossibilitando o acompanhamento delas. O Ibama já notificou a Samarco para que complemente e atualize o plano até o dia 17 de fevereiro.

 

Para o diretor do Ibama Paulo Fontes, o plano de recuperação apresentado pela Samarco é “amador”.

 

A Samarco declarou que o plano de recuperação ambiental foi apresentado e discutido previamente com órgãos e entidades ambientais. A mineradora afirmou também que os pontos de aprimoramento sugeridos vão ser incorporados ao plano, porque se trata de um processo dinâmico, sob revisão permanente  e aperfeiçoamento.

 

Processos para Justiça Federal
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu enviar seis processos relativos ao rompimento da barragem de Fundão para a 12ª Vara Federal e os recursos para o Tribunal Regional Federal da primeira região.

 

Dentre as ações, quatro delas, todas ligadas à área de meio ambiente, têm o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como parte. O órgão informou que vai recorrer da decisão.

 

Já as outras duas foram movidas pelo Município de Itueta e pelo Núcleo Assessoria Comunidades Atingidas Barragens (Nacab).

 

Rejeitos se deslocam
O Ministério Público Federal fez imagens, nesta quarta-feira (27) do momento exato do deslocamento de rejeito de minério, na barragem de Fundão. Quatrocentos e cinquenta funcionários que trabalhavam em obras de reforço das estruturas tiveram que sair.

 

Nesta quinta-feira, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, um funcionário da Samarco disse que o rejeito desceu até o reservatório de Santarém.

 

“Fizemos um voo no helicóptero da Samarco e avaliamos que esse material, realmente, ele se depositou na porção do fundo do reservatório da barragem de Santarém”, disse o engenheiro José Bernardo Vasconcelos

 

A barragem de Santarém fica logo abaixo da barragem de Fundão e já recebeu parte do rejeito que vazou do rompimento, em novembro do ano passado. A Samarco atribuiu o deslocamento à chuva intensa dos últimos dias.

 

“Deixa preocupado porque demonstra que o fator tempo pode sim vir a prejudicar e trazer sérias consequencias naquele empreendimento”, disse o promotor de meio ambiente Daniel Oliveira de Ornelas.

 

Fonte: G1

 


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Nos últimos 20 anos, o Estado de São Paulo foi tomado pelo vírus da dengue. Entre 1995 e 2015, o porcentual de cidades paulistas onde há circulação do vírus passou de 16,5% para 94,8%, mostra levantamento inédito feito pelo jornal Estado de S. Paulo com base nos dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde.

 

No ano passado, quando São Paulo viveu a pior epidemia de dengue da história, com 649 mil casos e 454 mortes, 612 dos 645 municípios tiveram transmissão do vírus. Em 1995, dado mais antigo, somente 107 cidades tinham registro de casos. O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, é o mesmo vetor do zika vírus.

 

Mesmo quando analisado um período mais curto, o avanço da doença impressiona.

 

Das 612 cidades que tiveram casos no ano passado, 481 registraram índice epidêmico –mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Em 2014, estavam nessa situação 142 cidades, o que indica que, em um ano, triplicou o número de municípios com epidemia.

 

O surto de 2015 também reduziu pela metade o número de municípios ilesos à dengue. Até 2014, 25 cidades nunca haviam tido um registro da doença, considerando os dados desde 1995.

 

No ano passado, só nove ficaram livres dentro da série histórica: Barra do Chapéu, Bom Sucesso de Itararé, Campina do Monte Alegre, Itapirapuã Paulista, Monteiro Lobato, Óleo, Quadra, Ribeirão Branco e Taquarivaí.

 

São Miguel Arcanjo, cidade de 36 mil habitantes no sudoeste paulista, não tinha registrado casos autóctones de dengue até 2014. Primeira pessoa a ter contraído dengue no município, a diarista Elisângela Pereira, de 43 anos, se considera um marco no combate à dengue. “Depois do meu caso, todo mundo passou a se preocupar”, diz.

 

Em 2015, a doença chegou com força por lá: foram 298 notificações e 52 casos confirmados, dos quais 19 autóctones, em que a pessoa se infectou na própria cidade. Como não havia histórico na cidade, o diagnóstico demorou dez dias. “Fiquei de um lado para outro. Não tinha o teste rápido.” Elisângela chegou a ser internada.

 

Seca piorou o quadro

Segundo pesquisadores, a crise hídrica em São Paulo pode ter motivado a expansão da doença.

 

“O mosquito é mais relacionado à chuva, mas, sem chuva, as pessoas passaram a armazenar água de qualquer jeito. Onde mais faltou água é onde explodiu a dengue”, afirma a bióloga da USP Margareth Capurro, especialista em Aedes.

 

As temperaturas mais altas registradas no ano passado em todo o mundo também podem ter ajudado, como mostrou ontem reportagem do Estado. Christovam Barcellos, da Fiocruz, observou que a dengue a partir de 2013 começou a se mover para o sul do país e a atingir áreas de São Paulo e Minas de planalto, geralmente mais frias, onde antes não havia dengue. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Segundo pesquisadores, a crise hídrica em SP pode ter motivado a expansão da doença

rioclaroonline

 

Fonte: Estadão Conteúdo

 


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A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, instituiu grupo de trabalho no âmbito do ministério com a finalidade de coordenar a posição ambiental na esfera federal relacionada ao acidente ocorrido por causa de rompimento da Barragem do Fundão, localizada no município de Mariana (MG). A decisão está em portaria no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (7), e ocorre dois meses depois do desastre.

 

O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco ocorreu no dia 5 de novembro, provocou mortes, destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, deixou desalojados e gerou um mar de lama que avançou até o Estado do Espírito Santo, atingindo rios e praias. O desastre é considerado a tragédia ambiental mais grave do País.

 

O grupo criado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai, especificamente, avaliar os danos ambientais, estabelecer diretrizes e acompanhar as ações de recuperação e revitalização ambiental dos Rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce e ecossistemas estuarinos e costeiros atingidos.

 

Participam do grupo representantes do MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional das Águas (ANA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A coordenação será exercida pelo Ibama.

 

De acordo com a portaria que criou o grupo, poderão também ser convidados a participar dos trabalhos representantes dos governos dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e do Comitê da Bacia do Rio Doce, bem como especialistas em assuntos ligados ao tema.

 

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Trecho do rio Doce, em Mina Gerais, afetado pela lama da

barragem rompida de Fundão

 

Fonte: Estadão Conteúdo

 


rioclaroonline

A presidente Dilma Rousseff abriu seu discurso na 21ª Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas, nesta segunda-feira (30), em Paris, classificando o rompimento da barragem de Mariana “como o maior desastre ambiental da história do Brasil”, prometendo punições severas para os responsáveis.

 

“A ação irresponsável de uma empresa provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do Rio Doce”, disse a presidente. “Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia.”

 

Para a presidente, o Brasil tem sofrido com os efeitos do fenômeno El Niño. “O problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros”, argumentou. “Temos enfrentado secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do país. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força.”

 

O assunto foi o segundo tratado em seu discurso, logo depois que a presidente expressou sua solidariedade às vítimas do terrorismo em Paris.

 

Acordo global

Dilma também defendeu a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja “legalmente vinculante”, ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários.

 

Fonte: Agência Estado


vale

Quanto Vale a vida?

 Foi com essa pergunta que muitos de nós nos deparamos ao acessar nossas redes sociais nos últimos dias. A expressão foi utilizada em uma enxurrada de postagens, notícias, protestos que, ao optar por utilizá-la, faziam claramente alusão e denúncia a outra enxurrada, à enxurrada de lama tóxica que tomou, até o momento, pelo menos outras oito localidades além de Bento Rodrigues e Mariana, as primeiras sentirem toda a toxicidade do desastre decorrente do rompimento de duas barragens de rejeitos das atividades de mineração. Não só ao desastre a expressão se refere, mas também aos seus responsáveis, dentre eles a empresa brasileira Vale S. A.

Toxicidade. Toxicidade esta não só representada pelo ferro, mercúrio, manganês, chumbo e cobre que levados pela lama e juntamente com ela conseguiram matar todo um ecossistema, soterrar espécies endêmicas e tornar as águas do Rio Doce totalmente inapropriadas para irrigação e consumo de animais e seres humanos. Mas também carregada do que há de mais tóxico em termos de civilização, que se acha capaz de sobreviver se colocando na posição de ser distante da natureza, negando qualquer relação de interdependência com a mesma, que não poupa esforços para explorar e exaurir seus recursos, que explora e gasta gente, muita gente, para servir à ganância e enriquecimento de poucos. Civilização que consegue carregar o pesado fardo que é transformar o conceito de felicidade na condição de consumo predatório, sem perceber que há muito já caminha em posição prostrada.

Assim, junto-me ao muitos que perguntam Quanto vale a vida? e também pergunto:

Vale, vale tudo?

A responsabilidade da empresa Vale é inegável, já que ela e anglo-australiana BHP juntas controlam a Samarco, empresa que explora e exporta o minério de ferro da região.

É interessante ressaltar que esta empresa, outrora estatal Vale do Rio Doce, fora privatizada no governo FHC em 1997 pela bagatela de R$ 3,3 bilhões, sim, bagatela perto dos R$ 92 bilhões em que estava orçada na época. Menos de um ano da venda o faturamento da empresa foi superior a R$ 10 bilhões, deixando claro o fundamento da resistência à privatização. Mais uma das empresas engolidas pela falácia da privatização que traria eficiência.

Em 2012, a Vale foi eleita a pior empresa do mundo pelo “Public Eye People’s” premiação realizada pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Berna. Justificativa? Segundo o site da premiação, a nomeação da vale se baseia “história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza”. Confere, Mariana?

Para os acionistas de empresas como esta e tantas outras, os riscos de desastres e calamidades pouco importam, já que não existem prejuízos financeiros para as mesmas.

Vale o que vier?

Os danos ambientais provocados pela barragem de Samarco são visíveis, qualquer imagem das regiões atingidas consegue mostrar um pouco da dimensão do impacto. O ecossistema da região sofre agora com as perdas irreparáveis, os 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro despejados já demonstram parte do estrago e anunciam o que há de vir.

Os impactos se estenderão por muitos anos atingindo diversas dimensões do ecossistema, rios, flora, fauna, solo. Os recursos hídricos representados pelos rios da região sofrerão com o assoreamento decorrente do depósito de sedimentos que são arrastados e se depositam nos trechos onde a corrente é mais fraca, deixando rios mais rasos e com seus cursos desviados. Muitas nascentes foram soterradas e juntamente com elas a reprodução dos peixes, a saúde de rios e o abastecimento de cidades. Em pouco tempo o leito do rio virá a ser estéril. Será cada vez mais evidente a morte de peixes, invertebrados, algas, répteis e anfíbios.

O solo será alterado e sofrerá desestruturação química e alteração em seu pH, resultado do descarte do ferro e de outros metais secundários provenientes da atividade de mineração. A lama que soterrou a vegetação é pobre em nutrientes, não favorecendo em nada o crescimento vegetal, além disso, o ressecamento da lama dificultará a penetração de água. Resultado: solos inférteis.

Vale o que quiser?

Vale a imprensa omitir, em muitas das matérias já veiculadas, os nomes das empresas Vale e BHP como também responsáveis pela grande tragédia? Parece que neste caso os anúncios falam mais alto, não é mesmo?

Vale a imprensa caracterizar uma das maiores catástrofes ambientais do país como um acidente, algo inevitável?

Vale não mostrar ao Brasil as responsabilidades de atores políticos e econômicos na tragédia?

Vale os governos continuarem complacentes às práticas empresariais irresponsáveis, praticando o afrouxamento das leis e utilizando de instrumentos legais como os licenciamentos ambientais que dão a permissão para as atividade que geram destruição como, neste caso, o rompimento de barragens de rejeitos da mineração? Cabe aqui ressaltar que tal posição complacente por parte do Estado se deve, em grande parte, às vultosas doações empresariais para as campanhas políticas.

Ah, e não posso me esquecer de citar que o governo fez cócegas nos bolsos das empresas ao aplicar uma multa de apenas 250 milhões de reais. Vale só isso?

Volto a perguntar:

Vale tudo, o que vier, o que quiser?

Ah! E #NãoFoiAcidente

Débora Gisele Minigildo – Graduanda em Ciências Biológicas pela Unesp de Rio Claro.

dg_minigildo@yahoo.com.br


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Presidente Dilma Rousseff anunciou penalidade em visita a Valadares.
Estados atingidos pela lama também podem pedir ressarcimento.

 

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (12), durante visita a Governador Valadares (MG), que o Ibama vai aplicar uma multa de R$ 250 milhões à Samarco Mineradora.

 

A empresa, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, é responsável pelas duas barragens que se romperam há uma semana, causando uma enxurrada de lama que destruiu o distrito mineiro de Bento Rodrigues e avança sobre o Rio Doce, causando prejuízos às cidades por onde passa.

 

“A multa preliminar é de R$ 250 milhões por dano ambiental e comprometimento da bacia hidrográfica, dano ao patrimônio público e pela interrupção da energia elétrica”, afirmou Dilma durante a coletiva.

 

A presidente disse que os estados atingidos podem também pedir ressarcimento à mineradora. O Ibama confirmou que vai aplicar cinco multas de R$ 50 milhões cada uma.

 

Abastecimento
Governador Valadares está entre as cidades onde a captação de água precisou ser interrompida por causa da lama que tomou conta do Rio Doce.

 

O juiz Lupércio Paulo Fernandes de Oliveira, da Comarca de Valadares, determinou que a Samarco forneça 800 mil litros de água por dia para garantir o abastecimento do município durante 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão.

 

A decisão exige também que a Samarco monitore a qualidade da água do Rio Doce e apresente, em 30 dias, um plano para verificar a persistência de poluentes na água e outro para reparação dos danos causados.

 

Visita
A presidente Dilma Rousseff desembarcou no aeroporto de Governador Valadares por volta das 13h15 desta quinta. Ela chegou à cidade de helicóptero, após visitar Mariana,  onde ficam as barragens.

 

Dilma veio acompanhada dos ministros Aloísio Mercadante (Educação), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Gilberto Occhi (Integração Nacional).

 

Também participaram da visita o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, e os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e do Espírito Santo, Paulo Hartung. Eles vieram com o gabiente de crise, formado por representes da Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros para amenizar os danos causados.

 

Depois de Valadares, a presidente seguiu para  Colatina (ES), que também passa por problemas de abastecimento de água pela contaminação do Rio Doce.

 

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Presidente Dilma Rousseff durante sobrevoo das áreas atingidas pelo rompimento das Barragens Fundão e Santarém. (Região de Mariana – MG, 12/11/2015)

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

 

 

Fonte: G1

 


michel_jarraud

Subida da temperatura já é metade daquela considerada ‘perigosa’, de 2°C.
Concentração do gás já está chegando à média de 400 partes por milhão.

 

O aquecimento global deve levar o planeta a passar uma marca preocupante neste ano: o aumento médio de 1°C na temperatura média da superfície do planeta, em relação aos níveis do século 18, anteriores à Revolução Industrial.

 

A má notícia foi divulgada hoje pelo Escritório Meteorológico do Reino Unido, o Met Office, uma das principas instituições de pesquisa dedicadas a compreender a mudança climática.
Ao cruzar o limite de 1°C, o planeta chega à metade da trajetória para um aquecimento de 2°C, considerado “perigoso” por climatologistas. Negociadores de 190 países se reúnem na cúpula do clima da ONU em Paris, em dezembro, para discutir como deter o aumento.

 

Cientistas afirmam que o aumento substancial de temperatura registrado ocorrerá em parte em razão do El Niño, o afloramento de águas quentes no Pacífico, apesar de a maior parte do fenômeno ser atribuível ao calor extra gerado pelo agravamento do efeito estufa.

 

“Tivemos eventos naturais similares no passado, mas essa é a primeira vez que estamos em vias de bater a marca de 1°C”, afirmou Stephen Belcher, diretor do Centro Hadley de Pesquisas, ligado ao Met Office. “É um sinal claro de que é a influência humana que está levando o clima moderno a uma zona inexplorada.”

 

O objetivo da cúpula de Paris será o de delinear uma política de redução nas emissões de outros gases do efeito estufa para evitar que o planeta atinja os 2°C excedentes antes de 2100.

 

Concentração de CO2
Ao mesmo tempo em que o planeta se aproxima do 1°C extra, a concentração de CO2, o gás-estufa mais abundante, também deve atingir em breve uma marca simbólica: a dos 400 ppm (partes por milhão) na atmosfera.

 

Segundo dados da OMM (Organização Meteorológica Mundial), o teor médio de gás carbônico na atmosfera foi de 397,7 ppm em 2014, e continua em tendência de ascensão.

 

Durante alguns dias no começo de 2014 e no começo de 2014, a concentração de CO2 no hemisfério norte já ultrapassou os 400 ppm. Em breve a média planetária deve atingir esse patamar como nível médio, estima a organização.

 

1, 2 e 3 graus
Como o tempo de permanência do CO2 na atmosfera é da escala de séculos, é improvável que seja possível reduzir a força do efeito estufa em poucos anos, afirma o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. Só uma redução drástica nas emissões é capaz de impedir os 2°C, explicou.

 

“Todos os anos, vemos que o tempo está se esgotando”, afirmou. “Precisamos agir agora para reduzir as emissões de gases-estufa se quisermos ter uma chance de manter o aumento de temperaturas a um nível manejável.”

 

Segundo a ONU, as propostas que os países estão levando a Paris não representam nem metade do esforço que seria necessário para deter os 2°C. O pessimismo com relação ao futuro do clima, porém, não deveria deter os esforços, disse Jarraud.

 

“Um aumento de dois graus será ruim o suficiente, mas será melhor do que três”, declarou. “É claro que teria sido melhor ter um aumento de um grau… mas agora não é mais possível. Não é viável. Tarde demais.”

 

Apesar de um aumento de 2°C parecer pouco no contexto do dia a dia, a perturbação climática causada por esse acréscimo causaria elevação perigosa do nível do mar e um aumento na severidade de secas e tempestades, entre outros efeitos.

 

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O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Michel Jarraud, mostra gráficos ilustrando o aumento da concentração de CO2

(Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Fonte: G1


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