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18 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereador Hernani Leonhardt


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

O entrevistado da vez é o Vereador Hernani Leonhardt.

 

Hernani Leonhardt é Administrador e Vereador pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro, nasceu em 27/07/1974.
Contato: (19) 3526-1326
E-mail: hernani.leonhardt@rioclaro.sp.leg.br
Facebook: https://www.facebook.com/hernani.leonhardt/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta:  Desde o início, quando o projeto apresentado em dezembro do ano passado, ainda referente a R$ 40 milhões, me posicionei de forma cautelosa. Em conjunto com demais vereadores, solicitamos que o Executivo encaminhasse as garantias de pagamento, a capacidade de endividamento do município e um detalhamento dos serviços que seriam realizados, pois estava tudo muito vago. Basicamente, sobre as garantias, o que nos foi enviado foi uma simples projeção do aumento de arrecadação do IPVA nos próximos anos, o que claramente não configura garantia alguma.


Em janeiro, o Prefeito enviou à Câmara Municipal uma emenda ao projeto original, aumentando em 20 milhões de reais o valor total do financiamento. Fui o primeiro vereador a questionar essa manobra do Executivo, haja vista que aumentar em 50% o valor de um financiamento através de uma simples emenda me parecia inconstitucional. O próprio Regimento Interno da Casa, em seu artigo 144 diz que se houver mudança substancial na matéria, ela deve ser reapresentada como Projeto Substitutivo e não como uma simples emenda.


Estávamos certos e o projeto foi retirado e até o momento não foi enviado novamente para a Câmara e, caso seja, já declarei meu voto contrário.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: Acho válido que a sociedade civil, partidos políticos e quem quer que seja se manifeste a respeito de processos que correm na esfera pública, sobretudo relacionado a agentes políticos. Mas reforço que inicialmente cabe um posicionamento oficial da Mesa Diretora da Câmara Municipal, através de sua Procuradoria Jurídica, responsável por todo o funcionamento da Casa. Num segundo momento, há de se respeitar a Constituição e conceder ao acusado o direito de ampla defesa e após o trânsito em julgado, ai sim esta Câmara Municipal tem a obrigação jurídica e moral de se manifestar sobre o caso.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta:  Sem sombra de dúvidas. O Movimento LGBT e suas vertentes vem ganhando seu merecido espaço na sociedade e não vejo o movimento como forma de se sobrepor a crenças e religiões, mas sim como uma maneira de garantir seus direitos básicos, sua segurança e, principalmente, respeito de todos. No que se referir ao bem comum e ao convívio em harmonia entre todos de nossa sociedade, contem sempre com este Vereador.


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7 de janeiro de 2019

Islândia é o primeiro país a proibir pagar salário inferior a mulheres


Desde 1º de janeiro, organizações governamentais e empresas do setor privado podem ser multadas caso descumpram a obrigação.

 

Líder em igualdade de gênero no mundo, a Islândia tem em vigor, desde este 1º de janeiro, lei que proíbe que empresas e setor público paguem salários maiores a homens do que a mulheres.

 

Na prática, órgãos governamentais e empresas do setor privado com mais de 25 funcionários terão que obter certificação atestando a existência de políticas de igualdade salarial efetivas em sua organização.

 

As corporações que não cumprirem com o requisito serão penalizadas com multas diárias de cerca de 1 620 reais. Espera-se que a maior punição, entretanto, seja o constrangimento de não estarem em conformidade com políticas de combate à desigualdade.

 

Empresas e grandes instituições com mais de 250 funcionários em seu quadro tiveram até o final de 2018 para obter a certificação; a partir de agora, elas já podem ser multadas. O prazo acaba no final de 2021 para as organizações que tenham entre 25 e 90 funcionários.

 

A medida torna a Islândia o primeiro país do mundo a ter a igualdade salarial como obrigação. Atualmente, as mulheres recebem cerca de 20% menos do que os homens na Islândia.

  

Foto: Getty Images

Fonte: Claudia


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26 de setembro de 2018

Brasileira agredida pelo namorado nos EUA alerta mulheres sobre relacionamento abusivo


Erick Bretz, de 25 anos, foi preso no último domingo por violência doméstica por estrangulamento e intimidação da vítima.

 

RIO — Após ser brutalmente agredida pelo namorado no último domingo, nos Estados Unidos, a brasileira Melissa Gentz, de 22 anos, publicou nesta terça-feira um alerta para outras mulheres em seu perfil do Instagram: “Que vocês possam ter força e saber que o homem que faz isso uma vez nunca vai mudar”. O agressor da jovem, Erick Bretz, de 25 anos, foi preso pelo Departamento de Polícia de Tampa, na Flórida, que estipulou para ele uma fiança de US$ 60 mil (aproximadamente R$ 240 mil).

 

A estudante de Biologia celular e molecular, que mora na Flórida desde 2015, relatou ao portal “G1″ que a polícia e uma ambulância foram acionados pelo porteiro, depois que ela finalmente conseguiu fugir das mãos do namorado. Segundo a polícia, Erick foi indiciado por violência doméstica por estrangulamento e intimidação de vítima ou testemunha.

 

 

O casal estava junto há três meses, mas Melissa contou que Erick já demonstrava ser ciumento e controlador, querendo ver o que havia no celular dela, por exemplo. Em uma gravação de áudio da briga que a vítima enviou ao “G1″, é possível ouvir Erick chamando-a de burra e dizendo que ela “é uma mulher” e, por isso, “tem que aceitar isso!”, referindo-se à violência. Além disso, o agressor diz que Melissa tem que lhe dar o celular quando ele quiser.

 

“Por que você é tão burra assim? Para de fazer burrice, véi (sic). Você não tem mais noção de p* nenhuma. Já te falei, véi (sic). Para de ser burra! (…) Você não aceita o homem que tem mais dominância do que você. Você não aceita, você acha que é o homem da relação. Mas você não é, você é uma mulher, véi, tem que aceitar isso!”, diz Erick durante a discussão.

 

No Instagram, a mineira publicou fotos de seu rosto machucado para servir de alerta a outras mulheres que também se encontram em um relacionamento abusivo.

 

“Eu queria deixar uma mensagem para todas as mulheres. Que vocês possam ter força e saber que o homem que faz isso uma vez nunca vai mudar. Eu não teria terminado o relacionamento se não fosse pelo último ocorrido, então, por favor, termine, antes que seja tarde demais”, disse Melissa em um vídeo nos Stories nesta terça-feira.

 

Outro post é de uma foto em que ela aparece maquiada e com o cabelo preso, vestindo uma regata preta, num momento anterior à agressão. Na legenda, disse que Erick tinha deletado aquela imagem sem sua autorização, justificando sua atitude com o argumento que “mulher com namorado não podia ter foto ‘mostrando os seios'”.

 

“Começou com reclamações das minhas fotos no Instagram, depois dos comentários nas fotos, mensagens que eu recebia no WhatsApp… até que ele me pegou pelo cabelo e disse que eu precisava aceitar minha realidade porque eu era a mulher da relação. Um homem que te trata assim não te respeita e não te vê nem como ser humano”, ressaltou Melissa, que terminaria os estudos no final do ano, mas precisou trancar o período na faculdade devido ao seu atual estado de saúde.

 

Melissa também publicou em seu Instagram que conseguiu, nesta quarta-feira, usar rímel e blush apenas no lado direito de seu rosto, que não está coberto por manchas roxas resultadas do espancamento de domingo. E ainda explicou por que não passou maquiagem na parte ferida: “Não vou esconder as marcas da minha história porque NENHUMA mulher precisa ter vergonha ou se sentir culpada por ter sido violentada”.

 

 

Fonte: O Globo

Foto: Melissa foi agredida pelo ex-namorado

Instagram/Reprodução


ARTE FINAL PADRAO 2018
5 de junho de 2018

Agradecimentos – 4ª Festa Pré Parada LGBT de Rio Claro/SP – POOL PARTY


A 4ª Festa Pré Parada do Movimento LGBT de Rio Claro/SP foi muito legal e a 5ª será melhor  ainda!!!

 

Dia 27/05, foi um lindo domingo para curtir uma piscininha com os amigos e conhecer as atividades/ações que estamos realizando para a NOSSA GRANDE E PRIMEIRA SEMANA E PARADA LGBT DE RIO CLARO e quem apareceu viu tudoooo!! Rss o/\o

O Movimento LGBT de Rio Claro/SP agradece novamente a todos que colaboraram, o nosso muito obrigada!!!

 

Nossa Semana e Parada Oficial ocorrerá do dia 15/10 ao dia 21/10/2018.

O Tema será: Chega de Opressões! É hora de dar close!

 

Nessa Pré escolhemos a cor Azul para a nossa Pool Party, pois ela significa tranquilidade, serenidade e harmonia.

 

E foi sensacional, rs!!!

Confere só como foi!!!  ;)

 

Apresentadora: Brennah Satiez

 

ARTE FINAL PADRAO 2018

 

Apresentador: Bruno Santoro

 

ARTE FINAL PADRAO - BRUNO

 

Pop/Rock – Tiago Lee

 

ARTE FINAL PADRAO - TIAGO LEE

 

Pop/Rock – DJ Wés

 

ARTE FINAL PADRAO - WES

 

Rolou aquele pastelzinho quentinho FRITO NA HORA… 

 

ARTE FINAL PADRAO - ANINHA PASTEIS

E Teve Glitter simmmm e muito amor!!!

 

ARTE FINAL PADRAO - ANINHA PASTEIS (2)

 

Sorteios e muito mais – Agradecimentos especial para todos os artistas, amig@s, equipe da Tia Dai Pet Shop, e a todos os patrocinadores envolvidos nas ações e campanhas do Movimento LGBT – Ano de 2018, obrigada novamente pessoal, e rumo a Semana e Parada LGBT de Rio Claro/SP!!! Vem Veeem Veeem Primeirinhaaaa :) :P :)

\0/ \0/ \0/ <3 <3 <3

 

 


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1 de junho de 2018

Homem é condenado por infectar mulheres com HIV de propósito


Renato Peixoto Leal Filho abordava as vítimas e as obrigava a fazer sexo sem camisinha. Ele omitia ser soropositivo

 

A Justiça do Rio de Janeiro condenou Renato Peixoto Leal Filho a sete anos de prisão por contaminar, intencionalmente, mulheres com o vírus HIV. Segundo as investigações, o homem, que é soropositivo, manteve relações sexuais com duas mulheres, sem preservativo, para transmitir Aids. A informação é do Jornal Extra. 

 

Na sentença, a juíza Lúcia Regina Esteves de Magalhães afirmou que “não restam dúvidas quanto ao dolo do acusado em manter relações sexuais com as vítimas, a fim de lhes transmitir enfermidade incurável”.

 

De acordo com a magistrada, para convencer as vítimas, Renato Filho as seduzia “por meio de falsa promessa de um relacionamento estável”. Depois, mantinha “relações sexuais de forma extremamente violenta, que incluía a prática de sexo anal, aumentando a possibilidade de contágio do vírus, e não as informando ser soropositivo”.

 

Entre as provas colhidas pela investigação, há vídeos de Renato praticando sexo com as mulheres sem preservativo e depoimentos de diversas testemunhas que relatam ter mantido relações sexuais com ele.

 

Renato Filho está preso desde julho do ano passado. As investigações começaram em agosto de 2015, quando uma das vítimas procurou a polícia para denunciá-lo. Uma outra mulher foi ouvida e contou que o condenado a abordou pelas redes sociais e, posteriormente, sem informar sobre a doença, insistiu para fazer sexo sem o uso de preservativo.

  

Fonte: Metrópoles


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5 de maio de 2018

Urgente: Caso do Estuprador do Bairro Bela Vista em Rio Claro/SP


Policiais Militares da 1ª Companhia prenderam um criminoso pela prática de furto e esclareceram um estupro, durante a manhã de ontem (03), em Rio Claro (SP).

 

Durante patrulhamento os policiais foram solicitados para atendimento de uma ocorrência de dano em uma construção na Vila Bela Vista. Ao chegarem no local os policiais realizaram uma vistoria no imóvel encontrando o infrator dormindo em um dos quartos, e ao realizarem os procedimentos de busca, localizaram roupas e bijuterias que haviam sido furtadas de uma residência vizinha.

 

Posteriormente os policiais verificaram que as características do criminoso coincidiam com as do autor de um roubo seguido de estupro, ocorrido na última terça-feira (01) no Jardim Bela Vista.

 

Na sequência o criminoso foi conduzido à Delegacia da Mulher e posteriormente no Plantão Policial, onde foi reconhecido pela vítima do roubo seguido de estupro, sendo realizado o registro da ocorrência, permanecendo à disposição da justiça.

 

O infrator e a vítima moravam no mesmo bairro.

 

Com informações da Comunicação Social do 37º BPM/I

Foto: www.canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br


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2 de abril de 2018

Fux adia depoimento de Bolsonaro no caso Maria do Rosário


Luiz Fux cancelou o interrogatório de Jair Bolsonaro, que estava marcado para a quarta-feira desta semana (04), nas ações em que o deputado é réu por apologia ao estupro.

 

O ministro do STF quer ouvir todas as testemunhas antes de ouvir o presidenciável.

 

Foto: O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ)


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17 de novembro de 2017

STJ rejeita novo recurso de Bolsonaro e mantém condenação por danos morais


Deputado foi condenado a pagar R$ 10 mil a Maria do Rosário

 

BRASÍLIA — A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, um recurso especial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que questionava sua condenação por danos morais em favor da deputada Maria do Rosário (PT-RS). O julgamento foi realizado no dia 24 de outubro, e a decisão foi divulgada na semana passada.

 

A decisão, aplicada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, se refere a um caso ocorrido em 2014, quando Bolsonaro disse, no plenário da Câmara, que não estupraria a deputada porque “ela não merece”. Depois, em uma entrevista, reforçou a declaração e disse que Maria Rosário era “muito feia”. Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 10 mil à deputada.

 

Este é o segundo recurso sobre o caso rejeitado pela Terceira Turma do STJ. Em agosto, o colegiado já havia negado, também por unanimidade, o primeiro recurso e mantido a condenação do parlamentar. Foi contra essa decisão de agosto que Bolsonaro recorreu.

 

No novo julgamento, a relatora, ministra Nacy Andrighi, afirmou que os questionamentos do deputados “não constituem pontos omissos ou contraditórios do julgado, mas mero inconformismo com os fundamentos adotados no acórdão embargado”. Os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro concordaram com a relatora.

 

Além desta ação, da esfera cível, outras duas ações penais sobre o caso correm no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele já é réu.

 

Fonte: O Globo

Entrevista coletiva do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) - Alexandre Cassiano / Alexandre Cassiano/Agência O Globo/10-08-2017


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7 de novembro de 2017

“Sua mãe é empregada da minha”, gritam pais e alunos de escola de elite


“O meu pai come a sua mãe”; “Sua mãe é minha empregada”. Torcedores de escola de elite promovem lamentável “espetáculo” de preconceito durante competição contra equipe de outro colégio. Gritos em defesa de um pré-candidato à Presidência também foram entoados

 

Na noite de terça-feira (31/10), na decisão do basquete juvenil masculino, o ginásio do IFRN Central, em Natal, ficou lotado e viu o Colégio Marista de Natal superar os donos da casa, o IFRN, por 56 a 44.

 

Após o fim da partida, torcida e familiares invadiram a quadra para comemorar com os jogadores a conquista da medalha de ouro.

 

No entanto, parte da torcida protagonizou lamentável espetáculo de preconceito de classe, machismo e má educação.

 

“1, 2, 3, 4, 5 mil. Queremos Bolsonaro presidente do Brasil”, “O meu pai come a sua mãe” e “Sua mãe é minha empregada” (essa última sendo usada de forma pejorativa, com intuito de desmerecer a profissão das mães dos atletas da escola considerada de prestígio inferior), foram alguns dos cânticos de cunho misógino e discriminatório entoados pela torcida do Marista, segundo nota de repúdio assinada pelo Grêmoi Estuantil Djalma Maranhã, do IFRN.

 

Em vídeo em seu canal no Youtube (ver abaixo), o médico infectologista Alexandre Motta, de Natal, relata o preconceito de classe em sua cidade, uma das mais importantes capitais do nordeste.

 

“Final do basquetebol masculino dos jogos escolares do RN. Disputavam a final a equipe do IF (Instituto Federal de Educação) Campus Central Natal e o colégio Marista de Natal, onde estuda a elite da cidade. A torcida do Marista gritava Bolsonaro 2018 e ‘sua mãe é empregada da minha’! A nota do Grêmio Estudantil do IF fala em coisas até mais degradantes”, diz Motta.

 

Leia a nota do Grêmio Estudantil Djalma Maranhão, do IFRN:

 

Ontem (31/10), durante a final do basquete juvenil masculino dos JERNs entre IFRN-CNAT e Marista, tivemos o desprazer de vivenciar no ginásio de nossa escola um lamentável episódio de disseminação do discurso de ódio manifestado pela torcida da equipe visitante.

 

“1, 2, 3, 4, 5 mil. Queremos Bolsonaro presidente do Brasil”, “O meu pai come a sua mãe” e “Sua mãe é minha empregada” (essa última sendo usada de forma pejorativa, ao nosso ver, com intuito de desmerecer a profissão de inúmeras mulheres brasileiras) foram alguns dos cânticos de cunho misógino e discriminatório entoados pela torcida do Marista – uma afronta ao que está posto em nossa Constituição e, sobretudo, aos Direitos Humanos.

 

Momentos como esse revelam um pouco das intenções políticas de, infelizmente, boa parcela da sociedade brasileira: de levar a presidência um deputado extremamente machista, LGBTfóbico, racista e defensor de um dos períodos mais sombrios da História do Brasil, os “Anos de Chumbo” da Ditadura Civil-Militar (1964-1985); de reverter direitos conquistados com muito empenho e suor pelas minorias e camadas desfavorecidas social e economicamente ao longo dos anos; e, em especial, de cercear as nossas liberdades individuais e coletivas.

 

Além disso, é bastante triste ver que, mesmo com toda a ascensão da luta dos movimentos sociais por um país livre de qualquer opressão, mais justo e digno para toda a população, ainda há uma juventude que não reconhece esse avanço e propaga ideais tão intolerantes e hostis.

 

Acreditamos que pensamentos, tais quais os manifestados na tarde de ontem, vão totalmente de encontro aos valores de tolerância, inclusão e cidadania fomentados pelas diversas práticas esportivas e não compactuam nem um pouco com os princípios pregados por uma Instituição de Ensino como o Marista.

 

Por fim, apesar desses insultos, que tem por fito discriminar e oprimir, não serem tão incomuns, cremos sim na possibilidade de um mundo melhor, pois já dizia Paulo Freire: “mudar é difícil, mas é possível”.

 

“Se nada der certo”

 

Em junho deste ano, o colégio Marista do Rio Grande do Sul também teve seu nome envolvido em outro episódio que ganhou destaque nacional envolto em preconceito de classes, com a festa “Se nada der certo” (relembre aqui).

 

Em fotos, alunos apareceram fantasiados de garçons, faxineiras, atendentes do McDonalds, porteiros e outras profissões que julgam ser inferiores.

 

 

Fonte:  Pragmatismo Político


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22 de março de 2017

Mulher é espancada no Rio: “Não é hora de mulher estar na rua”, disse agressor


Camila Wiebusch levou um soco na cabeça e foi derrubada por um golpe de muay thai. “Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou”, afirmou a vítima

 

Mais um caso de machismo que acabou em agressão física. Camila Wiebusch, de 28 anos, estava no Centro do Rio, no Bar do Nanam, quando um homem, identificado pela Polícia Civil como o faixa preta de jiu-jitsu Edson Diniz, começou a incomodá-la.

 

Segundo Camila, ela foi abordada, quando jogava sinuca junto com amigos. “Vou te ensinar a pegar no taco”, teria dito o homem. “Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou. Meus amigos tentaram afastá-lo, mas ele não parou. De longe ficava jogando beijinhos e dizendo que não era hora de mulher estar na rua.”

 

Camila e os amigos decidiram sair do local onde estavam. Mas Diniz foi atrás. “Fomos para o bar ao lado e ficamos tranquilos. Até que o sujeito voltou e ficou falando gracinhas. Aí eu não aguentei e pedi para ele sair, o xinguei e até o empurrei. Foi quando ele passou a desferir os golpes. Levei primeiro um soco violento na cabeça, próximo ao olho direito. Depois, não me lembro mais o que aconteceu. Meus amigos disseram que ele me atingiu ainda com uma espécie de rasteira e cai desacordada, batendo com a cabeça no chão.”

 

Seus amigos tentaram impedir o agressor, mas ele acabou fugindo. Camila registrou queixa na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no Centro do Rio. “Luto contra todo tipo de preconceito, contra o machismo e o assédio. Não posso permitir que o caso fique impune. Quero que ele seja punido pela agressão”, afirmou Camila ao jornal O Globo.

 

Agressão aconteceu na parte de fora do bar

 

Rodrigo Cavalcanti, representante do Bar do Nanam, entrou em contato com a Fórum para esclarecer que a agressão se deu, na verdade, fora do bar – contrariando as primeiras versões que vieram a público sobre o caso.

 

Um vídeo, inclusive, foi enviado para comprovar o local dos fatos narrados.

Assista aqui.

 

Fonte: Revista Forum

(Foto: Ierê Ferreira)