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Mulheres que mudaram a história: Catarina, a Grande

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12 de março de 2018

Nascida na Prússia, ela fez de tudo para chegar ao poder. Quando se tornou a líder dos russos, levou o país a uma era de grande desenvolvimento

 

O que foi: Rainha
Onde viveu: Rússia
Quando nasceu e morreu: 1729-1796

 

 

Nada indicava que Sophie Friederike Auguste von Anhalt-Zerbst-Dornburg seria uma mulher poderosa. Nascida na Pomerânia, antiga Prússia (atual Polônia), ela vinha de uma família de alguma nobreza, mas nenhum dinheiro. Foi sua mãe, a ambiciosa Johanna Elisabeth, que batalhou para que a jovem conseguisse melhorar a posição do clã.

 

Pois Sophie foi longe. Trocou a religião luterana pelo cristianismo ortodoxo, mudou de nome para Catarina e se tornou um dos líderes políticos mais temidos e admirados do século 18.

 

Amiga de Voltaire, ela importou cientistas e estimulou as artes – sua coleção atualmente preenche todo o palácio de Inverno de São Petersburgo, sua antiga residência e atual museu Hermitage. Interferiu na política europeia aponto de fazer a Polônia desaparecer como estado. Entrou em guerra contra os suecos e os turco-otomanos.

 

REFORMAS RADICAIS

 

Catarina aumentou o tamanho e o poder da Rússia. Construiu cidades do zero. Retirou os religiosos do centro do poder e defendeu um Estado laico com espaço para todos os credos. Foi para a Rússia, por exemplo, que os jesuítas correram quando a ordem foi dissolvida, em 1773. A rainha mantinha também conselheiros muçulmanos.

 

Para ser a mulher que mais tempo governou os russos, não bastou casar com Pedro, o herdeiro do trono. Ela teve que mobilizar a nobreza contra o novo monarca. Catarina se mostrou muito eficiente: Pedro 3º foi czar por apenas seis meses, entre janeiro e julho de 1762. Preso, acabou assassinado por Alexei Orlov, irmão de um amante da czarina. Neutralizou outros candidatos ao trono, incluindo o recém-nascido Ivan 4º, assassinado aos 6 meses de idade.

 

Seus 34 anos de gestão foram marcados pela modernização do país. Mas os gastos com a burocracia e os benefícios para a nobreza provocaram várias revoltas de camponeses insatisfeitos.

 

 

DEZENAS DE AMANTES

 

Catarina adorava sexo. Mantinha uma vasta coleção de objetos eróticos e sustentou dezenas de amantes. Quando se cansava deles, ela os dispensava e deixava uma pensão como agradecimento.

 

Em alguns momentos, a atenção aos homens de sua cama gerou insatisfação.Como quando ela escolheu o irmão de um de seus amantes para comandar uma tropa que seguiu para o Azerbaijão. Sua vida amorosa era tão agitada que é difícil determinar quem eram os pais de seus filhos.

 

Catarina sofreu um enfarto na manhã de 16 de novembro de 1796. Depois de tomar café e conversar com os empregados, seguiu para o quarto, a fim de se trocar. Foi encontrada caída no chão, quase sem pulso. Faleceu na noite seguinte. Tinha 67 anos e havia transformado a Rússia.

 

Fonte: Mundo Estranho