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13 de agosto de 2019

Míriam Leitão detona Moro e manda Deltan sair da Lava Jato


A Globo atira seus canastrões ao mar.

Míriam Leitão resolveu rifar Sergio Moro.

 

Em sua coluna no Globo deste domingo, dia 11, ela denuncia “o erro político” da Lava Jato.

 

É a primeira vez, desde que a revelação dos diálogos pelo Intercept veio à tona há 45 dias, que Míriam fala do chegado Moro, que ela ajudou a transformar nesse heroi de fancaria.

 

Eles estiveram juntos em 2016, no lançamento do livro de seu filho Vladimir Netto sobre as façanhas da turma da República de Curitiba.
Moro e os procuradores deram autógrafos, posaram para fotos com a dupla de jornalistas da Globo, brilharam como estrelas de novela.

 

“Fico feliz duplamente, como mãe e como jornalista pelo trabalho do Vladimir pela profundidade da apuração sobre a história que está mudando o Brasil”, disse ela na ocasião.

 

“Profundidade da apuração”. Bullshit.

 

Em seu artigo de hoje, Míriam acusa a “camaradagem entre a acusação e o juízo”.
Ora. Estavam todos juntos naquele convescote memorável: o ex-juiz e sua “equipe”, radiantes, do seu ladinho, na cara dura.

 

Estava tudo errado desde o início. O livreco sempre foi uma empulhação, a promiscuidade dos Leitão com Moro e cia., um absurdo.

 

Agora ela tenta se livrar dos rapazes. Só vamos deixar claro que ninguém enganou ninguém.

 

Acima de tudo, a coluna mostra a inflexão da Globo: está na hora de jogá-los ao mar.

 

O pior erro cometido pela Lava-Jato foi deixar-se usar politicamente e parecer bolsonarista. Isso foi ótimo para o grupo que chegou ao Planalto, mas prejudicial aos objetivos da operação. O movimento anticorrupção é amplo, e o presidente Jair Bolsonaro não é um modelo de ética. A manipulação política ficou mais fácil quando o juiz Sergio Moro tirou a toga e foi para o Ministério da Justiça, onde, como diz seu atual chefe, vive a “angústia” de não ter o poder que tinha. Em favor da Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol deveria pedir para sair da força tarefa.

 

Moro deveria saber, mas não soube, que como foi da caneta dele que saiu a sentença que acabou afastando o candidato que estava em primeiro lugar nas pesquisas, ele jamais poderia ir trabalhar com o que estava em segundo e acabou beneficiado, vencendo a eleição. Desde que assumiu, só se enfraqueceu. Esta semana foi fritado pelo presidente: “Entendo a angústia do Moro, mas ele não julga mais ninguém”. Moro entregou sua toga e agora tem que ouvir isso do governante ao qual aderiu.

 

Como cidadão, Moro pode ter preferência política. Como juiz, não deveria. Alguns integrantes da Lava-Jato deixaram claras suas inclinações durante a eleição, favorecendo o uso político da operação. Esse é o erro original. Se a Lava-Jato quiser reparar os estragos terá que se mostrar acima das divisões partidárias. (…)

 

Mais do que uma ou outra frase, a visão geral que fica dos diálogos divulgados pelo “The Intercept” é a de que havia uma camaradagem entre a acusação e o juízo, o que é inaceitável dentro do devido processo legal. O MP tem que fazer o máximo para condenar aqueles que acusa diante da Justiça, como a defesa tudo faz na proteção do seu cliente. Mas não se pode cruzar a linha que separa o juiz das partes. Nessa travessia, a culpa maior é do juiz, se ele escolhe um lado antes de julgar. (…)

 

Quando Moro assumiu, disse que estava cansado de levar bola nas costas. É o que mais tem feito atualmente. Se foi para o governo de olho numa vaga no STF, calculou errado: o tempo de espera é longo e para ele ter o prêmio terá que sempre fechar os olhos para os inúmeros fatos que antes condenava: o laranjal do ministro do Turismo, a rachadinha no gabinete do filho do presidente, as inúmeras vezes em que o presidente feriu o princípio da impessoalidade. Para Bolsonaro, tudo é pessoal. Todas as decisões que toma, ele mesmo anuncia que têm razões pessoais: do filé mignon para os filhos ao ataque aos jornais. Para quem, como Moro, fez uma carreira combatendo a improbidade administrativa fica incoerente. Para dizer o mínimo.

 

A Lava-Jato é admirada por combater uma velha chaga nacional. Inúmeros políticos foram atingidos, além do ex-presidente Lula. Quem ajudou a criar a confusão foram integrantes da própria operação, com os seus erros. É isso que a ameaça, e não as eventuais críticas feitas a algumas ações dos seus integrantes. A ordem da juíza da 13ª Vara Federal esta semana, por exemplo, foi um despropósito e pareceu perseguição a Lula. De tão equivocada, conseguiu a proeza de juntar, contra ela, 12 partidos e 10 ministros do Supremo. O maior perigo da Lava-Jato é interno.

 

 

Fonte: Diário do Centro do Mundo

Foto: Miriam Leitão, Moro e o filho dela, Vladimir Netto,

no lançamento do livro sobre a Lava Jato


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18 de maio de 2019

Memecracia: a força destrutiva por trás do Ministério da Educação


Ao desafiar a lógica, a ética e a Constituição, o ministro Abraham Weintraub consegue superar seu antecessor em inépcia, e reduz o MEC a um mero produtor de memes governistas.

 

O Ministério da Educação é um dos gigantes do governo. Pelos dados recentes do orçamento, ele só gastou menos, até agora, do que a previdência, a saúde e a assistência social. Dos R$ 117 bilhões orçados, a educação já usou R$ 29,5 bi. Sob o guarda-chuva do ministério está uma complexa rede de programas de apoio a Estados e municípios, o que inclui a compra de livros didáticos e a administração de universidades federais e dos hospitais ligados às instituições de ensino. A grande especialidade do MEC nos últimos meses, porém, foi a produção de memes para os apoiadores mais radicais do presidente Jair Bolsonaro.

 

No reinado de Ricardo Vélez Rodriguez, o breve, tivemos o hino nacional gravado e obrigatório – e depois o recuo para nem gravado, nem obrigatório. Ele também rotulou os brasileiros de canibais e propôs uma revisão dos livros de história para que eles refletissem a visão do presidente sobre o período. Vélez caiu, mas seu sucessor, Abraham Weintraub, se mostrou um sucessor ainda mais competente na tarefa de produzir material de apoio à campanha eleitoral permanente do governo. Poucas pessoas seriam capazes de provocar tanto rebuliço em tão pouco tempo.

 

Em cinco semanas no cargo, Weintraub desafiou o bom senso, a Constituição e a ética. Ele propôs cortar investimentos na área de humanas, filosofia e sociologia para privilegiar áreas que, segundo ele, seriam mais úteis. Faltou combinar com a história – não a disciplina, mas o registro das mudanças do pensamento humano. Também faltou um consultor jurídico, já que a medida é ilegal. A legislação do País garante autonomia para as universidades. Por fim, ainda faltou combinar com a realidade. Afinal, filosofia e sociologia consomem uma quantidade ínfima de recursos públicos no ensino superior.

 

O corte de 30% afeta mais as áreas de biológicas e exatas, que o governo diz priorizar, do que as de humanas.

 

Como o MEC é brasileiro e não desiste nunca, Weintraub dobrou a aposta. Anunciou corte de 30% do orçamento de três universidades que, segundo ele, produziam “balbúrdia”. Uma vez que balbúrdia não é critério técnico, o ministro teve de voltar atrás. Ele corria o risco de sofrer, no mínimo, um processo por improbidade administrativa. Parecia uma grande oportunidade de retorno à normalidade. Não foi.

 

O ministro estendeu o corte para todas as universidades. Segundo ele, a ideia era priorizar a educação básica. E, claro, atrapalhar a vida dos professores universitários. Porém, a realidade, essa grande produtora de balbúrdias, atrapalhou novamente os planos da dupla Bolsonaro-Weintraub.

 

O corte de 30% afeta muito mais as áreas de biológicas e exatas do que as de humanas. O orçamento público, grosso modo, tem duas áreas. Uma é formada por despesas obrigatórias, como salários. A outra tem mais flexibilidade e é chamada de custeio. Entram aí a compra de materiais para laboratório, salário de funcionários terceirizados, comida para o bandejão, energia elétrica, água. Nos cursos de humanas, muitas vezes basta giz e professor. Exatas e biológicas dependem de experimentos em laboratório, substâncias para fazer testes, viagens para conferências. O ministro mirou na antropologia e acertou a medicina. Mirou os estudos de gênero e afetou a veterinária. Mirou o professor de esquerda e acertou a faxineira terceirizada. É um erro tão impressionante que merece umas três teses de doutorado em ciência política.

 

A justificativa de que os cortes se transformariam em investimentos na educação básica também flopou. Os programas de apoio a essa área também sofreram com cortes. Em alguns casos, de 40%. O principal argumento do MEC foi desmentido pelo próprio MEC. Em um governo normal, o ministro sairia dos holofotes, voltaria para as planilhas, reuniria os aliados e criaria um programa. Foi, aliás, o que alguns militares tentaram fazer, sem sucesso, na transição de Vélez para Weintraub. Esses militares, é bom lembrar, foram demitidos.

 

Em vez de seguir o bom senso, Weintraub resolveu desafiar a ética. Numa transmissão ao vivo feita junto com o presidente Bolsonaro, ele disse que o corte não era de 30% nas verbas universitárias, mas de 3,5%. Malandramente, juntou as despesas obrigatórias, como salários, junto com o dinheiro de custeio. Aglutinou o que pode cortar com o que não pode para diminuir o impacto das suas declarações.

 

Tudo isso acontece num ministério-chave. Embora o MEC administre apenas 0,4% das cerca de 185 mil escolas brasileiras, ele é, ou deveria ser, o maestro das políticas públicas na área. É o papel, aliás, que o ministério assumiu durante os últimos 30 anos.

 

Nas gestões do PSDB, do PT e do MDB, com diferenças de visão aqui e ali, o MEC teve um programa claro. Na década de 1990, o foco foi em universalizar o acesso ao ensino fundamental, do primeiro ao nono ano. Também dessa época é a criação de um fundo, com recursos do governo federal, Estados e municípios, para garantir o financiamento da área. Deu certo. O País fez em pouco mais de dez anos o que não tinha feito em 150. Pela primeira vez, estávamos conseguindo colocar (quase) todo mundo nas escolas.

 

Na década de 2000, o foco foi em avaliação da qualidade educacional, na ampliação do acesso e no ensino superior. Aos poucos, o Brasil ia fazendo valer aquilo que está na Constituição de 1988: educação era direito de todas as pessoas e um dever do Estado diante dos seus cidadãos. Os investimentos na área cresceram em números absolutos e em proporção ao PIB, cobrindo os buracos das décadas anteriores. Quando Michel Temer deixou o Palácio do Planalto, havia um caminho a seguir. Embora nem tucanos nem petistas admitam, eles provavelmente concordariam com muitas das políticas do ex-presidente – afinal, boa parte delas foram gestadas por petistas e tucanos.

 

Os grandes desafios da área de educação são claros. É preciso investir na formação de professores, para melhorar substancialmente a qualidade da aprendizagem dos alunos. É urgente colocar mais dinheiro em infraestrutura, já que muitas escolas sobrevivem em condições precárias. É preciso garantir, num cenário de escassez de dinheiro público, mais recursos para a educação – e isso passa por trabalhar junto com Estados e municípios para priorizar a área em vez de, digamos, publicidade.

 

O caminho é óbvio. Do PSOL ao DEM, provavelmente a maior diferença não esteja no programa, mas em como executá-lo. Há um certo consenso entre os partidos normais sobre o papel do MEC. Infelizmente, porém, não estamos vivendo em tempos normais. Estamos em uma memecracia. Animar as bases de apoio parece mais relevante do que o futuro das milhões de crianças que, todos os dias, vão às escolas para, quem sabe, ter um futuro.

 

 

Por Leandro Beguoci

Foto:  Fernando Frazão – Agência Brasil


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24 de fevereiro de 2019

‘O Vaticano é uma organização gay': o polêmico livro que diz revelar a corrupção e a hipocrisia na Igreja


Após celebrar missas em igrejas do Vaticano e pendurar as batinas, “milhares” de padres saem para curtir a noite gay de Roma.

 

É o que afirma o jornalista francês Frédéric Martel no livro No Armário do Vaticano, que tem lançamento mundial marcado para esta quinta-feira, mesmo dia em que os principais líderes da Igreja Católica se reúnem para discutir uma estratégia contra o abuso sexual de menores.

 

“O texto é resultado de uma investigação que realizei por mais de quatro anos, em que viajei por vários países e entrevistei dezenas e dezenas de cardeais, bispos, padres, seminaristas e pessoas muito próximas ao Vaticano”, afirmou o autor à BBC News Mundo.

 

 

É uma narrativa que denuncia, segundo a sinopse do livro, a “corrupção e a hipocrisia” dentro do catolicismo romano, que condenou a homossexualidade durante séculos.

 

Livro denuncia, segundo a sinopse, a 'corrupção e hipocrisia' dentro do catolicismo romano

©AFP Livro denuncia, segundo a sinopse, a ‘corrupção e hipocrisia’ dentro do catolicismo romano

 

Martel afirma que, por condições históricas e sociais, o sacerdócio foi uma fuga para centenas de jovens vítimas de bullying em seus povoados por causa da orientação sexual e que, portanto, a Igreja é agora, no seu ponto de vista, uma instituição formada “principalmente” por pessoas homossexuais.

 

“À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto, uma estrutura formada em grande parte por pessoas homossexuais que durante o dia reprimem sua sexualidade e a dos outros, mas à noite, em muitos casos, pegam um táxi e vão a um bar gay”, afirma o escritor.

 

Uma de suas fontes chegou a garantir que 80% dos padres no Vaticano são homossexuais – dado que ele não conseguiu confirmar.

 

Porém, o autor diz que um dos fatos que chamou sua atenção foi a “banalidade da vida gay” para “milhares” de sacerdotes, “que não saíram do armário para a organização” e “estão presos no próprio sistema” – mas, ao mesmo tempo, desfrutam do que criticam no altar.

 

O Vaticano não respondeu à solicitação de comentário feita pela BBC News Mundo sobre o livro e as acusações que o autor fez nesta entrevista a respeito da instituição.

 

No entanto, o renomado teólogo jesuíta James Martin questionou os métodos utilizados por Martel para checar os dados e depoimentos.

 

“Martel fez uma pesquisa impressionante para seu novo livro e apresenta algumas ideias importantes sobre hipocrisia e homofobia na igreja”, disse ele à BBC News Mundo.

 

“Mas essas ideias estão enterradas sob uma avalanche de intrigas e insinuações pesadas que arrebatam o leitor e tornam difícil discernir os fatos da ficção”, acrescenta.

 

Sacerdócio e homossexualidade

 

'O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres', diz Martel

© AFP ‘O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres’, diz Martel

 

A partir desta quinta-feira, mais de 190 cardeais, bispos e outras autoridades da Igreja Católica se reúnem no Vaticano para decidir o que fazer diante da onda de denúncias de abuso sexual que surgiram contra padres em quase todo o mundo.

 

Dentro da ala mais à direita da instituição, uma das acusações mais frequentes é associar a ocorrência desses crimes à homossexualidade dos padres.

 

Na última terça-feira, dois cardeais conservadores dos Estados Unidos e da Alemanha enviaram uma carta aberta ao papa Francisco pedindo o fim do que chamam de “praga da agenda homossexual” e que os bispos deixem de ser cúmplices de casos de abuso sexual.

 

'À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto', afirma Martel

© AFP ‘À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto’, afirma Martel

 

Mas, de acordo com Martel, que é assumidamente gay, o problema dentro da Igreja não é a orientação sexual dos padres, que é um assunto privado, mas usar “dois pesos e duas medidas” para tratar a questão da sexualidade.

 

“O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres. Agora, se você olhar dentro da Igreja, a maioria dos abusos são cometidos por padres homossexuais”, diz ele.

 

O que acontece, segundo Martel, é que uma suposta “cultura de sigilo” existente na Igreja leva ao encobrimento dos abusos.

 

“Como muitos bispos são gays, eles têm medo de escândalos, da imprensa e, no fim das contas, deles mesmos. Eles protegem os agressores não para encobrir os abusos, mas para que não descubram que eles mesmos são homossexuais. Não estão apenas protegendo o agressor, estão se protegendo”, diz ele.

 

O livro alega que muitos padres no Vaticano têm uma vida dupla

© AFP O livro alega que muitos padres no Vaticano têm uma vida dupla

 

Na opinião de Martel, isso não só fez com que, durante anos, os abusos fossem encobertos, mas que muitos cardeais, bispos e padres se tornassem críticos fervorosos da homossexualidade.

 

“O que eu descobri é que, em muitos casos, quanto mais críticos em relação à homossexualidade, mais lasciva era a vida oculta deles como gays”, diz ele.

 

E o que acontece na América Latina?

 

Ao longo de mais de 500 páginas, o livro afirma que essa situação não é exclusiva do Vaticano – também acontece em Igrejas de muitos outros países, inclusive da América Latina.

 

“Estive várias vezes na Argentina, em Cuba, no México, no Chile e na Colômbia, e o que descobri foi que a situação não era muito diferente da do Vaticano”, diz ele.

 

Martel afirma que um denominador comum entre alguns desses países era uma relação “insólita” entre a cúpula religiosa e militar, seja décadas atrás nos governos de fato da Argentina e do Chile, nos tempos da guerrilha da Colômbia ou, mais tarde, no regime de Fidel Castro em Cuba.

 

“Na maioria desses casos, havia uma cumplicidade entre a Igreja e esses governos ou forças que fizeram com que a homossexualidade e os abusos dos padres fossem encobertos nesses países”, sinaliza.

 

Para o seu livro, Martel entrevistou 41 cardeais, 52 bispos e núncios apostólicos, além de 200 padres, seminaristas, jornalistas e diplomatas

© Getty Images Para o seu livro, Martel entrevistou 41 cardeais, 52 bispos e núncios apostólicos, além de 200 padres, seminaristas, jornalistas e diplomatas

 

No México, um dos casos mais notórios é o do fundador da Legião de Cristo, Marcial Maciel, mas ele também descobriu outros menos conhecidos, como o do falecido cardeal colombiano Alfonso López Trujillo.

 

De acordo com o livro, o pároco rondava seminaristas e jovens sacerdotes e contratava garotos de programa rotineiramente.

 

Ao mesmo tempo, pregava os ensinamentos da Igreja de que todos os homens gays eram “intrinsecamente desordenados” e questionava o uso de preservativos.

 

E apesar de Martel dizer que chegou a se encontrar com garotos de programa contratados pelo falecido cardeal, muitos críticos do livro questionam que a maioria das acusações carece de evidências sólidas ​​e é baseada apenas em “fofocas” e “disse me disse”.

 

O papa Francisco tenta controlar o abuso sexual na Igreja

© AFP O papa Francisco tenta controlar o abuso sexual na Igreja

 

Outros também afirmam que o texto poderia levar a uma “caça às bruxas” contra padres homossexuais ou promover estereótipos negativos, porque de acordo com Martin “é mais fácil buscar bodes expiatórios do que confrontar a hipocrisia e a cultura do sigilo” dentro da Igreja.

 

Para outros, o livro é a revelação do que muitos consideram um “segredo aberto” e poderia ser um convite para mudar as estruturas estagnadas do Vaticano.

 

“A Santa Sé deve ser um modelo para todas as dioceses do mundo, incluindo a seleção e monitoramento de seus próprios membros. E, neste momento, não é”, afirmou à BBC o monsenhor Stephen J. Rossetti, professor na Universidade Católica dos Estados Unidos.

 

“Eles devem fazer um trabalho melhor para garantir que seus padres sejam fiéis ao voto de celibato. Também devem ser mais agressivos, especialmente quando confrontados com clérigos homossexuais que não são celibatários. Houve vários casos recentemente e vai continuar havendo escândalos até que eles se encarreguem disso”, acrescenta.

 

 

Fonte: BBC News

Foto: © AFP De acordo com Martel,

grande parte dos padres do Vaticano são homossexuais


karma
8 de fevereiro de 2019

Escolhas Versus Destino


Alguns enfrentam de peito aberto. Outros se esquivam, até chegar ao extremo.

 

Mas o fato é que todos os dias, inevitavelmente, se você escuta axé ou metal, se mora numa cabana ou num iglu. Você faz escolhas. E às vezes nem percebe. Simplesmente não há como fugir.

 

Sim, às vezes dá vontade de ir para as colinas e ficar enrolado num cobertor, comendo salgadinho e assistindo Caverna do Dragão. Mas… crescer é isso. É ter que decidir. Todos os dias. Bem-vindo ao mundo dos adultos.

 

Até os indecisos, procrastinadores e despreocupados já decidiram. Eles só ainda não perceberam que ‘não escolher’ também é uma escolha.

 

Realmente, acredito que algumas situações já fazem parte do nosso ‘karma’.

 

A palavra ‘Karma’ vem do sânscrito e significa “ação”. Muitas doutrinas utilizam esse termo no contexto de que há sempre uma responsabilidade em cada ação nossa. Justíssimo, não!?

 

Eu acredito em karma. Acredito ser responsável pelas minhas ações e que elas terão uma consequência. Mas me nego ter que aceitar tudo como um fardo imutável.

 

Pois cabe a nós permitir ou manter. Coisas, pessoas, situações. Nada vem ou fica em vão.

 

Assim como nada vai embora antes da hora. Se ainda está ali é porque há algum aprendizado. Ou, algumas vezes, teimosia. Mas ainda assim, mesmo na teimosia, há uma lição. Culpar a vida, o destino e se sentar confortavelmente na posição vítima é uma péssima escolha. Só traz sofrimento e é uma perda de tempo precioso.

 

“Mas essa situação não muda! ”. “Essa pessoa não vai embora! ”. “Nada acontece! ”. Se nada muda, mude você!

 

Pergunte-se: qual a parte de mim que ainda precisa disso e que está se agarrando – mesmo inconscientemente – nesta pessoa/situação/emprego? Por que ainda preciso disso em minha vida? O que ainda não estou entendendo?

 

Aceitar as situações que nos chegam e principalmente aprender a lição que elas trazem é um ato de muita maturidade e acelera os processos dolorosos. É milagroso. É um ato de amor consigo e responsabilidade com a própria vida.
E o que isso tem a ver com escolhas então? Tudo! Cabe a você escolher se quer manter ou não!

 

“A cada escolha, uma renúncia.”. Faz sentido. Mas ainda quero acreditar que a cada escolha, surge uma nova oportunidade. A realidade vai se moldando ao nosso redor. O caminho se faz ao caminhar.

 

Se uma palavra pode mudar tudo, que dirá uma decisão.

 

‘Mas e se…’ “E se eu tivesse escolhido diferente? ”

 

Pra mim, essa é uma das perguntas mais inúteis e torturantes que alguém pode fazer a si mesmo.

 

Se você se pergunta isso e realmente tivesse escolhido diferente, provavelmente se perguntaria exatamente a mesma coisa.

 

“Se fosse hoje eu não me casaria! ”. “Se fosse hoje eu não teria escolhido essa faculdade. ”. “Se fosse hoje eu teria feito diferente. ”.

 

Ah, assim é fácil falar, depois que já passou… As pessoas às vezes confundem a realidade concreta da imaginária.

 

Acham que sabem os misteriosos caminhos da vida. Alguns falam de destino, sina. “Tinha que acontecer “. Outros colocam a culpa ao acaso. Destino nada mais é do que o resultado de toda a vida que foi processada até então.

 

Todos os seus comportamentos, crenças, ações. Tudo isso combinado vai dar em algo. Que nada mais é do que o seu momento atual. O seu presente, um dia foi um futuro distante.

 

Hoje você vive a consequência das suas escolhas do passado. Boas, ruins, planejadas ou não.

 

Você quem quis assim.

 

“Ah, mas é muito injusto isso”. Por que injusto? Foi você quem escolheu.

 

Ora, que livre arbítrio fajuto seria esse que nos prometeram se não pudéssemos escolher?

 

Assuma o seu poder, o poder que pode mudar sim a sua realidade. Ninguém falou que seria fácil.

 

Mas ainda dá tempo de fazer valer a pena.

  

Fonte: O Segredo


lgbt-2019-homofobia
16 de janeiro de 2019

Movimentos apostam em criminalização da LGBTfobia em 2019 via STF


“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo”, afirma presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu uma nova data para analisar duas ações que abrem caminho para a criminalização da LGBTfobia no Brasil. Depois de quase 7 anos e 2 adiamentos nos últimos meses, o julgamento está previsto para o dia 13 de fevereiro de 2019.

 

As ações pedem que o STF reconheça a omissão do Congresso Nacional em legislar sobre o assunto e determine um prazo para que deputados e senadores aprovem uma lei que criminalize atos de preconceito e violência baseados na orientação sexual ou identidade de gênero das vítimas.

 

Os pedidos sustentam que as condutas de discriminação de cunho homofóbico e transfóbico podem ser consideradas como um tipo de racismo ou que devem ser entendidas como “atentatórias a direitos e liberdades fundamentais” e, em ambos os casos, devem ter punição legal conforme determina a Constituição Federal.

 

“O STF já decidiu que racismo é qualquer inferiorização de um grupo social relativamente a outro. Entender a homotransfobia como racismo implica interpretar e aplicar a lei já existente, sem legislar”, explica o autor das peças, o advogado Paulo Iotti. Os processos foram apresentados ao STF em 2012 e 2013 pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas de Transgênero (ABGLT) e pelo partido PPS, respectivamente.

 

A lei penal terá o importante papel de mostrar que o Estado brasileiro não tolera a opressão homotransfóbica

– Paulo Iotti, autor e representante da ABGLT e do PPS nas ações.

 

O primeiro deles, o mandado de injunção 4733, relatado pelo ministro Edson Fachin, fundamenta que a cidadania e os direitos à livre orientação sexual e identidade de gênero de pessoas LGBTI são inviabilizados pelo alto grau de violência e discriminação sofridos por essas pessoas e pela ausência de lei que puna criminalmente tais condutas.

 

“A lei penal terá o importante papel de mostrar que o Estado brasileiro não tolera a opressão homotransfóbica”, argumenta Iotti, representante da ABGLT e do PPS nas ações apresentadas ao Supremo.

 

O jurista considera que o Código Penal é insuficiente para proteger a população LGBTI, porque as condutas mais comuns vivenciadas por essas pessoas, de discursos de ódio e de discriminação, não são criminalizadas. Somente no estado Rio de Janeiro, 431 pessoas foram vítimas de agressões LGBTfóbicas ao longo do ano passado, segundo relatório divulgado neste mês pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

 

“A homotransfobia precisa ser criminalizada porque vivemos verdadeira ‘banalidade do mal’ homotransfóbico, no sentido de muitas pessoas se acharem detentoras de um pseudo ‘direito’ de ofender, discriminar e até mesmo agredir e matar pessoas LGBTI por sua mera orientação sexual ou identidade de gênero”, afirma Iotti.

 

Os números da LGBTfobia em 2018

 

Uma pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia e divulgada em janeiro apontou que, em 2017, foi registrado o maior número de casos de morte relacionados à LGBTfobia desde que o monitoramento começou a ser elaborado pela entidade, há 38 anos. No ano passado, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por discriminação LGBTfóbica. Os dados representam uma vítima a cada 19 horas.

 

“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo, e o Congresso Nacional não olhe para esses números e consiga aprovar um projeto para erradicar esse tipo de crime. E é por isso que a gente recorre ao Supremo”, afirma Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

 

É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo e o Congresso Nacional não olhe para esses números

– Keila Simpson, presidente da ANTRA.

 

“Em 1995 tivemos as primeiras discussões no Congresso sobre o assunto e até 2018 não temos nenhuma lei”, reforça Toni Reis, diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+. Um projeto, o PL 5.003/2001, de autoria da ex-deputada federal pelo PT Iara Bernardi, chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados em 2006, mas acabou arquivado no Senado Federal em 2014.

 

A recusa do Congresso Nacional em votar legislação que tipifique o crime é tratada na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, impetrada pelo PPS em 2013. O texto defende que “o legislador não aprova, mas também não rejeita, deixando este e todos os outros temas relativos à população LGBT em um verdadeiro limbo deliberativo”.

 

A discussão no STF em 2019

 

Depois de 6 anos em tramitação, o mandado de injunção havia sido incluído na pauta de julgamento em novembro, mas foi retirado a pedido da própria ABGLT, para que fosse julgado em conjunto com a ADO 26. Havia o temor de que o STF entendesse que o mandado não seria o instrumento adequado fazer essa alteração na lei, afirma Iotti.

 

Os dois pedidos foram pautados para o dia 12 de dezembro, mas na semana do julgamento foram adiados novamente. Dessa vez, a iniciativa partiu do relator da ADO, ministro Celso de Mello.

 

Em 1995 tivemos as primeiras discussões no Congresso sobre o assunto e até 2018 não temos nenhuma lei

– Toni Reis, diretor-presidente da ABGLT.

 

As duas ações já foram incluídas pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, na pauta de julgamentos do dia 13 de fevereiro, mas ainda que os votos dos relatores sejam lidos na sessão, qualquer outro ministro pode interromper a análise se fizer um pedido de vista.

 

A expectativa de Iotti e de outros ativistas do movimento LGBT, no entanto, é de que a análise do tema seja concluída ainda no ano que vem e de forma favorável à criminalização.

 

Os 2 pedidos já tiveram parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, lembra o advogado. A procuradoria apenas não concorda com o pedido de indenização das vítimas de homotransfobia pelo Estado defendido nas ações.

 

Para Keila Simpson, da Antra, a estratégia de adiar o julgamento para fevereiro, apesar de um pouco frustrante, é razoável. “Agora é importante continuar mobilizando nossos pares e atuando muito fortemente junto ao Supremo para que eles possam apreciar a matéria e votar favoravelmente”, reforça a ativista.

 

Toni Reis, da Aliança Nacional LGBTI+, conta que esteve com Toffoli em novembro e reforça a expectativa otimista para o julgamento. “O STF já deu provas que está do lado da Constituição e isso nos dá uma grande segurança”, avalia.

 

 

HUFFPOSTBRASIL


posse-de-armas-brasil
16 de janeiro de 2019

Decreto de Bolsonaro permite a posse de até quatro armas por cidadão


Medida assinada pelo presidente facilita aquisição a moradores de estados com altos índices de violência.

 

BRASÍLIA – O decreto assinado nesta terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro facilitará que cada cidadão tenha a posse de até quatro armas de fogo. O número pode ser maior se comprovada a real necessidade para o requerente. Os interessados não vão precisar mais do aval da Polícia Federal sobre a posse indispensável do objeto em casa. A partir de agora, bastará uma autodeclaração para que o direito à posse seja concedido — ainda é necessário apresentar atestados de aptidão física e condições psicológicas.

 

O texto já coloca como pressuposto da efetiva necessidade da arma o fato de o interessado morar em um estado com uma taxa de homicídios superior a 10 mil por 100 mil habitantes (com dados de 2016), conforme informações oficiais, e em área rural. Estes critérios permitem o acesso a habitantes de qualquer unidade da federação. Titulares ou responsáveis legais por estabelecimentos comerciais ou industriais também terão a posse de armas garantida.

 

A medida também libera a posse de armas para uma lista ampla de servidores públicos, inclusive os inativos, tais como os agentes da área de segurança pública, da administração penitenciária, do sistema socioeducativo e envolvidos em outras atividades com poder de polícia administrativa. Também terão direito militares ativos e inativos.

 

Outros casos poderão ser analisados para justificar o pedido de posse de arma. As novas regras estabelecem que a validade do registro é de 10 anos. Até então era preciso renovar a cada cinco anos. Estão mantidas as exigências de ter no mínimo 25 anos de idade, não responder a processo criminal nem ser investigado, não ter antecedentes criminais, apresentar laudo psicológico e atestado de capacidade técnica.

 

Brecha para até seis armas

 

Embora o texto coloque quatro armamentos como limite dentro das novas regras, o decreto abre a possibilidade para que o cidadão tenha até seis armas de fogo. Conforme o texto, caso haja “fatos e circunstâncias” que justifiquem, essse limite de armas pode ser superado “conforme legislação vigente”. A norma atual, expedida por portaria de 1999 do Exército, estabelece a quantidade máxima de seis armas, especificando os modelos e calibres. São duas curtas e quatro longas (sendo duas de alma lisa e duas de alma raiada).

 

Mas essa quantidade poderá mudar caso o Congresso Nacional crie uma lei estabelecendo outro parâmetro, que então se tornará a “legislação vigente” mencionada no decreto assinado por Bolsonaro.

 

O próprio presidente Bolsonaro assinalou, durante cerimônia de assinatura do decreto, que será possível extrapolar o limite de quatro armas estabelecido no decreto.

 

— Na legislação atual pode-se comprar até quatro. E preenchendo esses requisitos, cidadão de bem com toda certeza, poderá fazer o uso dessas armas. Com a possibilidade ainda, se tiver que comprar mais armas, tendo em vista o número de propriedades rurais, por exemplo, os cidadãos podem, comprovando, obter uma maior quantidade de armas.

 

Bolsonaro não explicou se haveria critérios diferenciados para comprovar a necessidade de mais armas, além do limite de quatro itens. A bancada da bala na Câmara já prepara a votação de um projeto, pronto para ser pautado no plenário, que derruba o atual Estatuto do Desarmamento e cria regras mais flexíveis.

 

‘Direito legítimo’

 

Durante a cerimônia que marcou a assinatura do decreto nesta terça-feira, Bolsonaro destacou que os novos critérios para a posse de arma obedecem a decisão das urnas no referendo realizado em 2005 para consultar a população sobre o tema.

 

— Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu como presidente vou usar essa arma — disse o presidente, ao mostrar uma caneta.

 

No discurso, o Bolsonaro também mencionou que a legislação anterior era subjetiva quando se tratava da necessidade de comprovação de necessidade para a obtenção do aval da Polícia Federal.

 

 

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro ao assinar o decreto de

flexibilização da posse de armas.

Fonte: O Globo


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15 de janeiro de 2019

Liberação das armas implicará mais mortes, dizem entidades em manifesto


Diversas organizações da sociedade civil, entidades de classe e profissionais e ativistas que atuam com direitos humanos lançaram manifesto contra a ampliação da posse e do porte de armas de fogo no Brasil proposto pelo governo de Jair Bolsonaro. A Casa Civil anunciou que o presidente deve assinar o decreto que flexibiliza o porte de armas nesta terça (15).

 

De acordo com a entidades, “o relaxamento da atual legislação sobre o controle do acesso às armas de fogo implicará mais mortes e ainda mais insegurança no Brasil”.

 

Entre as entidades que assinam o documento, estão o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Instituto de Defesa do Direito de Defesa, a Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, além de profissionais e ativistas de áreas como pedagogia, psicologia, economia e história.

 

O documento ainda reforça que a proposta do governo vai na contramão das medidas adotadas no mundo atualmente. “O objetivo dos acordos e tratados internacionais tem sido justamente ampliar o controle do comércio de armas de fogo no mundo, e não facilitar o seu acesso”, adverte as entidades em outro trecho do manifesto, reforçando que a proporção de homicídios nas Américas é maior do que em continentes em guerra, como Ásia e África.

 

“O Atlas da Violência de 2018 mostrou que as taxas de homicídios de jovens e adultos voltaram a crescer constantemente entre 2006 e 2016 em 20 estados brasileiros, em especial no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, mas também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul”, destaca.

 

E conclui: “Quem não tem formação técnica específica, não tem as habilidades e o autocontrole necessários para manusear armas de fogo e, ao fazê-lo, coloca em risco a si e aos outros. Ampliar a posse e o porte de armas não é a solução para os graves problemas de violência no Brasil”.

 

 

Fonte: Brasil247


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31 de dezembro de 2018

EXISTE PERIGO NA ESQUINA SENHOR PRESIDENTE


EXISTE PERIGO NA ESQUINA SENHOR PRESIDENTE

Jenyberto Pizzotti

Estou vendo com muita preocupação a Segurança do Presidente Bolsonaro por ocasião de sua posse. No final desse artigo descrevo algumas das medidas que estão sendo adotadas para sua segurança (obviamente outras são secretas). Mas, mesmo assim, avalio como de altíssimo risco para a vida do Presidente a forma como se dará toda essa cerimônia.

Utilizando o Google Earth e Photoshop montei uma imagem, e nesse mapa existem alguns pontos que são extremamente verdadeiras incógnitas em termos de segurança.

Vou descrever o que penso da forma a mais simples possível, para que todos entendam…

NÚMERO 1 – Bolsonaro e Mourão se encontram (e se expõe fisicamente) na Catedral. Será realizada uma rápida cerimônia religiosa (desnecessária em minha opinião) onde Bolsonaro e Mourão (com suas esposas, e acompanhantes) estarão expostos a dezenas de pessoas.

Número 2 – Trajeto de Bolsonaro e Mourão (em carros separados) pela Avenida da Catedral até o Congresso Nacional. Caso usarem carros abertos (como o Rolls Royce de 1952), e sem proteção de blindagem existirá risco (a frequência utilizada em drones comuns será anulada, mas um ou mais  snipers poderão estar de alguma forma escondidos em vegetação existente no local e em posição de tiro).

Número 3 – Por incrível que pareça, é no Congresso Nacional que vejo a maior possibilidade de risco. Por quê ? Simples… Quem fará a Segurança do Presidente no Congresso será a Segurança do Senado, na minha opinião, não confiável. Uma “segurança” que foi incapaz e não soube (ou não quis) explicar o registro (falso) de presença do terrorista Adélio, que tentou matar o Presidente. Essa “segurança” é quem será responsável pelo Presidente nesse momento. Aqui mora o perigo. E entre centenas de políticos (deputados e senadores) e convidados, um deles poderá realizar um atentado, transitando praticamente livre com uma arma ou dispositivo explosivo DENTRO do Congresso.

Número 4 – Em seguida, outro trajeto perigoso, do Congresso ao Palácio do Planalto para a passagem da Faixa Presidencial. Novamente, a mesma situação verificada no Congresso irá se repetir, mas já com  Bolsonaro e Mourão com a Segurança mais especializada e eficiente. Em seguida, no Itamaraty, a festa e recepção a convidados.

Esse é mais ou menos o mosaico que estamos visualizando, onde Bolsonaro e Mourão estarão expostos e onde correm perigo.

Em minha opinião, Agentes Federais e Agentes Especiais de Nossas Forças Armadas devem acompanhar o Presidente Full Time, ou seja, todo o tempo em que estiver exposto, mesmo dentro do Congresso Nacional.

Peço a Deus que proteja Bolsonaro e Mourão.

Je

 

Em seguida algumas informações que julgo necessárias divulgar:

ESPAÇO AÉREO

Mísseis antiaéreos guiados a laser capazes de abater aviões a até 7 km de distância.

20 aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) em Brasília.

Radar portátil para identificar aeronaves que estiverem voando a baixa altitude.

Interceptação e  abate de aeronaves consideradas suspeitas ou hostis, que apresentem ameaça à segurança (No raio de 7,4 km, fica proibida a circulação das aeronaves que não fazem parte do esquema de segurança. No raio de 46,3 km, as aeronaves precisam de uma autorização expressa da FAB)

EFETIVO DE HOMENS E MULHERES NA SEGURANÇA

3.200 Policiais Militares, Civis, e Federais

Polícia Federal, Secretaria da Segurança Pública, Corpo de Bombeiros e Detran.

Serviço Secretos Federal, do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Agentes policiais infiltrados em todas as áreas.

Atiradores de Elite em Pontos Estratégicos.

PERÍMETRO CERCADO E PROTEGIDO

Esplanada dos Ministérios cercada por arame farpado com lâminas cortantes instalado pelo Exército.

Detectores de Metal espalhados em todo o perímetro e nas revistas pessoais.

Não permitido na área: bicicletas, skates, patins, guarda-chuvas, objetos cortantes, carrinhos de bebê, bebidas alcóolicas, fogos de artifício, máscaras, garrafas, sprays, bolsas, mochilas, etc.

 

JENYBERTO PIZZOTTI

Certificado de Reservista nº 217479 (1971)

Ministério do Exército – 2ª RM – 14ª CSM

RG 8.450.437-7 SSP/SP

jenyberto@yahoo.com.br

 

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26 de novembro de 2018

Em 2019 Uber trará serviço de bicicletas elétricas compartilhadas da Jump para o Brasil


A Uber começou a oferecer serviço de bicicleta elétrica compartilhada em janeiro deste ano por meio de uma parceria com a Jump e, logo depois, anunciou a aquisição da parceira. Agora, a companhia vai trazer a nova modalidade para o Brasil em 2019, apesar de nenhuma data oficial ter sido confirmada.

A confirmação foi feita pelo fundador e chefe da Jump Ryan Rzepecki em conversa com o UOL Tecnologia. “A América Latina é nossa prioridade máxima agora. Será em 2019, só não sabemos precisar o mês. São Paulo deve ser uma das primeiras cidades que vamos desembarcar”, informou o executivo.

A reportagem, porém, garante que o anúncio deve ser feito em breve e a atuação da empresa começará por uma área restrita da capital paulista.

 

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Para usar as bicicletas da Jump, os usuários usarão o app padrão do Uber. Primeiro, é preciso selecionar a função “Pedalar” para encontrar bicicletas disponíveis na região e, depois, basta se dirigir até uma delas e usar o app para destravar o veículo. Ao final do percurso, é só prender a bicicleta a um poste ou algo do tipo para que a viagem seja automaticamente encerrada.

 

 

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A preocupação com a segurança, latente nesse tipo de modelo de oferta, também é levada em conta pela Uber. A empresa, porém, afirma que a maioria dos componentes de suas bicicletas não tem uso fora das próprias bicicletas, o que deve contribuir para minimizar os casos de roubo.

“Todos os componentes são customizados, da bateria ao resto. Não tem um segundo mercado para isso e aí afasta roubo e vandalismo”, acredita o chefe de hardware da da Jump Nick Foley.

 

Fonte: Tecmundo


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8 de outubro de 2018

Brasil fica em 2º em ranking de ignorância sobre a realidade


Pesquisa do Ipsos mostra que os brasileiros só perdem para sul-africanos em percepção distorcida sobre a realidade.

 

Quantas garotas de 15 a 19 anos você acha que dão à luz no país? A taxa de homicídios hoje é mais alta ou mais baixa que no ano 2000? A cada cem presos no país, quantos são imigrantes?

 

As respostas dos brasileiros a perguntas como essas estão entre as mais distantes da realidade do mundo.

 

Na verdade, poucas adolescentes dão à luz no Brasil, cerca de 6,7%, mas a resposta média foi de 48%. A taxa de homicídios desde o ano 2000 continuou a mesma, apesar da percepção de alta, e só 0,4% dos presos são imigrantes, embora os entrevistados tenham respondido, em média, 18%.

 

Essas distorções fazem com que o país tenha ficado em segundo lugar no ranking Ipsos Mori de “Percepção errada da realidade”, atrás apenas da África do Sul. Os dados estão disponíveis na pesquisa “Os perigos da percepção 2017”.
Mesmo em relação a questões mais amplas, como religião, as respostas dos brasileiros ficam longe da realidade: os entrevistados estimaram que 80% do país declara acreditar em Deus; o índice real é de 98%.

 

Outros dados que têm distorção são os relacionados à internet: os entrevistados acham que 85% dos brasileiros têm smartphone, quando na verdade são 38%, segundo a Ipsos; e acham que 83% têm perfil no Facebook, quando na realidade são 47%.

 

Em alguns assuntos nos saímos melhor: só 10% dos brasileiros acreditam na ideia de que vacinas causam autismo, um índice baixo se comparado a países como a Índia, onde a crença é disseminada entre 44% da população.

 

Veja o ranking completo:

 

Posição País

 

1 África do Sul
2 Brasil
3 Filipinas
4 Peru
5 Índia
6 Indonésia
7 Colômbia
8 México
9 Turquia
10 Arábia Saudita
11 Argentina
12 Itália
13 Chile
14 Japão
15 Malásia
16 França
17 Coreia do Sul
18 Hungria
19 Nova Zelândia
20 Países Baixos
21 Hong Kong
22 Polônia
23 EUA
24 Rússia
25 Alemanha
26 Austrália
27 China
28 Cingapura
29 Israel
30 Grã-Bretanha
31 Bélgica
32 Canadá
33 Sérvia
34 Montenegro
35 Espanha
36 Dinamarca
37 Noruega
38 Suécia

 

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com