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18 de janeiro de 2017

Retomando as Investigações

 

Importantes Informações da Arqueóloga que Entrou nos Túneis

 

Dando continuidade na matéria “Os misteriosos Túneis Secretos de Rio Claro” para a Revista Eletrônica Rio Claro Online, apresentamos nesse artigo as importantes declarações da arqueóloga Marizilda Couto Campos na época da descoberta dos túneis, declarações essas, prestadas a mídia em geral e, em especial, ao Jornal Cidade de Rio Claro, que fez uma boa cobertura jornalística na ocasião.

 

Marizilda, que foi Diretora do Patrimônio Histórico de Rio Claro quando da descoberta dos túneis, trabalhava para a Prefeitura de São Paulo, e solicitou ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) autorização para realizar escavações e pesquisas no sítio descoberto.

 

A arqueóloga Marizilda Couto Campos, após alguns dias de trabalho de pesquisa, prestou alguns depoimentos e forneceu algumas interessantes informações.

 

Vejamos o que Marizilda informou a repórter Vivian Guilherme do JC:

 

“ Tinha muito entulho, levamos um bom tempo escavando. Nesse período muita gente apareceu contando histórias e uma senhora surgiu descrevendo o túnel e dizendo que havia andado por ele quando era criança”.

 

“o túnel era muito semelhante às características que a aquela senhora havia descrito”.

 

“Era um túnel alto com uns 3 metros de altura, muito bem feito, com arco de sustentação e tinha cerca de 20 metros de comprimento.”

 

“foi encontrado material de farmácia, como garrafas, tubos de ensaio, louças, etc”.

 

“Especulamos que um dos proprietários, que era médico, acabou utilizando aquele espaço para autópsias. Rio Claro tinha muitos leprosos, o túnel pode ter sido usado para a cremação.”

 

E a repórter, num bom trabalho jornalístico aprofunda a questão…

 

“Quanto às lendas sobre uma malha de túneis interligando o Colégio das Freiras (atualmente o Puríssimo), a Igreja Matriz, a prisão (atualmente o Fórum), a Estação Ferroviária e o Casarão, Marizilda é cética, e afirma que “é tudo crença popular”. Marizilda explica que perfurou toda a região em volta do Puríssimo e da igreja, mas não encontrou nada. Entretanto, um estudo da Unesp afirma que existe um túnel embaixo do Jardim Público. “Não há comprovação nenhuma de que este túnel do Jardim tenha ligação com este trecho do Casarão. Eu pesquisei muito e até hoje não achei nada.”

 

Dessa forma, com exceção do trabalho da arqueóloga Marizilda Couto Campos, de algumas análises e conjecturas históricas do Dr. Rodrigo Pires de Oliveira, e de um trabalho de mestrado na UNESP (esse último no que se refere a um suposto túnel de ligação no subsolo da Praça da Liberdade ou no Jardim Público), pouco, ou quase nada, foi realizado de forma metódica e científica na ocasião da descoberta dos túneis em Rio Claro.

 

Paredes lacrando passagens e a continuidade dos túneis permaneceram lacradas. Ninguém se atreveu a prosseguir na abertura desses “portais” e verificar o que existe além. O sítio arqueológico todo foi, não se sabe por quem e por ordem de quem ou do que, vedado, lacrado e blindado. Prédios antigos que poderiam conter outras entradas e passagens foram sendo sistematicamente destruídos sem nenhum respeito ao Patrimônio Público e a Cultura e História de Rio Claro e, em seus lugares, foram construídos estacionamentos e outras edificações tornando praticamente impossível qualquer tentativa de pesquisas ou escavações do subsolo rioclarense. A mídia rioclarense também se calou ou foi calada. Nada mais se comentou após a descoberta dos túneis na década de 90, e tudo caiu no esquecimento.

 

A Revista Rio Claro Online reabriu o caso, e foram e tem sido milhares de pessoas de Rio Claro e de outras cidades do país que “descobriram” ou voltaram a se interessar pelos “Misteriosos Túneis de Rio Claro”. Manifestações pelas redes sociais e centenas de e-mails comprovam não só a curiosidade dos cidadãos e cidadãs, mas sobretudo a busca pelo direito a informação sobre a História da cidade e do local onde muitos nasceram ou estabeleceram suas vidas.

 

E é exatamente nesse sentido e nessa direção, visando a defesa a informação e ao Bem Comum, que daremos prosseguimento nessa matéria e nessas investigações.

 

Na Revista Eletrônica Rio Claro Online você pode ver mais fotos e os artigos anteriores – veja mais em www.rioclaroonline.com.br

Fonte Fotos – Google

Jenyberto Pizzotti para Rio Claro Online

jenyberto@yahoo.com.br

 

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H Nona
23 de dezembro de 2016

O meu desejo na chegada deste Natal de 2016, é que Jesus venha fazer parte de sua vida, e que você possa ter a absoluta certeza que com Ele ao Nosso lado somos maioria…
Quero que Cristo Jesus, seja a direção, o apoio e fundamento de sua vida…
Nós da Família Ministério Hora Nona, desejamos um Feliz Natal a todos…
Deus nos abençoe.
Pastora
Márcia Valéria

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20 de dezembro de 2016

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Artigo

FERIDAS EMOCIONAIS

Dra. Débora Regina Freschi

Você sabia que a sua vida é dirigida pelas feridas emocionais inconscientes?

Você sabia que existem feridas emocionais também e não apenas físicas e que elas são tão dolorosas, acredito que até bem mais do que as físicas, e ainda por cima são inconscientes, por isso você nem percebe que a sua vida é dirigida por elas e você se culpa, além das outras pessoas  e situações pelas suas  frustrações e decepções?

Mas a verdade é que o outro apenas tica à sua ferida emocional trazida com você de infância pelas suas necessidades emocionais básicas que não terem sido supridas. Sempre que você se sente hoje sozinho, não tendo toda à atenção e o reconhecimento almejado ou se sente  reprovado e controlado você reage automaticamente dentro desta ferida, que neste estado inconsciente  é chamado de “bolha” emocional. Mas por quê “bolha”?

Porque você realmente acredita  que o outro está te ferindo de propósito  e reage  da maneira que aprendeu a sobreviver,  empregando estratégias semelhantes àquelas que utilizava  ainda quando era criança.  A metáfora da “bolha” portanto,  é para ajudar você a compreender que dentro deste espaço interno,  que não tem porta ou janela, como uma “bolha”  de sabão, você não  vê  o mundo do lado de fora  como ele é realmente, mas você está num estado mental da criança emocional,  presa na armadilha de crenças negativas  e expectativas idealizadas.

Contudo, a “bolha” pode ser estourada a qualquer momento, basta você ter consciência e se arriscar. Então entender o fenômeno da “bolha” vai te ajudar  a ver que ela não é o que “Você é”.

Aprenda então a  se arriscar, desafiando  a verdade de tudo o que você acredita a seu respeito e do outro quando está  dentro da “bolha” e a ter mais compreensão e compaixão deste espaço mental e emocional inconsciente da criança interior. Quando conseguir fazer isso a imagem que você tem dentro da “bolha” começará a se desfazer, a transformação ocorrerá e aos poucos  você irá  parando de permitir que o gatilho dispare com tanta facilidade e não obterá mais as mesmas respostas das outras pessoas e nem da vida.

 

DRA DÉBORA REGINA FRESCHI

Para entrar em Contato:

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Skype: DéboraFreschi-EspaçoEssênciadoSer

Endereço: Rua 6, nº 388 – Centro – Rio Claro/SP

SOBRE A DRA DÉBORA REGINA FRESCHI:

Graduação em Psicologia pela Unimep/Piracicaba-SP. Pós-Graduada em Terapia de Casal e Família – Abordagem Sistêmica pela Puc-SP, Sexóloga pelo Instituto Kaplan-SP, Instituto H.Ellis-SP e pela SBRASH, (Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana). Especialização em Terapia Cognitiva Comportamental pelo Instituto Pieron/Campinas-SP e em Co-dependência Afetiva em Relacionamentos, através da Formação continuada de 12 anos com o Dr. Thomas Trobe, psiquiatra graduado pela Universidade Harvard e pela Universidade de Califórnia. Formações e Estudos Aprofundados Contínuos em Física Quântica, PNL e Afins. Ministrou diversos Grupos de Crescimento, Oficinas Terapêuticas e Workshops em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Formações em Dinâmicas de Grupo, Terapias Corporais, Danças Circulares, Dançaterapia, Biodança, Musicoterapia, Clown (Doutores da Alegria) e outras.


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19 de dezembro de 2016

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A Rio Claro Online reproduz um artigo maravilhoso do professor Kal Machado sobre um grande e muito amado rioclarense: o professor João Galassi. Ninguém melhor que Kal Machado com sua inteligência, mas sobretudo, com sua sensibilidade, para deixar registrado essa linda homenagem a esse grande mestre rioclarense, tão importante para a Vida, a Cultura e a História de Rio Claro, um mestre que ficará eternamente em nossos corações.

REQUIEM PARA UMA LENDA
KAL MACHADO

Conheci o prof. João Galassi nos primórdios dos anos 70, quando eu ainda era estudante de Engenharia Civil. Foi quando, juntamente com o colega Luis Carlos Brumatti (prof. Budh) fundamos o cursinho Novo Triunfo, que, posteriormente, viria a se tornar o Centro de Ensino Novo Triunfo-Anglo, uma das instituições de ensino mais respeitada e premiada do interior paulista, tendo na co-direção os professores Asdrubal Bellan e profa. Rosangela Iamondi Machado Furlani, além, é claro, de um corpo docente e funcional de fazer inveja.

O prof. Galassi foi o primeiro a subir no tablado do Novo Triunfo, para dar aulas de português e inglês, mas, se fosse preciso ele também lecionaria alemão, francês, espanhol, entre outras línguas, pois era poliglota.

Viemos a nos tornar grandes amigos. Lembro-me que no início de nossas carreiras, depois das aulas noturnas íamos comer capellete com bracciolas, numa cantina italiana que ficava na rua 2, entre avenidas 1 e 2 ou lanchar no Bar da Hilda, quando ainda estava localizado na Av. 1, em Rio Claro. Eram momentos em que singrávamos pelos nossos sonhos.

Às vezes, ele me dava carona em sua camionete creme, um verdadeiro calhambeque, que não abria os vidros nem a porta, pois não tinha maçanetas, tínhamos que fazer malabarismos, para entrar e sair. Certo dia, quando ele já namorava a Nice, lá pelas bandas da av 32, ele estacionou e esqueceu-se de deixar a marcha engatada, uma necessidade imperiosa já que a o freio de mão da camionete também não funcionava.

Enquanto ele declamava alguns versos para sua amada, a camionete foi descendo a ladeira até colidir e deixar inclinada uma Roda Gigante, de um parque de diversões mambembe, que se instalara nas imediações do Lago Azul. Não houve vítimas, mas o gerente chamou a polícia e queria uma indenização pelos danos materiais, só que valor da camionete, mal dava para comprar alguns ingressos do parque.

Riamos muito quando relembrávamos deste e de outros acontecimentos de uma época, em que o que mais imperava era o idealismo. Estive em seu casamento, acompanhei o nascimento de seus filhos João Marcelo, Neli e Milena e acabei me tornando professor deles. João e Cleonice Galassi formaram uma família exemplar, digna e laborativa.

João Galassi era filho de mãe francesa e na época da faculdade, voltou à França para se graduar em literatura comparada, língua e literatura francesa. Trouxe de lá nove certificados de nível superior. Infelizmente, seu diploma francês não teve validade aqui, porque não havia convênio Brasil-França. Chegou até a pensar em pôr fogo em todos os certificados franceses, mas, a Nice, sua amada esposa, não deixou. Acabou fazendo letras na Unicamp e frequentemente acabava tendo atrito com vários docentes da universidade, pois, em muitos casos, seus conhecimentos eram superiores ao dos seus professores.

Fomos colegas de corpo docente por décadas e ele sempre foi o professor mais popular do Anglo-Novo Triunfo e certamente, de outras escolas em que lecionou. Quando exerci o cargo de Prefeito Municipal de Rio Claro ele foi meu assessor na área de comunicações, revisando e ajudando-me na formulação de correspondências e discursos.

Sua cultura possibilitava que ele pudesse viver sob holofotes e ocupando manchetes, porém, inspirado em seu pai, optou por uma vida de simplicidade. Recentemente, já no outono da nossa existência, costumávamos nos encontrar quando caminhávamos errantes pelo Jardim Público ou pelas ruas da Cidade Azul e ele sempre com seu inseparável cachorrinho preto, esbanjava simpatia.

Sua amizade e competência deixam um vazio insuperável, mas, com certeza, continuarão a inspirar os que aqui permanecem. A luz da sabedoria e do conhecimento que ele sempre irradiou será, certamente, proporcional à saudade que ele deixou no coração de muitos. Que a Cleonice, seus filhos, netos, nora e genro consigam mitigar a dor da separação no conforto divino.

Tenho certeza que, quando o barqueiro deixá-lo na outra margem do Jordão, o Senhor estará esperando-o de braços abertos, para agradecer-lhe por ter cumprido com tanto júbilo e eficiência a missão que lhe foi confiada.

João Galassi deixou de ser homem, para se tornar uma lenda.

machadokal@hotmail.com

 


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9 de dezembro de 2016

OS MISTERIOSOS TÚNEIS DE RIO CLARO – PARTE 4

A REDE DE TÚNEIS REALMENTE EXISTE !

IMPORTANTE DEPOIMENTO REVELA NOVOS DETALHES

Dando continuidade na matéria “Os misteriosos Túneis Secretos de Rio Claro”, para a Revista Eletrônica Rio Claro Online, conseguimos pesquisar e obter um importantíssimo depoimento realizado em maio de 2013 pelo senhor Leandro José Martinez onde, numa linguagem clara, objetiva e muito sincera, novos fatos são apresentados, tudo conduzindo a realidade da existência de uma rede de túneis no subsolo de Rio Claro.

Leiam na íntegra esse importante depoimento:

“Nos anos 50, mais precisamente 1958, eu estava com 12 anos e frequentava a sede dos escoteiros que ficava na esquina da Avenida 3 com a Rua 6, onde hoje está o Edifício Iracema.

Em uma ocasião festiva estávamos elevando uma torre de varas de eucaliptos. Quando ao furar o chão para fincar uma das varas, a cavadeira bateu em algo que parecia uma carreira de tijolos, então o saudoso Dr. Mendonça, que era o escoteiro, e eu seu amigo inseparável, o ajudava na tarefa, temeroso por ele ter quebrado os tijolos, e aquele buraco ter se alargado, que conseguimos avistar como um corredor largo e profundo. Entramos na sede para levar ao conhecimento do chefe dos escoteiros, outros escoteiros que se encontravam lá dentro jogando sinuca, e em outra mesa ping-pong, nos alertaram para cobrir rapidamente antes que chefe chegasse, pois aquele túnel poderia ser a rede de esgoto e o Mendonça seria expulso. Se não me falha a memória, houve uma brincadeira pelo Paul Roth, “o baixinho não sabe nadar e ele afundar no buraco nos vamos encontra-lo lá no brinquinho” (local onde desaguava o Córrego da Servidão).

Realmente, ficamos impressionados pela largura e profundidade daquele “esgoto”. Como eu trabalhava como aprendiz na Fábrica de Calçados Lincoln, que pela rua 6 fazia fundos com a sede, lá encontramos algumas ripas e papelão, fechamos o buraco e voltamos a cobri-lo com terra, mudando a localização das pernas da torre, o que causou uma advertência do chefe designado pelo Sr. Raul, pela torre ter sido montada fora do local indicado. Todos ficaram quietos e não mencionaram o ocorrido, recordo-me ainda que por conta do dito buraco o Mendonça teve que suprir sozinho, as latas de salsichas no acantonamento, que foi realizado na sequencia para os colegas não o entregarem.

Passado algum tempo, frequentávamos a Igreja da Boa Morte, e após as rezas ficávamos um bom tempo conversando com o Sr. Alexandre, zelador, e que morava ao lado da Igreja. Numa dessas ocasiões, comentei o ocorrido da abertura acidental do esgoto e que quase caímos dentro dele por seu tamanho, ele interpelou “onde foi isso?”, eu respondi “ali onde era a casa do Dr. Colli, Avenida 3 com a Rua 6”.

Ele prontamente respondeu “na esquina da farmácia?” respondi “no lado de cá onde é a sede dos escoteiros”.

“Quem mais ficou sabendo disso?”  e eu respondi “eu, meu colega Mendonça e uns quatro escoteiros, mas somente um viu o buraco e nos ajudou fechar e cobrir com terra”.

O senhor Alexandre então disse “aquele buraco aberto não é e nunca foi esgoto, agora eu preciso fechar a igreja, a filha do Brochini já está saindo, amanhã vai começar a quermesse traga seu amigo que eu vou mostrar uma coisa pra vocês”.

No dia seguinte fui na casa do Leãozinho, apelido que tratávamos o Roberto Mendonça e combinamos nos encontrar na Boa Morte. Assim aconteceu. Procuramos o Sr. Alexandre e ainda o ajudamos a carregar as prendas nas barracas da quermesse. Outros colegas se juntaram a nós. Sentamos no salão e ficamos aguardando. Dali a pouco vem o Sr. Alexandre, carregando um rolo de papel, andava ele lentamente devido a deficiência que tinha numa das pernas e foi dizendo:

“Esta minha perna é assim por causa de acidente que sofri na CARACÚ” e começou a desenrolar o papel e o estendeu em cima de um banco. O papel era um traçado a lápis. “Olha, aqui era o Cemitério (Rua 7 – Grupo Escolar Joaquim Salles)”, então eu disse “isto eu já sei, estudava lá quando construíram o refeitório e acharam um monte de esqueletos”.

“Vai ouvir ou vai atrapalhar ?” ele respondeu e continuou “Aqui o cemitério, onde é a Cadeia (hoje Fórum), aqui era a Casa da Baronesa (hoje Bayeux), de lá saí um tunel que passa em baixo da praça, encontra outro que sai de baixo da matriz desce do lado da rua 6 até o hospital. que ficava no meio do quarteirão entre avenida um e dois”. E prosseguiu “quando construíram o Variedades soterraram o túnel que passava em baixo. Do hospital o túnel desce pela Avenida 2 e passa em baixo do casarão do Otto Jordan, que era o coletor de impostos (hoje o Museu Histórico)”

Alguém então perguntou ao senhor Alexandre “como o senhor sabe disso ? quem fez esse desenho ?”

O senhor Alexandre então respondeu “esse desenho não fui eu que fiz, me foi dado pelo pedreiro Italiano que construiu também a Igreja da Santa Cruz, e o alemão que fizeram a chaminé da CARACUÚ. Acharam o túnel entraram nele, e ele sai do Casarão e vai em direção ao Mercado, que era Quartel naquela época. Inclusive a CARACÚ, usou parte dele para atravessar a Avenida 4 eu acho”

Agradecemos o Sr. Alexandre, e fomos curtir o resto da quermesse.

Passou o tempo. Onde era o dito hospital, passou a ser o consultório do Dr. Takara que vendeu o prédio para o Sr. Saraiva (da Imobiliária Saraiva), e ao reformar o prédio para construir a garagem, aconteceu, desmoronou, e o pedreiro achou um salão com uma passagem vindo pela rua 6 e outra saindo em direção da avenida 2. Como todos os colegas, principalmente a turma do Gato Preto, a noticia correu e tivemos a oportunidade, juntamente com o Saraivinha (filho de Irineu Saraiva) descer dentro do salão que era revestido de pedras cinzas de calcário e as saídas das passagens eram iguais as que aparecem nas fotos.

Todos que tiveram conhecimento deste túnel, imaginam que sua existência se deu como rota de fuga pela ligação com o hospital e o Quartel”.

Fonte: Depoimento do senhor Leandro José Martinez em 02 de maio de 2013 no grupo Rio Claro Retrô no Facebook

Continuem acompanhando. Nos próximos artigos estaremos apresentando as opiniões de pessoas de credibilidade, pesquisadores acadêmicos, arqueólogos que estudaram o caso, e de pessoas que apresentam fatos e evidências em bases racionais e lógicas desse caso extremamente misterioso e polêmico.

Jenyberto Pizzotti para Rio Claro Online

www.rioclaroonline.com.br

jenyberto@yahoo.com.br

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Em seguida, a lista descritiva dos locais enumerados no mapa.

01 Prédio (antiga Imobiliária Saraiva) onde na década de 90 foram iniciadas escavações, em seguida as entradas e passagens foram lacradas

02 Residência do Barão de Porto Feliz (construído -1864) / atual cine/foto

03 Antigo Hotel dos Reis (DESTRUÍDO) / atual Imobiliária

04 Cine Teatro Variedades (construído – 1912) / atual supermercado

05 Residência Família Negreiros (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

06 Residência do Barão de São João de Rio Claro (construído – 1865) – atual Escola Marcelo Schmidt

07 Gabinete de Leitura (construído – 1890)

08 Solar do Barão e Baronesa de Dourado (construído – 1863) (DESTRUÍDO/Restaurado) – atual Museu

09 Antiga Prefeitura (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

10 Antiga Loja Maçonica – atual Loja Maçonica

11 Residência de Siqueira Campos (construído – 1868) / atual Casa da Cultura

12 Residência Família Fontes (construído – 1937) – Casa de Ulisses/Puríssimo

13 Igreja Matriz (construído – 1828 / reformado – 1869)

14 Residência Família Almeida Santos (construído – 1910)

15 Colégio Puríssimo (construído – 1909)

16 Escola Cel Joaquim Salles (construído – 1900) / antigo Cemitério

17 Antiga Cadeia Municipal (DESTRÍDO) / atual Fórum

18 Residência de Dna Luisa Botão (construído – 1899) / atual Escola Bayeux

19 Prédio Família Pires (DESTRUÍDO) / atual Farmácia

20 Antigo Teatro São João/ Teatro Phenix (DESTRUÍDO) / atual loja de calçados

21 Residência Família Dr. Coelho (DESTRUÍDO) / atual Banco Itaú

22 Residência Família Mazziotti / Família Cartolano (DESTRUÍDO) / atual farmácia

23 Residência Família (?) – frente Prefeitura –  (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

24 Residência Família Timoni (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

25 Residência Família Cel Marcello Schmidt / Família Dr. Ruy (DESTRUÍDO) / atual estacionamento


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6 de dezembro de 2016

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OS MISTERIOSOS TÚNEIS DE RIO CLARO – PARTE 3

IMPORTANTE ARTIGO DE MÉDICO RIOCLARENSE REVELA:

TÚNEIS PODEM TER SIDO USADOS PARA SATANISMO

Dando continuidade na matéria “Os misteriosos Túneis Secretos de Rio Claro”, estamos procurando contatar e levantar as mais diversas opiniões que foram emitidas durante a descoberta dos túneis em Rio Claro/SP, durante as escavações realizadas, e após os túneis serem lacrados.

Estaremos apresentando as opiniões de pessoas de credibilidade, pesquisadores acadêmicos, arqueólogos que estudaram o caso, e de pessoas que apresentam fatos e evidências em bases racionais e lógicas desse caso extremamente misterioso e polêmico.

Um dos depoimentos “bombásticos” e contundente sobre o caso foi dado pelo Dr. Rodrigo Pires de Oliveira, médico endocrinologista, com clínica estabelecida em Rio Claro, que diz ter suas convicções no evangelho cristão, e se apresenta sempre como um defensor intransigente das denominadas “teorias de conspiração”, e contra a “Nova Era” ou “Nova Ordem Mundial”.

O Dr. Rodrigo esteve no local por ocasião das escavações e realizou estudos e observações muito importantes, e esse é o seu artigo:

NEGANDO A EVIDÊNCIA

  1. RODRIGO PIRES DE OLIVEIRA

François-Marie Arouet, famoso filósofo do século dezoito, mais conhecido como VOLTAIRE, foi membro de uma IRMANDADE SECRETA de libertinos e livres-pensadores chamada “SOCIEDADE DO TEMPLO”, que recebeu esse nome por ter como objetivo a “reconstrução do TEMPLO de Salomão”, metáfora que representa o ideal iluminista do “CONSTRUTIVISMO”.

Construtivismo é uma diretriz conferida às sociedades secretas para a destruição da atual civilização cristã, a fim de estabelecer, sobre os seus escombros, uma nova civilização racionalista e pagã, onde não haja mais espaço para a fé em Deus. Em nossos dias, essa meta de caráter socialista vem sendo perseguida, de forma obsessiva, principalmente pelo sistema educacional, um dos três veículos que estão preparando o caminho para a vinda de um ditador mundial anticristão.

Voltaire detestava a igreja católica e defendeu a burguesia contra a aristocracia feudal, participando de forma significativa da revolução francesa ao fazer de suas idéias uma arma para destruir o cristianismo e a monarquia francesa.

Seu papel naquele movimento seria fazer de suas idéias a principal arma da revolução e transmiti-las, tanto aos revolucionários, como aos demais iluminatti, o que foi concluído através de uma frase chavão, nos seguintes termos:

“É PRECISO MENTIR COMO UM DEMÔNIO, NÃO TIMIDAMENTE, NEM SÓ TEMPORARIAMENTE, MAS SEMPRE, E COM AUDÁCIA” (Voltaire, “Carta a Thériot”)

Um outro filósofo iluminista do século dezoito exprimia as idéias de Voltaire, dizendo:

“O MARAVILHOSO É QUE, PARA TRANQÜILIZAR OS POVOS, BASTA, APENAS, NEGAR A EVIDÊNCIA.”

Esta é a razão pela qual as informações a respeito de determinados episódios chegam de forma totalmente distorcida à população. Tivemos um exemplo disso, ao surgir a oportunidade, obtida pela imprensa, de fotografar uma antiga CÂMARA SECRETA, que existe há aproximadamente cento e setenta anos nos subterrâneos de Rio Claro, mais precisamente, no quarteirão localizado na rua seis entre as avenidas um e dois: Assim que surgiram as fotografias, comprovando a existência daquela reforçada estrutura subterrânea de alvenaria construída no século dezoito logo surgiram as vozes que, por conspirarem em favor do “construtivismo”, e não tendo outro recurso para “abafar” a revelação dessas imagens, a não atitude de “NEGAR A EVIDÊNCIA”, não perdem tempo em lançar mão dela.

E realmente, a primeira reação das referidas “vozes”, alarmadas ante o aparecimento das provas fotográficas da existência, tanto da câmara, quanto do túnel, foi mais uma vez, a atitude de negar as evidências e confundir as pessoas, tentando associá-las ao que afirmaram não passar de uma “teoria” de conspiração, quando a existência da mesma é um FATO CONCRETO E COMPROVÁVEL, pois até mesmo os próprios conspiradores, que são os militantes do movimento “NOVA ERA”, confessam abertamente a natureza de sua ação no mundo, pois deram ao seu movimento o nome de CONSPIRAÇÃO AQUARIANA!

E, se a Nova Era é uma conspiração luciferiana, não se trata, portanto, de uma “teoria”, mas, sim, de um FATO, cuja existência estas as “vozes” se apressaram em negar. Essa negação inescrupulosa vem acontecendo apesar dos fortes sinais de sua presença, tais como a formação, cada vez mais frequente, de gigantescos monopólios econômicos, que veem resultando do rapidíssimo processo de globalização econômica, política e religiosa, que são as três principais metas dessa Conspiração Global Aquariana.

Uma vez que este esforço desesperado em esconder a verdade perante a opinião pública, é facilmente percebido como uma tentativa de “tapar o sol com a peneira”, as tais “vozes” acabaram se desmoralizando perante ela.

Conforme as primeiras páginas dos principais jornais de Rio Claro noticiaram e documentaram, através de fotografias, existe, de fato, uma câmara secreta no referido local, cujo teto tem, nada menos, que CINCO METROS DE ALTURA, tendo sido edificado nos moldes de uma construção religiosa, em formato de abóbada; com sete metros de cumprimento por três metros de largura.

As vastas dimensões deste enorme cômodo subterrâneo, deixa bem claro, que o mesmo não poderia de maneira alguma, ser chamado de “túnel”; a não ser que se queira negar a evidência, conforme a “receita” do filósofo Voltaire.
De fato, como se poderá constatar através das imagens, a câmara subterrânea não se parece, em nada, com um túnel, pois, a mesma encontra-se dividida em DOIS AMBIENTES, sendo o maior deles uma sala principal e o outro uma antecâmara, semelhante a um altar (foto). No teto desta antecâmara, que também tem o formato de abóbada, encontra-se uma abertura quadrangular, semelhante a um alçapão, que se localiza em sua parte mais elevada de sua abóbada. Nesta abertura encontra-se, até hoje, uma caixa de ferro, servia de elevador, podendo ter sido usada para descer algum alimento ou oferenda, a partir parte externa do imóvel até o interior da vigorosa estrutura de alvenaria.
Ainda que, os longos anos a tenham deixado bem enferrujada, a referida estrutura metálica, cujas imagens vêm ocupando as páginas dos jornais de nossa cidade veio a tornar-se uma evidência inegável de que esta construção subterrânea teria sido muito mais que um simples túnel.

Essa evidencia, no entanto, foi deliberadamente ignorada por aquelas “vozes”, pois, enquanto um túnel não passa de uma simples via de acesso que conduz a algum lugar, uma câmara secreta com todos estes atributos teria finalidades bem diferentes que esta, cuja divulgação poderia se tornar insuportavelmente incômoda para alguns.

As grandes dimensões de todos os seus tijolos, e a ampla espessura de suas quatro paredes, construídas com QUATRO FILEIRAS destes gigantescos tijolos, se consistem em provas irrefutáveis de que a estrutura conserva, até hoje, o mesmo formato que tinha no século dezoito, quando foi construída.

Já não se pode dizer o mesmo do túnel que, partindo deste cômodo, estende para o leste, em direção à rua seis. Este túnel, que é precedido por uma rampa íngreme e cujo formato triangular lembra um símbolo esotérico chamado “o olho que tudo vê” (vide foto), na verdade não possui, desde a sua construção, mais do que um metro de altura, consistindo-se, portanto, numa passagem que foi concebida para ser transposta apenas “engatinhando”. No entanto, após estender-se por aproximadamente seis metros, em seu cumprimento, o estreito túnel apresenta sinais de ter sido “emparedado”, ou seja, obstruído, à altura de seu seguimento que se encontra bem próximo à rua seis.

Há, portanto duas estruturas nesta construção subterrânea: Uma câmara secreta que permanece intacta até hoje e um túnel estreito que foi obstruído por uma parede a fim de que, através dele não se pudesse chegar até alguma outra passagem que existisse sob a rua seis, pois, no final da década de setenta, um arqueólogo rioclarense encontrou uma outra câmara secreta situada embaixo da “Praça da Liberdade” concluiu que, existiria um túnel que, partindo de lá, se estenderia ao longo da rua seis. Isso significa que este passaria, portanto, bem diante daquela casa onde o túnel que parte da câmara secreta foi construído.

 

Afirmou-se, porém, que o referido túnel teria sido usado pelo saudoso médico, Dr. Negreiros, para ir, diariamente, por baixo da terra, ate o seu consultório, que se localizava do outro lado da rua. Pergunta-se, no entanto: Porque um médico, vestido de branco, desceria UMA ESCADA DE CINCO METROS DE ALTURA, iria engatinhando até seu local de trabalho, onde teria que subir novamente uma escada de dois metros de altura, para chegar ao nível do seu consultório, apenas para não ter que atravessar a rua? Isso é o que poderíamos chamar de folclore e especulações da imaginação “popular”.
Estando no local e tendo visto tudo, detalhadamente, testifico que somente a câmara secreta tem uma altura de cinco metros, e que apenas a estrutura do túnel foi emparedada, e isso a uma distância de mais ou menos seis metros da sala de rituais, quando seu trajeto se aproxima da rua seis.
Hipóteses absurdas como aquela, somente são formuladas quando se procura negar a evidencia, que neste caso se consiste no fato de existir, naquele local, tanto de uma câmara secreta, composta por dois ambientes distintos, como, também, um túnel, deliberadamente obstruído num ponto que se localiza a uma distancia de cinco metros da referida sala subterrânea.
Quem nega o obvio está se sujeitando a cair no ridículo. O que estão tentando esconder ? As profecias afirmam que não há nada oculto que não venha a ser revelado, nem escondido que não venha a ser conhecido… Que as coisas que são ditas nos subterrâneos serão proclamadas sobre os telhados das casas. Mais cedo ou mais tarde tudo virá à tona. Por que não agora ?
Ademais, até onde sabemos, o referido médico teria morado na casa que se situa na esquina da avenida dois, com a rua seis, local onde funcionou o antigo Hotel dos Reis, enquanto que a câmara secreta e o túnel que apareceram nos jornais encontram-se situados nos subterrâneos de uma casa localizada NO MEIO DO QUARTEIRÃO!

Estas afirmações errôneas teriam sido um grande equivoco, ou somente mais uma tentativa de negar a evidência para “tranquilizar os povos” ? De qualquer forma, é certo que proferir inverdades como esta, seja de forma deliberada, ou por ignorância, não é a melhor maneira de acalmar a população, pois todos têm o direito de saber a verdade, bem como, de conhecer a realidade da sua história local.
Outra hipótese levantada pelas tais “vozes” “tranquilizadoras” é que aquela câmara, que às vezes afirmam ser apenas um túnel, teria sido um local utilizado para o trafico de escravos e para puni-los. No entanto, até o ano de 1888, quando veio a abolição da escravatura, não era necessário um porão secreto para açoitar ou para comerciar os escravos, pois, naquela época, atividades como estas não eram ilícitas ou condenadas.

 

Em outras palavras, não havia nada a esconder, em relação a isso, durante os cinquenta anos que precederam a libertação dos escravos e a tal sala já existia. Hipóteses “tranquilizadoras” como esta é o que poderíamos, verdadeiramente, chamar de “lendas e fantasias provenientes da imaginação popular”.
Será que os escravos daquela época tinham quatro metros de altura para que fosse necessário construir um cômodo com cinco metros de altura para guardá-los? Teria sido necessário assentar quatro fileiras de tijolos gigantes em cada parede?
Para funcionar como um porão doméstico ou como uma senzala não seria preciso, em absoluto, construir nenhuma estrutura dotada de “uma arquitetura forte e resistente a qualquer fenômeno, seja ele natural ou artificial” e cujo formato se parece mais com uma pequena “catedral” da idade média do que qualquer outra coisa.
Nega-se, pois, a evidencia, e pronuncia-se os maiores absurdos, na esperança de que tais mentiras repetidas inúmeras vezes, acabem se transformando em “verdades”. A mentira, porém, “tem pernas curtas”, e, portanto, não vai muito longe.

Negligenciar deliberadamente provas arqueológicas com o intuito de distorcer as verdades históricas de nossa cidade é prejudicar a imensa maioria da população rioclarense em favor de uns poucos iniciados que teriam algo a esconder.
O fato é que a explicação mais convincente para esta misteriosa construção é que a mesma teria sido usada, por alguma sociedade secreta para a realização de rituais de iniciação extremamente obscuros, a ponto de precisarem ser realizados no subsolo e entre paredes suficientemente espessas para isolarem qualquer tipo de som. Não de deve esquecer que “satanismo é real”.
Em razão disso, pode ser que, alguém, por falta de imaginação suficiente para inventar explicações folclóricas mais convincentes para este importante achado arqueológico, venha a afirmar que cem anos antes da invenção da bomba atômica, alguns rioclarenses, em seu “pioneirismo”, teriam construído, sob aquela casa da rua seis, “o primeiro abrigo antinuclear da face da terra”…
Como diria o jornalista Boris Casoy: “ISTO É UMA VERGONHA!”

  1. RODRIGO PIRES DE OLIVEIRA

Fonte: http://www.previnasedamarca.com/arquivo.php?recebe=materia/maconaria/29/29.html

Existe também um vídeo onde o Dr. Rodrigo faz parte desse depoimento:

Nos próximos artigos estaremos apresentando as opiniões de pessoas de credibilidade, pesquisadores acadêmicos, arqueólogos que estudaram o caso, e de pessoas que apresentam fatos e evidências em bases racionais e lógicas desse caso extremamente misterioso e polêmico.

Jenyberto Pizzotti para Rio Claro Online

jenyberto@yahoo.com.br

 

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3 de dezembro de 2016

RIO CLARO NO RETROCESSO:

GRUTA DO LEÃO – SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE RIO CLARO

TRANSFORMADO EM LIXÃO E PONTO DE PROSTITUIÇÃO

Jenyberto Pizzotti

Emoldurando e iniciando esse artigo com a notícia de que a nova administração municipal, após tomar posse em janeiro, irá reduzir a verba com a Cultura em Rio Claro em 50 %, alertamos e registramos o total descaso e abandono, da atual e das administrações anteriores, para com o sítio arqueológico denominado “Gruta do Leão” no Jardim Público, Avenida 2 com Rua 4.

A Gruta do Leão foi provavelmente construída por Samuel Coli, natural de Lucca, Itália, e que fixou residência e formou família em Rio Claro por volta de1874. O senhor Samuel foi o construtor da antiga “Cascata do Jardim”, onde hoje está o “Lago de Diana, a Caçadora (lenda grega).

(Vide fotos na Revista Eletrônica “Rio Claro Online” clicando no link da revista)

Após um interessante trabalho de escavações desenvolvido por arqueologistas e historiadores, e o início de visitações até por estudantes de escolas de ensino fundamental, o local foi, de forma estranha e não muito bem explicado, lacrado e abandonado.

Hoje (há muito tempo) o local foi transformado em um lixão em pleno jardim, local onde à noite, indigentes fazem suas necessidades fisiológicas, e durante o dia o local tem servido como ponto de prostituição. Isso tudo sobre as barbas da omissa e negligente administração pública municipal, e das autoridades e do policiamento que deveriam atuar de forma mais séria na defesa do Patrimônio Público, da História e da Cultura de Rio Claro.

“Coragem para Mudar Rio Claro”, não pode ser só um slogan para se ganhar uma eleição. “Coragem para Mudar Rio Claro” envolve sobretudo comprometimento, não com grupos que se revezam no poder para defender seus próprios interesses, mas com colocar os interesses coletivos do povo rioclarense e o Bem Comum acima de tudo.

A Cultura em Rio Claro, e todas as pessoas que nela atuam (funcionários municipais), e as organizações que a representam, como Bibliotecas Públicas, Pinacoteca, Museus, e profissionais como arqueólogos, restauradores, bibliotecários, produtores de eventos artísticos e culturais, artistas e literatos, e tudo que envolve a Cultura, merecem apoio, incentivo e cada vez mais investimentos, sejam públicos e/ou privados, NÃO CORTES.

Sobre a importância desse sítio arqueológico, hoje abandonado, transcrevo aqui um excelente artigo de Lourenço Favari com colaboração da arqueóloga Maryzilda Couto Campos publicado na Revista do Arquivo – Junho 2011 – Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, sobre o trabalho de escavações realizado na Gruta do Leão.

Fonte: Revista do Arquivo – Junho 2011 – Do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro

“A Gruta do Leão – O imaginário, o Redescobrimento e a Inclusão nos Registros Históricos”

Autor:Lourenço Favari

Colaboração: Maryzilda Couto Campos

Famosa pelas histórias que a cercam, a Gruta do Leão, localizada no Jardim Público de Rio Claro, sempre despertou interesse da população e também dos órgãos administrativos. A arqueóloga Maryzilda Couto Campos lembra que foi procurada pela prefeitura na passagem dos anos 80 para os anos 90 para descobrir o local exato que estaria enterrada a edificação. “Fui procurada pela prefeitura de Rio Claro e pelas funcionarias do Arquivo Público para realizar uma prospecção para identificar onde ficava a gruta do leão”, disse.

De acordo com a arqueóloga, a iniciativa começou após a descoberta de uma foto que registrava duas senhoras e uma criança e ao fundo figurava a gruta artificial. “Algumas informações indicavam que a gruta ficava em frente do Cinema Excelsior. Assim, aproveitando um fim de semana prolongado que estive na cidade, com a ajuda dos funcionários da prefeitura realizei um corte no local indicado, mas nada foi encontrado”, pontua.

No entanto, Maryzilda, que contava com a experiência de 20 anos na área arqueológica, propôs a realização de uma nova busca. “Escolhi um local onde a vegetação era mais baixa e o nível do canteiro do jardim mais alto, e logo no início da escavação apareceu uma cúpula de tijolos e cimento, na esquina da Rua 4, com a Avenida 2, em frente da Telefônica”, destaca argumentando que no momento não existia condições de realizar uma escavação arqueológica, desse modo, tapou novamente os vestígios e aguardou uma nova oportunidade.

Muito tempo depois a profissional retornou para Rio Claro para desenvolver outro trabalho: o Projeto do Túnel da Rua 6. “Enquanto esperava a autorização para pesquisa do IPHAN, aproveitamos e demos andamento na escavação da Gruta do Leão e aplicação de métodos geofísicos para identificação de objetos enterrados”.

Ela recorda que aconteceu uma movimentação geral no Jardim Público. “As pessoas passavam e contavam histórias. Meu pai contava que tinha um Leão velho, minha avó disse que o leão foi abandonado pelo Circo, disseram também que o Leão era de mármore branco, outros que era de granito preto”. E os mistérios acerca do local só aumentavam e existem até hoje.

Maryzilda revela que gostou da reação da população e realizou um questionário para especular a memória dos transeuntes, além de descobrir quem acertaria de fato o que estava enterrado.

“Abrimos a gruta pelas beiradas. Só ficou fechada ao meio, onde ficava a entrada da ‘Toca’ e não ‘Gruta’ como foi chamada anteriormente.

O Leão era de argila misturada com cimento e fragmentos de tijolos. Estava todo quebrado, suas patas dianteiras eram mãos femininas e seus olhos pintados com uma sombra anil”, revela.

De acordo com os registros oficiais a edificação teria sido construída no final do século XIX e se tratava de uma atração no jardim, onde os pais passeavam com os filhos. “Evidência disso foram os brinquedos encontrados no decorrer das escavações, outros materiais encontrados foram as pinhas de ferro que adornavam o gradil que fechava o jardim, portanto associamos o seu aterramento com a época da retirada das grades que cercavam o jardim”.

Vale ressaltar que o Jardim Público era cercado por grades e visitado apenas por famílias tradicionais e de alto poder aquisitivo do município. Depois da abertura do local e a retirada das proteções construídas em aço, o portão de entrada foi recondicionado na entrada da Santa Casa de Misericórdia, localizado na Rua 2, com a Avenida 15.”

Revista do Arquivo | Rio Claro | Junho 2011

Jenyberto Pizzotti para Rio Claro Online

jenyberto@yahoo.com.br

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30 de novembro de 2016

OS MISTERIOSOS TÚNEIS DE RIO CLARO – PARTE 2

 

SUPOSTA REDE DE TÚNEIS SUBTERRÂNEOS

 

LIGANDO EDIFÍCIOS IMPORTANTES EM RIO CLARO

 

Essa suposta Rede de Túneis Subterrâneos em Rio Claro é apenas uma hipótese.

 

Em relação ao sítio arqueológico descoberto na década de 90, alguns pesquisadores que tiveram acesso à parte do local (pois existe passagens lacradas) fizeram uma avaliação (desconheço a metodologia científica aplicada) de que os túneis foram construídos no século XVIII. No entanto, o mais provável é que a construção foi realizada em meados do século XIX (por volta de 1864, pois a residência do Barão de Porto Feliz, onde foram realizadas as primeiras escavações, foi construída em 1864). Interessante também observar no cruzamento de dados e informações que estamos realizando, que alguns outros importantes prédios também foram construídos ou reformados (como é o caso da Igreja Matriz – reformada em 1869) nessa mesma época. Por outro lado, alguns outros importantes prédios dessa suposta “rede” foram construídos já no século XX, nas primeiras décadas. Não podemos deixar de mencionar uma importante observação: dos 25 locais dessa “rede”, a metade dos prédios foi destruída, ou traduzindo…se existiam outras passagens ou “entradas” as mesmas foram lacradas e escondidas por obras de engenharia sobrepostas nesses locais.

 

O tema é muito polêmico e exige investigação e metodologia científica. E as hipóteses e teorias levantadas são as mais diversas possíveis. Podemos desde comparar fotos tiradas do interior da “sala” subterrânea com imagens (veja anexo) de uma sala de sacrifícios dos Maias em Bonampak um sitio arqueológico Maia, localizado na Selva Lacandona, no municipio de Ocosingo, estado de Chiapas, México, a uns 30 km ao sul de Yaxchilán, na fronteira do México com a Guatemala onde prisioneiros eram preparados para sacríficio humano, até lugar de esconderijo para abolicionistas e escravos fugidos, o que acredito ser mais provável, devido ao período de luta abolicionista e/ou período das lutas pela República em Rio Claro e no Brasil.
Apenas o trabalho de pesquisas com metodologia científica aplicada poderá esclarecer realmente o que são e com que finalidade foram construídos esses túneis. Estaremos buscando as respostas.

 

Jenyberto Pizzotti para Rio Claro Online

jenyberto@yahoo.com.br

 

Em seguida, a lista descritiva dos locais enumerados no mapa.

 

 1 – Prédio (antiga Imobiliária Saraiva) onde na década de 90 foram iniciadas escavações, em seguida as entradas e passagens foram lacradas

 

 2 – Residência do Barão de Porto Feliz (construído -1864) / atual cine/foto

 

 3 -Antigo Hotel dos Reis (DESTRUÍDO) / atual Imobiliária

 

4 – Cine Teatro Variedades (construído – 1912) / atual supermercado

 

 5 – Antigo Hotel (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

6 – Residência do Barão de São João de Rio Claro (construído – 1865) – atual Escola Marcelo Schmidt

 

7 – Gabinete de Leitura (construído – 1890)

 

8 – Solar do Barão e Baronesa de Dourado (construído – 1863) (DESTRUÍDO/Restaurado) – atual Museu

 

9 – Antiga Prefeitura (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

10 – Antiga Loja Maçonica – atual Loja Maçonica

 

11 – Residência de Siqueira Campos (construído – 1868) / atual Casa da Cultura

 

12 – Residência Família Fontes (construído – 1937) – Casa de Ulisses/Puríssimo

 

13 – Igreja Matriz (construído – 1828 / reformado – 1869)

 

14 – Residência Família Almeida Santos (construído – 1910)

 

15 – Colégio Puríssimo (construído – 1909)

 

16 – Escola Cel Joaquim Salles (construído – 1900) / antigo Cemitério

 

17 – Antiga Cadeia Municipal (DESTRUÍDO) / atual Fórum

 

18 – Residência de Dna Luisa Botão (construído – 1899) / atual Escola Bayeux

 

19 – Prédio Família Pires (DESTRUÍDO) / atual Farmácia

 

20 – Antigo Teatro São João/ Teatro Phenix (DESTRUÍDO) / atual loja de calçados

 

21 – Residência Família Dr. Coelho (DESTRUÍDO) / atual Banco Itaú

 

22 – Residência Família Mazziotti / Família Cartolano (DESTRUÍDO) / atual farmácia

 

23 – Residência Família (?) – frente Prefeitura – (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

24 – Residência Família Timoni (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

25 – Residência Família Cel Marcello Schmidt / Família Dr. Ruy (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

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Sala de sacrifícios dos Maias em Bonampak um sitio arqueológico Maia, localizado na Selva Lacandona, no municipio de Ocosingo, estado de Chiapas, México, a uns 30 km ao sul de Yaxchilán, na fronteira do México com a Guatemala onde prisioneiros eram preparados para sacríficio humano

 

 

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20 de junho de 2016

Com um Triple/Double do astro LeBron James que anotou 27 pontos, pegou 11 rebotes e distribuiu 11 assistências, além de aplicar um “toco” antológico no ala Iguodala, o Cleveland Cavaliers venceu o Golden State Warriors por 93 a 89 e tornou-se a primeira equipe a virar uma desvantagem de 3 a 1, no playoff final, para 4 a 3 e conquistar o título da NBA.

O sétimo e decisivo jogo, realizado na noite deste domingo foi de tirar o fôlego. Com vinte trocas de comando do placar e por onze vezes empatada, a partida ganhou ares de dramaticidade nos minutos finais quando o placar apontava 89 a 89 a 4 minutos e 39 segundos para o encerramento do jogo. O ansiedade começou a tomar conta dos jogadores que passaram a querer decidir rapidamente e sem sucesso.

Faltando 53 segundos para o fim do jogo o armador Kyrie Irving matou uma espetacular bola de 3 pontos, colocando o Cleveland Cavaliers com 92 a 89. O Golden State Warriors ainda teve chance de virar o jogo mas o Cleveland Cavaliers estava mais bem postado defensivamente e não permitiu a reação, fechando o jogo e conquistando o primeiro título da franquia, para delírio da sua apaixonada torcida. A cidade de Cleveland não via um título nas principais ligas esportivas profissionais há 52 anos. Acabou a seca!

Antes de ser anunciado como o MVP das finais, LeBron James falou sobre a emoção de estar cumprindo a promessa feita há dois anos quando retornou a Cleveland. “Eu estou feliz por fazer parte da história”, “Eu estou em casa”, “Eu estou em casa”. “Cleveland, isto é para você”, foram palavras do emocionado James.

Além do desempenho deste “monstro” chamado LeBron James, o Cleveland Cavaliers ainda contou com boas atuações do armador Kyrie Irving com 26 pontos, e do ala/pivô Kevin Love com 14 rebotes e 9 pontos.

Pelo Golden State Warriors o grande nome foi o ala/pivô Draymond Green, que ficou a uma assistência do Triple/Double ao anotar 32 pontos, sendo 18 em 6 bolas de 3 pontos convertidas em 8 arremessadas, ou seja, 75% de aproveitamento, pegar 15 rebotes e distribuir 9 assistências.

Nesta segunda-feira a partir das 21:00 horas, o SporTV2 estará exibindo o VT inédito do jogo 7 entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers.

Segunda-feira, 20/06/2016 às 02:05 por Byra Bello

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19 de junho de 2016

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No último sábado (18) um importante encontro social e filantrópico foi realizado com absoluto sucesso em Rio Claro. O evento reuniu diversas entidades civis dos mais diversos segmentos, como filantropia, ongs sem fins lucrativos, preservação ambiental e do patrimônio, proteção aos animais e outras, pautando expediente de extrema relevância e fundamental interesse geral pelo bem comum da coletividade rioclarense. O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi realizado na Casa de Nossa Senhora.

O I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro foi criado e realizado por iniciativa de Jenyberto Pizzotti, presidente da Sociedade do Bem Comum de Rio Claro, e contou com a organização e apoio da Agência Interativa Nautilus Publicidade, da Revista Eletrônica Rio Claro Online, e recebeu total apoio do NAPEC – Núcleo de Apoio e Proteção às Entidades Civis, órgão da CDH – Comissão de Direitos Humanos da 4ª Subseção da OAB/SP, comissão essa presidida pelo Dr. Orlando de Pilla Filho, uma das maiores autoridades no país na área dos Direitos Humanos.

Os objetivos que se esperou alcançar com a realização desse I Fórum foi identificar, aproximar e conectar as entidades civis de Rio Claro para que, através de um processo de sinergia, pudessem expor suas atividades, realizações, dificuldades e necessidades, e nessa troca de informações e experiências, buscar juntas a potencialização de seus mecanismos de comunicação e busca de maiores e melhores recursos junto à população e aos poderes públicos.

Com a realização do I Fórum das Entidades Civis de Rio Claro, foi também disponibilizado as entidades civis, o apoio irrestrito do NAPEC – Grupo de Apoio as Entidades Civis da CDH/OAB, na área dos Direitos Humanos, e o apoio voluntário e logístico nas áreas de Comunicação, através da Agência Interativa Nautilus Publicidade com sua diretora Leila Duckur Pizzotti e sua equipe de Marketing.

As apresentações e levantamento de informações e necessidades das entidades obtidas no Fórum, serão apresentadas com maior detalhamento na realização do CONGENUS (Convenção Geral dos Núcleos), evento realizado anualmente pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, que será realizado em agosto próximo.

O evento contou com diversas entidades e seus representantes: OAB – Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Rio Claro (Dr. Orlando de Pilla Filho, Dr. Juarez Vicente de Carvalho, Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame), OAB – Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Piracicaba (Dra. Chrystiane Castellucci Fermino), GACC – Grupo de Apoio às Crianças com Câncer (Thamires Meira Rodrigues), APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Sonia Maria Bastos Buchdid , Renata Claro de Oliveira), Hospedaria de Emaús (Mirieli Gracini Oliveira), Associação Pastoral de Assistência Social N. Senhora Aparecida (Regina Claret Kapp dos Santos), Movimento LGBT de Rio Claro (Leila M. Duckur Pizzotti, Giovana C. Sampaio), AJA – Associação da Juventude Ativa (Kauan Alves Talarico, Juliana Negruzzi, Aline Magalhães, Ronaldo Henrique do Monte, Leonardo Augusto Bernardo), Casa de N.Senhora (irmã Judithe Maria Rodrigues, irmã Tereza Palermo, Adriana Codo Ricardo), Associação Chácara dos Pretos (Claudio Roberto Pereira), DEFCON – Instituto de Defesa do Consumidor (Dr. Sérgio Santoro), UPARC – União Protetora dos Animais de Rio Claro (Maria Cristina Schmidt, Michele Crespo, Dra. Maira Fernanda Bento Beltrame), Grupo Informando e Salvando Vidas (Victoria Alejandra Hiriart), Projeto Ambiental Amor Verde (Rosa Rosangela Perinetti Cruz), Sociedade do Bem Comum (Jenyberto Pizzotti), e contou também com a honrosa presença de cidadãos e cidadãs, entre eles, Heitor Roberto Tommasini, Kaly Castellucci, Jessica Moraes Silva, Edi Conceição Cristofoletti de Pilla, Airton Moreira Junior, vereador José Júlio Lopes de Abreu, escritora Elisandra Pauleli, autora do projeto “Faça Amizades, Bullying Não”, e o psicopedagogo Jucá Júlio Sanchez Trindade.

A cobertura jornalística desse histórico evento foi realizada por João Baptista Pimentel Junior, editor da Rede Cidade Livre Comunicação Comunitária, Editor na empresa Diálogos do Sul e Produtor Executivo na empresa CREC – CINEVÍDEO Roberto Palmari, Eber Novo também da Rede Cidade Livre, e pelos profissionais Michael Edward Willis e Isabella Argento da Willis Fotografia, Giovana C. Sampaio da Nautilus Publicidade e Revista Eletrônica Rio Claro Online, e o fotógrafo Lauriel Luiz Claro.

O evento recebeu o apoio de Victoria Alejandra Hiriart do Grupo “Ongs e Entidades Civis de Rio Claro” (Facebook), Aline Rossi da “Valentina Salgados” e Carlos e Sarita Trost da “Quero Bolo”.

Maiores informações podem ser obtidas através dos telefones (19) 9 9801. 7240 / (19) 9 9292.9080 ou do e-mail contato@rioclaroonline.com.br

 

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Confira mais fotos:

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11 de junho de 2016

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O frio normal de outono ganhou intensidade nas últimas 72 horas em boa parte do Centro-Sul do Brasil, onde a meteorologia, orquestrando a mídia, fez a sensação nos telejornais e canais de internet.

Ponto alto e que rende muito dinheiro para a meteorologia privada no Brasil, agências de turismo e a imensa rede hoteleira festeja a cada “frente fria” narrada pela moça do tempo no telejornal. Mais ainda quando soam jargões de “frente poderosa”, “frio excepcional” ou “onda monstro”, como ultimamente, o jornalismo brasileiro deixou-se contaminar por adjetivos nada profissionais por parte de alguns previsores de tempo.

Antes de sentenciar o pacto comercial entre as empresas que lucram muito com o frio intenso, meteorologistas, no mínimo, deveriam prestar atenção e repassar ao público, informações de utilidade pública e não apenas dar pulos de alegria com os valores negativos de temperatura fora do seu escritório confortável e aquecido de trabalho.

Dados de Organizações Não-Governamentais e secretarias de assistência social de municípios do Centro-Sul do país revelam que atualmente, 40 mil pessoas se abrigam dentro de caixas de papelão ou se enrolam em jornais para amenizar o frio intenso, que mesmo sendo de uma noite, parece não ter fim.

Somente na cidade de São Paulo, o levantamento da prefeitura mostrou que 16 mil pessoas são moradoras de rua e muitos, por inúmeros motivos, não conseguem ao mínimo passar uma noite em um albergue que ofereça alimentação, banho quente e cobertores.

A desigualdade em um país que prega a igualmente dentre os povos, principalmente no campo político do momento, é cada vez mais absurda, quando vidas são postas como objetos sem importância.

Diversas prefeituras em parceria com associações e igrejas resgatam, ainda que em anonimato, parte destas pessoas que mais sofrem nesta época do ano de muito frio.

São ofertados sopões, roupas e cobertores, mas como resultado deste ponto final de ser mais um morador de rua, outras questões estão em jogo, tais como o alcoolismo, muitas vezes não aceito pela família do morador, a prostituição, o desemprego ou simplesmente o abandono.

A mídia, que colore os boletins meteorológicos cada vez mais deveria ter postura de real compromisso deixando-se alguns segundos a mais em pedido de ajuda daqueles que padecem nesta época de frio normal para o outono e inverno.

Não há onda de frio excepcional atuando no Brasil, como agora pregam meteorologistas na mídia. O que há é uma excepcionalidade de ausência por completo da sociedade para com o próximo. Sociedade esta, que reclama da crise, mas não deixa de dormir no aconchego, e muito menos de alimentar-se muito bem em dias em que a moça do tempo dita na televisão que vai esfriar ainda mais. Fieis companheiros dos moradores de rua são os animais, que no frio mais intenso, sempre estão ao lado dos excluídos da sociedade.

(Crédito das imagens: Arquivo/Daia Oliver/Lawrence Bodnar/Agência Estado – J. Duran Machfee/Futura Press)

Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia

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“O tempo não para. Nós também não”.


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3 de junho de 2016

BOAS ATITUDES NÃO SE VEM SEMPRE NOS DIAS DE HOJE

VEJAM, MARAVILHOSO E HUMANO

Victoria Alejandra Hiriart para Rio Claro Online
Carroceiro devolve bolsa e como recompensa ganha emprego
‘Não é correto a gente ficar com as coisas dos outros’.
Dono da bolsa criou uma vaga em sua empresa e contratou carroceiro.

Excelente a reportagem da Rede Globo sobre a atitude de um cidadão brasileiro, que mesmo diante de tantas dificuldades, dá um exemplo para todo o Brasil:

“Ednaldo Sizenando da Silva é um cidadão de bem, pai de família no agreste de Pernambuco. Ele perdeu o emprego há dois meses e, para fazer dinheiro, transporta água puxando uma carroça no braço.

Seis dias atrás, passou por ele uma caminhonete, na estrada e ele viu cair uma bolsa na pista.

“Aí, quando eu cheguei em casa e fui olhar o que tinha dentro, tinha celular, cartão de crédito, talão de cheque e R$ 7 mil em dinheiro”, contou.

E lá foi o pai de família desempregado Ednaldo Sizenando da Silva entregar tudo para a Polícia Rodoviária.

“Não era meu. Não é correto a gente ficar com as coisas dos outros”.

A bolsa era do dono de uma fábrica que recompensou a atitude de Ednaldo, criando um posto de trabalho especialmente para ele. O primeiro dia foi nesta quinta.

“Num momento que a gente vê no Brasil tanta corrupção e maldade, a gente encontra uma pessoa que tem um ato desse de honestidade”, disse Rodrigo Nunes, supervisor de logística.

Ednaldo não é de falar muito. Mas o pouco que ele diz é em nome de muitos milhões de brasileiros de bem”.

“Vale a pena a pessoa ser honesta. Não tem preço que pague a pessoa ser honesta”.

Fonte: Globo

 


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2 de junho de 2016

Susto, medo, e muita tristeza no Lar Bethel que acolhe idosos de Rio Claro. Uma verdadeira tragédia com a chuva de granizo. Funcionários e voluntários conseguiram colocar em segurança os idosos e idosas que foram alojados rapidamente em outra dependência da entidade. O telhado foi destruído e a rede elétrica ficou totalmente exposta com grande risco para os idosos.

O Lar Bethel pede Socorro e qualquer ajuda é bem-vinda !
As pessoas que puderem ajudar de alguma forma podem ligar para 19-35243756

Obrigado !
Victoria Hiriart – Sociedade do Bem Comum e NAPEC/OAB – Grupo de Apoio e Proteção as Entidades Civis

 

 

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VEJA ESSE VÍDEO:
https://www.facebook.com/LarBethel/videos/1073265802764344/

 


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1 de junho de 2016

Rio Claro e região sofreu um verdadeiro “ataque” vindo do céu no início dessa noite de 01 de junho, noite que jamais será esquecida.

Estamos procurando juntar fotos e vídeos que diversos internautas estão nesse momento postando nas redes sociais onde evidenciam os estragos e o grande susto por que passou toda a população de Rio Claro e regiãonessa noite terrível.

Mais que palavras, as imagens que estamos reunindo demonstram o que está sendo essa noite, onde Rio Claro viveu momentos de terror.

 

Veja esse vídeo: https://www.facebook.com/samuel.jacare.3/videos/1756021767949090/

Veja esse vídeo: https://www.facebook.com/claudinhaaa.camargo/videos/893411587435574/

Veja esse vídeo: https://www.facebook.com/IEPNV/videos/479276628938641/

 

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26 de abril de 2016

Bolsonaro apoia a ditadura, mas não gosta de ser ‘censurado’ no Fantástico

No último 17 de abril, quando tudo o que precisava fazer era se posicionar a favor ou contra a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, o polêmico, misógino e homofóbico deputado Jair Bolsonaro aproveitou o momento para exaltar uma figura historicamente responsável por atos de tortura contra presos políticos durante a Ditadura Militar.

Diferente dos nada criativos parlamentares, que dedicaram seus votos a maridos, esposas, sobrinhos e papagaios, Bolsonaro disse que estava votando em memória ao Coronel Alberto Brilhante Ustra, “o pavor de Dilma Rousseff”. A homenagem, obviamente, não foi bem recebida, nem mesmo por quem ainda encontra motivos para eleger Bolsonaro como representante do povo.

Na noite deste domingo (24), o programa “Fantástico”, da Globo, deu voz a algumas das pessoas que foram torturadas pelo coronel aclamado por Bolsonaro. Das mais de 3 mil pessoas torturadas sob os comandos de Ustra, 37 ainda estão desaparecidas.

Depoimentos

 

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Bolsonaro ficará impune?

 

 

“O Coronel Ustra, ele não era um ser humano (sic), era uma monstruosidade, era uma degeneração da espécie humana”, declarou o vereador Gilberto Natalini, que foi preso e torturado durante a Ditadura. Outra sobrevivente a dar depoimento foi a jornalista Amelinha Teles, presa em 1972. Durante o tempo em que foi mantida sob tortura, ficou amarrada em uma cadeira pelos braços e tornozelos, com fios elétricos nos ouvidos.

“Então você vai levando choque e tem um fio que fica na mão do torturador e ele vai passando nos seus mamilos, no umbigo, no seu corpo. Várias vezes o Ustra entra dentro (sic) da sala e aí, então, num determinado momento ele traz meus filhos, de 5 anos e de 4 anos, nas mãos para me ver”, contou ela.

 

Uma pessoa dessas merece elogio?

 

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Ustra

 

 

Apesar de inúmeros relatos como esses, apesar dos desaparecidos e das muitas mortes confirmadas, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu somente em 2015 que Ustra comandava práticas de tortura. “Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais”, diz o documento do STJ.

Nesta segunda-feira (25), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve protocolar duas medidas contra a homenagem que Bolsonaro fez ao torturador, afinal enaltecer uma figura criminosa é uma prática ilegal em si. Em seguida, a instituição levará o caso ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, para que Bolsonaro seja impedido de continuar exercendo o cargo de deputado.

“Matéria de sete minutos, não me dão 10 segundos para falar. Isso é um crime”, disse o deputado em uma publicação no Facebook, nos mostrando que realmente ainda não entendeu a definição de crime.

 

Fonte: Mega Curioso


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28 de dezembro de 2015

Já não é mais novidade que o bairro Jardim Boa Vista, “sai ano e entra ano” e vereadores e prefeitos que o povo elegem, esquecem completamente deste canto da cidade.

Moradores cansaram de ouvir promessas feitas que o bairro iria melhorar caso candidatos entrassem, porém, foram construídas mais casas populares e o bairro apesar de mais população, continua com cheiro de esgoto que prejudica moradores abrirem comercio no ramo de alimentação ou mesmo mante-lo .

Outro fato é que o bairro está cheio de buracos, parecendo uma peneira, não exitem locais como uma calçada para as pessoas passarem em certas locais do bairro, correndo o risco de andar entre o asfalto, principalmente perto da  Escola Estadual Professor Roberto Garcia Losz, onde na frente além do asfalto esburacado existe um terreno na frente que a prefeitura de Rio Claro  ao menos construiu uma calçada, piorou uma sinalização para pedestre. Sem contar estes relaxos com o barro e com a população que mora no local, temos outros pontos digamos, horrorosos onde existem lixos quase que lixões, outros pontos que só existem mato onde criasse cobras, ratos e outros bichos que incomodam a população.

Outra coisa para enfatizar é que não adianta culpar apenas esta administração atual da cidade, pois não é de agora este desleixo com o bairro.  Espero que a partir de 2016 e com as eleições que irá acontecer, o bairro e não somente este bairro venha a crescer na estrutura, pois não adianta crescer habitacionalmente se não a estrutura

 

Acompanhe algumas das fotos tiradas

 


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29 de julho de 2015

A mudança na lei estadual 2.424/95,  que já obrigava os estabelecimentos a oferecer água, mas não estabelecia sanções, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (ALRJ) em junho e publicada, como lei, no Diário Oficial do Poder Executivo desta quinta-feira (23/07). Agora em restaurantes e outros estabelecimentos similares que não fornecerem água filtrada gratuitamente aos teus clientes serão multados.

Conforme o deputado André Ceciliano (PT), autor do texto explica que alem da multa os estabelecimentos serão obrigados afixar um cartaz com lei.


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14 de julho de 2015

Desde o inicio do desenvolvimento do projeto da internet gratuita de Rio Claro, o objetivo é a inclusão social digital para os moradores. A finalidade é para a cobertura total de todo o município.

No inicio os munícipes teriam que efetuar um cadastro no NAM (Núcleo Administrativo Municipal), porém, foram finalizados os cadastros para que todos tivessem acesso.

Nas informações sobre o projeto de internet gratuita em Rio Claro fornecido através do site do município, a internet teria cobertura 100% em toda a cidade até o final do ano de 2012. Estamos no ano de 2015 e muitos munícipes ainda não estão conseguindo acessar a internet.

Estão espalhados alguns pontos de acesso com o total de 12 torres, porém,  temos 16 . Confira a lista onde as antenas estão localizadas:

 

 

Ajapi                                                        Columbia                                                     Mãe Preta

Araucária                                                Ferraz                                                           NAM

Assistência                                             Jardim Centenário                                    Nova Rio Claro

Batovi                                                     Jardim Guanabara                                      Panorama

Bombeiros                                             Jardim Novo I

Chervezon                                             Jardim Palmeiras

 

 

Acessando o site http://internet.rc.sp.gov.br/mapa/, os munícipes conseguiram saber se o ponto de acesso localizado mais próximo a sua residência se estão com sinal ou não.  Através das informações do site do mapa de cobertura de sinal, poderá caso o ponto de acesso próximo a sua residência estiver sem sinal poder entrar em contato para a solução do problema.

 

Confira como verificar se o ponto de acesso perto do seu bairro está com sinal:

 

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7 de julho de 2015

A presidente Dilma sancionou nesta segunda-feira, 6, a lei 13.144/15, que assegura proteção ao patrimônio do novo cônjuge ou companheiro do devedor de pensão alimentícia.

A norma altera a lei 8.009/90, que dispõe sobre o bem de família, para garantir que, caso um dos cônjuges seja obrigado a vender o único bem de família e este for de propriedade dos dois, a metade da pessoa do novo casamento ficará intocada.

A lei entra em vigor nesta terça-feira, 7, data de sua publicação no DOU.

LEI Nº 13.144, DE 6 DE JULHO DE 2015

Altera o inciso III do art. 3o da Lei no 8.009, de 29 de março de 1990, que disciplina o instituto do bem de família, para assegurar proteção ao patrimônio do novo cônjuge ou companheiro do devedor de pensão alimentícia.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O inciso III do art. 3º da Lei no 8.009, de 29 de março de 1990, que dispõe sobre o bem de família, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 3º

III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário que, com o devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos responderão pela dívida; ” (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 6 de julho de 2015; 194º da Independência e 127º da República.

DILMA ROUSSEFF
Marivaldo de Castro Pereira
Eleonora Menicucci de Oliveira
Gilberto José Spier Vargas

Norma entra em vigor hoje.

 


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28 de maio de 2015

De iniciativa do jornalista Carlos Marques, a Ação Coletiva contra a taxa de iluminação criada em Rio Claro, inicia a fase de colhimento de assinaturas.

O colhimento das assinaturas ocorrerá nos dias 28, 29 e 30 de maio, no Jardim Público Central, da 12 às 15 horas, estaremos colhendo assinaturas para encaminhar junto com a Petição Pública ao Ministério Público.

Leia abaixo a Petição na íntegra e, se você concordar com os termos apresentados, compareça no Jardim Público trazendo
– xerox da sua conta de luz
– xerox do seu documento de Identidade (RG)
para serem anexados à petição.

– 28 (quinta) – das 12 às 15 horas
– 29 (sexta) – das 12 às 15 horas
– 30 (sábado) – das 10 às 12 horas

Pedido de Abertura de Ação Coletiva

Promotor Dr. Gilberto Porto Camargo
5ª Promotoria Pública de Rio Claro

Prezado promotor,

Considerando que o Município instituiu no final de 2014 a cobrança da Taxa de Iluminação a partir da aprovação de lei municipal pela Câmara de Vereadores (LEI COMPLEMENTAR Nº 088 publicada no Diário Oficial do Município nº 631 à página 5, em anexo);

Considerando que a referida lei criou tabela de cobrança baseada na faixa de consumo das residências, instituindo valores diferenciados por um serviço usufruído por todos em igual proporção, independentemente da faixa de consumo em que nos encaixamos:
;
Considerando que um dos argumentos utilizados para sua aprovação foi a criação de uma “Taxa Social” para residências com até 80 kW/h mês de consumo, desconsiderando que uma simples geladeira, das mais modernas, consome entre 70 e 90 kW/h mês, tornando assim a aplicação da referida Taxa Social um argumento retórico, pois não será aplicada na prática, nem mesmo aos mais carentes;

Considerando que cidades da região, por decisão executiva ou pressão popular, resolveram assumir com recursos do orçamento municipal, sem repassar para o contribuinte, pois entendem que a criação dessa taxa pode vir a conflitar juridicamente com as cobranças que compõe o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e que inclui os custos com a iluminação pública;

Considerando que em cidades como Limeira e Piracicaba a quantidade de pontos de luz chega a ser o dobro de Rio Claro e nesses locais os custos estimados com os serviços de manutenção foram orçados em valorem proporcionalmente inferiores aos daqui (conforme matéria publicada pelo Guia Rio Claro “Sem taxa, Limeira assume iluminação pública”, em anexo):

Piracicaba (com cerca de 42 mil pontos de luz)
SRE Engenharia e Construções Ltda., Brasília (DF) – Valor Contratado: R$ 2.281.934,00
R$ 52,90 por ponto/ano

Limeira (com cerca de 35 mil pontos de luz)
CSC – Construtora Siqueira Cardoso, Passos (MG)
Valor Contratado: R$ 1.373.794,84
R$ 39,25 por ponto/ano

Rio Claro (com cerca de 23 mil pontos de luz)
Selt Engenharia Ltda., Belo Horizonte (MG
Valor Contratado: R$ 1.872.018,7
R$ 81,39 por ponto/ano

Conforme matérias publicadas pelo Guia Rio Claro “Iluminação: terceirização esfola rio-clarense” e “Piracicaba expõe sanha arrecadatória de RC”, em anexo;

Considerando que, em Sorocaba, cidade com cerca de 600 mil habitantes (três vezes o porte de Rio Claro), o custo de manutenção unitário anual é ainda mais baixo, R$ 33,12, a cidade terá um custo anual (R$ 1.772.765,28), portanto, inferior a Rio Claro (conforme matéria publicada pelo Guia Rio Claro “Iluminação: em RC o que reluz são os gastos”, em anexo);

Considerando que a empresa que ganhou a licitação na cidade de Limeira (CSC – Construtora Siqueira Cardoso) foi sumariamente desclassificada na fase documental da concorrência pública em Rio Claro, sem explicação pública para a desclassificação (conforma matéria do Guia Rio Claro “Sem taxa, Limeira assume iluminação pública”, em anexo);

Considerando que a arrecadação anual prevista ultrapassa R$ 10.000.000,00 (mais de cinco vezes o valor previsto para a manutenção) e, sob argumento do Executivo Municipal o excedente será investido em “melhorias na rede de iluminação” (conforme matéria do Jornal Cidade “Rio Claro repassa 4,5% de taxa de iluminação para Elektro fazer cobrança”), o que pode causar outros imbróglios jurídicos, pois a Taxa de Iluminação autorizada para ser criada pelos municípios pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) diz respeito à manutenção do parque instalado;

Considerando que a referida lei que criou a Taxa de Iluminação prevê cobrir custos com a iluminação de espaços públicos e a ampliação e melhoria dos pontos de luz na cidade, porém o edital de licitação que permitiu a contratação da empresa restringe o compromisso da vencedora à manutenção dos pontos de luz existentes, dando margem para que aditivos, abrindo margem para a execução de novos serviços sem uma devida nova licitação específica;

Considerando que a decisão política de se criar a Taxa de Iluminação na cidade de Rio Claro optou por penalizar o consumidor residencial (previsão de R$ 8,2 milhões/ano) e “preservar” a Indústria (previsão de R$ 365 mil/ano) e o Comercio (previsão de R$ 1,9 milhões/ano), conforme matéria publicada pelo Guia Rio Claro (“Taxa: Du pune trabalhador e alivia empresário”, em anexo), conforme as tabelas de cobrança por faixa de consumo publicadas com a promulgação da Lei (LEI COMPLEMENTAR Nº 088, em anexo);

Considerando que a criação da referida taxa acontece num momento de crise estrutural do emprego pela qual atravessa o país e deverá atingir ainda mais o consumidor de energia residencial com mais uma sobretaxa em um momento crescente de desemprego nos setores industriais e de serviços, impondo mais uma penalidade ao trabalhador na condição de desemprego;

Considerando que a referida cobrança em forma de uma nova taxa de manutenção dos pontos de iluminação concorre com as taxas que compõe o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) no qual está também incluída a cobrança pelo consumo de energia nos referidos pontos espalhados pela cidade;

Considerando que a concessionária que presta o serviço de distribuição de energia tem interesse direto na manutenção desses pontos, pois são eles que garantem parte significativa de seu faturamento, sendo, portanto, ela, a despeito da decisão da ANNEL, a principal interessada no seu correto funcionamento;

Considerando que a concessionária Elektro questionou na justiça a forma de cobrança imposta pela nova lei municipal e que obteve decisão judicial favorável da 1ª Vara da Fazenda Pública de Rio Claro por entender não ser ela a responsável por garantir o repasse de todo o valor faturado em casos de inadimplência, o que obrigou a referida Lei ter que voltar à Câmara Municipal para ser alterada em Sessão Extraordinária, evidenciando a urgência da cobrança por parte do Executivo como também o descuido na elaboração da primeira versão da Lei, conforme matéria do Guia Rio Claro “Lei da taxa de luz terá de voltar à Câmara”, em anexo;

Considerando as conclusões do Procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, Paulo Valério Dal Pai Moraes, Professor, mestre em Direito do Estado e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor do MP gaúcho, para quem não restam dúvidas da ilegalidade da cobrança da referida taxa, conforme sintetizamos a seguir:

1. O Poder Judiciário julgou pela ilegalidade da Taxa de Iluminação Pública, das Cotas Voluntárias para a Participação da Manutenção e Ampliação da Iluminação Pública Municipal e, AGORA, é criada a “CONTRIBUIÇÃO”, por Emenda Constitucional.

2. A CONTRIBUIÇÃO criada pela Emenda nº 39 é mais um artifício que visa a disfarçar a antiga e sempre repelida taxa de iluminação pública.

3. “CONTRIBUIÇÕES” são tributos, com natureza e destinação específica, divisível, referidas a determinadas pessoas, a fim de satisfazer os custos de atuações estatais que beneficiam o contribuinte (proprietários rurais nem sempre usam iluminação pública, de um modo geral; logo, podem não ser beneficiados pela iluminação).

4. A natureza jurídica do tributo é determinada pelo FATO GERADOR e não pela denominação dada ou pela forma legal pela qual foi instituída a cobrança.

5. Todos os princípios do Direito Tributário são aplicáveis às contribuições.

6. A iluminação pública é serviço público ESSENCIAL, MASSIFICADO, DE SEGURANÇA E UTILIDADE PÚBLICAS, prestado a pessoas INDETERMINADAS. Tem, portanto, como características a NÃO-ESPECIFICIDADE, a INDIVISIBILIDADE, NÃO SENDO SUSCETÍVEL DE SER REFERIDA A PESSOAS DETERMINADAS.

7. A iluminação pública é um serviço uti universi, de natureza DIFUSA, passível somente de ser remunerado por IMPOSTOS GERAIS.

8. A jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a iluminação pública é um serviço INESPECÍFICO, INDIVISÍVEL E INSUSCETÍVEL DE SER REFERIDO A DETERMINADO CONTRIBUINTE.

9. Leis Municipais estão oportunizando a cobrança da contribuição com base em FATO GERADOR DIVERSO DO REAL, e com o estabelecimento de BASE DE CÁLCULO ESTRANHA ao fato gerador iluminação pública.

10. Está sendo desrespeitado o PRINCÍPIO DA ISONOMIA, pois proprietários rurais e urbanos são cobrados igualmente, bem como porque beneficiários difusos da iluminação pública, tais como estrangeiros visitantes, pessoas de outras cidades, residentes que não são consumidores de energia elétrica, acabam não pagando o tributo, enquanto os proprietários rurais, que não são beneficiários, pagam.

11. Configura-se lesão ao PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E DA JUSTIÇA FISCAL, pois o consumidor de energia elétrica não mais pode suportar o acúmulo de adicionais, seguros, verbas em geral que sucessivamente são agregados à conta mensal.

12. O consumidor já paga tarifas de energia elétrica altíssimas; paga os custos do racionamento, o seguro-apagão, a verba de investimento do setor energético; e, AGORA, a CONTRIBUIÇÃO, sendo lesivo aos direitos individuais dos cidadãos.

13. Configura-se, igualmente, lesão ao artigo 145, § 1º, da Constituição Federal, haja vista que não foram respeitados os critérios do “… patrimônio, dos rendimentos e das atividades econômicas dos contribuintes…” quando da instituição em níveis federal e municipal das formas de pagar o “novo tributo”.

14. A iluminação pública integra o FATO GERADOR DO IPTU.
15. O serviço de iluminação pública SOMENTE pode ser remunerado pelos IMPOSTOS GERAIS, na medida em que é um serviço uti universi, DIFUSO, na forma já reconhecida pelo STF.

16. O fato gerador iluminação pública, caso seja mantida a ilegal contribuição, gera a obrigação de pagar IPTU e a CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL, o que não é possível, por lesar a regra fundamental que veda a BITRIBUTAÇÃO e a CUMULAÇÃO de tributos.

17. A “contribuição de iluminação pública” e o ICMS possuem a mesma BASE DE CÁLCULO, o que pode configurar bitributação e cumulação de tributos.

18. A CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL instituída configura “CONFISCO”.
19. A Emenda Constitucional nº 39 é INCONSTITUCIONAL, eis que lesa o artigo 60, § 4º, inciso IV, da CF, quando concretiza a abolição de DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS.

20. Os “consumidores-contribuintes” foram “escolhidos” para “pagar a conta”, sabido que são os mais vulneráveis em termos econômicos, sociais, políticos e jurídicos, seja na via processual individual como na coletiva, para a defesa dos seus direitos.

21. A cobrança da CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA lesa o direito à propriedade, à liberdade, à vida segura, em suma, corresponde a uma afronta ao PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, sendo o Poder Judiciário a última esperança da grande maioria dos milhões de consumidores de baixa e média rendas.
22. A AÇÃO COLETIVA DE CONSUMO é a via processual mais adequada para a defesa dos CONSUMIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA lesados pela “contribuição”.

Publicadas no artigo “Contribuição para o custeio da iluminação pública municipal”, em anexo;

E, por fim, considerando a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que negou recurso interposto por concessionária ao entender que a cobrança da nova Taxa de Iluminação, ainda que entendida como facultado ao Município a sua cobrança ou não, portanto a uma decisão política, não deve ser feita no mesmo boleto de cobrança do consumo de energia, como passou a ser praticado em Rio Claro sem a devida consulta pública a que alude o STJ, pois coibiria o contribuinte a pagá-la, ainda que discordando dela, para não ter seu provimento de energia cortado, conforme texto abaixo extraído da referida decisão:
“In casu, a questão relativa à legalidade da cobrança da contribuição para custeio da iluminação pública na fatura de consumo de energia elétrica foi solucionado pelo Tribunal local à luz da exegese do art. 149-A, parágrafo único, da Constituição Federal, verbis: ‘É bom salientar que após a publicação da EC 39/2002, ficou facultado ao Município cobrar a contribuição para custeio da iluminação pública na fatura de consumo de energia elétrica. Entretanto, entendo que a cobrança casada, agora constitucionalmente prevista, deve ser feita de tal forma que possa o contribuinte optar pelo pagamento unificado ou, ainda, pelo individual dos montantes. Daí por que se demonstra relevante a Resolução 456/00, da autoria da Aneel, na qual, a par de possibilitar a inclusão na conta da concessionária de energia, de pagamentos advindos de outros serviços, determina que, para tanto, sejam os consumidores consultados, para, livremente, caso queiram, optarem pelo pagamento conjunto e unificado. Nesse rumo, tem-se que não se discute no caso dos autos a consignação da cobrança da Taxa de Iluminação Pública, ou ainda, Contribuição para o custeio de tal serviço, com a cobrança da tarifa de consumo de energia elétrica, que inclusive foi autorizado pela Constituição Federal, o que se veda é tão-somente compelir o contribuinte a pagar, em conjunto, todo o montante da fatura, sob pena de corte no fornecimento de energia elétrica de sua residência, previsto em caso de inadimplemento da tarifa. O que se denota, portanto, é que a forma que a apelada vem emitindo a fatura de cobrança de energia elétrica afigura-se ilegal e abusiva, pelo só fato de impossibilitar os consumidores de optarem pelo pagamento da Contribuição de Iluminação Pública ou da tarifa de energia elétrica, sem que sejam compelidos a pagar, em conjunto, todo o montante.’

Decisão sobre os “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RESP. Nº 1.010.130 “ na íntegra em anexo.

Prezado promotor, por esses e outros argumentos que o senhor mesmo possa levantar, solicitamos que vossa excelência, nos atributos das vossas funções e na qualidade do exercício delas poderá propriamente aferir as veracidades do que estamos a afirmar e rogamos ao Ministério Público que instaure Ação Civil Pública no sentido de coibir possíveis abusos que a criação desta Taxa de Iluminação em Rio Claro enseja, sendo desejável, se possível, que ela seja extinta de forma cabal, pois, pelos diversos exemplos citados nesta petição, entendemos que o “consumidor-contibuinte” está sendo lesado em diversos direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, sobretudo no que diz respeito a sobretaxa que a referida lei impõe sobre os moradores de Rio Claro.

Sem mais para o momento,

Subscrevemos: