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Reportagem Especial: OS MISTERIOSOS TÚNEIS DE RIO CLARO

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13 de dezembro de 2018

OS MISTERIOSOS TÚNEIS DE RIO CLARO

 

Jenyberto Pizzotti

 

 Parte I – UM GRANDE MISTÉRIO

 

Um dos maiores mistérios do Brasil, ainda não devidamente pesquisado e estudado por arqueólogos, historiadores, e por aqueles que gostam e estudam teorias conspiratórias, ufologia e mistérios em geral, está na cidade de Rio Claro no Estado de São Paulo.

 

Denominados como “Túneis Secretos”, o local das escavações descoberto no início da década de 90, foi alvo de investigações do médico dr. Rodrigo Pires de Oliveira, da Diretora de Patrimônio Histórico, Marizilda Couto Campos, que solicitou ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) autorização para as escavações na época, e de outros pesquisadores, historiadores e documentaristas.

 

Atualmente, o sítio arqueológico encontra-se totalmente fechado, vedado, blindado, por razões as mais controversas.

 

Realizei com a Revista Digital Rio Claro Online uma série de matérias sobre esse tema tão importante, e que desperta tanta curiosidade, não só dos rioclarenses, mas dos brasileiros e, por que não dizer, de diversos pesquisadores de outros países.

 

São múltiplas, e as mais diversas, as “teorias” e “lendas urbanas” que se formaram em torno desse mistério. Desde esconderijo de escravos e fuga de abolicionistas (Rio Claro foi a primeira cidade do Brasil a libertar escravos e desenvolvia intensa luta abolicionista), rituais satânicos, esconderijo da “arca perdida” ou da “cabeça de São João Batista”, até túneis ligando a igreja central de padres com a escola e convento de freiras, passagem secreta de um médico excêntrico, até rituais maçônicos e esconderijo de extraterrestres.

 

Tudo foi falado e questionado. A questão central é que realmente, por motivos não muito bem explicados, um estudo sério e com metodologia científica ainda não foi realizado, o que, obviamente, aumenta a curiosidade, a polêmica e cada vez maior o mistério.

 

Apresentamos através da Rio Claro Online diversas fotos, e uma foto inédita via satélite, com a suposta rede de túneis dessa, até agora, “lenda urbana”.

 

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PARTE 2 – A SUPOSTA REDE DE TÚNEIS SUBTERRÂNEOS LIGANDO EDIFÍCIOS IMPORTANTES EM RIO CLARO

 

Essa suposta Rede de Túneis Subterrâneos em Rio Claro é apenas uma hipótese. Mas depois de algumas interessante análises preliminares, conclui pela existência de evidências de uma provável rede de túneis subterrâneos no centro da cidade, com objetivos ainda obscuros na sua criação e utilização.

 

Em relação ao sítio arqueológico descoberto na década de 90, alguns pesquisadores que tiveram acesso à parte do local (pois existe passagens ainda lacradas) fizeram uma avaliação (desconheço a metodologia científica aplicada) de que os túneis foram construídos no século XVIII. No entanto, o mais provável é que a construção foi realizada em meados do século XIX (por volta de 1864, pois a residência do Barão de Porto Feliz, onde foram realizadas as primeiras escavações, foi construída em 1864). Interessante também observar no cruzamento de dados e informações que estamos realizando, que alguns outros importantes prédios também foram construídos ou reformados (como é o caso da Igreja Matriz – reformada em 1869) nessa mesma época. Por outro lado, alguns outros importantes prédios dessa suposta “rede” foram construídos já no século XX, nas primeiras décadas. Não podemos deixar de mencionar uma importante observação: dos 25 locais dessa “rede”, a metade dos prédios foi destruída, ou “revelando” e traduzindo: se existiam outras passagens ou “entradas” as mesmas foram lacradas e escondidas por obras de engenharia sobrepostas nesses locais. Consciente ou inconscientemente, de propósito ou não, a verdade é que alguns locais foram literalmente lacrados e blindados.

 

O tema é muito polêmico e exige investigação e metodologia científica. E as hipóteses e teorias levantadas são as mais diversas possíveis. Podemos desde comparar fotos tiradas do interior da “sala” subterrânea com imagens (veja fotos) de uma sala de sacrifícios dos Maias em Bonampak, um sitio arqueológico Maia, localizado na Selva Lacandona, no município de Ocosingo, estado de Chiapas, México, a uns 30 km ao sul de Yaxchilán, na fronteira do México com a Guatemala onde prisioneiros eram preparados para sacrifício humano, até lugar de esconderijo para abolicionistas e escravos fugidos, o que acredito ser mais provável, devido ao período de luta abolicionista e/ou período das lutas pela República em Rio Claro e no Brasil.

 

E aqui, a lista descritiva dos locais enumerados no mapa com a foto via satélite onde montei, com base em alguns dados e informações obtidas, a hipotética rede subterrânea.

 

(FOTO)

 

01 Prédio (antiga Imobiliária Saraiva) onde na década de 90 foram iniciadas escavações, em seguida as entradas e passagens foram lacradas

 

02 Residência do Barão de Porto Feliz (construído -1864) / atual cine/foto

 

03 Antigo Hotel dos Reis (DESTRUÍDO) / atual Imobiliária

 

04 Cine Teatro Variedades (construído – 1912) / atual supermercado

 

05 Residência Família Negreiros (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

06 Residência do Barão de São João de Rio Claro (construído – 1865) – atual Escola Marcelo Schmidt

 

07 Gabinete de Leitura (construído – 1890)

 

08 Solar do Barão e Baronesa de Dourado (construído – 1863) (DESTRUÍDO/Restaurado) – atual Museu

 

09 Antiga Prefeitura (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

10 Antiga Loja Maçonica – atual Loja Maçonica

 

11 Residência de Siqueira Campos (construído – 1868) / atual Casa da Cultura

 

12 Residência Família Fontes (construído – 1937) – Casa de Ulisses/Puríssimo

 

13 Igreja Matriz (construído – 1828 / reformado – 1869)

 

14 Residência Família Almeida Santos (construído – 1910)

 

15 Colégio Puríssimo (construído – 1909)

 

16 Escola Cel Joaquim Salles (construído – 1900) / antigo Cemitério

 

17 Antiga Cadeia Municipal (DESTRÍDO) / atual Fórum

 

18 Residência de Dna Luisa Botão (construído – 1899) / atual Escola Bayeux

 

19 Prédio Família Pires (DESTRUÍDO) / atual Farmácia

 

20 Antigo Teatro São João/ Teatro Phenix (DESTRUÍDO) / atual loja de calçados

 

21 Residência Família Dr. Coelho (DESTRUÍDO) / atual Banco Itaú

 

22 Residência Família Mazziotti / Família Cartolano (DESTRUÍDO) / atual farmácia

 

23 Residência Família (?) – frente Prefeitura –  (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

24 Residência Família Timoni (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

25 Residência Família Cel Marcello Schmidt / Família Dr. Ruy (DESTRUÍDO) / atual estacionamento

 

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A Sala de Sacrifícios dos Maias em Bonampak na Selva Lacandona, no município de Ocosingo, estado de Chiapas, México, a uns 30 km ao sul de Yaxchilán, na fronteira do México com a Guatemala.

 

(FOTO)

 

Fonte: http://pt.slideshare.net/bgbarcenas/bonampak

 

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PARTE 3 – IMPORTANTE ARTIGO DE MÉDICO RIOCLARENSE REVELA:

 

TÚNEIS PODEM TER SIDO USADOS PARA SATANISMO

 

Na continuidade de nossos estudos e pesquisas sobre os “Os misteriosos Túneis Secretos de Rio Claro”, procuramos contatar e levantar as mais diversas opiniões que foram emitidas durante a descoberta dos túneis em Rio Claro/SP, durante as escavações realizadas, e após os túneis serem lacrados.

 

Apresentmos as opiniões de pessoas de credibilidade, pesquisadores acadêmicos, arqueólogos que estudaram o caso, e de pessoas que apresentam fatos e evidências em bases racionais e lógicas desse caso extremamente misterioso e polêmico.

 

Um dos depoimentos “bombásticos” e contundente sobre o caso foi dado pelo Dr. Rodrigo Pires de Oliveira, médico endocrinologista, com clínica estabelecida em Rio Claro, que diz ter suas convicções no evangelho cristão, e se apresenta sempre como um defensor intransigente das denominadas “teorias de conspiração”, e contra a “Nova Era” ou “Nova Ordem Mundial”.

 

O Dr. Rodrigo Pires de Oliveira esteve no local por ocasião das escavações e realizou estudos e observações muito importantes, e esse é o seu artigo que transcrevo aqui, pois é de extrema importância dentro dessa pesquisa que realizamos.

 

NEGANDO A EVIDÊNCIA

 

Dr. Rodrigo Pires de Oliveira

 

François-Marie Arouet, famoso filósofo do século dezoito, mais conhecido como Voltaire, foi membro de uma Irmandade Secreta de libertinos e livres-pensadores chamada “Sociedade do Templo”, que recebeu esse nome por ter como objetivo a “reconstrução do Templo de Salomão”, metáfora que representa o ideal iluminista do “Construtivismo”.

 

Construtivismo é uma diretriz conferida às sociedades secretas para a destruição da atual civilização cristã, a fim de estabelecer, sobre os seus escombros, uma nova civilização racionalista e pagã, onde não haja mais espaço para a fé em Deus. Em nossos dias, essa meta de caráter socialista vem sendo perseguida, de forma obsessiva, principalmente pelo sistema educacional, um dos três veículos que estão preparando o caminho para a vinda de um ditador mundial anticristão.

 

Voltaire detestava a igreja católica e defendeu a burguesia contra a aristocracia feudal, participando de forma significativa da revolução francesa ao fazer de suas ideias uma arma para destruir o cristianismo e a monarquia francesa.

 

Seu papel naquele movimento seria fazer de suas ideias a principal arma da revolução e transmiti-las, tanto aos revolucionários, como aos demais Iluminatti, o que foi concluído através de uma frase chavão, nos seguintes termos:

 

“É PRECISO MENTIR COMO UM DEMÔNIO, NÃO TIMIDAMENTE, NEM SÓ TEMPORARIAMENTE, MAS SEMPRE, E COM AUDÁCIA”

(Voltaire, “Carta a Thériot”)

 

Um outro filósofo iluminista do século dezoito exprimia as ideais de Voltaire, dizendo:

 

“O MARAVILHOSO É QUE, PARA TRANQÜILIZAR OS POVOS, BASTA, APENAS, NEGAR A EVIDÊNCIA.”

 

Esta é a razão pela qual as informações a respeito de determinados episódios chegam de forma totalmente distorcida à população. Tivemos um exemplo disso, ao surgir a oportunidade, obtida pela imprensa, de fotografar uma antiga CÂMARA SECRETA, que existe há aproximadamente cento e setenta anos nos subterrâneos de Rio Claro, mais precisamente, no quarteirão localizado na Rua 6 entre as Avenidas 1 e 2: Assim que surgiram as fotografias, comprovando a existência daquela reforçada estrutura subterrânea de alvenaria construída no século dezoito logo surgiram as vozes que, por conspirarem em favor do “construtivismo”, e não tendo outro recurso para “abafar” a revelação dessas imagens, a não atitude de “NEGAR A EVIDÊNCIA”, não perdem tempo em lançar mão dela.

 

E realmente, a primeira reação das referidas “vozes”, alarmadas ante o aparecimento das provas fotográficas da existência, tanto da câmara, quanto do túnel, foi mais uma vez, a atitude de negar as evidências e confundir as pessoas, tentando associá-las ao que afirmaram não passar de uma “teoria de conspiração”, quando a existência da mesma é um FATO CONCRETO E COMPROVÁVEL, pois até mesmo os próprios conspiradores, que são os militantes do movimento “NOVA ERA”, confessam abertamente a natureza de sua ação no mundo, pois deram ao seu movimento o nome de “CONSPIRAÇÃO AQUARIANA”!

 

E, se a Nova Era é uma conspiração luciferiana, não se trata, portanto, de uma “teoria”, mas, sim, de um FATO, cuja existência essas “vozes” se apressaram em negar. Essa negação inescrupulosa vem acontecendo apesar dos fortes sinais de sua presença, tais como a formação, cada vez mais frequente, de gigantescos monopólios econômicos, que veem resultando do rapidíssimo processo de globalização econômica, política e religiosa, que são as três principais metas dessa Conspiração Global Aquariana.

 

Uma vez que este esforço desesperado em esconder a verdade perante a opinião pública, é facilmente percebido como uma tentativa de “tapar o sol com a peneira”, as tais “vozes” acabaram se desmoralizando perante ela.

 

Conforme as primeiras páginas dos principais jornais de Rio Claro / SP noticiaram e documentaram, através de fotografias, existe, de fato, uma câmara secreta no referido local, cujo teto tem, nada menos, que CINCO METROS DE ALTURA, tendo sido edificado nos moldes de uma construção religiosa, em formato de abóbada; com sete metros de cumprimento por três metros de largura.

 

As vastas dimensões deste enorme cômodo subterrâneo, deixa bem claro, que o mesmo não poderia de maneira alguma, ser chamado de “túnel”; a não ser que se queira negar a evidência, conforme a “receita” do filósofo Voltaire.
De fato, como se poderá constatar através das imagens, a câmara subterrânea não se parece, em nada, com um túnel, pois, a mesma encontra-se dividida em DOIS AMBIENTES, sendo o maior deles uma sala principal e o outro uma antecâmara, semelhante a um altar (foto). No teto desta antecâmara, que também tem o formato de abóbada, encontra-se uma abertura quadrangular, semelhante a um alçapão, que se localiza em sua parte mais elevada de sua abóbada. Nesta abertura encontra-se, até hoje, uma caixa de ferro, servia de elevador, podendo ter sido usada para descer algum alimento ou oferenda, a partir da parte externa do imóvel até o interior da vigorosa estrutura de alvenaria.
Ainda que, os longos anos a tenham deixado bem enferrujada, a referida estrutura metálica, cujas imagens vêm ocupando as páginas dos jornais de nossa cidade veio a tornar-se uma evidência inegável de que esta construção subterrânea teria sido muito mais que um simples túnel.

 

Essa evidencia, no entanto, foi deliberadamente ignorada por aquelas “vozes”, pois, enquanto um túnel não passa de uma simples via de acesso que conduz a algum lugar, uma câmara secreta com todos estes atributos teria finalidades bem diferentes que esta, cuja divulgação poderia se tornar insuportavelmente incômoda para alguns.

 

As grandes dimensões de todos os seus tijolos, e a ampla espessura de suas quatro paredes, construídas com QUATRO FILEIRAS destes gigantescos tijolos, se consistem em provas irrefutáveis de que a estrutura conserva, até hoje, o mesmo formato que tinha no século dezoito, quando foi construída.

 

Já não se pode dizer o mesmo do túnel que, partindo deste cômodo, estende para o leste, em direção à Rua 6. Este túnel, que é precedido por uma rampa íngreme e cujo formato triangular lembra um símbolo esotérico chamado “o olho que tudo vê” (vide foto), na verdade não possui, desde a sua construção, mais do que um metro de altura, consistindo-se, portanto, numa passagem que foi concebida para ser transposta apenas “engatinhando”. No entanto, após estender-se por aproximadamente seis metros, em seu cumprimento, o estreito túnel apresenta sinais de ter sido “emparedado”, ou seja, obstruído, à altura de seu seguimento que se encontra bem próximo à Rua 6.

 

Há, portanto duas estruturas nesta construção subterrânea: Uma câmara secreta que permanece intacta até hoje e um túnel estreito que foi obstruído por uma parede a fim de que, através dele não se pudesse chegar até alguma outra passagem que existisse sob a Rua 6, pois, no final da década de setenta, um arqueólogo rioclarense encontrou uma outra câmara secreta situada embaixo da “Praça da Liberdade” concluiu que, existiria um túnel que, partindo de lá, se estenderia ao longo da rua seis. Isso significa que este passaria, portanto, bem diante daquela casa onde o túnel que parte da câmara secreta foi construído.

 

Afirmou-se, porém, que o referido túnel teria sido usado pelo saudoso médico, Dr. Negreiros, para ir, diariamente, por baixo da terra, ate o seu consultório, que se localizava do outro lado da rua. Pergunta-se, no entanto: Porque um médico, vestido de branco, desceria UMA ESCADA DE CINCO METROS DE ALTURA, iria engatinhando até seu local de trabalho, onde teria que subir novamente uma escada de dois metros de altura, para chegar ao nível do seu consultório, apenas para não ter que atravessar a rua? Isso é o que poderíamos chamar de folclore e especulações da imaginação “popular”.

 

Estando no local e tendo visto tudo, detalhadamente, testifico que somente a câmara secreta tem uma altura de cinco metros, e que apenas a estrutura do túnel foi emparedada, e isso a uma distância de mais ou menos seis metros da sala de rituais, quando seu trajeto se aproxima da Rua 6.

 

Hipóteses absurdas como aquela, somente são formuladas quando se procura NEGAR A EVIDÊNCIA, que neste caso, se consiste no fato de existir, naquele local, tanto de uma câmara secreta, composta por dois ambientes distintos, como, também, um túnel, deliberadamente obstruído num ponto que se localiza a uma distancia de cinco metros da referida sala subterrânea.

 

Quem nega o óbvio está se sujeitando a cair no ridículo. O que estão tentando esconder ? As profecias afirmam que não há nada oculto que não venha a ser revelado, nem escondido que não venha a ser conhecido… Que as coisas que são ditas nos subterrâneos serão proclamadas sobre os telhados das casas. Mais cedo ou mais tarde tudo virá à tona. Por que não agora?

 

Ademais, até onde sabemos, o referido médico teria morado na casa que se situa na esquina da Avenida 2, com a Rua 6, local onde funcionou o antigo Hotel dos Reis, enquanto que a câmara secreta e o túnel que apareceram nos jornais encontram-se situados nos subterrâneos de uma casa localizada NO MEIO DO QUARTEIRÃO!

 

Estas afirmações errôneas teriam sido um grande equivoco, ou somente mais uma tentativa de negar a evidência para “tranquilizar os povos” ? De qualquer forma, é certo que proferir inverdades como esta, seja de forma deliberada, ou por ignorância, não é a melhor maneira de acalmar a população, pois todos têm o direito de saber a verdade, bem como, de conhecer a realidade da sua história local.

 

Outra hipótese levantada pelas tais “vozes tranquilizadoras” é que aquela câmara, que às vezes afirmam ser apenas um túnel, teria sido um local utilizado para o tráfico de escravos e para puni-los. No entanto, até o ano de 1888, quando veio a abolição da escravatura, não era necessário um porão secreto para açoitar ou para comerciar os escravos, pois, naquela época, atividades como estas não eram ilícitas ou condenadas.

 

Em outras palavras, não havia nada a esconder, em relação a isso, durante os cinquenta anos que precederam a libertação dos escravos e a tal sala já existia. Hipóteses “tranquilizadoras” como esta é o que poderíamos, verdadeiramente, chamar de “lendas e fantasias provenientes da imaginação popular”.

 

Será que os escravos daquela época tinham quatro metros de altura para que fosse necessário construir um cômodo com cinco metros de altura para guardá-los? Teria sido necessário assentar quatro fileiras de tijolos gigantes em cada parede?

 

Para funcionar como um porão doméstico ou como uma senzala não seria preciso, em absoluto, construir nenhuma estrutura dotada de “uma arquitetura forte e resistente a qualquer fenômeno, seja ele natural ou artificial” e cujo formato se parece mais com uma pequena “catedral” da idade média do que qualquer outra coisa.

 

Nega-se, pois, a Evidência, e pronuncia-se os maiores absurdos, na esperança de que tais mentiras repetidas inúmeras vezes, acabem se transformando em “verdades”. A mentira, porém, “tem pernas curtas”, e, portanto, não vai muito longe.

 

Negligenciar deliberadamente provas arqueológicas com o intuito de distorcer as verdades históricas de nossa cidade é prejudicar a imensa maioria da população rioclarense em favor de uns poucos iniciados que teriam algo a esconder.
O fato é que a explicação mais convincente para esta misteriosa construção é que a mesma teria sido usada, por alguma Sociedade Secreta para a realização de rituais de iniciação extremamente obscuros, a ponto de precisarem ser realizados no subsolo e entre paredes suficientemente espessas para isolarem qualquer tipo de som. Não de deve esquecer que “Satanismo é Real”.

 

Em razão disso, pode ser que, alguém, por falta de imaginação suficiente para inventar explicações folclóricas mais convincentes para este importante achado arqueológico, venha a afirmar que cem anos antes da invenção da bomba atômica, alguns rioclarenses, em seu “pioneirismo”, teriam construído, sob aquela casa da Rua 6, “o primeiro abrigo antinuclear da face da terra”…

 

Como diria o jornalista Boris Casoy: “ISTO É UMA VERGONHA!”

 

Dr. Rodrigo Pires de oliveira

 

Fonte: http://www.previnasedamarca.com/arquivo.php?recebe=materia/maconaria/29/29.html

 

Consegui um vídeo onde o Dr. Rodrigo faz parte desse depoimento:

 

 

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PARTE 4 – A REDE DE TÚNEIS REALMENTE EXISTE ! UM IMPORTANTE DEPOIMENTO REVELA NOVOS DETALHES

 

Dando continuidade na matéria “Os misteriosos Túneis Secretos de Rio Claro”, para a Revista Eletrônica Rio Claro Online, consegui pesquisar e obter um importantíssimo depoimento realizado em maio de 2013 pelo senhor Leandro José Martinez onde, numa linguagem clara, objetiva e muito sincera, novos fatos são apresentados, tudo conduzindo para a realidade da existência de uma rede de túneis no subsolo de Rio Claro.

 

Leiam na íntegra esse importante depoimento:

 

“Nos anos 50, mais precisamente 1958, eu estava com 12 anos e frequentava a sede dos escoteiros que ficava na esquina da Avenida 3 com a Rua 6, onde hoje está o Edifício Iracema.

 

Em uma ocasião festiva estávamos elevando uma torre de varas de eucaliptos. Quando ao furar o chão para fincar uma das varas, a cavadeira bateu em algo que parecia uma carreira de tijolos, então o saudoso Dr. Mendonça, que era na época garoto e escoteiro, e eu seu amigo inseparável, e que o ajudava na tarefa, ficamos temerosos por ele ter quebrado os tijolos, e aquele buraco ter se alargado, conseguimos avistar como um corredor largo e profundo. Entramos na Sede dos Escoteiros para levar ao conhecimento do chefe dos escoteiros. Outros escoteiros que se encontravam lá dentro jogando sinuca, e em outra mesa de ping-pong, nos alertaram para cobrir rapidamente antes que Chefe chegasse, pois aquele túnel poderia ser a rede de esgoto e o Mendonça seria expulso. Se não me falha a memória, houve uma brincadeira pelo Paul Roth, “o baixinho não sabe nadar e se ele afundar no buraco nos vamos encontra-lo lá no brinquinho” (local onde desaguava o Córrego da Servidão).

 

Realmente, ficamos impressionados pela largura e profundidade daquele “esgoto”. Como eu trabalhava como aprendiz na Fábrica de Calçados Lincoln, e que pela Rua 6 fazia fundos com a Sede dos Escoteiros, lá encontramos algumas ripas e papelão, fechamos o buraco e voltamos a cobri-lo com terra, mudando a localização das pernas da torre, o que causou uma advertência do Chefe designado pelo Sr. Raul, pela torre ter sido montada fora do local indicado. Todos ficaram quietos e não mencionaram o ocorrido, recordo-me ainda que por conta do dito buraco o Mendonça teve que suprir sozinho, as latas de salsichas no acantonamento, que foi realizado na sequencia para os colegas não o entregarem.

 

Passado algum tempo, frequentávamos a Igreja da Boa Morte, e após as rezas ficávamos um bom tempo conversando com o Sr. Alexandre, zelador, e que morava ao lado da Igreja. Numa dessas ocasiões, comentei o ocorrido da abertura acidental do esgoto e que quase caímos dentro dele por seu tamanho, ele interpelou “onde foi isso?”, eu respondi “ali onde era a casa do Dr. Colli, Avenida 3 com a Rua 6”.

 

Ele prontamente respondeu “na esquina da farmácia?” respondi “no lado de cá onde é a Sede dos Escoteiros”.

 

“Quem mais ficou sabendo disso?”  e eu respondi “eu, meu colega Mendonça e uns quatro escoteiros, mas somente um viu o buraco e nos ajudou fechar e cobrir com terra”.

 

O senhor Alexandre então disse “aquele buraco aberto não é e nunca foi esgoto, agora eu preciso fechar a Igreja, a filha do Brochini já está saindo, amanhã vai começar a quermesse traga seu amigo que eu vou mostrar uma coisa pra vocês”.

 

No dia seguinte fui na casa do Leãozinho, apelido que tratávamos o Roberto Mendonça e combinamos nos encontrar na Boa Morte. Assim aconteceu. Procuramos o Sr. Alexandre e ainda o ajudamos a carregar as prendas nas barracas da quermesse. Outros colegas se juntaram a nós. Sentamos no salão e ficamos aguardando. Dali a pouco vem o Sr. Alexandre, carregando um rolo de papel, andava ele lentamente devido a deficiência que tinha numa das pernas e foi dizendo:

 

“Esta minha perna é assim por causa de acidente que sofri na CARACÚ” (Caracú era uma antiga fábrica de cerveja em Rio Claro que depois foi unida a Cervejaria Skol) e começou a desenrolar o papel e o estendeu em cima de um banco. O papel era um traçado a lápis. “Olha, aqui era o Cemitério (Rua 7 – Grupo Escolar Joaquim Salles)”, então eu disse “isto eu já sei, estudava lá quando construíram o refeitório e acharam um monte de esqueletos”.

 

“Vai ouvir ou vai atrapalhar ?” ele respondeu e continuou: “Aqui o cemitério, onde é a Cadeia (hoje Fórum), aqui era a Casa da Baronesa (hoje Bayeux), de lá saí um túnel que passa em baixo da praça, encontra outro que sai de baixo da Igreja Matriz, desce do lado da Rua 6 até o Hospital que ficava no meio do quarteirão entre as Avenidas 1 e 2”. E prosseguiu:  “quando construíram o Cine Variedades soterraram o túnel que passava em baixo. Do Hospital o túnel desce pela Avenida 2 e passa em baixo do Casarão do Otto Jordan, que era o coletor de impostos (hoje o Museu Histórico Amador Bueno da Veiga)”

 

Alguém então perguntou ao senhor Alexandre “como o senhor sabe disso ? quem fez esse desenho ?”

 

O senhor Alexandre então respondeu “esse desenho não fui eu que fiz, me foi dado pelo pedreiro Italiano que construiu também a Igreja da Santa Cruz, e o alemão que fizeram a chaminé da CARACÚ. Acharam o túnel entraram nele, e ele sai do Casarão e vai em direção ao Mercado, que era Quartel Militar naquela época. Inclusive a CARACÚ, usou parte dele para atravessar a Avenida 4 eu acho”

 

Agradecemos o Sr. Alexandre, e fomos curtir o resto da quermesse.

 

Passou o tempo. Onde era o dito Hospital, passou a ser o consultório do Dr. Takara que vendeu o prédio para o Sr. Saraiva (da Imobiliária Saraiva), e ao reformar o prédio para construir a garagem, aconteceu, desmoronou, e o pedreiro achou um salão com uma passagem vindo pela Rua 6 e outra saindo em direção da Avenida 2. Como todos os colegas, principalmente a Turma do Gato Preto”, a noticia correu e tivemos a oportunidade, juntamente com o Saraivinha (filho de Irineu Saraiva) descer dentro do salão que era revestido de pedras cinzas de calcário e as saídas das passagens eram iguais as que aparecem nas fotos.

 

Todos que tiveram conhecimento deste túnel,  imaginam que sua existência se deu como rota de fuga pela ligação com o Hospital e o Quartel”.

 

Fonte: Depoimento do senhor Leandro José Martinez em 02 de maio de 2013 no grupo Rio Claro Retrô no Facebook

 

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PARTE 5 – Retomando as Investigações – Importantes Informações da Arqueóloga que Entrou nos Túneis

 

Dando continuidade na matéria “Os misteriosos Túneis Secretos de Rio Claro” para a Revista Eletrônica Rio Claro Online, são importantes as declarações da arqueóloga Marizilda Couto Campos na época da descoberta dos túneis, declarações essas, prestadas a mídia em geral e, em especial, ao Jornal Cidade de Rio Claro, que fez uma boa cobertura jornalística na ocasião.

 

Marizilda, que foi Diretora do Patrimônio Histórico de Rio Claro quando da descoberta dos túneis, trabalhava para a Prefeitura de São Paulo, e solicitou ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) autorização para realizar escavações e pesquisas no sítio descoberto.

 

A arqueóloga Marizilda Couto Campos, após alguns dias de trabalho de pesquisa, prestou alguns depoimentos e forneceu algumas interessantes informações. Vejamos o que Marizilda informou a repórter Viviam Giilherme do JC, depoimento esse que vem trazer mais informações nessa nossa pesquisa:

 

“ Tinha muito entulho, levamos um bom tempo escavando. Nesse período muita gente apareceu contando histórias e uma senhora surgiu descrevendo o túnel e dizendo que havia andado por ele quando era criança”.

 

“o túnel era muito semelhante às características que a aquela senhora havia descrito”.

 

“Era um túnel alto com uns 3 metros de altura, muito bem feito, com arco de sustentação e tinha cerca de 20 metros de comprimento.”

 

“foi encontrado material de farmácia, como garrafas, tubos de ensaio, louças, etc”.

 

“Especulamos que um dos proprietários, que era médico, acabou utilizando aquele espaço para autópsias. Rio Claro tinha muitos leprosos, o túnel pode ter sido usado para a cremação.”

 

E a repórter, num bom trabalho jornalístico aprofunda a questão…

 

“Quanto às lendas sobre uma malha de túneis interligando o Colégio das Freiras (atualmente o Puríssimo), a Igreja Matriz, a Prisão (atualmente o Fórum), a Estação Ferroviária e o Casarão, Marizilda é cética, e afirma que “é tudo crença popular”. Marizilda explica que perfurou toda a região em volta do Puríssimo e da igreja, mas não encontrou nada. Entretanto, um estudo da UNESP (Universidade do Estado de São Paulo) afirma que existe um túnel embaixo do Jardim Público. “Não há comprovação nenhuma de que este túnel do Jardim tenha ligação com este trecho do Casarão. Eu pesquisei muito e até hoje não achei nada.”

 

Dessa forma, com exceção do trabalho da arqueóloga Marizilda Couto Campos, de algumas análises e conjecturas históricas do Dr. Rodrigo Pires de Oliveira, e de um trabalho de mestrado na UNESP (esse último no que se refere a um suposto túnel de ligação no subsolo da Praça da Liberdade ou no Jardim Público), pouco, ou quase nada, foi realizado de forma metódica e científica na ocasião da descoberta dos túneis em Rio Claro.

 

Paredes lacrando passagens e a continuidade dos túneis permaneceram lacradas. Ninguém se atreveu a prosseguir na abertura desses “portais” e verificar o que existe além. O sítio arqueológico todo foi, não se sabe por quem e por ordem de quem ou do que, vedado, lacrado e blindado. Prédios antigos que poderiam conter outras entradas e passagens foram sendo sistematicamente destruídos sem nenhum respeito ao Patrimônio Público e a Cultura e História de Rio Claro e, em seus lugares, foram construídos estacionamentos e outras edificações tornando praticamente impossível qualquer tentativa de pesquisas ou escavações do subsolo rioclarense. A mídia rioclarense também se calou ou foi calada. Nada mais se comentou após a descoberta dos túneis na década de 90, e tudo caiu no esquecimento.

 

A Revista Digital  Rio Claro Online reabriu o caso, e foram e tem sido milhares de pessoas de Rio Claro e de outras cidades do país que “descobriram” ou voltaram a se interessar pelos “Misteriosos Túneis de Rio Claro”. Manifestações pelas Redes Sociais da internet e centenas de e-mails comprovam não só a curiosidade dos cidadãos e cidadãs, mas sobretudo a busca pelo direito a informação sobre a História da cidade e do local onde muitos nasceram ou estabeleceram suas vidas.

 

E é exatamente nesse sentido e nessa direção, visando a defesa a informação e ao Bem Comum, que prosseguimos nessas investigações.

  

Jenyberto Pizzotti

(Texto registrado. Para reprodução da íntegra ou parte do texto mencionar o autor e a fonte)

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