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gaeco
9 de abril de 2019

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão e prende cinco pessoas em Araras/SP


Operação Erede contou com o apoio da Polícia Militar e da corregedoria da Polícia Civil.

 

Na manhã desta terça-feira (09), equipes do GAEGO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estiveram em Araras (SP), onde cumpriram quatro mandados de prisões preventivas contra 4 empresários e um investigador de polícia. Há advogado envolvido nas investigações.

 

Todos suspeitos de envolvimento com esquema de jogo do bicho e máquinas caça-níquel, foram levados para prestarem depoimentos na Central de Polícia Judiciária. Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP), a Operação Erede contou com o apoio da Polícia Militar e da corregedoria da Polícia Civil.

 

A SSP ressaltou que não compactua com desvios de conduta de seus policiais civis e apura com rigor todas as suspeitas, promovendo a punição daqueles que cometem qualquer irregularidade, por meio da corregedoria da instituição.

 

Nossa reportagem esteve conversando com exclusividade com a Dra. Fernanda Escobar, a advogada do caso, que está acompanhando a operação desde as 6h da manhã.

 

Investigação

 

A investigação teve início a partir da promotoria de Justiça de Araras, que constatou, nas audiências designadas pela Vara do Juizado Especial Criminal para apurar contravenções de jogos de azar, que boa parte das defesas técnicas nos processos criminais ficava sempre a cargo dos mesmos advogados.

 

Após análise criteriosa dos boletins de ocorrência e termos circunstanciados que deram origem às audiências na Vara do Juizado Especial Criminal, a menção aos nomes dos advogados foram recorrentes em vários procedimentos policiais.

 

O Gaeco obteve junto à Vara Criminal de Araras o afastamento do sigilo das comunicações telefônicas dessas pessoas. Por meio do monitoramento das ligações, foi possível compreender a estrutura da organização criminosa e identificar seus integrantes.

 

Mandados

 

A Operação Erede, cujo nome significa “herdeiro” em italiano, começou às 6h para cumprir mandados de busca e apreensão e a prisão preventiva dos envolvidos.

 

Segundo o tenente Carlos Eduardo Salgado, comandante de Força Tática de Limeira (SP), em uma das casas foram localizados diversos materiais para montagem de máquinas caça-níquel, como monitores e computadores. Em outra casa foram apreendidas duas armas de fogo.

 

A advogada Fernanda Escobar, que defende o investigador e um dos empresários presos, disse que acompanhou o primeiro interrogatório feito na Polícia Judiciária, mas ainda não teve acesso ao processo que corre em segredo de Justiça.

 

De acordo com o Gaeco, o investigador preso tinha a incumbência de influenciar a atividade policial para que fossem realizadas apreensões em pontos de jogos de azar pertencentes a concorrentes da organização criminosa, bem como de avisar com antecedência sobre ações policiais que pudessem recair em locais de jogos de azar vinculados a dois investigados.

 

A SSP ressaltou que não compactua com desvios de conduta de seus policiais civis e apura com rigor todas as suspeitas, promovendo a punição daqueles que cometem qualquer irregularidade, por meio da corregedoria da instituição.

 

Com informações Repórter Beto Ribeiro


Camara
8 de abril de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereadores que não retornaram a Revista


A Revista Digital Rio Claro Online apresentou uma série de entrevistas rápidas em forma de bate-papo com os vereadores da Câmara Municipal de Rio Claro/SP, e como de costume, todo começo de ano a ideia é abordar assuntos que são de interesse público para a população rioclarense, comentar sobre os projetos apresentados no começo de cada ano vigente da cidade é muito importante, visando dessa forma contribuir sempre para uma sociedade mais justa e democrática.

 

Foram questionadas no mês de março/2019 três perguntas simples para os vereadores(as):

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

 

Dos 19 vereadores da câmara municipal, 14 vereadores (as)  receberam e responderam a equipe da Rio Claro Online, e 5 vereadores (as) não quiseram se posicionar para a Revista. Os vereadores que não quiseram opinar e não retornaram até o fechamento dessa série de entrevistas da Rio Claro Online são: Paulo Guedes (PSDB), Andre Godoy (DEM), Pereira (PTB), Carol Gomes (PSDB), e Geraldo Voluntario (DEM). Todos os vereadores foram solicitados mais de três vezes no período de três semanas, para que pudessem informar sobre os questionamentos da população e se tinham interesse em participar da série de entrevistas.

 

 

Veja a lista de vereadores eleitos:

 

Paulo Guedes (PSDB) – 3.376 votos

Luciano Bonsucesso (PR) – 1.977 votos

Maria do Carmo (PMDB) – 1.963 votos

Val Demarchi (DEM) – 1.898 votos

Seron Do Proerd (DEM) – 1.770 votos

Andre Godoy (DEM) – 1.709 votos

Pereira (PTB) – 1.584 votos

Hernani Leonhardt (PMDB) – 1.352 votos

Pastor Christofoletti (PMDB) – 1.291 votos

Rogerio Guedes (PSB) – 1.240 votos

Carol Gomes (PSDB) – 1.204 votos

Geraldo Voluntario (DEM) – 1.177 votos

Julinho Lopes (PP) – 1.085 votos

Irander Augusto (PRB) – 1.072 votos

Adriano La Torre (PP) – 1.053 votos

Rafael Andreeta (PTB) – 936 votos

Thiago Japonês (PSB) – 934 votos

Ney Paiva (DEM) – 901 votos

Yves Carbinatti (PPS) – 865 votos

 

 

A Rio Claro Online encerra com exclusividade assim, para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, na data 08/04/2019, nobres vereadores da cidade de Rio Claro/SP, a equipe da Rio Claro Online agradece a colaboração e participação novamente dos entrevistados(as).

 

Foto/Divulgação Câmara Municipal de Rio Claro


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21 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereadora Maria do Carmo Guilherme


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

A entrevistada da vez é a Vereadora Maria do Carmo Guilherme.

 

Maria do Carmo Guilherme é Assistente Social e Vereadora pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro, nasceu em 12/01/1962.
Contato: (19) 3526-1308
E-mail: contato@mariadocarmo.net
Facebook: https://www.facebook.com/mcgrioclaro/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta: Eu acho que não está bem esclarecido ainda por 60 milhões, quem vai pagar quem não vai pagar, quais são os bairros que serão asfaltados, o recapeamento, a saúde, eu acho que ele teria que estar fazendo um trabalho junto a Santa Casa, e isso não está bem esclarecido, e quanto ao DAAE também, ele tem outras prioridades, não comprar moto, não comprar trator, ele que alugasse menos carros e fizesse esse trabalho, então eu sou contrária ao empréstimo. A e outra coisa, eu acho que a Fundação e o Conselho Municipal de Saúde tem que se posicionar com relação ao 5 milhões do empréstimo, primeiro, por que Bezerra de Menezes, os 30 leitos, segundo, como que os médicos vão passar visitas lá nesses 30 leitos, quais são esses médicos? Por que se você é do corpo clínico da Santa Casa, você não pode entrar no Bezerra né, então essas atas por exemplo não vem para a câmara, não sei se foi aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, entendeu? Então eu acho que esse valor por exemplo de 5 milhões poderia estar fazendo aumento de leitos de UTI, é o que se precisa hoje, eu acho que tem coisas mais prioritárias para se fazer dentro da saúde a nível de Santa Casa, não sou contrária ao Bezerra, mas eu acho que poderíamos estar discutindo coisas melhores e mais urgentes para o município de Rio Claro e também para a Microrregião.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: O Vereador Paulo Guedes ainda tem os recursos que ele pode usufruir, enquanto a Justiça não deliberar não podemos ter atitude nenhuma quanto a isso, pois suponhamos que você cassa e depois ele consegue reverter essa situação, ele pode entrar com danos morais, então é melhor aguardar a Justiça sempre.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta:  Sobre o Projeto de Lei do Movimento LGBT, eu vou dar entrada no Projeto que inclui no calendário oficial do município de Rio Claro/SP a Semana do Orgulho LGBT de Rio Claro/SP, prevista para ocorrer sempre próxima a segunda semana do mês de outubro de cada ano vigente, e ai os Srs. vereadores, cada um analisa e a decisão será no plenário, por votação.


hernani-leonhardt
18 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereador Hernani Leonhardt


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

O entrevistado da vez é o Vereador Hernani Leonhardt.

 

Hernani Leonhardt é Administrador e Vereador pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro, nasceu em 27/07/1974.
Contato: (19) 3526-1326
E-mail: hernani.leonhardt@rioclaro.sp.leg.br
Facebook: https://www.facebook.com/hernani.leonhardt/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta:  Desde o início, quando o projeto apresentado em dezembro do ano passado, ainda referente a R$ 40 milhões, me posicionei de forma cautelosa. Em conjunto com demais vereadores, solicitamos que o Executivo encaminhasse as garantias de pagamento, a capacidade de endividamento do município e um detalhamento dos serviços que seriam realizados, pois estava tudo muito vago. Basicamente, sobre as garantias, o que nos foi enviado foi uma simples projeção do aumento de arrecadação do IPVA nos próximos anos, o que claramente não configura garantia alguma.


Em janeiro, o Prefeito enviou à Câmara Municipal uma emenda ao projeto original, aumentando em 20 milhões de reais o valor total do financiamento. Fui o primeiro vereador a questionar essa manobra do Executivo, haja vista que aumentar em 50% o valor de um financiamento através de uma simples emenda me parecia inconstitucional. O próprio Regimento Interno da Casa, em seu artigo 144 diz que se houver mudança substancial na matéria, ela deve ser reapresentada como Projeto Substitutivo e não como uma simples emenda.


Estávamos certos e o projeto foi retirado e até o momento não foi enviado novamente para a Câmara e, caso seja, já declarei meu voto contrário.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: Acho válido que a sociedade civil, partidos políticos e quem quer que seja se manifeste a respeito de processos que correm na esfera pública, sobretudo relacionado a agentes políticos. Mas reforço que inicialmente cabe um posicionamento oficial da Mesa Diretora da Câmara Municipal, através de sua Procuradoria Jurídica, responsável por todo o funcionamento da Casa. Num segundo momento, há de se respeitar a Constituição e conceder ao acusado o direito de ampla defesa e após o trânsito em julgado, ai sim esta Câmara Municipal tem a obrigação jurídica e moral de se manifestar sobre o caso.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta:  Sem sombra de dúvidas. O Movimento LGBT e suas vertentes vem ganhando seu merecido espaço na sociedade e não vejo o movimento como forma de se sobrepor a crenças e religiões, mas sim como uma maneira de garantir seus direitos básicos, sua segurança e, principalmente, respeito de todos. No que se referir ao bem comum e ao convívio em harmonia entre todos de nossa sociedade, contem sempre com este Vereador.


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7 de março de 2019

População deve tomar cuidados com água de enchentes


A cena de brincar na enxurrada até que parece divertida e era assim que muitas crianças de divertiam no passado, porém, toda esta brincadeira ingênua pode acarretar diversos problemas.

 

O contato com água de enchentes pode causar danos à saúde de qualquer pessoa.

 

Segundo a Vigilância Epidemiológica da Fundação de Saúde, as chuvas e enchentes aumentam o risco de doenças infectocontagiosas. Por esse motivo, é importante alertar sobre a necessidade de prevenção para evitar problemas de saúde ocasionados pelo contato com a água suja das chuvas, que carregam uma série de bactérias e vírus.

 

Diversos tipos de doenças podem se manifestar a partir da contaminação. Como a leptospirose, causada por uma bactéria encontrada na urina do rato e que pode entrar pela pele humana.

 

SINTOMAS

 

O setor de saúde alerta que se a pessoa tiver contato com a água ou lama das enchentes, precisa ficar atento a sintomas como febre, dor muscular, náuseas e dor de cabeça, nesse caso, procurar atendimento e relatar o ocorrido.

 

A hepatite A também pode ser transmitida pela água misturada com esgoto humano. As enchentes também aumentam o risco de diarreia aguda, causada por bactéria, vírus e parasitas.

 

Outra doença que pode se manifestar e também com risco de ser transmitida pelo contato com enxurradas é a Febre tifoide, causada pela salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes. Também tem o risco de ser transmitida através de águas em enchentes.

 

A Vigilância Epidemiológica orienta os seguintes cuidados:

 

– Evitar contato com águas de enchentes;
– Caso ocorra, permanecer o menor tempo possível;
– Não deixe que as crianças nadem ou brinquem na água e na lama;
– Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama;
– Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos;
– Jogar fora medicamentos e alimentos que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados e dentro da data de validade;
– Lave bem as mãos antes de preparar alimentos;
– Procure beber sempre água potável, que não tenha tido contato algum com as enchentes;
– Se sua casa for atingida pela enchente, após o recuo da água providencie limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos. Usando luvas, botas de borracha ou outro tipo de proteção para pernas e braços, descarte tudo que não der para recuperar.

  

Fonte: Diário do Rio Claro


thiago-vereador-rioclaro-sp-2019
7 de março de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereador Thiago Yamamoto


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

O entrevistado da vez é o Vereador Thiago Yamamoto.

 

Thiago Yamamoto é Vereador pelo Partido Socialista Brasileiro, nasceu em 01/12/1982.
Contato: (19) 3526-1336
E-mail: thiago_japones@hotmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/Thiago-Japon%C3%AAs-1217084234994285/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta: Empréstimo é a última opção, o DAAE tem dívida grande, tem que haver gestão e receber de quem deve primeiro. A saúde precisa de cuidados, acredito em ações preventivas, fazer funcionar bem as Unidades Básicas de Saúde, e não tem como negar, as carretas estão indo embora…e fica uma população sem atendimento, parcialmente sou contra a ideia de empréstimos, mas estou estudando também algumas ideias. Alguma coisa tem que ser feita.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: O que a Justiça determinar eu sou favorável, mas sou contrário um ativismo judiciário quando entra na esfera legislativa e vice-versa. Vamos aguardar a Justiça!

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta: A vida das pessoas todos nós temos que proteger sempre, independente de qualquer coisa, desde a sua concepção até a sua morte, eu apoio a vida e vou analisar o projeto com certeza.


psicopata
7 de março de 2019

Pessoas como o meu filho conseguem manipular psicólogos com facilidade: um texto sobre psicopatas


Cinco milhões de brasileiros são incapazes de sentir emoções. Eles podem até matar sem culpa e estão incógnitos ao seu lado. Agora, a ciência começa a desvendá-los.

 

Tinha alguma coisa errada com o Guilherme. Desde quando era pequeno, 4 anos de idade, a mãe, Norma*, achava que ele não era uma criança normal. O guri não tinha apego a nada, era frio, não obedecia a ninguém. O problema ficou claro aos 9 anos. Guilherme, nome fictício de um rapaz do Guarujá, litoral de São Paulo, que hoje tem 28 anos, roubava os colegas da escola, os vizinhos e dinheiro em casa. Também passou a expressar uma enorme capacidade de fazer os outros acreditar no que inventava. Aos 18, o garoto conseguiu enganar uma construtora e comprar um apartamento fiado. “Quando um primo da mesma idade morreu de repente, ele só disse ‘que pena’ e continuou o que estava fazendo”, conta a mãe. Tinha alguma coisa errada com o Guilherme.

 

Em busca de uma solução, Norma passou 15 anos rodando com o filho entre psicólogos, psiquiatras, pediatras e até benzedeiros. Para todos, ele não passava de um garoto normal, com vontades e birras comuns. “Diziam que era mimo demais, que não soubemos impor limites.” Uma pista para o problema do filho só apareceu em 2004. A mãe leu uma entrevista sobre psicopatia e resolveu procurar psiquiatras especializados no assunto. Então descobriu que o filho sofre da mesma doença de alguns assassinos em série e também de certos políticos, líderes religiosos e executivos. “Apenas confirmei o que já sabia sobre ele”, diz Norma. “Dói saber que meu filho é um psicopata, mas pelo menos agora eu entendo que problema ele tem.”

 

Guilherme não é um assassino como o Maníaco do Parque ou o Chico Picadinho. Mas todos eles sofrem do mesmo problema: uma total ausência de compaixão, nenhuma culpa pelo que fazem ou medo de serem pegos, além de inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está em volta. A gente costuma chamar pessoas assim de monstros, gênios malignos ou coisa que o valha. Mas para a Organização Mundial da Saúde (OMS), eles têm uma doença, ou melhor, deficiência. O nome mais conhecido é psicopatia, mas também se usam os termos sociopatia e transtorno de personalidade anti-social.

 

Com um nome ou outro, não se trata de raridade. Entre os psiquiatras, há consenso quanto a estimativas surpreendentes sobre a psicopatia. “De 1% a 3% da população tem esse transtorno. Entre os presos, esse índice chega a 20%”, afirma a psiquiatra forense Hilda Morana, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (Imesc). Isso significa que uma pessoa em cada 30 poderia ser diagnosticada como psicopata. E que haveria até 5 milhões de pessoas assim só no Brasil. Dessas, poucas seriam violentas. A maioria não comete crimes, mas deixa as pessoas com quem convive desapontadas. “Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam”, disse à SUPER o psicólogo canadense Robert Hare, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e um dos maiores especialistas no assunto.

 

Os psicopatas que não são assassinos estão em escritórios por aí, muitas vezes ganhando uma promoção atrás da outra enquanto puxam o tapete de colegas. Também dá para encontrá-los de baciada entre políticos que desviam dinheiro de merenda para suas contas bancárias, entre médicos que deixam pacientes morrer por descaso, entre “amigos” que pegam dinheiro emprestado e nunca devolvem… Lendo esta reportagem, não se surpreenda se você achar que conhece algum. Certamente você já conheceu.

 

Amigo da onça

 

O psicólogo Robert Hare tinha acabado de sair da faculdade, na década de 1960, quando arranjou um emprego no presídio de Vancouver. Função: atender os presos com problemas e montar diagnósticos de sanidade para pedidos de condicional. Lá conheceu o simpático Ray, um dos presos. Era um sujeito legal, contava histórias envolventes e tinha um sorriso que deixava qualquer um confortável. Como o sujeito parecia aplicado e dedicado a ter uma vida correta depois da prisão, o doutor resolveu ajudá-lo em pedidos de transferência para trabalhos melhores na cadeia, tipo a cozinha e a oficina mecânica. Os dois ficaram amigos. Mas Ray não era o que parecia. Hare descobriu que o homem usava a cozinha para produzir álcool e vender aos colegas. Os funcionários do presídio também alertaram o psicólogo dizendo que ele não tinha sido o primeiro a ser ludibriado pelo “gente boa” Ray. E que a falta de escrúpulos do preso não tinha limites. Pouco depois, Hare sentiu isso na pele: teve os freios de seu carro sabotados pelo “amigo” presidiário.

 

Ray não era único ali. Boa parte de seus colegas no presídio de Vancouver era formada por sujeitos alegres, comunicativos e cheios de amigos que também eram egocêntricos, sem remorso e não mudavam de atitude nem depois de semanas na solitária. Nas prateleiras sobre doenças mentais, havia várias descrições parecidas. O francês Philip Pinel, um dos pais da psiquiatria, escreveu no século 18 sobre pessoas que sofriam uma “loucura sem delírio”. Mas o primeiro estudo para valer sobre psicopatia só viria em 1941, com o livro The Mask of Sanity (“A Máscara da Sanidade”, sem tradução para o português), do psiquiatra americano Hervey Cleckley. Ele dedica a obra a um problema “conhecido, mas ignorado” e cita casos de pacientes com charme acima da média, capacidade de convencer qualquer um e ausência de remorso. Com base nesses estudos, Robert Hare passou 30 anos reunindo características comuns de pessoas assim, até montar sua escala Hare, o método para reconhecer psicopatas mais usado hoje.

 

Trata-se de um questionário com perguntas sobre a vida do sujeito, feito para investigar se ele tem traços de psicopatia. Seja como for, não é fácil identificar um. Psicopatas não têm crises como doentes mentais: o transtorno é constante ao longo da vida. Outras funções cerebrais, como a capacidade de raciocínio, não são afetadas. Algumas características, no entanto, são evidentes.

 

Segredos e mentiras

 

Atributo número 1: mentir. Todo mundo mente, mas psicopatas fazem isso o tempo todo, com todo mundo. Inclusive com eles mesmos. São capazes de dizer “Já saltei de pára-quedas” e, logo depois, “Nunca andei de avião”, sem achar que existe uma grande contradição aí. Espertos, não se contentam só em dizer que são neurocirurgiões, por exemplo, sem nunca ter completado o colegial: usam e abusam de termos técnicos das profissões que fingem ter. Se o sujeito finge ser advogado, manda ver nos “data venias” da vida. Se diz que estudou filosofia, vai encher o vocabulário de expressões tipo “dialética kantiana” sem fazer idéia do que isso significa. Sim, eles são profissionais da lorota.

 

“Depois que descobri as mentiras que ele me contou, passei um tempo me perguntando como tinha sido tão burra para acreditar naquilo”, diz a professora carioca Ana*. Há 9 anos, ela conheceu um cara incrível. Ele dizia que, com apenas 27 anos, era diretor de uma grande companhia e que, por causa disso, viajava sempre para os EUA e para a Europa. Atencioso e encantador, Cláudio era o genro que toda sogra queria ter. “Em 5 meses, a gente estava quase(casando. Então a mãe dele revelou que era tudo mentira, que o filho era doente, enganava as pessoas desde criança e passava por um tratamento psiquiátrico.”

 

Ana largou Cláudio e foi tocar a vida. Mas nem sempre quem passa pelas mãos de um psicopata “pacífico” tem tempo para reorganizar as coisas. Que o digam as pessoas que cruzaram o caminho de Alessandro Marques Gonçalves. Formado em direito, ele resolveu fingir que era médico. E levou esse delírio às últimas conseqüências: forjou documentos e conseguiu trabalho em 3 grandes hospitais paulistas. Enganou pacientes, chefes e até a mulher, que espera um filho dele e não fazia idéia da fraude. Desmascarado em fevereiro de 2006, Alessandro aleijou pelo menos 23 pessoas e é suspeito da morte de 3.

 

“Ele usa termos técnicos e fala com toda a naturalidade. Realmente parece um médico”, diz o delegado André Ricardo Hauy, de Lins, que o interrogou. “Também acha que não está fazendo nada de errado e diz, friamente, que queria fazer o bem aos pacientes.” Quando foi preso, Alessandro não escondeu a cabeça como os presos geralmente fazem: deixou-se filmar à vontade.

 

“O diagnóstico de transtorno anti-social depende de um exame detalhado, mas dá para perceber características de um psicopata nesse falso médico. É que, além de mentir, ele mostra ausência de culpa”, afirma o psiquiatra Antônio de Pádua Serafim, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

 

E esse é um atributo-chave da mente de um psicopata: cabeça fresca. Nada deixa esses indivíduos com peso na consciência. Fazer coisas erradas, todo mundo faz. Mas o que diferencia o psicopata do “todo mundo” é que um erro não vai fazer com que ele sofra. Sempre vai ter uma desculpa: “Um cara que matou 41 garotos no Maranhão, Francisco das Chagas, disse que as vítimas queriam morrer”, conta Antônio Serafim.

 

Justamente por achar que não fazem nada de errado, eles repetem seus erros. “Psicopatas reincidem 3 vezes mais que criminosos comuns”, afirma Hilda Morana, que traduziu e adaptou a escala Hare para o Brasil. “Tem mais: eles acham que são imunes a punições.” E isso vale em qualquer situação. Até na hora de jogar baralho.

 

Foi o que mostrou o psicólogo americano Joe Newman num experimento em 1987. No laboratório, havia 4 montes de cartas. Sem que os jogadores soubessem, um deles estava cheio de cartas premiadas. Ou seja: quem escolhesse aquele monte ganhava mais dinheiro e continuava no jogo. Aos poucos, porém, a quantidade de cartas boas rareava, até que, em vez de dar vantagem, escolher aquele monte passava a dar prejuízo. Pessoas comuns que participaram da pesquisa logo perceberam a mudança e deixaram de apostar nele. Psicopatas, porém, seguiram tentando obter a recompensa anterior. “Pessoas comuns mudam de estratégia quando não obtêm recompensa”, afirma o neurocientista James Blair, autor do livro The Psychopath – Emotion and the Brain (“O Psicopata – Emoção e o Cérebro”, sem edição brasileira). “Mas crianças e adultos com tendências psicopáticas continuam a ação mesmo sendo repetidamente punidos com a perda de pontos.”

 

Psicopatas não aprendem com punições. Não adianta dar palmadas neles.

 

Além disso, psicopata que se preze se orgulha de suas mancadas. Esse sujeito pode ser o marido que trai a mulher e se gaba para os amigos. Ou coisa pior. Veja o caso do promotor de eventos Michael Alig. Querido por todos, ele difundiu a cultura clubber em Nova York, organizando festas itinerantes. E em 1996 ele matou um amigo em casa. Quando o corpo começou a feder, retalhou-o e jogou os pedaços no rio Hudson. Dias depois, em um programa de TV, Alig simplesmente descreveu o assassinato, todo pimpão. Os jornalistas acharam que era só uma brincadeira besta, claro. Dias depois, a polícia achou o corpo do amigo de Alig no rio. Ele foi condenado a 20 anos de prisão – sem perder a pose.

 

Isso é lugar-comum entre os psicopatas. O próprio psiquiatra Antônio Serafim está acostumado com relatos grandiosos de carnificinas: “Quando você pergunta sobre a destreza com que cometeram os crimes, eles contam detalhes dos assassinatos, cheios de orgulho.”

 

Zumbis

 

Se você estivesse indo comprar cerveja perto de casa e se desse conta que esqueceu a carteira, o que faria? Em vez de voltar para buscar dinheiro, um psicopata da Califórnia preferiu catar um pedaço de pau, bater num homem e levar o dinheiro dele. Também tem o caso de uma mulher que deixou a filha de 5 anos ser estuprada pelo namorado. Perguntada por que deixou aquilo acontecer, ela disse: “Eu não queria mais transar, então deixei que ele fosse com a minha filha.”

 

Eis mais um traço psicopático. “Eles tratam as pessoas como coisas”, afirma o psiquiatra Sérgio Paulo Rigonatti, do Instituto de Psiquiatria do HC. Isso acontece porque eles simplesmente não assimilam emoções. Para entender isso melhor, vamos dar um passeio pelo inferno.

 

Corpos decapitados, crianças esquálidas com moscas nos olhos, torturas com eletrochoque, gemidos desesperados. Só de imaginar cenas assim, a reação de pessoas comuns é ter alterações fisiológicas como acelerar as batidas do coração, intensificar a atividade cerebral e enrijecer os músculos. Em 2001, o psiquiatra Antônio Serafim colocou presos de São Paulo para assistir a cenas assim. Cada um ouvia, por um fone, sons desagradáveis, como gritos de desespero. “Os criminosos comuns tiveram reações físicas de medo”, diz ele. “Já os identificados como psicopatas não apresentaram sequer variação de batimento cardíaco.”

 

Mais: uma série de estudos do Instituto de Neurociência Cognitiva, nos EUA, mostrou que psicopatas têm dificuldade em nomear expressões de tristeza, medo e reprovação em imagens de rostos humanos. “Outros 3 estudos ligaram psicopatia com a falta de nojo e problemas em reconhecer qualquer tipo de emoção na voz das pessoas”, afirma Blair.
É simples: assim como daltônicos não conseguem ver cores, psicopatas são incapazes de enxergar emoções. Não as enxergam nem as sentem, pelo menos não do mesmo jeito que os outros fazem. Em vez disso, eles só teriam o que os psiquiatras chamam de proto-emoções – sensações de prazer, euforia e dor menos intensas que o normal. “Isso impede os psicopatas de se colocar no lugar dos outros”, diz Hilda Morana.

 

Um dos pacientes entrevistados por Hare confirma: “Quando assaltei um banco, notei que uma caixa começou a tremer e a outra vomitou em cima do dinheiro, mas não consigo entender por quê”, disse. “Na verdade, não entendo o que as pessoas querem dizer com a palavra ‘medo’ “.

 

No livro No Ventre da Besta – Cartas da Prisão, o escritor americano Jack Abbott descreve com honestidade o que acontece na sua cabeça de psicopata: “Existem emoções que eu só conheço de nome. Posso imaginar que as tenho, mas na verdade nunca as senti”.

 

É como se eles entendessem a letra de uma canção, mas não a música. Esse jeito asséptico de ver o mundo faz com que um psicopata consiga mentir sem ficar nervoso, sacanear os outros sem sentir culpa e, em casos extremos, retalhar um corpo com o mesmo sangue-frio de quem separa as asinhas do peito de um frango assado.

 

Cérebros em curto

 

Ok, o problema central dos psicopatas é que eles não conseguem sentir emoções. Mas por que isso acontece? “A crença de que tudo é causado por famílias instáveis ou condições sociais pobres nos faz fingir que o problema não existe”, afirma Hare.

 

Para a neurologia, a coisa é mais objetiva: os “circuitos” do cérebro de um psicopata são fisicamente diferentes dos de uma pessoa normal. Uma descoberta importante foi feita pelo neuropsiquiatra Ricardo de Oliveira-Souza e pelo neurologista Jorge Moll Neto, pesquisador do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos dos EUA. Em 2000, os dois identificaram, com imagens de ressonância magnética, as partes do cérebro ativadas quando as pessoas fazem julgamentos morais. Os participantes da pesquisa tiveram o cérebro mapeado enquanto decidiam se eram certas ou erradas frases como “podemos ignorar a lei quando necessário” ou “todos têm o direito de viver”, além de outras sem julgamento moral, como “pedras são feitas de água”. A maioria dos voluntários ativou uma área bem na testa, chamada Brodmann 10, ao responder às perguntas.

 

E aí vem o pulo-do-gato: a dupla repetiu o estudo em 2005 com pessoas identificadas como psicopatas, e descobriu que elas ativam menos essa parte do cérebro. Daí a incompetência que os sujeitos com transtorno anti-social têm para sentir o que é certo e o que é errado. Agora, resta saber se essas deficiências vêm escritas no DNA ou se surgem depois do nascimento.

 

Hoje, se sabe que boa parte da estrutura cerebral se forma durante a vida, sobretudo na infância. Mas cientistas buscam uma causa genética porque a psicopatia parece surgir independentemente do contexto ou da educação. “Nascem tantos psicopatas na Suécia ou na Finlândia quanto no Brasil”, afirma Hilda Morana. “Os pais costumam se perguntar onde foi que erraram.” A impressão é que psicopatas nasceram com o problema. “Eles também surgem em famílias equilibradas, são irmãos de pessoas normais e deixam seus pais perplexos”, afirma Oliveira-Souza.

 

James Blair vai pela mesma linha: “Estudos com pessoas da mesma famíla, gêmeos e filhos adotados indicam que o comportamento dos psicopatas e as disfunções emocionais são coisas hereditárias”, afirma.

 

Cobras de terno

 

Mesmo quem defende uma origem 100% genética para a psicopatia não descarta a importância do ambiente. A criação, nessa história, seria fundamental para determinar que tipo de psicopata um camarada com tendência vai ser.

 

“Fatores sociais e práticas familiares influenciam no modo como o problema será expresso no comportamento”, afirma Rigonatti. Por exemplo: psicopatas que cresceram sofrendo ou presenciando agressões teriam uma chance bem maior de usar sua “habilidade” psicopática para matar pessoas.

 

Um bom exemplo desse tipo é o americano Charles Manson. Filho de uma prostituta alcoólatra e dono de uma mente pra lá de sociopata, transformou um punhado de hippies da Califórnia em um grupo paramilitar fanático nos anos 70. Manson foi responsável pela carnificina na casa do cineasta Roman Polanski. Entre os 5 mortos, estava a atriz Sharon Tate, mulher do diretor e grávida de 8 meses. Detalhe: ele nem sequer participou da ação. Só usou sua capacidade de liderança para convencer um punhado de seguidores a realizar o massacre.

 

Já os que vêm de famílias equilibradas e viveram uma infância sem grandes dramas teriam uma probabilidade maior de se transformar naqueles que mentem, trapaceiam, roubam, mas não matam. Mais de 70% dos psicopatas diagnosticados são desse grupo, mas não há motivo para alívio. Psicopatas infiltrados na política, em igrejas ou em grandes empresas podem fazer estragos ainda piores.

 

Exemplos não faltam. O político absurdamente corrupto que é adorado por eleitores, cativa jornalistas durante entrevistas, não entra em contradição nem parece sentir culpa por ter recheado suas contas bancárias com dinheiro público é um. O líder religioso que enriquece à custa de doações dos fiéis é outro. E por aí vai.

 

“Eles costumam se dar bem em ambientes pouco estruturados e com pessoas vulneráveis. Agem como cartomantes, pais de santo, líderes messiânicos”, afirma Oliveira-Souza. Psicopatas não tão fanáticos, mas com a mesma falta de escrúpulos, também estão em grandes empresas, sugando dinheiro e tornando a vida dos colegas um inferno.

 

A habilidade para mentir despudoradamente sem levantar suspeitas faz com que eles se dêem bem já nas entrevistas de emprego. O charme que eles simulam ajuda a conquistar a confiança dos chefes e a pressionar para que colegas que atrapalham sua ascensão profissional acabem demitidos. Não raro, costumam ocupar os cargos hierárquicos mais altos.

 

O psicólogo ocupacional Paul Babiak cita o exemplo de Dave, um executivo de uma empresa americana de tecnologia. Logo na primeira semana, o chefe notou que ele gastava mais tempo criando picuinhas entre os funcionários do que trabalhando e plagiava relatórios sem medo de ser pego. Quando o chefe recomendou sua demissão, Dave foi reclamar aos chefes do seu chefe. Com sua lábia, conseguiu ficar dois anos na empresa, sendo promovido duas vezes, até causar um rombo na firma e sua máscara cair. “Certamente há mais psicopatas no mundo dos negócios que na população em geral”, diz o psiquiatra Hare, que escreveu com Babiak o livro Snakes in Suits – When Psychopaths Go to Work (“Cobras de Terno – Quando Psicopatas vão Trabalhar”, inédito no Brasil). Para ele, sociopatas corporativos são responsáveis por escândalos como o da Enron, em 2002, quando a empresa americana mentiu sobre seus lucros para bombar preços de ações. “O poder e o controle sobre os outros tornam grandes empresas atraentes para os psicopatas”, diz.

 

O que fazer?

 

Seja nas empresas, nas ruas, ou numa casinha de sapê, nossos amigos com transtorno anti-social são tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas. Mas, para os psiquiatras, essa limitação não significa que eles não devam ser responsabilizados pelo que fazem. “Psicopatas têm plena consciência de que seus atos não são corretos”, afirma Hare. “Apenas não dão muita importância para isso.” Se cometem crimes, então, devem ir para a cadeia como os outros criminosos.

 

Só que até depois de presos psicopatas causam mais dores de cabeça que a média dos criminosos. Na cadeia, tendem a se transformar em líderes e agir no comando de rebeliões, por exemplo. “Mas nunca aparecem. Eles sabem como manter suas fichas limpas e acabam saindo da prisão mais cedo”, diz Antônio de Pádua Serafim.

 

Por conta disso, a psiquiatra forense Hilda Morana foi a Brasília em 2004 tentar convencer deputados a criar prisões especiais para psicopatas. Conseguiu fazer a idéia virar um projeto de lei, que não foi aprovado. Nas prisões brasileiras, não há procedimento de diagnóstico de psicopatia para os presos que pedem redução da pena. “Países que aplicam o diagnóstico têm a reincidência dos criminosos diminuída em dois terços, já que mantêm mais psicopatas longe das ruas”, diz ela. Tampouco há procedimentos para evitar que psicopatas entrem na polícia – uma instituição teoricamente tão atraente para eles quanto as grandes empresas. Também não há testes de psicopatia na hora de julgar se um preso pode partir para um regime semi-aberto. Nas escolas, professores não estão preparados para reconhecer jovens com o transtorno.

 

“Mesmo dentro da psiquiatria existe pouca gente interessada no assunto, já que os psicopatas não se reconhecem como tal e dificilmente vão mudar de comportamento durante a vida”, diz o psiquiatra João Augusto Figueiró, de São Paulo. Também não existem tratamentos comprovados nem remédios que façam efeito. Outro problema: quando levados a consultórios, os psicopatas acabam ficando piores. Eles adquirem o vocabulário dos especialistas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando for necessário. Diante da falta de perspectiva de cura, quem convive com psicopatas no dia-a-dia opta por vigiá-los o máximo possível. É o que faz a dona-de-casa Norma, do Guarujá, com o filho Guilherme. “Enquanto eu e o pai dele estivermos vivos, podemos tomar conta”, diz. “Mas… e depois?”

 

“Ele mentia muito. Armava um teatro para nos transformar em culpados. Não tinha apego nem responsabilidade. Não evitava falar coisas que deixassem os outros magoados. Nunca pensou que, se fizesse alguma coisa ruim, os pais ficariam bravos. Na escola, ele não obedecia a ordens. Se não queria fazer a lição, não tinha ninguém que o convencesse. A inteligência dele até era acima da média, mas um mês ele tirava 10 em tudo e no outro tirava 0. Dos 3 aos 25 anos, ele rodou comigo por psicólogos. Foi uma busca insana. Começamos a tratar pensando que era hiperatividade, ele tomou antidepressivos e outros remédios. Nada deu certo. Pessoas como o meu filho conseguem manipular psicólogos com facilidade. E os pais se tornam os grandes culpados. Quando descobri o problema, com uma psiquiatra, foi uma luz para mim. Hoje sei que pessoas como ele inventam um mundo na cabeça. É um sofrimento para os pais que convivem com crianças ou com adultos assim. Hoje, temos que vigiá-lo e carregá-lo pela mão para tudo que é canto. Senão, ele rouba coisas ou arma histórias. Fica 3 meses em cada emprego e pára, diz que não está bom. O problema nunca é com ele, sempre os outros é que estão errados. Eu ainda torço para que tenha um remédio, porque viver assim é muito ruim. Se está tudo bem agora, você não sabe qual vai ser a reação daqui a 5 minutos. É como uma bomba relógio, uma panela de pressão que vai explodir. Nunca dá pra saber exatamente o que ele pensa nem para acreditar em alguma coisa que ele promete. Às vezes penso que deveriam criar uma sociedade paralela só para sociopatas, mas uns matariam os outros, com certeza. Para não correr o risco de botar no mundo outra pessoa dessas, convencemos nosso filho a fazer vasectomia. Dói muito dizer que seu filho é um psicopata, mas fazer o quê? Matar você não pode. Tem que ir convivendo na esperança de que um dia a medicina dê conta de casos assim.”

 

*Depoimento de Norma, 50 anos, dona-de-casa do Guarujá (SP), mãe de Guilherme, 28, diagnosticado como psicopata.

 

As características de um psicopata

 

Charme

 

Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com freqüência. Seja na cadeia, seja em multinacionais.

 

Inteligência

 

O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial.

 

Ausência de culpa

 

Não se arrepende nem têm dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra.

 

Espírito sonhador

 

Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.

 

Habilidade para mentir
Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.

 

Egoísmo

 

Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo.

 

Frieza

 

Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?” Então.

 

Parasitismo

 

Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro.

 

 

The Psychopath – James Blair e outros, Blackwell, EUA, 2006
Without Conscience – Robert Hare, Guilford, EUA,1993
The Sociopath Next Door – Martha Stout, Broadway, EUA, 2005

Texto Leandro Narloch, Via: Super Interessante
Fonte: Conti Outra


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1 de março de 2019

Obras do novo Fórum Criminal de Rio Claro terão de contar com segurança 24 horas.


Solicitação foi feita por Promotoria em ação civil pública.

 

O local das obras do novo Fórum Criminal de Rio Claro terão de contar com segurança e vigilância 24 horas contratada por empresa vencedora de licitação no prazo de cinco dias, a contar da decisão judicial desta terça-feira (26/2). O local é ermo, facilita a ação de criminosos e de baderneiros, e está sujeito a invasões, saques, depredações, furtos e incêndios, uma vez que não há vigilância patrimonial permanente que iniba tais práticas. À empresa caberá tomar as providências que entender pertinentes quanto a iluminação, limpeza e cercamento, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, até o montante de R$ 1 milhão.

 

A decisão atende a pedido do promotor de Justiça Gilberto Porto Camargo feito em ação civil pública urbanística, movida no dia 12 de junho de 2017 contra a Fazenda Pública do Estado e o município de Rio Claro. O quarto pedido de concessão de tutela de urgência foi protocolado pela Promotoria no dia 20 de fevereiro.

 

Um inquérito civil, instaurado no dia 23 de março de 2016, apurou que a construção foi iniciada em 2010 com o prazo de término de 12 meses. Passados mais de cinco anos e após várias prorrogações no contrato com a RTA Engenharia e Construções Ltda, então empresa responsável, a estrutura encontrava-se, à época, sem qualquer tipo de proteção para impedir deteriorações e depredações. O inquérito baseou-se em uma reportagem veiculada por um jornal da cidade.

 

A matéria também noticiava que o município realizou toda a infraestrutura de galerias, guias, sarjetas, asfalto e iluminação pública no trecho do Anel Viário que dá acesso ao novo Fórum, com investimento da ordem de R$ 4 milhões, em um convênio com o Estado, acrescentando que o convênio não foi renovado, pois o Governo assumiu a responsabilidade pela obra. Na ação, o promotor pede que o Estado conclua as obras, regularize a estrutura física e repare os danos pendentes, no prazo de um ano.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação Social.
Ministério Público do Estado de São Paulo – Rua Riachuelo, 115
São Paulo (SP)
comunicacao@mpsp.mp.br
Tel: (11) 3119-9027 / 9028 / 9031 / 9032 / 9039 / 9040 / 9095


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1 de março de 2019

MPSP participa de operação que prendeu em flagrante comerciante de armas em Rio Claro


Investigado tinha acessórios de uso restrito do Exército.

 

Trabalho conjunto entre Ministério Público do Estado de São Paulo, Polícia Militar e Exército resultou na prisão em flagrante de um comerciante de armas em Rio Claro, na última sexta-feira (22/2).

 

A operação contou com cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do investigado, bem como em seu estande de tiro. Durante as buscas, foram localizados quatro carabinas acopladas com acessórios de uso restrito do Exército, vestuários e acessórios de uso da Polícia Militar, giroflex e seis “miguelitos” de metal (objetos usados para furar pneus de carros).

 

A empresa do investigado foi lacrada pela Vigilância Sanitária municipal em razão do vencimento do alvará de funcionamento.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação Social.
Ministério Público do Estado de São Paulo – Rua Riachuelo, 115
São Paulo (SP)
comunicacao@mpsp.mp.br
Tel: (11) 3119-9027 / 9028 / 9031 / 9032 / 9039 / 9040 / 9095


seron
25 de fevereiro de 2019

Bate-Papo da Rio Claro Online na Câmara Municipal: Vereador Ruggero Seron


A Rio Claro Online traz com exclusividade para você algumas respostas e posicionamentos dos nossos representantes, a população rioclarense no geral quer saber a opinião de cada um deles, nobres vereadores, a Rio Claro Online agradece a colaboração e participação dos entrevistados (as).

 

O entrevistado da vez é o Vereador Ruggero Seron.

 

Ruggero Seron é Policial Militar e Vereador pelo Partido Democratas, nasceu em 08/11/1982.
Contato: (19) 3526-1312
E-mail: seron@rioclaro.sp.leg.br
Facebook: https://www.facebook.com/policialseron/

 

1- ) Pergunta: O que você achou do Projeto de empréstimo no valor de R$ 60 milhões de autoria do Poder Executivo, do Prefeito João Teixeira Júnior? Lembrando que o Projeto foi retirado para adequações.

Resposta: Sou contra o empréstimo, estamos em um momento fiscal muito difícil, e a arrecadação não está boa, todo mundo sabe que empréstimo é emergencial, o Prefeito foi precipitado, deveria chamar as lideranças e bancadas para conversar melhor a respeito.

 

2- ) Pergunta: O que você achou do Pedido de Cassação representado pelo Partido Psol contra o vereador Paulo Guedes?

Resposta: Gosto muito da constituição, sou Policial Militar, sempre vou agir dentro da legalidade, vou aguardar a decisão da Justiça.

 

3-) Pergunta: Você apoia o projeto de lei que institui a data da Semana e Parada LGBT do Movimento LGBT no município de Rio Claro/SP? Projeto LGBT que visa o fomento do estudo, das atividades sadias e socioeducacionais, saúde e segurança, do culto ao saber, à humanidade, à família, do culto ao respeito que o indivíduo deve a si mesmo, ao que é seu, ao respeito que deve aos demais e à propriedade alheia, visando direitos LGBT’s, para assim, formar na juventude a consciência cabal de sua responsabilidade perante a vida, seus semelhantes, sua cultura e o seu mundo.

Resposta: Sou da Igreja Evangélica, o direito de um não deve sobrepor ao outro, sou contra dinheiro público para manifestações, em qualquer aspecto, seja para o Carnaval, para a Marcha de Jesus, ou mesmo, para a Parada LGBT, eu entendo e sei que aqui em Rio Claro/SP não foi utilizado nenhum dinheiro público nas atividades e manifestações no ano passado, e quero ressaltar que eu respeito manifestações pacíficas que sejam realizadas sem armas. Quero já olhar o Projeto, com muita calma primeiro antes de opinar totalmente, mas reforço a ideia que eu respeito todos os seres humanos, sem distinção.