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O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está usando sua cota parlamentar para custear as viagens pelo Brasil em que se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018; de acordo com as regras da Câmara, a cota deveria reembolsar apenas viagens e despesas do mandato, sendo vedados quais quer “gastos de caráter eleitoral”

 

Declaradamente disposto à concorrer ao Planalto nas próximas eleições, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem usando sua cota parlamentar para custear as viagens pelo Brasil em que já se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018.

 

De acordo com as regras da Câmara, a cota deveria reembolsar apenas viagens e despesas do mandato, sendo vedados quais quer “gastos de caráter eleitoral”.

 

As informações são de reportagem de Thais Bilenky na Folha de S.Paulo.

 

“O conteúdo das falas de Bolsonaro, contudo, é explicitamente voltado à disputa de 2018, em que aparece com 9%, segundo mostrou o Datafolha em dezembro.

 

Nos últimos cinco meses, ao menos seis viagens em que o deputado tratou publicamente de sua intenção de concorrer ao Planalto foram custeadas pela Câmara. Somam R$ 22 mil.

 

Mesmo em cidades onde ele não deu palestras, um roteiro se repetiu: chegada no aeroporto recepcionado por uma claque aos gritos de ‘mito’ e ‘Bolsonaro presidente’.

 

O deputado nega estar em campanha e atribui as viagens à participação na Comissão de Segurança Pública da Câmara –onde é suplente.

 

Em novembro, a Câmara gastou R$ 2.500 para Bolsonaro ir ao Recife, onde deu palestra na Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados. Foi apresentado como ‘futuro presidente do Brasil, o nosso mito’. Na ocasião, Bolsonaro disse que ‘vamos ganhar em 2018, porque somos a maioria no Brasil, homens de bem”‘

 

Dias depois, ele viajou a Boa Vista (RR) por R$ 4.500, acompanhado de um assessor, cujas passagens, de R$ 4.000, também foram pagas com a cota parlamentar.

 

Lá, deu entrevistas e uma palestra promovida pelos sindicatos dos policiais civis e o dos federais de Roraima. No aeroporto, falou da necessidade de controlar a entrada de venezuelanos no Estado.”

 

Fonte: Brasil 247


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Foi apresentado nesta sexta-feira (13) o novo drone da DJI, que conta com melhorias em sua câmera. O Phantom 4 Advanced tem mudanças no desempenho óptico, somado a novos sensores e processadores.

 

O dispositivo tem uma câmera de 20 megapixels com sensor de 1 polegada e obturador mecânico, então é capaz de gravar vídeos em formato 4K a 60 quadros por segundo. Falando de maneira mais técnica, o processamento de vídeo suporta arquivos do tipo H.264 4K a 60 fps ou H.265 4K a 30 fps, ambos com 100 Mbps de bitrate.

 

Assim como o seu irmão Phantom 4 Pro, o modelo Advanced também oferece os modos de voo automáticos suaves, incluindo as opções Draw, ActiveTrack, TapFly, Gesture e Tripod.

 

O sistema FlightAutonomy equipado no aparelho evita choques frontais com obstáculos. A fabricante assegura um voo estável pela junção do sistema duplo de orientação por satélite (GPS e GLONASS) e dispositivos ultrassônicos. Na prática, isso significa que o Phantom 4 Advanced também pode voar e pairar com precisão em lugares fechados e sem acesso a orientação satelital, mesmo em situações complexas agravadas por barreiras.

 

Para os mais exigentes, existe ainda a variante Advanced + (plus), cujo controle remoto vem equipado com um display de 5,5’’ com 1080p. A tela oferece duas vezes mais nitidez que as de tablets e smartphones, o que pode ser bom para uso ao ar livre.

 

Especificações técnicas

 

  • Câmera: sensor 1’’ CMOS, 20 megapixels, Bitrate 100 Mbps
  • Armazenamento: micro SD com capacidade máxima de 128 GB, velocidade de gravação de 15 MB/s em Class 10 ou UHS-1
  • Tempo de voo: aproximadamente 30 minutos
  • Bateria: 5.870 mAh
  • Peso: 1,37 kg

 

 

O lançamento do Phantom 4 Advanced está previsto para 30 de abril e a chegada do novo modelo fará com que a produção do modelo Phantom 4 termine nessa mesma data. Mesmo assim, a DJI continuará a oferecer suporte pós-venda aos clientes desse equipamento que sairá de linha.

 

Fonte: Tecmundo


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Mísseis Tomahawk foram disparados de navios americanos e teriam atingido aviões e pistas em base aérea perto de Homs.

 

Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta-feira (6), em resposta a um ataque químico que matou mais de 80 pessoas nesta semana. O balanço de mortos no bombardeio ainda está indefinido, mas agências internacionais falam entre quatro e nove mortos.

A agência estatal síria afirma que nove civis, entre eles crianças, morreram. O Exército sírio diz que 6 pessoas morreram, mas não indica se as vítimas são civis ou militares. Já o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), de oposição ao presidente sírio, Bashar Al-Assad, afirma que quatro soldados morreram.

O ataque é a primeira ação direta dos EUA contra Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.

Os mísseis atingiram a base de Al Shayrat, perto de Homs, por volta das 21h40 (hora de Brasília), 4h40 na hora local da Síria. O porta-voz do Pentágono, Jeff Davis, disse que os mísseis foram lançados dos destróieres USS Porter e USS Ross contra “aeronaves, abrigos de aviões, áreas de armazenamento de combustível, logística e munição, sistema de defesa aérea e radares”.

O Observatório Sírio informou que a base síria bombardeada pelos Estados Unidos foi “quase” totalmente destruída.

Agência síria diz que nove civis morreram no bombardeio dos EUA à Síria

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

Decisão de Trump

 

O presidente americano, Donald Trump, que participou na quinta de um jantar com o presidente chinês Xi Jinping na Flórida, afirmou que Assad usou um agente que tem impacto no sistema nervoso para matar muitas pessoas. “Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado.”

O conselheiro nacional de segurança H. R. McMaster disse que Trump recebeu três opções de como reagir contra o ataque sírio e disse aos conselheiros para focar em duas delas. Nesta quinta, ele decidiu qual seria a ação.

Trump anuncia sua decisão de atacar a base aérea síria (Foto: Alex Brandon/AP)

Trump anuncia sua decisão de atacar a base aérea síria (Foto: Alex Brandon/AP)

Trump fez ainda um apelo a outros países após o ataque. “Esta noite chamo todas as nações civilizadas para buscar um fim à matança e ao banho de sangue na Síria.” Segundo o presidente, “é de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e deter o uso de armas químicas mortais.”

O presidente americano disse também que não há dúvidas de que o governo sírio usou armas químicas, “violando as suas obrigações em relação à convenção de armas químicas e ignorando o Conselho de Segurança da ONU” e que anos de tentativas prévias de modificar o comportamento de Assad falharam.

Menos de 3 horas após o lançamento dos Tomahawk, o Pentágono divulgou vídeo dos projéteis subindo ao céu.

A emissora de TV estatal síria confirmou que uma base militar do país foi alvo de uma “agressão americana” nesta sexta (horário local) e que o ataque “levou a perdas”, sem especificar quais seriam.

O governador de Homs, Talal Barazi, diz que o ataque dos EUA serve aos objetivos de “grupos terroristas armados e do Estado Islâmico” e que “houve mortes”, sem precisar quantas. Ele afirmou à Reuters que a base atingida é usada pelas forças sírias no combate ao Estado Islâmico. Barazi disse ainda acreditar que “não há muitas vítimas fatais” no ataque, mas que um grande dano material foi causado.

Reação da Rússia e da Síria

 

O Pentágono informou que as forças da Rússia que atuam na Síria foram comunicadas sobre o ataque com antecedência e que setores da base onde havia russos foram evitados e não foram atingidos.

O presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta sexta-feira (7) que o ataque foi uma “agressão a um Estado soberano” e condenou a ação que, segundo ele, é baseada em “pretextos inventados”, informaram agências da Rússia. O país tem negado que o governo sírio foi o responsável pelo ataque químico. Os russos dizem que as forças sírias bombardearam um depósito de armas dos rebeldes.

O chefe do Comitê de Defesa do Parlamento russo disse que a Rússia irá convocar uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após o ataque aéreo dos EUA à Síria e que a ação pode enfraquecer o combate ao terrorismo no país, segundo a Reuters, que cita a agência russa RIA.

A presidência síria afirmou que o ataque dos Estados Unidos foi “irresponsável” e “imprudente”, segundo a Associated Press. Em apoio a Bashar al-Assad, a Rússia anunciou que irá reforçar as defesas antiaéreas do exército sírio.

Criança síria recebe tratamento após suspeita de ataque com arma química em Khan Sheikhun, dominada por rebeldes na província de Idlib, no norte da Síria  (Foto: Mohamed al-Bakour / AF)

Criança síria recebe tratamento após suspeita de ataque com arma química em Khan Sheikhun, dominada por rebeldes na província de Idlib, no norte da Síria (Foto: Mohamed al-Bakour / AF)

Primeira intervenção EUA

 

A primeira ação direta dos EUA contra o regime sírio é uma resposta militar ao ataque químico ocorrido na Síria esta semana. Após realizar autópsia em vítima, a Turquia afirmou que há indícios de que foi usado gás sarin. O regime de Bashar Al-Assad, por sua vez, nega que tenha usado armas químicas.

A ação desta quinta sob ordem de Trump veio cerca de 72 horas após a ação com armas químicas, sem consulta ao Congresso e demonstra uma tomada de decisão mais rápida que a do antecessor Barack Obama, que chegou a cogitar ações contra Assad, mas não as colocou em prática. Também é um revés em relação ao que Trump vinha pregando em seus discursos, de que os EUA deveriam se concentrar na destruição do Estado Islâmico, e não na deposição de Assad.

Em um tuíte de 2013, Trump manda recado ao então presidente Obama afirmando que não há vantagem em atacar o país. “Não há lado positivo, apenas um tremendo lado negativo.”

“Convoco todas as nações civilizadas para que se juntem a nós”, diz Trump

“Na terça-feira, o ditador sírio Bashar al-Assad lançou um terrível ataque de armas químicas contra civis inocentes. Usando um agente nervoso mortal, Assad sufocou a vida de homens, mulheres e crianças desamparadas. Foi uma morte lenta e brutal para tantos. Mesmo lindos bebês foram cruelmente assassinados neste ataque tão bárbaro.

Nenhum filho de Deus deve jamais sofrer tal horror. Hoje à noite, eu ordenei um ataque militar direcionado a uma base aérea na Síria, de onde o ataque químico foi lançado. É de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e dissuadir a propagação e o uso de armas químicas mortais. É indiscutível que a Síria usou armas químicas proibidas, violou suas obrigações sob a convenção de armas químicas e ignorou a insistência do Conselho de Segurança da ONU.

Anos de tentativas anteriores de mudar o comportamento de Assad falharam, e falharam muito dramaticamente. Como resultado, a crise de refugiados continua a se aprofundar e a região continua a se desestabilizar, ameaçando os Estados Unidos e seus aliados. Hoje à noite, pedi a todas as nações civilizadas que se unissem a nós, buscando acabar com o massacre e o derramamento de sangue na Síria, e também para acabar com o terrorismo de todos os tipos e de todos os modos.

Pedimos a sabedoria de Deus ao enfrentar o desafio de nosso mundo tão perturbado. Rezamos pela vida dos feridos e pelas almas daqueles que morreram e esperamos que, enquanto a América defender a Justiça, a paz e a harmonia prevalecerão. Boa noite e Deus abençoe a América e o mundo inteiro.”

Fonte: G1

Foto de Capa: USS Ross, um dos destróieres que lançaram mísseis contra base na Síria (Foto: US Navy)


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Estados Unidos dispararam 59 mísseis nesta quinta-feira (06) contra alvos na Síria

País anunciou, ainda, que vai reforçar as defesas antiaéreas do exército da Síria após ataque feito pelos norte-americanos

 

A Rússia solicitou nesta sexta-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea do governo da Síria, que segundo o Kremlin constitui “uma ameaça à segurança internacional”.

 

“Pedimos ao Conselho de Segurança da ONU uma reunião urgente para discutir a situação”, afirma o ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado.

 

O porta-voz do exército russo anunciou, ainda, nesta sexta-feira, que as defesas antiaéreas do exército da Síria devem ser reforçadas, após os bombardeios americanos contra a base síria de Al-Shayrat.

 

“Com o objetivo de proteger as infraestruturas sírias mais sensíveis, vamos adotar uma série de medidas o mais rápido possível para reforçar e melhorar a eficácia do sistema de defesa antiaérea das Forças Armadas sírias”, declarou o porta-voz do exército russo, Igor Konachenkov.

 

Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, foi o primeiro a criticar o ataque dos Estados Unidos, classificando-o como uma “agressão contra um estado soberano”, baseada em “pretextos inventados”.

 

Foto: FORD WILLIAMS / US NAVY/AFP
Por: AFP

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A Kaspersky Lab divulgou relatório sobre o “Submundo cibernético no Brasil”. Inédito, estudo revela a vida secreta dos cibercriminosos daqui e classifica o País como um dos mais perigosos para os usuários digitais, principalmente por conta de ataques maliciosos específicos que roubam dinheiro e dados privados. A cooperação internacional com grupos criminosos da Europa Oriental também contribui para a evolução do malware nacional.

 
“Há muitas campanhas criminosas voltadas especialmente para os brasileiros. Além disso, a legislação nacional é muito vaga em relação à crimes digitais. Se você une tudo isto ao vasto comércio de produtos e serviços entre criminosos locais, nota o quanto a realidade digital brasileira pode se tornar complexa para empresas que não contam com especialistas em segurança de TI no País”, afirma Fabio Assolini, autor da pesquisa e analista sênior de segurança da Equipe de Pesquisa e Análise Global (GReAT) da Kaspersky Lab.

 

 

 

 

Adaptado do texto “O submundo do cibercrime no Brasil”

Revista Visão Jurídica Ed. 118

Fonte: Visão Jurídica


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Ele já foi investigado por suspeita de conexão com terrorismo.

 

O autor do atentado em Londres, na Inglaterra, na quarta-feira (22), foi identificado nesta quinta pela polícia londrina como sendo o britânico Khalid Masood. A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

Horas antes da divulgação do nome do terrorista, a primeira-ministra britânica, Theresa May, havia afirmado que as forças de segurança já tinham investigado o autor do ataque por suspeita de conexão com atividades terroristas.

Grupo terrorista Estado Islâmico reivindica autoria do atentado em Londres

“O que posso confirmar é que o homem é britânico e que há alguns anos ele foi investigado pelo MI5 em relação a preocupações sobre extremismo violento. Ele era uma figura secundária. Ele não fazia parte do atual cenário da inteligência”, declarou May no Parlamento.

“Ele era uma figura periférica… não era parte do atual quadro de inteligência. Não havia inteligência anterior sobre sua intenção ou sobre o complô”, afirmou.

A polícia disse que Masood, de 52 anos, nasceu no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, e estava mais recentemente morando na região de West Midlands, no centro do país.

“Masood não era alvo de nenhuma investigação atual e não havia informação anterior de inteligência sobre sua intenção de realizar um ataque terrorista”, disse a Polícia Metropolitana de Londres em comunicado. “Entretanto, ele era conhecido da polícia e tem uma série de condenações anteriores por agressões, posse de armas e ofensas à ordem pública”.

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

A polícia disse que Masood nunca foi condenado por ofensas ligadas a terrorismo. Sua primeira condenação foi em 1983 por danos, e sua última foi em dezembro de 2003 por posse de uma arma.

Além do terrorista, que foi morto pela polícia, outras três pessoas morreram no ataque, todas já identificadas: o americano Kurt Cochran, que estava viajando com a mulher pela Europa, a professora britânica Aysha Frade, de 43 anos, e o policial britânico Keith Palmer, de 48 anos, que foi morto a facadas pelo agressor.

 

Prisões

 

Oito pessoas foram detidas em ao menos seis endereços de Londres, Birmingham e outras regiões do Reino Unido por suspeita de ligação com o atentando terrorista. A polícia londrina afirmou que todas as oito pessoas presas, com idades entre 21 e 58 anos, são suspeitas de preparar atos terroristas.

Também informou que ainda estava fazendo buscas em propriedades no País de Gales, na cidade de Birmingham e no leste de Londres. Segundo seu comunicado, centenas de detetives estão envolvidos na investigação.

De acordo com as autoridades, 40 pessoas ficaram feridas no ataque, entre elas três policiais. Uma mulher, gravemente ferida, foi retirada do Rio Tâmisa. Na manhã desta quinta, 29 pessoas permaneciam hospitalizadas. De acordo com a polícia, cinco delas estão em estado crítico, e outras duas têm ferimentos que apresentam risco de vida.

Entre os feridos estão 12 britânicos, crianças francesas, dois romenos, quatro sul-coreanos, um alemão, um chinês e dois gregos.

 

Ataque

 

O ataque começou quando o agressor atropelou um grupo de pessoas ao passar pela Ponte de Westminster, diante do Big Ben. Em seguida, ele deixou o carro e avançou em direção ao Parlamento, atacando um policial com uma faca. O policial ferido não resistiu e morreu.

Pouco depois, foram ouvidos disparos. Outros agentes reagiram e balearam o agressor, que também acabou morrendo.

A empresa de locação de veículos Enterprise disse que o carro usado no ataque foi alugado em sua agência de Spring Hill, em Birmingham, que fica em West Midlands.

Antes do atentado, a premiê britânica, Theresa May, tinha participado da sessão semanal de perguntas ao governo na Câmara dos Comuns.

A rainha Elizabeth enviou condolências às pessoas afetadas pelo ataque. “Meus pensamentos, minhas orações e minhas mais profundas condolências estão com todos aqueles que foram afetados pela terrível violência de ontem”, disse a monarca em comunicado.

Observou-se um minuto de silêncio no Parlamento e diante da sede da polícia da Nova Scotland Yard às 9h33 (horário local) em homenagem às vítimas — 933 era o número do uniforme de Keith Palmer, o policial esfaqueado que perdeu a vida.

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Fonte: G1


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A divulgação de um vídeo que mostrava a transexual Dandara, 42, sendo brutalmente espancada e morta em Fortaleza se tornou peça decisiva para que o caso ganhasse os holofotes e saísse da triste lista de mortes de transgênero que passam batidas e sem culpados no Brasil.

 

Dandara foi morta no dia 15 de fevereiro, no bairro do Bom Jardim, periferia da capital cearense. O caso passava despercebido, entre a rotina de mortes de Fortaleza. Isso até o sábado passado (4), quando o vídeo com o espancamento da vítima veio à tona.

 

O caso então ganhou enorme repercussão. A revolta com imagens da brutalidade levou o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), a manifestar-se em redes sociais e cobrar elucidação do caso. O assunto também, rapidamente, se tornou um dos mais comentados virtualmente no Brasil, com o uso da hastag  #PelaVidaDasPessoasTrans.

 

Nesta terça-feira (7), em resposta à repercussão, cinco pessoas –sendo três adolescentes– foram detidas por suspeita de participação no caso. Uma está foragida, mas já foi identificada e é buscada.

 

A barbárie que gerou comoção

 

Nas imagens gravadas por um celular, é possível ver pelo menos três homens –aparentemente jovens– chutando, dando pauladas, pedradas e chineladas na vítima, que já aparece no vídeo ensaguentada e bastante ferida. Ela ainda houve uma série de ataques transfóbicos, diante de pessoas que assistem imóveis às agressões.

 

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Mesmo com pedidos de misericórdia da vítima, os agressores levam Dandara em um carro de mão até um local no bairro e, já longe da câmera, a mataram com tiros de revólver.

 

À medida em que o vídeo foi se espalhando, ativistas, entidades ligadas aos direitos humanos, políticos e artistas se manifestaram e iniciaram a cobrança para que a polícia cearense efetuasse a prisão dos envolvidos.

 

Dandara tinha uma história parecida com tantas outras de transgêneros. Na adolescência se viu mulher e decidiu trocar de sexo. Passou a sofrer com o preconceito, e segundo um amigo, já havia sido vítima de agressão no bairro onde mora por conta do preconceito. “Ela era alegre, ajudava todo mundo, nunca dava um ‘não’ a ninguém”, contou.

 

Mas será que a polícia agiria com tanta eficiência se esse vídeo não fosse levado a público? Para ativistas da área, é certo que não.

 

“Esse crime aconteceu dia 15 de fevereiro e só teve repercussão depois da divulgação do vídeo. Senão, era mais um crime que ia passar batido, não haveria uma resposta tão rápida”, diz Sayonara Nogueira, coordenadora de comunicação da Rede Trans Brasil e integrante da ONG (Organização Não-Governamental) Transgender Europe.

 

Segundo a Rede Trans Brasil –que faz acompanhamento de casos de violência contra transgêneros no país–, 144 travestis ou trans foram mortos em 2016. Este ano, já foram 21 casos. “De domingo (5) para cá foram três mortes, e que não tiveram a repercussão”, afirma Nogueira.

 

Segundo a Rede Trans Brasil, os assassinatos de transgêneros no Brasil têm como regra ficar impunes. “Normalmente, a polícia –e às vezes até a imprensa falha– notifica enquanto gênero masculino, não respeitando nosso nome social.  E a vítima acaba sendo enterrada como indigente”, conta.

 

“A sociedade liga muito o transgênero a algo errado e acaba muitas vezes colocando a culpa na vítima. Quando sai alguma notícia de morte, se indaga logo se estava prostituindo, usando drogas. Isso só vai  mudar na escola”, conta Nogueira, que também é professora.

 

A transsexual e ativista do movimento LGBT cearense Helenna Vieira afirma que a polícia só agiu com transparência no caso após a pressão nas redes sociais. Ela conta que, antes do vídeo, não havia divulgação de como estavam as investigações. “Ao mesmo tempo, o vídeo ajudou a identificar os suspeitos”, diz.

 

Para ela, “qualquer pessoa poderia ter protegido a Dandara”. “Infelizmente, foi motivo de riso do grupo que cometeu o crime porque matar travesti, transsexual é que nem caçar bicho. As pessoas acham que aquilo tudo é normal. Precisamos de apoio político e educacional. Não adianta fazer notas de apoio, não precisa ser sentimental. São necessárias ações institucionais para acabar com a condição que as pessoas trans não estejam na condição de vulnerabilidade”, desabafa.

 

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Secretário minimiza e exalta repercussão

 

Segundo o Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, a polícia já tinha tido acesso às imagens da morte da transexual e investigava o caso antes da repercussão.

 

“Aquelas imagens já eram conhecidas da polícia poucos dias após o crime, que já vinha investigando o caso. O vídeo resultou na identificação dos suspeitos”, disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira. “Como qualquer homicídio, a investigação é iniciada no momento do fato, quando a polícia faz o levantamento com delegado, a perícia vai ao local. Já estava instaurado o inquérito. Homicídio é um crime grave, não só porque se torna público”.

 

Porém, o próprio secretário reconhece que a repercussão do caso levou a um maior empenho das autoridades, inclusive com a sua participação na operação que levou à prisão dos suspeitos.

 

“Houve empenho pessoal meu por ordem do governador Camilo Santana, que durante todo o fim de semana. Acompanhei as investigações e participei da operação”, disse.

 

Prova da importância dada ao caso foi o aparato usado na operação para prender os adolescentes suspeitos do caso, quando até uma aeronave foi usada –algo raro em cumprimento de mandados de busca de menores.

 

“Foi um crime cruel, bárbaro, que merecia essa reposta. A Polícia Civil está de parabéns pela investigação, com uma resposta rápida, correta, com provas robustas”, alegou.

 

Costa disse que o homem que estava filmando as agressões já tinha passagem pela polícia e seria um traficante conhecido na região onde Dandara vivia.

 

Ainda segundo o secretário, como Dandara era querida na região, muitas pessoas procuraram a polícia e ajudaram nas investigações. Mesmo com o vídeo e informações já colhidas, o secretário informou que a motivação do crime ainda está sendo apurada.

 

Fonte: Jornal Floripa

 

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Membro da Força de Autodefesa do Japão, tendo ao fundo uma unidade de mísseis PAC-3 Patriot, posicionados em Tóquio contra o disparo de mísseis da Coreia do Norte

 

Representantes dos governos de Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão coordenaram posições nesta segunda-feira (6) após o lançamento de quatro mísseis balísticos realizado pelo exército da Coreia do Norte.

 

O responsável do Escritório de Segurança Nacional (NSO) de Seul, Kim Kwan-jin, conversou por telefone com o conselheiro nacional de segurança dos EUA, Herbert R. McMaster, e ambos decidiram aumentar a pressão e as sanções sobre Pyongyang, segundo porta-vozes do governo sul-coreano citados pela agência “Yonhap”.

 

Por sua parte, o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yun Byung-se, e seu homólogo japonês, Fumio Kishida, também concordaram, em conversa telefônica, em reforçar a cooperação entre Seul e Tóquio para frear o que consideram provocações do regime de Kim Jong-un.

 

Além disso, o representante de Seul nas negociações para a desnuclearização da península coreana, Kim Hong-kyun, se reuniu por teleconferência com seus colegas americano, Joseph Yun, e japonês, Kenji Kanasugi.

 

Os quatro projéteis lançados nesta segunda pela Coreia do Norte de sua costa noroeste voaram cerca 1.000 quilômetros em direção ao leste e caíram no Mar do Japão.

 

Três deles caíram na Zona Econômica Especial (EEZ) do Japão –espaço que se estende cerca de 370 quilômetros a partir da costa japonesa–, perto do litoral da cidade de Akita.

 

O teste contribui para aumentar ainda mais a tensão na península coreana, onde na semana passada Washington e Seul iniciaram suas manobras militares anuais, as maiores até o momento.

 

Na sexta-feira (3), a Coreia do Norte ameaçou, através de seu jornal estatal “Rodong Sinmun”, realizar novos testes de mísseis em resposta a estes exercícios, que Pyongyang considera um ensaio para invadir seu território.

 

Depois do registrado em 12 de fevereiro, o lançamento desta segunda é o segundo que a Coreia do Norte realiza desde que seu líder, Kim Jong-un, anunciou em sua mensagem de Ano Novo que Pyongyang estava finalizando o desenvolvimento de um ICBM, uma arma que poderia permitir-lhe no futuro atingir o território americano.

 

Fonte: EFE


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Deputada também prepara medidas judiciais para responsabilizar autores de publicações, que reproduzem indevidamente fotos de sua filha adolescente e chamam a garota de “anoréxica” e “usuária de drogas”. “É revoltante que minha filha seja atacada pelas minhas posições”

 

deputada Maria do Rosário (PT-RS) acionou o corpo jurídico do seu gabinete para redigir um pedido formal de investigação à Polícia Federal para apurar os responsáveis pela publicação de fotos e mensagens depreciativas contra sua filha, de 16 anos. Nas publicações, replicadas em sites e redes sociais, a garota é chamada de “anoréxica” e “usuária de drogas” em mensagens direcionadas à petista, para dizer que a deputada “não tem condições de criar a própria filha”. Maria do Rosário afirma que as fotos, retiradas do Instagram, foram desvirtuadas por meio de legendas maldosas, com a intenção de submeter a adolescente a uma situação constrangedora e depreciativa.

 

Os assessores de imprensa da deputada informaram já ter feito contato com a Polícia Federal. Neste momento, a equipe de Maria do Rosário examina quais são as medidas adequadas para que os autores sejam “severamente responsabilizados”. Em nota (leia a íntegra abaixo), a deputada se manifestou com indignação sobre o assunto. “Sabemos que todos os pais e mães têm preocupação com a exposição de seus filhos e filhas na internet. Não há dúvida que esse tipo de divulgação manipulada gera efeitos gravemente nocivos de dimensão imensurável às vítimas”, escreveu. “É revoltante que minha filha seja atacada pelas minhas posições e por minha atuação em defesa da dignidade humana. Não permitirei que minha filha seja desrespeitada”, acrescentou.

 

Em um site que defende a derrubada do Estatuto do Desarmamento, as fotos são apresentadas com textos com ataques à deputada. “Filha de Maria do Rosario, menor de idade, aparece em fotos do seu instagram com anorexia severa e usando drogas. A deputada Maria do Rosário, aparentemente, não tem capacidade de criar a própria filha, mas quer dar pitaco em como outras famílias devem educar seus filhos”, diz o trecho. A parlamentar é uma das principais opositoras da proposta de redução da maioridade penal.

 

Ministra da Secretaria de Direitos Humanos no governo Dilma, Maria do Rosário já foi alvo de ataques na internet e na própria Câmara por causa de sua militância na área. Em 2014, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) declarou, no plenário, que a colega não merecia ser estuprada porque considerava ela “muito feia”. Na ocasião, por causa dessas declarações, que geraram pedido de cassação na Câmara, Bolsonaro virou réu no Supremo por apologia ao crime de estupro e injúria. O processo está no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Confira a íntegra:

 

NOTA PÚBLICA

 

Minha filha está sendo vítima de criminosos nas redes sociais. Como mãe não medirei esforços para protegê-la, como faço todos os dias da minha vida. Já tomei as medidas cabíveis e estou fazendo todas as denúncias possíveis para que os bandidos que atacam minha família sejam identificados e severamente responsabilizados. Nenhuma família merece passar por isto.

 

Eu e o meu esposo Eliezer Pacheco estamos indignados e repudiamos com veemência os atos criminosos de quem manipula imagens e informações, expondo uma menina de 16 anos.

 

Sabemos que todos os pais e mães têm preocupação com a exposição de seus filhos e filhas na Internet. Não há dúvida que este tipo de divulgação manipulada gera efeitos gravemente nocivos de dimensão imensurável às vítimas.

 

É revoltante que minha filha seja atacada pelas minhas posições e por minha atuação em defesa da dignidade humana. Não permitirei que minha filha seja desrespeitada.

 

Aos que têm o objetivo de me prejudicar e atingir minha família, afirmo que não conseguirão.

 

Maria do Rosário”

Mais sobre Maria do Rosário

 

Fonte: Congresso em Foco


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John Kelly, durante conferência de imprensa em sua visita de dois dias à Guatemala

 

O secretário americano de Segurança Interna, John Kelly, descartou – em declarações na Guatemala nesta quarta-feira (22) – que vá haver deportações em massa de imigrantes em situação ilegal, mas confirmou a construção de um muro para reforçar a vigilância na fronteira com o México.

 

“Não estamos fazendo deportações em massa, mas temos leis que temos de respeitar. Então, vamos nos concentrar primeiro naqueles que cometeram crimes nos Estados Unidos para expulsá-los”, afirmou Kelly, em entrevista coletiva antes de seguir para o México.

 

Kelly visitou a Guatemala um dia depois de sua pasta publicar duas circulares internas que reforçam a captura e a deportação de imigrantes em situação clandestina.

 

Ele explicou que inclui um processo legal mais ágil, quando se entra em contato com um imigrante nessa situação, o qual será devolvido “para seu país de uma forma mais rápida do que se fez em uma década”.

 

O secretário afirmou ainda que a diretiva do presidente Donald Trump dá a seu departamento mais recursos para reforçar a fronteira com o México.

 

“Isso significa mais oficiais para o controle da fronteira, mais recursos para detenções na fronteira e também a construção de uma barreira física” na fronteira, acrescentou.

 

“O presidente Trump me ordenou que restabeleça o controle na fronteira. Então, vamos construir uma barreira física, vamos realizar patrulhas não militares, mas com homens e mulheres que estão no âmbito da aplicação da lei e de metodologias tecnológicas”, completou.

 

Kelly criticou os traficantes de imigrantes clandestinos – os chamados “coiotes”.

 

“São mentirosos. A vida humana não lhes interessa. Simplesmente são predadores que buscam tirar o dinheiro das pessoas”, apontou.

 

“Muitas vítimas sofrem torturas, estupro e outras vergonhas. O terreno é brutal, perigoso e não perdoa. Muitos homens, mulheres e crianças perderam a vida ao tentar cruzar esse trajeto para os Estados Unidos”, lamentou.

 

Durante sua visita, ele se reuniu com o presidente Jimmy Morales e com os ministros do Interior, Francisco Rivas, e das Relações Exteriores, Carlos Morales.

 

Esta é a primeira visita de um funcionário americano de alto escalão à América Central desde que Trump assumiu a Presidência em 20 de janeiro passado.

 

Depois da Guatemala, Kelly segue para o México, onde fará uma visita ao lado do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que já está lá.

 

 

Fonte: AFP


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O primeiro mês do governo Donald Trump viu acontecer uma batalha judicial em torno da proibição de entrada de refugiados e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana no país; uma disputa com o México por causa da construção de um muro na fronteira entre os dois países; a indicação de um juiz conservador para a Suprema Corte; a renúncia do assessor de Segurança Nacional por causa de contatos indevidos com autoridades russas, para citar apenas alguns acontecimentos.

 

“Se antes você tinha ‘Obama-sem-drama’, agora você tem ‘Trump-com-drama-o-tempo-todo'”, afirmou o estrategista republicano John Feehery ao jornal “The New York Times”.

 

O mês também foi marcado por gafes — algumas sem maiores consequências; outras, representando sérios conflitos de interesse; e outras ainda, segundo analistas, chegando a colocar em risco informações privilegiadas do governo. O UOL fez uma seleção das mais notórias.

 

Ricardo Mazalan/AP

 

Um telefonema tenso

 

Trump teria batido o telefone na cara do premiê australiano, Malcolm Turnbull, no meio de uma tensa conversa envolvendo refugiados. De acordo com o “The Washington Post”, Trump disse a Turnbull que o acordo que tinha feito com Barack Obama era “o pior da história” e se queixou que, se for cumpri-lo, iria “matar” politicamente os Estados Unidos.

 

Além disso, Trump acusou a Austrália de querer exportar “o próximo terrorista de Boston”, em referência aos terroristas que em 2013 realizaram um atentado durante uma maratona nessa cidade, ao pretender enviar 1.250 refugiados que estão em centros de detenção da Austrália.

 

O presidente americano disse a Turnbull que a conversa que estavam tendo era “de longe a pior” das cinco que tinha realizado naquele dia com líderes internacionais, incluindo o russo Vladimir Putin, Trump, em seguida, interrompeu a conversa que deveria durar aproximadamente uma hora e foi de apenas 25 minutos.

 

TRUMP DÁ APERTO DE MÃO DEMORADO NO PREMIÊ JAPONÊS

 

Apertinho de mão

 

Os longos e fortes apertos de mão dados pelo presidente nos seus visitantes foram outro tema de controvérsia. Trump é acusado de puxar o braço da outra pessoa de modo talvez efusivo demais.

 

O premiê japonês, Shinzo Abe, em visita à Casa Branca, não disfarçou o desconforto, captado pelas câmeras.

 

Trump, aliás, o chamou o tempo inteiro de premiê Shinzô, outra gafe. O líder americano também acompanhou a coletiva do colega, feita em japonês, sem auxílio de tradutor.

 

Recebido dias depois, o premiê canadense, Justin Trudeau, foi mais precavido e parece ter calculado bem a pegada antes de estender sua mão.

 

Kevin Lamarque/Reuters

 

“Situation room” no Facebook

 

A publicação nas redes sociais das conversas de Donald Trump com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e seus assessores em um restaurante, após o teste de míssil feito pela Coreia do Norte, suscitou questionamentos sobre o manejo de informações secretas por sua administração.

 

A reunião – que normalmente é feita a portas fechadas – foi gravada de muito perto com uma câmera por um funcionário do clube de Trump, Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

 

O usuário do Facebook Richard DeAgazio publicou imagens de Trump em um grupo junto com assessores e o primeiro-ministro Abe e atendendo a ligações.

 

Facebook/Reprodução

 

 

Em uma das legendas da publicação, posteriormente removida, era possível ler: “o presidente recebendo notícias sobre o incidente dos mísseis da Coreia do Norte com o primeiro-ministro (japonês) sentado ao seu lado”.

 

DeAgazio escreveu mais tarde: “o primeiro-ministro Abe, do Japão, reunido com sua equipe, enquanto o presidente fala ao telefone com Washington DC. Depois, os dois líderes mundiais mantiveram conversas e logo foram para outra sala para uma coletiva de imprensa organizada às pressas. Uau… No centro da ação!!”.

 

Em outra foto, DeAgazio posa ao lado de um homem que identifica como Rick e que diz ser o portador da “bola de futebol nuclear” — a mala preta contendo os códigos nucleares à disposição do presidente dos EUA.

 

Instagram/Reprodução

 

Lincoln fake

 

Republicanos postaram (depois apagaram) e Trump publicou em sua conta pessoal no Instagram uma frase atribuída a Abraham Lincoln, porém nunca dita pelo ex-presidente americano.

 

“E no fim, não são os anos na sua vida que contam, mas a vida nos seus anos”, postou Trump, junto com a mensagem “FELIZ ANIVERSÁRIO Abraham Lincoln!!!”, no dia do seu aniversário.

 

A postagem foi recebida com várias curtidas, mas também foi muito rebatida com mensagens de “FAKE NEWS” (notícia falsa) — bordão muito usado por Trump para detratar reportagens da imprensa norte-americana de cujo conteúdo discorda.

 

Kevin Lamarque/Reuters

 

Atentado que nunca existiu

 

Em comício na Flórida diante de milhares de pessoas, Trump inventou um atentado na Suécia que nunca aconteceu.

 

“Vocês veem o que está acontecendo?”, disse Trump. “Temos de manter nosso país a salvo. Vejam o que ocorreu na Alemanha, o que ocorreu na noite passada na Suécia”, acrescentou.

 

O presidente americano mencionou outros ataques, como os de Bruxelas e Nice, para refletir. “A Suécia, quem iria imaginar”, em uma tentativa de destacar que trata-se de um país seguro.

 

O Ministério das Relações Exteriores sueco pediu ao Departamento de Estado americano.

 

O ex-primeiro-ministro do país, Carl Bildt se perguntou: “A Suécia? Um ataque terrorista? O que ele fumou?”.

 

Depois Trump explicou que havia se referido a um programa de TV sobre aumento de criminalidade, que havia assistido na véspera.

 

Propaganda para Ivanka

 

No mesmo dia em que a loja de departamentos Nordstrom decidiu deixar de vender produtos da grife Ivanka Trump (a filha do presidente), Trump foi a Twitter reclamar.

 

“Minha filha Ivanka foi tratada muito injustamente pela @Nordstrom. Ela é uma ótima pessoa, sempre me empurrando para fazer a coisa certa. Terrível!”, escreveu o presidente.

 

 

My daughter Ivanka has been treated so unfairly by @Nordstrom

She is a great person — always pushing me to do the right thing! Terrible!

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 8, 2017

 

Trump publicou o comentário usando sua conta pessoal do Twitter; em seguida, ele foi retuitado pela conta oficial dele como presidente dos EUA.

 

Políticos democratas classificaram a iniciativa de “inapropriada”, “ultrajante” e “antiética”.
No dia seguinte, foi a vez de uma das principais assessoras do presidente americano defender a marca de Ivanka. “Saiam e comprem coisas de Ivanka. Eu vou sair e comprar algo”, disse Kellyanne Conway, conselheira do presidente.
“É uma linha de roupa maravilhosa. Eu tenho algumas peças. Vou fazer publicidade gratuita. Saiam e comprem (roupas de Ivanka)”, acrescentou Conway em uma entrevista ao canal “Fox News” emitida desde a sala de imprensa da Casa Branca.

 

Conway pode ser investigada pelo Gabinete do Inspetor-Geral e pelo Gabinete de Ética Governamental.

 

Fonte: Uol


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Michael Flynn havia sido escolhido por Trump para ser seu assessor de segurança

 

O conselheiro de segurança nacional norte-americano Michael Flynn renunciou na noite desta segunda-feira (13), já madrugada de terça-feira (14) no Brasil. Ele ficou menos de um mês no cargo.

 

O general reformado estava em meio a uma situação embaraçosa desde que vieram à tona polêmicas conversas que manteve em dezembro com o embaixador russo em Washington, Sergei Kislyak, semanas antes de Donald Trump assumir a Presidência dos Estados Unidos. O assunto teria sido as sanções aprovadas nos últimos anos pelos EUA contra Moscou.

 

Tais conversas poderiam incorrer em violação de uma lei que proíbe cidadãos privados de se envolverem na política externa, conhecida como Logan Act.

 

A polêmica eclodiu em janeiro, e Flynn se contradisse na hora de explicar o conteúdo de suas conversas com o diplomata. Chegou a dizer que não podia garantir com “100% de certeza” que o tema das sanções não tivesse sido mencionado.

 

Os congressistas democratas, então, pediram que Flynn renunciasse ou fosse demitido. Já os republicanos haviam optado pelo silêncio.

 

Em 15 de janeiro, cinco dias antes da tomada de posse, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, apareceu em vários programas de TV para defender Flynn.

Mas o jornal The Washington Post e, depois, o The New York Times informaram na sexta-feira (10) que os serviços de Inteligência descobriram que Flynn pediu ao embaixador russo para não reagir de forma desproporcional, porque o governo Trump poderia rever as sanções quando chegasse à Casa Branca.

 

(Com agências internacionais.)


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Joanna Palani tem 23 anos e é estudante de política e filosofia da Dinarmaca. Acontece que ela também tem uma recompensa de US$ 1 milhão (R$ 3,1 milhões) por sua cabeça. Por que? Bem, acredite ou não ela matou 100 militantes do Estado Islâmico enquanto lutava ao lado do grupo Kurdish Peshmerga, no Iraque e na Síria, segundo informações do Broadly. O caso foi destaque em diversos jornais, como The Mirror, The Independent, The Guardian e Daily Mail.

 

Joanna, que tem descendência iraniana e curda, nasceu em um campo de refugiados em Ramadi, no Iraque, durante a Guerra do Golfo. A primeira vez que ela atirou foi aos nove anos de idade. Ela ainda era muito jovem, em 2014, quando largou os estudos e deixou Copenhague, onde foi morar, para ir para Síria.

 

Em um texto no Facebook, Joanna escreveu que foi inspirada a “lutar pelos direitos das mulheres, pela democracia – pelos valores europeus que aprendeu ao ser uma garota dinamarquesa”. Ela se juntou à revolta em curso contra o governo sírio no começo da Primavera Árabe, primeiro lutando contra o regime de Assad e, em seguida, contra o ISIS.

 

A jovem largou os estudos para lutar contra o Estado Islâmico e matou 100 militantes

 

Joanna lutou contra eles em Kobane, uma cidade síria na fronteira com a Turquia, enquanto lutava com as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), e também ajudou a libertar as meninas Yazidi, que foram aprisionadas como escravas sexuais enquanto lutavam ao lado das forças de Peshmerga no Iraque.

 

Suas ações heroicas chamaram a atenção das autoridades dinamarquesas, que a proibiram de viajar para a região quando voltou do combate em setembro de 2015. Ela foi presa em Vestre Fængsel, a maior prisão da Dinamarca, quando descobriram que ela iria furar a proibição para viajar para o Qatar.

 

A jovem largou os estudos para lutar contra o Estado Islâmico e matou 100 militantes

 

Joanna passou três semanas atrás das grades antes de ser liberada e já teve seu passaporte confiscado. Ela acredita que é vista como uma terrorista em seu próprio país, e ela vive escondida e muda de local constantemente com medo de represálias. “Sinto muito por violar a lei, mas eu não tinha escolha na época”, disse ela. “Aqueles pelos quais arrisquei minha vida, agora estão tirando minha liberdade. Eu não esperava perder quase tudo por lutar por nossa liberdade e nossa segurança”, afirmou.

 

“Há uma recompensa de US $ 1 milhão pela minha cabeça. É possível que eu seja capturada e morta nestas circunstâncias que me encontro aqui na Dinamarca”, disse.

 

Fonte: Virgula


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Angela Merkel e Theresa May avaliam as consequências da medida de Trump para seus cidadãos

No Twitter, Trump volta a criar polêmica ao afirmar que situação na Europa é uma “bagunça”

 

Não se passaram nem 24 horas desde que dezenas de refugiados e imigrantes viram vetada sua entrada em território norte-americano por ordem executiva do presidente Donald Trump, e os líderes europeus já se pronunciaram contrariamente. Trata-se da primeira vez que os grandes chefes de Governo de alguns países da União Europeia (UE) unem suas vozes contra o presidente norte-americano e criticam uma de suas medidas mais polêmicas, que recusa a entrada nos Estados Unidos não só de líbios, somalis, sudaneses, iraquianos, iranianos, iemenitas e sírios, mas também daqueles cidadãos que apresentarem dupla nacionalidade caso uma delas pertença a algum país da lista. Se no sábado foi o presidente francês, François Hollande, quem pediu por uma “resposta firme” e unida contra Trump, neste domingo, foram a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, que criticaram a última medida do polêmico presidente dos Estados Unidos. “A luta contra o terrorismo não justifica colocar sob suspeita generalizada pessoas de uma religião ou com um passado específico”, disse o porta-voz de Merkel. Já o Governo britânico, manterá conversas com a Administração de Trump para tratar do assunto. Entretanto, Trump voltou a causar polêmica nas redes sociais ao defender sua medida e insistir que a Europa vive uma situação de “bagunça terrível”, ao se referir aos países que recebem refugiados.

 

Reino Unido

 

Depois de encenar o vigor da relação especial, na sexta-feira, em Washington, quando May se tornou a primeira dirigente estrangeira recebida na Casa Branca de Trump, a primeira-ministra britânica pediu a seus ministros do Exterior e do Interior, neste domingo, que entrem em contato com seus homólogos no Governo norte-americano para transmitir a eles suas queixas pelo decreto do presidente, que veta a entrada nos Estados Unidos de pessoas de sete países muçulmanos. Segundo a BBC, as conversas entre os ministros devem se concentrar em proteger os direitos de cidadãos britânicos que possam se ver atingidos pela medida.

 

Pelo menos duas figuras públicas do Reino Unido se disseram afetados pela proibição de Trump. O deputado conservador Nadhim Zahawi, nascido no Iraque, afirmou que não poderá viajar para os Estados Unidos enquanto o veto estiver de pé. “A rainha me condecorou como cavaleiro e Trump me transformou em um alienígena”, declarou em um comunicado o corredor e medalhista olímpico britânico Mo Farah, que nasceu na Somália e mora nos Estados Unidos.
O próprio ministro do Exterior, Boris Johnson, se adiantou à primeira-ministra e declarou, através de sua conta no Twitter, que “estigmatizar por motivos de nacionalidade” é “divisório e equivocado”. “Defenderemos os direitos e liberdades dos cidadãos britânicos em casa e no exterior”, acrescentou. Em sua saída da União Europeia, Theresa May estabeleceu como prioridade uma boa relação com os Estados Unidos. Mas como demonstra o ocorrido neste domingo, a polêmica agenda do presidente ameaça obrigar May a um delicadíssimo equilíbrio se quiser continuar contando com os Estados Unidos de Trump como seu principal aliado no caminho do Reino Unido rumo a seu novo lugar no mundo.


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Imprensa e pessoas de Quebec acompanham o atendimento às vítimas após ataque

 

Seis pessoas morreram e ao menos oito ficaram feridas no ataque a uma mesquita do Quebec, no Canadá, na noite deste domingo (29), já na madrugada de segunda-feira (30) no Brasil. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, está tratando o caso como um “ataque terrorista”.

 

Em comunicado oficial, o premiê condenou o ocorrido. “Enquanto as autoridades ainda estão investigando e os detalhes continuam sendo confirmados, é doloroso ver essa violência sem sentido. A diversidade é a nossa força, e a tolerância religiosa é um valor que nós, como canadenses, temos”, disse.

 

Mais cedo, ele havia manifestado seu pesar às famílias das vítimas através do Twitter. “Hoje à noite, os canadenses sofrem pelos mortos em um ataque covarde em uma mesquita em Quebec. Meus pensamentos estão com as vítimas e suas famílias.”

 

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  Justin Trudeau

@JustinTrudeau

Tonight, Canadians grieve for those killed in a cowardly attack on a mosque in Quebec City. My thoughts are with victims & their families.

Cinco feridos teriam sido levados para o Hospital Universitário de Quebec e outros três para hospitais da região.

 

Duas pessoas foram presas e estão sob investigação como suspeitas de ter cometido o crime. Testemunhas disseram a um jornal local que os autores teriam sido três. Eles teriam invadido a mesquita durante as orações e aberto fogo. Um deles teria conseguido fugir.

 

Um dos suspeitos estaria carregando um rifle AK-47.

 

Cerca de 40 pessoas estavam no prédio durante o ataque. A mesquita fica no bairro Ste-Foy.

 

O ataque ocorre um dia depois de o governo canadense anunciar que oferecerá residência temporária aos indivíduos que ficaram ‘presos’ no Canadá após a decisão dos Estados Unidos de proibir a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

 

Mathieu Belanger/Reuters
Equipe policial atua nas proximidades da mesquita que sofreu
o ataque em Quebec

  

Fonte: Uol

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“Você sabia que os militantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) acreditam que não irão para o paraíso se forem mortos por uma mulher?”

A capitã Khatoon Khider sorri ironicamente ao me contar isso.

 

Ela era cantora, mas agora comanda um batalhão feminino de ex-prisioneiras do EI.

 

“Vamos matar milhares de soldados do EI e impedir que eles entrem no paraíso”, diz.

 

Passei duas semanas no norte do Iraque, no fim do ano passado, filmando o batalhão dela.

 

Stacey Dooley e o batalhão na linha de frente
Direito de imagemBBC THREE
Image captionStacey Dooley passou duas semanas com o batalhão, filmando documentário

 

O resultado foi o documentário Guns, Girls and ISIS (“Armas, garotas e EI”, em tradução literal) da BBC Three, o canal digital de TV por assinatura da BBC (não disponível no Brasil), exibido dias atrás.

 

A religião dos yazidis – minoria de origem curda – proíbe violência, mas depois que o Estado Islâmico atacou a aldeia de Khider, três anos atrás, tudo mudou.

 

3,5 mil meninas e mulheres reféns

 

Milhares de pessoas morreram e milhares de mulheres e crianças foram vendidas como escravas sexuais.

 

A região onde o massacre ocorreu, que chama-se Sinjar, fica no norte do país.

 

O mundo não sabia muito sobre os yazidis até agosto de 2014, quando o EI capturou o vale de Sinjar.

 

A tragédia virou manchete: 50 mil yazidis estavam em fuga pelas montanhas, sem água nem comida, encurralados pelos extremistas, que já haviam matado, violado ou sequestrado os que tinham ficado para trás.

 

Segundo estimativas das Nações Unidas, entre 5 mil e 7 mil yazidis morreram e outros 5 mil foram sequestrados, sobretudo mulheres.

 

Ossadas no vale do Sinjar
Direito de imagemREUTERS
Image captionO Estado Islâmico massacrou a minoria yazidi em Sinjar, em 2014

 

Algumas foram resgatadas, mas calcula-se que 3,5 mil mulheres e meninas yazidis ainda estejam em poder do Estado Islâmico.

 

A capitã Khider e as meninas do seu batalhão são sobreviventes de um dos piores crimes de guerra da história mundial recente.

 

Selfies, maquiagem e vingança

 

“Nunca quisemos fazer mal a ninguém”, diz Khider. “Mas agora não temos outra escolha a não ser matá-los.”

 

As garotas do batalhão são jovens, a maioria tem 20 anos. Elas fazem selfies, se maquiam e ouvem música, como qualquer grupo de jovens.

 

É chocante imaginar que várias delas foram estupradas, espancadas e sofreram abusos diários como escravas sexuais.

 

Nadiya, de 17 anos, é uma delas.

 

“Vi as meninas deste exército e quis ser forte como elas”, ela me contou no campo de treinamento.

 

Quando você fica diante destas garotas e elas contam suas histórias, é possível ver o retrato do sofrimento. É um mundo muito distante do noticiário.

 

Elas me contaram ter visto as mães serem assassinadas, bebês serem mutilados, meninas de apenas 9 anos serem estupradas e falaram sobre as amigas que perderam, porque cometeram suicídio para escapar.

 

Algumas ficaram tão traumatizadas que mal conseguem falar sobre o que passaram.

 

Elas me disseram que, depois de tudo o que viveram, nada mais pode amedrontá-las.

 

As meninas querem se vingar dos momentos de horror e contam que a felicidade de ir para a frente de combate é como ‘ir a um casamento’

 

Stacey Dooley e as meninas yazidis
Direito de imagemBBC THREE
Image captionAs meninas contam que a felicidade de ir combater é como ‘ir a um casamento’

 

Muitas sabem que os pais morreram e as irmãs e amigas estão nas mãos do EI vivendo em constante pavor.

 

Chega a hora de lutar. Deixamos a base para seguir para a frente de combate.

 

Feliz como num casamento

 

No caminho, uma das meninas me diz: “Estou muito feliz. É como se eu estivesse indo para um casamento”.

 

Uma outra garota completa: “Não quero matar só um soldado, quero matar milhares. E mesmo que eu mate milhares, não vai ser o bastante”.

 

Encontramos o restante do exército peshmerga – os combatentes iraquianos de origem curda – na frente de batalha.

 

Os homens respeitam muito o batalhão feminino.

 

O comandante Xate diz: “Elas lutam nas trincheiras como nós. Antes não as tínhamos. Agora, homens e mulheres lutam igualmente, como um só″.

 

A capitã Khider continua: “Eu queria voltar no tempo. Fico dizendo para mim mesma que se isso tivesse começado um ano antes do EI atacar Sinjar, nunca teríamos deixado que eles nos dominassem.”

 

A batalha para libertar as mulheres avança. Muitas das garotas estão agora na frente de combate, lutando ombro a ombro com o exército peshmerga.

 

Viajei pelo mundo todo na última década, mas as duas semanas que passei com essas garotas fizeram desta a minha viagem mais extraordinária.

 

Khider conta: “Entrei para o exército porque não posso mais ser cantora sabendo que nossas mulheres e meninas são prisioneiras do EI”.

 

“Quando eu puder vê-las voltando para nós, nesse dia eu vou cantar, usando este mesmo uniforme.”

 

Leia a reportagem original da BBC Three, “Meet the former sex slaves fighting IS on the front line”, em inglês: http://bbc.in/2fYB7SU


Donald Trump Is Sworn In As 45th President Of The United States

Mal o novo presidente americano, Donald Trump, tomou posse, e a Casa Branca já atualizou o seu site com algumas novidades polêmicas. A seção dedicada às mudanças climáticas, bandeira defendida pelo ex-presidente Barack Obama, por exemplo, foi apagada da página oficial, assim como qualquer menção ao aquecimento global. Também não há mais seções no site sobre direitos civis e público LGBT. As informações são da Agência Ansa.

 

A nova política deve-se ao fato que o novo ocupante da Casa Branca e boa parte do Partido Republicano minimizam os efeitos causados pelas alterações no clima e a necessidade de se investir na chamada “economia verde”. Por outro lado, a página oficial traz algumas das medidas que o magnata promete adotar como novo presidente dos Estados Unidos.

 

Entre as iniciativas anunciadas, está a construção de um “escudo espacial” para proteger o país de possíveis “mísseis” lançados por nações como Irã e Coreia do Norte. O Irã inclusive assinou um acordo nuclear com as principais potências do planeta, incluindo os EUA, no qual limita suas atividades atômicas. Acordo esse que Trump prometeu rever.

 

Além disso, a Casa Branca listou mudanças importantes na política econômica, como a saída dos EUA do Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), formado por 12 nações que reúnem 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

 

Trump também pretende renegociar o Nafta, tratado de livre comércio com Canadá e México. “Se os parceiros se negarem, o presidente insistirá em sua intenção de deixar o pacto”, diz a Casa Branca. O objetivo do republicano é criar 25 milhões de postos de trabalho na próxima década e alcançar um crescimento econômico de 4% ao ano.

 

Outra promessa apresentada pelo site oficial do governo é a de “derrotar o terrorismo islâmico”, classificada como uma “prioridade” da nova administração. “Trabalharemos com os parceiros internacionais para cortar fundos de grupos terroristas e nos empenharemos em uma guerra cibernética para desestabilizar a propaganda”, ressalta a Casa Branca.

 

O site já conta com o nome e a foto de Trump, além do slogan de sua histórica campanha: “Vamos fazer a América grande de novo”.

 

Fonte: Brasil Post


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Ao se sentir vítima de difamação, uma jovem de 21 anos processou um amigo, de 28, que espalhou boatos sobre ela em um grupo de Whatsapp, e ganhou uma indenização de R$ 10 mil. A ação tramitou na 24ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

Em decisão de 13 de janeiro, o desembargador Silvério da Silva afirmou que Vinícius* “abalou a honra” de Fabiana*, depois de analisar áudios e mensagens do aplicativo. A defesa do acusado tentou entrar com recurso, que foi negado pelo juiz. Condenado por difamação e danos morais, Vinícius diz que irá fazer o pagamento da indenização e que “tudo foi resolvido”.

 

No grupo de Whatsapp composto por 17 homens, Vinícius afirmava aos amigos que tinha relações sexuais com Fabiana e que havia tirado a virgindade da jovem. A vítima disse que o jovem era apenas amigo dela. “A gente nunca ficou e ele nunca demonstrou segundas intenções.”

 

Segundo Fabiana, Vinícius dizia no grupo que o relacionamento dos dois era “proibido” e não deveria ser revelado aos amigos em comum. A jovem só ficou sabendo do teor das mensagens quando uma amiga passou a ter um relacionamento com um dos garotos do grupo de Whatsapp. “Eu me senti a pior pessoa do mundo, e [sentia] que todos estavam rindo por trás de mim”, lembra.

 

“As mensagens chegaram a conhecimento de todos os círculos sociais da autora; e que observaram, pessoalmente ou por meio de outras pessoas, que a autora deixou de ir à faculdade e de sair de casa, após o abalo sofrido por ter sabido das mensagens difamatórias”, aponta relatório do TJ.

 

Linguagem ‘vulgar’

 

Na decisão judicial, o desembargador afirma que o conteúdo das provas continha linguagem “vulgar” e que Vinícius teria ofendido, inclusive, a mãe e a irmã de Fabiana. “Ele disse que viu minha irmã pelada e que minha mãe pegou a gente transando lá em casa”, detalha a jovem.

 

Garotos que participavam do grupo de Whatsapp viraram testemunhas da vítima e confirmaram, em juízo, que os áudios e mensagens eram de autoria de Vinícius. Em sua defesa, ele afirma que “tudo foi forjado”.

 

“Aparentemente, e de maneira injustificada, o réu teve o intuito de prejudicar a reputação da autora. Não se demonstrou nos autos que autora e réu tenham tido algum relacionamento anterior, onde tenha restado mágoa ou ressentimento por parte do réu que o tenha levado a praticar tais atitudes”, diz o desembargador, em decisão.

Vítima queria retratação

 

Antes de entrar com o processo, Fabiana diz que entrou em contato com a família de Vinícius para pedir que ele admitisse que havia espalhado os boatos. “A mãe dele disse que era tudo mentira o que os amigos dele estavam falando, e que não iria fazer nada”.
Como Vinícius continuou com as difamações, Fabiana procurou um advogado seguindo a orientação da mãe que também foi atingida pelas mensagens.

 

“Eu não queria o dinheiro. Ele tinha que ser punido”, afirma.

 

O valor da indenização foi estipulado pelo desembargador ao constatar as condições econômicas do autor e da vítima. Alexis Claudio Muñoz Palma, advogado de Fabiana, diz que está processando criminalmente Vinícius. “E certamente ele será punido”, ele diz

 

*Os nomes foram alterados a pedido dos entrevistados.

 

Fonte: Uol


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No último ano, repasse feito pelo Governo Federal para políticas de mulheres, negros e direitos humanos é 35% menor

 

Em 2016, o repasse orçamentário destinado a políticas federais para pautas de mulheres, população negra e direitos humanos foi reduzido em 35% pelo governo federal. Enquanto em 2015 esse valor correspondia a R$ 95.263.006,89 do orçamento público, no último ano, o montante passou a R$ 61.842.623,05.


O levantamento em questão foi realizado pelo site Poder 360 e levou em consideração dados do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), que realiza o controle do orçamento nacional. Os dados puderam ser consultados através da ferramenta SIGA Brasil, do Senado Federal.


Para fins da análise, foram consideradas as 15 principais ações dessa área que, em 2015, foram destinatárias da maior parte do orçamento. Entre elas estão, por exemplo, as Casas da Mulher Brasileira, centros relevantes por promoverem o acesso aos serviços de enfrentamento à violência contra a mulher, o empoderamento feminino e a autonomia econômica das mulheres. Em 2015, elas receberam R$ 27,6 milhões, já em 2016 esse valor foi reduzido para R$ 15,6 milhões.


No mesmo caminho da redução, as ações voltadas ao reconhecimento e indenização de populações quilombolas receberam R$4,16 milhões a menos do governo federal — de R$ 15,06 milhões em 2015, para R$ 10,9 milhões em 2016. Ações de enfrentamento ao racismo também: enquanto em 2015 foram destinatárias de R$ 4,1 milhões, no último ano o repasse foi de R$ 2,3 milhões.


Os valores calculados não levam em conta os gastos com salários de servidores nem outros custos administrativos, como o aluguel de imóveis e o cálculo não considera a inflação do período.


O único ponto fora da curva se trata do programa Disque Direitos Humanos, que funciona como um canal para denúncias de violação de direitos humanos. A verba para o programa passou de R$ 19,3 milhões em 2015 para R$ 24,2 milhões em 2016. Parte substancial desse valor — R$18,2 milhões —  foi reservado antes do início da gestão de Michel Temer (PMDB), ainda em fevereiro.



Gestão Temer

Os dados que comprovam a queda do repasse remetem à forma como a pauta dos direitos humanos é trabalhada pelo atual governo. Entre as principais críticas feitas à gestão Temer, está o fato de, logo que assumiu a Presidência — maio deste ano —, o político ter extinto, entre outros, o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Criado em outubro de 2015 pela então Presidenta Dilma Rousseff (PT), o ministério unia, em uma mesma pasta, três secretarias: a de Direitos Humanos (SDH), Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e de polÍticas para Mulheres (SPM).

Com as mudanças promovidas por Temer e seus aliados, essas Secretarias são, hoje, parte da estrutura e responsabilidade do Ministério da Justiça, comandado pelo ministro Alexandre de Moraes.


Fonte: Brasil de Fato


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Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul

Atirador invadiu o clube Reina e matou 39 pessoas durante comemorações de Ano Novo

 

DA FOLHA DE S.PAULO

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou nesta segunda-feira (2) o ataque que deixou 39 mortos em Istambul em uma celebração de Ano-Novo.

 

A facção, que assumiu outras ações contra a Turquia, divulgou uma nota afirmando que um “soldado heroico do califado atingiu uma das casas noturnas mais famosas em que os cristãos celebram seu feriado apóstata”.

 

Como em ocasiões anteriores, não é possível confirmar se o Estado Islâmico esteve de fato envolvido com o atentado e de que maneira contribuiu para sua execução. É possível que o autor dos disparos —ainda foragido— tenha agido sozinho, inspirado por essa milícia.

 

O ataque ao célebre clube Reina pouco após a virada do ano deixou 39 mortos, incluindo estrangeiros de nacionalidades como francesa, belga, israelense e libanesa. Dos 69 feridos, quatro estavam em estado grave.

 

Segundo a mídia local, a Turquia teria sido avisada pelos EUA sobre planos de um atentado naquela noite. O próprio clube Reina teria reforçado sua segurança, segundo uma declaração do proprietário do estabelecimento, Mehmet Kocarslan.

 

CONTEXTO

 

A Turquia, um membro da Otan (aliança militar ocidental), vive meses de instabilidade, que devem agora ser agravados por este ataque.

 

Houve uma tentativa frustrada de golpe militar em julho, com mais de 270 mortos, além de uma série de ataques a cidades como Istambul e a a capital, Ancara. Alguns dos atentados foram também reivindicados pela organização Estado Islâmico.

 

Em 19 de dezembro, o embaixador russo na Turquia foi morto enquanto discursava em Ancara por um policial turco fora de serviço.

 

A Turquia faz parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, realizando ataques contra seu território, o que pode ter motivado o atentado. O governo turco mediou, ademais, o cessar-fogo atualmente em vigor na Síria.

 

Um grupo ligado ao Estado Islâmico divulgou, há alguns dias, uma mensagem pedindo ataques solitários a celebrações em massa, incluindo os clubes noturnos.

 

REAÇÃO

 

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, prometeu durante o domingo reforçar a segurança de seus cidadãos e continuar a combater o terrorismo “até o fim”.

 

Ele afirmou que os ataques como o do clube Reina em Istambul têm como objetivo “semear o caos” no país.

 

“[Os terroristas] agem para destruir a moral do país e para semear o caos, tomando deliberadamente como alvo a paz da nação e dos civis com esses ataques de ódio.”

 

Segundo o comunicado de Erdogan, a Turquia irá incrementar seus meios militares, econômicos, políticos e sociais contra “organizações terroristas” e os países que as apoiam. Ele não especificou, no entanto, os grupos ou as nações a que se referia.

 

A Turquia considera como terroristas grupos bastantes distintos, como a organização radical Estado Islâmico, os militantes curdos e o movimento de Fetullah Gülen, o crédito exilado nos EUA a quem o governo culpa pela tentativa de golpe de julho.

 

Desde o golpe frustrado, Erdogan tem detido e demitido dezenas de milhares no país, em um movimento criticado por organizações humanitárias, pelos EUA e pela União Europeia. Jornalistas têm sido também detidos.

 

 

Midia News – Reuters


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