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12 de dezembro de 2017

A prefeitura de Rio Claro está enviando ofícios ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal solicitando o agendamento de reuniões em caráter emergencial para discutir a venda irregular de imóveis em conjuntos habitacionais de interesse social no município. O anúncio foi feito no final da tarde desta quinta-feira (7) pelo prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, em reunião no paço municipal com representantes da comunidade.

 

Moradores que não têm casa própria participaram de reunião no Paço Municipal para cobrarem providências em relação à venda irregular de imóveis. “Cada denúncia está sendo apurada com muito cuidado pela prefeitura”, informou Juninho da Padaria.

 

As denúncias recebidas pela prefeitura são averiguadas e os casos encaminhados aos agentes financeiros (Banco do Brasil e Caixa Federal) para que sejam tomadas as providências necessárias. “Quem pode entrar com ação na Justiça pedindo reintegração de posse são a Caixa Federal e o Banco do Brasil”, observou o vereador Paulo Guedes, também presente à reunião.

 

O vereador Val Demarchi lembrou que a venda irregular de imóveis de interesse social sempre aconteceu. “A diferença é que antes não eram feitas fiscalização e apuração dos casos e isso está sendo feito agora”, pontuou.

 

“A Câmara Municipal como órgão fiscalizador estará acompanhando as apurações de denúncias”, destacou o vereador Ruggero Seron. O procurador geral do Município, Rodrigo Ragghiante, ressaltou que o município cumprirá cada item da lei, não admitindo quaisquer irregulares.

 

O secretário municipal de Habitação, Anderson Golucci, explica que em caso de reintegração de posse, os imóveis recuperados são destinados ao suplente, com cadastro já aprovado pelo agente financeiro. “O banco aprova o cadastro de titulares e suplentes que ficarão na lista de espera para o caso de algum beneficiário ter seu nome reprovado ou por causa da desistência de algum titular”, esclarece Golucci.

 

O secretário Golucci ressaltou ainda que a seleção de mutuários para os empreendimentos obedece a critérios sociais estabelecidos pelos programas habitacionais. No caso do Jardim das Nações, as famílias contempladas têm renda bruta familiar inferior a R$ 1.800,00.

 

Divulgação Imprensa Rio Claro/SP


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5 de dezembro de 2017

Na manhã dessa quinta-feira (30), uma reunião na sala de audiências do prefeito Juninho da Padaria (DEM) discutiu quanto ao local de instalação da Vara Federal em Rio Claro. A Philarmônica foi o principal foco da discussão.

 

A Vara Federal em Rio Claro é uma necessidade na cidade, sendo que facilitará diversos serviços e procedimentos.

 

A Philarmônica é um espaço acessível para todas as pessoas Portadoras de Deficiência na região central, disponibilizando maiores ações também de monitoramento e segurança para a Justiça Federal e os seus agentes exercerem sua função da melhor maneira possível e se instalarem definitivamente na cidade de Rio Claro/SP proporcionando diversos benefícios para a população.

 

O diretor do Fórum Cláudio Pavão foi enfático ao dizer que é preciso acelerar o passo, já que há 12 anos existe a tentativa de trazer a Vara Federal para Rio Claro e que agora “não podemos perder essa chance”. Uma reunião final foi marcada para a próxima quarta-feira (6) às 11h, na qual será divulgado o nome do espaço. “A vinda da Vara Federal para Rio Claro será um avanço para nossa comunidade. Todo serviço público federal fica mais acessível para a população, que hoje tem que se deslocar para outras cidades em busca desse serviço”, comentou o diretor do Fórum. “Rio Claro nunca esteve tão próximo de atingir o objetivo”, acrescentou. O prefeito afirmou que “vários obstáculos foram vencidos. E é óbvio que, agora, precisamos de um endereço. Rio Claro hoje se destaca, essa reunião é uma reunião de trabalho, alguns locais foram cogitados. Nós estamos trabalhando contra o tempo. Temos que observar todas essas questões e fazer valer o bem comum”.

 

Outros serviços

“Se conseguirmos trazer a Vara Federal, uma série de outros serviços federais virá na esteira. Por exemplo: Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal. Rio Claro preenche todos os requisitos para conseguir esse serviço”, comentou Cláudio Pavão.

 

Com informações do Jornal Cidade – Rio Claro/SP


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17 de novembro de 2017

Deputado foi condenado a pagar R$ 10 mil a Maria do Rosário

 

BRASÍLIA — A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, um recurso especial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que questionava sua condenação por danos morais em favor da deputada Maria do Rosário (PT-RS). O julgamento foi realizado no dia 24 de outubro, e a decisão foi divulgada na semana passada.

 

A decisão, aplicada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, se refere a um caso ocorrido em 2014, quando Bolsonaro disse, no plenário da Câmara, que não estupraria a deputada porque “ela não merece”. Depois, em uma entrevista, reforçou a declaração e disse que Maria Rosário era “muito feia”. Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 10 mil à deputada.

 

Este é o segundo recurso sobre o caso rejeitado pela Terceira Turma do STJ. Em agosto, o colegiado já havia negado, também por unanimidade, o primeiro recurso e mantido a condenação do parlamentar. Foi contra essa decisão de agosto que Bolsonaro recorreu.

 

No novo julgamento, a relatora, ministra Nacy Andrighi, afirmou que os questionamentos do deputados “não constituem pontos omissos ou contraditórios do julgado, mas mero inconformismo com os fundamentos adotados no acórdão embargado”. Os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro concordaram com a relatora.

 

Além desta ação, da esfera cível, outras duas ações penais sobre o caso correm no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele já é réu.

 

Fonte: O Globo

Entrevista coletiva do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) - Alexandre Cassiano / Alexandre Cassiano/Agência O Globo/10-08-2017


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9 de novembro de 2017

Apelação do deputado foi julgada nesta quarta-feira pelo TJRJ

 

RIO — O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira, a condenação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a ter que indenizar em R$ 150 mil, por danos Morais, o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD), criado pelo Ministério da Justiça. A 6ª Câmara Cível negou, por três votos a dois, o recurso do deputado contra uma decisão da 6ª Vara Cível do Fórum Regional de Madureira. A defesa de Bolsonaro ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A ação civil pública ajuizada pelo Grupo Diversidade Niterói, Grupo Cabo Free de Conscientização Homossexual e Combate à Homofobia e Grupo Arco-Íris de Conscientização teve como base as declarações do parlamentar ao programa “Custe o que Custar”, da TV Bandeirantes, no dia 28 de março de 2011.

 

Durante o programa de TV, Bolsonaro disse que nunca passou pela sua cabeça ter um filho gay porque seus filhos tiveram uma “boa educação”, com um pai presente. Ele ainda afirmou que não corria “esse risco”. Questionado se participaria de um desfile gay, o parlamentar disse que não porque acredita em Deus e na preservação da família.

 

O FDDD tem como objetivo a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos.

 

Na primeira sentença, a juíza Luciana Santos Teixeira, da 6ª Vara Cível do Fórum de Madureira, ressaltou que a liberdade de expressão deve ser exercida com proteção e dignidade às pessoas.

 

“Não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão. Nosso Código Civil expressamente consagra a figura do abuso do direito como ilícito civil, sendo esta claramente a hipótese dos autos. O réu praticou ilícito civil em cristalino abuso ao seu direito de liberdade de expressão”, afirmou a juíza.

 

Na época, o deputado alegou que detém imunidade parlamentar, o que foi contestado pela juíza.

 

“A imunidade parlamentar não se aplica ao caso em tela. Em que pese o réu ter sido identificado no programa televisivo como deputado, suas declarações foram a respeito de seus sentimentos como cidadão, tiveram cunho pessoal – e não institucional”, relatou.

 

Procurada pelo GLOBO, a assessoria do deputado Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a nova decisão.

  
Fonte: O Globo


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7 de novembro de 2017

Presidente americano disse ter posicionado três porta-aviões e um submarino na península coreana. Em visita a Seul, ele disse ter visto progresso na relação com a Coreia do Norte.

 

m visita à Coreia do Sul, o presidente americano, Donald Trump, afirmou na manhã desta terça-feira (7) que a Coreia do Norte é uma ameaça mundial e que a crise exige uma ação que deve mobilizar outras potências, segundo a CNN. Essa é a 2ª parada da primeira viagem do chefe de estado americano à Ásia.

 

“A Coreia do Norte é uma ameaça mundial que exige ação mundial. Nós fazemos um apelo para que todas as nações responsáveis, incluindo a China e a Rússia, exijam que o regime norte-coreano acabe com suas armas nucleares e seu programa de mísseis”, afirmou Trump, em entrevista coletiva ao lado do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em Seul.

 

Trump mencionou “bom progresso” na relação com a Coreia do Norte e fez apelo para Pyongyang a negociar um acordo, de acordo com a Associated Press. “Eu acho que estamos mostrando muita força. Enviamos três dos maiores porta-aviões do mundo [para a península coreana] e um submarino nuclear também está posicionado. Esperamos que nunca precisemos usar”, afirmou.

 

“Dito isso, eu realmente acredito que faz sentido que a Coreia do Norte chegue à mesa de negociações e faça um acordo que seja bom para o povo da Coreia do Norte. Eu vejo certo movimento, mas vamos ver o que acontece”, afimou.

 

O presidente sul-coreano afirmou que os dois chefes de estados concordam em buscar uma diplomática para a crise com a Coreia do Norte. “Presidente Trump e eu concordamos em trabalhar para resolver a crise nuclear com a Coreia do Norte de uma maneira pacífica”, afirmou o presidente sul-coreano.

 

Especialistas divergem sobre as chances reais de um confronto direto – e potencialmente destrutivo – entre os dois países, mas os programas balístico e nuclear da Coreia do Norte prosseguem apesar dos incessantes apelos da comunidade internacional.

 

Compra de armas

 

Trump anunciou que a Coreia do Sul comprará armas americanas para se defender e que os Estados Unidos, avalista da segurança sul-coreana, aceitou eliminar o tamanho que impunha aos mísseis balísticos de Seul.

 

Segundo o presidente americano, a Coreia do Sul, que acolhe 28.500 soldados americanos em seu território, vai comprar uma grande quantidade de armas americanas, como aviões e mísseis.

 

“A Coreia do Sul pedirá milhares de milhões desse material, o que para eles faz muito sentido e para nós significa empregos e a redução de nosso déficit comercial com a Coreia do Sul”, afirmou.

 

Moon classificou de essencial a compra de armas e acrescentou que Seul concordou em iniciar negociações para conseguir material americano estratégico a fim de reforçar a capacidade de defesa de seu país.

 

Viagem à Ásia

 

Na primeira escala da sua viagem, o presidente americano visitou o Japão, onde se reuniu com o imperador do Japão, Akihito, e com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Ao lado de Abe, Trump declarou que “a era da paciência estratégica acabou”. O Japão que nos últimos meses viu o regime de Pyongyang lançar dois mísseis que sobrevoaram seu território apoiou a proposta americana.

 

A viagem de Trump é a mais longa de um presidente americano em 25 anos à Ásia acontece após meses de tensão entre Washington e Pyongyang. O governo de Kim Jong-un troca ameaças verbais com a administração Trump.

 

Trump seguirá para a China. Ele participará ainda da cúpula da APEC (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), no Vietnã, e do fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), nas Filipinas.

 

Fonte: G1


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3 de novembro de 2017

Sayfullo Saipov, do Uzbequistão, atropelou e matou 8 pessoas em uma ciclovia de Manhattan e deixou 12 feridos.

 

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou na madrugada desta sexta-feira (3) a autoria do atentado terrorista em Nova York que deixou 8 mortos e 12 feridos, na terça-feira (31). Na quarta-feira (3), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que Sayfullo Saipov, autor do ataque, seja condenado à morte.

 

Segundo a agência Reuters, a responsabilidade pelo ataque com um caminhão em uma ciclovia de Manhattan foi reivindicada pelo grupo na publicação online do jornal Al-Naba.

 

Na edição semanal do jornal, o Estado Islâmico afirmou que “o atacante é um dos soldados califados”, entretanto, não forneceu provas para sustentar a reivindicação.

 

Uzbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, foi apontado como autor do ataque que deixou 8 mortos em Nova York, na tarde de terça-feira  (Foto: Department of Corrections/Reuters)

 

Uzbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, foi apontado como autor do ataque que deixou 8 mortos em Nova York, na tarde de terça-feira (Foto: Department of Corrections/Reuters)

 

Ligações com o EI

 

Durante as investigações após o atentado, a polícia encontrou 90 vídeos e 3.800 fotos no celular do autor do atentado, com inúmeras imagens do Estado Islâmico, incluindo do líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi.

 

Entre os vídeos, há cenas de extrema violência, com prisioneiros sendo baleados no rosto, um homem sendo atropelado por um tanque e pelo menos uma cena de decapitação. Outro vídeo fornece instruções para fabricar explosivos caseiros.

 

O governador de NY, Andrew Cuomo, confirmou que o autor do ataque, o uzbeque Sayfullo Saipov, era ligado ao grupo.

 

Autoridades investigam a cena perto de corpo coberto, em Nova York  (Foto: Bebeto Matthews/AP)

Autoridades investigam a cena perto de corpo coberto, em Nova York
(Foto: Bebeto Matthews/AP)

 

De acordo com a Procuradoria do Distrito Sul de Nova York, em seus primeiros depoimentos, Saipov declarou que cometeu o ataque inspirado por vídeos do Estado Islâmico, especialmente um em que o líder al-Baghdadi perguntava o que muçulmanos nos EUA estavam fazendo para responder às mortes dos muçulmanos no Iraque.

 

Ele também contou que alugou outro caminhão em 22 de outubro para “praticar manobras” e que escolheu o Halloween para atacar por acreditar que nesta data haveria mais gente nas ruas. Saipov também afirmou que cogitou colocar uma bandeira do Estado Islâmico no caminhão na terça, mas mudou de ideia porque percebeu que chamaria muita atenção.

 

Mapa do ataque em Nova York (Foto: Alexandre Mauro, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1)

 

Mapa do ataque em Nova York
(Foto: Alexandre Mauro, Igor Estrella e Roberta Jaworski/G1)

 

O ataque

 

Na tarde de terça-feira (31), ele usou um caminhão para invadir uma ciclovia no sul de Manhattan para atropelar diversas pessoas. Além dos oito mortos, 12 pessoas ficaram feridas.

 

Após atingir os ciclistas, o caminhão seguiu pela rua e bateu em um ônibus escolar. O motorista saiu do veículo gritando “Allahu Akhbar” (Deus é Grande, em árabe), segundo testemunhas, e portando uma arma de paintball e outra de ar comprimido. Dentro do caminhão a polícia encontrou um bilhete com referências ao Estado Islâmico.

 

Fonte: G1


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3 de novembro de 2017

A conta no Twitter do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, @realdonaldtrump, foi desativada por um funcionário do Twitter que estava deixando a companhia na quinta-feira (2) e ficou fora do ar por 11 minutos antes de ser restaurada, informou a rede social.

 

Trump tem 41,7 milhões de seguidores no Twitter e tem feito extenso uso da rede social para enviar mensagens atacando seus oponentes e promovendo suas políticas, tanto durante a campanha presidencial de 2016 quanto desde que assumiu a Presidência em janeiro.

 

“Nós descobrimos que isso foi feito por um funcionário do suporte ao cliente que fez isso em seu último dia. Estamos conduzindo uma revisão interna completa”, disse o Twitter em um tuíte.

 

“Nós continuamos a investigar e estamos tomando passos para impedir que isso aconteça novamente”, acrescentou.

 

Um representante do Twitter se recusou a fazer comentários adicionais e a Casa Branca não respondeu de imediato a um pedido por comentários.

 

Fonte: Terra
Foto: BBCBrasil.com


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1 de novembro de 2017

Um motorista de uma caminhonete matou oito pessoas e feriu mais de 12 ao avançar em uma ciclovia em Nova York na tarde desta terça-feira (31), no que as autoridades disseram ser um ataque terrorista.

 

O motorista de 29 anos foi baleado pela polícia no abdômen e levado sob custódia depois de ter batido a caminhonete em um ônibus escolar e fugido de seu veículo, disse o comissário da polícia de Nova York, James O’Neill, em entrevista coletiva.

 

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA chamou o incidente de “um aparente ato de terrorismo”.

 

Perguntado na entrevista sobre os relatos de que o motorista gritou “Allahu Akbar” –“Deus é grande”, em árabe–, O’Neill disse que uma declaração feita pelo suspeito quando ele saiu de seu veículo e as circunstâncias gerais do ataque levam investigadores a chamar o incidente de “evento terrorista”.

 

O’Neill afirmou que a polícia não identificaria o motorista neste momento e que a caminhonete foi alugada.

 

O ataque representou uma lembrança de vários ataques similares realizados na Europa no último ano.

 

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o suspeito parece ter agido sozinho.

 

“Não há evidências para sugerir uma trama mais ampla ou um esquema mais amplo. Estas são as ações de um indivíduo, para causar dor e danos e provavelmente morte”, disse Cuomo na coletiva de imprensa.

 

O prefeito Bill de Blasio chamou o ataque de “um ato covarde de terrorismo”.

 

O motorista entrou na ciclovia em Manhattan às 15h05, disse O’Neill, acrescentando que ele estava com uma arma de ar comprimido e uma de paintball.

 

Duas crianças e dois adultos ficaram feridos quando a caminhonete atingiu o ônibus escolar, segundo ele.

 

Após o ataque, as bicicletas amassadas e quebradas ficaram jogadas na ciclovia, que é paralela à West Side Highway, no oeste de Manhattan, ao longo do rio Hudson.

 

Das oito pessoas mortas, seis foram declaradas mortas no local e outras duas em um hospital próximo, disse O’Neill.

 

O comissário do corpo de bombeiros Daniel Nigro disse que 11 sobreviventes com lesões graves, mas que não ameaçam a vida, foram levados para hospitais.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado sobre o incidente e disse no Twitter: “Não podemos permitir a volta do Estado Islâmico, ou sua entrada, em nosso país depois de derrotá-los no Oriente Médio e em outros lugares. Basta.”

 

Ataques similares na Europa no ano passado mataram dezenas de pessoas.

 

Em 14 de julho de 2016, um suspeito dirigiu um grande caminhão contra uma multidão que comemorava o Dia da Bastilha na cidade francesa de Nice, matando 86 pessoas e ferindo centenas em um ataque assumido pelo Estado Islâmico.

 

Cinco meses depois, um imigrante de 23 anos do Paquistão jogou um caminhão em um mercado de Natal lotado no centro de Berlim, matando 12 pessoas e ferindo 48.

 

Fonte: Terra


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1 de novembro de 2017

Segundo jornais, o suspeito deixou um bilhete dizendo que cometeu o atentado em nome do grupo militante Estado Islâmico

 

Nova York – Um imigrante uzbeque acusado de matar oito pessoas na cidade de Nova York ao invadir uma ciclovia com uma caminhonete alugada na terça-feira (31) parece ter agido sozinho, mas o ataque cometido no dia de Halloween tem todas as marcas registradas do terrorismo, disseram autoridades dos Estados Unidos.

 

O suspeito, que foi baleado pela polícia e preso momentos depois do ataque no oeste de Manhattan, deixou um bilhete dizendo que cometeu o atentado em nome do grupo militante Estado Islâmico, segundo o jornal New York Times e a rede CNN.

 

O saldo de mortes é baixo quando comparado às dezenas de mortos de ataques semelhantes no ano passado na França e na Alemanha. Mesmo assim, foi o ataque mais letal em Nova York desde o 11 de setembro de 2001, quando suicidas sequestraram dois aviões de passageiros e os lançaram contra o World Trade Center, matando mais de 2.600 pessoas.

 

O Ministério de Relações Exteriores da Argentina informou em comunicado que cinco cidadãos argentinos estão entre os mortos.

 

O local das Torres Gêmeas se situa a poucas quadras do cenário do atropelamento de terça-feira, ocorrido quando o suspeito entrou com a caminhonete em uma ciclovia também usada por pedestres no final da tarde.

 

Movendo-se a uma velocidade estimada em mais de 100 km/h, o veículo derrubou todos em seu caminho antes de atingir a lateral de um ônibus escolar.

 

Depois disso o motorista saiu do veículo brandindo o que pareciam ser armas e foi confrontado por um policial, que o baleou no abdômen. A polícia disse ter recuperado uma arma de paint-ball e outra de chumbinho no local.

 

O ataque terminou em questão de segundos. Imagens de vídeo feitas por um pedestre que circularam na internet mostraram bicicletas destruídas espalhadas ao longo da ciclovia e ao menos duas pessoas caídas no chão.

 

Além das oito mortes, ao menos 11 pessoas foram hospitalizadas com ferimentos descritos por autoridades dos bombeiros como sérios, mas sem risco de morte. Isso exclui o suspeito, que foi operado devido aos ferimentos de bala.

 

A polícia não quis identificá-lo publicamente, mas uma fonte a par da investigação disse que ele se chama Sayfullo Saipov e tem 29 anos. Acredita-se que ele mora em Paterson, Nova Jersey, um ex-polo industrial localizado cerca de 40 quilômetros ao noroeste do sul de Manhattan.

 

Segundo reportagens, ele alugou o veículo em uma loja de equipamentos da rede Home Depot localizada em Passaic, ao sul de Paterson.

 

Fonte: Exame

Foto: Ataque – trata-se do ataque mais letal em Nova York desde o 11 de setembro (Andrew Kelly/Reuters)


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31 de outubro de 2017

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 61.619 mortes violentas, o que equivale ao número de mortes provocadas pela bomba atômica em Nagasaki, no Japão. A letalidade policial cresceu 25,8%.

 

Brasil registrou 61.619 mortes violentas em 2016, o maior número de homicídios da história, de acordo com dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública na manhã desta segunda-feira (30). Sete pessoas foram assassinadas por hora no ano passado, aumento de 3,8% em relação a 2015. A taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes ficou em 29,9 no país.

 

Os mais de 61,5 mil assassinatos cometidos em 2016 no Brasil equivalem, em números, às mortes provocadas pela explosão da bomba nuclear que dizimou a cidade de Nagasaki, no Japão, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Sergipe registrou a maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes: 64, seguido de Rio Grande do Norte, com 56,9, e Alagoas, com 55,9 –todos estados do Nordeste.

 

As capitais com maiores taxas de assassinatos por 100 mil habitantes são Aracaju, com 66,7, Belém, com 64, e Porto Alegre, com 64,1.

 

De acordo com o diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, os números registrados no país são, “no mínimo, obscenos”.

 

“A violência se espraiou para todos os estados. Não é exclusividade só de um, apesar de haver uma vítima preferencial”, afirmou Lima.

 

Brasil bate recorde em número de assassinatos em 2016 (Foto: Arte/G1 )

 

Brasil bate recorde em número de assassinatos em 2016 (Foto: Arte/G1 )

 

O 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública também trouxe, pela primeira vez, os dados de desaparecidos no Brasil. Como o G1 mostrou, foram registrados oito desaparecimentos por hora de 2007 a 2016 no país.
 Cena do crime de chacina  (Foto: Reprodução/TV Globo)

  Cena do crime de chacina (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

Violência policial

 

A letalidade das polícias nos estados brasileiros aumentou 25,8% em relação a 2015: 4.224 pessoas foram mortas em decorrência de intervenções de policiais civis e militares.

 

Quase a totalidade das vítimas é homem (99,3%), jovem (81,8%), tem entre 12 e 29 anos e é negra (76,2%).

 

O número de policiais mortos também aumentou 17,5% em relação a 2015: 437 policiais civis e militares foram vítimas de homicídio em 2016. A maioria das vítimas também é negra: 56%, contra 43% de brancos; além disso, em 32,7% dos casos elas têm de 40 a 49 anos.

 

Latrocínios

 

Os latrocínios –roubo seguido de morte– totalizaram 2.703 ocorrências em 2016, um crescimento de 50% em comparação com 2010. As maiores taxas estão em Goiás, com 2,8 mortes por 100 mil habitantes, e em dois estados da região Norte: Pará e Amapá.

 

Estupros e feminicídios

 

O número de estupros cresceu 3,5% no país e chegou a 49.497 ocorrências em 2016. No ano passado, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no Brasil, totalizando 4.657 mortes. Mas apenas 533 casos foram classificados como feminícidio, mesmo após lei de 2015 obrigar tal registro para as mortes de mulheres dentro de suas casas, com violência doméstica e por motivação de gênero.

 

“É a primeira vez que conseguimos computar os dados de mortes por sexo. Piauí registrou 58% das mortes de mulheres como feminicídio, que é a estatística esperada pelos especialistas”, diz Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum.

 

Crimes contra o patrimônio e armas

 

Um carro foi roubado ou furtado por minuto no Brasil, totalizando 1.066.674 veículos subtraídos entre 2015 e 2016.

 

Um indicador que diminuiu foi a apreensão de armas: houve queda de 12,6% e, no total, 112.708 foram apreendidas em 2016.

 

“Na maior parte dos homicídios, o assassino usou armas legais produzidas no Brasil. Então, não é só uma questão da fronteira”, diz Elissandro Lotin, presidente da Anaspra e integrante do Fórum.

 

Força Nacional

 

Em 2016, houve aumento de 292% no número de profissionais da Força Nacional mobilizados em ações pelo país. Os gastos também saltaram de R$ 184 milhões para R$ 319 milhões, em 2016.

 

Apesar disso, houve redução de 30,8% nos gastos com o Fundo Nacional de Segurança Pública, queda de 63,4% nos gastos com o Fundo Nacional Antidrogas e aumento de 80,6% nos recursos do Fundo Penitenciário Nacional.

 

Adolescentes e escolas

 

O anuário também contabilizou o número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas: 24.628 em 2014, sendo 44,4% por roubo e 24,2% por tráfico de entorpecentes.

 

O estudo ainda concluiu que 40% das escolas não possuem esquema de policiamento para evitar violência em seu entorno e 70% dos professores e diretores presenciaram agressão física ou verbal entre os alunos.

 

Fonte: G1


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25 de setembro de 2017

RIO — Equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), da Polícia Militar, voltaram à Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, na manhã desta segunda-feira. Eles realizam uma operação na comunidade. A corporação postou um aviso sobre a ação em seu perfil oficial no Twitter. Além dos PMs, permanecem na comunidade equipes das Forças Armadas, que desde a última sexta-feira atuam na região.

 

Há uma operção em andamento, também, no Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte. Lá, quem atua são equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A polícia tem informações de que bandidos que fugiram da Rocinha se refugiaram no Turano.

 

Sem tiros na madrugada

 

No início da manhã desta segunda, o clima na Rocinha era de aparente tranquilidade. Durante o período da madrugada, tiroteios não foram registrados na comunidade. Moradores saíram de casa para trabalhar sem ter que se preocupar com confrontos. Muitos se concentraram em pontos de ônibus, para seguir em direção a seus empregos.

 

— Deu para dormir tranquilamente. Não escutei nenhum tiroteio nessa madrugada. A gente fica mais tranquilo para sair de casa — disse um morador, que estava num ponto de ônibus e pediu para não ser identificado: — Passei um uns dias fora da comunidade, mas voltei ontem (domingo). Ver o pessoal do Exército aqui não me deixa com medo, me sinto até mais seguro.

 

A GUERRA NA ROCINHA

 

A invasão da Rocinha, na manhã do último dia 17, aconteceu depois de um ultimato. Há um mês, Nem, mandou, do presídio federal de Rondônia, a ordem para que Rogério 157, que lhe sucedeu no posto de chefe do tráfico, deixasse a favela. Rogério não saiu do morro. Em 13 de agosto, três homens de confiança de Nem foram encontrados mortos num carro, na Estrada da Gávea. Na semana passada, outros aliados do antigo chefe foram expulsos do morro. A cúpula da ADA decidiu, então, expulsar Rogério da favela.

 

Fonte: O Globo

Foto: Militares das Forças Armadas na Rocinha – Uanderson Fernandes

Agência O Globo


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4 de setembro de 2017

Especialista em inflação e macroeconomia, Daniel Cerqueira analisa a violência que afeta o país

 

RIO – Especialista em inflação e macroeconomia, o economista do Ipea Daniel Cerqueira diz que o Brasil perde 6% de seu PIB por causa violência. Em 2016, esse impacto foi de cerca de R$ 372 bilhões. Para o pesquisador, o Rio precisa ter o comprometimento dos políticos e boas ações públicas.

 

Dá para calcularmos quanto a economia do crime movimenta?

 

Não, mas dá para calcular seu custo para a sociedade. O Brasil perde algo em torno de 6% do PIB a cada ano em face do crime e da violência letal. Considerando o PIB de 2016, de R$ 6,266 trilhões, são cerca de R$ 372 bilhões se esvaindo por conta da violência. Para chegar a este número, é preciso primeiro separar despesas com as quais o Estado arca para lidar com o problema, como gastos com segurança pública, com o sistema prisional, com o sistema público de saúde, que recebe as vítimas da violência… Uma outra parte do custo tem a ver com o que impacta a sociedade. O ponto maior é a perda de vidas. A gente sabe que uma vida humana que se perde tem um valor incomensurável, principalmente para a família. Mas, do ponto de vista econômico, é possível saber qual o valor dela, porque uma pessoa que começou a estudar vai ter um ciclo de vida, produção e consumo. Os sociólogos detestam esta ideia, mas é o valor econômico da vida. Afinal, cada pessoa tem uma trajetória econômica que gera um bem-estar à sociedade. E, a partir de modelos econômicos e empíricos, podemos medir isso. Só os homicídios significam 2,3% do PIB.

 

Em que medida a economia ajuda a entender o aumento da criminalidade?

 

Escolhemos sete fatores que explicam mais fortemente a evolução dos crimes violentos e dos homicídios nas cidades. Primeiro vem a questão demográfica, pois um ponto importante é a proporção de jovens na população. De homens jovens, sobretudo. Segundo o perfil internacional, a evidência empírica é que quem mais comete e sofre crimes violentos são homens jovens. E, com base nos Censos do IBGE de 1990 para cá, percebemos que a cada 1% a mais na proporção de homens entre 15 e 29 anos na população, a taxa de homicídios aumenta algo em torno de 2%. Estamos num forte processo de transição demográfica no Brasil. Mas, por enquanto, temos a maior proporção de jovens da nossa história: são 50 milhões. E este número só começa a cair substancialmente a partir de 2023. Então, podemos supor que, a partir desta data, a gente tem grandes chances de diminuir crimes violentos no Brasil. Esta é a notícia boa. Mas esse é apenas um fator.

 

No Rio, especificamente, também?

 

O estudo foi feito considerando o Brasil todo, é uma média. Mas este não é um processo homogêneo. Em alguns lugares, o processo de envelhecimento já começou. E a queda mais acentuada que já houve foi justamente no Rio e em São Paulo, no Sudeste, que são lugares onde caiu a taxa de homicídios. Já no Nordeste ainda está aumentando a proporção de jovens na população. E lá os níveis de violência estão aumentando também.

 

E quais seriam os outros fatores?

 

Outra questão importante é a social. E aí estão dois elementos a considerar: a renda per capita e a desigualdade de renda. A desigualdade, por exemplo, foi de grande importância sobretudo nos anos 1980, considerada a década perdida, quando vivemos uma grande crise externa e ficamos insolventes. No período, houve uma grande concentração econômica e uma grande estagnação de renda. De 1970 a 1990, a população urbana nos grandes centros urbanos tinha aumentado 47%. Não só por migração, mas também por taxa de fecundidade, que vinha aumentando desde os anos 1960. Então, a gente chega a 1980 com as cidades inchadas, com pessoas migrando muitas vezes com seus sonhos, querendo arrumar espaço no mercado de trabalho, justamente quando o país quebra. É quando os incentivos em favor do crime aumentam. Você começa a ter um aumento do número de homicídios no Brasil no rastro desta questão social. Outro fator que aparece a reboque é o que chamamos de corrida armamentista: com o aumento dos homicídios, sem solução do Estado, as pessoas, naturalmente inseguras e preocupadas, passam a se armar até os dentes para se defender. Junto com isso, vem a explosão da indústria de segurança privada. Nos anos 1990, começa uma nova fase decorrente disso, que é a das chacinas, como a da Candelária. Vale destacar que, a cada 1% a mais de armas de fogo nas cidades, a taxa de homicídios sobe para algo em torno de 2%. E, embora o que gere mais frisson e sensação de medo sejam os fuzis AR-15 e as balas traçantes, as armas que matam mais pessoas no dia a dia são revólveres e pistolas. Segundo estudos, 90% das armas usadas em homicídios são desses tipos. Um outro ponto também é que aproximadamente 90% delas são de procedência nacional e boa parte era legal e, em algum momento, saiu legalidade.

 

As drogas entram nesta análise?

 

Sim, outro ponto fundamental é a questão das drogas psicoativas ilícitas. De 2000 a 2012, a proporção de mortes por overdose cresceu 700%. Este crescimento foi maior em cidades do Nordeste e do Norte, regiões em que isso vem acompanhado de um aumento dos índices de criminalidade na mesma década. Isso porque, do ponto de vista social, essa década foi o inverso da de 1980. Foram anos em que a renda aumentou em todas as cidades e estados, a desigualdade diminuiu. Mas, junto com as coisas boas que a economia de mercado traz, o dinheiro atrai mercados ilícitos. Basicamente, a literatura internacional estabelece três canais possíveis entre drogas e violência: o psicofarmatológico, o da compulsão econômica e o sistêmico. No primeiro caso, o cara abusa da droga, assume um comportamento violento, vai lá e bate, mata, usa da violência. No segundo, o cara não tem dinheiro e rouba, mata para conseguir a droga. E o canal sistêmico se dá porque, como a droga é ilícita, os mercados se regulam não pela justiça, mas pela violência. Daí vêm as brigas entre as facções pela disputa de mercado, entre polícia e narcotraficantes. Alguns estudos internacionais apontam que algo em torno de 95% do total de violência social das drogas têm a ver com o fato de a droga ser ilícita. Geralmente, os crimes que os adictos cometem estão relacionados a furto e prostituição, que são crimes não violentos. O fato de a droga ser ilícita incentiva a violência e a corrupção. E o Estado acaba alocando recursos para resolver a questão da droga quando deveria fazer isso para solucionar a questão da segurança pública.

 

O que mais o senhor levou em consideração no seu estudo?

 

Tem ainda dois outros pontos que considero os mais frágeis no nosso trabalho. Primeiro é a questão do policiamento: temos mais policiamento? As polícias estão funcionando? Mas miseravelmente os dados que encontramos, desde a década de 1980, são muito ruins. E por fim há a questão prisional. Em tese, a prisão de um criminoso provoca três efeitos. O primeiro é a incapacitação: enquanto ele está preso, ele deixa de cometer delitos. O segundo é a dissuasão específica: ele foi preso, aprendeu e não vai mais cometer crimes. Outro é a dissuasão geral: os potenciais criminosos, ao ver que ele foi preso, deixam de cometer crimes porque temem punição. Só que o efeito do aprisionamento, internacionalmente, é perto de zero. No Brasil, acho que é até negativo. Claro que é importante prender homicidas contumazes. Quem são essas poucas pessoas que cometem muitos crimes? É preciso prendê-las. Tirar criminosos das ruas é algo importante, que precisa de um trabalho de inteligência da polícia. Mas o que acontece no Brasil é que esses caras são os que estão soltos. A gente está prendendo ladrões de galinhas. E, colocando todo mundo junto na cadeia, sofremos os efeitos que chamamos de escola do crime e arregimentação forçada. Sim, porque o Estado prende e pergunta: “Você é de que comando? Nenhum? Mas você mora em que morro?” Com base nisso, o cara acaba assinando um contrato eterno com um determinado comando e passa a depender disso para sobreviver, inclusive quando sair da cadeia. Ou seja, o caos no sistema prisional dinamizou o trabalho dessas grandes facções.

 

E como conter esses gastos gerados pelo crime, principalmente no Rio?

 

Há fatores que podem propiciar a evolução do crime. Mas não é pelo simples fato de esses fatores terem se revelado numa região que ela vai ter crimes. Você pode ter muita droga e não ter muitos crimes violentos ali, porque se pode investir em políticas públicas preventivas. A nossa grande miséria é essa: em termos de segurança pública, o Brasil é um navio à deriva. As políticas de segurança pública que são implementadas são sempre na base do achismo, dos factóides, das reuniões de última hora para dar respostas à sociedade porque aconteceu um crime ali ou acolá, mas sem nenhuma consistência, diagnóstico, planejamento, avaliação. No caso do Rio, há que se ter boas políticas públicas e comprometimento dos políticos centrais. Governador, prefeito, seja lá quem for. Só que, no Brasil, esta é uma agenda maldita. Os governadores se afastam desta agenda e colocam o secretário de Segurança na linha de frente. Aí, quando dá errado, eles trocam o secretário, como se fosse um clube de futebol que troca o técnico ao cair para a segunda divisão. Mas, para esta agenda funcionar, é preciso ações intersetoriais baseadas em dois pilares: um é a prevenção focalizada da violência. Por exemplo: metade dos homicídios do Brasil acontece em 2% dos municípios. Metade dos homicídios do Rio acontece em 10% dos bairros (como Santa Cruz, Penha, que envolve o Chapadão, Pavuna e a área da Leopoldina). Então, tem que olhar quem são essas crianças e jovens que estão ali. Elas são peças de reposição fácil. Em geral, nasceram em famílias com violência doméstica, violência comunitária, violência institucional (muitas vezes cometida pela própria polícia), em geral não tiveram acesso à educação e ao mercado de trabalho, e cresceram sem qualquer supervisão e orientação. Vão servir de mão de obra para o tráfico e para o crime desorganizado. Precisamos ter uma política preventiva focada neles. Vai durar alguns anos. Mas aí entram as reformas de curto prazo, como reformar as polícias.

 

 

Fonte: O Globo


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4 de setembro de 2017

Regime asiático eleva tensões após realizar seu teste nuclear mais poderoso até hoje

 

WASHINGTON — A Coreia do Norte evoluiu de uma ameaça regional para uma ameaça global, disse o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, organização autônoma das Nações Unidas. As tensões aumentam ainda mais na Península Coreana após o governo norte-coreano ter realizado seu teste nuclear mais poderoso até hoje no domingo. A comunidade internacional já condenou repetidas vezes os seus lançamentos de mísseis que ameaçam, sobretudo, os Estados Unidos.

 

— Eu acho que a ameaça norte-coreana é global. No passado, as pessoas acreditaram que era regional, mas não é mais assim. É uma ameaça global e combina armas nucleares e mísseis — disse o diretor à CNN.

 

A AIEA, que tem como objetivo a promoção do uso pacífico da energia nuclear, afirmou que o teste da Coreia do Norte desencadeou um dos maiores tremores já registrados pelo seu sistema de monitoramento internacional. No domingo, foi registrado um abalo sísmico de magnitude 6,3 após a explosão.

 

— Estamos falamos sobre uma magnitude de seis, esse é o maior número que registramos e é uma clara indicação que o programa de armas nucleares da Coreia do Norte está alcançando um nível completamente diferente — disse a secretária-executiva da AIEA, Lassina Zerbo, à CNN.

 

Embora a organização não possa confirmar se a explosão veio de uma bomba de hidrogênio como a Coreia do Norte afirmou, Amano também disse que a realização do teste significa que está claro que o país está progredindo em seu programa de armas nucleares. NORSAR, um grupo baseado na Noruega que monitora testes nucleares, estimou uma explosão de 120 kilotons, que significa o poder de 120 mil toneladas de TNT. As autoridades sul-coreanas deram uma estimativa mais modesta de 50 kilotons.

 

 

8 de outubro de 2006

 

O primeiro teste nuclear da Coreia do Norte provocou um terremoto de 4,3 graus de magnitude. De acordo com funcionários dos EUA, a arma usava plutônio e teria alcançado menos de um quiloton (unidade de energia liberada).

 

NOVAS SANÇÕES

 

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta segunda-feira para buscar uma resposta ao sexto teste nuclear da Coreia do Norte. Diversos países, principalmente os vizinhos Japão e Coreia do Sul e os Estados Unidos, pediram mais sanções contra o regime norte-coreano, que serão votadas na próxima semana. Depois do teste, o presidente sul-coreano pediu que se aplicasse o castigo mais duro” contra Pyongyang, em particular com novas sanções no âmbito da ONU para “isolar completamente a Coreia do Norte”.

 

— Não podemos perder mais tempo — declarou o embaixador japonês Koro Bessho aos jornalistas antes de uma reunião de emergência do Conselho, acrescentando esperar que Moscou e Pequim apoiem novas sanções. — Necessitamos que a Coreia do Norte sinta a pressão, que se seguir por este caminho haverá consequências. Esperamos que ao final da reunião haja um sentimento geral de que devemos trabalhar em conjunto sobre uma nova resolução.

 

A embaixadora americana Nikki Haley também pediu por novas medidas em resposta ao teste nuclear e afirmou que as ações o regime norte-coreano está pedindo por uma guerra:

 

— Somente sanções fortes nos permitirão resolver este problema através da diplomacia — disse Haley durante a reunião.

 

Já a China voltou a defender o diálogo com Pyongyang e afirmou que não permitirá o caos, nem uma guerra na península coreana.

 

— A situação na península se deteriora constantemente enquanto falamos, entrando em um círculo vicioso — disse o embaixador chinês, Liu Jieyi. — O tema da península deve se resolver pacificamente. A China nunca permitirá o caos, nem a guerra na península.

 

O sexto teste atômico de Pyongyang coincidiu com a abertura da cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na China. Os cinco países reagiram de maneira inédita ao teste dizendo deplorar fortemente à explosão conduzida no domingo. No jargão diplomático, trata-se de uma expressão alguns tons acima do tradicional “condenar”, que vinha sendo usado por vários países do mundo, inclusive parceiros do Brics.

 
  
Fonte: O Globo
Foto: O lider norte-coreano, Kim Jong-un, participa de um encontro com um comitê do partido dos trabalhadores sobre o teste nuclear realizado pelo país – STR / AFP


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26 de agosto de 2017

O Facebook está apresentando instabilidades neste sábado, 26, segundo internautas.

 

Eles estão utilizando o Twitter para reclamar que as redes sociais estão fora do ar em diversos momentos desta manhã.

 

O Facebook ficou instável para brasileiros e pessoas no exterior. De acordo com alguns internautas, o Instagram também ficou indisponível para acesso.

 

As mensagens de erro aparecem tanto no momento de acesso à página quanto para quem já está logado na rede social ou tenta acessar páginas ou o chat.

 

Fonte: Catraca Livre


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23 de agosto de 2017

Decreto de Temer acaba com a Reserva Nacional de Cobre entre o Pará e o Amapá. WWF Brasil fala em ‘catástrofe anunciada’

 

BRASÍLIA — Depois de mais de 30 anos fechada à atividade de mineração, uma imensa área da Amazônia rica em ouro poderá ser explorada pela iniciativa privada. Por meio de um decreto publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União, o governo federal extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), criada em 1984, ainda durante a ditadura militar. Com isso, uma área de cerca de 47 mil quilômetros quadrados entre o Pará e o Amapá está liberada para extração de ouro e outros minerais nobres. A área fechada tem o tamanho equivalente ao do estado do Espírito Santo, ou oito vezes a dimensão do Distrito Federal.

 

A expectativa do governo é, agora, iniciar os leilões das áreas para as empresas interessadas em explorar a área. No decreto, assinado pelo presidente Michel Temer, o governo destaca que a extinção da Renca “não afasta a aplicação de legislação específica sobre proteção da vegetação nativa, unidades de conservação da natureza, terras indígenas e áreas em faixa de fronteira”.

 

Apesar de ter cobre no nome, a reserva é rica sobretudo em ouro, mas também em tântalo, minério de ferro, níquel, manganês e outros minerais. Não há informações sobre o tamanho dos depósitos. Mas a avaliação do Ministério de Minas e Energia é que a área poderá se tornar algo de relevância mundial e despertar a atenção de mineradoras de todo o planeta.

 

A reserva do cobre foi criada por meio de um decreto assinado pelo presidente militar João Figueiredo, que impediu a exploração mineral na mata. A área fechada tem o tamanho equivalente ao do estado do Espírito Santo, ou oito vezes a dimensão do Distrito Federal. O plano dos militares era explorar, por meio de uma estatal, grandes jazidas de cobre na região. Essa intenção, no entanto, não saiu do papel.

 

Sem mineração, a área reúne florestas protegidas e terras indígenas. Por isso, a liberação da região para as mineradoras preocupa ambientalistas. O governo federal ainda não detalhou como será a entrada de mineradoras na região.

 

Área da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca),
agora liberada para mineração – WWF Brasil

 

‘CATÁSTROFE ANUNCIADA’

 

A extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca) por meio de decreto nesta quarta-feira foi classificada como “catástrofe anunciada” pelo coordenador de políticas públicas do WWF Brasil, Michel de Souza. Ele vê com preocupação a decisão do governo e diz que coloca em risco as nove áreas protegidas que estão dentro dos limites da reserva — como o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, que é o maior parque de florestas tropicais do mundo:

 

— A Floresta Amazônica é nosso maior ativo. Nesse momento de desespero e de crise, estão colocando em risco as áreas protegidas que se encontram dentro da reserva — destaca Souza.

 

O coordenador da WWF Brasil reconhece a importância da atividade de mineração para a economia brasileira, mas diz é fundamental avaliar o risco envolvido:

 

— É um risco tremendo dar esse tipo de sinalização por decreto, sem discutir com a sociedade. Abrir a reserva sem transparência nos preocupa muito. É uma catástrofe anunciada. Temos vários exemplos de contaminação mineral. Pode haver uma corrida para a região. E como garantir que as grandes empresas de mineração vão seguir acordos de cooperação dos quais o Brasil não é signatário?

 

Fonte: O Globo

Foto: Vista aérea da Amazônia – Marcelo Sayão / Agência O Globo/07-02-1998


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18 de agosto de 2017

Atentado provocou desespero no bairro turístico de Las Ramblas

 

BARCELONA — Uma van branca avançou sobre a calçada e atropelou vários pedestres nesta quinta-feira, em Barcelona, no bairro turístico de Las Ramblas, de acordo com fontes policiais, deixando dezenas de feridos. Serviços de emergência pedem que as pessoas não cheguem perto da Praça da Catalunha. A área foi fechada e os estabelecimentos comercias da região estão sendo esvaziados. A polícia já trata o ocorrido como ataque terrorista e a mídia local já fala em dois mortos.

 

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra vários pedestres correndo em desespero pelas ruas da cidade. Outro vídeo mostra um homem no chão sendo socorrido por pessoas a sua volta.

 

 

Segundo a mídia local, o motorista teria fugido a pé. De acordo com a TV3, dois homens armados entraram no restaurante turco Luna de Istambul na parte alta de Las Ramblas após o acidente. Não está confirmado se eles fazem pessoas de refém. De acordo com o jornal “La Vanguardia”, os autores do ataque teriam alugado uma segunda van com o objetivo de fugir após o atropelamento massivo.

 

Os policiais estão evacuando os arredores da Praça Catalunya, e estabeleceram um perímetro de 200 metros, segundo correspondente da AFP.

 

— As pessoas começaram a correr, mas nós não sabíamos o que estava acontecendo. Havia muitas pessoas correndo. Então os policiais começaram a seguir pessoas. Estávamos perdidos, corríamos com três bebês e nos escondemos num restaurante próximo — afirmou a testemunha Daniela Goicoechea, que andava pelo local com três crianças de um, dois e três anos no momento do atentado.

 

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou no Twitter que está em contato com autoridades depois do incidente.

 

Las Ramblas é uma região turística onde está localizada a mais famosa avenida de Barcelona, La Rambla, que cruza a cidade, ligando a famosa Praça Catalunha ao mar. O atropelamento, ocorrido às 17h05m, num horário de grande movimento, provocou intensa correria.

 

Embora detalhes completos sobre o incidente ainda não estejam disponíveis, desde de julho de 2016 veículos têm sido usados para atropelar multidões em uma série de ataques militantes na Europa, deixando bem mais de 100 mortos em Nice, Berlim, Londres e Estocolmo.

 

Nas últimas semanas, pichações com ameaças contra turistas apareceram em Barcelona, que atrai ao menos 11 milhões de visitantes por ano.

 

Fonte: O Globo

Pessoas atingidas por van esperam por socorro na calçada de Las Ramblas

Reprodução: Twitter


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14 de agosto de 2017

Saiba o que querem os diferentes segmentos da direita radical americana

WASHINGTON – A cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia nos Estados Unidos, foi o epicentro de um protesto da extrema direita americana organizado por grupos de ideologia supremacista branca no fim de semana. Homens carregando bandeiras dos Estados Confederados da América, que representa os estados sulistas nos EUA na época da Guerra Civil, caminharam lado a lado com simpatizantes neonazistas e da Ku Klux Klan contra a retirada de uma estátua do general Robert E. Lee, herói de movimentos escravocratas, de um parque da cidade.

 

O evento foi nomeado pelos participantes de “Unir a direita”, como uma tentativa de reunir conservadores radicais contra o avanço de ideais progressistas. As manifestações foram tomadas por violência, e o governador do estado, Terry McAuliffe, declarou estado de emergência. Mas quem são os nacionalistas brancos e o que querem?

 

O QUE É NACIONALISMO BRANCO?

 

O termo surgiu como um eufemismo para supremacia branca: a crença de que pessoas brancas são superior a outras etnias e, portanto, deveriam dominar a sociedade, segundo Oren Segal, diretor da Centro sobre Extremismo da Liga Antidifamação. Os apoiadores da ideia também atuam sob outros nomes, como “alt-right” (direita alternativa), identitarianos e realistas raciais — as nominações são apenas “um novo nome para esse velho ódio”, afirma.

 

Richard Spencer, presidente do Instituto de Política Nacional, é conhecido por conceber o termo “alt-right”.

 

— Não uso o termo nacionalista branco para me descrever — esclarece. — Gosto do termo “alt-right”. Há uma abertura a isso, e é imediatamente compreensível. Viemos de uma nova perspectiva.

 

Outros grupos supremacistas brancos incluem a Ku Klux Klan e neonazistas. Mas a maioria dos supremacistas não são afiliados a grupos organizados, indica Segal. Alguns evitam se distanciar de associações reconhecidas como grupos de ódio, como a KKK. Segundo o especialista, isso dificulta o rastreamento desses indivíduos e indica uma tendência a flexibilidade desses grupos extremistas.

 

Apesar das diferenças, o objetivo é o mesmo: construir um Estado branco onde haja separação étnica, já que, para eles, a diversidade é uma ameaça. Especialistas destacam a vitimização como elemento-chave dos movimentos supremacistas:

 

— Há uma sensação de que os brancos estão sob cerco e sendo deliberadamente despojados por elites hostis que esperam guiar uma nova ordem multicultural — indica George Hawley, cientista político da Universidade de Alabama.

 

QUE IDEAIS DEFENDEM?

 

Segundo Heidi Beirich, diretora do Projeto de Inteligência do Southern Poverty Law Center, que monitora grupos de ódio e extremistas, supremacistas brancos defendem genocídio e limpeza étnica sob um sistema de governo tirânico. Para ela, a visão de futuro desses indivíduos para os Estados Unidos se parece com o que o país era por volta de 1600, ou até antes.

 

— Todos os direitos civis para não-brancos seriam removidos — indica a especialista em entrevista à CNN. — Todo poder político estaria nas mãos de pessoas brancas, em particular homens brancos porque esse movimento é extremamente masculino e, muitos diriam que é um movimento toxicamente masculino. Eles têm visões bem retrógradas sobre o que as mulheres devem fazer.

 

Segundo especialistas, a possibilidade de uma sociedade assim realmente se desenvolver é extremamente remota:

 

— Uma liderança política real está tão longe da realidade que não se encontra muito na maneira como documentos de políticas da “alt-right” detalham instruções sobre diferentes agências governamentais — avalia Hawley.

 

QUE TIPO DE AMEAÇA REPRESENTAM?

 

Como muitos não se afiliam a grupos organizados, é difícil mensurar a dimensão da ameaça que os supremacistas representam. A direita alternativa, por exemplo, não tem organização formal, e muitos atuam de maneira anônima e virtual, segundo Hawley. Já Segal indica que o movimento parece crescer, com mais adesões ao engajamento na internet que resultam na promoção de eventos como a marcha em Charlottesville. De acordo com Beirich, há mais de 900 grupos de ódio nos Estados Unidos, ante 600 em 2000.

 

— Eles querem ganhar vantagem no atual clima político, que sentem que é sem precedentes para dar boas vindas a suas visões de mundo — indica Segal. — O resultado da marcha de Charlottesville e outros eventos este ano vão dar uma ideia clara do quão bem recebidas essas visões são, e vão, sem dúvida, ajudar a moldar os planos para os próximos meses.

 

E AINDA: Democratas e republicanos criticam Trump sobre protesto na Virgínia

 

Filha de Trump denuncia ‘supremacia branca e neonazistas’

 

Charlottesville: campanha levanta US$ 100 mil para família de vítima

 

Ele afirma que extremistas de todos os tipos são sempre uma ameça, “mas quando qualquer grupo extremista se sente encorajado, isso é um sério motivo para preocupação. Muitos dos participantes do “Unir a direita” se sentem representados pelos comentários controversos do presidente americano Donald Trump sobre imigrantes, muçulmanos e mexicanos. Os supremacistas se sentem validados e de que podem fazer parte do sistema político.

 

— A história das últimas décadas de supremacia branca no país é de que eles viam tanto republicanos como democratas como uma perda de tempo. Em outras palavras, a política era um fim morto para eles. Mas tudo mudou com Trump — afirma Beirich.

 

O presidente fez comentários sobre a violência em Virgínia que foram alvos de críticas, pois ele não condenou especificamente os ataques supremacistas:

 

“Nós condenamos nos termos mais fortes possíveis essa escandalosa demonstração de ódio, intolerância e violência de muitos lados, muitos lados” disse o presidente no sábado.

 

Fonte: O Globo

Foto: Mykal McEldowney


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7 de agosto de 2017

G1 detalha caminho que policiais percorrem pelos cantos mais sombrios da internet atrás de criminosos. Em 7 meses de 2017, PF fez mais prisões em flagrante do que 2016 inteiro.

 

Em sete meses de 2017, a Polícia Federal prendeu em flagrante mais suspeitos de compartilhar pornografia infantil na internet do que em todo ano de 2016. Os rastros deixados são virtuais e eles são a base da investigação dos policiais.

 

O G1 conversou com integrantes da PF. Eles descreveram como a entidade vasculha a Dark Web, a internet profunda, em busca dos computadores dos acusados para tirar da internet potenciais abusadores.

 

Na última semana de julho, a Operação Glasnost prendeu 27 pessoas em flagrante, o que levou o número de detidos no ano para 81. Em 2016, foram 75.

 

“Disseminação de material pornográfico na internet é um crime cibernético, mas não puramente cibernético. O meio é cibernético, mas o crime é outro”, diz o delegado Otávio Margonari, do Grupo de Repressão ao Crime Cibernético (GRCC) de São Paulo.

 

“Quando se investiga a divulgação, vem a produção, o estupro de vulnerável e a posse.”

 

O que é feito antes da prisão dos criminosos?

 

A prisão de suspeitos em flagrante é o ápice da operação e não ocorre sem que a PF identifique que o acusado possui em seus dispositivos algum registro de fotos ou vídeos – vale até imagens apagadas – de crianças ou adolescentes nus ou em situações íntimas.

 

E isso depende da tecnologia. Mas até chegar lá, os policiais têm de navegar pelos cantos mais sombrios da internet.

 

“As pessoas que se envolvem nesse tipo de crime procuram garantir o sigilo na maior parte do tempo. Mas tem gente que não se importa com isso, acha que, se está em casa ou no escritório, ninguém vai se importar. Geralmente os distribuidores são mais cuidadosos”, conta Evandro Lorens, diretor da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF).

 

Membro do Serviço de Perícias em Informática (Sepin) do Instituto Nacional de Criminalística, Lorens contou ao G1 como a investigação é feita, da identificação dos alvos até a análise em laboratório dos equipamentos apreendidos.

 

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Como é feita uma ronda virtual?

 

Primeiro, a PF monitora redes de compartilhamento na internet “peer-to-peer” (P2P), em que um arquivo é enviado de usuário a usuário, em vez de partir de um servidor central, como ocorre em serviços de streaming ou de download de empresas de conteúdo.

 

Durante essa ronda virtual, a polícia encontra de tudo. “Tem o cara que é curioso, que só quer ver foto e não tem contato com criança. Em geral, não é gente com muito conhecimento em informática, tem gente que troca imagem por e-mail, que é muito fácil de rastrear. E tem os caras mais agressivos e com mais conhecimento técnico”.

 

Lorens conta que o monitoramento passa a abranger outras plataformas conforme se tornam populares. Isso inclui os serviços na Dark Web, cujo acesso necessita de programas especiais pois os endereços são ocultos para mecanismos de busca.

 

“Lá, como eles se sentem mais confortáveis, porque sabem que a sua autoria está escondida, acontecem coisas mais graves”, diz o delegado. “Muitos são abusadores de crianças, produzem filmes, colocam lá para os outros, esperando o outro para fazer a mesma coisa.”

 

Ele conta que a troca de material ocorre por meio de fóruns, em que os participantes são ranqueados conforme o volume de fotos e vídeos enviados. “Quem publica mais tem mais moral perante os outros. Aí para mostrar que ele é bom mesmo e que ele se dedica àquele fórum faz as crianças segurarem plaquinhas com os nomes do fórum.”

 

As imagens trocadas pelos monitorados compõem um banco de dados. “Não é um Big Brother gigante, que pega tudo que está acontecendo”, comenta o perito, mas “é o coração do sistema” e o que estiver lá será usado para pegar suspeitos em flagrante.

 

“É muito agressivo ficar olhando para aquelas fotos, aqueles vídeos”, diz Margonari. “Você olha meio de lado, sabe que é pornografia infantil, tem bebê, umas coisas absurdas, mas isso é a materialidade, o que estou buscando é saber a autoria, quem está publicando aquilo.”

 

“Além de monitorar tráfego P2P, monitora troca de informação via chat e consegue identificar situações críticas de risco”, diz Lorens. Ele lembra que, durante os preparativos para a Operação Darknet, de 2015, agentes captaram uma conversa de um suspeito que dizia estar esperando a mulher grávida de oito meses dar à luz para abusar da criança.

 

Tem hora que não dá para esperar

 

“Nesses casos, quando a conversa é crível, a gente tem que antecipar a situação”, diz. “Antes de operações há micro operações para evitar ações em curso. Se o estuprador está abusando da criança, a gente não vai esperar.”

 

O monitoramento deixa de ser puramente virtual quando os policiais percebem que o crime pode ter repercussão internacional, com efeitos em outros países. Vira uma investigação quando obtêm informações como número de IP ou endereço físico dos suspeitos.

 

Segundo o delegado Margonari, a PF já tem ferramentas para identificar, em uma casa com vários internautas, quem foi o responsável por um download suspeito.

 

“As técnicas de investigação estão evoluindo. No passado, era raro conseguir um negócio desses. A gente sabia, na melhor das hipóteses, se aquela conexão tinha publicado material pornográfico infantil. Mas quem era? Putz, podia até ser que tivesse um Wi-Fi e o vizinho estivesse usando.”

 

Mas ele não abre como a mágica ocorre: “Se souberem como eu consegui chegar à identidade deles, vão mudar a técnica. Preciso aproveitar o que eu desenvolvi. Como? Não vou te contar”.

 

A hora da operação

 

A partir daí, a PF identifica alvos de uma futura operação e monitora o tráfego de internet deles. Durante as operações, os agentes encontram as mais diversas recepções.

 

“Quando escutou que era a polícia entrando, o cara engoliu um pen-drive. Foi o primeiro engolido cibernético da história. E ele foi preso, porque tinha mandato para ele. Ficou todo mundo esperando ele cagar pra mandar aquele pen-drive para a perícia”, diz Margonari. “Um cara jogou o computador pela janela, quebrou toda a tela, o perito foi lá, pegou o HD, espetou na máquina e tinha muita coisa.”

 

O objetivo é deter suspeitos contra quem pesam fortes evidências e apreender equipamentos que, depois de passar por análise, podem fornecer provas. Mas a PF criou um equipamento para conseguir fazer prisões em flagrante. É um software que procura no disco rígido do suspeito por imagens suspeitas. Primeiro, ele vê se a máquina possui alguma dos 2 milhões de arquivos do banco de dados. Depois, indica se há imagens que possam caracterizar pornografia infantil –um de seus trunfos é conseguir identificar se há fotos ou vídeos com alta exposição de pele de pessoas com pequena complexão física.

 

Até imagens apagadas são listadas. Se um arquivo for sobreposto a imagens deletadas, no entanto, a ação fica mais complicada, conta Lorens.

 

Tecnologia caseira

 

O nome oficial do mecanismo é Localizador de Evidências Digitais. Ele foi criado pelo perito Wladimir Leite em 2010. A criação de tecnologia dentro de caso para combater o crime é outra característica da PF.

 

“Na Operação Hashtag, não usamos nenhuma ferramenta comprada no mercado. Era tudo caseiro”, conta o delegado Margonari. Na prática, todos os grupos regionais da PF podem criar ferramentas. Mas é o Setor de Perícia de Informática, de Brasília, o responsável por centralizar a padronização de ferramentas vindas de todo o Brasil.

 

Um dos exemplos é o Iped, um sistema criado para extrair e indexar grandes massas de dados, criado para suprir uma demanda da Lava Jato. Já há serviços privados que separam conteúdo e classificam informações de um HD, mas eles não conseguiriam trabalhar na velocidade necessária para abastecer a investigação. “O peritos fizeram as contas e concluíram que passariam anos rodando a ferramenta initerruptamente”, diz Lorens. “O Iped é 20 mais rápido.”

 

E completa: “Quando não há ferramenta de mercado, fazem a concepção do zero”.

 

Fonte: G1


perito
7 de julho de 2017

A procura por formação na computação forense ainda é novidade e abre frentes para o profissional no Brasil. Abolir completamente a prática de crimes é impossível, mas é possível minimizar suas ocorrências através de sua investigação, permitindo que novas técnicas para o combate aos crimes digitais sejam descobertas e que criminosos cibernéticos não fiquem impunes. E é aí que os peritos forenses computacionais atuam – com o intuito de determinar e provar dinâmica, autoria e materialidade de ilícitos computacionais.

 

The Role of Computer Forensic Expert on Cyber Crimes Investigation

Abstract

The demand for training in computer forensics is still a novelty and open fronts for professionals in Brazil. Completely abolish the practice of crimes is impossible, but you can minimize their occurrence through its research, enabling new techniques for combating crimes are discovered digital and cyber criminals do not go unpunished. And that’s where forensic computing work – in order to determine and prove dynamic, authorship and materiality of computational illegal.

 

  1. Introdução

Estamos na era digital onde o computador, a Internet e muitos outros recursos tecnológicos fazem parte, cada vez mais, do nosso cotidiano, trazendo consigo inúmeros benefícios a todos. Entretanto, com o advento de tantas vantagens vem também a possibilidade da realização de novas práticas ilícitas e criminosas, junto ao avanço tecnológico e a partir da computação ubíqua (“onipresença” da informática no cotidiano das pessoas).

 

Cada vez mais estamos conectados com o mundo, todos com todos, através de celulares, tablets, computadores etc., e esses equipamentos já possibilitam a realização de quase tudo em questão de poucos minutos e sem sair de casa – desde a conhecer pessoas, como fazer compras – tudo isso a poucos cliques de “distância”.

 

Todo esse aparato tecnológico facilita, e muito, a vida de todos, mas inevitavelmente acaba por se tornar um novo meio para a prática de delitos. Tal fato decorre da facilidade do anonimato quando se está na frente de um computador aliada a técnicas para omitir quaisquer evidências que comprovem um crime e seu autor, já que em uma investigação sabe-se o IP do computador, mas não quem é o criminoso digital.

 

  1. Crimes Cibernéticos

Tal como a criminalidade tradicional, a cibercriminalidade pode assumir muitas formas e pode ocorrer quase a qualquer hora ou lugar. Os criminosos cibernéticos usam métodos diferentes segundo suas habilidades e seus objetivos. Esse fato não deveria ser surpreendente, afinal, o crime cibernético é nada mais que um “crime” com um ingrediente “informático” ou “cibernético”.

 

Com base nos diferentes tipos de crime cibernético, o define de forma precisa como qualquer delito em que tenha sido utilizado um computador, uma rede ou um dispositivo de hardware. O computador ou dispositivo pode ser o agente, o facilitador ou a vítima do crime. O delito pode ocorrer apenas no computador, bem como em outras localizações. Para compreender melhor a ampla variedade de crimes cibernéticos é preciso dividi-los em duas categorias gerais, definidos para os efeitos desta pesquisa como crimes cibernéticos do tipo I e II. No primeiro tipo o computador é apenas uma ferramenta de auxílio aos criminosos na prática de crimes conhecidos, como sonegação fiscal, compra de votos em eleições, tráfico de entorpecentes e falsificação de documentos e outros, ou seja, se o dispositivo não existisse, tal crime seria praticado da mesma forma. Já no segundo, o computador é a peça central para a ocorrência do crime, ou seja, se o dispositivo não existisse, tal crime não seria praticado.

 

Invasão de computadores, criação de comunidades virtuais para fazer apologia ao uso de drogas, envio de vírus de computador por e-mail, além do impulso que dá a crimes antigos como pornografia infantil, estelionato, engenharia social, entre outros. Como é possível observar a partir dessas definições, o cibercrime pode englobar uma gama muito ampla de ataques, e compreender essa variedade de crimes cibernéticos é importante visto que seus diferentes tipos requerem atitudes diferentes para melhorar a segurança computacional, haja vista a eliminação de fronteiras oferecida pela Internet acaba gerando sérias dificuldades para o combate a esses tipos de crimes, facilitando sua prática e ocorrência onde vítima e criminoso podem encontrar-se em países distintos.

 

Com essa nova modalidade de crimes e os mais diversos danos que podem causar, surge a necessidade de profissionais especializados, com amplo conhecimento em computação, segurança da informação, direito digital e outras áreas afins, com capacidade suficiente para investigar quem, como e quando um crime cibernético foi praticado, ou seja, um profissional capaz de identificar autoria, materialidade e dinâmica de um crime digital, já que em um local de crime convencional, um vestígio pode significar desde um instrumento deixado no ambiente pelo criminoso, a um fio de cabelo do mesmo. Entretanto, na informática os vestígios são digitais – zeros e uns, dados lógicos que compõem a evidência digital, a qual poderá ser desde conversas em chats, histórico de internet, programas etc., a arquivos excluídos intencionalmente pelo criminoso.

 

  1. O Processo de Investigação de Crimes Cibernéticos e a Atuação do Perito Forense Computacional

Segundo o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, o termo forense significa “que se refere a foro judicial”. Já a perícia, de acordo com o mesmo dicionário, é a prática que um profissional qualificado exerce, neste caso denominado de perito. Vistoria ou exame de caráter técnico e especializado. Dessa forma, as ciências forenses são desenvolvidas por profissionais altamente qualificados e especializados, em que as pistas deixadas no local do crime só são atestadas como verídicas após testes em laboratórios.

 

Criminosos a cada dia cometem seus delitos de forma a não deixar vestígios e, em casos como esse, a perícia forense opera nas descobertas de pistas que não podem ser vistas a olho nu, na reconstituição de fatos em laboratórios seguindo as normas e padrões pré-estabelecidos para que as provas encontradas tenham validade e possam ser consideradas em julgamento de um processo.

 

A forense computacional, ou computação forense, visa os mesmos eventos relatados acima só que na área tecnológica, buscando pistas virtuais que possam descrever o autor de ações ilícitas, a fim de suprir as necessidades das instituições legais no que se refere à manipulação das novas formas de evidências eletrônicas. Sendo assim, ela é a ciência responsável por coletar provas em meios eletrônicos que sejam aceitas em juízo, tendo como principal objetivo a aquisição, a identificação, a extração e análise de dados que estejam em formato eletrônico e/ou armazenados em algum tipo de mídia computacional.

 

Ante ao exposto, a perícia forense computacional tem como objetivo principal determinar a dinâmica, a materialidade e a autoria de ilícitos ligados à área de informática, tendo como questão principal a identificação e o processamento de evidências digitais em provas materiais de crime, por meio de métodos técnico-científicos, conferindo-lhe validade probatória em juízo. Para isso, o perito forense computacional averigua e investiga os fatos de uma ocorrência digital e propõe um laudo técnico para entendimento geral de um episódio, comprovado através de provas, juntando peças importantes para descobrir a origem de um crime ou para desvendar algo que não está concreto.

 

A averiguação é acionada quando se faz necessário a comprovação de um crime, através de análises de equipamentos computacionais e eletrônicos. De tal forma que um laudo ou um relatório técnico imparcial seja gerado para que fiquem claras as comprovações dos fatos fundamentados, a fim de se nortear os julgadores do acontecido. Sendo que, no campo da informática, os principais exames forenses realizados estão entre exames periciais em dispositivos de armazenamento computacional como HDs, CDs, DVDs, Blu-Rays, pendrives etc. e outros dispositivos de armazenamento como smartphones, smart tvs, tablets, sites, vídeo games, e-mails. Cabendo ressaltar que em alguns casos é necessária a realização de procedimentos ainda no local do delito, para que possíveis evidências não sejam perdidas, pois no caso de um flagrante é possível encontrar o computador do criminoso ligado, quando necessário proceder a análise no local.

 

A importância do papel do especialista em computação forense, ou perito forense computacional, vem ganhando grande relevância e destaque devido ao crescimento dos crimes cibernéticos. A partir dessa situação surge a necessidade de profissionais capazes de elaborar laudos a fim de se determinar a dinâmica, a materialidade e a autoria de ilícitos eletrônicos, para que se viabilize e possibilite aplicação de punição para determinado caso que envolva esses tipos de crimes.

 

Atualmente a computação forense já faz parte da rotina policial, pois não é mais novidade alguma, em um local de crime, se encontrar um ou mais computadores, os quais necessitem de um profissional apto a investigar e periciar o equipamento em questão, o qual pode se tornar, dependendo da informação encontrada, a peça chave para a comprovação de um crime.

 

  1. A Carreira do Perito Forense Computacional

Reconstruir o passado, constatar a materialidade e apurar a autoria de incidentes cometidos com o requinte dos bits. Esta é a função da perícia digital ou forense digital, carreira que mescla a formação jurídica com a tecnologia da informação e que é crescente na esfera pública e privada, à medida que conflitos, fraudes, furtos e agressões passam a ser cometidas por intermédio de dispositivos informáticos e telemáticos, de um computador de mesa a um dispositivo móvel celular.

 

A forense computacional é uma das áreas da computação em fase de ascensão e já é possível encontrar especialização em abundância nessa área no país, uma vez que está sendo bem difundida ultimamente em relação a alguns anos atrás, devido à crescente prática de atividades ilícitas através da tecnologia digital. Dessa forma, com as mudanças no paradigma tecnológico atual, surge aos poucos a necessidade cada vez maior de um profissional com conhecimento em perícia forense computacional (ou digital), capazes de investigar e produzir laudos periciais que provem autoria e materialidade de um delito eletrônico.

 

O estudo e a procura por formação profissional na computação forense ainda é novidade para muitos e está desenvolvendo-se principalmente pela necessidade do combate aos crimes eletrônicos. Sendo que os profissionais na área podem ser chamados nos mais diversos lugares que precise de algum serviço minucioso o qual envolva equipamentos informáticos e têm regras a seguir e providências definidas a tomar tanto para obter credibilidade no que fazem, quanto para que seu trabalho não tenha sido em vão e desconsiderado em uma audiência judicial, onde um parecer técnico ou laudo será necessário.

 

Os profissionais que atuam na área de forense computacional são indivíduos geralmente chamados de perito por terem um grande nível de conhecimento em computação e por investigarem os crimes de natureza tecnológica. Nesse contexto, esses profissionais devem reunir um conjunto de características, tais como:

 

  • Conhecimento e entendimento profundo de segurança da informação, direito digital e sistemas computacionais, bem como das características de funcionamento de sistemas de arquivos, programas de computador e padrões de comunicação em redes de computadores;
  • Familiaridade com as ferramentas, técnicas, estratégias e metodologia de ataques conhecidos, inclusive as que não se tem registo de ter ocorrido, mas que já são vistas como uma exploração em potencial de uma determinada vulnerabilidade de um sistema;
  • Faro investigativo para perceber rastros sutis de ações maliciosas – Esmero pela perfeição e detalhes. Sempre deve haver rastros, mesmo que muito sutis;
  • Entendimento sobre o encadeamento de causas e consequências em tudo o que ocorre num sistema para construir a história lógica formada por ações maliciosas ou normais que já tenham ocorrido, que estejam em curso e que possam vir a acontecer;
  • Conhecimento da legislação envolvida;
  • Conhecimento das diretivas internas das empresas e instituições envolvidas no processo investigativo, com especial atenção às limitações como diretivas de privacidade, sigilo e escopo ou jurisdição de atuação;
  • Cuidado com a manipulação e preservação de provas legais em potencial, pois o que não é visto como prova hoje pode vir a ser uma prova e então é bom ter sido preservada o suficiente para ser aceita em um tribunal;
  • Experiência ao examinar os rastros em um incidente perceber o nível de sofisticação e conhecimento de um atacante, especialmente interessante se o atacante usa subterfúgios para parecer menos capaz, como deixar rastros óbvios e parecer um ataque simples para ocultar ações maliciosas muito mais perigosas e muito mais escondidas.

Mas por onde começar para se tornar um perito forense computacional?

 

Primeiramente, fazer um curso de graduação que envolva computação é imprescindível para se trabalhar na área. Em seguida optar por cursos de pós-graduação especifica e, como a evolução tecnológica é dinâmica, é importante estar sempre atualizado e fazer cursos e certificações da área.

 

Além disso, a formação do profissional aspirante a perito, que deve ser aprofundada em tecnologia e direito, deve demonstrar experiências em frameworks, compliance e melhores práticas previstas na tecnologia da informação como SOX, COBIT, ITIL, PCI, ISO 27001, além da legislação básica brasileira, Código Civil, Código Penal, Consolidação das Leis do Trabalho, e principalmente, normas processuais e procedimentais que regulamentam a produção da prova pericial no Brasil.

 

A formação ideal deve ser a jurídica juntamente com a técnica, eis que mais do que saber agir tecnicamente ou conhecer a intimidade das falhas e dos sistemas, este profissional precisa atuar na linha tênue que separa uma perícia homologada, de uma produção probatória nula, ilícita ou ilegítima. Além do que, nesta profissão, saber escrever e dar significado a zeros e uns é fundamental.

 

O profissional pode atuar na área pública ou privada. Na área pública, deve peticionar em juízo sua habilitação que será ou não deferida pelo juiz, e em algumas comarcas, pode-se auxiliar o Ministério Público e Delegacias não especializadas também apresentando-se em petição escrita instruída de curriculum, antecedentes criminais e casos que atuou. Pode-se igualmente ser um perito policial, integrante do Instituto de criminalística dos Estados ou da Polícia Federal (mediante concurso). Já na área privada, os profissionais podem atuar ou em forense corporativa integrando uma equipe multidisciplinar composta por profissionais da área jurídica e técnica, ou como assistente técnico, representando a parte na perícia, sendo, portanto, alguém de sua confiança.

 

A carreira de perito digital é hoje uma profissão em ascensão e há várias universidades no país que oferecem cursos de pós-graduação e até mestrado na área, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Universidade Potiguar e a Universidade de Brasília, por exemplo. A seguir, há algumas informações para se começar na caminhada da carreira profissional de perito forense computacional.

 

Os cursos livres, de certificações, de aperfeiçoamento, de pós-graduação (latu ou strictu sensu) e de atualização, tais quais os eventos destinados aos profissionais da área da informática que almejam a atuação pericial são ministrados pelas mais variadas instituições de ensino superior, bem como por empresas do mercado de segurança da informação, dentre os quais podemos citar:

Principais Empresas de Certificações e Treinamentos no Brasil:

Principais Cursos de Pós-graduação:

 

Principais Certificações em Ferramentas:

 

Principais Certificações em Cursos:

 

Principais Eventos no Brasil:

  1. Considerações Finais

 

É indubitável que estamos cada vez mais dependentes da tecnologia e é natural que os criminosos usufruam das mesmas vantagens tecnológicas que nós.

 

Pessoas mal intencionadas utilizam esse recurso para ganhar dinheiro e até mesmo para cometer crimes na rede e abolir completamente a prática de crimes é impossível, mas é possível minimizar suas ocorrências através de sua investigação, não permitindo que novas técnicas para o combate aos crimes digitais sejam descobertas e que criminosos cibernéticos fiquem impunes e é ai que os peritos forenses computacionais atuam – com o intuito de determinar e provar dinâmica, autoria e materialidade de ilícitos computacionais, como os CSI do século XXI.

 

  1. Referências

 

CARDOSO, Nágila Magalhães. A Importância dos Profissionais em Computação Forense no Combate aos Crimes Tecnológicos. Revista Espírito Livre, n.32, p.58-60. Espírito Santo: Revista Espírito Livre, 2011.

CASEY, Eoghan. Handbook of Computer Crime Investigation Forensics – Tools and Technology. 2ª Edição. California: Academic Press, 2003.

ELEUTÉRIO, Pedro. M. S; MACHADO, Márcio. P.. Desvendando a Computação Forense. 1ª Edição. São Paulo: Novatec, 2010.

FRANCO, Deivison Pinheiro. CSI do Século XXI. Revista Convergência Digital, n.2, v.2, p.24-26. São Paulo: Universo Online, 2012.

MELO, Gilberto. A Profissão do Futuro: Como Ser Um Perito Digital. [S.I.]: Melo, 2012. Disponível em: <http://gilbertomelo.com.br/jurisprudencias-e-noticias/90/2865-a-profissao-do-futuro-como-ser-um-perito-digital>. Acesso em: 10 de dezembro de 2015.

MILAGRE, José Antonio. Empregos, Certificação e Licença Para Ser Perito Digital. [S.I.]: Milagre, 2012. Disponível em: <http://josemilagre.com.br/blog/2011/01/25/empregos-certificacao-e-licenca-para-ser-perito-digital/>. Acesso em: 10 de dezembro de 2015.

SYMANTEC. O Que é Crime Cibernético? [S.I.]: Symantec, 2012. Disponível em: <http://br.norton.com/cybercrime/definition.jsp>. Acesso em: 10 de abril de 2016.

TOLENTINO, Luciano Cordova; SILVA, Wanessa da; e MELLO, Paulo Augusto M.S.. Perícia Forense Computacional. Revista Tecnologias em Projeção, n.2, v.2, p.26-31. Brasília: Faculdade Projeção, 2011.

* Deivison Pinheiro Franco

Mestre em Ciência da Computação e em Inovação Tecnológica;

Especialista em Ciências Forenses, em Suporte a Redes de Computadores e em Redes de Computadores;

Graduado em Processamento de Dados;

Técnico Científico de TI – Analista Sênior do Banco da Amazônia;

Professor de graduações e pós-graduações;

Perito Judicial em Forense Computacional, Auditor de TI e Pentester;

Membro do IEEE Information Forensics and Security Technical Committee;

Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses;

Colunista das Revistas Segurança Digital, Hakin9 e eForensics Magazine;

CEH, CHFI, DSFE e ISO 27002 Advanced.

Colunista do CryptoID

 

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/deivison-pinheiro-franco-749a97119

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8503927561098292

eForensics: https://eforensicsmag.com/deivison-franco

E-mail: deivison.pfranco@gmail.com

[1] Iniciativa da Diretoria Técnico-Científica do Departamento de Polícia Federal, com o objetivo de contribuir para a melhoria das atividades periciais dos Institutos de Criminalística e das Polícias Científicas do Brasil, ou seja, o curso é destinado exclusivamente a capacitar os servidores da Polícia Federal, Polícias Civis e Polícias Técnico-Científicas dos Estados, no que diz respeito ao conhecimento em suas diversas particularidades.

Foto: Apecof


1
3 de julho de 2017

Das sanções contra Rússia a Otan, republicanos vão na direção contrária a do presidente

 

WASHINGTON — Seja na questão russa ou no orçamento do Pentágono, os republicanos no Congresso vêm criando novos controles para tentar conter o poder da Casa Branca e, em alguns casos, simplesmente ignoram os desejos do governo de Donald Trump em temas de segurança nacional e política externa.

 

Apesar dos comentários favoráveis de Trump sobre a Rússia, o Senado aprovou um pacote de sanções contra Moscou, que pode dar ao Capitólio o poder de barrar qualquer esforço do governo para reverter punições contra o Kremlin. Além disso, os congressistas aprovaram três medidas que aumentam os gastos do Pentágono em cerca de US$ 30 bilhões a mais do que o proposto pelo presidente — depois que os republicanos reclamaram que o orçamento inicial era insuficiente.

 

E em uma vitória surpresa esta semana, um painel da Câmara aprovou uma emenda para revogar a Autorização de Uso da Força Militar, de 2001 — sancionada após os ataques do 11 de Setembro —, que dava autoridade legal para o presidente em guerras como as da Síria, Iraque e Afeganistão. Com isso, Trump precisaria de autorização nas duas Casas para dar um passo nesse sentido.

 

— Vemos o Congresso intensificar as tentativas para assumir um papel mais agressivo na segurança nacional pela primeira vez em muito tempo — disse à rede CNN Mieke Eoyang, analista de segurança e ex-assessor do Congresso. — Parece que eles não estão vendo o tipo de liderança adulta na Casa Branca que esperavam de alguém no cargo.

 

Outros especialistas, no entanto, argumentam que a maioria das medidas até agora são meramente simbólicas. Há grandes obstáculos à aprovação de uma nova autorização de guerra contra o Estado Islâmico, e as sanções adicionais contra a Rússia estão paralisadas na Câmara.

 

— Estou cautelosamente otimista de que o Congresso esteja buscando marcar alguma posição no processo caótico de segurança nacional — afirmou à CNN Loren DeJonge Schulman, analista de defesa do Centro para uma Nova Segurança Americana. — Mas ainda não me parecem restrições significativas. Só serão quando se recusarem a financiar uma das iniciativas de Trump, ou interromperem o financiamento de guerra até que uma estratégia clara seja dada.

 

Fortalecimento de aliança

 

O projeto de lei aprovado no Senado em relação às sanções contra a Rússia pode ser a medida mais significativa até agora — ela passou por 98 votos favoráveis contra apenas dois contrários. Se for aprovado também na Câmara, ele dará ao Congresso a capacidade de bloquear Trump caso ele queira reverter punições contra Moscou — e acontece depois de uma reportagem de maio, publicada pelo “Washington Post”, que indicava que o presidente supostamente estaria considerando diminuir algumas dessas sanções.

 

E, embora o voto da Comissão de Doações da Câmara para revogar a autorização de guerra de 2001 provavelmente não se transforme em lei, é outra rejeição implícita a Trump — e um sinal do crescente descontentamento do Congresso com sua guerra declarada contra o terror.

 

Em outros casos, as Casas toaram medidas simbólicas para repreender o presidente. O Senado, por exemplo, aprovou uma emenda que reafirma o apoio ao princípio do Artigo 5 da Otan, que defende que um ataque a um membro da organização é um ataque a todos — voto que veio depois que Trump não reafirmou o princípio durante seu discurso na sede da entidade. A Câmara também aprovou uma resolução similar no fim desta semana para reafirmar o compromisso dos EUA com a Otan.

 

Recentemente, o presidente da comissão das Forças Armados do Senado, John McCain, criticou o governo por não ter articulado uma estratégia para o Afeganistão, e ameaçou criar ele mesmo sua própria estratégia.

 

— O presidente tem duas escolhas: ou nos dá uma estratégia ou vamos aprovar uma criada por nós.

 

Fonte: O Globo


Revista Colaborativa

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